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Joaquim Barbosa

13/07/2014

às 0:01 \ Opinião

‘O país da Felipona’, de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

O ex-ministro Delfim Netto, um dos conselheiros econômicos de Lula, costuma dizer que, se o Governo comprar um circo, o anão vai crescer. O economista Milton Friedman tem frase semelhante: se o Governo administrar o Deserto do Saara, em poucos anos vai faltar areia. O ministro dos Esportes de Dilma, Aldo Rebelo, do PCdoB, cuja única ligação prévia com o Esporte era torcer pelo Palmeiras, defende maior intervenção estatal no setor. Sem palpite estatal, o Brasil foi cinco vezes campeão do mundo. Com palpite estatal, perdeu duas Copas em casa, em 1950 e 2014. Mas, quando os fatos vão contra a ideologia vigente, pior para os fatos. O mundo que mude para amoldar-se aos preconceitos.

O Estado já se intrometeu em Copas. Em 1950, não houve governante que não aparecesse na concentração para tirar sua casquinha. Em 1954, um dirigente indicado pelo Governo exigiu dos atletas que vingassem os mortos de Pistóia (se bem que Pistóia fique na Itália, onde brasileiros morreram na luta contra o nazismo e o fascismo; a Copa se realizasse na Suíça; e o principal adversário fosse a Hungria). Em 1970, o presidente Médici exigiu que o centroavante Dario, do Atlético Mineiro, fosse convocado. Foi, mas não jogou. O Brasil ganhou a Copa. Agora, com declarações diárias de Dilma “É Tóis”, a Copa deu no que deu.

Se a sugestão de Médici, que adorava futebol, era ruim, imagine as de Dilma, que disse ter visto jogos no Mineirão antes que o estádio existisse. Até garantiu, em julho de 2013, que seu Governo era “padrão Felipão”.

Não é que tinha razão?

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03/07/2014

às 12:24 \ Opinião

‘As preocupantes declarações de Joaquim Barbosa’, editorial do Globo

Publicado no Globo desta quinta-feira

Bem ao seu estilo, o ministro Joaquim Barbosa se despediu do Supremo Tribunal Federal sem cumprir o protocolo. Para não ouvir os discursos de praxe de colegas e evitar qualquer pronunciamento formal, Barbosa saiu antes de encerrada a sessão de terça-feira, a sua última no STF. Agora, espera a publicação da aposentadoria no Diário Oficial.

Mas já aproveitou os primeiros momentos fora da Corte para, em entrevista, dar opiniões fortes sobre a atuação de ministros. No julgamento do mensalão, de que foi relator, já fizera acusações a alguns de seus pares de atuar com o objetivo de ajudar condenados.

Terça, sem a toga, foi mais explícito: “Aqui (STF) não é lugar para pessoas que chegam com vínculos a determinados grupos. Não é lugar para privilegiar determinadas orientações”. E mais adiante: “(…) aquilo que falei da constante queda de braço, da tentativa de utilização da jurisdição para fins partidários, de fortalecimento de grupos, de certas corporações, isso é extremamente nocivo, em primeiro lugar, à credibilidade do tribunal, e também à institucionalidade do nosso país”.

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22/06/2014

às 10:07 \ Opinião

‘Acorda, jornalista!’, de Fernão Lara Mesquita

Publicado no Blog Vespeiro

FERNÃO LARA MESQUITA

Um golpe contra a democracia está em curso desde o último dia 26 de maio e a circunstância que o torna mais ameaçador do que nunca antes na história deste país é a atitude de avestruz que a imprensa tem mantido, deixando de alertar a população para a gravidade dessa agressão.

O decreto nº 8.243, assinado por Dilma Rousseff, que cria um “Sistema Nacional de Participação Social”, começa por decidir por todos nós que “sociedade civil” deixa de ser o conjunto dos brasileiros e seus representantes eleitos por voto secreto, segundo padrão universalmente consagrado de aferição da legitimidade desse processo, e passa a ser um grupo indefinido de “movimentos sociais” que ninguém elegeu e que cabe ao secretário-geral da Presidência, e a ninguém mais, convocar para examinar ou propor qualquer lei, política ou instituição existente ou que vier a ser criada daqui por diante em todas as instâncias e entes de governo, diretas e indiretas, o que afeta também os governos estaduais e municipais hoje na oposição.

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03/06/2014

às 16:11 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: qual sumidade do mundo jurídico o PT gostaria de infiltrar no STF como substituto de Joaquim Barbosa?

enquete

30/05/2014

às 20:04 \ Direto ao Ponto

Joaquim Barbosa tem munição de sobra para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei

Para azar da seita que venera corruptos, Joaquim Barbosa é um homem honesto, reiterou o título do post aqui publicado em 7 de julho de 2013. O texto tratou de mais uma sórdida ofensiva movida por blogueiros de aluguel, mobilizados por sacerdotes decaídos que o ministro do Supremo Tribunal Federal enfrentou com altivez e bravura. A infâmia da vez sibilava que não havia diferenças entre uma viagem do relator do mensalão, que nada teve de ilegal ou imoral, e a farra aérea protagonizada por gente como Lula, Rose Noronha, Sérgio Cabral, Garibaldi Alves, Renan Calheiros ou Henrique Alves.

Mais uma vez, o bando a serviço de celebrantes de missas negras foi desmoralizado pelos fatos ─ e obrigado a recuar para o pântano na selva da internet sem levar como troféu o escalpo do homem que conduziu exemplarmente o julgamento mais importante da história do STF. O episódio confirmou que, para desgraça do grande clube dos cafajestes (e para sorte do país que presta), a desonestidade nunca figurou entre os defeitos que incluem, por exemplo, o pavio curtíssimo e a baixa disposição para o convívio dos contrários.

Os bucaneiros lulopetistas souberam desde sempre que lidavam com um jurista honrado ─ e por isso mesmo o mantiveram permanentemente na alça de mira. Barbosa não foi transformado em alvo preferencial por reincidir em escorregões populistas ou surtos de intolerância, mas por ter provado que existem no Brasil juízes sem medo. Num Supremo ameaçado de virar sucursal do Executivo pela ampliação da bancada composta por ministros da defesa de culpados, Barbosa vai fazer muita falta. Aos 59 anos, contudo, ele só se aposentou do serviço público.

É improvável que pretenda  aposentar-se da vida pública. Se quiser, dificilmente conseguirá. A decisão de antecipar a saída foi lastimada pelo país decente e festejada com um carnaval temporão pela turma da Papuda. A reação contrastante é mais que um ponto luminoso na trajetória de Joaquim Barbosa. É outro poderoso motivo para que não capitule, e siga cumprindo seu dever. A partir de julho, estará liberado para agir também politicamente. Sobra-lhe munição para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei.

03/05/2014

às 7:35 \ Sanatório Geral

Indignação seletiva

“Isso é linguajar de quem está muito doido, fora do juízo. É preciso respeitar a chefe do Poder Executivo”.

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, sobre o discurso de Paulinho da Força nas comemorações do Dia do Trabalho, durante o qual o deputado do Solidariedade afirmou que “Dilma deveria estar na Papuda”, sem explicar por que não ficou indignado quando seu velho amigo e parceiro André Vargas aproveitou a visita do ministro Joaquim Barbosa ao Congresso para insultar o chefe do Poder Judiciário.

24/04/2014

às 18:19 \ Opinião

‘Vargas vai para cima’, editorial do Estadão

O deputado petista André Vargas, que se viu compelido a deixar a vice-presidência da Câmara ao emergirem os seus negócios com o grão-doleiro Alberto Youssef – o que levou o Conselho de Ética da Casa a abrir contra ele processo por quebra de decoro parlamentar –, deve se achar um guerreiro. Não tem, é claro, a movimentada biografia de um José Dirceu, o ex-presidente do PT, ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil que cumpre pena na Papuda como capo do mensalão, a quem os companheiros assim reverenciam, acrescentando, para rimar, “do povo brasileiro”.

