18/06/2010
às 22:59 \ Vídeos: EntrevistaManuel da Furriela, professor e especialista em refugiados
Só em 2009, 15,2 milhões de pessoas buscaram refúgio em outros países, constatou o relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), divulgado nesta semana. A incorporação desse contingente, o maior registrado nos últimos 20 anos, ampliou para 43,3 milhões o número de seres humanos forçados a deslocar-se por causa de guerras civis, conflitos políticos e perseguições. Geograficamente distante dos pontos conflagrados, o Brasil acolhe cerca de 4 mil refugiados. Embora relativamente baixo, o problema merece mais atenção da sociedade, afirma o advogado Manuel Nabais da Furriela, coordenador da Faculdade de Relações Internacionais da FMU.
Furriela cordena um projeto de intercâmbio entre a universidade e a Acnur concebido para a produção de pesquisas e estudos sobre o país de origem dos refugiados em território brasileiro. Tais levantamentos se prestam a relatórios e pareceres que tornam mais consistente a análise dos pedidos de refúgio. Nesta entrevista, Furriela conta como funciona o projeto, aponta algumas causas da ampliação da diáspora, examina o drama dos sem-pátria e revela que estão surgindo novos tipos de refugiado.
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