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governo

27/02/2015

às 9:57 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Os saqueadores da lógica’

Publicado no Estadão

FERNANDO GABEIRA

Se o PT pusesse fogo em Brasília e alguém protestasse, a resposta viria rápida: onde você estava quando Nero incendiou Roma? Por que não protestou? Hipocrisia.

Com toda a paciência do mundo, você escreve que ainda não era nascido, e pode até defender uma ou outra tese sobre a importância histórica de Roma, manifestar simpatia pelos cristãos tornados bodes expiatórios. Mas é inútil.

Você está fazendo , exatamente, o que o governo espera. Ele joga migalhas de nonsense mo ar para que todos se distraiam tentando catá-las e integrá-las num campo inteligível.

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22/02/2015

às 18:52 \ Sanatório Geral

Amiga do cara

“É um político, um cara que pode… O que é que você faz? Tem um governo, o governo é político, você vai procurar as pessoas que estão no governo, não tem ninguém no governo, ninguém mais se dizia responsável. Você está tendo uma resultante social que é o fato de o governo não pagar suas obrigações. O Instituto Lula é ligado aos trabalhadores, defende emprego. A gente vai lá para o ex-presidente procurar a amiga dele e dizer: ‘Amiga, veja o que você faz. Obrigação tem que pagar’”.

João Santana, presidente da Constran, uma das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, ao contar por que procurou Lula e Paulo Okamotto para solucionar os problemas da empresa, sem esclarecer se a “amiga dele” é a Dilma Rousseff  ou Rosemary Noronha.

21/02/2015

às 15:37 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Dilma vs. Dilma’

Publicado no Estadão

A presidente Dilma Rousseff voltou de seu retiro de carnaval no litoral da Bahia aparentemente cheia de ideias para reverter a agenda negativa que a atormenta desde que assumiu o segundo mandato. Já no fim da tarde da Quarta-Feira de Cinzas reuniu-se no Palácio da Alvorada com os ministros de seu círculo mais íntimo para alinhavar iniciativas em dois âmbitos: o político e o da comunicação. Em ambos, porém, Dilma vai ter de se entender primeiro consigo mesma, se alimenta realmente a esperança de dissipar o ambiente carregado de más notícias e péssimas perspectivas que ela própria se encarregou de criar para o País.

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20/02/2015

às 16:49 \ Opinião

J. R. Guzzo: Modelo falido

Publicado na revista Exame

J. R. GUZZO

A humanidade deve à Grécia algumas de suas lendas mais bonitas – os Doze Trabalhos de Hércules, Leda e o Cisne, as Asas de Ícaro e tantas outras que continuam a nos encantar 3.000 anos depois de terem sido contadas pelas primeiras vezes. Naturalmente, ninguém está no direito de esperar que os gregos possam produzir histórias assim nos dias de hoje. Mas sempre podem, como outras sociedades, criar fantasias coletivas dentro e fora de seu país — e é precisamente isso que estão fazendo no momento, com a promoção de mitologia econômica em estado puro.

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18/02/2015

às 12:51 \ Opinião

João Doria Jr: ‘Um país empacado’

Publicado no Estadão

JOÃO DORIA JR

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no segundo mandato do ex-presidente Lula, em 2007, deveria tirar o Brasil do atraso estrutural em que se encontra e lançá-lo no caminho da prosperidade. Ventos da modernidade soprariam para alargar a estrada do amanhã. Oito anos depois, constitui só um dos mais expressivos símbolos do engodo que marca a administração pública do País nestes tempos de desprestígio de políticos e governantes.

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26/12/2014

às 13:17 \ Sanatório Geral

Gol contra

tarja-an-o-ano-em-frases-2014

PUBLICADO EM 05 DE MARÇO

“Nós sabemos que a gestão da Petrobrás é agora muito melhor”.

Ricardo Berzoini, ministro de Relações Institucionais, deixando escapar que a gestão da Petrobras no governo Lula conseguiu ser pior que a atual.

11/11/2014

às 17:02 \ Opinião

‘Cada um no seu lugar’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

Quando a presidente da República e os líderes do PT no Congresso exortam a oposição a “descer do palanque”, deixam de lado um simples e evidente fato: o papel de quem perde é trabalhar para tentar ganhar a eleição seguinte. Isso significa prosseguir na atividade política na posição antagônica ao governo, fiscalizando, debatendo, denunciando quando for o caso, enfim, vivendo a vida conforme os ditames das urnas.
O resultado elegeu um governo, mas não determinou que a força política derrotada eleita fosse empacotada, jogada no lixo e tragada pelos votos da maioria; que desaparecesse ou se calasse até a próxima campanha eleitoral. Ao contrário. A fim de que se mantenha em funcionamento pleno a democracia, o ideal é que todas as vozes permaneçam atuantes.

13/10/2014

às 18:49 \ Sanatório Geral

Falta camisa-de-força

“A oposição está querendo dar um golpe”.

Dilma Rousseff, garantindo que as revelações feitas por quadrilheiros nomeados pelo governo sobre maracutaias na Petrobras que beneficiaram o governo são coisa de oposicionistas decididos a derrubar o governo.

15/09/2014

às 14:15 \ Opinião

‘Tortuosos trajetos do dilmês’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta segunda-feira

Se algo ficou evidente nos anos de governo Dilma foi a incrível batalha que ela mantém com a língua portuguesa e com o próximo — seja ele quem for. Nestes anos, o País pôde conhecer em detalhes o dilmês, um modo único de falar, que expressa não apenas ideias desconexas, mas evidencia um jeito conflituoso de se relacionar com o interlocutor. Talvez isso explique o fato de, apesar da sua longa vivência política, até 2010 Dilma Rousseff nunca ter disputado nenhuma eleição. Para ela, a comunicação em público e com o público deve ser um tormento. Mas o dilmês não é apenas uma maneira de falar. É também um comportamento que tem caracterizado a sua administração, marcada pelo convívio difícil, se não rude, com seus auxiliares, ações descoordenadas e falhas de harmonia.

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14/09/2014

às 21:33 \ Opinião

‘Dinheiro falso’, de J.R. Guzzo

 PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

J.R. GUZZO

Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.

Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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