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Manuel Zelaya

01/06/2011

às 18:08 \ Sanatório Geral

Conselheiro doidão

“Os eventos das últimas semanas e o clima do retorno de Zelaya foram uma grande vitória para a democracia, e o Brasil estava presente”.

Marco Aurélio Garcia, uma boca à espera de um dentista e conselheiro para complicações cucarachas, explicando que a democracia foi vitoriosa em Honduras graças aos cinco meses em que a embaixada brasileira foi transformada em Pensão do Lula, sob a direção do companheiro Manuel Zelaya e dona Ximena.

30/05/2011

às 17:58 \ Sanatório Geral

A lição do companheiro

“A comunidade internacional tem obrigação de reconhecer o governo do presidente Lobo”.

Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras e principal hóspede da Pensão do Lula em Tegucigalpa, de volta ao país, avisando que até ele sabe que o Brasil deveria ter feito o que ainda não fez.

30/05/2011

às 15:25 \ Direto ao Ponto

A tarde de janeiro em que Zelaya caiu fora da Pensão do Lula sem pagar a conta

Não percam, na seção Vale Reprise, a segunda e última parte do delirante desfecho da passagem de Manuel Zelaya pela embaixada do Brasil em Tegucigalpa, transformada em Pensão do Lula pelo companheiro hondurenho.

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29/05/2011

às 13:07 \ Direto ao Ponto

A volta de Zelaya evoca a delirante manhã em que Lula acordou invocado

A volta a Honduras do ex-presidente Manuel Zelaya exige a reprise do post com o título A manhã de janeiro em que Lula acordou invocado, publicado em 12 de dezembro de 2009. O texto, que provocou mais uma intensa mobilização do timaço de comentaristas, descreve mediunicamente o que Lula faria em 28 de janeiro de 2010, depois de confrontado com o noticiário sobre a posse do presidente Porfírio Lobo.

Os eventos relatados no texto reproduzido na seção Vale Reprise só não se consumaram porque Lula soube na tarde de 27 de janeiro que Zelaya deixara a embaixada pela manhã. Mas foi cumprida a profecia resumida na última frase. Marco Aurélio Garcia, claro, representou o governo Dilma Rousseff no comitê de recepção ao golpista trapalhão que durante cinco meses dirigiu a Pensão do Lula, instalada na embaixada em Tegucigalpa. TopTopTop merecia ser proibido de voltar ao país até resolver a pendência. Milhões de brasileiros rezariam para que não conseguisse.

28/02/2011

às 20:01 \ Direto ao Ponto

Os cúmplices das ditaduras só tratam como inimigo o governo democrático de Honduras

O governo brasileiro ainda não rompeu relações diplomáticas com a ditadura de Muamar Kadafi, há 42 anos no controle da Líbia. Anualmente, o Itamaraty abastece com boladas consideráveis as embaixadas que garantem um amistoso convívio com a Coreia do Norte (que não sabe o que é eleição há 62 anos, com Cuba (52 anos), com o Gabão (45), com a Guiné Equatorial (43) e dezenas de outros países subjugados há décadas por tiranias abjetas. A política externa da Era da Mediocridade adotou a velha regra dos bordeis: desde que pague a conta, em dinheiro, bens materiais ou favores, qualquer um pode ser freguês.

Como toda regra exige uma exceção, sobrou para Honduras. Em 2009, para neutralizar os projetos golpistas de Manuel Zelaya e garantir a realização da eleição prevista para novembro, a Corte Suprema, o Congresso e o Exército despejaram do palácio o presidente arrendado por Hugo Chávez. A crise agravada pela intromissão da Venezuela e do Brasil nos assuntos internos de uma nação soberana não impediu que o governo interino cumprisse o prometido. Candidato por um partido de oposição, Porfírio Lobo foi eleito presidente na data programada e empossado em fevereiro de 2010.

Passado um ano, o Brasil só não mantém relações diplomáticas com o governo democrático de Honduras. O decassílabo recitado pelo ex-chanceler Celso Amorim resume a discurseira dos farsantes: “As eleições não foram democráticas”. Conversa fiada. Coisa de sabujo. A disputa nas urnas foi chancelada sem ressalvas por observadores internacionais. A presidente Dilma Rousseff e o chanceler Antonio Patriota precisam livrar-nos imediatamente da herança absurda. Os hondurenhos talvez nem tenham notado que a embaixada que virou pensão continua fechada. Mas os brasileiros decentes não merecem contemplar por mais tempo outro monumento ao farisaísmo.

22/02/2011

às 18:27 \ Direto ao Ponto

Para que os brasileiros deixem a Líbia, basta um pedido de Lula ao amigo e irmão Kadafi

Desde domingo, centenas de brasileiros em perigo na Líbia aguardam o pouso do avião fretado pelo Itamaraty. Desde domingo, o chanceler Antonio Patriota espera sentado a autorização do governo local para o pouso em algum aeroporto. Desde domingo, Lula faz de conta que conhece só de vista o homem que há 42 anos manda e desmanda no país. O que espera Patriota para interromper a amnésia malandra e recordar ao ex-presidente os tempos em que entrava sem bater na tenda beduína onde Muammar Kadafi conversa, descansa e dorme escoltado pela guarda pessoal só de mulheres?

Há pouco mais de um ano e meio, na reunião da União Africana realizada em Sirte, na Líbia, Lula e Kadafi andaram protagonizando cenas que, infiltradas em qualquer dramalhão de cinema, fariam a plateia inteira chorar lágrimas de esguicho.  “Meu amigo, meu irmão e líder”, derramou-se o convidado de honra, olhos nos olhos com o anfitrião, na abertura da discurseira. Kadafi pareceu especialmente comovido, naquele 1º de julho de 2009, ao ouvir o parceiro responsabilizar os países industrializados pelo “caráter perverso da ordem internacional”.

Em seguida, o orador acusou a imprensa em geral e os jornalistas brasileiros em particular de tratar com “preconceito premeditado” as relações amistosas entre os governos latino-americanos e as ditaduras da região. Só gente preconceituosa poderia fingir que não vê “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos”, todos muito conscientes de que  “consolidar a democracia é um processo evolutivo”. Kadafi ficou tão animado com o palavrório que no encontro seguinte, promovido na Venezuela, propôs uma aliança militar, “nos moldes da OTAN”, entre os liberticidas africanos e os companheiros cucarachas.

No momento, o terrorista vocacional não tem tempo para pensar nessas grandezas: está inteiramente absorvido pela guerra de extermínio movida contra o povo líbio. Mas atenderá imediatamente ao telefone se souber que é Lula quem está do outro lado da linha. E, se ouvir o pedido, não se negará a suspender por algumas horas o bombardeio aéreo da população civil para permitir que o avião do Itamaraty recolha os brasileiros. Ninguém recusa o que pede um amigo e irmão. (Se recusar, o Brasil colherá mais uma prova de que a política externa da cafajestagem, parida pelo que Ricardo Setti batizou de “lulalato”, serviu apenas para envergonhar o país governado por um megalomaníaco).

Além de acionar o ex-presidente, Antonio Patriota deve reforçar urgentemente o esquema de segurança da embaixada na Líbia. Assustado com a força da insurreição popular, Kadafi tem consultado o companheiro Hugo Chavez sobre planos de fuga e refúgios seguros. O último a tratar desses assuntos com o imaginoso venezuelano foi o hondurenho Manuel Zelaya. Os dois decidiram que um bom esconderijo seria a embaixada brasileira em Tegucigalpa. Kadafi avisou nesta terça-feira que prefere morrer a deixar o país. Se Patriota não abrir o olho, o bolívar-de-hospício e o ditador acuado tentarão abrir em Tripoli mais uma Pensão do Lula.

09/11/2010

às 18:44 \ Direto ao Ponto

Como vai ser o 2 de janeiro de Lula

Em 12 e 20 de dezembro de 2009, os amigos da coluna se divertiram com a descrição, dividida em dois textos premonitórios, do último dia de funcionamento da pensão instalada na embaixada do Brasil em Honduras para abrigar a turma de Manuel Zelaya. Vale a pena revê-los, porque vem aí o post que vai contar como será o 2 de janeiro de Lula.

30/08/2010

às 16:44 \ Feira Livre

Sucessor não terá a mesma sorte de Lula

Trecho da entrevista publicada na Folha desta segunda-feira.

ÉRICA FRAGA

“A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.” Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.

Em 2008, ele escreveu o estudo “In search of the chains that hold Brazil back” (“Em busca das correntes que freiam o Brasil”), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável. E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito “desastroso” para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.

FOLHA – Houve avanços desde que o sr. escreveu sobre as barreiras ao crescimento no Brasil em 2008?

RICARDO HAUSMANN – Talvez você se lembre que no estudo eu era otimista sobre muitos aspectos estruturais do Brasil. O Brasil tem um setor privado muito forte, tem muito potencial de crescimento do investimento em muitas áreas promissoras. Mas, nos anos de boom antes da crise de 2008, o Brasil era um dos países que cresciam às menores taxas na América Latina. Minha avaliação era a de que isso se devia a uma taxa baixa de poupança doméstica, que exigia taxas de juros ridiculamente altas para evitar que a economia tivesse um aquecimento excessivo. Aí veio a crise e o governo respondeu com políticas anticíclicas. Aumentou significativamente a oferta de crédito via BNDES e Banco do Brasil em um momento em que havia uma parada cardíaca financeira. Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.

O que o sr. quer dizer com mundo de fantasia?

Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente. Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.

O sr. vê o crescente deficit em conta-corrente do Brasil, em tempos recentes, como um problema?

A deterioração do deficit em conta-corrente indica que a expansão do gasto no Brasil é mais rápida do que a expansão da produção. O efeito disso é apreciar a taxa de câmbio, desestimulando as atividades exportadoras, para liberar recursos produtivos para atender a esse boom temporário do consumo. Todas as indicações são de que as condições fiscais e a política financeira do setor público são excessivamente expansionistas. Isso vai causar prejuízo para as perspectivas de crescimento de longo prazo do Brasil.

A economia brasileira ainda é bastante fechada ao comércio exterior. Isso limita o crescimento de longo prazo?

Acho que o Brasil tem os produtos com os quais poderia ter uma presença muito maior no comércio internacional. Vocês são gigantes em agricultura, em mineração. Têm uma presença marcante na produção de aeronaves. Há uma atividade industrial vasta que poderia gerar uma presença muito maior. Mas a administração macro no Brasil tem sempre conspirado contra o potencial de longo prazo.

E isso continua acontecendo?

Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado. Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos. Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia. Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Mahmoud Ahmadinejad, no Irã ou hospedar o Manuel Zelaya, na sua embaixada em Honduras etc. É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa. E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.

As pesquisas de intenção de voto mostram grandes chances de vitória da candidata do presidente Lula. O sr. acha que isso levará a uma continuação dessas políticas que o sr. critica?

Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato. Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional. Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele. E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte.

23/08/2010

às 6:26 \ Sanatório Geral

Bigode desempregado

“Ele me prometeu um cargo na Petrocaribe, mas até agora nada…”

Manuel Zelaya, na conversa com Duda Teixeira, de VEJA, que lhe perguntou se Hugo Chávez tem dado alguma ajuda financeira, informando, simultaneamente, que não trabalha desde que abandonou a gerência da Pensão do Lula e que a revolução bolivariana não paga pensão nem para os generais da reserva.

22/08/2010

às 23:00 \ Sanatório Geral

Tremendo emprego

“Eu trabalho em defesa da democracia de Honduras”.

Manuel Zelaya, quando Duda Teixeira, de VEJA, quis saber se tinha algum emprego, revelando que, em matéria de fugir do serviço pesado, é páreo até para um Lula.


 

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