Blogs e Colunistas

ONU

05/11/2011

às 22:12 \ Sanatório Geral

Pensadora do PT

“As instituições mundiais e os sistemas eleitorais vigentes, assim como as regras que têm conduzido o mundo, estão caducas. Seria como se o mundo já estivesse tocando outra música e a orquestra continuasse na partitura anterior. Não dá”.

Marta Suplicy, na coluna deste sábado na Folha, aposentando a ONU, qualquer tipo de eleição e todas as regras que conduzem o mundo sob a alegação que nenhuma sinfônica sabe executar corretamente músicas do Supla.

05/11/2011

às 9:13 \ Sanatório Geral

Realidade virtual

“O Brasil avança, continua melhorando. Mas nossa avaliação é que esse avanço é ainda maior”.

Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social, sobre o 84° lugar ocupado pelo Brasil entre 187 nações no ranking do IDH divulgado pela ONU, avisando que enxergar o Brasil Maravilha que Lula registrou em cartório é pré-requisito para conseguir emprego no primeiro escalão.

04/11/2011

às 7:11 \ Sanatório Geral

Hora do calmante

“Ele nos deu um telefonema iradíssimo hoje, disse que era injusto o resultado e que a gente tinha de reagir.”

Gilberto Carvalho, caixa-preta do PT e líder do campeonato nacional da sabujice, contando que, ao saber que o país real apareceu em 84° lugar entre 187 nações no ranking do IDH divulgado pela ONU, Lula ordenou que o governo que rompa relações com o mundo caso a entidade internacional insista em não reconhecer a existência do Brasil Maravilha registrado em cartório.

15/10/2011

às 10:19 \ Feira Livre

Diário da Dilma: O senhor tenha compostura!

PUBLICADO NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA REVISTA PIAUÍ


1º DE SETEMBRO – Em casa que mulher manda até o galo canta fino. Tenho de me impôr para que a imprensa não derrube todos os ministros. Fui fofocar com o Zé Dirceu naquele quarto de hotel xexelento. Vai que ele me dá uma luz. Não sei como ele aguenta ficar cercado de mofo, enxofre e poeira. Assim que entrei, ele ligou as torneiras e pôs uns sucessos de Cuba no volume mais alto. “É para despistar a Veja”, sussurrou. Aí me puxou para baixo de uma cômoda e disse: “O único jeito de fazer com que esse povo pare de falar em corrupção é anunciar um novo imposto.” Como saí de lá espirrando, pensei logo em ressuscitar a CPMF.

2 DE SETEMBRO – Hoje tem o Congresso Nacional do PT. Vou perder minha novela. Este mês vai ter muito conflito de calendário. Fiquei assustada com esse negócio de controle da mídia. Pelo que entendi, aquele rapaz que era o Helena Chagas anterior pretende transferir o Projac para Havana. E, por decreto, todas as Helenas do Manoel Carlos passariam a se chamar Olga. Gostei não.

3 DE SETEMBRO – Ai, que forno essa cidade! Ontem de noite, depois que foi todo mundo dormir, entrei na piscina. Pus até um biquíni e fiquei lá, jiboiando. Acordei com o cabelo horrível. Botam tanto cloro na água que a gente fica parecendo o Incrível Hulk.

6 DE SETEMBRO – Meu computador deu pau assim que acabei de revisar o discurso da Independência. O pessoal me obriga a usar uma geringonça brasileira, de marca Positivo, pode? Canso de dizer ao Mercadante que o internacionalismo ainda é uma bandeira, mas aquele matuto insiste em promover a tecnologia nacional. O que esperar de um homem que ainda usa bigode? Reinicializei e o Positivo exigiu a senha do Lula. Deu um ódio! Chamei o Anderson para dar um jeito. Foi só eu dizer “Meu querido” que ele pulou pela janela. Ainda bem que o Planalto é baixinho.

7 DE SETEMBRO – Tem coisa mais chata que desfile da Independência? Talvez reunião com a base aliada, mas lá pelo menos a gente pode ficar sentada. Com os milicos é um senta, levanta, senta, levanta que dá até enjoo. O Fernando Henrique tem toda razão: não temos vocação. Se o Paraguai quiser revanche, não sei não. Pouco importa. O Gabrielzinho estava tão fofinho que nem me chateei. Quem é o tchutchuquinho, o bilu-bilu da vovó? Quem? Quem? À noite, chamei as meninas aqui em casa para a gente resolver que roupa vou usar no Fantástico. A Ideli eu só chamei por educação, porque vá se vestir mal assim lá em Santa Catarina! Com toda essa movimentação, não tive nem tempo de espiar o show do Roberto Carlos em Jerusalém. Côncavo e Convexo me deixa arrepiada.

8 DE SETEMBRO – A Patrícia Poeta me chegou meia hora adiantada. E veio uma Flávia que é mais bonita ainda. A magreza delas me irrita. Eu tive que trazer o Kamura. Ele veio de laquê no bolso e, em muito mais tempo que levei para demitir o Jobim, meu cabelo estava tinindo. Segui o João Santana: na primeira pergunta incômoda – Dou mesmo bronca? – adotei o olhar condoído da Renata Lo Prete. A Poeta não se comoveu, e aí o jeito foi disparar um “Minha querida…”. Só vi o Anderson cruzar a janela, mas acho que ninguém reparou. O general araponga veio contar que, no 7 de Setembro, o Edison Lobão jantou no Gero do Rio. E quando lhe perguntaram se estava de ti-ti-ti comigo, respondeu: “São aleivosias.” Magoei.

9 DE SETEMBRO – Acordei que nem a Valéria, bandida! A Poeta viu o que é um toma lá, dá cá. Ficou até muda quando quis se fazer de engraçadinha pra cima de mim. Quis se agigantar e tomou! Devia ter se informado com o Gabrielli. Desmarquei tudo. Hoje é aniversário do Gabrielzinho, que faz 1 aninho. Vai ter festa, bolo, guaraná, muito brigadeiro e língua de sogra. Chamei o Tiririca como animador.

11 DE SETEMBRO – Para dar um refresco nessas imagens do World Trade Center, temos Dilminha no Fantástico. Fiquei bem no vídeo, a cor creme me favorece. Apesar de que, com esse blazer debruado, se pusessem duas malas na mão me confundiriam com um bellboy de hotel. Difícil decidir o que fazer com os braços quando a gente anda. Os meus ficam rente ao corpo como duas salsichas.

12 DE SETEMBRO – Adorei a repercussão da entrevista. Todo mundo viu quem manda aqui. O Lula que se cuide. Minha tia disse que era para eu falar de “malfeito”, nada de “corrupção”. Achei boa ideia e adotei.

13 DE SETEMBRO – Outra mala complicada. Que roupa vou usar na ONU? Ainda bem que a Carla Bruni não vai, é difícil ficar bonita ao lado dela. A princesa Kate eu lamento, pois queria conhecer. Como tem troca de presentes, eu dava uma daquelas turmalinas brutas que a gente compra no aeroporto e, com sorte, ganhava um daqueles chapeuzinhos de banda que ela usa, tão lindinhos. Mamãe passou mal. Ela sempre faz esse showzinho. Se bem que, coitada, deve ser mesmo esse palácio do capeta, que não tem uma janela que preste, e esse cerrado em chamas. Ô lugarzinho de quinta!

14 DE SETEMBRO - Pedro Novais veio entregar a carta de demissão. Estava um caco. Mal saiu e chegou o Temer com um calhamaço que mais parecia lista telefônica. Todos do Maranhão! Acho que eles se multiplicam como Gremlins depois da meia-noite. Escolhi um que tinha nome engraçado.

15 DE SETEMBRO – Depois do Roberto Carlos vou perder o Elton John no Rock in Rio. Tão engraçadinho o menino que ele arrumou de filho. Fofos ele e o marido.

17 DE SETEMBROStart spreading the news: Dilminha vai a Nova York fazer história. Para me inspirar, no avião fui ouvindo o samba que a Gaviões fez para homenagear o Lula: “Por justiça e liberdade, lutou/ Brilhou a estrela do trabalhador/ A força do operário defendia/ A bandeira da democracia.” Chora, cavaco!

19 DE SETEMBRO – “Dilma Dinamite”? Devagar com o andor que o santo é de pólvora. Deve ser por isso que me revistaram toda no aeroporto. Arre! O Santana mandou visitar museu e avisou: “Nada de muamba.” Reuni o pessoal e ameacei vasculhar a mala de cada um. E eu doidinha para dar uma passadinha na Macy’s. As roupas de lá me caem feito luva. Com o dólar barato eu ia fazer uma festa.

20 DE SETEMBRO – Reencontrei o Obama. Estava louca para encontrar a Angélica, que também é freguesa do Kamura. Queria ir jantar com ela e o Luciano Huck. Mas tergiverso. Obama, tadinho, não sabia o que fazer. No final, recomendei: “Obama, leva agasalho. Tá frio lá fora.” Dia cheio. Procurei a Angela Merkel para propor um tratado de livre-circulação de laquê. Acabei cruzando com o Berlusconi, que me deu uma filmada de paraíba de obra e soltou uma cantada que faria o Bolsonaro corar. Espetei o dedo: “O senhor tenha compostura! E peça desculpas à Angela!” Ele saiu de fininho e ainda retirou o convite para um fim de semana na Sardenha. Tá achando que Dilminha é uma das sirigaitas dele? Ai, que emoção. Encontrei Hristo Nikrolov, amigo búlgaro de infância. Dançamos tratso-tratso numa apresentação do colégio. Ficou bonito o homem.

21 DE SETEMBRO – Foi um su! Meu discurso na ONU, arrasou. Deixou todo mundo de queixo caído. Aquela revista – como é que é o nome mesmo? – disse que comigo ninguém pode, e me colocou na capa. Ai, como eu tô bandida!

30 DE SETEMBRO – O mês acabou e mencionei o Lobão só uma vez. Duas, agora. Talvez esteja me curando.

11/10/2011

às 12:38 \ Feira Livre

Doutor Lula

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Ricardo Veléz Rodríguez

Lula, como Brizola, é um grande comunicador. Mas, como Brizola também, é um grande populista.

A característica fundamental desse tipo de líder é, como escreve o professor Pierre-André Taguieff (A Ilusão Populista – Ensaio sobre as Demagogias da era Democrática, Paris, Flammarion, 2002), que se trata de um demagogo cínico. Demagogo – no sentido aristotélico do termo – porque chefia uma versão de democracia deformada, aquela em que as massas seguem o líder em razão de seu carisma, em que pese o fato de essa liderança conduzir o povo à sua destruição. O cinismo do líder populista já fica por conta da duplicidade que ele vive, entre uma promessa de esperança (e como Lula sabe fazer isso: “Os jovens devem ter esperança porque são o futuro da Nação”, “o pré-sal é a salvação do brasileiro”, e por aí vai), de um lado, e, de outro, a nua e crua realidade que ele ajudou a construir, ou melhor, a desconstruir, com a falência das instituições que garantiriam a esse povo chegar lá, à utopia prometida…

Lula acelerou o processo de desconstrução das instituições que balizam o Estado brasileiro. Desconstruiu acintosamente a representação, mediante a deslavada compra sistemática de votos, alegando ulteriormente que se tratava de mais uma prática de “caixa 2″ exercida por todos os partidos (seguindo, nessa alegação, “parecer” do jurista Márcio Thomas Bastos) e proclamando, em alto e bom som, que o “mensalão nunca existiu”. Sob a sua influência, acelerou-se o processo de subserviência do Judiciário aos ditames do Executivo (fator que nos ciclos autoritários da História republicana se acirrou, mas que sob o PT voltou a ter uma periclitante revivescência, haja vista a dificuldade que a Suprema Corte brasileira tem para julgar os responsáveis pelo mensalão ou a censura odiosa que pesa sobre importante jornal há mais de dois anos, para salvar um membro de conhecido clã favorável ao ex-mandatário petista).

Lula desconstruiu, de forma sistemática, a tradição de seriedade da diplomacia brasileira, aliando-se a tudo quanto é ditador e patife pelo mundo afora, com a finalidade de mostrar novidades nessa empreitada, brandindo a consigna de um “Brasil grande” que é independente dos odiados norte-americanos, mas, certamente, está nos causando mais prejuízos do que benefícios no complicado xadrez global: o País não conseguiu emplacar, com essa maluca diplomacia de palanque, nem a direção da Unesco, nem a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), nem a entrada permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Lula, com a desfaçatez em que é mestre, conseguiu derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, abrindo as torneiras do Orçamento da União para municípios governados por aliados que não fizeram o dever de casa, fenômeno que se repete no governo Dilma. De outro lado, isentou da vigilância dos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União, notadamente) as organizações sindicais, que passaram a chafurdar nas águas do Orçamento sem fiscalização de ninguém. Esse mesmo “liberou geral” valeu também para os ditos “movimentos sociais” (MST e quejandos), que receberam luz verde para continuar pleiteando de forma truculenta mais recursos da Nação para suas finalidades políticas de clã. Os desmandos do seu governo foram, para o ex-líder sindical, invenções da imprensa marrom a serviço dos poderosos.

A política social do programa Bolsa-Família converteu-se numa faca de dois gumes, que, se bem distribuiu renda entre os mais pobres, levou à dependência do favor estatal milhões de brasileiros, que largaram os seus empregos para ganhar os benefícios concedidos sem contrapartida nem fiscalização. Enquanto ocorria isso, o Fisco, sob o consulado lulista, tornou-se mais rigoroso com os produtores de riqueza, os empresários. “Nunca antes na História deste país” se tributou tanto como sob os mandatos petistas, impedindo, assim, que a livre-iniciativa fizesse crescer o mercado de trabalho em bases firmes, não inflacionárias.

Isso sem falar nas trapalhadas educacionais, com universidades abertas do norte ao sul do País, sem provisão de mestres e sem contar com os recursos suficientes para funcionarem. Nem lembrar as inépcias do Inep, que frustraram milhões de jovens em concursos vestibulares que não funcionaram a contento. Nem trazer à tona as desgraças da saúde, com uma administração estupidamente centralizada em Brasília, que ignora o que se passa nos municípios onde os cidadãos morrem na fila do SUS.

Diante de tudo isso, e levando em consideração que o Brasil cresceu na última década menos que seus vizinhos latino-americanos, o título de doutor honoris causa concedido a Lula, recentemente, pela prestigiosa casa de estudos Sciences Po, em Paris, é ou uma boa piada ou fruto de tremenda ignorância do que se passa no nosso país. Os doutores franceses deveriam olhar para a nossa inflação crescente, para a corrupção desenfreada, fruto da era lulista, para o desmonte das instituições republicanas promovido pelo líder carismático e para as nuvens que, ameaçadoras, se desenham no horizonte de um agravamento da crise financeira mundial, que certamente nos encontrará com menos recursos do que outrora. Ao que tudo indica, os docentes da Sciences Po ficaram encantados com essa flor de “la pensée sauvage”, o filho de dona Lindu que conseguiu fazer tamanho estrago sem perder a pose. Sempre o mito do “bon sauvage” a encantar os franceses!

O líder prestigiado pelo centro de estudos falou, no final do seu discurso, uma verdade: a homenagem ele entendia ter sido feita ao povo brasileiro – que paga agora, com acréscimos, a conta da festança demagógica de Lula e enfrenta com minguada esperança a luta de cada dia.

28/09/2011

às 13:33 \ Sanatório Geral

Ditador-de-Adidas

“Quem entendeu o discurso confuso do presidente americano na ONU?”

Fidel Castro, ditador-de-Adidas, surpreendendo o mundo com a descoberta de que o inglês é mais difícil que o dilmês.

23/09/2011

às 6:08 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (328)

“Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da Justiça, dos direitos humanos e da liberdade.”

Dilma Rousseff, no discurso na ONU, explicando que aprendeu a valorizar a democracia e a liberdade, fora o resto, quando lutava para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado.

22/09/2011

às 16:46 \ Sanatório Geral

Sinceridade & altivez

“Foi bom, né?”

Dilma Rousseff, depois do discurso na ONU, querendo saber o que tinham achado do desempenho os ministros Fernando Pimentel e Antonio Patriota, que só não responderam “Foi ótimo!” de joelhos por falta de espaço.

22/09/2011

às 9:42 \ Sanatório Geral

Sonho adiado

“Conta-se também com a posição vigilante da imprensa brasileira, não submetida a qualquer constrangimento governamental. As ações do governo nessa matéria são firmes e permanentes”.

Dilma Rousseff, durante uma reunião na ONU, avisando aos companheiros do PT que, como a discurseira do congresso do partido pegou mal, o que desaconselha a luta aberta contra a liberdade de imprensa neste momento, quem quiser conhecer o “marco regulatório da mídia”, o “controle social da imprensa” e outros codinomes da censura, infelizmente, ainda precisa visitar a Venezuela, a Coreia do Norte, Cuba ou o século 20.

22/09/2011

às 5:39 \ Sanatório Geral

Bom candidato

“A internet e as redes sociais vêm desempenhando um papel cada vez mais importante para a mobilização cívica na vida política. Vimos o poder dessas ferramentas no despertar democrático dos países do Norte da África e do Oriente Médio sacudidos pela primavera árabe”.

Dilma Rousseff, no discurso que leu na ONU, escrito por um redator que, por não ter enxergado a utilização da internet e das redes sociais pelos organizadores do movimento contra a corrupção no Brasil, deve estar preparando a candidatura a Homem sem Visão.


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados