Blogs e Colunistas

Hugo Chávez

27/01/2012

às 22:24 \ Frases

Sem concorrência

“O governo tornou as coisas impossíveis para ele.”

De um assessor de Leopoldo López, ex-prefeito de Caracas, que retirou-se da disputa presidencial na Venezuela por pressões do governo Chávez.

14/01/2012

às 15:02 \ Sanatório Geral

Hospício é pouco

“Os longos discursos tiveram sentido no início da revolução, mas agora um discurso de seis horas é um abuso”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, ao começar um discurso por volta das 14h15 desta sexta-feira e terminá-lo no início da madrugada de sábado, sem explicar como deve ser classificado um falatório de mais de 10 horas.

09/01/2012

às 17:58 \ Direto ao Ponto

O tumor imaginário de Cristina Kirchner comprova que os populistas sul-americanos transformam até câncer em cabo eleitoral

Depois de garantir a reeleição com a beatificação do marido morto, dezenas de modelitos pretos e a cara de choro de quem enviuvou ainda no berço, Cristina Kirchner resolveu aterrissar espetacularmente no clube dos governantes domadores de cânceres, fundado e dirigido por Hugo Chávez. “Exames de rotina, realizados no dia 22, localizaram um carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tireoide, e a presidente será operada no próximo dia 4 de janeiro”, comunicou em 28 de dezembro o porta-voz da Casa Rosada, Alfredo Scoccimarro, tentando dissimular a animação de quem sabe que, na terra do tango, tragédia rende voto.

Nos anos 50, Juan Domingo Perón prolongou a permanência no poder expondo à visitação pública uma Evita em ruínas e, depois, o cadáver da protetora dos descamisados. Cristina foi mais ousada: em vez de explorar a doença dos outros, optou por um câncer pessoal e intransferível. A ideia pareceu funcionar. Em vigília permanente, milhares de devotos atravessaram a semana passada acampados na Plaza de Mayo, sobraçando faixas com a inscrição Fuerza, Cristina, cantando hinos peronistas, rezando e chorando. Para a seita dos loucos por um martírio, foi um reveillon de sonho.

Excitado com o ingresso de Cristina Kirchner no quadro de sócios, que já incluía o cubano Fidel Castro, os brasileiros Lula e Dilma Rousseff e o paraguaio Fernando Lugo, o chefe da entidade informou que a primeira reunião da turma seria realizada assim que a companheira argentina tivesse alta. E aproveitou a oportunidade para assombrar o mundo com a revelação: as enfermidades que andam surpreendendo governantes sul-americanos são coisa dos ianques. Mais precisamente da CIA, que teria descoberto como se faz para instalar tumores malignos em defensores do povo.

O entusiasmo de Chávez contagiou o amigo Lula. Ainda no meio do tratamento, o ex-presidente brasileiro reiterou que, em fevereiro, vai desfilar no Sambódromo a bordo de um carro alegórico da Gaviões da Fiel. Também avisou que, em março, já com a faixa de campeão do Carnaval de São Paulo, homenageará o Rio com uma visita ao Morro do Alemão. Dilma, Lugo e Fidel estavam prontos para entrar na festa desencadeada pela tireoide de Cristina quando se soube que a colega argentina só esqueceu de combinar com os médicos. Ao fim de uma cirurgia de três horas, não foram  encontrados sequer vestígios de câncer. A viúva profissional foi operada de um tumor inexistente.

“O exame histopatológico definitivo constatou a presença de nódulos nos dois lóbulos da glândula tireoide, mas descartou células cancerígenas, alterando o diagnóstico inicial”, conformou-se o porta-voz Scoccimarro, esforçando-se para conter a decepção. “O novo diagnóstico levou os médicos a considerarem desnecessário o tratamento de quimioterapia”. Durante quase dez dias, portanto, Cristina Kirchner enfrentou com muita bravura um câncer que nunca existiu. Quem conta com a proteção do Beato Néstor não teme inimigo nenhum. Principalmente os imaginários.

No mundo civilizado, milhares de cientistas perseguem a cura da doença enquanto incontáveis pacientes, famosos ou anônimos, enfrentam tumores malignos com coragem e discrição. No subcontinente acanalhado pelo primitivismo populista, o espetáculo deprimente protagonizado por canastrões de bolero, heróis de chanchada e prima-donas de ópera bufa demonstra que gente obcecada pelo poder transforma até câncer ─ real ou inventado ─ em cabo eleitoral.

10/12/2011

às 14:27 \ Feira Livre

Mirem-se no exemplo das Raimundas e Marias atormentadas pelo abandono

Mauro Pereira

Anunciando a chegada do final do 9º ano da Era da Mediocridade, o mês de dezembro teve um início igual aos outros onze que o antecederam e tudo indica que terá o mesmo desfecho. Denúncias de superfaturamento em obras da Copa do Mundo, desperdício do dinheiro público em puxadões improvisados, a dor que não cessa da presidente e a queda de mais um ministro, o 16º em nove anos de governo petista. Quinze por envolvimento em atos de corrupção e um por problemas psicológicos. Nessa mesmice indecorosa, dois fatos diferentes entre si, mas intimamente ligados, me chamaram a atenção. Um pelo viés insólito. Outro pela dramaticidade implícita.

Recepcionados por Hugo Chavez, sob o patrocínio da CELAC (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), reuniu-se em Caracas a fina flor da democracia imposta à América Latina e ao Caribe. Desfilaram sob os holofotes da imprensa capitalista a ser censurada democratas excêntricos da estirpe dos Castros, dos Morales, dos Correias, dos Ortegas, das Kirchners. Todos em torno do mesmo ideal: socializar os latinos e caribenhos e capitalizar os dividendos oferecidos pelo poder. Tanto os políticos como os econômicos.

Aquele ajuntamento de tiranetes decadentes, cada um embalando o sonho de ter seu país particular, uma imprensa companheira sensível às suas aspirações, a população submetida a circo e a oposição à bala, aprovou por unanimidade moção que celebra a hostilidade aos americanos do norte e vetou o ingresso dos Estados Unidos e do Canadá na entidade. Decididos a garantir que a injustiça não prospere em qualquer quadrante continental, negaram-se a abrigar no seio imaculado da CELAC os regimes autoritários instaurados nas duas nações e repudiaram com veemência o desrespeito aos direitos humanos sistêmico e a corrupção endêmica que assolam aquelas aquelas paragens. Em nome dos brasileiros que a elegeram, Dilma Rousseff assinou o documento final que ridiculariza nossa inteligência e desdenha da fome que consome os latinos-americanos e os caribenhos ao ameaçar com a expulsão os governos autoritários e antidemocráticos do Canadá e dos EUA.  Representante de uma das democracias mais sólidas e evoluídas do planeta, coube ao presidente cubano Raul Castro o privilégio de ser um dos primeiros a chancelar a farsa.

Contrapondo-se à orgia democrática latino-caribenha, o Brasil tomava conhecimento de um drama que se desenrolava em algum lugar do Maranhão. Seus personagens principais, o apresentador de televisão Gugu Liberato e uma família de oito pessoas que sobrevivia em condições sub-humanas representada por Maria, a mãe, precocemente envelhecida pela miséria e Raimunda, a filha quase adolescente, cujo olhos tristes não ousavam encarar seu interlocutor, talvez com medo de que ele descobrisse alguma culpa que nunca fora sua ─ ou percebesse a vergonha que era sua mas que jamais produzira. Ambas, mãe e filha, envilecidas pelo abandono.

De repente, vi saltar ali na minha frente a realidade estampada nas pesquisas publicadas pelo IBGE e pela UNICEF. Os números frios das estatísticas ganhavam vida, rostos e nomes e revelavam, com todos os agravantes da degradação absoluta, a condição de precariedade extrema que assola uma parcela significativa da população brasileira. Morando com os sete filhos em um casebre de pau-a-pique coberto por folhas de palmeira e equilibrado em paredes esburacadas que ameaçavam ruir a qualquer momento, aquela brasileira valente sobrevive com o auxílio-doença de uma de suas meninas. Seu corpo alquebrado já não agüenta quebrar coco para prover o sustento. Sem rede de esgoto instalada e a fossa séptica saturada, até aquele domingo que as redimiu, ela e sua prole usavam a mata no fundo do quintal como banheiro e tinham no poço imundo ao lado da palhoça a única possibilidade de saciarem, ainda que com a água contaminada, a sede que as atormentavam e adoeciam.

Assim como elas, teimam em resistir a essa realidade devastadora centenas de milhares de Marias e Raimundas espalhadas por esse chão brasileiro. Sobrou somente a dignidade que as mantém íntegras e prontas para enfrentarem com a mesma coragem e resignação as adversidades que as martirizam, que as autoridades não veem e a propaganda oficial exclui. Desnecessário dizer que esse quadro desolador não é exclusividade só dos brasileiros.

Que a sensibilidade caudilhesca da CELAC mire-se no exemplo dessas mulheres. Apenas Marias e Raimundas. Se bolivianas, venezuelanas ou brasileiras, pouco importa. Todas produtos inteiros de uma sub-américa macabra, despedaçada por super ditadores e protagonizada por sub-presidentes. Sub-evos, sub-hugos, sub-dilmas.

Continuo a não chorar por ti América Latina e chorarei menos ainda depois de consumada na Venezuela essa aventura doidivana. Não és digna de sequer uma lágrima minha. Não enquanto deres guarida a caudilhos e ditadores. Meu pranto e meu lamento eu os dedico às Marias e Raimundas de todos os idiomas, de todos os sotaques, de todas as nacionalidades.

É pouco, quase nada, mas é o que me resta.

02/12/2011

às 23:33 \ Sanatório Geral

Rival cucaracha

“Qualquer situação referente ao Brasil vocês podem ter certeza que eu resolvo a partir de segunda-feira”.

Dilma Rousseff, nesta sexta-feira em Caracas, provocando Carlos Lupi com o aviso de que, enquanto estiver em companhia do latin lover Hugo Chávez, não terá tempo nem cabeça para pensar no canastrão apaixonado.

17/11/2011

às 0:14 \ Direto ao Ponto

O vídeo mostra como é tratada a oposição na democracia recriada por Chávez: a tiros

Lula acha que na Venezuela de Hugo Chávez “existe democracia até demais”. O vídeo discorda: com a campanha presidencial ainda em seu começo, candidatos oposicionistas já são recebidos à bala pelas milícias a serviço do bolívar-de-hospício.

Sempre que visita o vizinho predileto, Marco Aurélio Garcia reitera que nunca viu  “tanta liberdade de imprensa”. Os créditos inseridos no vídeo discordam: o show de intolerância política só foi exibido pela Univisión, emissora que transmite dos Estados Unidos programas de TV em idioma espanhol.

Os sacerdotes da seita que crê no Brasil Maravilha dormem pensando no poder sem limites e acordam sonhando com a ladroagem sem freios nem castigos. Isso só será possível com o sumiço da oposição e da imprensa independente, meta perseguida desde sempre pelo tiranete cucaracha. Para qualquer democrata, o vídeo é um documento perturbador. Para o rebanho companheiro, é a visão do paraíso.

httpv://www.youtube.com/watch?v=FzGS3T0qor8&feature=youtu.be

07/11/2011

às 9:05 \ Sanatório Geral

Idiotia salva

“Vamos fazer uma cúpula com Dilma, Lugo, Lula e este humilde servidor. Não haverá câncer ou qualquer outra força para nos segurar, porque a América Latina está renascendo”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, eufórico com a ideia de reunir quatro provas ambulantes de que nem o câncer consegue conviver muito tempo com um perfeito idiota latino-americano.

04/11/2011

às 15:32 \ Sanatório Geral

A lira do delírio

“Lula me disse esta manhã: ‘Em pouco tempo, vamos fazer a cúpula dos que venceram o câncer’. E eu respondi: ‘Diga uma data para que a façamos logo’”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, sem revelar qual é a cor da camisa de força que a dupla vai usar na reunião de cúpula.

02/11/2011

às 17:51 \ Sanatório Geral

O aviso do espelho

“Que ninguém se atreva a vir para cá para nos aplicar a ‘fórmula líbia’. Sairia muito caro meter-se com a Venezuela.”

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, desconfiando que está cada vez mais parecido com o falecido companheiro líbio Muammar Kadafi.

25/10/2011

às 5:37 \ Sanatório Geral

Luto bolivariano

“Vou me lembrar dele como um grande lutador e um mártir”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, lamentando a morte do companheiro Muammar Khadafi com cara de quem está achando muito estranho o silêncio de Lula, amigo e irmão do falecido.


 

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