Blogs e Colunistas

FHC

24/08/2015

às 0:14 \ Sanatório Geral

Fim de feira

“Esqueçamos o impeachment. A outra questão: renúncia. É intriga da oposição pedir para a presidenta renunciar. Qual significado isso tem?”

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, com cara de quem está procurando emprego.

Share

21/08/2015

às 14:35 \ Opinião

Editorial do Estadão: O fantástico mundo do PT

Publicado no Estadão

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem aprimorado sistematicamente a sua capacidade de construir uma realidade própria. Diante de fatos inequívocos – por exemplo, as graves denúncias de corrupção e as mais que evidentes provas de um governo inepto, que leva o país à garra –, o PT refugia-se num universo onírico, criado com o único e exclusivo intuito de se isentar de responsabilidade pela crise que assola o país e criar constrangimento a todo aquele que não dê anuência a seu projeto de poder.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

20/08/2015

às 18:13 \ Sanatório Geral

Miolo mole

“Quem é ele para sugerir que alguém peça desculpas ao país, ou que renuncie?”

Alexandre Padilha, instalado pelo Programa Desemprego Zero para a Companheirada na secretaria de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo, sobre a recomendação feita por Fernando Henrique Cardoso a Dilma Rousseff, confirmando que, depois do nocaute sofrido na eleição de 2014, não consegue sequer lembrar direito o que aconteceu nos últimos 500 anos.

Share

20/08/2015

às 15:00 \ Sanatório Geral

Coroinha de missa negra

“A fala dele revela uma pequenez política porque um ex-presidente deveria estar contribuindo para melhorar o país. Ele deveria mostrar uma postura de estadista mas está parecendo mais um chefe de torcida”.

Humberto Costa, líder do PT no Senado e vergonha de Pernambuco, usando a voz de coroinha de missa negra para aconselhar Fernando Henrique Cardoso a comportar-se com o patriotismo de Lula e a grandeza de Dilma Rousseff.

 

Share

27/07/2015

às 20:19 \ Sanatório Geral

A pauta é outra

“Em todos os países democráticos é natural que ex-presidentes conversem e, muitas vezes, que sejam chamados pelos presidentes em exercício. Essa é uma prática comum nos Estados Unidos, por exemplo”.

Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, sobre os pedidos de socorro enviados a FHC por Lula e Dilma, fingindo ignorar que os ex-presidentes americanos são chamados à Casa Branca para tratar de assuntos de Estado, não de casos de polícia.

Share

26/07/2015

às 15:47 \ Opinião

Valentina de Botas: A nação espera que a oposição oficial assimile a lição de FHC

VALENTINA DE BOTAS

A FHC só restava ser ele mesmo, como ao jeca só restou ser o lula que é. Lula se negou a apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral; deputado constituinte, comandou o PT no voto contra a Constituição “burguesa” de 1988, o registro – prolixo e imperfeito, mas legítima expressão da sociedade brasileira quanto ao que ela queria ser quando crescesse – do renascimento de uma nação depois de parto tão difícil, da ressuscitação da democracia que ainda não havia passado da primeira infância em 100 anos de república; desdenhou do apoio de Covas contra Collor.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

24/07/2015

às 19:21 \ Direto ao Ponto

FHC precisa ensinar a Lula que homens honrados não têm nada a conversar com quem só sabe falar a linguagem da infâmia

Lula anunciou no começo do mês a descoberta da fórmula que garantiria à detentora do recorde mundial de rejeição a reconquista do título de campeã brasileira de popularidade: bastaria abandonar por uns tempos o local do emprego e sair por aí tapeando plateias que amam vendedores de fumaça. “Ela conviveu muito tempo comigo e sabe que, nas horas difíceis, nas horas mais difíceis, não tem outra alternativa a não ser encostar a cabeça no ombro do povo”, pontificou o doutor honoris causa em bravata & bazófia. “É preciso conversar com ele, explicar quais são as dificuldades e quais são as perspectivas”.

Para sorte da afilhada, nem o padrinho onisciente sabe onde fica essa parte da nação: se Dilma conseguisse encostar a cabeça no ombro do mundaréu de indignados, vaias e panelaços nunca antes ouvidos neste país produziriam estragos de bom tamanho no aparelho auditivo presidencial. Prudentemente, o neurônio solitário só se aproximou de plateias que aplaudem até acessos de tosse.  Nem por isso escapou de afundar mais alguns metros na pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes. A mulher que não diz coisa com coisa talvez adiasse o afogamento se não tivesse dito tanta coisa de assustar doido de pedra.

Entre outros prodígios, saudou a conquista da mandioca, ordenou à homenageada que comungasse com o milho, descobriu a mulher sapiens, inventou o etanol que dá em planta, pintou de verde e amarelo o combustível brasileiríssimo, virou mais uma vez a página do Petrolão que a Operação Lava Jato ainda está escrevendo e enxergou na roubalheira da Petrobras a versão 2015 da Inconfidência Mineira, fora o resto. A bula do remédio receitado por Lula decerto omitiu a lista de efeitos colaterais. Um deles deixa com cara de suplente de vereador presidentes da República reeleitos seis meses antes.

