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José Genoíno

05/11/2011

às 21:00 \ Frases

Companheiro confuso

“Os nomes quem vai definir é a presidenta Lula”.

José Genoíno, assessor especial do Ministério da Defesa, ao explicar como será a indicação dos membros da Comissão da Verdade.

05/11/2011

às 18:04 \ Sanatório Geral

Presidenta Lula

“Os nomes quem vai definir é a presidenta Lula”.

José Genoíno, assessor especial do Ministério da Defesa, ao explicar a jornalistas do Portal IG como será a indicação dos membros da Comissão da Verdade, revelando que, para homenagear a submissão de Dilma Rousseff, o chefe autorizou os vassalos mais próximos a chamá-lo de “presidenta” durante o terceiro mandato.

23/09/2011

às 18:44 \ Sanatório Geral

Reuniões privadas (3)

“Qualquer lugar é lugar para reunião. A gente faz onde dá pra fazer.”

José Genoíno, ex-deputado e assessor do Ministério da Defesa, sobre a reunião da turma da Comissão da Verdade no banheiro de Marco Maia, garantindo que não vê nada de estranho em tratar discutir opiniões privadas ao lado de uma.

12/09/2011

às 23:09 \ Sanatório Geral

Da guerrilha ao mensalão

“É como aquela peça ‘Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá’. A trajetória do ex-presidente do PT é de um guerrilheiro que virou mensaleiro. Ele é uma grande fraude”.

Roberto Jefferson, ex-deputado federal, sobre as alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal pelos advogados de José Genoino, nas quais o escândalo do mensalão é apresentado como uma fantasia gerada por “um chilique” do presidente do PTB.

11/09/2011

às 2:02 \ Sanatório Geral

Mensaleiro valente

“Embora seja tarefa exclusiva do secretário de Finanças do partido a obtenção de recursos financeiros, competia também ao presidente do partido, por condições estatutárias, a assinatura de tais empréstimos”.

Trecho das alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal pelos advogados de José Genoíno, revelando que o cliente, que acumulou os postos de presidente do PT e integrante do alto comando do esquema do mensalão, resolveu corajosamente jurar que o tesoureiro Delúbio Soares fez sozinho as bandidagens bancárias que fizeram juntos.

08/09/2011

às 16:29 \ Sanatório Geral

O recado chegou

“O mensalão é uma fantasia, um mito, uma lenda brasileira criada pelo Roberto Jefferson, mais ou menos como a mula sem cabeça. Jamais existiu, como um boitatá, um saci pererê”.

Luiz Fernando Pacheco, advogado do mensaleiro José Genoíno, confirmando, com a comparação cretina e a expressão assustada, que os corruptos e seus comparsas fantasiados de bachareis captaram o recado emitido pelas manifestações deste 7 de Setembro.

22/08/2011

às 19:23 \ História em Imagens

Lembranças do mensalão

Aiuri Rebello e Fernanda Nascimento

Em maio de 2005, o chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, foi filmado embolsando 3 mil reais de um empresário. O que parecia ser apenas um flagrante de propina transformou-se na origem do pai de todos os escândalos quando Marinho revelou que o dinheiro iria para o PTB, dirigido pelo deputado Roberto Jefferson. Ao perceber que o governo não se esforçaria para impedir a instauração de uma CPI para investigar o assunto, Jefferson afundou atirando. A memória curta dos eleitores não consegue guardar todas as cenas de um dos maiores shows de horrores que tiveram como palco o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Veja alguns dos melhores momentos do caso que monopolizou a atenção do Brasil durante três meses.

Acusados nominalmente por Roberto Jefferson, os integrantes da cúpula do PT, com o endosso do presidente Lula, dispararam negativas. “Nunca ouvi, nunca conversei, nunca tratei com nenhum parlamentar de troca de apoio por dinheiro”, rebateu José Genoíno, então presidente do Partido dos Trabalhadores. “Nunca tinha ouvido falar”, emendou o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira.

O dinheiro utilizado para pagar os parlamentares vinha de “recursos não contabilizados” doados por empresas para o financiamento de campanhas políticas e de verbas desviadas de estatais. No dia 12 de agosto, o publicitário Duda Mendonça, que organizou a campanha vitoriosa de Lula, contou que recebeu milhões de dólares em contas no exterior, orientado pelo empresário Marcos Valério.

O deputado Valdemar Costa Neto, acusado de receber dinheiro do PT em nome da sigla que presidia, o Partido Liberal (atual PR), ensaiou o mesmo discurso. Mas o depoimento de sua ex-mulher Maria Christina Mendes Caldeira esmagou a argumentação do deputado. Em menos de duas semanas, Valdemar renunciou ao mandato para não ser cassado.

