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FMI

04/09/2012

às 22:34 \ Feira Livre

Editorial do PSDB: ‘Reescrever a história é tentar negar a existência do mensalão’

 Nesta terça-feira, o PSDB divulgou o seguinte editorial:

EM DEFESA DO CONTRADITÓRIO

A democracia brasileira, conquistada a duras penas, pressupõe o contraditório, coisa com a qual o PT não consegue lidar bem. Só isso justifica o grande incômodo provocado no último fim de semana pelo artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no qual ele dá exemplos da herança pesada herdada do governo Lula pela presidente Dilma Rousseff.

Nos causa surpresa, em especial, a reação da presidente Dilma Rousseff, que, cedendo às pressões de seu partido, acabou se excedendo na defesa do legado recebido de seu antecessor. Infelizmente, usando os mesmos métodos utilizados pelo ex-presidente Lula: este sim um especialista em tentar reescrever a história brasileira de acordo com suas conveniências.

Basta lembrar as inúmeras tentativas do ex-presidente Lula e de vários de seus aliados em tentar negar a existência do mensalão. Uma tese, aliás, que o Supremo Tribunal Federal vem derrubando a cada dia com as condenações que já começaram a ser proclamadas.

No afã de defender a herança recebida de Lula, a presidente Dilma incorreu em alguns erros ao ressaltar que seu antecessor havia recebido um país sob “intervenção” do Fundo Monetário Internacional (FMI) do governo FHC.

Esqueceu a presidente de lembrar o pânico gerado, em 2002, nos meios financeiros só com a possibilidade de vitória do candidato do PT, o que chegou a provocar corrida bancária e forte elevação da taxa de juros, além de desencadear pressões inflacionárias.

Estas, sim, foram as razões que levaram o então presidente Fernando Henrique a negociar um acordo com o FMI. Um acordo, aliás, que teve o aval de todos os candidatos à Presidência, inclusive o do PT.

De fato o ex-presidente Lula não cedeu à tentação de disputar um terceiro mandato, como chegaram a pregar muitos de seus correligionários, mas não pestanejou em disputar a reeleição, garantida pelo Congresso Nacional em votações qualificadas e com o apoio majoritário da sociedade brasileira.

O mais curioso é que, mesmo há quase uma década no Poder, o PT ainda insista em atribuir à gestão tucana os males que não conseguiu consertar no país ou que reedite, sem cerimônia, políticas que tanto criticou como a das privatizações, hoje rebatizada como concessões à iniciativa privada.

Pior ainda é que o PT tente atribuir a adversários comportamentos golpistas, enquanto nos bastidores trabalha pela implantação de um projeto hegemônico, através do qual imagina ser possível aniquilar a oposição no Brasil.

Nada nos fará calar diante do que nos parecem erros graves, mas sempre com equilíbrio e sem faltar com a verdade.

15/03/2012

às 8:18 \ Frases

Muito francês

“Ele é muito francês, arrogante e esnobe, é interpretável”.

Gérard Depardieu, ator francês, sobre o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn, que interpretará no cinema.

16/01/2012

às 13:03 \ Direto ao Ponto

Se adotassem o Método Battisti, os haitianos virariam asilados políticos

Os haitianos que lutam pela sobrevivência escolheram o jeito errado de entrar no Brasil. O jeito certo foi descoberto por Cesare Battisti. Antes de deixar o país devastado pelo terremoto, cada um deveria ter-se filiado a alguma organização clandestina de extrema-esquerda, jurado de morte o imperialismo americano e justiçado pelo menos quatro inimigos do povo. Servem pequenos comerciantes ou policiais. Depois disso, os revolucionários se proclamariam perseguidos pela ditadura haitiana e rumariam para a potência emergente que acabou com a fome, depois com a pobreza, tornou-se a sexta maior economia do mundo, montou um sistema de saúde que está perto da perfeição, empresta dinheiro até ao FMI e tem emprego para todo mundo. Mas não pela rota que passa pelo Acre, e sim pela rota sul.

É mais longa, mas muito mais segura. Termina em Porto Alegre, mais precisamente no Palácio Piratini, onde Tarso Genro governa o Rio Grande e luta pela ressurreição do socialismo. Ele sabe o que fazer para transformar qualquer companheiro em asilado político. E só nega socorro a quem tenta escapar de Cuba.

