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Flávio Dino

01/07/2011

às 9:17 \ Sanatório Geral

Essa foi boa

“O próprio Sarney e a Roseana vão compreender, até porque Sarney é um homem de letras”.

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, sobre a nomeação do correligionário Flávio Dino para a presidência da Embratur, ensinando que, na novilíngua dos comunistas do Brasil, “letras” quer dizer arreglo; negociata; arranjo malandro.

23/05/2010

às 20:20 \ Direto ao Ponto

O PT acabou no colo da elite golpista do Maranhão

Em 2005, quando o escândalo do mensalão implodiu o templo das vestais de araque, os brasileiros descobriram que os sacerdotes do PT enriqueciam em missas negras que juntavam ecumenicamente cardeais e coroinhas alugados em quaisquer partidos.  Passados cinco anos, informa a presente edição da revista VEJA, os velhos gigolôs do monopólio da ética vão além de comprar, alugar ou arrendar. Também são arrendados, alugados ou comprados, como anda ocorrendo no Maranhão.

Como a convenção regional do PT negou-se a ratificar o apoio à reeleição de Roseane Sarney, conforme Lula ordenara, a governadora resolveu apressar as coisas com os métodos aperfeiçoados pela famiglia em 50 anos de vilanias. Vários delegados municipais  já receberam de R$ 20 mil a R$ 40 mil para entenderem que o melhor para o Maranhão é a troca da aliança celebrada com o PCdoB, que lançou a candidatura do deputado Flávio Dino, pelo palanque da herdeira do Homem Incomum.

Pela qualidade da mercadoria, o preço parece excessivo. Mas tem cara de fim de feira. Além da bolada, os convertidos ganham um brinde que aplaca remorsos improváveis: a gratidão do chefe supremo, que prometeu ao amigo que chamava de ladrão facilitar as coisas para a filha em apuros. Alguns petistas maranhenses ainda consideram intragável tal parceria. Terão de achá-la saborosa ou mudar de partido.

A gritaria dos milicianos contra a direita reacionária, o capitalismo selvagem e a oligarquia exploradora não rima com a submissão a um clã que é tudo isso e muito mais. Mas sempre prevalece a vontade do cara que está em todas.  Em junho de 2005, Lula abençoou a compra de delinquentes aliados. Neste fim de maio, abençoa a venda de companheiros desfrutáveis.

Quando nasceu, há apenas 30 anos, a sigla pretendia ser moderna. Perdeu o viço ainda adolescente, envelheceu antes da idade adulta, perdeu a honra aos 25 anos, perdeu os militantes que sonhavam, virou um bando de milicianos, fez a opção pelo primitivismo e, acanalhada pelo Grande Pastor, hoje é uma seita condenada à morte.

Sempre berrando juras de amor aos ícones da esquerda psicótica, o PT, quem diria?, agoniza no colo da elite golpista do Maranhão.

09/04/2010

às 10:00 \ Sanatório Geral

Abraço de afogado

“A parceria Dilma e PCdoB representa a aliança mais estável da história da política brasileira”.

Flavio Dino, candidato ao governo do Maranhão, fingindo ter esquecido que stalinistas farofeiros e comunistas maoístas só se unem na cadeia.

01/04/2010

às 12:00 \ Direto ao Ponto

A tirania dos coroneis e a ditadura dos stalinistas

Inconformado com o que Lula decidiu, o PT maranhense negou apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney. Gol do Maranhão ─ e gol do Brasil que presta. Na contramão da vontade do chefe, resolveu apoiar o deputado federal Flávio Dino, candidato do PCdoB. Gol contra o Maranhão ─ e contra o Brasil que pensa.

No palanque da herdeira de Madre Superiora, a enganosa face feminina da gangue que reduziu o Convento das Mercês a templo do pecado e esconderijo da bandidagem condenada à impunidade. No palanque do jovem-velho que sonha amordaçar a internet, outra prova ambulante de que primitivismo não tem idade.

“Tem coisas que só acontecem com o Botafogo”, ouvem desde a infância torcedores de todos os times do Rio. Tem coisas que só acontecem com o Maranhão, desconfiam brasileiros de todas as paragens, perplexos com a contemplação do duelo entre a tirania dos coroneis e a ditadura dos stalinistas ─ duas velharias de outros séculos.

