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FHC

20/02/2014

às 22:46 \ Opinião

‘Nêumanne: Para onde íamos e aonde chegamos’, um artigo de Deonísio da Silva

DEONÍSIO DA SILVA

A demissão do jornalista e escritor José Nêumanne Pinto do SBT convoca-nos a um momento de reflexão muito pertinente.

Talvez tenha sido um passo decisivo no rumo de uma aliança que tem tudo para dar errado: a submissão ao poder de uma fatia relevante da mídia.

Quem trabalha na mídia, ou a ela comparece eventualmente com artigos esporádicos, pode atestar o que digo: semana sim, semana também, vinham telefonemas, mensagens, dossiês, recortes, excertos de áudios e vídeos, enfim um catatau convidando os destinatários a ajudar os remetentes de tão graves denúncias, repercutindo-as.

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15/12/2013

às 8:42 \ Baú de Presidentes

O acorde dissonante

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Artigo de Augusto Nunes publicado na edição impressa de VEJA

O sociólogo convertido em político aos 48 anos tinha tudo para dar errado como candidato a qualquer coisa. Tal suspeita vira certeza com a leitura das revelações de Fernando Henrique Cardoso no livro escrito em parceria com o jornalista americano Brian Winter. A versão em português de O improvável Presidente do Brasil justifica o título com a exposição de traços de temperamento, marcas de nascença, heranças genéticas e outras particularidades que, se favoreceram a trajetória vitoriosa do professor admirado em muitos sotaques, pareciam condenar ao fiasco o político aprendiz. E reafirma que a chegada de FHC ao Palácio do Planalto em 1994 foi muito mais surpreendente que o triunfo de Lula ou sua substituição por Dilma Rousseff.

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01/09/2013

às 14:38 \ Feira Livre

‘Falando francamente’, um texto de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Não é preciso muita imaginação, nem entrar em pormenores, para nos darmos conta de que atravessamos uma fase difícil no Brasil. Mas comecemos pelo plano internacional.

Os acontecimentos abrem cada vez maiores espaços para a afirmação de influências regionais significativas. O próprio “imbróglio” no Oriente Médio, do qual os Estados Unidos saem com cada vez menos influência na região, aumenta a capacidade de atuação das monarquias do Golfo, que têm dinheiro e querem preservar seu autoritarismo, assim como a do Irã, que lhes faz contraponto. A luta entre wahabitas, xiitas e sunitas está por trás de quase tudo. E a Turquia, por sua vez, encontra brechas para disputar hegemonias.

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31/07/2013

às 3:33 \ Sanatório Geral

Paixão recolhida

“Sabe em quantos anos o Fernando Henrique não cumpriu a meta? Em três dos quatro anos dele”.

Dilma Rousseff, na entrevista a Mônica Bergamo, publicada pela Folha deste domingo, revelando que tem deixado a inflação fora da meta só para mostrar que é parecida com FHC.

16/07/2013

às 17:19 \ Feira Livre

Reynaldo BH: O lulopetismo quer transferir para os médicos a responsabilidade sobre a própria incompetência

REYNALDO ROCHA

Na economia, era a “herança maldita” de FHC que durou 10 anos. Ao fim dos quais, a inflação voltou, a Petrobras quebrou, o BNDES tenta explicar o que fez com o dinheiro público, os dividendos são pagos ao governo antecipadamente em uma tentativa desesperada (o poço secou!) de apresentar saldos nas contas oficiais, os ministérios são 39, existem 508.000 cargos comissionados (sem concursos) nos municípios, mais de 1.000.000 nos governos federal e estaduais, um descontrole sobre o câmbio, uma desconfiança internacional consolidada, enfim, a herança não era lá tão “maldita”. Um cenário velho e bolorento.

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01/07/2013

às 17:49 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: enciumado com a entrada de FHC na Academia Brasileira de Letras, qual é o título do livro que Lula está escrevendo para virar imortal?

27/06/2013

às 18:03 \ Vídeos: Entrevista

FHC conversa com Ricardo Setti e Augusto Nunes sobre a revolta da rua: “O discurso oficial não condiz com a vida cotidiana”

Enquanto a presidente Dilma Rousseff improvisa saídas e o co-presidente Lula cancela aparições públicas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reflete sobre as manifestações de protesto que se espalham pelo país. No fim da manhã de sexta-feira, depois de ter concedido entrevistas a jornalistas da Colômbia e dos Estados Unidos interessados em explicações para a crise brasileira, FHC conversou com Ricardo Setti e Augusto Nunes, do site de Veja.

