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FHC

27/07/2015

às 20:19 \ Sanatório Geral

A pauta é outra

“Em todos os países democráticos é natural que ex-presidentes conversem e, muitas vezes, que sejam chamados pelos presidentes em exercício. Essa é uma prática comum nos Estados Unidos, por exemplo”.

Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, sobre os pedidos de socorro enviados a FHC por Lula e Dilma, fingindo ignorar que os ex-presidentes americanos são chamados à Casa Branca para tratar de assuntos de Estado, não de casos de polícia.

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26/07/2015

às 15:47 \ Opinião

Valentina de Botas: A nação espera que a oposição oficial assimile a lição de FHC

VALENTINA DE BOTAS

A FHC só restava ser ele mesmo, como ao jeca só restou ser o lula que é. Lula se negou a apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral; deputado constituinte, comandou o PT no voto contra a Constituição “burguesa” de 1988, o registro – prolixo e imperfeito, mas legítima expressão da sociedade brasileira quanto ao que ela queria ser quando crescesse – do renascimento de uma nação depois de parto tão difícil, da ressuscitação da democracia que ainda não havia passado da primeira infância em 100 anos de república; desdenhou do apoio de Covas contra Collor.

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24/07/2015

às 19:21 \ Direto ao Ponto

FHC precisa ensinar a Lula que homens honrados não têm nada a conversar com quem só sabe falar a linguagem da infâmia

Lula anunciou no começo do mês a descoberta da fórmula que garantiria à detentora do recorde mundial de rejeição a reconquista do título de campeã brasileira de popularidade: bastaria abandonar por uns tempos o local do emprego e sair por aí tapeando plateias que amam vendedores de fumaça. “Ela conviveu muito tempo comigo e sabe que, nas horas difíceis, nas horas mais difíceis, não tem outra alternativa a não ser encostar a cabeça no ombro do povo”, pontificou o doutor honoris causa em bravata & bazófia. “É preciso conversar com ele, explicar quais são as dificuldades e quais são as perspectivas”.

Para sorte da afilhada, nem o padrinho onisciente sabe onde fica essa parte da nação: se Dilma conseguisse encostar a cabeça no ombro do mundaréu de indignados, vaias e panelaços nunca antes ouvidos neste país produziriam estragos de bom tamanho no aparelho auditivo presidencial. Prudentemente, o neurônio solitário só se aproximou de plateias que aplaudem até acessos de tosse.  Nem por isso escapou de afundar mais alguns metros na pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes. A mulher que não diz coisa com coisa talvez adiasse o afogamento se não tivesse dito tanta coisa de assustar doido de pedra.

Entre outros prodígios, saudou a conquista da mandioca, ordenou à homenageada que comungasse com o milho, descobriu a mulher sapiens, inventou o etanol que dá em planta, pintou de verde e amarelo o combustível brasileiríssimo, virou mais uma vez a página do Petrolão que a Operação Lava Jato ainda está escrevendo e enxergou na roubalheira da Petrobras a versão 2015 da Inconfidência Mineira, fora o resto. A bula do remédio receitado por Lula decerto omitiu a lista de efeitos colaterais. Um deles deixa com cara de suplente de vereador presidentes da República reeleitos seis meses antes.

O formidável fiasco não desativou a fábrica de ideias de jerico, revelou a Folha nesta quarta-feira. Acuado pela enxurrada de más notícias procedentes de Curitiba, Lula resolveu transformar Fernando Henrique Cardoso na corda que vai resgatá-lo do buraco negro em que se meteu. Sempre sinuoso, valeu-se de emissários para saber se FHC toparia um encontro clandestino. Gente que mente só se sente à vontade em conversas a dois: a ausência de testemunhas permite a divulgação de versões sem qualquer compromisso com a verdade.

É o que faria o camelô de empreiteira se o alvo do truque não tivesse desmontado a armadilha com um email publicado pela Folha: “O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se quiser discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público”. Os acólitos juram que o chefe da seita estendeu a mão ao inimigo por amor à pátria. Quer ajuda para manter Dilma no emprego. Papo de 171. Lula só pensa em Lula. O que pretende é salvar-se a si próprio — e prorrogar a sobrevida do sonho de voltar ao gabinete presidencial.

O que FHC precisa ouvir é a voz do país que presta. Não se tira para uma valsa quem só sabe dançar quadrilha. E o sentimento da honra não foi revogado pela era da canalhice. Desde 2003, quando acusou o antecessor de ter-lhe repassado uma “herança maldita”, o grande farsante não parou de atribuir ao homem que o derrotou duas vezes (ambas no primeiro turno) todos os males do Brasil. Primo da inveja, o ressentimento nunca passa. Há dois meses, o governante que jamais leu um livro atribuiu ao sociólogo brilhante até a paternidade do escândalo nascido e criado na cabeça baldia do chefão do bando gerenciado por José Dirceu.

