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governo

16/07/2014

às 23:12 \ Sanatório Geral

Altivez é isso

“Minha disposição é de seguir fazendo meu trabalho no governo, acho que posso ser mais útil aqui, mas essa decisão não é minha, é da presidenta. Ela pode avaliar que precisa de mim no comitê”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência e caixa-preta do PT, confirmando que sua especialidade é trabalhar de joelhos.

14/06/2014

às 21:48 \ Opinião

‘A tempestade perfeita sem ajuda externa’, de Rolf Kuntz

Publicado no Estadão deste sábado

ROLF KUNTZ

Não subestimem o governo. A presidente e sua turma são capazes de criar por sua conta, sem ajuda estrangeira, a tempestade perfeita prevista no fim do ano passado por alguns economistas. A perfeição viria com a mudança da política monetária americana, até então muito folgada, e o consequente aperto do mercado financeiro internacional. Lá fora o dinheiro já encareceu e os donos do capital ficaram mais cautelosos, mas os danos causados pela mudança política do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, foram até agora muito limitados e absorvidos sem dificuldade especial. Enquanto isso, a economia brasileira continuou piorando. Foi mal no primeiro trimestre, com expansão de apenas 0,2%, e permanece estagnada no segundo. Tanto dados oficiais quanto do setor privado confirmam a deterioração. Na sexta-feira o Banco Central atualizou seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br): aumentou só 0,12% de março para abril e ficou 0,67% abaixo do anotado um ano antes. A média dos primeiros quatro meses foi 0,79% inferior à de janeiro a abril de 2013.

Se a tendência se mantiver, a expansão acumulada em 12 meses, 2,19%, será corroída. Para este ano as previsões do mercado financeiro e das consultorias têm caído e estão na vizinhança de 1,5%. Se mantiver o rumo, o governo poderá produzir um resultado tão ruim quanto esse ou, talvez, até pior.

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13/06/2014

às 23:38 \ Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: A torcida mostrou que o apoio à Seleção não impedirá a intensificação da ofensiva contra os responsáveis pela Copa da Roubalheira

04/06/2014

às 14:40 \ Opinião

‘Oito ou oitenta’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta quarta-feira

DORA KRAMER

A pesquisa do instituto americano Pew Research Center traduz em números e ajuda a organizar um pouco o raciocínio sobre os humores da sociedade brasileira que passou da euforia algo míope – para não dizer abobalhada – para um estado de mau humor à deriva.

É sempre salutar o despertar de consciências, mas, como aponta a responsável pela pesquisa, Juliana Horowitz, chama atenção a mudança tão radical. Segundo ela, nos 82 países pesquisados desde 2010, oscilações semelhantes só foram observadas naqueles abatidos por graves crises ou rupturas institucionais.

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04/05/2014

às 10:50 \ Opinião

‘A que ponto chegamos!’, de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

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21/04/2014

às 8:24 \ Sanatório Geral

Conselheiro doidão

“Os ministros têm que divulgar as ações do governo, dar respostas mais rápidas e traduzir todos esses números para a vida real. Ninguém sabe o que é PIB. A pessoa quer saber o que pode comprar no supermercado, se a vida melhorou ou não”.

Lula, em conversa com Dilma Rousseff, garantindo que os eleitores ficam muito felizes quando descobrem que a inflação continua subindo.

20/04/2014

às 14:22 \ Sanatório Geral

Sem salvação

“O principal cabo eleitoral do seu governo é você mesma”.

Lula, em conversa com Dilma Rousseff, avisando que o problema não tem solução.

17/04/2014

às 18:18 \ Sanatório Geral

A palavra do Mestre

“O governo se defende pouco. Tem números a seu favor, mas não consegue reagir”.

Lula, durante conversa com petistas e aliados, insinuando ao governo deve começar a escalar desde já um bom time de advogados especializados em provar que um culpado é inocente.

07/04/2014

às 15:46 \ Opinião

‘Esquemas ardilosos’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste domingo

A polêmica decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, de transferir para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa a responsabilidade de decidir sobre a ampliação das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás proposta pelo PT, é uma manobra claramente procrastinatória destinada, com o incentivo do Palácio do Planalto, a diluir o impacto do escândalo da Refinaria de Pasadena, que, graças às trapalhadas de Dilma Rousseff, acabou criando riscos para o projeto petista de perpetuação no poder. Trata-se de mais uma chicana política dentre as muitas do amplo repertório de que o notório presidente do Senado se vale para levar vantagem em barganhas com o Executivo.

Há nesse episódio, porém, algo muito mais grave do que a cumplicidade de Renan Calheiros com o Palácio do Planalto para transformar em pizza as investigações parlamentares sobre a Petrobrás. É a constatação de que o presidente da Câmara Alta não hesita, por um lado, em desmoralizar o instituto da CPI, poderoso instrumento de que os congressistas – em especial a minoria – dispõem para cumprir com eficiência sua missão constitucional de fiscalizar o Poder Executivo. E, por outro lado, Renan submete mais uma vez a Casa a que preside ao vexatório exercício de se prostrar diante do Executivo.

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05/04/2014

às 20:19 \ Sanatório Geral

Perdido no Planalto

“É nítido que não tem ninguém no governo à beira de um ataque de nervos”.

Ricardo Berzoini, ministro de Relações Institucionais, sobre a CPI da Petrobras, revelando que faz alguns dias que não vê Dilma Rousseff.

 

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