Blogs e Colunistas

Frei Betto

13/06/2011

às 10:37 \ Sanatório Geral

Vivendo e aprendendo (29)

“No conjunto do partido, salvo exceções de honrosos militantes, o PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”.

Frei Betto, ensinando que, na novilíngua companheira, “projeto de poder” quer dizer “garantir o futuro dos parentes e amigos”.

13/06/2011

às 5:15 \ Sanatório Geral

Palestra pode

“Lamento que os dirigentes do PT hoje deem consultoria aos donos do dinheiro. Andando pelo Brasil, já não encontro esses dirigentes prestando consultoria a movimentos sociais”.

Frei Betto, ao aproveitar a demissão de Antonio Palocci para colocar na boca da caçapa o companheiro consultor José Dirceu, fingindo nem ter notado as palestras milionárias que Lula anda fazendo para os donos do dinheiro.

13/06/2011

às 1:37 \ Sanatório Geral

Indivíduo estatizado

“Como um feliz ING ─ ‘indivíduo não governamental’ ─, penso que esses temas terão de ser encarados”.

Frei Betto, ao avisar que Dilma Rousseff terá de tratar de temas como homofobia e aborto, fingindo que não foi estatizado no dia da posse do companheiro Lula.

12/06/2011

às 14:37 \ Sanatório Geral

O frade e a Madre

“Considero o governo Lula o melhor da história republicana, porque gosto muito do governo de d. Pedro II”.

Frei Betto, em entrevista ao Estadão, reforçando a suspeita de que tem trocado ideias com José Sarney, vulgo Madre Superiora, testemunha ocular da História.

11/06/2011

às 18:24 \ Direto ao Ponto

A bancada das togas agradecidas

Dos ministros que libertaram Cesare Battisti, só Marco Aurélio Mello ─ nomeado pelo primo Fernando Collor de Mello ─ não deve a toga a Lula. Os outros cinco chegaram ao Supremo Tribunal Federal pelas mãos do palanqueiro itinerante. E nenhum escapou da sabatina decisiva com Márcio Thomaz Bastos, advogado e amigo de Lula antes e depois da passagem pelo Ministério da Justiça.

Desde janeiro de 2003, cumpre a Márcio verificar pessoalmente se o chefe pode confiar no candidato, mesmo se indicado por padrinhos influentes. Coube a Frei Betto, por exemplo, apresentar Joaquim Barbosa ao presidente interessado em nomear um jurista negro. O nome de Ricardo Lewandowski foi soprado ao marido por Marisa Letícia, que havia sido vizinha da mãe do doutor em São Bernardo e vivia ouvindo referências elogiosas ao filho sabido.

Ayres Britto nem precisou de protetores: o presidente o conhecia desde 1990, quando tentou eleger-se deputado federal pelo PT de Sergipe. Carmen Lúcia ganhou a vaga porque o chefe do Executivo resolveu que o STF precisava de mais uma mulher. Luiz Fux, oficialmente nomeado por Dilma Rousseff, já estava escolhido quando o governo começou. Sempre depois de submeter o favorito à triagem de Márcio Thomaz Bastos, Lula incluiu em seu legado a vaga reservada ao candidato de Sérgio Cabral.

Numa das mais lastimáveis sessões da história do Supremo, os cinco, apoiados por Marco Aurélio Mello, transformaram o presidente da República no único e incontrastável árbitro de pedidos de extradição. Parece não fazer sentido. Mas faz.

07/03/2011

às 5:02 \ Sanatório Geral

Samba da batina doida (4)

“Meu Carnaval é espiritual”.

Frei Betto, começando a desconfiar de que foi longe demais no artigo na Folha e já à caça de desculpas para abrandar o tremendo zero que vai levar no Dia do Juízo Final.

07/03/2011

às 0:56 \ Sanatório Geral

Samba da batina doida (3)

“Festa de se travestir no que não se é, euforia inescrupulosa, despir o corpo e a alma ao descompasso dos pés movidos pelo samba, erguer os dedos das mãos enquanto o corpo rodopia ao som de marchinhas. Meu Carnaval é outro”.

Frei Betto, no artigo publicado na Folha, fingindo que seu Carnaval é outro enquanto implora por um convite para desfilar como destaque em qualquer carro alegórico de qualquer escola de qualquer categoria e em qualquer cidade.

06/03/2011

às 18:43 \ Sanatório Geral

Samba da batina doida (2)

“Ouço o apito de alerta à bateria, o repicar dos tambores, o chacoalhar metálicos dos pandeiros, a marcação do bumbo, o gemido agônico da cuíca, o estremecer rítmico da batucada. Sei que é Carnaval”.

Frei Betto, no artigo publicado na Folha deste domingo, assassinando a ortografia ao colocar um “s” em “metálico”, imitando o estilo do colunista José Sarney e deixando claro que quando chega o Carnaval topa qualquer negócio, menos respeitar os Dez Mandamentos e não reincidir nos sete pecados capitais.

06/03/2011

às 16:02 \ Sanatório Geral

Samba da batina doida

“Meu Carnaval é pura orgia. Porque me recolho na alcova da plena nudez e convoco o trio: o Pai, que é mais Mãe, o Filho e o Espírito Santo. Ébrios de amor, atravessamos as madrugadas em uma despudorada esbórnia espiritual.”

Frei Betto, capturado na Folha de hoje pelo Antonio Machado, que o remeteu ao Sanatório com o seguinte recado: Isso é que é concupiscência. Elaborou um delírio divertido e patético ao mesmo tempo. Que o Eterno se apiede de sua alma.

25/02/2011

às 18:50 \ Direto ao Ponto

Frei Betto garante a reprovação no Juízo Final com a ópera da batina doida

Frei Betto não precisa fazer mais nada para ser espetacularmente reprovado no Juízo Final. Mas faz questão de ampliar o mastodôntico acervo de pecados com artigos em que até as vírgulas parecem falsas e as teses são tão verdadeiras quanto a fé religiosa do autor. A fantasia da semana foi concebida para explicar que tanto a discurseira destrambelhada de Lula quanto o silêncio obtuso de Dilma Rousseff são música pura. A ópera da batina doida pode ser resumida em uma linha: “Lula é uma escola de samba. Dilma uma ópera ou sinfonia do Teatro Municipal”.

Nada a estranhar. Nas dedicatórias dos livros que dá de presente aos amigos, Frei Betto rabisca a seguinte frase antes da assinatura: “Do irmão em Cristo e em Castro”. Isso mesmo: ele junta no mesmo andor Jesus e Fidel (e acha que o barbudo de Nazaré só pode orgulhar-se da companhia do decrépito barbudo da Adidas). É compreensível que, sem ficar ruborizado, ouça o falatório mambembe de Lula com o olho rútilo de quem degusta o melhor samba-enredo da história do carnaval. É natural que, sem cobrir o rosto, enxergue uma partitura de Bach na cabeça de Dilma — um deserto de neurônios sem nada de relevante a dizer.

Leia na seção História em Imagens o texto do jornalista Celso Arnaldo Araújo sobre o discurso de Dilma Rousseff em Aracaju. Veja o vídeo com os melhores/piores momentos. Releia a frase de Frei Betto. E renda-se ao sentimento da vergonha alheia.


 

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