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Miguel Arraes

12/04/2010

às 19:40 \ Sanatório Geral

Tiro no pé

“Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta”.

Dilma Rousseff, mirando em José Serra, obrigado a viver no exílio durante a ditadura militar, atingindo a testa dos presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, acertando na memória de Leonel Brizola, Luiz Carlos Prestes ou Miguel Arraes e pegando o fígado de companheiros como José Dirceu, todos qualificados de fugitivos medrosos pela candidata mais desastrada da história.

05/02/2010

às 21:11 \ Sanatório Geral

Fala, Ciro! (4)

“O PT tem alguns cacoetes. Como a vocação hegemônica e a lógica de esmagar toda as forças a ele assemelhadas. Arraes e Brizola já experimentaram isto. Mas isto não quer dizer que não sejamos parceiros. E parceiro não é aquele que diz amém. O PT está acostumado a tratar os seus parceiros como bucha de canhão. O PC do B é um exemplo. O partido é feito de gato, rato e sapato e hoje não tem direito de influenciar em nada. Queriam muito fazer isto com o PSB, mas Arraes nunca deixou. Queriam fazer com o PDT, mas o Brizola também nunca deixou. O PSB tem moral e independência para dizer o que é bom e ruim neste governo, sem que ninguém nos confunda com banda fisiológica, clientelista, adesista que está no governo, fruto do êxito do presidente Lula. E ninguém nos confundirá”.

Ciro Gomes, depois de um encontro com o governador Eduardo Campos, presidente do PSB, mostrando ao presidente Lula que o que não falta à oposição é discurso.

28/01/2010

às 9:12 \ Sanatório Geral

Neurônio piradão (2)

“Nesse atendimento aqui da UPA nós vamos ter condição de dar serviço de qualidade aos moradores de Paulistas (sic). E aqueles que tiverem (sic) em situação mais grave vão poder ir para o hospital Miguel Arraes, que é um hospital que não faz nenhuma diferença quando comparado aos melhores hospitais desse (sic) país. Isso significa mudar as condições, mudar a situação e garantir que o pobre no Brasil tenha progressivamente o mesmo tratamento de todos os ricos deste país”.

Dilma Rousseff, ainda na discurseira em Paulista flagrada por Celso Arnaldo, tropeçando a cada linha num sic interposto pelo implacável caçador de cretinices, que internou outra vez a freguesa do Sanatório com as seguintes ponderações: Presente à cerimônia, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, neto do político que dá nome ao hospital de Paulista, ficou muito feliz ao ver o avô no mesmo nível de Albert Einstein, que dá nome àquela UPA paulistana no bairro do Morumbi. Mas, de novo, a deformação estilística de Dilma não é nada diante de seu populismo pueril e mal intencionado ─  é doentio sequer imaginar que, um dia, pobres e ricos deste país serão atendidos pelos mesmos médicos, nos mesmos hospitais. Isso não ocorre em nenhum país do mundo, nem na Inglaterra, onde a medicina é estatizada ─ e não será uma UPA que vai fazer isso no Brasil.


 

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