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leilão

04/01/2014

às 8:02 \ Feira Livre

Os 125 anos da National Geographic condensados em 125 imagens

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PUBLICADO EM 27 DE JULHO

Para celebrar o 125° aniversário, a revista National Geographic decidiu leiloar 125 imagens inseparáveis da sua história. Além de belíssimas fotografias de paragens desconcertantes, animais selvagens em seu habitat e retratos de diferentes etnias, há raridades como negativos Kodachrome originais de Thomas Abercrombie, que trabalhou 50 anos na publicação. O leilão, realizado no site da casa americana Christie’s, termina neste domingo. Veja algumas peças disponíveis:

Auckland, Nova Zelândia, 2007 (foto: Brian J. Skerry)

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05/11/2013

às 18:47 \ Opinião

‘Um terno de R$ 500 mil’, de José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira

JOSÉ CASADO

O tom de voz era grave:

─ Quero ganhar a eleição para cuidar do meu povo como mãe cuida do filho, é pra isso que serve o Estado.

Soou estranho. Não era mulher falando, mas o presidente da República. Lula discursava como se fosse Dilma Rousseff, em Salgueiro, a 500 quilômetros de Recife. Naquela terça-feira, 17 de agosto de 2010, a estreante do PT estava em São Paulo, mas pairava onipresente no sertão ─ em roucos arremedos do presidente.

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23/10/2013

às 13:23 \ Feira Livre

‘O exemplo da China’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Duas empresas estatais chinesas se associaram a três gigantes petrolíferas, a Shell anglo-holandesa, a Total francesa e a Petrobras, e ganharam o campo de Libra, no pré-sal. Quem diria, há 30 anos, que a China teria cacife para isso?

Mas deixemos o pré-sal de lado, que todos os meios de comunicação só falam nele. Falemos da Chery – uma produtora chinesa de automóveis, que está montando sua fábrica em Jacareí, SP. Em vez de comprar as vigas de aço no Brasil, a Chery comprou-as na China. Foram três viagens de navio, de 30 dias; 150 caminhões fretados para levar as vigas de Santos a Jacareí; batedores para a subida da Serra do Mar. E ainda assim, com impostos de importação e tudo, o material saiu mais barato do que se tivesse sido comprado no Brasil. Aliás, de certa forma, as vigas de aço são coisa nossa: boa parte do minério de ferro que os chineses usam em suas usinas de aço viajou em trens e navios das minas brasileiras até a China. O minério viajou para ser transformado em aço, o aço viaja para virar fábrica.

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08/09/2013

às 11:28 \ Feira Livre

‘Privatização à moda do PT’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste sábado

Com a decisão de duplicar com recursos públicos parte das rodovias cujas operações e obras de manutenção e melhoria serão transferidas para empresas privadas em leilões de concessão que começam daqui a duas semanas, o governo Dilma mostra, mais uma vez, que ainda não conseguiu definir um modelo adequado para a participação do setor privado na infraestrutura de transportes. Mais de um ano depois de anunciado pela presidente Dilma Rousseff, o Programa de Investimentos em Logística, que previa a transferência de 7,5 mil quilômetros de rodovias federais (número revisto para 7 mil km) e de 10 mil km de ferrovias para o setor privado, ainda não saiu do papel.

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21/02/2012

às 15:16 \ Sanatório Geral

Jogando nas onze

“As relações com o PT são as melhores possíveis, a aliança não vai a contragosto. Mas, se Serra for candidato, ele terá meu apoio incondicional”.

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e presidente do PSD, ensinando que o partido que não é de direita, nem de centro e nem de esquerda está à vontade para ser tanto do Lula quanto do Serra.

16/02/2012

às 8:11 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (3.578)

“O que nós queremos em São Paulo é abraçar o melhor projeto para a cidade e não para o partido”.

Gilberto Kassab, explicando que o vencedor do leilão do PSD será o candidato que pensar com mais carinho na cidade, não o partido que pagar o maior preço pela sigla que não é de esquerda, nem de centro e nem de direita.

06/02/2012

às 15:00 \ Sanatório Geral

Coerência é isso

“A aliança é natural porque o PSD tem apoiado o governo Dilma”

Edinho Silva, presidente do diretório paulista do PT, na Folha desta segunda-feira, explicando que Gilberto Kassab era um péssimo prefeito enquanto não apoiava Dilma Rousseff e agora é um ótimo prefeito porque apoia Dilma Rousseff.

11/07/2011

às 20:42 \ Direto ao Ponto

A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo

PUBLICADO EM 11 DE JULHO DE 2011

No começo de 2008, quando apitou pela primeira vez numa das curvas especialmente sinuosas do PAC, o trem-bala custaria R$ 20 bilhões, seria licitado em 2009 e começaria a circular em 2014. Em julho de 2010, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff avisaram que o preço havia subido para R$ 33 bilhões e a inauguração fora transferida para 2016. Foi assim que o  trem-bala brasileiro se transformou no primeiro da  história que, ainda na fase do edital, ficou 50% mais caro e dois anos mais demorado.

Vai custar muito mais tempo e muito mais dinheiro, informou nesta segunda-feira o fiasco do terceiro leilão promovido para atrair interessados na construção do colosso. Não apareceu nenhum. Talvez apareça algum se o governo decidir desperdiçar mais R$ 20 bilhões na aventura. Nos cálculos das empresas sondadas pelo Planalto, a gastança não sai por menos de R$ 53 bilhões.

Em vez de aproveitar a chance para frear a locomotiva condenada ao descarrilamento, Dilma prometeu um quarto leilão até o fim do ano. O Brasil Maravilha não pode parar. Embora não exista sequer em estado embrionário, o filho que provavelmente nem nascerá já tem, desde 5 de maio, mãe, berço, babás e tutores. Estão todos acampados na Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A., a ETAV, subordinada ao Ministério dos Transportes e, portanto, incorporada aos domínios do PR e seus quadrilheiros.

Concebida para cuidar exclusivamente do trem-fantasma, a sigla não tem nada palpável a administrar. Não se conhece o traçado da linha, as estações não foram sequer desenhadas, não se escolheu o fabricante dos trilhos. Por falta do que fazer, os diretores da empresa planejam a instalação de escritórios no Rio e Campinas, além de leilões mais atraentes. Ainda sem data, o próximo pretende oferecer aos participantes a exploração de áreas que serão desapropriadas. Onde ficam? Que tamanho têm? Servirão para quê? Isso ninguém sabe.

Num post publicado em 27 de julho do ano passado e reproduzido na seção Vale Reprise, Lula explicou por que a maluquice é uma das urgências nacionais. “Vai ter gente que não vai gostar porque estamos gastando dinheiro no trem-bala”, berrou. “Essa gente quer fazer um trem lesma, mas nós queremos logo o bicho mais ligeiro. O pessoal viaja para China e lá o trem é maravilhoso, mas aqui no Brasil é aquele toc-toc pendurado. O Brasil tem competência e vamos fazer”.

Em 2002, quando os chineses embarcaram pela primeira vez num trem de alta velocidade (TAV), a malha ferroviária tinha 54 mil km de trilhos espalhados por 9,6 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados e menos de 29 mil km de estradas de ferro. Entre o começo de 1999 e o fim de 2002, os investimentos em ferrovias somaram R$ 601 milhões. Entre janeiro de 2003 e dezembro de 2006, ficaram em R$ 519 milhões. De janeiro de 2007 a abril de 2010, o governo triplicou os gastos do primeiro mandato para anexar à rede apenas um trecho de 356 km da Ferrovia Norte-Sul.

Dilma prometeu vitaminar com R$ 43,9 bilhões, até 2014, a malha ferroviária devastada pelo abandono, pela corrupção e pela incompetência federais. A quantia é 40 vezes maior que a soma dos investimentos feitos por Lula em oito anos. Mas sobrariam apenas R$ 10,9 bilhões para a reconstrução do sistema em frangalhos. A coisa ficou ainda pior neste começo de semana: se insistir no delírio eleitoreiro, Dilma enterrará no projeto toda a verba reservada às ferrovias ─ e mais R$ 10 bilhões extraídos dos bolsos dos brasileiros.

Seis meses depois da posse, está mais que na hora de entender que a campanha eleitoral terminou. A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo.

18/08/2010

às 17:43 \ Feira Livre

Noite de R$ 4 milhões para Paraisópolis

Texto publicado no Estadão desta quarta-feira.

Foto: Mastrangelo Reino /Folhapress

Paulo Sampaio

No palco do Buddah Bar, na Daslu, Wanderley Nunes afofa o cabelo da primeira-dama, Marisa Letícia, e comenta em tom de confidência com a plateia de socialites: “Essa mulher maravilhosa, gente, vive me perguntando se o cabelo dela está bom. O que vocês acham?” “Estáá!”, dizem todos, entre aplausos e gritos. Dona Marisa olha para Wanderley aliviada.

O cabeleireiro reuniu anteontem a nata da sociedade num leilão em benefício da Escola do Povo, programa de alfabetização para moradores da Favela Paraisópolis, no Morumbi. Com cerca de 100 mil habitantes, a favela é a segunda maior de São Paulo. Dona Marisa é chamada ao palco na hora em que vão leiloar um terno feito por Ricardo Almeida para o presidente Lula. O lance inicial é de R$ 100 mil. Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, o arremata por R$ 500 mil. Ricardo Almeida pergunta aos repórteres: “Vocês anotaram direito? São R$ 500 mil”.