“Quem criou o Mensalão foi o governo do FHC, quando estabeleceu a reeleição no país”, fantasiou em 12 de maio o São Jorge de bordel. A invencionice cafajeste foi reprisada uma semana depois: “Se o FHC quisesse falar de corrupção, ele precisaria contar para este país a história de sua reeleição”, reincidiu o palanque ambulante em 20 de maio. “Eu espero que, com a mesma postura com que ele foi agredir o PT ontem à noite na TV, ele diga ─  se não quiser dizer para mim não tem problema, eu sei como foi. Senta na frente do seu neto e conta pra ele”. Caso sobrasse tempo, o avô também deveria confessar que quebrou três vezes o Brasil.

Por que Lula e Dilma querem agora ouvir o que pensa o Grande Satã? Por que o maior dos governantes desde Tomé de Souza anda mendigando encontros com o ex-presidente que o obrigou a reconstruir a nação em frangalhos? Porque sempre que se vê em apuros o espertalhão de ópera-bufa faz qualquer negócio para safar-se da enrascada. Até vender a mãe em suaves prestações e entregá-la em domicílio. Ou fingir que não liga o nome à pessoa quando alguém pergunta se conhece Rosemary Noronha.

Por Ruth Cardoso e por milhões de vítimas da grande farsa, por tudo isso e muito mais, Fernando Henrique tem o dever de ensinar a Lula que gente honrada não desperdiça palavras com quem só sabe falar a linguagem da infâmia.

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03/06/2015

às 14:08 \ Direto ao Ponto

Haddad só conseguirá escapar da vaia se aparecer no teatro disfarçado de FHC

Testemunhei quatro vezes a cena reprisada a cada aparição de Fernando Henrique Cardoso num teatro. Alertada pelo zumzum que anuncia a chegada de gente incomum, a plateia se junta primeiro no movimento de rotação do pescoço e, depois de feito o reconhecimento, na salva de palmas endereçada ao ex-presidente. Não é pouca coisa.

Insultado há mais de 12 anos pela seita que o responsabiliza por todos os males passados, presentes e futuros do Brasil, FHC circula por lugares públicos com a tranquilidade de quem não tem motivos para temer o povo ─ e a segurança de quem vive atravessando a pé o Viaduto do Chá, sozinho, sem saber o que é uma chicotada sonora. Nessas caminhadas, é invariavelmente afagado por saudações e agradecimentos sublinhados por sorrisos.

Justificadamente cauteloso, o prefeito Fernando Haddad se mantém longe das ruas desde o começo do mandato. Neste domingo, o maníaco da faixa descobriu que convém guardar distância de quaisquer aglomerações humanas não amestradas. Ele decerto não sabia disso ao aparecer no Theatro Net para assistir a Chaplin, o Musical em companhia do seu secretário de Educação, Gabriel Chalita. Entrou sem ser notado, e já estava de saída quando um dos atores teve a má idéia de louvar a presença da dupla de espectadores ilustres.

A tempestade de apupos confirmou que Haddad é páreo para Dilma Rousseff em qualquer torneio de impopularidade. E a reação do alvo principal do protesto reiterou  que vaia faz mal à cabeça. Grogue com o som da fúria, o ex-ministro da Educação trocou o português pelo dilmês castiço e derrapou no besteirol. “Acho que quando você mistura público com o privado em relação a pessoas eleitas e democráticas, que têm uma trajetória democrática, é uma confusão que me lembra o pior da tradição política”, delirou o vaiado na entrevista à revista Vice.

O palavrório sugere que duas entidades convivem num mesmo Fernando Haddad. A primeira ocupa o cargo de prefeito e, nos dias úteis, piora a metrópole com o que faz ou pensa entre o começo da manhã e o fim da tarde. Esse Haddad está a salvo de vaias porque só deixa o bunker protegido por agentes de segurança, passa o tempo cercado de áulicos e só discursa para domesticados.

A segunda entidade se materializa nos fins de semana, dias santos e feriados. Esse Haddad não admite ser vaiado porque nada tem a ver com o outro. É apenas um cidadão que faz questão de frequentar teatros sem sobressaltos. Os indignados que aguardem calados a eleição de 2016. Ou solicitem uma audiência aos responsáveis pela agenda e esperem sentados a hora de dizer, olho no olho, o que pensam do pior prefeito da história de São Paulo.

