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FHC

18/04/2013

às 21:16 \ Direto ao Ponto

Dilma confessa: ‘A inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo’

Em junho de 2011, provavelmente surpreendida por um surto de sinceridade, Dilma Rousseff aproveitou o aniversário de Fernando Henrique Cardoso para finalmente admitir, já na abertura da carta entregue ao ex-presidente pelo então ministro Nelson Jobim, que foi o destinatário quem acabou com a inflação selvagem no Brasil.

“Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear”, reconheceu a remetente. “O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”. Sublinhem o trecho: um plano duradouro de saída da hiperinflação. (Podem chamá-lo de Plano Real que ele atende.)

Dois anos depois, como atesta o vídeo, Dilma completou o serviço no meio da discurseira em Belo Horizonte. Talvez tenha ocorrido um segundo surto de sinceridade. Talvez outra pane no neurônio solitário tenha desviado para o caminho da verdade a mentira em gestação. O importante é que a chefe de governo disse o que ficou faltando na carta enviada a FHC: “A inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”.

De pleno acordo. Junto com o padrinho, a afilhada tem feito o possível para libertar o monstro que FHC aprisionou. Quem acaba de dizer isso é Dilma Rousseff.

12/04/2013

às 11:49 \ Feira Livre

‘A falta que nos faz uma boa direita’, um artigo de Carlos Alberto Sardenberg

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Vou falar francamente: uma Thatcher, hoje, seria perfeita para o Brasil. Mas uma Thatcher em grande estilo: líder de partido, ganhando eleições com uma agenda liberal. Seria bom até para modernizar a cultura esquerdista amplamente dominante no país. Isso aconteceu na Inglaterra e, nos 80 e 90, em boa parte do mundo, inclusive no Brasil. Precisava acontecer de novo.

A longa administração conservadora de Margaret Thatcher fez o trabalho, digamos, sujo de demitir funcionários excedentes, cortar gastos públicos, controlar o poder dos sindicatos de empresas estatais (e depois privatizá-las), além de desregulamentar a economia, reformar a legislação trabalhista e reduzir a pesada burocracia do Estado.

Depois de um início custoso, com greves e desemprego em alta, funcionou. Com investimentos privados, o país voltou a crescer e gerar emprego e renda. Não por acaso, Thatcher ganhou três eleições seguidas.

Quando veio o desgaste até normal da administração conservadora, o serviço principal estava feito, a quebra do imenso, custoso e já ineficiente Estado do Bem-Estar. Aí veio Tony Blair com a suave conversa do “Novo trabalhismo”: retomada dos investimentos públicos em educação, saúde e segurança, mas em uma economia livre, aberta e competitiva.

Os eleitores foram trocando, conforme a ocasião. Elegeram o Partido Trabalhista no pós-guerra, que instalou o Estado do Bem-Estar, depois fartaram-se dos excessos desse modelo, que estatizava tudo de grande que via pela frente, como disse Churchill, e finalmente entregaram o poder para Thatcher desmontar tudo. E aí devolveram o governo à esquerda, mas uma esquerda reeducada.

Já entre nós, quando o eleitorado comprou a ideia de que era preciso desmontar o Estado excessivo e abrir a economia, porque só produzíamos carroças protegidas, acabou elegendo Fernando Collor, cuja agenda correta para o momento não resistiu ao caixa de PC. E terminou que a agenda liberal caiu no colo de Fernando Henrique.

FHC não liderou um movimento dentro de seu partido e junto aos aliados para construir uma agenda comum de reformas. Para dizer francamente, pelo menos no começo, foi tudo no vai da valsa. As trapalhadas seguidas de Itamar Franco acabaram jogando o Ministério da Fazenda no colo de FHC. Aí valeram a sabedoria e aguda percepção política do professor, que definiu logo o inimigo imediato ─ a superinflação – e escalou a equipe certa para atacá-lo.

Então, foi na sequência: para consolidar o combate à inflação, era preciso controlar o déficit das contas públicas, para o que eram necessárias as reformas, incluídas as privatizações. A agenda liberal se impôs no calor dos acontecimentos.

Daí as dificuldades de implementação. Não foi como na Inglaterra, com propostas bem definidas.. Aqui, FHC, vindo da esquerda, eleito com base nas novíssimas notas de um real, precisou construir essa agenda momento a momento. Excetuada a equipe econômica, quase ninguém entre seus colaboradores e seguidores estava preparado para a missão. Tratava-se de uma elite intelectual criada nas ideias socialistas e social-democratas, que viu ruir o Muro de Berlim e alcançou o poder em um mundo em que só existia capitalismo ─ e numa fase de liberalismo à americana ou “thatcherista”.

