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J.R. Guzzo

31/07/2015

às 8:44 \ Opinião

J. R. Guzzo: O lado escuro

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

De um ponto de vista puramente prático, como mostra a experiência, a maioria das pessoas que participam da vida pública acha preferível ser julgada pela história do que por uma vara da Justiça penal. Todos estão sempre prontos a garantir que sua grande preocupação é deixar uma biografia limpa para quando não estiverem mais em circulação física neste Vale de Lágrimas — algo que exige trabalho duro, sacrifícios e outros aborrecimentos durante o aqui e o agora. Mas em geral, quando têm de tratar com realidades, preferem deixar para depois, no conforto de um futuro em que não há promotores, juízes nem penas de prisão, o acerto de contas com os atos praticados hoje. É chato, claro, legar para o registro histórico uma reputação manchada por suspeitas ou por fatos. Mas muito pior é acabar residindo uma boa temporada no presídio da Papuda, por exemplo, ou em algum outro endereço do nosso “sistema prisional”, como dizem os técnicos em administração carcerária. Tirando isso, o resto se arranja. O futuro fica para o futuro.

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30/07/2015

às 14:07 \ Direto ao Ponto

J. R. Guzzo no Aqui entre Nós: ‘A Operação Lava Jato vai ficar’

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22/07/2015

às 15:02 \ Direto ao Ponto

No Aqui entre Nós, J. R. Guzzo comenta com Augusto Nunes a situação de Eduardo Cunha, o tombo de Dilma na pesquisa, o recado de Sérgio Moro aos empreiteiros e o avanço do noivado entre Cuba e os Estados Unidos

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21/07/2015

às 20:33 \ Opinião

J. R. Guzzo: Depois de Dilma

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

Por que este título – “Depois de Dilma”? Levando-se em conta que a presidente da República só vai terminar seu atual contrato de trabalho no dia 31 de dezembro de 2018, parece muito cedo para ficar falando em “depois”. Antes disso será preciso viver o “durante”, período de tempo que pelo calendário eleitoral ainda vai levar três anos e meio até acabar – coisa bem demorada, sem dúvida, e que em condições mais ou menos normais já deveria ser preocupação suficiente para todos. Mas as condições, hoje, não são mais ou menos normais.

O governo Dilma, após esforçar-se durante anos a fio para errar em praticamente tudo, derreteu ─ e tanto o mundo político como a maioria dos brasileiros que têm algum interesse em acompanhar a vida pública passaram a pensar no que virá depois dela, convencidos de que o prazo de validade de Dilma Rousseff venceu. Até algum tempo atrás, apesar de todos os sinais de autodesmanche fabricados por um governo que vem se dedicando a criar uma calamidade por dia, para si mesmo e para a população em geral, parecia um exagero perguntar se Dilma iria chegar ao fim do seu segundo mandato. Não é mais; ao contrário, é a grande atração do dia. Se o presente já não existe, parecem pensar quase todos, só resta brigar pelo futuro.

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03/07/2015

às 1:45 \ Opinião

J. R. Guzzo: O Fogo de Curitiba

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O líder político mais poderoso do Brasil do século XXI, capaz de ganhar quatro eleições presidenciais em seguida e de se dar muitíssimo bem em praticamente tudo o que quis nos últimos anos, entrou de uma vez por todas num mato fechado. Vai sair, como sempre conseguiu até hoje? Há muito tempo o ex-presidente Lula acostumou-se a saborear o que já foi definido como uma das melhores sensações que um ser humano pode ter: a de atirarem nele e errarem o alvo. Com base no retrospecto, ele espera que sua vida continue assim — mas vivemos um momento em que estão acontecendo coisas que nunca aconteceram antes, e em que se confirma a velha máxima segundo a qual algo só é impossível até tornar-se possível.

O último exemplo a respeito é o terremoto causado pela prisão do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira de obras públicas do Brasil e empresa-símbolo das relações íntimas de Lula com os colossos do capitalismo nacional que recebem bilhões de reais em encomendas do governo. Era rigorosamente inacreditável que um homem desses pudesse ser encarcerado; nunca tinha acontecido antes, e talvez nunca mais volte a acontecer. Quem seria capaz de imaginar uma coisa dessas em nosso Brasil brasileiro? É como se tivessem prendido o papa Francisco. Mas aí está: aconteceu. Lula, de repente, percebe que não pode contar mais com o impossível. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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10/05/2015

