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famiglia

13/05/2011

às 13:02 \ Sanatório Geral

Madre sincera

“Se antigamente o homem emigrava por comida e espaço, hoje ele o faz por motivos políticos ou pelo desejo de melhores condições de vida”.

José Sarney, vulgo Madre Superiora, na coluna desta sexta-feira na Folha, sobre o fenômeno das migrações, confessando que baixou no Amapá para ampliar os domínios da capitania hereditária e melhorar ainda mais o vidaço da Famiglia.

15/04/2011

às 17:16 \ Direto ao Ponto

O encontro sigiloso dos comparsas

“Não autorizei as imagens!”, perturbou-se o presidente do Senado ao topar com o repórter e o fotógrafo do Estadão na porta do seu gabinete. “Foi um encontro para tratar de assuntos do interesse do tribunal”, perturbou-se também o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal quando o jornalista quis saber o tema da reunião. Por que tanta cautela em torno de uma audiência de rotina entre autoridades do Judiciário e do Legislativo? Porque a dupla pilhada em flagrante nesta quinta-freira não é formada por pessoas jurídicas. O encontro juntou mais uma vez os amigos, compadres e cúmplices José Sarney e Dácio Vieira. O chefe da Famiglia e o Juiz do Sarney.

O que andam tramando? Na mais branda das hipóteses, discutiram se devem ou não comemorar o segundo aniversário da censura imposta ao Estadão em 31 de julho de 2009 pelo desembargador Dácio Vieira. Pago pelos contribuintes para fazer justiça, nomeou-se censor da imprensa brasileira e proibiu o Estadão de divulgar informações sobre bandalheiras protagonizadas por Fernando Sarney. A violência acaba de completar 623 dias.

O advogado Dácio Vieira chegou ao tribunal pelo atalho do “quinto constitucional”, que levou um consultor jurídico do Senado ao emprego de desembargador (veja a seção Vale Reprise). Parceiro de Agaciel Maia e Renan Calheiros, percorreu a trilha desbastada pelo benfeitor José Sarney. Esses defeitos de fabricação explicam tanto a decisão temerária quanto o argumento atrevido que evocou para socorrer o protetor em apuros. Dácio alegou que são coisas privadas, e não assunto público, as obscenas conversas telefônicas que comprovam o desvio de dinheiro público para empresas privadas.

“Acho que está demorando demais”, balbuciou ao comentar a longevidade da infâmia. “Para mim, é um assunto encerrado”. Para a  resistência democrática, mal começou. E só terminará quando a liberdade de imprensa estiver definitivamente livre de ameaças e for revogada a impunidade dos delinquentes. Mesmo que sejam senadores. Mesmo que sejam juízes.

03/12/2010

às 19:57 \ História em Imagens

Se o repórter precisa de psiquiatra, o presidente merece um manicômio

O repórter Leonêncio Nossa, do Estadão, quis saber se a viagem de Lula ao Maranhão era um prova de gratidão ao apoio da oligarquia chefiada por José Sarney. Atormentada pelo calor, pelo iminente regresso a São Bernardo e pelo clima de fim de feira, a metamorfose ambulante incorporou o antigo brigão. Depois de ensinar ao jornalista que a pergunta é preconceituosa, Lula recomendou-lhe que buscasse tratamento psiquiátrico.

Revejam os três vídeos. Se a pergunta do repórter é caso para internação, o que Lula diz sobre a Famiglia Sarney deveria garantir ao presidente 30 anos de hospedagem num manicômio judiciário.

23/05/2010

às 20:20 \ Direto ao Ponto

O PT acabou no colo da elite golpista do Maranhão

Em 2005, quando o escândalo do mensalão implodiu o templo das vestais de araque, os brasileiros descobriram que os sacerdotes do PT enriqueciam em missas negras que juntavam ecumenicamente cardeais e coroinhas alugados em quaisquer partidos.  Passados cinco anos, informa a presente edição da revista VEJA, os velhos gigolôs do monopólio da ética vão além de comprar, alugar ou arrendar. Também são arrendados, alugados ou comprados, como anda ocorrendo no Maranhão.

Como a convenção regional do PT negou-se a ratificar o apoio à reeleição de Roseane Sarney, conforme Lula ordenara, a governadora resolveu apressar as coisas com os métodos aperfeiçoados pela famiglia em 50 anos de vilanias. Vários delegados municipais  já receberam de R$ 20 mil a R$ 40 mil para entenderem que o melhor para o Maranhão é a troca da aliança celebrada com o PCdoB, que lançou a candidatura do deputado Flávio Dino, pelo palanque da herdeira do Homem Incomum.

Pela qualidade da mercadoria, o preço parece excessivo. Mas tem cara de fim de feira. Além da bolada, os convertidos ganham um brinde que aplaca remorsos improváveis: a gratidão do chefe supremo, que prometeu ao amigo que chamava de ladrão facilitar as coisas para a filha em apuros. Alguns petistas maranhenses ainda consideram intragável tal parceria. Terão de achá-la saborosa ou mudar de partido.

A gritaria dos milicianos contra a direita reacionária, o capitalismo selvagem e a oligarquia exploradora não rima com a submissão a um clã que é tudo isso e muito mais. Mas sempre prevalece a vontade do cara que está em todas.  Em junho de 2005, Lula abençoou a compra de delinquentes aliados. Neste fim de maio, abençoa a venda de companheiros desfrutáveis.

Quando nasceu, há apenas 30 anos, a sigla pretendia ser moderna. Perdeu o viço ainda adolescente, envelheceu antes da idade adulta, perdeu a honra aos 25 anos, perdeu os militantes que sonhavam, virou um bando de milicianos, fez a opção pelo primitivismo e, acanalhada pelo Grande Pastor, hoje é uma seita condenada à morte.

Sempre berrando juras de amor aos ícones da esquerda psicótica, o PT, quem diria?, agoniza no colo da elite golpista do Maranhão.

22/12/2009

às 15:00 \ Direto ao Ponto

O recesso forçado da liberdade

O desembargador Dácio Vieira demorou alguns minutos para decidir que o empresário Fernando Sarney, filho do ex-patrão e eterno padrinho José Sarney, precisava de socorro. E proibiu o Estadão de publicar notícias que deixassem a Famiglia mal no retrato.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal demorou alguns minutos para decidir que o desembargador indicado por Madre Superiora era suspeito demais para julgar o caso. Demorou mais uma hora para decidir que a questão só poderia ser resolvida pelo Tribunal de Justiça da Capitania Hereditária do Maranhão.

O Supremo Tribunal Federal demorou uma tarde para decidir por, 6 votos a 3, que a censura prévia, embora expressamente proibida pela corte, não deve ser tão proibida assim. Além do mais, o direito à liberdade de expressão deveria ter sido reivindicado pela vítima com base em outros artigos, parágrafos ou incisos. E avalizou a afronta.

Fernando Sarney demorou uma troca de ideias com o pai para decidir que seria eleitoralmente arriscado virar o ano brindando à infâmia liberticida. E retirou a malandragem que mantém o Estadão em silêncio há 150 dias.

A Justiça vai demorar muito mais tempo para formalizar o fim da censura que nunca deveria ter existido e já não é reivindicada oficialmente por ninguém. O recesso do Judiciário está acima dessas miudezas e irrelevâncias. Os juízes precisam descansar.

Só no ano que vem o Tribunal de Justiça do Distrito Federal irá, primeiro, perguntar ao jornal se aceita livrar-se da mordaça e só depois decidir. No Brasil, o castigo não pode ser interrompido sem o consentimento do castigado.

É compreensível que a 1ª Conderência Nacional de Comunições tenha produzido toneladas de papelório inútil e nem sequer uma vírgula sobre a censura ao Estadão. É compreensível que o rebanho companheiro, até agora cúmplice por omissão, comece a endossar com balidos aprovadores o estupro da Constituição.

Os inimigos da liberdade já não enxergam motivos para constrangimentos ou inibições. Eles acham que está tudo dominado. Precisam saber que não.

25/07/2009

às 17:56 \ Sanatório Geral

Bom garoto

“Não houve ato ilícito nenhum na minha nomeação”.

Henrique Dias Bernardes, contratado pelo Senado por namorar a neta de José Sarney, mostrando que, mesmo separado de Bia, continua falando fluentemente o dialeto da famiglia maranhense.


 

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