Os espantos que só se manifestaram no clube carioca não se associam necessariamente ao drama. Também Garrincha e Nilton Santos foram coisas que só aconteceram com o Botafogo. Aplicada ao Maranhão, a frase é o resumo da ópera  ópera trágica, feia, frequentemente obscena ─ e interminável.

Trocar uma Sarney por um Flávio Dino é escapar do pântano para enfurnar-se na mata fechada. A faxina que os maranhenses não podem mais adiar exige a imediata remoção de todos os entulhos. Os maranhenses e os demais brasileiros confrontados com encruzilhadas reprimidas pelo maniqueísmo. Ninguém merece essa escolha entre o reacionarismo troglodita que mata crianças de descaso e o stalinismo farofeiro que se nomeia porta-voz do povo para, sempre em seu nome, assassinar a liberdade.

19/10/2009

às 13:33 \ Sanatório Geral

Dino amestrado

“A política e a administração estão casadas. E, numa democracia, ainda bem que é assim. A perspectiva criminalizadora é autoritária”.

Flávio Dino (PCdoB, base alugada, guichê do Maranhão), relator do projeto da Lei Eleitoral na Câmara, explicando que, como a política e a administração estão casadas, a candidata Dilma Rousseff compareceu como chefe da Casa Civil ao culto evangélico em São Paulo, à missa na Igreja do Bonfim, ao Círio de Nazaré e à Procissão dos Pecadores do São Francisco.

09/07/2009

às 20:24 \ Direto ao Ponto

Só uma cabeça do século passado acha que pode censurar a internet

Caso aproveite o recesso de julho para convalescer das canseiras do Congresso no verão europeu, o deputado federal Flávio Dino precisa preencher com muita cautela os formulários de rotina: convém driblar linhas pontilhadas e quadrinhos que induzam a confissóes de alto risco. Em países civilizados, é um perigo admitir, por exemplo, a condição de brasileiro, maranhense e parlamentar em Brasília. Pode ser prontamente associado a malandragem, José Sarney e corrupção ─ e acabar devolvido ao porto de origem sem passar da Alfândega.

Flávio Dino talvez ultrapasse a barreira se revelar que é também militante do Partido Comunista do Brasil. Em contrapartida, não chegará ao hotel ─ e dificilmente empreenderá em vida a viagem de volta. Nenhum país moderno vai perder a chance de enriquecer o museu das velharias políticas com esse exemplar, em bom estado de conservação, de uma espécie extinta no resto do mundo. Para os cientistas políticos, um Flávio Dino tem a mesma relevância que a  ararinha azul para os ambientalistas.

Bolivarianos da Venezuela, da Bolívia ou do Equador, xiitas de altíssima voltagem, coreanos atômicos, iranianos com o olhar de napoleão de hospício, petistas disfarçados de construtores do socialismo ─ essas excentricidades são sempre interessantes, mas aparecem todo dia e, em algumas regiões, parecem multiplicar-se feito coelhos. Flávio Dino é outra coisa. Trata-se de um genuíno comunista brasiliensis neto de Stalin e filho de Mao Tsé-tung que  seguiu a linha chinesa até descobrir o paraíso albanês e ali ficar até perder a referência e o rumo.  Não é pouca coisa. E não é tudo.

Flávio Dino tem só 41 anos. E anda. E fala. E já foi domesticado. Não atingiu ainda o estágio de um Aldo Rebelo, o comunista que todo capitalista selvagem adoraria ter como genro. Mas um dia chega lá, reafirmou nesta semana o relatório sobre o projeto de reforma eleitoral produzido pelo comunista do Brasil (e do Maranhão). O texto amplia o balaio de malandragens que garantem a impunidade dos políticos e reduz a liberdade de expressão na internet.

Com a cabeça no século passado, e tentando no presente garantir o futuro com serviços prestados à base alugada, Flávio Dino propõe que sejam estendidas aos portais e sites as amarras que fazem das campanhas eleitorais no Brasil as mais tediosas e imbecis do planeta. Pura perda de tempo. Se nem ditaduras escancaradas conseguem domar a internet, não será uma velharia velhaca a autora da proeza. Os jornalistas continuarão noticiando, os colunistas continuarão opinando, os leitores continuarão comentando.

Assim foi, é assim e assim sempre será.


 

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