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FHC

12/05/2015

às 23:45 \ História em Imagens

Enquanto isso, em Nova York…

Serra, Aécio e Tasso desertaram do Senado para homenagear FHC

Com ou sem o apoio da oposição oficial, com ou sem Luiz Fachin no Supremo, com ou sem deserções de senadores do PSDB, a verdade essencial permanece: milhões de brasileiros decentes resistiram anos a fio à ofensiva da seita liberticida, romperam o cerco, tornaram-se amplamente majoritários, passaram ao ataque e estão perto de ganhar a briga de vez. Isso é o que importa.

Só embarca no Titanic horas depois do choque com o iceberg, como fez Álvaro Dias, quem ignora que o lulopetismo é um cadáver em decomposição. Só celebra no exterior a rendição sem luta quem não consegue entender que o governo Dilma, devastado pela corrupção e pela incompetência, acabou sem ter começado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o único que tinha o direito de aparecer na foto. Ele não tinha motivos para estar no Congresso. Não tem mandato parlamentar nem é dirigente do PSDB. A data da entrega do prêmio que recebeu em Nova York foi marcada bem antes da escolha do dia da sabatina de Luiz Fachin.

Os companheiros de mesa, todos senadores, é que ficam mal no retrato. José Serra e Tasso Jereissati foram eleitos para opor-se aos desmandos, excessos e bandidagens do lulopetismo. Deveriam ficar por aqui e vocalizar a indignação dos milhões de resistentes. E cumpre a Aécio Neves liderar o maior partido de oposição.

Eles não sabem o que estão perdendo. Muito menos o que vão perder. Nem desconfiam, por exemplo, que quando aparecerem para a festa da vitória serão convidados a comemorá-la num bailão da CUT em São Bernardo.

05/05/2015

às 15:03 \ Direto ao Ponto

As agressões a FHC comprovam que Tom Jobim tinha razão: o Brasil é muito longe

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Quem conhece a saga republicana sabe que a ascensão ao poder de um ex-operário metalúrgico só restabeleceu a rotina da anormalidade que vigora, com curtíssimos intervalos, desde o fim do governo Juscelino Kubitschek, constatou um trecho do post publicado em 19 de dezembro de 2010. Na galeria dos retratos dos presidentes, prosseguiu o texto reproduzido na seção Vale Reprise, Lula está à vontade ao lado dos vizinhos de parede. Sente-se em casa. A discurseira delirante e ininterrupta está em perfeita afinação com a ópera do absurdo. O acorde dissonante é Fernando Henrique Cardoso.

Lula confirma a regra. FHC é a exceção. O migrante nordestino que chegou à Presidência sem escalas em bancos escolares tem tudo a ver com o país dos 14 milhões de analfabetos, dos 50 milhões que não compreendem o que acabaram de ler nem conseguem somar dois mais dois, da imensidão de miseráveis embrutecidos pela ignorância endêmica e condenados a uma vida não vivida. Esse mundo é indulgente com intuitivos que falam sem parar sobre assuntos que desconhecem. E é hostil a quem pensa e age com lucidez.

Passados mais de quatro anos, o post continua lastimavelmente atual. FHC ainda é acusado, por exemplo, de ter impedido a queda de Lula em agosto de 2005, no clímax do escândalo do mensalão. Os acusadores fingem ignorar que faltavam condições políticas para a aprovação do pedido de impeachment. E esquecem deliberadamente que a decisão de evitar a colisão frontal com o presidente não foi imposta por Fernando Henrique, mas endossada por unanimidade pela oposição. Se houve erro, portanto, erraram todos.

FHC é frequentemente responsabilizado até pela vitória de Lula em 2002. Conversa fiada. O candidato do PT venceu porque teve mais votos que o adversário José Serra. Foi eleito pelos brasileiros, não pela sigla que está para o SuperMacunaíma como a kriptonita para o Super-Homem. O candidato do PSDB perdeu também por se negar a divulgar o extraordinário legado do presidente em fim de mandato. Serra achou que perderia votos se ampliasse as aparições no horário eleitoral do estadista que venceu a inflação com o Plano Real e modernizou o país com o desencadeamento do processo de privatização.