O problema é que a paciência do país que presta acabou. Se quiser ver alguma peça teatral, Haddad precisará disfarçar-se de FHC.

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01/06/2015

às 16:54 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!’

VALENTINA DE BOTAS

Otimista, eu? Não me levem a mal, mas sou meu texto, com equívocos sinceros e acertos, se os há, pequenos perante a dúvida, esta placa de procura-se em que ele – meu texto – se configura nas alamedas ensolaradas desta coluna. Meu querido Oliver vê uma divisão entre os indignados – os que enxergamos um país sob o cadáver do lulopetismo ainda morno, acusados de otimistas; e os presumíveis pessimistas que veem um país perdido no rastro de miséria que o finado deixou.

Celebro a morte do jeca, do lulopetismo, do projeto deles de poder perene. Há menos de um ano, ela era uma obviedade que nem mesmo os profetas mais otimistas anunciavam e o jeca, deleitado na reeleição da presidente de ignorância enciclopédica, estava atravessado de luz como um santo de vitral. Mas há uma maneira pela qual esse pesadelo alcança uma sobrevida: quando igualamos tucanos e lulopetistas. Esse é um dos desejos podres da súcia. Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!

Apregoar que um bando disfarçado de partido pôde perpetrar o assalto inédito na história contra o Estado porque o outro partido – eficiente como gestor e ineficaz como oposição – abriu o portão abranda a face anômala do PT e empresta ao PSDB um gangsterismo ausente entre os tantos defeitos dos tucanos. Não dá. Ao contrário do PT, o PSDB não tem a gramática do ódio como afeto político, a mentira como cultura de subsistência, a libido totalitária, a incompetência como sopro, a delinquência como essência, e a súcia, seja lá quem a antecedesse no poder, esbulharia o país e depredaria o estado de direito democrático como tem feito.

Não fosse a era tucana na administração de FHC, a súcia teria sido ainda mais forte em dentes e músculos. Cintila, sob o monturo de sucata e além do rastro de miséria que o lulopetismo deixa, um país decente. Somos nós – otimistas, pessimistas ou nada disso, mas todos indignados, resistentes, cintilando, fartos desse monturo. Quem haverá de negar que existimos? Que existe esperança para a esperança e políticos honrados ainda, inclusive desse PSDB de desencontro marcado com a nação que resiste?

Claro que as mazelas somente serão saneadas no longo prazo e que o problema do longo prazo é que ele é longo. Mas ele está se escoando. Esse é meu otimismo como ele é. Não me levem a mal.

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12/05/2015

às 23:45 \ História em Imagens

Enquanto isso, em Nova York…

Serra, Aécio e Tasso desertaram do Senado para homenagear FHC

Com ou sem o apoio da oposição oficial, com ou sem Luiz Fachin no Supremo, com ou sem deserções de senadores do PSDB, a verdade essencial permanece: milhões de brasileiros decentes resistiram anos a fio à ofensiva da seita liberticida, romperam o cerco, tornaram-se amplamente majoritários, passaram ao ataque e estão perto de ganhar a briga de vez. Isso é o que importa.

Só embarca no Titanic horas depois do choque com o iceberg, como fez Álvaro Dias, quem ignora que o lulopetismo é um cadáver em decomposição. Só celebra no exterior a rendição sem luta quem não consegue entender que o governo Dilma, devastado pela corrupção e pela incompetência, acabou sem ter começado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o único que tinha o direito de aparecer na foto. Ele não tinha motivos para estar no Congresso. Não tem mandato parlamentar nem é dirigente do PSDB. A data da entrega do prêmio que recebeu em Nova York foi marcada bem antes da escolha do dia da sabatina de Luiz Fachin.

Os companheiros de mesa, todos senadores, é que ficam mal no retrato. José Serra e Tasso Jereissati foram eleitos para opor-se aos desmandos, excessos e bandidagens do lulopetismo. Deveriam ficar por aqui e vocalizar a indignação dos milhões de resistentes. E cumpre a Aécio Neves liderar o maior partido de oposição.

Eles não sabem o que estão perdendo. Muito menos o que vão perder. Nem desconfiam, por exemplo, que quando aparecerem para a festa da vitória serão convidados a comemorá-la num bailão da CUT em São Bernardo.

