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FHC

24/12/2015

às 14:10 \ Opinião

Carlos Alberto Sardenberg: Uma esquerda neoliberal

Publicado no Globo

Tem uma teoria, tipo conspiratória, que diz o seguinte: governantes de esquerda são mais adequados para fazer reformas ortodoxas, daquelas que mexem com direitos trabalhistas e sociais (Previdência, pensões, abonos etc.). » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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12/11/2015

às 21:20 \ Opinião

Oliver: Coke, please

VLADY OLIVER

Eu tive um amigo – um grande publicitário do passado – que afirmava que apenas dois tipos de produtos precisam de propaganda: os novos e os ruins. Evidente que uma Coca-Cola, por exemplo, anuncia até hoje porque quer parecer nova. Comunica-se como nova ao seu distinto público, também novo. Já o governo é o maior anunciante do Brasil. E não é novo. Nem renovado é. Só pode ser muito ruim.

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12/11/2015

às 15:52 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: O fracasso subiu à cabeça baldia de Lula

 

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo. Lula deixou de ser torneiro-mecânico em 1976 e nunca mais soube o que é viver do próprio salário. FHC escreve livros. Lula nunca leu nenhum e até agora só rabiscou quatro bilhetes com letra de Jardim da Infância.

FHC, um adversário civilizado derrotou duas vezes o inimigo boçal na disputa da Presidência, sempre no primeiro turno. FHC faz palestras. Lula faz comícios em que elogia o que finge ter feito. O palestrante é o disfarce do facilitador de negócios.

FHC fez o Plano Real, estabilizou a economia, instituiu a responsabilidade fiscal e consolidou a democracia. Lula inventou o Brasil maravilha, passou oito anos celebrando triunfos imaginários, inventou Dilma Rousseff e deixou uma herança maldita que ameaça o Estado de Direito.

FHC é um homem honrado. Lula está na mira da Operação Lava Jato. Mas acha que FHC quer ser um lula quando crescer. O fracasso subiu-lhe à cabeça baldia.

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08/11/2015

às 18:02 \ Sanatório Geral

Inveja compreensível

“Eu acho que ele tem um problema comigo, que é de soberba. FHC sofre com o meu sucesso”.

Lula, na entrevista ao SBT, revelando que o sonho de Fernando Henrique Cardoso sempre foi não aprender a ler nem escrever e ser camelô de empreiteira.

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03/11/2015

às 23:36 \ Sanatório Geral

Haja cinismo

“A expressão ‘Fora FHC’ era ‘fora a política econômica’”.

Ricardo Berzoini, ministro-chefe da Secretaria de Governo, explicando que em 1999 o PT só lutou pela deposição de FHC porque a Constituição não permite que se peça o impeachment do Plano Real.

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31/10/2015

às 7:52 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: Dois diários

Publicado na versão impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

No dia 3 de outubro de 1930, o chefe revolucionário Getúlio Vargas tomou de um caderno pequeno com capa de couro marrom, na qual estava escrito em ouro, no estilo dos velhos almanaques, “1928 ─ O Rio Grande do Sul em revista”, e escreveu:

“Se todas as pessoas anotassem diariamente num caderno seus juízos, pensamentos, motivos de ação e as principais ocorrências de que foram parte, muitos, a quem um destino singular impeliu, poderiam igualar as maravilhosas fantasias descritas nos livros de aventuras dos escritores da mais rica fantasia imaginativa. O aparente prosaísmo da vida real é bem mais interessante do que parece. Lembrei-me que, se anotasse diariamente, com lealdade e sinceridade, os fatos da minha vida como quem escreve para si mesmo, e não para o público, teria aí um largo repositório de fatos a examinar e uma lição contínua da experiência a consultar”.

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29/10/2015

às 16:22 \ Opinião

Valentina de Botas: Vai terminando em crônica policial o projeto que sustou o futuro

VALENTINA DE BOTAS

As torpezas em série da política externa e a comparação entre o Brasil de um estadista e o de um jeca continuado na criatura sulcam a farsa doentia, fazendo penetrar os traços do explícito: lulopetistas, bolivarianos em diferentes versões e respectivos aliados e agregados por conveniência ou afinidades exercem uma delinquência sem fronteiras, na contiguidade moral do território mental que lhes é comum, onde vigora o revés da civilização; o desenho de um país decente iniciado por FHC se transformou em sonhos borrados que, se nas eleições de 2014, não sabíamos se estavam indo ou vindo, a cada dia parecem mais nítidos nos horizontes ainda tristonhos.

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27/10/2015

às 15:20 \ Vídeos: Entrevista

O Roda Viva com FHC

No livro A Miséria da Política, lançado em setembro, Fernando Henrique Cardoso reuniu artigos escritos entre 2010 e 2015 que, somados, permitem compreender o que efetivamente é o lulopetista subordinado ao desgoverno lulopetista. Nesta quarta-feira, 28 de outubro, está chegando às livrarias o primeiro dos quatro volumes de Diários da Presidência, um fascinante baú de revelações sobre os bastidores do governo federal em 1995 e 1996.