Além dessa turma, havia os velhos políticos, todos acostumados a viver em torno do Estado, fonte de nomeações, privilégios e bons negócios. Visto assim, a gente até se espanta de ver quanto o governo FHC avançou na agenda modernizadora.

Mas, é claro, não terminou o serviço. E parte desse serviço, eis outra peça do destino, ficou para o governo Lula. É a origem de nossos problemas atuais, o eleitorado se cansou de uma agenda liberal antes que ela tivesse sido completada. E elegeu um governo propondo mudar tudo para a esquerda, mas topando com os entraves causados justamente pela não conclusão da agenda liberal.

Daí o Lula do primeiro mandato. Manteve as bases macroeconômicas de FHC e ainda avançou em reformas micro claramente liberais e pró-negócios, sem reestatizações. De certo modo, os dois governos acabaram bem parecidos: construir alianças a meio do caminho para implementar reformas difíceis.

Depois, mais seguro, Lula parou com as reformas e começou a voltar para a agenda da velha esquerda estatizante, movimento agora claramente tomado pela presidente Dilma ─ e com os velhos políticos Estado-dependentes.

Tudo considerado, eis o que sempre nos faltou: uma boa direita, moderna, capaz de ganhar uma eleição com uma agenda liberal e implementá-la rigorosamente. E depois abrir espaço para uma boa esquerda, também moderna, que se eleja para fazer o seu serviço, que é gastar com educação, saúde e segurança. Mas gastar com eficiência e sem atrapalhar a economia privada.

04/03/2013

às 14:53 \ Direto ao Ponto

FHC: ‘Sem disfarce nem miopia’

Trecho: As forças governistas, depois de precipitarem a campanha eleitoral, voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para a frente? As conjunturas mudam. O que é possível fazer numa dada fase muitas vezes não pode ser feito em outra; políticas podem e devem ser aperfeiçoadas. Porém, na lógica infantil prevalecente, em lugar de se perguntar o que mudou no País em cada governo, em que direção e com qual velocidade, fazem-se comparações sem sentido e imagina-se que tudo começou do zero no primeiro dia do governo Lula.”

Leia a íntegra na seção Feira Livre.

04/03/2013

às 14:51 \ Feira Livre

‘Sem disfarce nem miopia’, por Fernando Henrique Cardoso

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE DOMINGO

"Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a História é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa"

"Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a História é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa"

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

As forças governistas, depois de precipitarem a campanha eleitoral, voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para a frente? As conjunturas mudam. O que é possível fazer numa dada fase muitas vezes não pode ser feito em outra; políticas podem e devem ser aperfeiçoadas.

Porém, na lógica infantil prevalecente, em lugar de se perguntar o que mudou no País em cada governo, em que direção e com qual velocidade, fazem-se comparações sem sentido e imagina-se que tudo começou do zero no primeiro dia do governo Lula. Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a História é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa. Nada de novo sob o sol: é só lembrar dos museus soviéticos que borravam nas fotos os rostos dos ex-companheiros caídos em desgraça…

O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar para a frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas.

Quanto ao futuro, o governo está demonstrando miopia estratégica.

Depois de quatro anos iniciais de consolidação da herança bendita, a política econômica teve de reagir ao violento impacto da crise de 2007/2008. Foi necessário, sem demora, expandir o gasto público, desonerar setores produtivos, ampliar o crédito por intermédio dos bancos públicos, etc.

Em situações extraordinárias, medidas extraordinárias. Mas o cachimbo foi entortando a boca: a discricionariedade governamental tornou-se a regra desde então.

Com isso, a credibilidade do Banco Central foi posta em xeque, a transparência das contas públicas também. Cresceram as dúvidas sobre a inflação futura e sobre o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.

Não há que exagerar na crítica: por ora, o trem não descarrilou.

Mas as balizas que asseguraram crescimento com estabilidade – câmbio flutuante, metas inflacionárias e responsabilidade fiscal -, mesmo ainda em pé, se tornam cada vez mais referências longínquas. A máquina governamental está enguiçada, como o próprio governo sente, e sua incapacidade para consertá-la é preocupante. Os expedientes utilizados até agora com o propósito de acelerar o crescimento deram em quase nada (o pibinho).

Na ânsia de acelerar a economia, o governo beijou a cruz e apelou para as concessões (portos, aeroportos, estradas) e mesmo privatizações (de partes da distribuição energética). Mas a viseira ideológica, o hábito de se fecharem pequenos grupos, a precariedade gerencial não permitem dar efetividade a decisões que ferem o coração de suas crenças arcaicas.

Enquanto a China puxar as exportações de matérias-primas e de alimentos, tudo se vai arranjando.

Mesmo assim, a produção industrial torna-se menos competitiva e perde importância relativa no processo produtivo.

A balança comercial já deixou de ser folgada, mas com o financiamento estrangeiro as contas vão fechando.

No curto prazo, tudo bem. Em prazo mais longo, volta a preocupar o fantasma da “vulnerabilidade externa”.

Já se veem no horizonte sinais de retomada na economia mundial.

Não me refiro a uma incerta recuperação do emprego e do equilíbrio fiscal, este em alguns países da Europa, aquele nos Estados Unidos. Refiro-me ao que Schumpeter salientava para explicar a natureza do crescimento econômico, uma onda de inovações.

Provavelmente serão os Estados Unidos que capitanearão a nova investida capitalista mundial. O gás de xisto e os novos métodos de extração de petróleo tornarão aquele país a grande potência energética. Junto com ele, Canadá, México, Argentina e Brasil podem ter um lugar ao sol. De ser isso verdade, uma nova geopolítica se desenha, com, por um lado, um polo chinês-asiático e outro americano.

Isso num contexto político e cultural que não aceita hegemonias, no qual, portanto, a multiplicidade de polos e subpolos requer uma nova institucionalidade global.

Diante disso, como ficará o Brasil: pendendo para a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), de inspiração chavista? À margem da nova aliança atlântica proposta pelos Estados Unidos que, por agora, contempla apenas a América do Norte e a Europa? Iremos fortalecer nossos laços como mundo árabe longínquo, ou este terminará por se aconchegar na dupla formada pela China e pela Índia, ambos países carentes de energia? E como nos situaremos na dinâmica da nova fase do capitalismo global? Ao que eu saiba, ela continuará dependendo do aumento contínuo de produtividade para assegurar as bases do bem-estar social (que não será decorrência automática disso, mas de políticas adequadas). Como, então, querer acelerar o crescimento utilizando truques e maquiagens,do tipo subsídios tópicos, exceções de impostos setoriais, salvamento de empresas via hospital BNDES ou Caixa Econômica? Quando o PSDB fez o Plano Real, percebeu as oportunidades que se abriam para o Brasil com a globalização, desde que ajustássemos a economia e iniciássemos políticas de inclusão social. Na época o PT não entendeu do que se tratava.

Queria dar o calote da dívida externa e sustentava o inadequado programa Fome Zero, que jamais saiu do papel. Foram as bolsas que o PSDB introduziu que salvara mo PT quando este, tardiamente, se deu conta de que era melhor fazer uma política de transferência direta de rendas. Em geral, aferrou-se à ideia de que a globalização seria uma ideologia – o neoliberalismo -, e não a maneira contemporânea de organizar a produção com base em novas tecnologias e novas normas.

Não estará o PT repetindo o equívoco, com uma leitura míope do mundo e distorcida do papel do Estado? A resposta cabe ao governo.

Ao PSDB cumpre oferecer a sua visão alternativa e um programa contemporâneo que amplie as possibilidades de realização pessoal e coletiva dos brasileiros.

Sem esquecer o passado, mas com os olhos no futuro.

28/02/2013

às 18:33 \ Sanatório Geral

Lula inocenta FHC

“O que FHC fez a Dilma para merecer gratidão?”

Lula, confirmando que Fernando Henrique Cardoso não teve nada a ver com a instalação de um poste no gabinete presidencial, nem pode ser responsabilizado pelo que o poste vem fazendo há mais de dois anos.

28/02/2013

às 16:08 \ Sanatório Geral

Revelação histórica

“Ela não poderia cuspir porque quando assumimos em 2003 faltava até prato.”

Rui Falcão, presidente do PT, ao desmentir que “Dilma cospe no prato que comeu”‘, conforme afirmou FHC, garantindo que, durante o tremendo banquete do mensalão, que só acabou em junho de 2005, o partido usou as mãos em vez de talheres para engolir aquilo tudo.

