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sonho

18/02/2013

às 23:46 \ Direto ao Ponto

Yoani sonha com o dia em que também os cubanos poderão manifestar-se livremente

A coluna transcreve o primeiro post de Yoani Sánchez sobre a viagem ao Brasil, enviado pelo nosso Reynaldo-BH. (AN)

“Llevar una bitácora de viaje es tan difícil como tratar de estudiar para un examen de matemáticas en el interior de una discoteca. Atenta a la nueva realidad que se muestra ante mis ojos desde que salí de Cuba, me he visto ante la disyuntiva de si vivir o narrar lo que me ocurre, actuar como protagonista de este itinerario o como periodista que lo cubre. Ambas ópticas son difíciles de llevar a la par, dada la velocidad y la intensidad de cada suceso, por lo que trataré de ir poniendo por escrito algunas impresiones. Hilachas de lo que me sucede, fragmentos a veces caóticos de lo que experimento.

La primera sorpresa en el programa fue en el aeropuerto José Martí de La Habana, cuando después de atravesar la taquilla de emigración varios pasajeros comenzaron a acercarse y a darme sus muestras de solidaridad. El afecto fue creciendo en la medida que el trayecto avanzaba y en Panamá encontré a unos venezolanos también muy cariñosos… aunque me pidieron de favor que no subiera la foto con ellos a Facebook… para no tener problemas en su país. Después de esa escala, vino el vuelo más largo hacia Brasil, con una sensación mental y física de descomprensión. Como si hubiera estado sumergida demasiado tiempo sin poder respirar y lograra tomar ahora una bocanada de aire.

El aeropuerto de Recife un lugar para el abrazo. Allí encontré a muchas personas que durante años me han apoyado en mi empeño de viajar fuera de las fronteras nacionales. Hubo flores, regalos y hasta un grupo de gente insultándome que me gustó mucho ─lo confieso ─porque me permitió decir que yo soñaba con que “algún día en mi país la gente se pudiera expresar públicamente así en contra de algo, sin represalias”. Un verdadero regalo de pluralidad, para mí que llego de una Isla a la que han intentado pintar con el monocromático color de la unanimidad. Más tarde me asomé también a una Internet tan rápida que casi no comprendo, sin páginas censuradas ni funcionarios mirando por el hombro la página que visito.

Así que hasta ahora todo va muy bien. Brasil me ha dado el regalo de la diversidad y del cariño, la posibilidad de apreciar y narrar tantos asombros.

Segue-se o texto em português:

Carregar um caderno de viagem é tão difícil como estudar para uma prova de matemática no interior de uma discoteca. Atenta a nova realidade que se mostra ante meus olhos desde que saí de Cuba, vi-me ante a alternativa de viver ou narrar o que me ocorre, atuar como protagonista deste itinerário ou como a jornalista que o cobre. Os dois pontos de vista são difíceis de serem postos lado a lado, dado a velocidade e a intensidade de cada acontecimento, portanto tratarei de ir colocando por escrito algumas impressões. Linhas do que me sucede, fragmentos às vezes caóticos do que experimento.

A primeira surpresa do programa foi no Aeroporto Jose Martí de Havana quando depois de atravessar a porta da emigração vários passageiros começaram a se acercar e a me dar suas mostras de solidariedade. O afeto foi crescendo na medida em que o trajeto avançava e no Panamá encontrei uns venezuelanos também muito carinhosos… Apesar de me pedirem o favor de que não subisse a foto com eles para o Facebook… Para não terem problemas em seu país. Depois dessa escala veio o vôo mais longo até o Brasil, com uma sensação mental e física de descompressão. Como se houvesse estado submersa muito tempo sem poder respirar e conseguisse agora ter uma inspiração de ar.

No aeroporto de Recife um lugar para o abraço… Ali encontrei muitas pessoas que durante anos têm apoiado meu empenho de viajar para fora das fronteiras nacionais. Houve flores, presentes e até um grupo de gente me insultando que muito gostei – confesso – porque me permitiu dizer que eu sonhava com que “algum dia em meu país as pessoas pudessem expressar publicamente dessa forma contra algo, sem represálias”. Um verdadeiro presente de pluralidade para mim que chego de uma Ilha que tentaram pintar com a monocromática cor da unanimidade. Mais tarde tive aceso a uma Internet tão rápida que quase não compreendo, sem páginas censuradas nem funcionários olhando por cima do ombro a página que visito.

Desse modo que até agora vai tudo muito bem. Brasil tem me dado o presente da diversidade e do carinho, a possibilidade de apreciar e narrar tantos assombros.

(Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto)

 

06/01/2012

às 21:07 \ História em Imagens

Nunca desista de seus sonhos

Meu amigo Moacir Japiassu, jornalista maior e admirável romancista, mandou-me um vídeo que resume a esperança de milhões de brasileiros. Divirta-se.

16/08/2010

às 1:31 \ Sanatório Geral

Para casa, Padilha! (11)

“Cada um de vocês tem que se tornar em uma Dilma e em uma Roseana para que a gente não permita que a ‘turma da agressão’ possa vir abalar esse grande sonho que nós estamos construindo para o Brasil e para o Maranhão”.

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, explicando que a capitania hereditária da Famiglia Sarney vai virar um sonho de matar de inveja até suecos e dinamarqueses quando cada maranhense mentir compulsivamente, não falar coisa com coisa, lavar dinheiro depositado no Exterior e queimar todos os livros que contem a verdade sobre Madre Superiora.

17/03/2010

às 14:20 \ Vídeos: Entrevista

Yara Regina Ferreira, uma das vítimas da Bancoop

Em novembro de 2001, a bancária Yara Regina Ferreira achou uma boa ideia investir o dinheiro da aposentadoria na compra de um apartamento financiado pela Bancoop, a Cooperativa dos Bancários. Preço acessível, localização privilegiada e compromisso com a pontualidade foram alguns dos requisitos que pesaram na escolha. O sonho de Yara transformou-se em pesadelo. Em 2006, foi informada de que havia, além das parcelas restantes, um “resíduo” de mais de R$ 40 mil. Yara não aceitou contrair uma nova dívida antes de terminar de pagar pelo apartamento o preço inicialmente combinado. Em 2008, quando juntou o dinheiro que faltava, foi informada pela Bancoop de que havia perdido o imóvel. Até aquele momento, já havia desembolsado R$ 150 mil. Há alguns meses, outra surpresa: o porteiro do prédio avisou que a casa que ela pagou, mas onde nunca conseguiu morar, havia sido vendida para outra pessoa.

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