Nesta primeira das três partes da entrevista, o ex-presidente compara as manifestações de hoje com insurreições que testemunhou aqui e no exterior. Para FHC, o que acontece no país tem semelhança com a rebelião ocorrida na França maio de 1968. “Enquanto no Chile se dizia ‘abaixo o imperialismo’, na França o discurso era o do ‘é proibido proibir”, conta o sociólogo que era professor na Universidade de Nanterre, justamente o epicentro da revolta.

“Existe uma contradição entre o discurso oficial e a vida cotidiana”, observa. “O ‘nunca antes neste país’ não condiz com o transporte, a saúde e a segurança pública de péssima qualidade”.

Segundo o entrevistado está mais do que na hora de o governo admitir seus erros, como no caso da Copa do Mundo. “O legado da Copa não existe”, diz. “Só os estádios, muitos construídos com empréstimos públicos”.

FHC arrisca uma previsão. “Não resta dúvida de que sobrará para o governo”.

 

Assista aqui a segunda e a terceira parte da entrevista.

04/06/2013

às 18:20 \ Direto ao Ponto

FHC e Aécio foram aprovados no teste do Maracanã. Lula e Dilma sumiram de novo

Uma foto publicada nesta terça-feira na coluna do Ancelmo Gois mostra Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves aguardando o começo do jogo de domingo no Maracanã. Ambos dispensaram esquemas de segurança e cuidados especiais para assistir à partida que terminou em empate. Tanto na chegada quanto na saída, torcedores anônimos saudaram efusivamente o ex-presidente da República e o presidente do PSDB, que não viram nem ouviram uma única manifestação de hostilidade. Tudo somado, FHC e Aécio foram aprovados com distinção num teste de popularidade muito mais confiável, rigoroso e transparente do que pesquisas encomendadas a comerciantes de estatísticas.

Com a vaia que engoliu na abertura do Pan-2007 ainda ecoando na memória, Lula preferiu passar o domingo contando vantagem no Peru. A inflação em alta e o pibinho em baixa recomendaram a Dilma Rousseff que ficasse em Brasília, pensando nas promessas que faria no dia seguinte em Natal e tentando botar na cabeça que o Rio Grande do Norte não é o Rio Grande do Sul. O padrinho e a afilhada se gabam de meia em meia hora de terem parido a Copa de 2014. Mas nenhum deles tem coragem de dar as caras no templo do futebol. Para gente que só cria coragem diante de plateias amestradas, o teste do Maracanã é muito perigoso.

18/04/2013

às 21:16 \ Direto ao Ponto

Dilma confessa: ‘A inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo’

Em junho de 2011, provavelmente surpreendida por um surto de sinceridade, Dilma Rousseff aproveitou o aniversário de Fernando Henrique Cardoso para finalmente admitir, já na abertura da carta entregue ao ex-presidente pelo então ministro Nelson Jobim, que foi o destinatário quem acabou com a inflação selvagem no Brasil.

“Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear”, reconheceu a remetente. “O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”. Sublinhem o trecho: um plano duradouro de saída da hiperinflação. (Podem chamá-lo de Plano Real que ele atende.)

Dois anos depois, como atesta o vídeo, Dilma completou o serviço no meio da discurseira em Belo Horizonte. Talvez tenha ocorrido um segundo surto de sinceridade. Talvez outra pane no neurônio solitário tenha desviado para o caminho da verdade a mentira em gestação. O importante é que a chefe de governo disse o que ficou faltando na carta enviada a FHC: “A inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”.

De pleno acordo. Junto com o padrinho, a afilhada tem feito o possível para libertar o monstro que FHC aprisionou. Quem acaba de dizer isso é Dilma Rousseff.

12/04/2013

às 11:49 \ Feira Livre

‘A falta que nos faz uma boa direita’, um artigo de Carlos Alberto Sardenberg

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Vou falar francamente: uma Thatcher, hoje, seria perfeita para o Brasil. Mas uma Thatcher em grande estilo: líder de partido, ganhando eleições com uma agenda liberal. Seria bom até para modernizar a cultura esquerdista amplamente dominante no país. Isso aconteceu na Inglaterra e, nos 80 e 90, em boa parte do mundo, inclusive no Brasil. Precisava acontecer de novo.