27/02/2013

às 21:54 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: ‘Parla, Lula! Parla!’

REYNALDO ROCHA

A culpa é de FHC! Lula seria a obra-prima de Fernando Henrique Cardoso? E este uma nova encarnação de Michelangelo?

Lula é o “Moisés” esculpido pelo gênio de Caprese. Conta a história que ao término de Moisés, Michelangelo, impressionado com o que havia realizado, exclamou: PARLA!

Só FHC consegue que Lula fale. O silêncio de quase 100 dias sobre o que exigimos saber é mais uma bofetada na cidadania. Não se trata de segredos de alcovas ou, quem sabe, 50 tons de marrom. Trata-se de perguntas simples que precisam de respostas do mesmo teor.

Rosemary Noronha foi escolhida a partir de quais qualificações? Como assessora internacional,, domina quantos idiomas? É formada em exatamente o quê? Há quanto tempo assessora Lula? Por que tinha passaporte diplomático? Por que acompanhou Lula em viagens ao exterior? Onde se hospedava? Lula autorizou Rose a falar em nome dele? Lula apoiava as tratativas corruptas da amante? Recebia algo por estes favores da dileta assessora? Rose estava autorizada a se apresentar como namorada do co-presidente? Nenhum dos ameaçados pelos pedidos de Rose procurou Lula (ou alguém com acesso ao ex-presidente) para relatar a chantagem ameaçadora? Lula nunca soube dos irmãos Metralhas, cuja indicação bancou, ou da ligação da dupla com Rose? Nunca soube do aumento patrimonial da amante?

Após quase 100 dias, Lula falou! Sobre FHC! É só o que sabe falar.

Um “Móises” que se revolta com o Michelangelo que o criou. A criação se revoltando contra o criador. O mármore que se sabe pedra. Que só tem a forma que tem, pelo gênio que o moldou.

É preciso matar o criador para existir como criatura. Não se trata de mera inveja patológica. Trata-se de sobrevivência. Igualmente doentia.

É sintomático que Lula peça (ou ordene) que FHC se cale. Faz parte do delírio. Que solicita o silêncio do outro para garantir o próprio discurso. Quer que o criador fique mudo para conseguir atenção.

Não se preocupa sequer com a imbecilidade de exigir de terceiro o que se recusa a fazer: calar-se. Mesmo que um alerte e exponha verdades. E a estátua repita mentiras que só visam destruir o motivo da infelicidade existencial que o perturba.

Lula fala. Sobre FHC. E sobre tudo. Exceto quando o “não sabia” é ineficaz. Ou risível.

É tão evidente a obsessão psicótica de Lula em relação ao criador que não se importa com outras críticas: de Eduardo Campos, de Ciro Gomes, da imprensa e de milhões de brasileiros. Estes são desprezados. Não merecem respostas. Porém, em relação a FHC, é imediata a resposta espumando ódio pela baba que escorre da boca.

Se FHC ousar dizer que Lula já não tem barba, será ferozmente atacado em represália. Se o Brasil disser que Lula tem uma amante que foi paga com nosso dinheiro e usou do cargo (e cama) para ser uma corrupta na antessala da presidência, ouviremos o silêncio.

Parla, Lula! Parla!

Quem sabe se FHC perguntar algo sobre Rose ─ o que cobramos há mais de três meses! ─ Lula atenda à ordem do criador. E fale. Mesmo que diga ─ quem sabe? ─ que Rose é uma agente da direita raivosa infiltrada pelos tucanos na cama do Imperador de Garanhuns.

Lula pediu para FHC se calar. O Brasil decente exige que Lula fale.

É uma diferença imensa. Que demonstra o mesmo: o caráter de quem nascendo para ser cópia, jamais conseguirá ser original.

Parla! Sem precisar que seu criador ordene.

27/02/2013

às 14:58 \ Sanatório Geral

Herança bandalha

“O Lula encontrou o Brasil com FMI, a dívida do país num patamar dos mais elevados da nossa história e o patrimônio do país reduzido a um terço, com a farra privatista que o FHC fez. Se a herança que ele diz é essa, me perdoe”.

Cid Gomes, governador do Ceará pelo PSB, que vai legar ao sucessor uma herança que inclui a viagem de jatinho da sogra paga com dinheiro público, o show de Ivete Sangalo que torrou R$ 650 mil, a inauguração de hospitais cujas marquises desabam na semana seguinte e três diplomas de Vassalo do Ano, fora o resto.

