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Rosemary Noronha

07/03/2014

às 14:19 \ O País quer Saber

A volta de Rose Noronha ao noticiário político-policial ameaça quebrar o voto de silêncio do protetor da quadrilha desmontada há um ano pela Polícia Federal

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(Foto: Fernando Cavalcanti)

JÚLIA RODRIGUES

O PT mal teve tempo de festejar a decisão do STF que, ao absolver José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares do crime de formação de quadrilha, estabeleceu que os criminosos hospedados na Papuda são apenas corruptos: informações confinadas no reduzido espaço que não foi confiscado pelo noticiário do Carnaval avisaram que a ressurreição do caso protagonizado em parceria por Lula e Rosemary Noronha poderá prolongar a insônia dos companheiros por mais alguns meses.

Abafada pela cantoria dos blocos e pelas baterias das escolas de samba, a segunda etapa do cortejo de maracutaias e vigarices aberto em novembro de 2012 pela Operação Porto Seguro, coordenada pela Polícia Federal, começou neste  28 de fevereiro, depois que o juiz Fernando Américo de Figueiredo Porto, da 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra 18 participantes da quadrilha especializada em tráfico de influência e no comércio de pareceres emitidos por agências reguladoras. Entre os destaques do escândalo figura a amiga íntima que Lula instalou em 2004 na chefia do escritório da Presidência da República em São Paulo.

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13/01/2014

às 18:52 \ O País quer Saber

Um ano depois da descoberta do escândalo estrelado por Lula e Rose, o país continua querendo saber quem fez o quê

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PUBLICADO EM 4 DE DEZEMBRO

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JÚLIA RODRIGUES

Um ano depois do desfecho da Operação Porto Seguro, promovida pela Polícia Federal para desbaratar uma quadrilha especializada na comercialização de pareceres fraudulentos emitidos por agências reguladoras, a única mulher envolvida no escândalo é também a única integrante do bando cuja vida mudou para pior.

Chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo desde 2004, Rosemary Nóvoa de Noronha reinou no 17° andar do prédio do Banco do Brasil na Avenida Paulista até a descoberta de que o local fora reduzido a uma extensão de um grupo criminoso.

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04/01/2014

às 9:00 \ Direto ao Ponto

‘O Bebum de Rosemary’ vence a eleição que escolheu o título do livro de Lula e causou a onda de chiliques na esgotosfera

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PUBLICADO EM 21 DE JULHO

Tanto sacerdotes quanto devotos da seita que tem em Lula seu único deus sucumbiram a sucessivos e violentos ataques de nervos. Contagiados pela epidemia de chiliques, milicianos em serviço na internet tentaram articular outra feroz ofensiva contra o autor da afronta intolerável. Isso não pode ficar assim, decidiram os comandantes da tropa aquartelada na esgotosfera.

O que não podia ficar assim era a eleição, que mobilizou milhares de leitores da coluna, para a escolha do título do livro que Lula deveria escrever para, em seguida, candidatar-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras. (Como a ABL premiou com uma cadeira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que está para o Super-Macunaíma como a kriptonita verde para o Super-Homem, o doutor honoris causa não resistirá à tentação de virar imortal também).

Indignados com as pérolas de humor e sarcasmo produzidas pelos leitores-eleitores, blogueiros chapa-branca publicaram quilômetros de linhas empilhadas por cretinos fundamentais que alternam insultos em letras maiúsculas com dolorosas gargalhadas eletrônicas. E promoveram a manifesto da subespécie o besteirol produzido por um ex-jornalista que, corajosamente, coleciona declarações de guerra ao resto do mundo entrincheirado num hospício longe do Brasil.

(Ele age assim para ganhar dinheiro desempregado ─ e para abrandar a angústia do anonimato irreversível guardando textos, publicados em blogs milionários em acessos mensais, que citam seu nome. Aqui esse truque não funciona. Quem perde a vergonha perde também a identidade. Na multidão dos desprezíveis, todos têm o mesmo rosto e ninguém tem nome. Ponto e parágrafo).