A longa administração conservadora de Margaret Thatcher fez o trabalho, digamos, sujo de demitir funcionários excedentes, cortar gastos públicos, controlar o poder dos sindicatos de empresas estatais (e depois privatizá-las), além de desregulamentar a economia, reformar a legislação trabalhista e reduzir a pesada burocracia do Estado.

Depois de um início custoso, com greves e desemprego em alta, funcionou. Com investimentos privados, o país voltou a crescer e gerar emprego e renda. Não por acaso, Thatcher ganhou três eleições seguidas.

Quando veio o desgaste até normal da administração conservadora, o serviço principal estava feito, a quebra do imenso, custoso e já ineficiente Estado do Bem-Estar. Aí veio Tony Blair com a suave conversa do “Novo trabalhismo”: retomada dos investimentos públicos em educação, saúde e segurança, mas em uma economia livre, aberta e competitiva.

Os eleitores foram trocando, conforme a ocasião. Elegeram o Partido Trabalhista no pós-guerra, que instalou o Estado do Bem-Estar, depois fartaram-se dos excessos desse modelo, que estatizava tudo de grande que via pela frente, como disse Churchill, e finalmente entregaram o poder para Thatcher desmontar tudo. E aí devolveram o governo à esquerda, mas uma esquerda reeducada.

Já entre nós, quando o eleitorado comprou a ideia de que era preciso desmontar o Estado excessivo e abrir a economia, porque só produzíamos carroças protegidas, acabou elegendo Fernando Collor, cuja agenda correta para o momento não resistiu ao caixa de PC. E terminou que a agenda liberal caiu no colo de Fernando Henrique.

FHC não liderou um movimento dentro de seu partido e junto aos aliados para construir uma agenda comum de reformas. Para dizer francamente, pelo menos no começo, foi tudo no vai da valsa. As trapalhadas seguidas de Itamar Franco acabaram jogando o Ministério da Fazenda no colo de FHC. Aí valeram a sabedoria e aguda percepção política do professor, que definiu logo o inimigo imediato ─ a superinflação – e escalou a equipe certa para atacá-lo.

Então, foi na sequência: para consolidar o combate à inflação, era preciso controlar o déficit das contas públicas, para o que eram necessárias as reformas, incluídas as privatizações. A agenda liberal se impôs no calor dos acontecimentos.

Daí as dificuldades de implementação. Não foi como na Inglaterra, com propostas bem definidas.. Aqui, FHC, vindo da esquerda, eleito com base nas novíssimas notas de um real, precisou construir essa agenda momento a momento. Excetuada a equipe econômica, quase ninguém entre seus colaboradores e seguidores estava preparado para a missão. Tratava-se de uma elite intelectual criada nas ideias socialistas e social-democratas, que viu ruir o Muro de Berlim e alcançou o poder em um mundo em que só existia capitalismo ─ e numa fase de liberalismo à americana ou “thatcherista”.

Além dessa turma, havia os velhos políticos, todos acostumados a viver em torno do Estado, fonte de nomeações, privilégios e bons negócios. Visto assim, a gente até se espanta de ver quanto o governo FHC avançou na agenda modernizadora.

Mas, é claro, não terminou o serviço. E parte desse serviço, eis outra peça do destino, ficou para o governo Lula. É a origem de nossos problemas atuais, o eleitorado se cansou de uma agenda liberal antes que ela tivesse sido completada. E elegeu um governo propondo mudar tudo para a esquerda, mas topando com os entraves causados justamente pela não conclusão da agenda liberal.

Daí o Lula do primeiro mandato. Manteve as bases macroeconômicas de FHC e ainda avançou em reformas micro claramente liberais e pró-negócios, sem reestatizações. De certo modo, os dois governos acabaram bem parecidos: construir alianças a meio do caminho para implementar reformas difíceis.

Depois, mais seguro, Lula parou com as reformas e começou a voltar para a agenda da velha esquerda estatizante, movimento agora claramente tomado pela presidente Dilma ─ e com os velhos políticos Estado-dependentes.

Tudo considerado, eis o que sempre nos faltou: uma boa direita, moderna, capaz de ganhar uma eleição com uma agenda liberal e implementá-la rigorosamente. E depois abrir espaço para uma boa esquerda, também moderna, que se eleja para fazer o seu serviço, que é gastar com educação, saúde e segurança. Mas gastar com eficiência e sem atrapalhar a economia privada.

 

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