27/02/2013

às 13:07 \ Sanatório Geral

Professor de economia

“O PSDB atrasou o desenvolvimento do país em muitos anos, Fernando Henrique endividou demais o país, vendeu boa parte do patrimônio brasileiro, deixou a maior dívida pública da história e inflação alta”.

Cid Gomes, governador do Ceará pelo PSB, explicando que, se o governo FHC copiasse a fórmula inventada pelo estadista de Sobral, todos os brasileiros teriam dinheiro de sobra para mandar a sogra passear de jatinho na Europa e contratar Ivete Sangalo por R$ 650 mil animar a inauguração de hospitais cujas marquises desabam na semana seguinte.

18/02/2013

às 17:43 \ Feira Livre

A oposição em debate: Reynaldo Rocha responde à carta de Aloysio Nunes Ferreira

No texto abaixo, nosso Reynaldo-BH responde à carta do senador Aloysio Nunes Ferreira, publicada no Direto ao Ponto. (AN)

Prezado Senador Aloysio Nunes Ferreira.

Antes de tudo, obrigado por sua atenção. Nunca tivemos neste espaço uma resposta às inquietações e aos anseios dos comentaristas.

Sua biografia ─ em contraposição às folhas corridas de tantos outros ─ me faz sempre tê-lo como exemplo. Sem elogios fáceis. Não é minha praia. Mas me permito esclarecer alguns temas mencionados em sua carta exemplarmente elegante.

A sensação de que não há oposição formal no Brasil infelizmente transitou em julgado. E não por decurso de prazo, mas por inação de quem deveria ser um permanente advogado de nossa dignidade. O desânimo nas ruas é mais intenso do que a voz rouca invocada por Ulysses Guimarães.

Por ser o maior partido de oposição, o PSDB tem maior responsabilidade histórica. Deveria (como o senhor faz, diga-se de passagem) defender o legado de FHC e a mudança que provocou nos rumos do Brasil.

Quantas vezes se ouviu ─ de modo claro e límpido ─ a defesa do governo que mudou o Brasil? O lulopetismo quer refazer a história. Mente. Distorce. Corrompe. O que o PSDB faz? Desculpe-me, senador, mas a sensação é a de que não faz nada. Ou quase nada.

Há uma oposição? Sim: nas redes sociais e nos blogs. O senhor certamente sabe que os acessos (e leituras) registrados pelos blogs de Augusto Nunes, Ricardo Setti, Lauro Jardim e Reinaldo Azevedo somam mais de 10 milhões de visitas/mês! Um número surpreendente em um país cujo povo é acusado ─ outra visão transitada em julgado ─ de não se interessar pelo próprio destino. Não é verdade.

Por aqui combatemos DIARIAMENTE os lulopetistas que querem a volta da censura, os artigos vomitados por José Dirceu, as platitudes idiotizadas de Dilma. Chamamos delinquentes pelo nome, exigimos decência, apontamos os erros imensos da política econômica (roubaram a cartilha de FHC e não conseguiram sequer entender o que estava escrito!). Não temos bandidos de estimação.

Agradeço ─ sem ironia ─ os seus votos (e do PSDB) em matérias importantes. Mas isto basta?

Nesta segunda-feira, ouvi seu pronunciamento na tribuna do Senado sobre a Petrobrás. Excelente. Destaco uma frase: “Um desastre deste tamanho não é obra individual. É coletiva!”. É fundamental que um senador registre essas verdades. Mas será suficiente?

O Poder Judiciário teria cumprido o desejo do Brasil ao julgar os mensaleiros sem que houvesse uma pressão popular intensa?

O que debatemos nos blogs isentos e independentes foi compartilhado pelas oposições? Até onde nossa revolta foi ecoada? Em qual intensidade?

Os exemplos são incontáveis. Fiquemos na CPI da Delta. Foi abortada em nome de quê? Houve algum acordo?

O senhor tem cumprido os compromissos que assumiu. Mas não pode ─ nem deve ─ falar pelos outros. Não condiz com a biografia de quem respeita e defende a ética. As oposições continuam muito distantes do Brasil real. Infelizmente.

Verei o link, embora acompanhe sua atuação permanentemente. Estamos do mesmo lado da cerca, tenho certeza. Mas alguns têm voz. Outros, alguns espaços. Saibamos aproveitaer o que temos.

Abraços cordiais.

 

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