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FHC

23/06/2014

às 11:37 \ Direto ao Ponto

No vídeo, o ex-presidente que odeia doutores e livros confessa: ‘Eu sou muito preguiçoso. É uma questão de hábito’

Atualizado às 11h30

O almoço que precedeu a convenção nacional do PT deve ter sido bastante animado, sugere a frase em que Lula acusou a imprensa independente de fazer o que anda fazendo o orador há 40 anos: “A mídia golpeia, falseia, manipula, distorce, censura e suprime fatos”. O palanque ambulante quis caricaturar jornalistas que insistem em ver as coisas como as coisas são. Acabou desenhando um autorretrato.

E a sobremesa foi longe, informa o trecho da discurseira em que Lula reincidiu na celebração da ignorância. “Esse país foi a vida inteira governado por doutores, engenheiros e intelectuais, mas eu não vou citar nomes porque ele vai pensar que eu estou falando dele”, recitou. (“Ele”, claro, é FHC, que está para Lula como a kriptonita para o Super-Homem). “Por que, então, essa gente não resolveu o problema da educação no Brasil?”

Se não resolveram o problema por inteiro, os presidentes que sabiam ler e escrever ao menos evitaram que a rede de ensino público se transformasse na imensa usina de analfabetos funcionais inaugurada pelos inventores do Brasil Maravilha. E nenhum deles precisou fantasiar-se de doutor honoris causa para esconder o cérebro baldio, filho da vadiagem intelectual confessada por Lula no vídeo de 31 segundos.

Numa noite de 1981, intrigado com meia dúzia de citações declamadas pelo entrevistado do programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, o teatrólogo Flávio Rangel resolveu desvendar o enigma. “Você não está estudando nada? Você sente necessidade de estudar?”, pergunta Rangel ao líder metalúrgico que no ano anterior fundara o PT.

Daqui a muitas décadas, quando este estranho início de século for apenas um asterisco nos livros de História do Brasil, multidões de visitantes continuarão a aglomerar-se diante do vídeo exposto no Museu da Era da Mediocridade, assombrados com o que diz um futuro presidente da República.

A resposta se compõe de cinco frases. Nas quatro primeiras, Lula sucumbe a um surto de sinceridade:

“Primeiro, eu acho que eu sou muito preguiçoso. Até pra ler eu sou preguiçoso. Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler. Pelo hábito, isso é questão de hábito. Tem companheiro que passa um dia lendo um livro. Eu não consigo”.

A confissão do preguiçoso sem cura é interrompida pela quinta e última frase, que denuncia um feroz inimigo da verdade:

Eu tô com um livro pra ler, aquele, “1964, A Conquista do Estado”, e faz três meses que eu tô na página 300″.

A cara de quem está contando outra mentira confirma que, se é que abrira o livro, não havia chegado a 300 linhas. Passados mais de 30 anos, Lula não lê nem 30 palavras.

15/05/2014

às 23:26 \ Sanatório Geral

A kriptonita do Superlula

“A verdadeira disputa não é entre Dilma e Lula. A verdadeira disputa é se continua Lula e Dilma ou volta FHC”.

Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil, provando que nenhum petista jamais esquecerá as duas derrotas no primeiro turno.

10/05/2014

às 12:13 \ Opinião

‘O Brasil está com ódio de si mesmo’, de Arnaldo Jabor

Publicado no Estadão

ARNALDO JABOR

O Brasil está irreconhecível. Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos. Há uma mutação histórica em andamento. Não é uma fase transitória; nos últimos 12 anos, os donos do poder estão a criar um sinistro “espírito do tempo” que talvez seja irreversível. A velha “esquerda” sempre foi um sarapatel de populismo, getulismo tardio, leninismo de galinheiro e agora um desenvolvimentismo fora de época. A velha “direita”, o atraso feudal de nossos patrimonialistas, sempre loteou o Estado pelos interesses oligárquicos.

A chegada do PT ao governo reuniu em frente única os dois desvios: a aliança das oligarquias com o patrimonialismo do Estado petista. Foi o pior cenário para o retrocesso a que assistimos.

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20/02/2014

às 22:46 \ Opinião

‘Nêumanne: Para onde íamos e aonde chegamos’, um artigo de Deonísio da Silva

DEONÍSIO DA SILVA

A demissão do jornalista e escritor José Nêumanne Pinto do SBT convoca-nos a um momento de reflexão muito pertinente.

Talvez tenha sido um passo decisivo no rumo de uma aliança que tem tudo para dar errado: a submissão ao poder de uma fatia relevante da mídia.

Quem trabalha na mídia, ou a ela comparece eventualmente com artigos esporádicos, pode atestar o que digo: semana sim, semana também, vinham telefonemas, mensagens, dossiês, recortes, excertos de áudios e vídeos, enfim um catatau convidando os destinatários a ajudar os remetentes de tão graves denúncias, repercutindo-as.