Os fatos mais relevantes do passado recente, o conjunto de crises que afligem o país no presente e como sobreviver às ameaças do futuro foram alguns dos temas analisados por FHC no Roda Viva desta segunda-feira.

A bancada de entrevistadores foi composta por cinco jornalistas:  Eliane Cantanhêde (colunista do Estadão), João Gabriel de Lima (diretor de redação da Época), Ricardo Setti, Sérgio Dávila (editor-executivo da Folha) e Vera Magalhães (colunista de VEJA). Ilustrado por desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

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08/10/2015

às 10:15 \ História em Imagens

A Dilma do vídeo parecia ter mais juízo que a presidente especialista em pedaladas

Em outubro de 2007, durante a sabatina promovida pela Folha, um jornalista quis saber se Dilma Rousseff via alguma coisa merecedora de elogios no legado de Fernando Henrique Cardoso. A resposta atesta que a Dilma da Casa Civil era mais ajuizada, ou menos irresponsável, que a Dilma da Presidência.

A primeira não ia além de pedaladas em bicicletas. A segunda se transformou numa especialista em pedaladas fiscais ─ modalidade de esporte radical que ajuda a fechar buracos escavados por governos perdulários, mas expõe seus praticantes a situações de alto risco. Quem exagera pode até perder o emprego.

Se acompanhou a sessão do TCU, Dilma descobriu nesta quarta-feira que deveria ter ouvido com mais atenção o que disse a Dilma do vídeo.

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01/10/2015

às 2:40 \ Direto ao Ponto

José Dirceu endossa o impeachment: ‘Qualquer deputado pode pedir à Câmara a abertura de processo contra o presidente. Dizer que isso é golpe é falta de assunto’

ATUALIZADO ÀS 02h40

José Dirceu, em nome do PT e de aliados, entrega a Michel Temer, então presidente da Câmara, o pedido de impeachment contra Fernando Henrique Cardoso

25 de agosto de 1999: ao lado de Lula e Miguel Arraes, com o apoio do papagaio-de-pirata Agnelo Queiroz, da esforçada coajuvante Marina Silva (no canto esquerdo) e de vários figurantes, o deputado José Dirceu entrega ao presidente da Câmara, Michel Temer, o documento que propõe o impeachment de FHC

Presidente do PT, José Dirceu caprichou na pose de defensor da pátria em perigo ao tentar justificar o que acabara de fazer naquele 25 de agosto de 1999. “Qualquer deputado pode pedir à Mesa a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República”, declamou depois de entregar ao presidente da Câmara, Michel Temer, o documento que propunha o afastamento de Fernando Henrique Cardoso, reeleito dez meses antes. “Dizer que isso é golpe é falta de assunto”.

Se os celebrantes de missa negra acreditassem nos sermões que Lula lhes sopra, o PT de 2015 teria a obrigação de enxergar no PT de 1999 um bando de golpistas a serviço do capitalismo selvagem — e o PT do século 20 teria o dever de achar que o PT do século 21 sofre de falta de assunto. Mas vigaristas sem cura não perdem tempo com o que disseram, dizem ou dirão.

No vídeo abaixo, uma amostra da reação indignada de Dirceu ao arquivamento do pedido de impeachment, o comandante da tropa petista no Congresso afirma que FHC descumpriu promessas de campanhas, favoreceu esquemas corruptos, conduziu a economia a um beco sem saída e fez concessões absurdas ao PMDB, fora o resto. Quem ouve o samba do mineiro doido deduz que, em 1999, FHC era uma Dilma Rousseff em miniatura, com terno, gravata e cérebro.

Com a expressão colérica recomendada a quem repetia de meia em meia hora que o PT “não róba nem dexa robá”, o orador trata com igual ferocidade a gramática e o chefe de governo que considera incapaz de governar. A perda do cargo seria um castigo até brando para FHC, brada o pregador de cabaré. (Por tais critérios, que punição mereceria Dilma Rousseff além do impeachment? Duzentas chibatadas? A guilhotina?)

Passados 16 anos, o moralista amoral curte a segunda temporada na cadeia. Descobriu-se que o guerreiro do povo era o disfarce do corrupto onipresente. A herança bendita de FHC está em frangalhos. Por tudo isso e muito mais, o vídeo virou uma perturbadora relíquia histórica. É outra prova de que, durante longos anos, os bandidos do faroeste à brasileira assumiram o controle do lugar e fizeram o diabo sob os aplausos do rebanho na plateia.

Pena que o reincidente engaiolado não tenha tempo nem ânimo para comentar o que andou fazendo em 1999. Absorvido por uma guerra particular, o guerrilheiro de festim agora luta para safar-se da cadeia. Abre o bico apenas para conversar com vizinhos de cela ou com o advogado. E só pensa no impeachment do juiz Sérgio Moro.

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