Blogs e Colunistas

São Francisco

28/12/2013

às 20:02 \ Feira Livre

Imagens em Movimento: As cenas que antecederam a catásfrofe

tarja-an-melhores-do-ano-2013

PUBLICADO EM 25 DE MAIO

O grande terremoto de 1906 em São Francisco

SYLVIO ROCHA

Na história do cinema, muitas coisas aconteceram por acaso. Foi assim com o filme selecionado para esta semana. Em 14 de abril de 1906, quando saíram por São Francisco para captar as imagens que aparecem no vídeo abaixo, os irmãos Miles não poderiam desconfiar que, quatro dias depois, grande parte daqueles homens e mulheres, ruas, casas e carros seria dizimada por um terremoto de 7.8 na escala Richter, seguido de um incêndio de proporções apavorantes. O filme só sobreviveu às chamas porque, dois dias antes, havia sido enviado à sede da produtora, em Nova York, para ser revelado.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

01/06/2013

às 12:18 \ Direto ao Ponto

As imagens de São Francisco antes e depois do grande terremoto

Trecho: Nessa nova versão, o cinegrafista anônimo – que pode muito bem ter sido um dos irmãos Miles – colocou a câmera na frente de um automóvel. O percurso é o mesmo e nos dá a dimensão da tragédia: 80% da cidade foi destruída, 3 mil pessoas morreram e mais da metade ficou sem ter onde morar.

Leia a íntegra na seção Feira Livre.

01/06/2013

às 9:00 \ Feira Livre

Imagens em Movimento: Depois da catástrofe

Filme dos irmãos Miles, gravado em São Francisco quatro dias antes do terremoto de 1906

SYLVIO ROCHA

Os antigos tinham medo da fotografia por acreditar que ela poderia aprisionar a alma. De certa forma, isso não deixa de ser verdade. Ao observarmos a imagem em movimento podemos concluir que ela é capaz de trazer de volta o passado, funcionando como uma espécie de túnel do tempo. A câmera guarda a vida. E pode ressuscitar os mortos ─ diante da lente, eles se movem, sorriem, brincam e falam. É possível até sentir seus odores através da tela.

O filme da semana passada revelou a beleza de uma das maiores cidades dos Estados Unidos na época, a inexistência de regras no trânsito, a elegância dos trajes, a fartura de edifícios e a onipresença da carruagem. Muitos comentaristas enviaram sugestões, críticas e observações. Por isso, este texto irá discorrer sobre o mesmo tema.

Pouco se sabia sobre o filme dos irmãos Miles além do que se via na tela. Acreditava-se que fora feito em 1905, até que o pesquisador David Kiehn, intrigado com as imagens, assumiu o papel de arqueólogo cinematográfico. Ao analisar indícios climáticos (as poças d’água, por exemplo), placas de carros (ano de licenciamento) e jornais da época, descobriu que aquela preciosidade havia sido filmada quatro dias antes do grande terremoto de 1906. A partir daí, a relevância do filme foi exponencialmente ampliada.

O vídeo abaixo (enviado pela comentarista Giovana) não teve a mesma sorte e continua com boa parte de sua história desconhecida. As cenas foram gravadas alguns dias depois da catástrofe e, assim como no filme anterior, filmadas na mesma Market Street. Nessa nova versão, o cinegrafista anônimo – que pode muito bem ter sido um dos irmãos Miles – colocou a câmera na frente de um automóvel. O percurso é o mesmo e nos dá a dimensão da tragédia: 80% da cidade foi destruída, 3 mil pessoas morreram e mais da metade ficou sem ter onde morar.

O filme que mostra apenas as imagens da destruição é embalado pela melancólica Adágio, de Samuel Barber. O segundo vídeo deste post compara quadro a quadro o antes e o depois do terremoto sob a trilha sonora de Strange Rapture, composta por John Caçavas.

Dessa vez, a vida continua a passar na frente da câmera, mas sem a mesma alegria e elegância de antes. O que permanece é a importância histórica.

25/05/2013

às 6:32 \ Direto ao Ponto

As imagens de São Francisco quatro dias antes do grande terremoto

Trecho: Em 14 de abril de 1906, quando saíram por São Francisco para captar as imagens que aparecem no vídeo abaixo, os irmãos Miles não poderiam desconfiar que, quatro dias depois, grande parte daqueles homens e mulheres, ruas, casas e carros seriam dizimados por um terremoto de 7.8 na escala Richter, seguido de um incêndio de proporções apavorantes.

Leia a íntegra na seção Feira Livre.

23/03/2012

às 18:49 \ Sanatório Geral

Planejamento é isso

“Os aditivos são explicados pelo avanço dos projetos executivos, que têm identificado, com maior grau de precisão, as intervenções necessárias para a completude do projeto de interligação do São Francisco.”

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, na nota que tenta justificar as sucessivas ampliações da gastança com a transposição das águas do Rio São Francisco, informando em dilmês arcaico que, se Deus ajudar e o dinheiro não acabar de vez, a obra que Lula prometeu inaugurar em 2010 talvez fique pronta no próximo século.

10/02/2012

às 7:15 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo: ‘A supergerente que espanca projetos que não param em pé afaga a obra bilionária que não consegue fazer a água correr deitada’

Celso Arnaldo Araújo

A fala árida de raciocínios, no vídeo cínico, se inicia com uma caudalosa platitude. Para que serve a transposição do rio São Francisco?

“Garantir a base da vida, que é a água”.

Não diga!! Então aquelas pistas de cimento no meio da caatinga não eram parte de um novo circuito da Fórmula 1?

O truque é velho. Dilma herdou o artifício malandro de Lula: para impressionar o povo e a imprensa com uma obra que não existe e nunca existirá ou com uma que começou mas parou no caminho por incúria ou má-fé, fale sempre, ou de novo, da importância da obra, de como ela mudará a vida das pessoas. E lá vem Dilma enfatizar a importância que seu governo dá à obra abandonada por seu governo:

“Eu acredito que uma das obras mais significativas desse pedácio (sic) do século que estamos vivendo é essa obra. Porque ela cria condições para você tê uma agricultura diferenciada, numa região que tem uma característica que é a seca, né, você podê irrigá é um grande ganho”.

Dilma não percebe, mas ela soa como alguém falando do assunto pela primeira vez, anunciando uma ideia nova e boa, que nunca saiu do papel — não de uma obra até aqui fracassada, por incompetência de seu governo, que atenta contra os interesses da população a quem deveria beneficiar. Dessa declaração só se aproveitam duas coisas:

*Há seca no Nordeste

*Com água seria melhor

Prossegue:

“E, pra mim, nessa fase de governo, acompanhá como essa obra está se desdobrando é um dos meus assuntos mais fundamentais”.

Desde quando o estado de abandono do conjunto da obra da transposição do Velho Chico é assunto fundamental de Dilma? Só depois da denúncia da Folha, em dezembro? Nos 12 meses necessários para a desolação se desdobrar ao ponto atual — alojamentos depredados e saqueados, canais artificiais tomados pelo mato e já se desfazendo pela erosão – surgiu na caatinga uma faceta artificial, de concreto e ferro, da secular seca nordestina, totalmente criada pelo homem. Ou pela mulher.

PALMADELA NO BUMBUM
Na lenda da supergerente sem cabeça, alardeada com medo e reverência por seus áulicos, a mulher que dá show em múltiplas competências técnicas e é feroz no zelo com o dinheiro público costuma “espancar” projetos que “não param de pé”. Ao assumir a Educação, o ministro Mercadante ensinou a seu sucessor na pasta da Ciência e Tecnologia que, para atender ao padrão Dilma de qualidade, um projeto só fica de pé se o ministro mobilizar o trabalho concentrado e diuturno de toda uma equipe de técnicos do mais alto gabarito. Erguido o projeto, é preciso também passar à presidente um prazo exequível – e aí de quem não cumpri-lo e no rigor de cada centavo. Dona Dilma estará de ampulheta e calculadora em punho. Se um grão de areia chegar atrasado ou um cêntimo for acrescentado à tabela de custos, aí de você. Fique certo: tudo será discutido por ela, ao detalhe financeiro da nona casa decimal. Ah, não tente enganá-la: ela acompanhará tudo online, lance por lance.

O escândalo do São Francisco faz a transposição definitiva dessa mitologia para o terreno da empulhação mais deslavada. O megaprojeto de interligação, só tendo parado de pé nos palanques de Lula e no empenho de quase sete bilhões de reais, ainda não fica nem deitado – teima em cambalear como um ectoplasma da crueldade da máquina petista. A água que refrescaria a vida de 12 milhões de nordestinos em 390 municípios de quatro estados, interligando o grande rio a cursos temporários do semiárido por meio de canais artificiais, ainda está muito longe de sua primeira gota. O que já escorreu, abundantemente, foi o dinheiro destinado às empreiteiras. Desde 2007, quando “Dom Predo III” deu início à obra, com os projetos avalizados pela então toda poderosa chefona da Casa Civil, os custos já subiram mais de 50%. E a obra está completamente parada há mais de um ano em quatro dos seis lotes. Tudo abandonado – e online, para quem quiser ver.

Ao longo do ano passado, a maioria das construtoras simplesmente fechou seus canteiros e dispensou empregados, alegando que os projetos só contemplavam o arroz-e-feijão da obra, eram básicos demais para a complexidade da transposição – e isso só foi percebido quando pisaram na caatinga. No vídeo, naquela sua língua arrevesada, Dilma admite mais ou menos isso. Faltaram projetos – e não era nem o caso de terem ou não levado a primeira palmadela no bumbum: eles não foram nem concebidos. Serão agora.

Ao longo de todo esse ano de obras paralisadas, nenhum repórter da mídia amestrada foi pautado a perguntar pela transposição – como ninguém questionou, nem remotamente, a promessa das 6 mil creches. A população que seria beneficiada pelas abundantes águas do Velho Chico também não foi ouvida e agora, depois da passagem de Dilma pelo cenário deserto, alguns reclamam que, além de a água nova não ter chegado, a velha, que era pouca, sumiu – pela inativação de alguns riachos locais.

Aparentemente, Dilma não sabia de nada. Para ela, ali já jorrava água como nas fontes do Fontainebleau, em Miami. E, ao saber que não era nada disso, não parece ter subido nas tamancas – seu estilo apregoado. Evoluiu no caso com sapatilhas de cristais. O ministro Fernando Bezerra, a quem cabe a supervisão da megaobra, não só foi mantido na pasta depois de sucessivas denuncias de outra natureza como foi premiado com a missão de executar toda a reengenharia da fase “agora vai” da bilionária transposição, repactuando contratos, fazendo aditivos e complementos – cestão de negociações com empreiteiras que o deixa mais feliz que pinto no lixo. Nem Deus e o Diabo na Terra do Sol hão de saber o que se passou nessa “renegociação” de contratos de que eles falam tanto no vídeo. Dilma, por sua vez, tem uma dívida de gratidão com a transposição do rio São Francisco: deve ao projeto boa parte dos votos que teve no nordeste e que a elegeram.

Por isso ninguém melhor do que a própria supergerente para pôr a transposição de pé novamente, depois do violento espancamento que a obra sofreu da realidade da vida. Louve-se a coragem da responsável final pela desídia e pelo desperdício em se apresentar como a redentora do projeto – como se até aqui a obra de farinha pertencesse a outro governo.

Mas e a água?

Ah, a água é a base da vida.

09/02/2012

às 10:25 \ Frases

Queremos resultados

“Agora, nós queremos resultado”.

Dilma Rousseff, culpando a iniciativa privada pelos atrasos nas obras de transposição do Rio São Franciso.

09/02/2012

às 1:26 \ Sanatório Geral

Dilmês arcaico

““É óbvio que teve uma desmobilização em alguns momentos porque era necessário recompor as resoluções contratuais”.

Dilma Rousseff, capturada pelo comentarista Otavio em Juazeiro quando ensinava, no meio da discurseira sobre o fiasco das obras de transposição do São Francisco, como é que se diz em dilmês arcaico “a coisa parou porque tivemos de aumentar o preço do contrato e a porcentagem das comissões”.

08/02/2012

às 21:08 \ Sanatório Geral

Delírio fluvial

“O ministro [Fernando Bezerra] negociou contratos, reequilibrou esses contratos e agora nós temos uma clara perspectiva de fazer com que essa obra entre em regime de cruzeiro e não tenha nenhum problema de continuidade”.

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo nesta quarta-feira em Juazeiro, “após inspecionar os desoladores canais que integrariam a transposição do Rio São Francisco e que esfarelam sem obras há quase um ano, prometendo finalmente colocar em regime de Costa Concordia, depois da providencial correção de rota executada pelo capitão Francesco Bezerra, o projeto que segundo Lula nem Dom Predo (sic) conseguiu tirar do papel.”

09/06/2010

às 23:55 \ Sanatório Geral

Descanso eterno

“Estou pensando em ir ao São Francisco e vir nadando até cair num açude no Ceará”.

Lula, em entrevista à rádio Jangadeiro, em Fortaleza, quando lhe perguntaram o que fará depois de deixar o atual emprego, confessando que, para esperar que a transposição das águas do São Francisco saia do papel, não vai fazer nada até 2050.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados