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ministros

12/04/2013

às 17:48 \ Direto ao Ponto

Fernando Gabeira: Dilma e os 40 ministros

Trecho: Minha experiência no Brasil me leva a ressaltar um ponto decisivo na corrosão dos objetivos estratégicos – quando existem – dos vencedores de uma luta prolongada: o desejo patético de continuar no poder, desde o primeiro dia em que nele se instalam. A contradição entre o discurso modernizador e as atitudes do governo fica muito mais clara no período eleitoral, embora exista todo o tempo.

Leia a íntegra na seção Feira Livre.

11/03/2013

às 20:51 \ Direto ao Ponto

Os 39 mensaleiros de Lula e os 39 ministros de Dilma Rousseff provam que o 40 tem tudo a ver com a seita no poder

Foram exatamente 39 os nomes incluídos pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, na denúncia encaminhada ao Supremo Tribunal Federal que resultou na abertura do processo do mensalão. Com o chefão, a conta bate em 40.

A reportagem de VEJA reproduzida na seção O País quer Saber conta como não funcionam os territórios que compõem o primeiro escalão. Com a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, agora são 39. Incluída a chefe, a conta bate em 40.

Frequentemente, número é destino. Esse 40 tem tudo a ver com o lulopetismo.

04/03/2013

às 4:01 \ Sanatório Geral

Fora do barco

“Não dou palpite sobre a Suprema Corte, o que decidiu está decidido, e acabou. Posso concordar ou não, mas jamais darei palpite, até porque fui presidente e muitos dos ministros foram escolhidos por mim”.

Lula, comunicando aos companheiros mensaleiros condenados pelo STF a temporadas na cadeia que, a partir de agora, é cada um por si e Deus contra.

15/10/2012

às 16:32 \ Feira Livre

‘A culpa não é da imprensa’, por João Ubaldo Ribeiro

PUBLICADO NO GLOBO DESTE DOMINGO

JOÃO UBALDO RIBEIRO

Desde que o mundo é mundo, dar más notícias não é bom negócio. Não resolve nada cortar a cabeça do mensageiro, mas parece que os destinatários das más notícias têm opinião diversa, principalmente quando são poderosos e a mensagem anuncia algo que ameaça esse poder. E isso se estende às opiniões. Também desde que o mundo é mundo, os cortesãos aprendem a evitar dar palpites negativos sobre os atos dos poderosos de que dependem e é proverbial a recorrência, no folclore de muitas culturas, de histórias sobre como reis se disfarçavam e assim saíam às ruas, para tentar ouvir sem intermediários o que falavam seus súditos.

O portador de más notícias e opiniões desagradáveis, em nossos dias, é a imprensa, entendida esta como todos os meios de comunicação. Isso leva a fenômenos interessantes. Na internet é comum ler que a grande imprensa, por estar mancomunada com o governo ou com o rabo preso por interesses escusos, não denuncia isso ou aquilo e distorce os fatos para agradar o poder. Daí a alguns cliques de mouse, surge um artigo indignado, argumentando que a imprensa vendida e golpista é que está por trás, por exemplo, das condenações dos réus do mensalão. E protestos embravecidos choveram, logo depois das condenações da última terça-feira, culminando com o comentário de um dos advogados do réu, segundo o qual jornalista bom é jornalista morto.

O autor da frase explicou que se tratava de um pilhéria. Certamente foi, embora eu não creia que achassem muita graça nela os incontáveis jornalistas que, desde os primórdios de sua profissão, em todo o mundo, foram e são assassinados, torturados, encarcerados, banidos ou forçados ao silêncio. Toda ditadura, sem exceção, tem como prioridade básica o controle da imprensa, a vigilância rigorosa sobre os fatos e opiniões que podem ser conhecidos pelo público. Não há como aceitar o controle da imprensa pelo Estado e muito menos pelo governo. O resto é conversa e interesse contrariado, pois em lugar nenhum existe democracia sem liberdade de imprensa. É a imprensa, apesar de todos os defeitos comuns à condição humana, que serve de olho e boca da coletividade, não pode ser cerceada sem que as liberdades civis também sejam.

O espirituoso chiste do advogado, que perdeu a causa e -quem sabe se num ato falho – pode numa piada ter exposto o que lhe vai no coração, ainda compõe um panorama curioso. Os condenados e seus aliados parece que não se lembram das barbeiragens que cometeram desde que chegaram ao poder. Quem os meteu nessa camisa de onze varas não foi a imprensa, foram os atos deles mesmos. Não enxergaram que não estamos mais no país dos golpes, rumores de golpes, advertências à nação e outras práticas enterradas no passado, que as instituições vêm resistindo muito bem aos trancos por que têm passado, que houve muitas mudanças neste mundo.

Num aparente acesso de onipotência, decidiram que sórdidas práticas velhas, como a compra de apoio e de votos, nas mãos deles de alguma forma não apenas se justificavam, mas quase se legitimavam. Montaram um esquema cujos riscos não avaliaram e que talvez desmoronasse inevitavelmente, mesmo que não houvesse sido ruidosamente delatado – havia gente demais envolvida e buracos demais; o vazamento era sempre uma possibilidade. Não me refiro a deslizes éticos ou ações criminosas, mas a barbeiragens motivadas pelo excesso de confiança e pelo desdém pela inteligência alheia. Espertos demais, com as cabeças envoltas pelas nuvens do poder e da glória, erraram nas manobras e não por culpa da imprensa ou de ninguém, mas da própria inépcia, que redundou em ações incompetentes. O que previram, naturalmente, também se revelou errado. Em certo momento do desenrolar da história, pareceu até que o ex-presidente Lula achava que os ministros do Supremo por ele indicados eram ocupantes de cargos em comissão. Nomeados por ele deviam votar com ele, não foi para isso que os nomeou, onde já se viu uma aberração dessas? Por que não é possível demiti-los por quebra de confiança?

Em suma, alçados ao poder, ainda rodeados da aura ética e ideologicamente definida que publicamente os caracterizava, consagrados por uma votação expressiva e imersos numa onda de popularidade incontestável, os novos governantes e estrategistas avaliaram mal a situação, superestimaram a si mesmos e, paralelamente, subestimaram os obstáculos que enfrentariam. Viam-se talvez como praticantes sagazes e habilidosos de uma eficiente Realpolitik e seus planos para a obtenção da sempre lembrada governabilidade. Claro que, como disse Kennedy uma vez, a vitória tem muitos pais, mas a derrota é órfã. Ninguém entre os atingidos deve desejar ser o pai dessa grande derrota. Mas os pais são eles mesmos. Armaram um esquema cheio de si, acreditaram nos falsos indícios que às vezes entontecem os poderosos e quebraram a cara. Pois, afinal, as condenações são a demonstração de que o esquema armado para governar, em vez de sabido, era burro e que os novos generais engendraram e puseram em ação um plano gravemente equivocado e desastroso.

A culpa não é da imprensa, nem de ninguém, a não ser dos autores e agentes da estratégia. Supondo-se malandros, demonstraram-se otários. Isso certamente é duro de admitir e talvez nunca o seja de todo. Até porque vem aí, depois das sentenças, o processo em que os condenados serão considerados mártires por seus companheiros, serão objeto de apelos internacionais e, enfim, serão glorificados como heróis de sua causa, o que lá venha a ser definido como tal na ocasião. E a imprensa, com toda a certeza, vai ser necessária, para que isso tenha repercussão. A imprensa serve a todos, até mesmo a quem precisa muito de um culpado pelo próprio fiasco.

26/09/2012

às 21:08 \ Sanatório Geral

Chanchada do Mensalão

“Não reivindicamos a inocência de ninguém, mas esperamos que os ministros do STF saibam punir quem tem que ser punido e inocentar quem tem direito à inocência”.

Luiz Carlos Barreto, cineasta a favor de todos os governos, sobre o manifesto que recomenda ao STF absolvam com o devido rigor todo culpado que se chamar José Dirceu.

14/09/2012

às 22:41 \ Sanatório Geral

Na porta da cadeia

“Isso aqui é um massacre psicológico, uma fábrica de salsichas. Os ministros têm de prestar atenção em suas assessorias porque certas coisas que dizem na corte estão incompatíveis com aquilo que estão na doutrina. Não podem chegar em um julgamento desses e dizer coisas que nunca foram ditas, coisas que estão erradas”.

Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, advogado de Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval,  denunciado pela Procuradoria Geral da República por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por ter ajudado a repassar recursos do “valerioduto” para políticos do PP, ansioso por conseguir 10 minutos de fama com uma ordem de prisão por desacato aos ministros do Supremo.

12/09/2012

às 10:24 \ Feira Livre

‘Deveres a mais’, por Dora Kramer

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA

DORA KRAMER

A presidente da República tem todo o direito, senão até o dever democrático, de fazer política. É cidadã na posse de suas prerrogativas como qualquer brasileiro e, assim, livre para se expressar.

Outro dia mesmo achou por bem responder às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à “herança pesada” legada por Lula no terreno dos costumes e o fez já no limiar do aceitável.

Defendeu os governos de seu partido ─ o que é justo ─, mas o timbre da Presidência da República na nota de desagravo a colocou em dissonância com a majestade do cargo.

Dilma Rousseff não gostou do artigo de FH, quis demarcar terreno para deixar bem claro que não flerta com a oposição e é fiel ao seu campo político.

Pretendeu também reforçar a posição do PT nesses tempos difíceis de julgamento penal do sistema que o partido escolheu para se sustentar no poder logo depois de conquistar a Presidência sem maioria no Parlamento.

A presidente pecou ao não enfrentar o debate tal como FH propunha no texto. Mas, até aí, trata-se de um ponto de vista. Se Dilma considera a ética algo irrelevante, pior para a composição do perfil de austeridade que lhe confere popularidade.

No pronunciamento que fez no dia 7 de setembro, em espaço reservado à chefia da Nação, entretanto, a presidente ultrapassou a fronteira do aceitável e extrapolou de suas prerrogativas ao valer-se do púlpito institucional para pronunciar-se em termos de palanque.

Embora tenha direitos iguais, a presidente da República tem deveres a mais em relação ao conjunto da sociedade cuja maioria a elegeu, mas que não é composta só de correligionários.

Para traduzir o conceito em números e tornar a obviedade ainda mais visível: ao fim da eleição de 2010, Dilma havia contabilizado 55 milhões 752 mil 529 votos e seu oponente José Serra, 43 milhões 711 mil 388. Em porcentuais, 56,05% dos eleitores ficaram com ela e 43,95% preferiram o candidato adversário.

Isso depois de dois mandatos de Lula durante os quais a oposição não fez esforço para se opor e a impressão geral era a de que as forças governistas reinavam unânimes no País.

Não reinam e é ótimo que assim seja. Em nome da pluralidade, da alternância e de todos os primados dos Estados fundados no Direito.

A presidente, porém, nessa sua nova inflexão de gestora para líder política adentra um gramado onde Lula atuou usando e abusando da apropriação do Estado como instrumento de partido.

Com isso contraria o empenho do departamento de propaganda do Planalto em acentuar traços e modos que a distanciam das exorbitâncias do antecessor. Repete o ex-presidente em seus piores momentos.

04/09/2012

às 14:32 \ Sanatório Geral

Rui de picadeiro

“São esses mesmos conservadores que junto com setores da grande mídia perderam nas urnas e tentam nos derrotar por outros meios. Quando são derrotados nas urnas, lançam mão de instrumentos de que ainda dispõem, desde a mídia conservadora, passando pelo Judiciário, para tentar nos derrotar.”

Rui Falcão, deputado estadual do PT paulista que embolsa o salário e os extras sem aparecer no local de trabalho porque se dedica em tempo integral à presidência do partido, ao discursar no velório do companheiro corrupto João Paulo Cunha, revelando que os seis ministros indicados por Lula e os dois indicados por Dilma Rousseff foram infiltrados no Supremo Tribunal Federal pela mídia golpista.

19/08/2012

às 11:25 \ Direto ao Ponto

Os ministros do STF castigam a plateia com o dialeto que usa fraque, cartola e polainas

Por que os ministros togados falam tanto?, pergunta o comentário de 1 minuto para o site de VEJA. Na Corte Suprema dos Estados Unidos, por exemplo, os votos dos juízes são medidos em minutos. Aqui, duram horas ─ ou dias, como atesta o julgamento do mensalão. E por que muitos integrantes do Supremo Tribunal Federal falam um dialeto sem parentesco com língua de gente?, intrigam-se os espectadores da TV Justiça que acompanham o desfecho do processo mais importante da história.

Por que teimam em atormentar a imensidão de leigos com a aflitiva mistura de verbos que ninguém conjuga, citações de sumidades que ninguém conhece, substantivos de fraque e cartola, adjetivos de polainas, tudo temperado com latinório de missa antiga? Por que o time dos doutos, insignes e preclaros se recusa a ir direto ao ponto, a contar o caso como o caso foi, a descrever as coisas como as coisas são? Por que tantos circunlóquios, ademanes e rapapés farisaicos? Por que tão frequentes passeios pela floresta impenetrável dos artigos, parágrafos e incisos?

Por que perder a oportunidade sem precedentes de mostrar aos nativos sem toga como funciona a Justiça em sua última instância, como são os homens que julgam sem direito a recurso, como se chega a uma decisão, de que modo nasce uma sentença? Sobretudo, por que jogar fora a chance de explicar aos milhões de interessados, com a concisão possível e a indispensável  objetividade, o que foi exatamente o mensalão?

Para melhorar a vida dos espectadores que se esforçam para entender o que dizem, o elenco no palco do STF precisa reduzir a frequência dos surtos de vaidade, não amar tão perdidamente o som da própria voz, tratar os brasileiros comuns com mais compaixão e com menos clemência a bandidagem da classe especial. Não é pedir muito. E é tudo o que o Brasil decente quer.

10/04/2012

às 16:44 \ O País quer Saber

Ao teclado, amigos

O Supremo Tribunal Federal precisa saber que o Brasil decente quer que o processo do mensalão seja julgado neste semestre. Aí vão os endereços eletrônicos dos 11 ministros: 

Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br

Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br

Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br

Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br

Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br

Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br

Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br

Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br

Dias Toffoli – gabmtoffoli@stf.jus.br

Luiz Fux – gabineteluizfux@stf.jus.br

Rosa Weber – audiencias-minrosaweber@stf.jus.br ou convites-minrosaweber@stf.jus.br

Ao teclado, amigos!

 

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