Eike Batista parece disposto a mostrar que sabe usar o dinheiro: pele muito lisa, cabelos subitamente abundantes, ele está sentado ao lado de dona Marisa e é o milionário que mais levanta a mão durante a noite. Leva desde kit de cozinha (R$ 100 mil) até o Rolex do Faustão (R$ 80 mil). Assim como Madonna, Eike defende que a solução para o problema de alfabetização no Brasil são “aulas de autoestima”. “Eu mesmo gostaria de ter essas aulas… Se bem que não preciso, eu já cheguei lá”, diz ele, sob o franjão “imexível”.

Lu Barbosa, assessora de imprensa do empresário Alessandro Corona, dono da Tricosalus Clinics, de tratamento capilar, diz que, sim, Eike é cliente. Os dois empresários ficam lado a lado na mesa. A organização passa um DVD feito na favela. A plateia parece dispersiva. Muitos conversam. “Pssh!”, faz alguém.

Entre outras raridades, foram doados para o leilão o banco do programa A Praça é Nossa, as abotoaduras do cantor Agnaldo Rayol e o chapéu autografado do sertanejo Sérgio Reis. O prefeito Gilberto Kassab mandou uma tela a óleo do Anhangabaú, assinada por Cristiane Carbone. Até chegar aos itens mais disputados, como a guitarra assinada por Mick Jagger, as roupas de Jesus Luz e as camisas da seleção autografadas por Kaká, Ronaldo e Pelé, o leiloeiro passa por um mau pedaço.

“Vai aí, amigo!? Olha a preciosidade (abotoadura de Agnaldo Rayol)! Quem vai!? Na loja custa R$ 6 mil; aqui, só R$ 4 mil! A causa é nobre! O primeiro passo da inserção é a educação! Vai!?”, diz Luiz Fernando Dutra, à beira do desespero. Ninguém leva.

Wanderley percebe que “o negócio está meio lento” e abaixa o lance inicial: “Quem der R$ 3,5 mil, leva!” Nada. Tom Cavalcante é chamado para ajudar a anunciar um par de tênis e a bola de basquete de Oscar Schmidt. “Pensa naquelas dez bolsas Hermès que vocês têm em casa! Vamos, quem vai!?”, diz Tom.

Chico Pinheiro, apresentador do leilão, emenda palavras bonitas sobre a iniciativa. “Mandou bem, Chico! Falou com o coração!”, elogiam. Aplausos. As socialites estão muito emocionadas. Uma repórter de TV pergunta a Beth Szafir qual seu sentimento em relação aos jovens de Paraisópolis. Beth ajeita o casacão de visom Dior e diz: “Dá pena, muita pena”. O empresário José Carlos Semenzato, que rivalizou com Eike nos lances pelo terno de Lula, afirma no palco que tem um bom motivo para ajudar as “classes C e D”. “Se a gente investir na alfabetização dessas pessoas, vamos economizar muito em segurança para nossos filhos e netos”.

Por sua vez, a joalheira mineira Ana Paula Carneiro, que arrematou por R$ 6 mil um vestido de Hebe Camargo, diz que quer “muito, muito mesmo” ir a Paraisópolis. Ana Paula está com uma bolsa Hermès de couro de crocodilo com fecho de ouro que, alguém diz, custa US$ 80 mil. “Imagina! Paguei US$ 33 mil!” Wanderley receia que o ritmo do leilão esteja devagar de novo e dá uma ajudinha: “Vamos bater a carteira de quem agora?” Em um “gesto lindo”, de acordo com os apresentadores (agora são muitos, embolados no palco), o diretor de um banco doa R$ 40 mil.

O presidente da União dos Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que nunca recebeu doação tão grande. Resolveu que vai eleger dona Marisa a “presidente de honra” do Escola do Povo. De acordo com Sílvia Fattiola, que coopera com Rodrigues, foram arrecadados R$ 2,133 milhões. Antes, claro, de Eike Batista se superar em sua generosidade e dobrar esse valor, totalizando R$ 4,266 milhões.

Ninguém quis

Chapéu e berrante
Autografados por Sérgio Reis, tiveram lance inicial de R$ 3 mil, mas ninguém comprou.

Abotoaduras
De ouro com brilhantes e safira, doadas pelo cantor Agnaldo Rayol, tinham lance mínimo de R$ 3 mil.

Quadro
O quadro luminoso doado por Luciano Huck não recebeu nenhum lance. O preço inicial era de R$ 8 mil.

Vestido
Adriane Galisteu doou um vestido de André Lima, mas a peça, a R$ 2 mil, não despertou interesse da plateia.

 

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