Com tantos corruptos em liberdade, homens de bem atacam o criador da Lei de Responsabilidade Fiscal. Com tantos cretinos no poder, integrantes da oposição real desperdiçam adjetivos cruéis com um cérebro singularmente brilhante. Com tantos lulas e dilmas por aí, combatentes alistados na resistência democrática teimam em gastar chumbo com Fernando Henrique Cardoso. Tom Jobim tinha razão: o Brasil é muito longe.

20/03/2015

às 16:45 \ Opinião

Valentina de Botas: Como o resto da choldra, Marcelo Heitor só deve ter vergonha de perder uma eleição

VALENTINA DE BOTAS

A matérias sobre Marcelo Heitor, em tudo límpida, cede todo o espaço para a indignação de qualquer pessoa minimamente decente. Que sujeito asqueroso no seu desprezo pela realidade dos mais pobres que sofrem no país piorado pela súcia que ele integra. Marcelo Heitor encarna do modo mais asqueroso a tal elite branca acusada pelo esquerdismo troncho da cambada.

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11/03/2015

às 17:32 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘A nação que presta vai ela mesma buscar as flores’

De que adianta afastar Dilma? Ah, essas sensações das existências múltiplas das coisas, se pudéssemos ao menos aproximá-las e dá-lhes (às coisas) alguma unidade ou sentido para que o caríssimo FHC compreendesse que a questão não é se adianta ou não afastar Dilma. Se bem que, de minha parte, anseio pelo maior afastamento possível dessa escória. “Mrs.Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores”. Com a frase trivial, Virginia Woolf abre o delicado e melancólico “Mrs. Dalloway” de 1925. Parece que foi ontem e foi mesmo, pois é um livro que se eterniza demonstrando que o heroico e o trágico podem ter a mesma força nas existências das coisas, pessoas e tal. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

25/02/2015

às 22:06 \ Opinião

Oliver: Não vê quem é idiota

VLADY OLIVER

Gostaria de tecer uma pequena colcha com os retalhos que podemos ler por aqui mesmo e que abundam no território da blogosfera:

Empreiteiros reclamam que o governo aproveita o Petrolão para não pagar ninguém, apostando na desordem institucional.

Ministros tentam melar o Petrolão na surdina. Ninguém sabe ao certo até agora quem são os políticos envolvidos na lambança, embora os capitalistões continuem presos preventivamente, obrigados a evacuar em reuniões constrangedoras, na frente uns dos outros.

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21/02/2015

às 18:16 \ Feira Livre

Cordel de Raimundo Cazé: ‘Três letras que incomodam o PT’

RAIMUNDO CAZÉ

Que nunca faltem três letras
Nas lamúrias do PT
Embora haja vinte e seis
Pra quem aprendeu a ler.
Refiro-me concretamente
A apenas três: FHC.

São três letras que abreviam
Fernando Henrique Cardoso.
É o pesadelo de Lula,
Um político mafioso
Que usa o adversário
No sofrimento e no gozo.

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20/02/2015

às 19:05 \ Direto ao Ponto

A conversa fiada de Dilma sobre o Petrolão avisa que, depois de 12 anos, chegou ao fim o estoque de tapeações e vigarices

A interrupção do surto de mudez não teria sido tão desastrosa se a presidente tentasse desviar milhões de olhares concentrados na roubalheira do Petrolão recorrendo a qualquer das seis ideias de jerico arroladas na enquete em curso na coluna. Caso anunciasse o início das obras da Transposição das Águas do Rio Amazonas, por exemplo, Dilma Rousseff poderia induzir ao menos a vanguarda do coro dos contentes a acreditar que a inventividade dos conselheiros Lula e João Santana ainda dá para o gasto.

Mesmo a promessa de construir 6 milhões de creches até 2018, para compensar as 6 mil que não inaugurou nos últimos quatro anos, pareceria mais verossímil que a mágica de picadeiro reapresentada no abjeto palavrório desta sexta-feira: culpar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelo escândalo do Petrolão. Para a faxineira que vive cercada de lixo, foi coisa de FHC a transformação da Petrobras numa usina de bandalheiras operada por quadrilheiros subordinados ao governo lulopetista.

Há dois dias, sob o título “Lula pariu a primeira ideia para adiar o desabamento do poste de terninho”, a charge do Alpino abaixo reproduzida mostrou o padrinho soprando aos ouvidos da afilhada a sugestão de 171: “Que tal a gente botar a culpa no governo anterior?” A bisonha tentativa de incluir o Petrolão na “herança maldita de FHC” transformou em profético um post que não pretendia ser mais que sarcástico.