03/12/2011

às 16:18 \ Feira Livre

Os resultados de duas pesquisas revelam a face perversa do país de mentira

Mauro Pereira

Os resultados de pesquisas publicadas recentemente pelo IBGE e pela UNICEF ─ a primeira dando conta que 70% dos domicílios em território brasileiro convivem com o esgoto a céu aberto e que a maioria não dispõe de água tratada, a segunda informando que cerca de 40% dos adolescentes com idade entre 12 e 17 anos vivem abaixo da linha da pobreza e 20% não sabem ler nem escrever ─ revelam a face perversa de uma nação injusta e desigual, desfigurada por uma de suas mais graves crises sociais. Os desdobramentos poderão levar a conseqüências devastadoras num futuro não muito longínquo.

É a consagração do país de mentira, que insiste em esconder em espetaculosas propagandas oficiais a degradação de milhões de brasileiros abandonados ao deus dará. É a mentira na sua pior forma, que escancara as mazelas de um governo refém dos partidos que o sustentam politicamente e próximo de afogar-se no mar de corrupção que o está inviabilizando. Dessa distorção decorre o inevitável relacionamento mais estreito com a prática nefasta de políticas paternalistas que exaltam a submissão e são diminuídas ainda mais pelo viés eleitoreiro que as caracteriza

Os números aterradores das duas pesquisas evidenciam as precárias condições de vida a que está confinada uma parcela significativa da população. Pelo conteúdo da propaganda governista, que polui todos os meios de comunicação disponíveis, não há previsão de investimentos significativos nesse setor. Não me lembro de ter visto nesses nove anos de desgoverno petista qualquer peça publicitária divulgando algum programa sério, principalmente voltado para o saneamento básico, preocupado em sequer amenizar os efeitos desse quadro desolador. Nego-me a levar em conta aqueles tendenciosamente assistencialistas.

Representantes autonomeados da sociedade mais desenvolvida do mundo zombam do sofrimento que flagela esses nossos irmãos ao festejarem um absurdo aporte financeiro solicitado pelo Fundo Monetário Internacional: “De tomador de empréstimos agora emprestamos dinheiro ao FMI e a oposição ainda tem a coragem de afirmar que nada mudou”, exulta um dos orgulhosos arautos do país acima de qualquer suspeita. Mudou, sim, e muito. A malha de proteção social transformou-se em título de capitalização eleitoral. No entanto, a política econômica concebida pela equipe do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, implantada pelo presidente Itamar Franco lá nos idos de 1994 e que é a única responsável pela ascensão do Brasil à condição de credor do FMI, ainda permanece a mesma. Intocável. Só não se lembram dessa verdade que os tortura os cafajestes usurpadores do talento alheio.

Cada centavo destinado ao FMI significará um quilômetro a menos de rede de esgoto instalada, uma criança a mais que não completará um ano de vida, o sonho abreviado de um adolescente fadado a vegetar pela vastidão da ignorância e condenado a ser apenas outro número nas estatísticas policiais. A soberba petista agüenta. Sinto uma vergonha que não deveria ser minha.

Outro fato preocupante é a visível indiferença da imprensa e dos congressistas que foram eleitos para atuarem, na oposição. Mais preocupada em abocanhar um naco generoso da ufanista propaganda oficial, a mídia se limitou a transmitir informações meramente circunstanciais dessa tragédia humana que está negando a crianças e adolescentes as mais comezinhas expectativas de uma vida menos sofrida. Também não é muito diferente a realidade entre os jovens e os adultos.

Nenhum órgão de informação se atreveu a investigar com maior rigor esse Brasil esquecido pelas autoridades. Sem exceção, a televisiva, pelo menos, presta-se às tarefas subalternas de, numa ponta glorificar a ocupação de favelas cariocas, tudo sem disparar um tiro e prender os chefões da bandidagem antes mesmo do início da operação cinematográfica com data e hora marcada e, na outra, dar vazão a uma sórdida campanha visando desacreditar os órgãos de segurança do Estado de São Paulo. O som do silêncio vigarista avisa que na capital do Brasil Maravilha foram abolidos os assaltos, os roubos, os latrocínios, os homicídios, os seqüestros, a pedofilia. Desde a retomada da Rocinha, nenhuma mulher foi violentada, nenhum homem foi molestado.

A oposição também não vê, ou finge que não vê, a precária subsistência dessas dezenas de milhões de crianças e adolescentes e não se articula para exigir medidas drásticas e urgentes para combater a calamidade que salta aos olhos. Pelo jeito, nem o interesse eleitoral a comove. Perde um tempo precioso na tentativa vã de emplacar CPIs que sabe de antemão jamais se concretizarão. Ainda que por estradas distintas, senadores e deputados oposicionistas passeiam pelo mesmo caminho da covarde indiferença trilhado pelo governo e sua base aliada.

Com a dignidade dilacerada pela crueza desse cotidiano hostil e atroz, vários milhões de sub-brasileiros representados por crianças, jovens, idosos, homens e mulheres ainda estão à espera de que algum outro navegante português de competência duvidosa se perca pelos mares do sul e os descubra. Desiludidos, perceberam tarde demais que o Brasil Maravilha inventado por Lula não foi capaz de descobrí-los.

Impermeável a manipulações, a realidade fria e insensível cobra o seu tributo e remete a sétima economia do planeta às mais sombrias profundezas dos grotões do atraso e do subdesenvolvimento. Acuada, prevalece a servidão que elege.

01/12/2011

às 5:55 \ Sanatório Geral

Miseráveis orgulhosos

“O FMI vem ao governo Dilma pedir dinheiro emprestado para ajudar os países da zona do euro e tem tucano que ainda insiste em dizer que nada mudou no Brasil?”

Fernando Ferro, deputado do PT de Pernambuco, explicando que os milhões de brasileiros que esperam o programa de erradicação da miséria sair do papel fazem questão de continuar sem comer só para poderem dizer em casa que gregos, italianos e franceses só não morrem de fome porque ganham mesadas de Dilma Rousseff.

16/10/2011

às 4:40 \ Sanatório Geral

Pobretão perdulário

“Acho importante que, diante de uma nova crise mundial, o FMI tenha mais recursos para utilizar”.

Guido Mantega, em Paris, informando aos parceiros do G20 que o Brasil faz questão de emprestar ao FMI o dinheiro que não tem para investir em saúde e educação.

15/10/2011

às 15:51 \ Sanatório Geral

Neurônio em pane

“Eu peguei uma frase que diz assim: ‘Não, nós não vamos pagá pela sua crise’. Nós podemos dizer isso”.

Dilma Rousseff, sobre os protestos em Wall Street contra o sistema financeiro, explicando que, em vez de decorar frases berradas em português pelos bancários em greve, foi buscar nos Estados Unidos um sopa de letras que pretende servir à Europa para avisar que a inflação brasileira não vai subir porque, além de obediente ao governo federal, sabe ser patriota.

15/10/2011

às 6:20 \ Sanatório Geral

Dinheiro de sobra

“Hoje temos recursos aplicados no FMI e possivelmente iremos ter maior participação”.

Dilma Rousseff, na discurseira em Porto Alegre, revelando que, para guardar ou investir no Fundo Monetário Internacional, sobra o dinheiro que vive jurando não existir para a saúde.

14/10/2011

às 16:45 \ Sanatório Geral

Conselheira do planeta

“Falta uma convicção política uniforme aos líderes internacionais sobre como lidar com a atual crise econômica. Nós já vimos uma parte desse filme. Nós sabemos o que é a supervisão do FMI e sabemos o que é proibir que o país faça investimentos.”

Dilma Rousseff, conselheira econômica do planeta, culpando o resto do mundo e o Fundo Monetário Internacional pelos problemas do Brasil, sem explicar por que não pede ao FMI que devolva o dinheiro que Lula diz ter emprestado para socorrer a saúde sem criar outro imposto.

14/10/2011

às 4:25 \ Sanatório Geral

Se melhorar, estraga (46)

“É isso que nos torna fortes; esse mercado interno da proporção que nós temos”.

Dilma Rousseff, numa discurseira em Curitiba, revelando que lançou o programa Brasil sem Miséria só para esconder do mundo que, como todos os pobres foram transferidos para a classe média e têm dinheiro de sobra para comprar o que quiserem, o mercado interno brasileiro já soma 200 milhões de consumidores e logo vai superar o da China.

 

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