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05/05/2015

às 15:03 \ Direto ao Ponto

As agressões a FHC comprovam que Tom Jobim tinha razão: o Brasil é muito longe

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Quem conhece a saga republicana sabe que a ascensão ao poder de um ex-operário metalúrgico só restabeleceu a rotina da anormalidade que vigora, com curtíssimos intervalos, desde o fim do governo Juscelino Kubitschek, constatou um trecho do post publicado em 19 de dezembro de 2010. Na galeria dos retratos dos presidentes, prosseguiu o texto reproduzido na seção Vale Reprise, Lula está à vontade ao lado dos vizinhos de parede. Sente-se em casa. A discurseira delirante e ininterrupta está em perfeita afinação com a ópera do absurdo. O acorde dissonante é Fernando Henrique Cardoso.

Lula confirma a regra. FHC é a exceção. O migrante nordestino que chegou à Presidência sem escalas em bancos escolares tem tudo a ver com o país dos 14 milhões de analfabetos, dos 50 milhões que não compreendem o que acabaram de ler nem conseguem somar dois mais dois, da imensidão de miseráveis embrutecidos pela ignorância endêmica e condenados a uma vida não vivida. Esse mundo é indulgente com intuitivos que falam sem parar sobre assuntos que desconhecem. E é hostil a quem pensa e age com lucidez.

Passados mais de quatro anos, o post continua lastimavelmente atual. FHC ainda é acusado, por exemplo, de ter impedido a queda de Lula em agosto de 2005, no clímax do escândalo do mensalão. Os acusadores fingem ignorar que faltavam condições políticas para a aprovação do pedido de impeachment. E esquecem deliberadamente que a decisão de evitar a colisão frontal com o presidente não foi imposta por Fernando Henrique, mas endossada por unanimidade pela oposição. Se houve erro, portanto, erraram todos.

FHC é frequentemente responsabilizado até pela vitória de Lula em 2002. Conversa fiada. O candidato do PT venceu porque teve mais votos que o adversário José Serra. Foi eleito pelos brasileiros, não pela sigla que está para o SuperMacunaíma como a kriptonita para o Super-Homem. O candidato do PSDB perdeu também por se negar a divulgar o extraordinário legado do presidente em fim de mandato. Serra achou que perderia votos se ampliasse as aparições no horário eleitoral do estadista que venceu a inflação com o Plano Real e modernizou o país com o desencadeamento do processo de privatização.

Com tantos corruptos em liberdade, homens de bem atacam o criador da Lei de Responsabilidade Fiscal. Com tantos cretinos no poder, integrantes da oposição real desperdiçam adjetivos cruéis com um cérebro singularmente brilhante. Com tantos lulas e dilmas por aí, combatentes alistados na resistência democrática teimam em gastar chumbo com Fernando Henrique Cardoso. Tom Jobim tinha razão: o Brasil é muito longe.

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20/03/2015

às 16:45 \ Opinião

Valentina de Botas: Como o resto da choldra, Marcelo Heitor só deve ter vergonha de perder uma eleição

VALENTINA DE BOTAS

A matérias sobre Marcelo Heitor, em tudo límpida, cede todo o espaço para a indignação de qualquer pessoa minimamente decente. Que sujeito asqueroso no seu desprezo pela realidade dos mais pobres que sofrem no país piorado pela súcia que ele integra. Marcelo Heitor encarna do modo mais asqueroso a tal elite branca acusada pelo esquerdismo troncho da cambada.

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11/03/2015

às 17:32 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘A nação que presta vai ela mesma buscar as flores’

De que adianta afastar Dilma? Ah, essas sensações das existências múltiplas das coisas, se pudéssemos ao menos aproximá-las e dá-lhes (às coisas) alguma unidade ou sentido para que o caríssimo FHC compreendesse que a questão não é se adianta ou não afastar Dilma. Se bem que, de minha parte, anseio pelo maior afastamento possível dessa escória. “Mrs.Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores”. Com a frase trivial, Virginia Woolf abre o delicado e melancólico “Mrs. Dalloway” de 1925. Parece que foi ontem e foi mesmo, pois é um livro que se eterniza demonstrando que o heroico e o trágico podem ter a mesma força nas existências das coisas, pessoas e tal. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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25/02/2015

às 22:06 \ Opinião

Oliver: Não vê quem é idiota

VLADY OLIVER

Gostaria de tecer uma pequena colcha com os retalhos que podemos ler por aqui mesmo e que abundam no território da blogosfera:

Empreiteiros reclamam que o governo aproveita o Petrolão para não pagar ninguém, apostando na desordem institucional.

Ministros tentam melar o Petrolão na surdina. Ninguém sabe ao certo até agora quem são os políticos envolvidos na lambança, embora os capitalistões continuem presos preventivamente, obrigados a evacuar em reuniões constrangedoras, na frente uns dos outros.

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