Mas, para quem ignorasse os métodos, não propriamente solares, graças aos quais André Luiz Vargas Ilário fez carreira no PT de Londrina – começando por dirigir o Albergue Noturno local até chegar ao comando da sigla no Paraná em 1998 e ao Congresso Nacional em 2006 –, foi na esteira do encarceramento de Dirceu que ele apareceu na mídia nacional. O robusto parlamentar valeu-se da circunstância de estar ao lado do presidente do STF, Joaquim Barbosa, na abertura do atual ano legislativo, para erguer o punho esquerdo em solidariedade aos mensaleiros condenados, vítimas, segundo ele, de um julgamento injusto.

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15/04/2014

às 12:22 \ História em Imagens

Joaquim Barbosa precisa conhecer o vídeo de estreia de Rodrigo Grassi: o meliante homiziado no Congresso ordena ao ministro que passe o Carnaval no Bola Preta

ATUALIZADO ÀS 12H22

Depois de processar o jornalista Ricardo Noblat por ter enxergado uma ofensa racista que não houve, o ministro Joaquim Barbosa preferiu não escutar insultos criminosos berrados a poucos metros dos seus ouvidos por Rodrigo Grassi, assessor da deputada federal Erica Kokay. “Nem notei”, minimizou Barbosa. “Quando fui notar, já estava dentro do carro. Foi quando eu vi que eram três, quatro pessoas se manifestando. O Brasil é uma democracia, faz parte das liberdades”. A brandura do ministro animou a parlamentar do PT do Distrito Federal a absolver liminarmente o subordinado.

“Ele não estava em horário de trabalho”, alegou a chefe do caso de polícia. ”Não vou entrar no mérito se ele agiu corretamente. O que posso dizer é que não estava em horário de trabalho e nem estava representando o gabinete. Ele só representa quando está a serviço. E ele cumpre sua jornada de trabalho absolutamente dentro daquilo para o que é contratado”. Conjugados, o equívoco de Barbosa e o cinismo da deputada autorizam um funcionário do Congresso a agir, assim que o expediente termina, com a selvageria dos bucaneiros de torcida organizada.

O que muda é o alvo: em vez de adversários do seu time, o torcedor do Fluminense atacou o chefe do Poder Judiciário. Como atesta o vídeo que documentou a agressão, o ministro foi provocado com palavras de ordem que celebram o presidiário José Dirceu e acusado aos gritos de projeto de ditador, autoritário, tucano e corrupto. Pela reação misericordiosa, não ouviu nada de mais. Talvez mude de ideia, e descubra que está lidando com um reincidente sem cura, depois de apresentado ao vídeo acima, que registra a estreia de Rodrigo Grassi no combate ao inimigo de toga. Embora tenha sido divulgado antes da agressão ocorrida em Brasília, só virou sucesso de público na internet quando o protagonista pousou no noticiário político-policial.

Batizado de “Recado pro Joaquim Barbosa”, assim começa o desfile de abjeções: “Eu queria mandar aqui um recado pra o ministro Joaquim Barbosa, o Batman da VEJA, das elites e da Rede Globo: Oh, ministro, quer dizer então que o único que detém saber jurídico, o único que vota de acordo com o jurisdiquês é o senhor? Quer dizer então que quem votar em desacordo com Vossa Excelência é político, é isso? Seu autoritário!”. Sem camisa, de óculos escuros, carregando no sotaque carioca, o quase quarentão que prolonga os fios traseiros para disfarçar o desmatamento dos cabelos da frente sublinha o falatório com o tom cafajeste dos que se julgam condenados à perpétua impunidade:

“Outra coisa: já que o senhor é o bonzinho, o senhor é o santinho, explica aí para a sociedade como foi que o senhor comprou à vista um apartamento, um milhão de dólares, em Miami? Explica aí que o senhor se apropriou do endereço do seu apartamento funcional para criar uma empresa particular. Explica, ministro! Explica também como é que o senhor tem utilizado as passagens aéreas do Supremo para o senhor, para a sua esposa, para eventos que nada têm a ver com o Supremo. Explica, ministro!” O atrevimento chega ao climax no fecho nos segundos finais: “Então, senhor ministro, tá brabinho? Tá com raivinha?. Vai pular o Carnaval. Aproveita o Carnaval aí. Pega uma daquelas máscaras de Vossa Excelência que ficou encalhada, que ninguém quis comprá lá e vai cantá lá: Lugar quente é na cama ou então no Bola Preta. Quebrou a cara, seu coxinha!”

