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Romero Jucá

08/02/2012

às 6:33 \ Sanatório Geral

Pastelão reprisado

“O ministro já deu as explicações necessárias”.

Romero Jucá, líder do governo no Senado, sobre a história muito mal contada envolvendo Guido Mantega, a Casa da Moeda e o PTB, rpetindo a frase que recitou quando apareceram maracutaias protagonizadas por Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva, Carlos Lupi e Mário Negromonte.

14/12/2011

às 18:08 \ Direto ao Ponto

Um juiz, três prontuários e uma capivara

Nos países em que a lei vale para todos, um juiz de Direito e três prontuários só são vistos juntos no tribunal ─ o magistrado no centro da mesa e a trinca no banco dos réus. No Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, foi ao encontro dos senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp com a placidez sem remorso de quem vai a uma festa de formatura. Tampouco pareceu incomodá-lo a chegada de um quarto bucaneiro do PMDB: Henrique Eduardo Alves, líder da bancada na Câmara dos Deputados. Nem se permitiu ficar ruborizado com o tema a ser discutido: Jader Barbalho.

Eleito senador pelo Pará em outubro de 2010, Barbalho coleciona delinquências há tanto tempo e com tamanha intensidade que a capivara que carrega conseguiu enredar-se nas malhas da Lei da Ficha Suja, esgarçadas pela passagem de delinquentes de grosso calibre. Mais de um ano depois de devolvido ao Congresso pelas urnas, ainda não havia conseguido instalar-se no novo esconderijo na Casa do Espanto. Nesta quarta-feira, depois da conversa com os candidatos permanentes a uma temporada na cadeia, Peluso desempatou em favor de Barbalho a votação no ST. Por seis togas a cinco, o velho caso de polícia  foi autorizado a voltar ao Senado.

Como demonstra meu amigo Reinaldo Azevedo, o voto de Peluso é perfeitamente justificável do ponto de vista jurídico. Mais um motivo para que se dispensasse dessas cenas de promiscuidade explícita, que decididamente não rimam com a independência dos três Poderes. O presidente do Supremo não pode trocar ideias com gente que só merece ouvir de homens da lei a voz de prisão e, de um juiz, a leitura da sentença condenatória.

01/12/2011

às 10:44 \ Sanatório Geral

Grosso calibre

Alguns acharam que era melhor que eu tivesse saído. Para me tirar, só abatido à bala. Tem de ser uma bala pesada, porque sou pesadão.”

Carlos Lupi, em 8 de novembro, revelando o que seria preciso para despejá-lo do Ministério do Trabalho.

“Não deixa de ser um tiro no ministro. É uma bala que é lançada no ministro”.

Romero Jucá, líder do governo no Senado, sobre a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República de recomendar à presidente Dilma Rousseff, por unanimidade, a exoneração do ministro, informando que a exigência apresentada por Lupi foi atendida.

18/10/2011

às 18:39 \ Sanatório Geral

Deve e teme

“Transformar o Senado em delegacia de polícia, não.”

Romero Jucá, líder do governo no Senado, sobre a insistência da oposição em convocar os  envolvidos no escândalo do Ministério do Esporte, tentando disfarçar a voz de passageiro de camburão e a cara de caso de polícia.

05/10/2011

às 19:29 \ Direto ao Ponto

Dirceu mostra a Delúbio como se escapa de outro processo por formação de quadrilha

Quem for enquadrado no artigo 288 do Código Penal ─ Associarem-se mais de 3 pessoas, em quadrilha ou bando, para fim de cometer crimes ─ está sujeito à pena de 1 a 3 anos de reclusão. Os companheiros José Dirceu e Delúbio Soares sabem disso: envolvidos até o pescoço nas bandalheiras do mensalão, serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal também por formação de quadrilha. Mas só Dirceu parece adotar precauções para não ampliar o prontuário, informam as fotos abaixo.

Nesta terça-feira, o grão-mensaleiro Delúbio Soares aproveitou uma reunião da CUT em Guarulhos para distribuir um CD-ROM interativo e um livreto com o texto da defesa que encaminhou ao STF. Escaldado, o ex-tesoureiro do PT pediu aos companheiros sindicalistas que impedissem a presença de jornalistas. Mas a animação provocada pelos numerosos pedidos de autógrafo induziu Delúbio a esquecer o artigo 288 e permitir a formação de rodinhas que poderão transformá-lo em reincidente.

No dia 28 de setembro, José Dirceu distribuiu num restaurante em Brasília dezenas de exemplares autografados do seu livro “Tempos de Planície”. Prudentemente, tratou de cumprimentar os presentes um a um para evitar a formação de grupos com mais de três pessoas. Na foto acima, por exemplo, só aparecem o autor e o senador Renan Calheiros. Se a câmera capturasse Romero Jucá e Valdir Raupp, enfileirados atrás do líder da bancada do cangaço, qualquer autoridade policial poderia indiciar o quarteto.

28/09/2011

às 2:20 \ Sanatório Geral

Lista de prioridades

“Em tese, todo mundo é favorável à destinação de mais recursos para a saúde pública. O problema central é discutir a viabilidade. A emenda em questão é inexequível.”

Romero Jucá, líder do governo do Senado, sobre os 53 colegas que se declaram favoráveis ao projeto que vincula à saúde 10% da receita da União, com cara de quem acha que primeiro é preciso garantir dinheiro para a mensalidade dos alugados, as emendas ao Orçamento,  o salário do irmão, as comissões de 10% a 15% e o aumento da verba parlamentar, fora o resto.

26/09/2011

às 18:52 \ Sanatório Geral

Alugado inquieto

“É inexequível, uma maluquice”.

Romero Jucá, líder do governo no Senado, sobre a proposta que obriga o Executivo a gastar com a saúde 10% da receita, com a expressão preocupada de quem acha que, se começarem a usar o dinheiro como se deve, vai faltar verba para pagar, sem atrasos, o combinadoo no contrato de aluguel.

18/08/2011

às 21:47 \ Homem sem Visão

Novo ministro entra na disputa depois de enxergar no antigo um exemplo a seguir

“Foi o Michel Temer quem sugeriu ao chefe que aproveitasse o emprego que acabou de ganhar para entrar na luta pelo troféu do mês”, revelou um dos 213 assessores de Mendes Ribeiro no lançamento da candidatura do novo ministro da Agricultura ao título de Homem sem Visão de Agosto. “Ele achou que, como está estreando no concurso, precisava fazer barulho. Foi por isso que resolveu fazer um discurso elogiando o Wagner Rossi, seu modelo de ministro”.

Mendes Ribeiro, deputado federal eleito pelo PMDB do Rio Grande do Sul, entrou na disputa já no primeiro dia no ministério por não enxergar nada de errado no trabalho do antecessor. “Ele acha que, no governo da Dilma, nenhum ministro da Agricultura foi melhor que o Rossi”, confidenciou o assessor. Segundo a mesma fonte, o candidato pretende contratar como guarda-costas o lobista Júlio Fróes, especializado em agressões a jornalistas. Se conseguir uma vaga na enquete, Mendes Ribeiro convidará o irmão de Romero Jucá para prestar serviços como consultor financeiro.

O concorrente gaúcho vai concorrer com Marta Suplicy, Wagner Rossi, Nelson Jobim e Celso Amorim. Outros campeões vão entrar no páreo, leitores-eleitores! A briga de foice no escuro está só começando! Agosto é o mês do cachorro louco! Não deixem de votar sem remorso em candidatos que ninguém merece! E que vença o pior!

18/08/2011

às 7:27 \ Direto ao Ponto

Sobram vagas no mausoléu dos corruptos

Um post de 3 de julho registrou que, ao contrário do que imaginam vários amigos da coluna, nem tudo está dominado. Ressalvei que é compreensível a sensação de impotência provocada pela impunidade institucionalizada, pela cumplicidade ativa ou passiva dos três Poderes, pela voracidade da aliança governista, pela pilhagem sistemática dos cofres públicos, pela mansidão bovina da maioria do eleitorado ─ enfim, pela paisagem política desoladora. Mas a frase que dá por consumado o triunfo dos fora-da-lei será apenas um verso derrotista enquanto existirem imprensa livre e milhões de brasileiros capazes de indignar-se com denúncias consistentes.

O texto se amparou no despejo de Antonio Palocci e no desbaratamento da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes. Se dependesse de Dilma Rousseff e, sobretudo, de Lula, o reincidente incurável continuaria na Casa Civil. Depois de 20 dias de resistência, o Planalto teve de render-se. Em 3 de julho, Alfredo Nascimento ainda era ministro. Não teria perdido o emprego dias depois se os brasileiros honestos se dessem por satisfeitos com a demissão dos subordinados fora-da-lei.

Passados 45 dias, multiplicaram-se as evidências de que nem tudo está dominado. Além de Nascimento e seus gatunos, o mausoléu dos corruptos inaugurado por Palocci acolheu, em um mês e meio, o lobista homiziado no Ministério da Agricultura, o irmão de Romero Jucá que colecionava patifarias na Conab, o secretário-executivo do ministério e meia dúzia de defuntos de segunda classe. Nesta tarde, enfim, ali foram alojados os restos políticos de Wagner Rossi.

Não foi um enterro qualquer. O ex-ministro é mais que o primeiro figurão do PMDB incorporado ao jazigo. É o primeiro amigo de fé do vice-presidente Michel Temer abatido pela reação do país que presta. É a prova definitiva de que a opinião pública não vai respeitar imunidades partidárias.

Há uma semana, a presidente Dilma Rousseff replicou em dilmês a jornalistas interessados em saber se era para valer a faxina ensaiada no Ministério dos Transportes: “Não vamos abraçar a corrupção, mas não serei pautada pela mídia”, decolou o neurônio solitário. Dilma continua abraçando corruptos, comprovaram a discurseira falaciosa sobre algemas e fotos de topless, as declarações de apoio a Wagner Rossi e as notas de solidariedade a meliantes do PT. Mas não escapou de ser pautada não pela mídia, mas por fatos divulgados pela imprensa independente. Jornais e revistas informam. Quem pressiona são os brasileiros cansados de ladroagem.

“O barbudo tem de voltar”, lamuriou-se Alfredo Nascimento no discurso em que se despediu dos cofres do governo. Tradução: os prontuários demitidos sonham com o regresso do Padroeiro dos  Companheiros Bandidos. Para implodir o sonho do clube dos cafajestes, os brasileiros decentes devem exigir o prosseguimento da dedetização indesejada pelo Planalto. O alvo do momento é o Ministério do Turismo. É preciso levantar o diminuto tapete que encobre parcialmente o ministro Pedro Novais. Sobram vagas no jazigo dos assaltantes de cofres públicos.

Confiscar-lhes empregos e gazuas, convém lembrar, é só o começo. O mausoléu dos corruptos deve assinalar o quilômetro zero da estrada que termina na cadeia.

16/08/2011

às 20:15 \ Sanatório Geral

Até ele

“Acho que não é preciso formar um grupo. Todos no Senado são contra a corrupção. Só discordo desse movimento porque muito desses senadores querem a CPI. Esse não é o melhor instrumento para combater a corrupção”.

Romeró Jucá, líder do governo no Senado, revelando que, diante do que andam fazendo os assaltantes de cofres públicos, até os senadores corruptos são contra a corrupção.


 

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