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Erenice Guerra

18/07/2015

às 19:03 \ Sanatório Geral

Neurônio sentimental

“Do ponto de vista pessoal, do ponto de vista político, quero lhe dizer-lhe, Cristina, que você terá aqui no Brasil, uma amiga sempre pronta. Quero dizer-lhe, querida Cristina, que aqui no Brasil você terá uma amiga sempre pronta para recebê-la e para, juntas, compartilharmos, novamente, sistematicamente, nossos sonhos e nossas esperanças”.

Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, durante a 48ª Cúpula do Mercosul, anunciando que Cristina Kirchner é a mais forte candidata a sucessora de Erenice Guerra no posto de Maior Amiga da Presidenta.

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26/05/2015

às 16:43 \ Direto ao Ponto

O Ronaldinho da informática, o filho da Casa Civil e o Palocci amazonense abriram a porta da fortuna com a chave do sobrenome

O post reproduzido na seção Vale Reprise prova que, no Brasil, o caminho mais curto para a vida de milionário é frequentemente desmatado pela certidão de nascimento.

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01/05/2015

às 16:21 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: disfarçado de ‘consultor’, o irmão de Dilma embolsou uma bolada por serviços que nunca prestou

Depois de Erenice Guerra, a melhor amiga de Dilma, chegou a vez de Igor Rousseff: o único irmão da presidente acaba de virar caso de polícia. O caso, aliás, também reafirma que no Brasil lulopetista sobra piada pronta e falta cadeia. Igor mora em Passa Tempo, interior de Minas, e passa o tempo criando tilápias. Sem renunciar a essa vida mansa, Igor virou consultor e recebeu, entre junho de 2012 e março de 2013, 120 mil reais da Confederação Nacional dos Transportes, entidade irrigada por verbas federais. Mais: segundo investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, embolsou a bolada por serviços de consultoria que não prestou.

Um verso de T. S. Elliot diz que abril é o mais cruel dos meses. Dilma descobriu neste ano que o grande poeta está coberto de razão.

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05/02/2015

às 15:12 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete (ou sugira outra opção): Qual destas sumidades merece substituir Graça Foster na presidência da Petrobras?

Da esquerda para a direita: Agnelo Queiroz, Aloizio Mercadante, Edison Lobão, Eike Batista, Erenice Guerra, Ideli Salvatti, José Eduardo Dutra, João Santana, José Sarney e Renato Duque

Da esquerda para a direita: (em cima) Agnelo Queiroz, Aloizio Mercadante, Edison Lobão, Eike Batista e Erenice Guerra; (embaixo) Ideli Salvatti, José Eduardo Dutra, João Santana, José Sarney e Renato Duque

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17/11/2014

às 17:24 \ Direto ao Ponto

Mais um vídeo histórico: Lula promoveu Dilma, Erenice e Graça a heroínas da pátria só porque a trinca conversava durante a madrugada (e matava o turno da manhã)

Exumado pelo nosso comentarista Sharp Ramdom, o vídeo de 47 segundos será obrigatoriamente anexado aos autos da devassa de que a era lulopetista não escapará. Gravado em 2010, o documento de inestimável valor histórico mostra Lula enxergando heroínas a serviço da pátria em três mediocridades: Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Graça Foster. Segue-se a reprodução literal do palavrório:

“No Ministério de Minas e Energia, a Dilma montou uma… um cunjunto de pessoas, era ela, a Erenice e era a Graça, que hoje é presidente … ãããn … da política de gais, da diretoria de gais da Petrobrais. (Alguém sopra que Graça Foster está na plateia). Taí? Taqui a Graça, nossa grande companhera Graça. Num vou falá nada prucê não chorá, Graça. Mas essa… essas três mulheres… essas três mulheres, às vezes eu chegava nove hora no Palácio do Planalto, convidava a Dilma pruma reunião e recebia a notícia: ‘Presidente, a Dilma tá dormindo porque elas saíram às quatro e meia da manhã, cinco e meia da manhã’”.

Nada como um escândalo depois do outro. Em 2010, Erenice Guerra foi obrigada a cair fora do governo por ter virado caso de polícia: descobriu-se que a melhor amiga de Dilma chefiava simultaneamente a Casa Civil e uma quadrilha de larápios especializados em tráfico de influência. Há poucos meses, o desmonte do maior esquema de corrupção de todos os tempos provou que Graça Foster, no comando da Petrobras desde 2012, é incapaz de enxergar diferenças entre um grupo de executivos e um bando de gatunos.

É um defeito de fabricação que também afeta a visão da presidente que chama a companheira de “Graciosa”. Se não tivessem sequer desconfiado da ladroagem bilionária, seriam duas ineptas implorando por demissão. Como souberam de tudo faz tempo, foram comparsas e não merecem o os cargos que ocupam. Também deslocado para o olho do furacão que gerou, tampouco Lula deve sonhar com a volta ao Planalto. Nenhum país merece ser governado por quem enxerga um gênio da raça em qualquer figura que goste de conversar durante a madrugada (e matar o turno da manhã).

Ninguém sabe que ideias as três andaram trocando ─ se é que tinham ideias para trocar. O certo é que, se dormissem mais cedo, o Brasil teria economizado alguns bilhões de reais.

