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J.R. Guzzo

12/02/2016

às 10:45 \ Opinião

J. R. Guzzo: É só explicar

Publicado na versão impressa de VEJA 

O que poderia ser mais fácil para o ex-presidente Lula do que explicar ao público e às autoridades da Justiça Penal brasileira, acima e além de qualquer dúvida, as histórias desse apartamento triplex no Guarujá e desse sítio em Atibaia, ambos em São Paulo, que tantas dores de cabeça lhe têm dado? Se não há nada de errado com os dois negócios, ou pelo menos nada que possa ser descrito como francamente ilegal, bastariam quinze minutos para deixar tudo muito bem justificado. Qual o problema? Não se trata de álgebra avançada. São casos bem simples, que qualquer cidadão pode entender perfeitamente, sem nenhuma necessidade de chamar advogado ou ficar nervoso. Ou os imóveis são dele, ou não são; ou foram reformados com seu próprio dinheiro, ou alguém pagou o serviço em seu lugar. De um jeito ou do outro, tudo pode estar correto. Lula tem recursos de origem boa para comprar e reformar propriedades; também tem o direito de usar propriedades pertencentes a outras pessoas e beneficiar­se de melhorias que os proprietários fizeram nelas. Houve a ajuda de empreiteiras de obras públicas num e noutro caso, mas e daí? Elas já lhe pagaram 27 milhões de reais entre 2011 e 2014 para fazer palestras, e Lula diz que se orgulha disso. Então: é só dizer direitinho, afinal, o que está acontecendo. Nada mais simples para um homem que acaba de jurar que não existe nenhuma “alma viva” mais honesta do que ele entre os 200 milhões de habitantes deste país.

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30/01/2016

às 11:48 \ Opinião

J. R. Guzzo: O retrocesso

Publicado na versão impressa de VEJA

O manifesto que há pouco foi colocado em circulação por um círculo de 100 advogados, incluindo defensores de réus processados por corrupção e outros crimes na Operação Lava Jato, com a intenção de denunciar o que os seus autores descrevem como uma série de agressões ao direito de defesa, não é, nem nunca chegará a ser, o que parece. Pelo que está escrito ali, com o amparo de assinaturas ilustres, o documento parece um protesto contra a arbitrariedade do Poder Judiciário e um grito em favor das liberdades individuais do cidadão brasileiro ─ ou, pelo menos, foi isso que pretendeu parecer. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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23/01/2016

às 14:50 \ Opinião

J. R. Guzzo: Aparências e fatos

Ubes - Paulo Yuri

Foto: Paulo Yuri

Publicado na edição impressa de VEJA

A fotografia que aparece foi tirada durante um encontro de estudantes em Brasília, em novembro do ano passado, e mostra a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, um desses grupos chapa-branca que se apresentam ao público como “movimento social”, pregando num megafone. A foto diz muito, ou talvez diga tudo, sobre a situação atual da luta de classes no Brasil. A moça bonita (aliás, se fosse feia, nenhum fotógrafo iria perder seu tempo com ela, não é mesmo?) que cavalga esse pobre-diabo é da classe dominante ─ basta olhar cinco segundos para a figura. O rapaz é da classe dominada ─ o “tipo brasileiro”, ou “moreno”, desses que se encontram aos milhões na fila do ônibus ou esperando a bondade de um atendimento na porta do hospital público. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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20/01/2016

às 8:15 \ Direto ao Ponto

J. R. Guzzo com Augusto Nunes no Sem Edição: O manifesto contra a Operação Lava Jato só fortaleceu o juiz Sérgio Moro

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16/01/2016

às 19:20 \ Opinião

J. R. Guzzo: Paraíso perdido

Publicado na edição impressa de VEJA

Onde foi parar neste começo de 2016 o “carrinho novo” que, segundo o ex-presidente Lula, o operário brasileiro finalmente teve dinheiro e crédito para comprar, por conta das virtudes de seu governo? Onde andariam todos os trabalhadores humildes que deixaram “a elite inconformada” por começarem a viajar de avião, pela primeira vez na história deste país? Onde poderia estar circulando neste momento o “Trem-Bala” que, segundo Lula garantiu mais de uma vez, seria inaugurado dali a pouquinho e calaria a boca dos que “torcem contra” o governo? Alguém já conseguiu tirar uma caneca de água da transposição do Rio São Francisco? » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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15/01/2016