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15/12/2013

às 8:42 \ Baú de Presidentes

O acorde dissonante

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Artigo de Augusto Nunes publicado na edição impressa de VEJA

O sociólogo convertido em político aos 48 anos tinha tudo para dar errado como candidato a qualquer coisa. Tal suspeita vira certeza com a leitura das revelações de Fernando Henrique Cardoso no livro escrito em parceria com o jornalista americano Brian Winter. A versão em português de O improvável Presidente do Brasil justifica o título com a exposição de traços de temperamento, marcas de nascença, heranças genéticas e outras particularidades que, se favoreceram a trajetória vitoriosa do professor admirado em muitos sotaques, pareciam condenar ao fiasco o político aprendiz. E reafirma que a chegada de FHC ao Palácio do Planalto em 1994 foi muito mais surpreendente que o triunfo de Lula ou sua substituição por Dilma Rousseff.

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01/09/2013

às 14:38 \ Feira Livre

‘Falando francamente’, um texto de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Não é preciso muita imaginação, nem entrar em pormenores, para nos darmos conta de que atravessamos uma fase difícil no Brasil. Mas comecemos pelo plano internacional.

Os acontecimentos abrem cada vez maiores espaços para a afirmação de influências regionais significativas. O próprio “imbróglio” no Oriente Médio, do qual os Estados Unidos saem com cada vez menos influência na região, aumenta a capacidade de atuação das monarquias do Golfo, que têm dinheiro e querem preservar seu autoritarismo, assim como a do Irã, que lhes faz contraponto. A luta entre wahabitas, xiitas e sunitas está por trás de quase tudo. E a Turquia, por sua vez, encontra brechas para disputar hegemonias.

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31/07/2013

às 3:33 \ Sanatório Geral

Paixão recolhida

“Sabe em quantos anos o Fernando Henrique não cumpriu a meta? Em três dos quatro anos dele”.

Dilma Rousseff, na entrevista a Mônica Bergamo, publicada pela Folha deste domingo, revelando que tem deixado a inflação fora da meta só para mostrar que é parecida com FHC.

16/07/2013

às 17:19 \ Feira Livre

Reynaldo BH: O lulopetismo quer transferir para os médicos a responsabilidade sobre a própria incompetência

REYNALDO ROCHA

Na economia, era a “herança maldita” de FHC que durou 10 anos. Ao fim dos quais, a inflação voltou, a Petrobras quebrou, o BNDES tenta explicar o que fez com o dinheiro público, os dividendos são pagos ao governo antecipadamente em uma tentativa desesperada (o poço secou!) de apresentar saldos nas contas oficiais, os ministérios são 39, existem 508.000 cargos comissionados (sem concursos) nos municípios, mais de 1.000.000 nos governos federal e estaduais, um descontrole sobre o câmbio, uma desconfiança internacional consolidada, enfim, a herança não era lá tão “maldita”. Um cenário velho e bolorento.

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01/07/2013

às 17:49 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: enciumado com a entrada de FHC na Academia Brasileira de Letras, qual é o título do livro que Lula está escrevendo para virar imortal?

27/06/2013

às 18:03 \ Vídeos: Entrevista

FHC conversa com Ricardo Setti e Augusto Nunes sobre a revolta da rua: “O discurso oficial não condiz com a vida cotidiana”

Enquanto a presidente Dilma Rousseff improvisa saídas e o co-presidente Lula cancela aparições públicas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reflete sobre as manifestações de protesto que se espalham pelo país. No fim da manhã de sexta-feira, depois de ter concedido entrevistas a jornalistas da Colômbia e dos Estados Unidos interessados em explicações para a crise brasileira, FHC conversou com Ricardo Setti e Augusto Nunes, do site de Veja.

Nesta primeira das três partes da entrevista, o ex-presidente compara as manifestações de hoje com insurreições que testemunhou aqui e no exterior. Para FHC, o que acontece no país tem semelhança com a rebelião ocorrida na França maio de 1968. “Enquanto no Chile se dizia ‘abaixo o imperialismo’, na França o discurso era o do ‘é proibido proibir”, conta o sociólogo que era professor na Universidade de Nanterre, justamente o epicentro da revolta.

“Existe uma contradição entre o discurso oficial e a vida cotidiana”, observa. “O ‘nunca antes neste país’ não condiz com o transporte, a saúde e a segurança pública de péssima qualidade”.

Segundo o entrevistado está mais do que na hora de o governo admitir seus erros, como no caso da Copa do Mundo. “O legado da Copa não existe”, diz. “Só os estádios, muitos construídos com empréstimos públicos”.

FHC arrisca uma previsão. “Não resta dúvida de que sobrará para o governo”.

 

Assista aqui a segunda e a terceira parte da entrevista.

 

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