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MEC

06/05/2013

às 19:39 \ Direto ao Ponto

O passeio na Feira de Frankfurt ajuda a entender por que tantos escritores preferem não enxergar a indigência verbal de Dilma

O comentarista Flavico pinçou um trecho do artigo de Mario Vargas Llosa sobre a morte lenta do chavismo: “É triste ver o nível intelectual desse governo, cujo chefe de Estado assobia, ruge ou insulta porque não sabe falar.” E acrescentou uma boa pergunta: a que país Vargas Llosa se refere mesmo? A interrogação é muito pertinente. A Venezuela parece cada vez mais aqui.

Por sempre ver as coisas como as coisas são, o grande romancista peruano precisou de dois ou três discursos de Nicolás Maduro para constatar que o herdeiro de Hugo Chávez não sabe falar. Caso se expressasse em português do Brasil, o ganhador do Nobel de Literatura não precisaria de mais que dois minutos ou três parágrafos de um improviso em dilmês para espantar-se com a indigência verbal de Dilma Rousseff.

Nem todos os escritores (e jornalistas) sem avarias no cérebro são militantes do PT. Por que tantos deles fingem ignorar a assombrosa miséria retórica do neurônio solitário? Por que fazem de conta que entendem o que está dizendo a superexercutiva que não diz coisa com coisa? O que há com esses intelectuais que contemplam com mansidão bovina, entre uma e outra salva de palmas, a discurseira que reitera a celebração da ignorância?

O que há é o de sempre. Há o medo de melindrar a “esquerda” e entrar na alça de mira das milícias do PT. Há o temor de cair em desgraça com Lula, o pai dos pobres, ou irritar Dilma Rousseff, a mãe dos miseráveis, e ser estigmatizado como inimigo da pátria. Há, sobretudo, o pavor de ficar fora da turma contemplada com bênçãos, favores e, sobretudo, verbas federais.

Em troca da inclusão de um livro na lista dos recomendados pelo MEC, garantia de muitos milhões em direitos autorais, o mais indignado dos rebeldes de antigamente entrega a mãe e oferece a avó como brinde. Outros fecham negócio a preços de ocasião. Por exemplo, uma vaga no grupo formado por mais de 70 escritores que, em outubro, vai representar o Brasil na Feira de Frankfurt.

A multidão ficará pelo menos quatro dias por lá, comendo, bebendo, dormindo em excelentes hotéis e vendendo seu peixe — tudo pago com o dinheiro que o governo subtrai dos pagadores de impostos. Um passeio desses na Alemanha ─ e de graça ─ costuma valer mais que a cumplicidade silenciosa. A maioria dos viajantes saberá retribuir a demonstração de apreço pelos literatos da terra com gentilezas adicionais.

Entre elas se inclui a esperta forma de miopia que faz enxergar um monumento à inteligência num cérebro baldio, incapaz de produzir uma única ideia que preste, uma só frase com começo, meio e fim. Ou dizer   qualquer coisa que possa mitigar a constatação perturbadora: nunca houve na história do Brasil uma figura tão irremediavelmente despreparada para exercer a presidência da República.

05/04/2013

às 23:33 \ Sanatório Geral

Uma coisa por vez

“Agora, a melhor coisa que eu tenho a fazer é cuidar do MEC”.

Aloizio Mercadante, informando que, antes de planejar a candidatura a governador de São Paulo, precisa completar a obra de destruição do sistema educacional brasileiro.

20/03/2013

às 19:56 \ Feira Livre

‘As redações do Enem’, editorial do Estadão

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUARTA-FEIRA

Depois de examinar mais de 30 textos enviados por candidatos que atingiram a pontuação máxima no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), acompanhados da confirmação, pelas universidades federais, de que foram aprovados no vestibular deste ano, o jornal O Globo constatou que muitas redações continham erros de grafia ─ como “rasoável”, “enchergar” e “trousse” ─ e graves erros também de concordância, acentuação e pontuação.

Embora tenham recebido a nota 1.000, no Enem de 2012, essas redações não atenderam às exigências da primeira das cinco competências avaliadas pelos corretores, que exige dos estudantes demonstração do “domínio da norma padrão na língua escrita”. Numa das redações ─ que não recebeu a pontuação máxima, mas obteve nota alta ─ o estudante despreza o tema ─ “movimentos imigratórios para o Brasil no século 21″ — e descreve como preparar um miojo.

Cada competência tem a pontuação máxima de 200 pontos. Como informa o Guia do Participante, distribuído pelo MEC, os 200 pontos relativos à primeira competência só podem ser concedidos aos alunos que apresentarem “poucos desvios gramaticais leves”. Segundo o guia, “desvios mais graves excluem a redação da pontuação mais alta”. Ele é taxativo ao apontar, entre os “desvios gramaticais mais graves”, erros de grafia, de acentuação e de pontuação, como os que foram cometidos nas provas conferidas pelo jornal.