O formidável fiasco não desativou a fábrica de ideias de jerico, revelou a Folha nesta quarta-feira. Acuado pela enxurrada de más notícias procedentes de Curitiba, Lula resolveu transformar Fernando Henrique Cardoso na corda que vai resgatá-lo do buraco negro em que se meteu. Sempre sinuoso, valeu-se de emissários para saber se FHC toparia um encontro clandestino. Gente que mente só se sente à vontade em conversas a dois: a ausência de testemunhas permite a divulgação de versões sem qualquer compromisso com a verdade.

É o que faria o camelô de empreiteira se o alvo do truque não tivesse desmontado a armadilha com um email publicado pela Folha: “O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se quiser discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público”. Os acólitos juram que o chefe da seita estendeu a mão ao inimigo por amor à pátria. Quer ajuda para manter Dilma no emprego. Papo de 171. Lula só pensa em Lula. O que pretende é salvar-se a si próprio — e prorrogar a sobrevida do sonho de voltar ao gabinete presidencial.

O que FHC precisa ouvir é a voz do país que presta. Não se tira para uma valsa quem só sabe dançar quadrilha. E o sentimento da honra não foi revogado pela era da canalhice. Desde 2003, quando acusou o antecessor de ter-lhe repassado uma “herança maldita”, o grande farsante não parou de atribuir ao homem que o derrotou duas vezes (ambas no primeiro turno) todos os males do Brasil. Primo da inveja, o ressentimento nunca passa. Há dois meses, o governante que jamais leu um livro atribuiu ao sociólogo brilhante até a paternidade do escândalo nascido e criado na cabeça baldia do chefão do bando gerenciado por José Dirceu.

“Quem criou o Mensalão foi o governo do FHC, quando estabeleceu a reeleição no país”, fantasiou em 12 de maio o São Jorge de bordel. A invencionice cafajeste foi reprisada uma semana depois: “Se o FHC quisesse falar de corrupção, ele precisaria contar para este país a história de sua reeleição”, reincidiu o palanque ambulante em 20 de maio. “Eu espero que, com a mesma postura com que ele foi agredir o PT ontem à noite na TV, ele diga ─  se não quiser dizer para mim não tem problema, eu sei como foi. Senta na frente do seu neto e conta pra ele”. Caso sobrasse tempo, o avô também deveria confessar que quebrou três vezes o Brasil.

Por que Lula e Dilma querem agora ouvir o que pensa o Grande Satã? Por que o maior dos governantes desde Tomé de Souza anda mendigando encontros com o ex-presidente que o obrigou a reconstruir a nação em frangalhos? Porque sempre que se vê em apuros o espertalhão de ópera-bufa faz qualquer negócio para safar-se da enrascada. Até vender a mãe em suaves prestações e entregá-la em domicílio. Ou fingir que não liga o nome à pessoa quando alguém pergunta se conhece Rosemary Noronha.

Por Ruth Cardoso e por milhões de vítimas da grande farsa, por tudo isso e muito mais, Fernando Henrique tem o dever de ensinar a Lula que gente honrada não desperdiça palavras com quem só sabe falar a linguagem da infâmia.

Share

03/06/2015

às 14:08 \ Direto ao Ponto

Haddad só conseguirá escapar da vaia se aparecer no teatro disfarçado de FHC

Testemunhei quatro vezes a cena reprisada a cada aparição de Fernando Henrique Cardoso num teatro. Alertada pelo zumzum que anuncia a chegada de gente incomum, a plateia se junta primeiro no movimento de rotação do pescoço e, depois de feito o reconhecimento, na salva de palmas endereçada ao ex-presidente. Não é pouca coisa.

Insultado há mais de 12 anos pela seita que o responsabiliza por todos os males passados, presentes e futuros do Brasil, FHC circula por lugares públicos com a tranquilidade de quem não tem motivos para temer o povo ─ e a segurança de quem vive atravessando a pé o Viaduto do Chá, sozinho, sem saber o que é uma chicotada sonora. Nessas caminhadas, é invariavelmente afagado por saudações e agradecimentos sublinhados por sorrisos.

Justificadamente cauteloso, o prefeito Fernando Haddad se mantém longe das ruas desde o começo do mandato. Neste domingo, o maníaco da faixa descobriu que convém guardar distância de quaisquer aglomerações humanas não amestradas. Ele decerto não sabia disso ao aparecer no Theatro Net para assistir a Chaplin, o Musical em companhia do seu secretário de Educação, Gabriel Chalita. Entrou sem ser notado, e já estava de saída quando um dos atores teve a má idéia de louvar a presença da dupla de espectadores ilustres.

A tempestade de apupos confirmou que Haddad é páreo para Dilma Rousseff em qualquer torneio de impopularidade. E a reação do alvo principal do protesto reiterou  que vaia faz mal à cabeça. Grogue com o som da fúria, o ex-ministro da Educação trocou o português pelo dilmês castiço e derrapou no besteirol. “Acho que quando você mistura público com o privado em relação a pessoas eleitas e democráticas, que têm uma trajetória democrática, é uma confusão que me lembra o pior da tradição política”, delirou o vaiado na entrevista à revista Vice.

