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leilão

19/11/2015

às 15:25 \ Opinião

Carlos Alberto Sardenberg: No pior dos mundos

Publicado no Globo

Das 12 linhas de transmissão de energia oferecidas ontem em leilão, apenas quatro foram arrematadas. Não houve ofertas para as outras oito. Portanto, foi um fracasso. Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), porém, se consideradas as condições atuais do país, pode-se dizer que foi um sucesso.

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04/01/2014

às 8:02 \ Feira Livre

Os 125 anos da National Geographic condensados em 125 imagens

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PUBLICADO EM 27 DE JULHO

Para celebrar o 125° aniversário, a revista National Geographic decidiu leiloar 125 imagens inseparáveis da sua história. Além de belíssimas fotografias de paragens desconcertantes, animais selvagens em seu habitat e retratos de diferentes etnias, há raridades como negativos Kodachrome originais de Thomas Abercrombie, que trabalhou 50 anos na publicação. O leilão, realizado no site da casa americana Christie’s, termina neste domingo. Veja algumas peças disponíveis:

Auckland, Nova Zelândia, 2007 (foto: Brian J. Skerry)

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05/11/2013

às 18:47 \ Opinião

‘Um terno de R$ 500 mil’, de José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira

JOSÉ CASADO

O tom de voz era grave:

─ Quero ganhar a eleição para cuidar do meu povo como mãe cuida do filho, é pra isso que serve o Estado.

Soou estranho. Não era mulher falando, mas o presidente da República. Lula discursava como se fosse Dilma Rousseff, em Salgueiro, a 500 quilômetros de Recife. Naquela terça-feira, 17 de agosto de 2010, a estreante do PT estava em São Paulo, mas pairava onipresente no sertão ─ em roucos arremedos do presidente.

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23/10/2013

às 13:23 \ Feira Livre

‘O exemplo da China’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Duas empresas estatais chinesas se associaram a três gigantes petrolíferas, a Shell anglo-holandesa, a Total francesa e a Petrobras, e ganharam o campo de Libra, no pré-sal. Quem diria, há 30 anos, que a China teria cacife para isso?

Mas deixemos o pré-sal de lado, que todos os meios de comunicação só falam nele. Falemos da Chery – uma produtora chinesa de automóveis, que está montando sua fábrica em Jacareí, SP. Em vez de comprar as vigas de aço no Brasil, a Chery comprou-as na China. Foram três viagens de navio, de 30 dias; 150 caminhões fretados para levar as vigas de Santos a Jacareí; batedores para a subida da Serra do Mar. E ainda assim, com impostos de importação e tudo, o material saiu mais barato do que se tivesse sido comprado no Brasil. Aliás, de certa forma, as vigas de aço são coisa nossa: boa parte do minério de ferro que os chineses usam em suas usinas de aço viajou em trens e navios das minas brasileiras até a China. O minério viajou para ser transformado em aço, o aço viaja para virar fábrica.

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08/09/2013

às 11:28 \ Feira Livre

‘Privatização à moda do PT’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste sábado

Com a decisão de duplicar com recursos públicos parte das rodovias cujas operações e obras de manutenção e melhoria serão transferidas para empresas privadas em leilões de concessão que começam daqui a duas semanas, o governo Dilma mostra, mais uma vez, que ainda não conseguiu definir um modelo adequado para a participação do setor privado na infraestrutura de transportes. Mais de um ano depois de anunciado pela presidente Dilma Rousseff, o Programa de Investimentos em Logística, que previa a transferência de 7,5 mil quilômetros de rodovias federais (número revisto para 7 mil km) e de 10 mil km de ferrovias para o setor privado, ainda não saiu do papel.

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21/02/2012

às 15:16 \ Sanatório Geral

Jogando nas onze

“As relações com o PT são as melhores possíveis, a aliança não vai a contragosto. Mas, se Serra for candidato, ele terá meu apoio incondicional”.

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e presidente do PSD, ensinando que o partido que não é de direita, nem de centro e nem de esquerda está à vontade para ser tanto do Lula quanto do Serra.

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16/02/2012

às 8:11 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (3.578)

“O que nós queremos em São Paulo é abraçar o melhor projeto para a cidade e não para o partido”.

Gilberto Kassab, explicando que o vencedor do leilão do PSD será o candidato que pensar com mais carinho na cidade, não o partido que pagar o maior preço pela sigla que não é de esquerda, nem de centro e nem de direita.

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06/02/2012

às 15:00 \ Sanatório Geral

Coerência é isso

“A aliança é natural porque o PSD tem apoiado o governo Dilma”

Edinho Silva, presidente do diretório paulista do PT, na Folha desta segunda-feira, explicando que Gilberto Kassab era um péssimo prefeito enquanto não apoiava Dilma Rousseff e agora é um ótimo prefeito porque apoia Dilma Rousseff.

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11/07/2011

às 20:42 \ Direto ao Ponto

A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo

PUBLICADO EM 11 DE JULHO DE 2011

No começo de 2008, quando apitou pela primeira vez numa das curvas especialmente sinuosas do PAC, o trem-bala custaria R$ 20 bilhões, seria licitado em 2009 e começaria a circular em 2014. Em julho de 2010, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff avisaram que o preço havia subido para R$ 33 bilhões e a inauguração fora transferida para 2016. Foi assim que o  trem-bala brasileiro se transformou no primeiro da  história que, ainda na fase do edital, ficou 50% mais caro e dois anos mais demorado.

Vai custar muito mais tempo e muito mais dinheiro, informou nesta segunda-feira o fiasco do terceiro leilão promovido para atrair interessados na construção do colosso. Não apareceu nenhum. Talvez apareça algum se o governo decidir desperdiçar mais R$ 20 bilhões na aventura. Nos cálculos das empresas sondadas pelo Planalto, a gastança não sai por menos de R$ 53 bilhões.

Em vez de aproveitar a chance para frear a locomotiva condenada ao descarrilamento, Dilma prometeu um quarto leilão até o fim do ano. O Brasil Maravilha não pode parar. Embora não exista sequer em estado embrionário, o filho que provavelmente nem nascerá já tem, desde 5 de maio, mãe, berço, babás e tutores. Estão todos acampados na Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A., a ETAV, subordinada ao Ministério dos Transportes e, portanto, incorporada aos domínios do PR e seus quadrilheiros.

Concebida para cuidar exclusivamente do trem-fantasma, a sigla não tem nada palpável a administrar. Não se conhece o traçado da linha, as estações não foram sequer desenhadas, não se escolheu o fabricante dos trilhos. Por falta do que fazer, os diretores da empresa planejam a instalação de escritórios no Rio e Campinas, além de leilões mais atraentes. Ainda sem data, o próximo pretende oferecer aos participantes a exploração de áreas que serão desapropriadas. Onde ficam? Que tamanho têm? Servirão para quê? Isso ninguém sabe.

Num post publicado em 27 de julho do ano passado e reproduzido na seção Vale Reprise, Lula explicou por que a maluquice é uma das urgências nacionais. “Vai ter gente que não vai gostar porque estamos gastando dinheiro no trem-bala”, berrou. “Essa gente quer fazer um trem lesma, mas nós queremos logo o bicho mais ligeiro. O pessoal viaja para China e lá o trem é maravilhoso, mas aqui no Brasil é aquele toc-toc pendurado. O Brasil tem competência e vamos fazer”.

Em 2002, quando os chineses embarcaram pela primeira vez num trem de alta velocidade (TAV), a malha ferroviária tinha 54 mil km de trilhos espalhados por 9,6 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados e menos de 29 mil km de estradas de ferro. Entre o começo de 1999 e o fim de 2002, os investimentos em ferrovias somaram R$ 601 milhões. Entre janeiro de 2003 e dezembro de 2006, ficaram em R$ 519 milhões. De janeiro de 2007 a abril de 2010, o governo triplicou os gastos do primeiro mandato para anexar à rede apenas um trecho de 356 km da Ferrovia Norte-Sul.

Dilma prometeu vitaminar com R$ 43,9 bilhões, até 2014, a malha ferroviária devastada pelo abandono, pela corrupção e pela incompetência federais. A quantia é 40 vezes maior que a soma dos investimentos feitos por Lula em oito anos. Mas sobrariam apenas R$ 10,9 bilhões para a reconstrução do sistema em frangalhos. A coisa ficou ainda pior neste começo de semana: se insistir no delírio eleitoreiro, Dilma enterrará no projeto toda a verba reservada às ferrovias ─ e mais R$ 10 bilhões extraídos dos bolsos dos brasileiros.

Seis meses depois da posse, está mais que na hora de entender que a campanha eleitoral terminou. A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo.

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18/08/2010

às 17:43 \ Feira Livre

Noite de R$ 4 milhões para Paraisópolis

Texto publicado no Estadão desta quarta-feira.

Foto: Mastrangelo Reino /Folhapress

Paulo Sampaio

No palco do Buddah Bar, na Daslu, Wanderley Nunes afofa o cabelo da primeira-dama, Marisa Letícia, e comenta em tom de confidência com a plateia de socialites: “Essa mulher maravilhosa, gente, vive me perguntando se o cabelo dela está bom. O que vocês acham?” “Estáá!”, dizem todos, entre aplausos e gritos. Dona Marisa olha para Wanderley aliviada.

O cabeleireiro reuniu anteontem a nata da sociedade num leilão em benefício da Escola do Povo, programa de alfabetização para moradores da Favela Paraisópolis, no Morumbi. Com cerca de 100 mil habitantes, a favela é a segunda maior de São Paulo. Dona Marisa é chamada ao palco na hora em que vão leiloar um terno feito por Ricardo Almeida para o presidente Lula. O lance inicial é de R$ 100 mil. Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, o arremata por R$ 500 mil. Ricardo Almeida pergunta aos repórteres: “Vocês anotaram direito? São R$ 500 mil”.

Eike Batista parece disposto a mostrar que sabe usar o dinheiro: pele muito lisa, cabelos subitamente abundantes, ele está sentado ao lado de dona Marisa e é o milionário que mais levanta a mão durante a noite. Leva desde kit de cozinha (R$ 100 mil) até o Rolex do Faustão (R$ 80 mil). Assim como Madonna, Eike defende que a solução para o problema de alfabetização no Brasil são “aulas de autoestima”. “Eu mesmo gostaria de ter essas aulas… Se bem que não preciso, eu já cheguei lá”, diz ele, sob o franjão “imexível”.

Lu Barbosa, assessora de imprensa do empresário Alessandro Corona, dono da Tricosalus Clinics, de tratamento capilar, diz que, sim, Eike é cliente. Os dois empresários ficam lado a lado na mesa. A organização passa um DVD feito na favela. A plateia parece dispersiva. Muitos conversam. “Pssh!”, faz alguém.

Entre outras raridades, foram doados para o leilão o banco do programa A Praça é Nossa, as abotoaduras do cantor Agnaldo Rayol e o chapéu autografado do sertanejo Sérgio Reis. O prefeito Gilberto Kassab mandou uma tela a óleo do Anhangabaú, assinada por Cristiane Carbone. Até chegar aos itens mais disputados, como a guitarra assinada por Mick Jagger, as roupas de Jesus Luz e as camisas da seleção autografadas por Kaká, Ronaldo e Pelé, o leiloeiro passa por um mau pedaço.

“Vai aí, amigo!? Olha a preciosidade (abotoadura de Agnaldo Rayol)! Quem vai!? Na loja custa R$ 6 mil; aqui, só R$ 4 mil! A causa é nobre! O primeiro passo da inserção é a educação! Vai!?”, diz Luiz Fernando Dutra, à beira do desespero. Ninguém leva.

Wanderley percebe que “o negócio está meio lento” e abaixa o lance inicial: “Quem der R$ 3,5 mil, leva!” Nada. Tom Cavalcante é chamado para ajudar a anunciar um par de tênis e a bola de basquete de Oscar Schmidt. “Pensa naquelas dez bolsas Hermès que vocês têm em casa! Vamos, quem vai!?”, diz Tom.

Chico Pinheiro, apresentador do leilão, emenda palavras bonitas sobre a iniciativa. “Mandou bem, Chico! Falou com o coração!”, elogiam. Aplausos. As socialites estão muito emocionadas. Uma repórter de TV pergunta a Beth Szafir qual seu sentimento em relação aos jovens de Paraisópolis. Beth ajeita o casacão de visom Dior e diz: “Dá pena, muita pena”. O empresário José Carlos Semenzato, que rivalizou com Eike nos lances pelo terno de Lula, afirma no palco que tem um bom motivo para ajudar as “classes C e D”. “Se a gente investir na alfabetização dessas pessoas, vamos economizar muito em segurança para nossos filhos e netos”.

Por sua vez, a joalheira mineira Ana Paula Carneiro, que arrematou por R$ 6 mil um vestido de Hebe Camargo, diz que quer “muito, muito mesmo” ir a Paraisópolis. Ana Paula está com uma bolsa Hermès de couro de crocodilo com fecho de ouro que, alguém diz, custa US$ 80 mil. “Imagina! Paguei US$ 33 mil!” Wanderley receia que o ritmo do leilão esteja devagar de novo e dá uma ajudinha: “Vamos bater a carteira de quem agora?” Em um “gesto lindo”, de acordo com os apresentadores (agora são muitos, embolados no palco), o diretor de um banco doa R$ 40 mil.

O presidente da União dos Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que nunca recebeu doação tão grande. Resolveu que vai eleger dona Marisa a “presidente de honra” do Escola do Povo. De acordo com Sílvia Fattiola, que coopera com Rodrigues, foram arrecadados R$ 2,133 milhões. Antes, claro, de Eike Batista se superar em sua generosidade e dobrar esse valor, totalizando R$ 4,266 milhões.

Ninguém quis

Chapéu e berrante
Autografados por Sérgio Reis, tiveram lance inicial de R$ 3 mil, mas ninguém comprou.

Abotoaduras
De ouro com brilhantes e safira, doadas pelo cantor Agnaldo Rayol, tinham lance mínimo de R$ 3 mil.

Quadro
O quadro luminoso doado por Luciano Huck não recebeu nenhum lance. O preço inicial era de R$ 8 mil.

Vestido
Adriane Galisteu doou um vestido de André Lima, mas a peça, a R$ 2 mil, não despertou interesse da plateia.

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