Pelas regras do Enem, essas redações não poderiam receber a pontuação máxima. “A atribuição injusta do conceito máximo a quem não teve o mérito estimula a popularização do uso da língua portuguesa, impedindo os alunos de falar, ler e escrever reconhecendo suas variedades linguísticas. Além disso, provoca a formação de profissionais incapazes de se comunicar, em níveis profissional e pessoal, e de decodificar o próprio sistema da língua portuguesa”, diz Jerônimo Moraes Neto, professor de Linguística Aplicada na UFRJ e na Uerj. “Na vida real, redações como essas jamais tirariam nota máxima, pois contêm erros que a sociedade não aceita. Afinal, pareceres, relatórios, artigos científicos, livros e matérias de jornal que contiverem esses desvios colocarão em risco o emprego de revisores, pesquisadores e jornalistas”, afirma o titular de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da Uerj, Cláudio Henriques.

Criticando os modismos pedagógicos, ele lembra que os corretores dos textos do Enem não utilizam a palavra erro, trocada por desvio ─ que seria mais politicamente correta. “A demagogia política anda de braço dado com a demagogia linguística”, adverte. Há dois anos, a imprensa noticiou que o MEC distribuía, por meio do Programa Nacional de Livros Didáticos, obras que toleram ─ e até justificam ─ erros gramaticais. O livro mais polêmico considerava correta, por exemplo, a frase “nós pega o peixe”.

Justificando a distribuição desse livro, as autoridades educacionais disseram, na época, que é preciso aceitar a fala que “o aluno traz de sua comunidade” e que “a cultura dele é tão válida quanto qualquer outra”. No caso dos textos do Enem que receberam pontuação máxima, apesar de estarem repletos de erros gramaticais, elas alegam que a correção de um texto é feita “como um todo”. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais afirma que “a tolerância deve-se à consideração de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior”. Segundo a nota, “um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”.

Esses argumentos são absurdos. Como admitir que vestibulandos ainda não saibam redigir um simples texto, por se encontrarem num “processo de letramento em transição”? E como aceitar que alguém que tenha “excelente domínio das estruturas da língua portuguesa” cometa erros gramaticais primários? As autoridades se esquecem de que, se continuarem sendo lenientes com deformações da língua portuguesa, o ensino formal não tem mais sentido. Se elas continuarem tolerando erros gramaticais primários, para que serve, então, a escola?

26/10/2012

às 16:33 \ História em Imagens

O verdadeiro currículo de Haddad

PUBLICADO NO SITE IMPLICANTE NESTA SEXTA-FEIRA

Assim que Lula decidiu que seria Fernando Haddad o candidato do PT na disputa pela prefeitura de São Paulo, as notícias desabonadoras oriundas do MEC praticamente desapareceram do noticiário. Nos embates e sabatinas,  nenhum jornalista confrontou o ex-ministro com sua própria obra.

Na véspera da eleição, decidimos resgatar fatos ocorridos no MEC durante a gestão Haddad. É um serviço que o Implicante presta ao eleitor de São Paulo.

Se você gostou do vídeo, espalhe entre os seus amigos. É importante que o eleitorado saiba quem é o candidato do PT.

 

16/10/2012

às 16:29 \ Sanatório Geral

Cidade em perigo

“Tenho certeza de que a revolução que Haddad fez no MEC irá repetir em São Paulo”.

Lula, garantindo que, se Fernando Haddad virar prefeito, todos os moradores da cidade aprenderão que está certo falar “nóis pega os peixe”.

27/08/2012

às 19:51 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: ‘Mercadante é a pena de morte da Educação no Brasil’

REYNALDO ROCHA

Dizia-se, no passado, que quando em um ponto comercial nada prosperava, havia ali uma caveira de burro enterrada.

Sempre acreditei que o cemitério dos burros da Era da Mediocridade era a Casa Vil.

Enganei-me. É o MEC. Ministério da Erradicação da Cultura.

A cegueira derivada da adoração de ídolos de pés-de-barro não deixam os analfabetos (funcionais ou políticos) enxergarem que, depois de Paulo Renato, o PT nos oferece Haddad e Mercadante. Mesmo Cristovão Buarque foi demitido por telefone pelo presidente que se orgulha de não ler.

Não se conserta um erro com outro maior. Já são dez anos de desgoverno petista. Sem nenhuma melhoria nos índices educacionais do Brasil.

A receita em uso na falta de ética destes usurpadores do poder – embora eleitos – é usada sem cerimônia em qualquer área.

Eu ao menos sei me defender. Sei ler.

O crime maior é com quem não sabe. Crianças abandonadas no direito básico de cidadania – Educação! – filhas de pais iludidos com as promessas messiânicas de doutores falsificados.

Mudar o curriculum escolar para facilitar a obtenção de índices que sirvam de propaganda. A eles nada importa que esta pretensa mudança seja somente a assinatura de um atestado final de incompetência. Aliada ao desprezo pelo ensino, conhecimento e cultura.