Depois de trocar a camisa de força pela farda de general da banda, o maluco internacional descobriu que a eleição que zomba da Era da Mediocridade, vista de perto, configurou um atentado à honra, à privacidade e à imagem imaculada de um estadista. Enquanto algum enfermeiro providenciava o sossega-leão, teve tempo de escrever que é por essas e outras que a internet precisa urgentemente de censura.

E jornalista independente precisa de cadeia, foi em frente o redator de manicômio. Até que a institucionalização do controle social da mídia proteja os superiores interesses da pátria (e garanta os baixos interesses dos pelegos digitais), o Código Penal está aí para isso. O que Lula espera para acionar judicialmente os responsáveis pelo crime?, instigou o porta-voz da esgotosfera.

Ótima ideia: que venha o processo. Para quem preza a verdade, tal perspectiva é tão agradável quanto a contemplação da Costa Amalfitana num crepúsculo de outono. Entre outros motivos porque, estacionado num tribunal, o palanque ambulante não poderá escapar de temas que o mantêm insone nem de interpelações das quais anda fugindo como o diabo da cruz.

Por exemplo: o que tem a dizer sobre o escândalo que protagonizou em companhia de Rose Noronha? A pergunta será feita tão logo o advogado do ex-presidente mencione a eleição que chegou a seu desfecho neste domingo. Apurados os votos, três sugestões dividiram a terceira colocação: O VENDEDOR DE ILUSÕES; PT RICO, PAÍS POBRE; TRAIR E ROUBAR É SÓ COMEÇAR.

O segundo lugar ficou com 50 TONÉIS DE PINGA. E o vencedor foi O BEBUM DE ROSEMARY. Eis aí um título capaz de transformar em campeão de vendas até um livro com todas as páginas em branco.

26/12/2013

às 9:00 \ Direto ao Ponto

Faz 100 dias que Lula afronta o Brasil decente com o silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose

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PUBLICADO EM 4 DE MARÇO

Faz 100 dias que os brasileiros decentes foram afrontados pela descoberta do  escândalo em que Lula se meteu ao lado de Rosemary Noronha. Faz 100 dias que o país que presta é afrontado pela mudez malandra do caçador de votos que promoveu uma gatuna de quinta categoria a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo. Faz 100 dias que o ex-presidente foge de perguntas sobre o caso de polícia que protagonizou em companhia da Primeiríssima Amiga e dos bebês quadrilheiros de Rosemary.

Surpreendido pela divulgação das maracutaias comprovadas por policiais federais engajados na Operação Porto Seguro, Lula fez o que sempre faz quando precisa costurar algum álibi menos cretino: perdeu a voz e sumiu. Passou a primeira semana enfurnado no Instituto Lula. Passou as duas seguintes longe do Brasil, driblando repórteres com escapadas pela porta dos fundos ou pela cozinha do restaurante.

Recuperou a voz no começo do ano, mas ainda garimpa no porão das desculpas esfarrapadas alguma que o anime a enfrentar jornalistas armados apenas de perguntas sem resposta. Para impedir que a aproximação do perigo, tem recorrido a cordões de isolamento, cercadinhos, muralhas humanas e outras mesquinharias improvisadas para livrá-lo de gente interessada no enredo da pornochanchada financiada por cofres públicos que apresentou ao Brasil, entre outros espantos, os talentos ocultos de Rosemary Noronha.

O silêncio que vai completando 2.500 horas, insista-se, só vale para o caso Rose. Entre 23 de novembro de 2012 e 3 de março de 2013, excluídos os poucos dias em que teve de desativar o serviço de som, o palanque ambulante continuou desempenhando simultaneamente os papeis de co-presidente da República, presidente honorário da base alugada, chefe supremo da seita, protetor dos pecadores companheiros, arquiteto do Brasil Maravilha e consultor-geral do mundo.

Abençoou catadores de lixo e metalúrgicos, leu mais de 300 livros, fingiu entender o que Sofia Loren disse em italiano, avisou que os EUA nunca mais elegerão um negro se Barack Obama fizer besteira, louvou bandidos de estimação, insultou a oposição, deliberou sobre a tragédia ocorrida no jogo do Corithians em Oruro, explicou aos governantes europeus como se transforma tsunami em marolinha, recomendou a FHC que pare de dizer o que pensa e descobriu que Abraham Lincoln reencarnou no Brasil com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva. Fora o resto.

Só não falou sobre o que importa, agarrado à esperança de sobreviver sem fraturas expostas ao primeiro escândalo que não pode terceirizar. Não houve intermediários entre Lula e Rose. Não há bodes expiatórios que a apresentar. É natural que fuja como o diabo da cruz de pelo menos 40 perguntas formuladas pelo timaço de comentaristas:

1. Por que se recusa a prestar esclarecimentos sobre um escândalo investigado pela Polícia Federal que o envolve diretamente?

2. Considera inconsistentes as provas reunidas pela Operação Porto Seguro?

3. Por que disse em Berlim que não se surpreendeu com a Operação Porto Seguro?

4. Desta vez sabia de tudo ou, de novo, nunca soube de nada?

5. Onde e quando conheceu Rosemary Noronha?

6. Como qualifica a relação que mantém com Rose há 17 anos?

7. Em quais critérios se baseou para instalar uma mulher sem experiência administrativa na chefia do gabinete presidencial em São Paulo?

8. Por que pediu a Dilma Rousseff que mantivesse Rose no cargo?

9. Por que criou os escritórios da Presidência da República?

10. Continua achando necessária a existência de escritórios e chefes de gabinete?

11. Além de demitir Rose, Dilma Rousseff extinguiu o cargo que ocupava. A presidente errou?

12. Por que  Rose foi incluída na comitiva presidencial em pelo menos 20 viagens internacionais?

13. Por que foi contemplada com um passaporte diplomático?

14. Quem autorizou a concessão do passaporte?

15. Por que o nome de Rosemary Noronha nunca apareceu nas listas oficiais de passageiros do avião presidencial divulgadas pelo Diário Oficial da União?

16. Quem se responsabilizou pelo embarque de uma passageira clandestina?

17. Por que Marisa Letícia e Rose não eram incluídas numa mesma comitiva?

18. Quais eram as tarefas confiadas a Rose durante as viagens?

19. Todo avião utilizado por autoridades em missão oficial é considerado Unidade Militar. Os militares que tripulavam a aeronave sabiam que havia uma clandestina a bordo?

20. Como foram pagas e justificadas as despesas de uma passageira que oficialmente não existia?

21. Por que nomeou os irmãos Paulo e Rubens Vieira, a pedido de Rose, para cargos de direção em agências reguladoras?

22. Examinou o currículo dos nomeados?

23. Por que o aliado José Sarney, presidente do Senado, convocou irregularmente uma terceira sessão que aprovou a nomeação de Paulo Vieira, rejeitada em votação anterior?

24. Acha que são culpados?

25. Por que comunicou à imprensa, por meio de um diretor do Instituto Lula, que não comentaria o episódio por considerá-lo “assunto pessoal”?

26. Por que Rose se apresentava como “namorada do presidente”?

27. Se teve o nome usado indevidamente, por que não processou Rosemary Noronha?

28. Conversou com Rose nos últimos 100 dias?

29. Por que Rose tinha direito ao uso de cartão corporativo?

30. Por que foram mantidos em sigilo os pagamentos feitos por Rose com o cartão corporativo ?

31. Autorizou a inclusão, na decoração do escritório da Presidência em São Paulo, da foto em tamanho família em que aparece simulando a cobrança de um pênalti?

32. O blog do deputado federal Anthony Garotinho afirmou que Rose embarcou para Portugal com 25 milhões de euros. Se a denúncia é improcedente, por que não processa quem a divulgou?

33. Como se comunicava com Rose? Por telefone? Trocavam emails?

34. Era previamente informado por Rose das reuniões que promoveria no escritório da presidência?

35. Depois das reuniões, era informado por Rose do que fora discutido e decidido?

36. Por que, mais uma vez, alegou ter sido “traído”? Quem o traiu?

37. Se pudesse recuar no tempo, faria tudo de novo?

38. Não se arrepende de nada?

39. Não se envergonha de nada?

40. Que história contou em casa?

Há dias, Lula acusou a imprensa de negar-lhe o espaço que merece. Está convidado a preencher o espaço que quiser com respostas a essas perguntas. Todas serão publicadas na íntegra.

Coragem, Lula.

24/12/2013

às 19:00 \ O País quer Saber

Rose foi a única inscrita no Programa Conheça o Mundo com o Presidente

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PUBLICADO EM 28 DE MARÇO

Entre dezembro de 2005 e novembro de 2010, Rosemary Noronha participou de 34 viagens oficiais que lhe permitiram não fazer nada, além de alegrar o presidente da República,  em 24 países distribuídos por três continentes. Durante o dia, Lula fazia discursos. Rose fazia compras ou se juntava aos ouvintes do Exterminador do Plural. A dupla só se juntava à noite. É certo que não misturavam assuntos públicos com prazeres privados, mas ninguém sabe o que conversavam. O que todo mundo sabe é o que faziam.

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03/12/2013

às 18:13 \ Direto ao Ponto

A cafetina dos pais-da-pátria, o São Jorge de bordel e a estrela de chanchada pornopolítica

O súbito regresso de Jeany Mary Corner ao noticiário policial animou alguns leitores a sugerirem a republicação do post que compara Lula a um São Jorge de bordel. Boa ideia. O texto reproduzido na seção Vale Reprise rima com o caso da cafetina que, em 2006, contribuiu involuntariamente para a primeira queda do ministro Antonio Palocci. Confiram. Tudo a ver.

O post foi publicado neste espaço em 17 de setembro de 2012. Exatamente dois meses e cinco dias depois, a Polícia Federal patrocinou a estreia da mistura de chanchada pornopolítica com policial classe C estrelada por Lula e Rosemary Noronha. De novo: tudo a ver.

20/11/2013

às 17:55 \ Opinião

Reynaldo-BH: ‘Sabíamos que Lula estava junto. Só não esperávamos a confissão’

REYNALDO-BH

A sensação é a de estar numa enxurrada, vítima do estouro de algum açude. Os absurdos são tantos e tão diversos que certos fatos – e declarações – são considerados normais. Não são. E requerem a busca dos “porquês” e dos “quandos”.

Quando Joaquim Barbosa irá contar o que sabe? Que dia deixará a Corte Suprema para poder dizer claramente o que insinuou ao apartear Gilmar Mendes? Seremos reféns de algo que poderia provocar uma crise institucional?

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11/11/2013

às 18:29 \ Sanatório Geral

Amigos generosos

“O embaixador podia convidar quem ele quisesse para se hospedar lá. Ele me convidou porque éramos amigos”.

Rosemary Noronha, na entrevista a VEJA, sobre o período em que se hospedou no Palazzo Pamphili, sede da embaixada brasileira na Itália, sem esclarecer se o embaixador José Viegas, ex-ministro da Defesa de Lula, era amigo da chefe do escritório da Presidência em  São Paulo ou da segunda-dama.

11/11/2013

às 9:33 \ Sanatório Geral

Desprendimento é isso

“Eu era chefe do escritório da Presidência. Nada mais natural do que encaminhar pedidos. Nunca recebi nada por isso”.

Rosemary Noronha, na entrevista a VEJA, explicando que pediu a Lula que nomeasse gatunos para a diretoria de agências reguladoras não por interesses materiais, mas por amor.

11/11/2013

às 6:53 \ Sanatório Geral

Família bandida

“Sempre tive a maior consideração por ele. Como se fosse meu irmão. Não entendi até agora o que aconteceu”.

Rosemary Noronha, ex-segunda-dama, chefe do escritório da Presidência em São Paulo até virar caso de polícia, ao comentar na entrevista a VEJA suas ligações com comparsa Paulo Vieira, fazendo de conta que até agora imagina ter feito parte não de uma quadrilha, mas de uma família.

 

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