Especialmente sensível a insinuações racistas, Joaquim Barbosa decerto enxergará o que está embutido na escolha do bloco carnavalesco. O delinquente sustentado com o dinheiro dos pagadores de impostos poderia ter sugerido, por exemplo, a Banda de Ipanema. Não foi por acaso que ordenou ao ministro que se juntasse ao Bola Preta. Gente assim parece perigosa, mas nem precisa de castigos duros para ficar exemplarmente mansa. A valentia dos rodrigos grassis não dura mais que uma semana na cadeia.

13/04/2014

às 10:16 \ Opinião

‘A violência como argumento’, de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

O presidente do Judiciário, um dos três Poderes da República, é visto na rua por um militante petista assalariado (é funcionário do gabinete da deputada federal Erika Kokay, PT de Brasília, e recebe do Tesouro R$ 4.800 mensais). O militante chama amigos para vaiar o ministro, a quem não perdoa por ter votado pela condenação de réus do Mensalão, especialmente José Dirceu. Em seguida, o grupo decide perseguir o ministro Joaquim Barbosa e ─ na expressão que usaram ─ “botá-lo pra correr”. Gravam as imagens do que consideram uma extraordinária façanha e a colocam no YouTube. Se isso não é uma tentativa fascista de intimidar adversários pela força, de que é que se trata?

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12/04/2014

às 10:32 \ Direto ao Ponto

Aloysio Nunes enquadra miliciano do PT que insultou o ministro Joaquim Barbosa‏

ATUALIZADO `AS 10H32

Os textos, documentos e posts encaminhados à coluna pelo gabinete do senador Aloysio Nunes são mais uma evidência de que vai crescendo a tribo dos líderes oposicionistas prontos para combater sem tréguas nem medo o grande clube dos cafajestes. Para não reincidirem nos pecados mortais cometidos em 2002, 2006 e 2010, os adversários da seita no poder têm de entender que não se vence com manuais de boas maneiras um bando acanalhado pela certeza de que os fins justificam os meios.

Quem dança minueto com quem só conhece forró acaba estatelado no chão. Toda mentira tem de ser revidada com a verdade contundente. Nenhuma agressão pode ficar sem resposta. Nenhum insulto pode ser relevado. Nenhuma delinquência merece perdão. O fora-da-lei que presta vassalagem ao PT homiziado num gabinete do Congresso ofendeu o ministro Joaquim Barbosa por se julgar condenado à impunidade. Tropeçou na altivez do senador Aloysio Nunes. Precisa  descobrir o quanto antes que a Venezuela ainda não é aqui. Confira:

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), protocolou na tarde desta sexta-feira (11) na Câmara dos Deputados uma denúncia contra o servidor da Casa Rodrigo Grassi Cademartori por divulgar um vídeo em que hostiliza o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. O fato aconteceu no início deste mês na saída de um bar na região central de Brasília.

Nas imagens, Cademartori – que se identifica como “Rodrigo Pilha no Facebook” ─ aparece acompanhado de duas mulheres ofendendo o ministro, que foi chamado de “autoritário”, “projeto de ditador” e “fascista”. Além disso, foi classificado de “tucano” e foi obrigado a ouvir frases gritadas à exaustão como “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”. O ministro deixava o local acompanhado de diversos seguranças e não esboçou qualquer reação.

O homem foi identificado como secretário parlamentar lotado no gabinete da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e recebe salário de R$ 4.800 desde maio do ano passado. O vídeo recebeu larga cobertura jornalística nacional e, segundo uma das reportagens, alguns agravos incluíram ainda a acusação de que Barbosa praticava corrupção.

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