O palavrório sugere que duas entidades convivem num mesmo Fernando Haddad. A primeira ocupa o cargo de prefeito e, nos dias úteis, piora a metrópole com o que faz ou pensa entre o começo da manhã e o fim da tarde. Esse Haddad está a salvo de vaias porque só deixa o bunker protegido por agentes de segurança, passa o tempo cercado de áulicos e só discursa para domesticados.

A segunda entidade se materializa nos fins de semana, dias santos e feriados. Esse Haddad não admite ser vaiado porque nada tem a ver com o outro. É apenas um cidadão que faz questão de frequentar teatros sem sobressaltos. Os indignados que aguardem calados a eleição de 2016. Ou solicitem uma audiência aos responsáveis pela agenda e esperem sentados a hora de dizer, olho no olho, o que pensam do pior prefeito da história de São Paulo.

O problema é que a paciência do país que presta acabou. Se quiser ver alguma peça teatral, Haddad precisará disfarçar-se de FHC.

Share

01/06/2015

às 16:54 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!’

VALENTINA DE BOTAS

Otimista, eu? Não me levem a mal, mas sou meu texto, com equívocos sinceros e acertos, se os há, pequenos perante a dúvida, esta placa de procura-se em que ele – meu texto – se configura nas alamedas ensolaradas desta coluna. Meu querido Oliver vê uma divisão entre os indignados – os que enxergamos um país sob o cadáver do lulopetismo ainda morno, acusados de otimistas; e os presumíveis pessimistas que veem um país perdido no rastro de miséria que o finado deixou.

Celebro a morte do jeca, do lulopetismo, do projeto deles de poder perene. Há menos de um ano, ela era uma obviedade que nem mesmo os profetas mais otimistas anunciavam e o jeca, deleitado na reeleição da presidente de ignorância enciclopédica, estava atravessado de luz como um santo de vitral. Mas há uma maneira pela qual esse pesadelo alcança uma sobrevida: quando igualamos tucanos e lulopetistas. Esse é um dos desejos podres da súcia. Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!

Apregoar que um bando disfarçado de partido pôde perpetrar o assalto inédito na história contra o Estado porque o outro partido – eficiente como gestor e ineficaz como oposição – abriu o portão abranda a face anômala do PT e empresta ao PSDB um gangsterismo ausente entre os tantos defeitos dos tucanos. Não dá. Ao contrário do PT, o PSDB não tem a gramática do ódio como afeto político, a mentira como cultura de subsistência, a libido totalitária, a incompetência como sopro, a delinquência como essência, e a súcia, seja lá quem a antecedesse no poder, esbulharia o país e depredaria o estado de direito democrático como tem feito.

Não fosse a era tucana na administração de FHC, a súcia teria sido ainda mais forte em dentes e músculos. Cintila, sob o monturo de sucata e além do rastro de miséria que o lulopetismo deixa, um país decente. Somos nós – otimistas, pessimistas ou nada disso, mas todos indignados, resistentes, cintilando, fartos desse monturo. Quem haverá de negar que existimos? Que existe esperança para a esperança e políticos honrados ainda, inclusive desse PSDB de desencontro marcado com a nação que resiste?

Claro que as mazelas somente serão saneadas no longo prazo e que o problema do longo prazo é que ele é longo. Mas ele está se escoando. Esse é meu otimismo como ele é. Não me levem a mal.

Share

12/05/2015

às 23:45 \ História em Imagens

Enquanto isso, em Nova York…

Serra, Aécio e Tasso desertaram do Senado para homenagear FHC

Com ou sem o apoio da oposição oficial, com ou sem Luiz Fachin no Supremo, com ou sem deserções de senadores do PSDB, a verdade essencial permanece: milhões de brasileiros decentes resistiram anos a fio à ofensiva da seita liberticida, romperam o cerco, tornaram-se amplamente majoritários, passaram ao ataque e estão perto de ganhar a briga de vez. Isso é o que importa.

Só embarca no Titanic horas depois do choque com o iceberg, como fez Álvaro Dias, quem ignora que o lulopetismo é um cadáver em decomposição. Só celebra no exterior a rendição sem luta quem não consegue entender que o governo Dilma, devastado pela corrupção e pela incompetência, acabou sem ter começado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o único que tinha o direito de aparecer na foto. Ele não tinha motivos para estar no Congresso. Não tem mandato parlamentar nem é dirigente do PSDB. A data da entrega do prêmio que recebeu em Nova York foi marcada bem antes da escolha do dia da sabatina de Luiz Fachin.

Os companheiros de mesa, todos senadores, é que ficam mal no retrato. José Serra e Tasso Jereissati foram eleitos para opor-se aos desmandos, excessos e bandidagens do lulopetismo. Deveriam ficar por aqui e vocalizar a indignação dos milhões de resistentes. E cumpre a Aécio Neves liderar o maior partido de oposição.

Eles não sabem o que estão perdendo. Muito menos o que vão perder. Nem desconfiam, por exemplo, que quando aparecerem para a festa da vitória serão convidados a comemorá-la num bailão da CUT em São Bernardo.

Share
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados