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Renan Calheiros

06/01/2012

às 20:24 \ Sanatório Geral

Seis por meia dúzia

“Não vai ter reforma ministerial, ela já foi feita”.

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, invocando os casos dos seis ministros que perderam o emprego por envolvimento em maracutaias para garantir que Dilma Rousseff desistiu de trocar um prontuário por outro.

14/12/2011

às 18:08 \ Direto ao Ponto

Um juiz, três prontuários e uma capivara

Nos países em que a lei vale para todos, um juiz de Direito e três prontuários só são vistos juntos no tribunal ─ o magistrado no centro da mesa e a trinca no banco dos réus. No Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, foi ao encontro dos senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp com a placidez sem remorso de quem vai a uma festa de formatura. Tampouco pareceu incomodá-lo a chegada de um quarto bucaneiro do PMDB: Henrique Eduardo Alves, líder da bancada na Câmara dos Deputados. Nem se permitiu ficar ruborizado com o tema a ser discutido: Jader Barbalho.

Eleito senador pelo Pará em outubro de 2010, Barbalho coleciona delinquências há tanto tempo e com tamanha intensidade que a capivara que carrega conseguiu enredar-se nas malhas da Lei da Ficha Suja, esgarçadas pela passagem de delinquentes de grosso calibre. Mais de um ano depois de devolvido ao Congresso pelas urnas, ainda não havia conseguido instalar-se no novo esconderijo na Casa do Espanto. Nesta quarta-feira, depois da conversa com os candidatos permanentes a uma temporada na cadeia, Peluso desempatou em favor de Barbalho a votação no ST. Por seis togas a cinco, o velho caso de polícia  foi autorizado a voltar ao Senado.

Como demonstra meu amigo Reinaldo Azevedo, o voto de Peluso é perfeitamente justificável do ponto de vista jurídico. Mais um motivo para que se dispensasse dessas cenas de promiscuidade explícita, que decididamente não rimam com a independência dos três Poderes. O presidente do Supremo não pode trocar ideias com gente que só merece ouvir de homens da lei a voz de prisão e, de um juiz, a leitura da sentença condenatória.

05/10/2011

às 19:29 \ Direto ao Ponto

Dirceu mostra a Delúbio como se escapa de outro processo por formação de quadrilha

Quem for enquadrado no artigo 288 do Código Penal ─ Associarem-se mais de 3 pessoas, em quadrilha ou bando, para fim de cometer crimes ─ está sujeito à pena de 1 a 3 anos de reclusão. Os companheiros José Dirceu e Delúbio Soares sabem disso: envolvidos até o pescoço nas bandalheiras do mensalão, serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal também por formação de quadrilha. Mas só Dirceu parece adotar precauções para não ampliar o prontuário, informam as fotos abaixo.

Nesta terça-feira, o grão-mensaleiro Delúbio Soares aproveitou uma reunião da CUT em Guarulhos para distribuir um CD-ROM interativo e um livreto com o texto da defesa que encaminhou ao STF. Escaldado, o ex-tesoureiro do PT pediu aos companheiros sindicalistas que impedissem a presença de jornalistas. Mas a animação provocada pelos numerosos pedidos de autógrafo induziu Delúbio a esquecer o artigo 288 e permitir a formação de rodinhas que poderão transformá-lo em reincidente.

No dia 28 de setembro, José Dirceu distribuiu num restaurante em Brasília dezenas de exemplares autografados do seu livro “Tempos de Planície”. Prudentemente, tratou de cumprimentar os presentes um a um para evitar a formação de grupos com mais de três pessoas. Na foto acima, por exemplo, só aparecem o autor e o senador Renan Calheiros. Se a câmera capturasse Romero Jucá e Valdir Raupp, enfileirados atrás do líder da bancada do cangaço, qualquer autoridade policial poderia indiciar o quarteto.

03/10/2011

às 18:56 \ O País quer Saber

Lula diz que governou para os pobres. A foto mostra que alguns estão podres de rico

No meio do palavrório no Instituto de Estudos Políticos de Paris, o ex-presidente Lula cansou-se do discurso escrito por Luiz Dulci, acelerou no improviso e decolou rumo à estratosfera. “Os outros presidentes governaram para os 30% de ricos”, ouviu-se a lira do delírio. Como se, dos 200 milhões de brasileiros, quase 70 milhões fossem milionários. “Eu governei para os pobres”.

Se a oposição existisse, espalharia pelo Brasil cartazes com a declaração ilustrada pela foto acima, que registra um momento da reunião ocorrida no Palácio do Jaburu na manhã de 21 de setembro. À direita do protagonista do encontro aparece Renan Calheiros, prontuário alagoano que lidera a bancada do cangaço no Senado. À sua frente, ao lado do anfitrião Michel Temer, estão Valdir Raupp e Romero Jucá, dois casos de polícia que agem na Casa do Espanto. Perto do que embolsaram depois de juntar-se à aliança governista, todos podem dizer que eram pobres. Foi para eles que Lula governou. Ficaram podres de rico.

12/09/2011

às 13:51 \ Sanatório Geral

Neurônio fantástico

“Tem que ter muito cuidado no Brasil para a gente não demonizar a política. (…) A minha base aliada é composta de pessoas de bem”.

Dilma Rousseff, capturada pelo Paulo Bomfim durante a entrevista ao Fantástico e remetida ao Sanatório com o seguinte recado do nosso vigilante comentarista: “Ela está dizendo que Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e o resto só não estão num monastério porque preferiram lutar pelo povo.”

08/09/2011

às 9:53 \ Sanatório Geral

Aula de genética

“Essa questão da corrupção está no DNA do PT”.

Almeida Lima, deputado federal sergipano, que resolveu trocar o PMDB pelo PPS, famoso pelos chiliques que o assaltam desde 2007, quando ainda era senador, sempre que alguém critica seu chefe Renan Calheiros, ensinando que nem todo tipo de corrupção combina com a que está no DNA do PT.

05/09/2011

às 22:43 \ O País quer Saber

Dez imagens em três tempos: a quermesse dos pecadores sem remorso, o jantar no Jaburu e o concerto do sem conserto

07/08/2011

às 20:10 \ Sanatório Geral

Sobrenome & destino

“Não é porque é neto do Mauro Benevides que é pessoa ruim, não. É um excelente quadro. O filho do Renan Calheiros é um excelente rapaz. O Adriano Quércia também é um excelente quadro”.

Evangevaldo dos Santos, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, que transformou a Conab em abrigo de parentes de amigos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, explicando que, como sobrenome nem sempre é destino, um neto de Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, pode ser o presidente do Banco Central dos sonhos de Lula e Dilma.

06/06/2011

às 17:41 \ Sanatório Geral

Novilíngua alugada

“O PMDB não vai participar de nenhuma conspiração para fragilizar o ministro Palocci nem para expor o governo Dilma”.

Renan Calheiros, ainda em liberdade, ensinando que, na novilíngua da base alugada, “conspiração” quer dizer cumprir a lei; agir eticamente; respeitar os valores morais; contar a verdade.

16/05/2011

às 0:32 \ Sanatório Geral

Como se não soubesse

“Quero saber por que só o senhor e o Sarney têm tudo aqui na bancada”.

Eduardo Braga, senador da base alugada, setor PMDB, guichê do Amazonas, para Renan Calheiros, líder da bancada do cangaço, caprichando na pose de quem não sabe a resposta.


 

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