As repercussões do mensalão atrapalharam por algum tempo os projetos políticos dos envolvidos no escândalo, mas não encerraram a carreira dos réus. José Genoíno, que não conseguiu se eleger deputado federal em 2010, hoje despacha numa sala no Ministério da Defesa, contratado como assessor especial. Valdemar Costa Neto aproveitou-se da sobra de votos do palhaço Tiririca para ganhar uma cadeira na Câmara dos Deputados, de onde continuou comandando o PR. Aos indignados, resta aguardar o destino dos 38 acusados no Superior Tribunal Federal (STF), que aceitou a denúncia em 2007, no processo relatado pelo ministro Joaquim Barbosa.

07/08/2011

às 6:23 \ Sanatório Geral

Favor não confundir

“Não vou repercutir nada, não sou personalidade política. Eu era assessor do Jobim, e agora vamos aguardar”.

José Genoíno, sobre a demissão de Nelson Jobim, que o transformou em “assessor especial” do ministro da Defesa, explicando que não passa de um homônimo do José Genoíno que foi guerrilheiro no Araguaia, deputado federal, presidente do PT e um dos gerentes da quadrilha do mensalão à espera do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

30/07/2011

às 13:58 \ Feira Livre

Vale-tudo ideológico

EDITORIAL PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Entidades com longa história de vigilância sobre governos, como a UNE, se mantêm em silêncio diante da enxurrada de casos de corrupção ocorridos desde 2003, quando Lula assumiu o primeiro mandato. Dois anos depois estourou o mensalão, em que há crimes de lavagem de dinheiro e também de desvio de recursos públicos, entre outros. Silêncio total. E assim tem sido até agora, na sucessão de escândalos nestes quase sete meses de governo Dilma. Sequer apoio à presidente, petista, é dado.

Forja-se, agora, uma curiosa desculpa para essa imobilização: tudo seria fruto do “udenismo” da oposição e, claro, da imprensa independente e profissional. Quer-se, com isso, importar das décadas de 50 e 60 uma luta ideológica entre a UDN de Carlos Lacerda e o PTB de Getúlio, Jango e Brizola, um anacronismo. Além de se considerar que havia mesmo corrupção no Palácio do Catete daqueles tempos, hoje a conjuntura é muito diferente. Não há qualquer campanha ideológica orquestrada contra qualquer governo, apenas — o que não é pouco — fatos concretos, substantivos, de malfeitos na esfera do poder.

O mensalão, de tão substantivo, virou peça de acusação do Ministério Público Federal aceita pelo Supremo, que se prepara para julgar o histórico processo em 2012, salvo chicanas advocatícias. Nele estão figuras estreladas do PT, como José Dirceu, Genoino, o tesoureiro Delúbio Soares – recebido de volta pelo partido sem pudores -, João Paulo Cunha etc. Talvez isto iniba a UNE, sindicatos e movimentos ditos sociais, também dependentes de verbas públicas. Fica evidente que, na ótica de algumas organizações, há corrupções e corrupções. Se o escândalo envolve o governo Collor de Mello, a postura é uma; caso atinja o PT, o silêncio impera. (Não se deve mesmo esquecer que existe um mensalão tucano mineiro no Supremo, à frente dele o ex-governador Eduardo Azeredo). Não há como ressuscitar no século XXI os embates ideológicos do início da metade do século passado. Não está em questão a tomada do poder, mas a lisura no manejo do dinheiro do contribuinte, o que não pode ser considerado desimportante. Mas, em nome da manutenção do poder, faz-se vista grossa a escabrosos assaltos ao Tesouro, cometidos à vista de todos.

Há o perigo de UNE, MST e entidades sindicais reeditarem algo também tão carcomido quanto o embate de “udenismo” versus “trabalhismo/getulismo”: o “rouba mas faz” do populismo de Adhemar de Barros da política paulista daqueles mesmos tempos. Uma ideologia distorcida que se manteve na vida pública de São Paulo até Paulo Maluf.

Recoloca-se a também antiga questão dos “fins que justificam os meios”, cacoete de movimentos de esquerda que terminou desaguando no mensalão e em outras impropriedades em certas empresas estatais. O fato de a UNE fazer um congresso patrocinado pelo dinheiro público é apenas um aspecto, seja uma caneta petista ou tucana que libere as verbas. Há mesmo eventos de organizações da sociedade que precisam e devem contar com apoio do poder público.

O ponto é outro: o que UNE, sindicatos, MST e similares dão em troca do acesso ao dinheiro do contribuinte. O silêncio diante da enxurrada de casos de desvio de dinheiro do Tesouro é grave. Inevitável que se faça ligação entre uma coisa e outra. Há – ou deveria haver – preceitos éticos que pairam sobre partidos e ideologias, bem como o compromisso inegociável com eles. Se não, a vida pública se resume a um vale-tudo de quinta categoria, sem aprimorar a sociedade.

12/07/2011

às 1:45 \ Sanatório Geral

Tem mais (2)

“Se o José Dirceu for condenado eu também sou. Tenho que rezar para que ele seja absolvido. Mas a absolvição dele é processualmente difícil. Ele que decidia tudo. Até a participação do Genoino é de menor importância”.

Roberto Jefferson, deputado federal cassado depois de ter revelado o esquema do mensalão, insinuando que ainda não contou tudo sobre José Dirceu e José Genoíno.


 

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