às 17:52 \ Opinião

J. R. Guzzo: Tristeza sem fim

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Mas que vejo eu aí…
Que quadro d’amarguras! (…)
Que tétricas figuras!
Que cena infame e vil…
Castro Alves

Eis aí o mundo, mais uma vez, repetindo a história – não como farsa, segundo está previsto nas ciências não exatas, mas como tragédia em estado puro. Em pleno século XXI, mais ou menos 150 anos depois da eliminação do tráfico de escravos pelos sete mares, descobre-se que estamos de volta ao tempo do navio negreiro e das suas infâmias, que Castro Alves denunciou para sempre num dos poemas mais emocionantes da literatura brasileira. As “tétricas figuras” são esses milhares de africanos e outros amaldiçoados da Terra que se espremem como cabeças de gado nos porões de navios em ruína, aos quais nenhum armador confiaria o transporte de sua carga; tentam cruzar o Mar Mediterrâneo na esperança de ser jogados numa praia qualquer da Itália, da Espanha ou de algum outro país da Europa, onde pretendem entrar como imigrantes clandestinos.

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25/04/2015

às 18:55 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Nós’ somos só isso

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Há vários anos o Brasil se acostumou a ouvir do governo, das suas principais lideranças e dos chefes do seu partido que o país se divide em dois — “nós” e “eles”. Esse “nós” quer dizer, em resumo, o ex-presidente Lula, seus admiradores e os que mandam hoje na máquina do governo; segundo a visão oficial, representam todas as virtudes possíveis de encontrar na vida pública, e por isso são os únicos que têm o direito de governar. “Eles” são todos os demais, e principalmente quem não concorda com as atitudes e os atos do ex-presidente, do PT e do governo nestes últimos doze anos.

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11/04/2015

às 19:32 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘A marcha da insensatez’

Publicado na revista Exame

J. R. GUZZO

Vai terminando o verão do descontentamento. como terminará o outono que se abre aí à frente? Há mais de 20 anos, desde os tempos de anarquia do infeliz governo de Fernando Collor, o Brasil não vivia um período tão longo de desencanto com o dia a dia, desgosto pela autoridade de quem está na Presidência da República e desprezo pelo que é percebido, cada vez mais, como sua pura e simples incapacidade de governar.

Num espaço de alguns poucos dias, o país assistiu às maiores demonstrações públicas de condenação a um governo já registradas na memória nacional, à pior queda em sua avaliação nas pesquisas de opinião e à extravagante demissão de um ministro de Estado que resolveu, por conta própria, declarar guerra à Câmara dos Deputados.

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29/03/2015

às 11:51 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Problemas na vista’

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Algumas anotações sobre o dia 15 de março de 2015, uma data que vai entrar para a história deste país:

* No dia seguinte às maiores manifestações de rua já ocorridas no Brasil contra um governo, a presidente Dilma Rousseff fez um pedido de paz: “Vamos brigar depois”. Foi uma das coisas mais interessantes que disse desde que chegou à Presidência da República, há pouco mais de quatro anos, principalmente se estiver falando a sério. O país precisa resolver hoje um caminhão de problemas – e se não tiver paz é absolutamente garantido que não conseguirá resolver nem um deles. Propostas de cessar-fogo entre as partes, é claro, sempre são mais atraentes para a parte que está debaixo de chumbo grosso, com mais de 60% de reprovação popular, mas e daí? A maioria daquele povo todo que foi para a rua não quer ganhar uma discussão; quer ver melhorias concretas, e logo, naquilo que está ruim. Era de esperar, pelos instintos naturais do atual governo, que a presidente reagisse com ira, rancor e ameaças à inédita condenação que sofreu em praça pública. Preferiu reagir com a razão. Menos mal; muito menos mal.

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20/03/2015

às 16:46 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘A pior subversão’

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Foi marcado para 15 de março, nessa jornada nacional de protesto contra um governo que rompeu relações com os governados, com a razão e com a realidade, um encontro entre o Brasil e a seguinte pergunta: se você não utilizar a liberdade de expressão para criticar o governo do seu país, então para que raios ela serve? Há um bom tempo, ou desde sempre, os atuais donos do poder no Brasil se esforçam dia e noite para impor à população uma tramoia perversa. A liberdade, dizem, só serve quando é usada para concordar com eles, ou para tratar de algum assunto que não os incomode; quando alguém se vale do direito de livre expressão para discordar do ex-presidente Lula, da presidente Dilma Rousseff e do PT, está praticando um delito.

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