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29/11/2011

às 17:53 \ Direto ao Ponto

Candidatos em campanha pelo título de Homem sem Visão de Novembro pioram a briga de foice com imagens e slogans

A Comissão Organizadora acaba de liberar o material de campanha preparado pelos candidatos ao segundo turno. Veja na seção Homem sem Visão os trunfos visuais e eleitoreiros escolhidos pelos marqueteiros dos quatro concorrentes ao troféu de novembro. A votação na enquete será encerrada na sexta-feira, 2 de dezembro. Que vença o pior.

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04/06/2011

às 15:32 \ Feira Livre

Os caçadores de lugares esquecidos

Foto: Luzia Lacerda

Branca Nunes

Pripyat, norte da Ucrânia, início da madrugada de 26 de abril de 1986: uma explosão no reator 4 da usina de Chernobyl provoca o mais grave acidente nuclear da história, liberando uma quantidade de radiação 400 vezes maior do que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima. Milhares de moradores abandonam suas casas. Embora se calcule que Pripyat levará quase mil anos para voltar a ser um local seguro, a cidade se transformou na Meca de dezenas de pessoas que percorrem o mundo atrás de fábricas, vilarejos, parques de diversão, laboratórios, prédios e qualquer outra construção abandonada pelo homem. São os exploradores urbanos.

O precursor da exploração urbana moderna foi o Suicide Club, formado nos anos 70 em São Francisco, nos Estados Unidos. O grupo realizava excursões por túneis, hospitais, igrejas e pontes da cidade. A prática foi copiada em países europeus, especialmente na França, onde uma das especialidades é percorrer as centenas de galerias subterrâneas de Paris. No Brasil, os exploradores urbanos apareceram no fim de 2010 (veja galeria de imagens).

Essa comunidade itinerante partilha um “código de ética” que inclui não arrombar portas, quebrar janelas ou destruir cercas – o que estimula fortemente a criatividade em busca da forma de acesso –, não retirar nada do lugar e não deixar qualquer vestígio da sua passagem. Quase todos são adeptos da chamada infiltração (entrada clandestina), fotografam ou filmam a experiência e publicam as imagens nos incontáveis sites “urbex” (como também é conhecida a exploração urbana) que existem na internet (veja galeria de imagens).

Em novembro de 2010, o Urbex Brasil foi criado por Clecio Antão. Diretor da empresa Tupi Tecnologia, Clecio teve o primeiro contato com a exploração urbana casualmente ao visitar em 2007 o vilarejo de Ararapira, no município de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. Conhecida como Cidade-Fantasma, Ararapira começou a ser abandonada por seus moradores em meados do século XX, depois da construção de um canal que corrói as margens e engole as casas lentamente. Na época, Clecio só caminhou pelas ruas de terra e observou as construções abandonadas. Mas a paixão foi fulminante.

Como costuma ocorrer aos integrantes da tribo, Clecio foi assaltado por uma espécie de encantamento. O maior prazer é estar num lugar silencioso, pouco visitado e eventualmente ameaçado de desaparecer. Por isso, o resgate da memória dessas paragens esquecidas é outro atrativo. Normalmente as imagens são acompanhadas de textos que, além de contar a história dos locais, descrevem minuciosamente os detalhes da expedição.

Clecio é um explorador um pouco diferente da maioria. Para adaptar o urbex à realidade brasileira, não pratica a “infiltração” e costuma pedir autorização antes de entrar. “Podemos dizer que é um urbex light”, diverte-se. “Em muitos países da Europa, por exemplo, invadir locais abandonados não é considerado crime. No Brasil, além de ser ilegal, temos sérios problemas de violência. Meu barato não é correr riscos”.

Para outros, a adrenalina provocada por estar à margem da lei é um atrativo à parte. O estudante de ciências contábeis que assina suas fotos com o pseudônimo LTW compara a exploração urbana a um esporte radical. Materiais tóxicos, assoalhos podres e escadas instáveis são obstáculos comuns. Pernambucano do Recife e adepto da infiltração, ele já passou alguns apuros em suas caminhadas solitárias: foi atacado por cachorros, picado pelo mosquito da dengue, cortou-se com cacos de vidro e um telhado quase desabou sobre sua cabeça.

“Costumo visitar algumas vezes o lugar antes de partir para a exploração”, diz LTW. “É quando pesquiso a melhor forma de entrar, vejo se está realmente abandonado, se existem vigias e se preciso de algum equipamento ou roupa especial. É uma maneira de correr riscos da forma mais segura possível”. Entre as descobertas que LTW fez no Recife está a única torre de atracação do Zeppelin que permanece em pé no mundo, as ruínas da antiga Telebrás de Pernambuco e o casarão de Othon Lynch Bezerra de Mello, fundador da rede de hotéis Othon.

