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Maksoud Plaza

10/11/2013

às 10:36 \ O País quer Saber

Tem um rio no meio do caminho

Na Avenida Paulista, entre a Alameda Casa Branca e a Rua Pamplona, é possível perceber que, num trecho do quarteirão nenhuma construção foi erguida. Esse é um dos indícios que sob este "corredor de horizonte" passa um rio

Na Avenida Paulista, entre a Alameda Casa Branca e a Rua Pamplona, é possível perceber que num trecho do quarteirão nenhuma construção foi erguida. Esse é um dos indícios de que sob este “corredor de horizonte” existe um curso d’água

BRANCA NUNES

Para encontrar os rios de São Paulo, é preciso olhar para o alto. São prédios, prédios, prédios. E de repente, no meio daquele concreto todo, aparece um pedaço do céu. E ali não é uma rua, não é uma avenida. É como se fosse um corredor no meio do quarteirão que vai do chão ao topo dos arranha-céus e segue até onde a vista alcança. Aparentemente, ali não há nada. Mas ali tem um rio. São Paulo esconde em seu subsolo mais de 300 rios, córregos e riachos que guardam lendas, histórias e curiosidades que ajudam a decifrar a alma da metrópole.

O Saracura é um desses rios escondidos de São Paulo. Nasce atrás do Maksoud Plaza, que já foi um dos hotéis mais glamorosos da cidade, a duas quadras da Avenida Paulista. O espigão da Paulista – primeira via asfaltada da capital – é o berço de quase todos os rios da cidade. Os que nascem do lado dos Jardins desaguam no Rio Pinheiros. Os que brotam do lado da Bela Vista desembocam no Tietê. Deste lado está a Ribeirão Preto – que apesar de ter nome de rio e de uma cidade do interior do estado, é uma rua –, onde na altura do número 529 existe um desses corredores de horizonte.

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