Esta é – digo mais uma vez – a verdadeira herança maldita. Que levaremos anos para reverter. Ou consertar.

O novo curriculum imaginado por Mercadante vai considerar um avanço a existência de alunos da sexta série aprendendo a ler, e a ler errado? E sem sequer saber escrever? A nova gramática petista – do “nós vai”, publicada em livros oficiais – seria a base desta reforma curricular?

Na doutrina do pensamento único, meritocracia é palavrão. Coisa de elitista, mania de gente que não entende os desníveis sociais. Cotas? O princípio do Bolsa-Família extrapolado ao limite do absurdo? Se no bolsa-família ainda se tem a defesa da sobrevivência – para os poucos que realmente estão em estado de risco extremo, e que devem ser socorridos com ajudas antes mesmo de garantir um emprego! – neste caso sequer há tal ilação.

É somente a declaração de incompetência. De desistência. De abandono.

Não se fala em reformular as escolas públicas (onde estudei durante boa parte de minha vida) de modo a que o fosso cultural que separa pobres de remediados possa ser extinto ou reduzido. Prefere-se assumir esta distância como eterna. E criar cotas para colocar nos bancos universitários quem o poder público não conseguiu preparar para lá estar.

São criadas em um ritmo “nuncaantesnestepaíz” faculdades de fim de semana. As Universidades Federais são pátios de estacionamento de carros de luxo. Em vez atacar a causa desta distorção, o governo prefere perpetuá-la. Agora com o ingresso – via cotas – de profissionais que passarão toda a vida justificando por que tomaram o lugar de quem teve melhor aproveitamento ou reuniu mais conhecimento específico.

No Sul do Brasil existem estudantes pobres que também não conseguem – via escola pública – alcançar o grau de aprendizado ofertado pelas escolas particulares. Mas são brancos. E não são índios. Embora pobres. Terão dificuldades para serem contemplados com a benesse populista que destrói o futuro do país.

A novidade é não termos novidade. Na área da saúde o incentivo é termos planos de saúde privados. No setor de transportes, que compremos carros ditos populares em 160 prestações mensais. Se o problema é habitação, fiquemos na fila do Minha Casa Minha Vida. Nenhum planejamento para reforma no sistema de saúde, construção de metros ou fim da especulação imobiliária.

Sempre fui contrário à pena de morte. Quando condena um criminoso a morrer, o Estado está confessando a incapacidade de cuidar dos cidadãos. É a falência. Moral, ética e política.

Mercadante é a pena de morte da Educação no Brasil.

Preciso dizer mais?

06/07/2012

às 7:13 \ Sanatório Geral

Já malufou

“O secretário de Educação de Kassab jamais me solicitou uma única audiência durante toda sua gestão”.

Fernando Haddad, candidato do PT a prefeito de São Paulo por ordem de Lula, numa entrevista publicada em junho de 2012, culpando Alexandre Schneider, vice na chapa de José Serra, pelo raquitismo das verbas concedidas à administração paulistana pelo Ministério da Educação.

“Kassab e Schneider nunca solicitaram audiência para demandar recursos do MEC”.

Fernando Haddad, repetindo a acusação numa nota divulgada em 3 de julho de 2012.

“Considero os movimentos do Schneider um mero jogo de cena para dar satisfação ao Ministério Público”.

Fernando Haddad, em 4 de julho de 2012, depois de desmentido por Schneider, que divulgou documentos provando que solicitou a concessão de verbas para São Paulo antes e durante a audiência que pediu ao ministro para tratar do assunto.

25/06/2012

às 15:58 \ Sanatório Geral

Tudo explicado (248)

“São Paulo não queria recursos federais, não só na educação”.

Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, sobre os investimentos irrisórios do Ministério da Educação na maior metrópole do país durante a gestão do Terror dos Estudantes, jurando que os governantes paulistas resolveram recusar todas as verbas oferecidas pelo Planalto porque fazem questão de perder a eleição para o afilhado de Lula e Maluf.

09/05/2012

às 14:40 \ Sanatório Geral

Ministro da Cretinice

“O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e diverso”.

Aloízio Mercadante, ministro da Educação, em 1º de março, durante audiência no Senado, ao atribuir os naufrágios do Enem ao tamanho do Brasil, infinitamente menor que a incompetência, o cinismo e a cretinice dos integrantes do primeiro escalão de Dilma Rousseff.

19/03/2012

às 17:28 \ Sanatório Geral

Rigoroso inquérito

“[A corrupção flagrada pela reportagem] exige uma investigação muito profunda e novas práticas da administração pública”.

Aloízio Mercadante, ministro da Educação, capturado por Celso Arnaldo ao comentar a reportagem do Fantástico com cenas explícitas e indecentes de safadeza e roubo nas licitações do hospital pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), subordinado ao MEC, prometendo aos brasileiros rigorosamente o que não vai acontecer.

 

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