Além de Ararapira, para onde voltou em 2010 para fotografar a cidade, Clecio já explorou Paranapiacaba e seu cemitério de trens, a estação Luiz Carlos, em Guararema, e os prédios abandonados da Vila Maria Zélia, uma das primeiras vilas operárias paulistas, localizada no bairro do Belenzinho. Foi lá que Clecio nasceu. Certamente por isso é também um dos lugares que mais gosta de explorar.

Embora pratiquem diferentes tipos de exploração urbana, Clecio e LTW trocariam todas as minas abandonadas, navios encalhados, hospícios, instalações militares, shoppings, sistemas de esgoto e complexos empresariais pala concretização do mesmo sonho: circular por Chernobyl. “É o lugar mais emocionante”, diz Dave Baker, fundador do site Talk Urbex. “Caminhar pelas mesmas ruas e ver tudo como era quando ocorreu o incidente. É difícil imaginar a emoção que se pode sentir”.

02/04/2011

às 10:05 \ Feira Livre

Pixinguinha e outras lendas do samba, por Thomaz Farkas

Durante os festejos do 4º Centenário de São Paulo, em 1954, ao saber que Pixinguinha estaria na abertura de uma exposição no Parque Ibirapuera, Thomaz Farkas não hesitou: pegou a câmera de 16mm e correu para registrar as imagens, mesmo sem som. O vídeo acabou esquecido. Há alguns anos, mexendo em centenas de rolos de negativos, Farkas tropeçou na preciosidade. O autor de “Carinhoso” aparece cantando e dançando ao lado de parceiros do quilate de João da Baiana, Altamiro Carrilho e Donga, criador do primeiro samba (“Pelo telefone”). Depois de revelar e ampliar as imagens, empenhou-se em identificar as músicas executadas para sonorizar o material. Conseguiu. O resultado foi um filme que ajuda a eternizar um dos maiores compositores da história, produzido por um fotógrafo fantástico. Thomaz Farkas morreu neste 25 de março, aos 86 anos. As imagens ficarão. Confira:

02/02/2011

às 19:05 \ Feira Livre

Thomaz Farkas, um mágico militante

Aos 86 anos, Thomaz Farkas acaba de inaugurar a exposição Thomaz Farkas, uma antologia pessoal. São cerca de 100 imagens (parte delas inéditas) que apresentam uma retrospectiva da obra do fotógrafo húngaro que desembarcou no Brasil em 1930 vindo de Budapeste. Nascido em 1924, ele  ganhou a primeira câmera aos 8 anos, presente do pai, Desidério Farkas, dono da loja de equipamentos fotográficos Fotoptica. A partir daí, Thomaz Farkas, fundador da primeira galeria especializada em fotografia do Brasil e da revista Fotoptica, transformaria o registro da história em imagens na sua razão de viver.

“Fotografia: para mim, é o melhor jeito de aproveitar a vida. Vejam só: é ver, descobrir paisagens, pessoas, caras, grupos, ruas, fachadas, praças – todos trabalhando, brincando, folgando, comendo, dançando. Tudo isso é nossa vida: experiências vividas, olhando – e vendo – sempre, e daí fotografando sem fim com qualquer máquina, técnica ou filme, ou sem. Mas, olhando no visor ou no reflex, tudo é uma visão que não tem fim. Todo dia é diferente: todo olhar é outro e a gente percebe finalmente que o mundo é imenso! É bom ser fotógrafo! Ou como diz o colega português, Fernando Lemos, um mágico militante!”

(Thomaz Farkas, em depoimento a Diógenes Moura, curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo)

Bailarina na praia, Rio de Janeiro, 1946

Águas, série Recortes, Rio de Janeiro, década de 1940

Meninos assistindo a jogo de fora do estádio do Pacaembu, São Paulo, 1941

Do nada para a capital, Brasília, c. 1958

Confira a entrevista de Thomaz Farkas para o projeto Produção Cultural no Brasil:

Thomaz Farkas: uma antologia pessoal
Local: Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1° andar
Tel.: (11) 3825-2560
De 28 de janeiro a 3 de abril de 2011
Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h
Sábados e domingos, das 13h às 18h
Entrada franca

Foto: Alexandre Belém


10/03/2010

às 2:00 \ Sanatório Geral

Só muda o ladrão

“Não me surpreende em nada porque eu sei que todo mundo recebe, e que a política no Brasil é assim. As pessoas precisam receber dinheiro para a campanha. O dinheiro dele está declarado”.

Flávia Arruda, mulher de José Roberto Arruda, revelando que, ao topar com as imagens do marido recebendo uma bolada do ex-secretário de governo Durval Barbosa, teve a sensação de estar assistindo pela 100ª vez a um filme em que só muda o artista que faz o papel do ladrão.

01/12/2009

às 15:36 \ Sanatório Geral

Padroeiro coerente

“As imagens não falam por si”.

Lula, alertando o rebanho companheiro para interromper a barulheira na internet contra José Roberto Arruda porque o presidente promovido a padroeiro de todos os gatunos federais está pronto para, coerentemente, livrar da cadeia mais um.


 

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