Depois de 12 anos, o estoque de vigarices e tapeações chegou ao fim. Como sabem até os índios das tribos isoladas, os bebês de colo e os napoleões-de-hospício, o maior esquema corrupto de todos os tempos é uma realização instransferível de Lula e Dilma. Da produção à distribuição, do roteiro à escalação do elenco, da direção à maquiagem, da tabela de comissões e propinas ao recrutamento dos figurantes, tudo no Petrolão tem as digitais do PT e seus comparsas.

O mais ruinoso faroeste brasileiro será também um dos mais reveladores documentários sobre estes tempos estranhos. A devassa do Petrolão vai escancarando inexoravelmente os métodos de dominação aperfeiçoados pelo grande clube dos cafajestes que controla o país desde janeiro de 2003. Poucos são tão repulsivos quanto o que fez da corrupção institucionalizada um instrumento de eternização no poder federal.

A ilusionista de circo mambembe colidiu com as verdades expostas no site de VEJA, começando pelas vigorosas réplicas de FHC e do senador Aécio Neves. Dilma jamais perde a oportunidade de desferir pancadas na própria testa, mas desta vez os estragos passaram da conta. Ao amparar-se no depoimento de Pedro Barusco para atirar em alvos irreais, por exemplo, a bucaneira sem chumbo nem mira chancelou todas as revelações feitas pelo ex-gerente executivo da Petrobras. Tiro no pé é isso aí.

Barusco disse que, no fim do século passado, andou mordendo propinas. Mas “em benefício próprio”, ressalvou o depoente, não para financiar governantes, partidos ou candidatos. Isso aconteceu sistematicamente a partir de 2004. Entre outras safadezas colossais, Barusco confessou ter abastecido os cofres do PT com 200 milhões de dólares desviados da estatal. A fonte de Dilma embolsou algum dinheiro antes da Era Lulopetista. Mas só ficou podre de rico depois de ajudar a reduzir a Petrobras a um viveiro de ladrões abençoados por uma cabeça baldia e por um neurônio solitário.

Em cumplicidade com o diretor Renato Duque, afilhado de José Dirceu, e com João Vaccari, tsoureiro nacional do PT, Barusco montou e não parou mais de ampliar a ramificação criminosa que envolveu bandidos companheiros, gatunos da base alugada e larápios disfarçados de executivos ou empresários. Casos de corrupção existiram em todos os governos, e nenhum tipo de crime pode ficar impune. Que sejam castigados todos os corruptos, tanto por ações isoladas quanto por serviços de altíssima tonelagem ilegal encomendados pelos donos do Brasil a especialistas em negociatas bilionárias. Foi o que ocorreu em Pasadena quando Dilma fazia e desfazia na Petrobras, ou na refinaria Abreu e Lima, um genuíno filhote de Lula.

Tudo somado, o palavrório de Dilma serviu para atestar que os chefões do partido que virou bando se enfurnaram no que é mais que um beco sem saída. É a trilha que desemboca no penhasco.

 

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30/01/2015

às 18:48 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Se fosse privatizada por FHC, a Petrobras teria escapado da gatunagem lulopetista

28/01/2015

às 15:31 \ Opinião

Valentina de Botas: A linhagem de ministros da educação lulopetistas atesta o desprezo que o regime nefando dedica à nação

Tudo o que é lulopetismo desmancha no ar. A linhagem de ministros da educação é a evidência invencível do desconcertante desprezo que o regime nefando dedica à nação. Não começou tão ruim com Cristovam Buarque, um homem equivocado, mas íntegro, qualidade que culminou com sua demissão por telefone para dar lugar a Tarso Genro, afinal alguém tinha de assumir a pasta e Cesare Battisti ainda não precisava de um ministro da justiça só para si. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

12/11/2014

às 17:37 \ Sanatório Geral

Coisa do FHC

“Quem tinha um programa de 20 anos de poder eram o Sérgio Motta e o Fernando Henrique. Nós não tínhamos nem de quatro anos. E o povo nos deu 16 anos”.

Rui Falcão, presidente nacional do PT, explicando que também a permanência no poder da seita lulopetista faz parte da herança maldita de FHC.

 

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