às 16:51 \ Opinião

J. R. Guzzo: A guinada à esquerda

Publicado na revista EXAME

Há mais ou menos um ano, foi feita nesta página a seguinte pergunta: “o ministro Joaquim Levy vai ficar no governo até o final ou já está no corredor da morte, contando os dias que faltam para sua demissão?” Era uma indagação esquisita para fazer logo nos primeiros dias de uma administração — se o homem tinha acabado de ser escolhido pela presidente da República, por que diabos já estariam querendo que ele fosse embora? Mas o governo Dilma Rousseff é o governo Dilma Rousseff: qualquer disparate pode acontecer a qualquer momento em relação a qualquer assunto. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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12/01/2016

às 21:14 \ Direto ao Ponto

J. R. Guzzo no Sem Edição com Augusto Nunes: Com ou sem impeachment, os dois terços de insatisfeitos devem preparar-se desde já para ganhar as eleições

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04/01/2016

às 20:04 \ Opinião

J. R. Guzzo: Um Brasil em desmanche

Publicado na edição impressa de VEJA

2015 foi o ano em que o Brasil Velho teve finalmente um duelo para valer com o século XXI. Todos estão cansados de saber que país é este. É o Brasil que desde a sua independência, 200 anos atrás, está aí para proteger, servir e enriquecer a minoria dos que dão ordens nos governos, os seus amigos e os que pagam para estar de bem com os que mandam.  É o Brasil da corrupção como método de governo e objetivo da vida pública ─ um condomínio gerido por gangues políticas cujo único propósito é controlar a máquina do Estado. Não há ideias nesse Brasil; só há interesses. O primeiro mandamento do político “competente”, ou “do ramo”, é aplicar as melhores técnicas para enganar um eleitorado em grande parte ignorante, pobre, indiferente a seus direitos e desinteressado de questões públicas. Aqui, os donos das decisões tratam como um absurdo o princípio pelo qual a lei deve ser igual para todos. Estão convencidos de que o fato de ganhar eleições, em geral através da prática de estelionato aberto em suas campanhas milionárias, lhes dá o direito de fazer o que bem entendem com o aparelho da administração pública. O Brasil Velho, em suma, é o Brasil em guerra permanente com o progresso, a mudança e o bem-estar da maioria.

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05/12/2015

às 17:08 \ Opinião

J. R. Guzzo: Entrada livre

Publicado na versão impressa de VEJA

O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e em qualquer circunstância.

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04/12/2015

às 8:30 \ Opinião

J. R. Guzzo: Emergentes em queda

Publicado na revista EXAME

Lá se vai para o espaço, a bordo de um camburão da Polícia Federal, mais um empresário emergente do Brasil do ex-presidente Lula, da presidente oficial Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. Foi a vez, agora, do banqueiro André Esteves, preso por suspeitas de corrupção múltipla por decisão do Supremo Tribunal Federal e trancafiado no conjunto de presídios de Bangu, no Rio de Janeiro, à espera de uma definição de seu destino pela Justiça penal. Empresários que aparecem do nada e acabam indo para o nada, sem nunca deixar claro como e por que subiram tanto entre um momento e outro, parecem fazer parte do histórico movimento de “ascensão social” que Lula garante ter criado no Brasil de 2003 para cá — um benfazejo complemento ao “resgate” de “milhões” de pobres que o governo petista retirou do infortúnio e colocou na “classe média”, segundo espalha há anos sua máquina de propaganda. No mundo dos fatos, como se sabe, a principal característica desse fenômeno é que ele não existe. No mundo dos bem-aventurados que se viram promovidos diretamente para a condição de bilionários, a subida realmente aconteceu — mas tem durado pouco e, ao se desfazer, deixa prodigiosos prejuízos para o Erário público. Ou, mais exatamente, para quem entra realmente com o dinheiro — o pagador de impostos em geral.

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