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07/05/2014

às 8:19 \ Opinião

‘Dilma paga o pato’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

O PT procura espetar na conta exclusiva da presidente Dilma Rousseff um débito que é coletivo. O que há de errado agora foi celebrado pelo partido (e por que não dizer, por boa parte dos aliados e dos setores beneficiados) como acerto, seja na política econômica à época em que ela qualificou como “rudimentar” uma proposta de ajuste de rumos do então ministro Antonio Palocci, seja no enfrentamento da base parlamentar baseada na fantasia da “faxina” ou na lenda da gestora mais espetacular da face da terra.

Enquanto tudo ia bem todos achavam que estava tudo certo. As deficiências de Dilma eram evidentes desde a época em que chefiava a Casa Civil. Basta lembrar suas maneiras desajeitadas na tentativa de enfrentar os episódios do dossiê com as despesas de Ruth Cardoso quando Fernando Henrique ocupava a Presidência e as denúncias envolvendo Erenice Guerra, seu braço direito no ministério.

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17/12/2013

às 15:33 \ Sanatório Geral

Cosa nostra (4)

“Não falo com a imprensa”.

Erenice Guerra, ex-chefe da Casa Civil do governo Lula e melhor amiga de Dilma Rousseff, afastada do cargo em 2010 por transformar o local de trabalho em agência de tráfico de influência, aos jornalistas interessados no que anda fazendo na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), reduto de apadrinhados do mensaleiro João Paulo Cunha e de Gilberto Carvalho que emprega ao menos outras 15 pessoas filiadas ou ligadas ao PT, repetindo que não vai revelar à imprensa o que não contou à polícia.

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10/05/2013

às 11:14 \ Feira Livre

‘Vamos tocar caxirola, irmão’, um artigo de Fernando Gabeira

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEXTA-FEIRA

FERNANDO GABEIRA

Na economia, a galinha pousou e ainda cacareja com estridência, sob o impulso do contato com o solo. Na política, o edifício dominante começa a mostrar suas rachaduras. O PSB, por meio de Eduardo Campos, parte para a carreira solo; dentro do governo, tremem os alicerces da fraternidade.

Alguns petistas acham que Dilma Rousseff, com os olhos verdes desenhados para a nova temporada, protege Erenice Guerra, seu ex-braço direito, e o ministro Fernando Pimentel. Em contrapartida, Dilma, segundo eles, persegue Rosemary Noronha e mantém certa frieza ante os condenados pelo mensalão. É um delicado tipo de fissura. Os acusados amigos de Lula são tratados com rigor, os acusados amigos de Dilma seguem sua trajetória milionária. Erenice é um pouco, no governo Dilma, o que foi José Dirceu no governo Lula: ela articula inúmeros negócios na área de eletricidade, representa poderosos grupos estrangeiros.

A essência dessa intrincada luta interna não é estranha à História do Brasil: ou todos se locupletam ou restaure-se a moralidade. O ideal é de que todos se locupletem, não exista nenhuma distinção entre trambiqueiros da cota de Lula e da cota de Dilma. São todos irmãos, bro.

Como se não bastassem os ácidos humores internos, a aliança do governo embarcou numa aventura contraditória. O PT quer se vingar do Supremo Tribunal Federal (STF). O PMDB pede paz. Por que tanta briga, se podemos continuar comendo de mansinho?

O embate contra o STF era previsível. E não só pelas tintas bolivarianas que ainda colorem os sonhos da esquerda no poder. A tese de que o mensalão nunca existiu não deixa margem de manobra. É preciso desarticular o Poder que escreveu a narrativa do episódio. O edifício está condenado pela Defesa Civil. No entanto, a experiência das andanças pelas áreas de risco mostra que um edifício condenado nem sempre cai ou é abandonado pelos ocupantes.

Surge aí o papel da oposição. Será capaz de se unir, apresentar uma alternativa, enfrentar a dura luta cotidiana contra um esquema que estendeu seus braços como um polvo, abraçando tudo o que lhe oferece ainda alguma resistência?

Vamos tocar caxirola, irmão. Chegamos aos grandes eventos esportivos, uma aventura do novo Brasil mostrando ao mundo sua capacidade de organização, sua pujança. O edifício vizinho, o da cúpula esportiva, está literalmente ruindo. João Havelange deixou a presidência da honra da Fifa, em segredo. Ricardo Teixeira gasta seus dólares em Miami. Sobrou apenas José Maria Marin, enrolado com gravações em que estigmatiza Vladimir Herzog e prega em defesa da família brasileira.

Alguns patriotas que defendem a família costumam pintar os cabelos e beliscar a bunda das secretárias, em Brasília. Marin só pinta os cabelos e rouba medalhinhas em eventos esportivos. É inútil esperar que as tribos de cabelo acaju e negro como as asas da graúna entrem em conflito mortal, numa batalha que tinja a verde grama da Esplanada.

Vamos tocar caxirola! Soldados vestidos com capa de chuva protegerão nossa sinfonia na seca de Brasília, em estádio que nos custou os olhos da cara.

A aventura política parte do mito de que somos os melhores no futebol. Os alemães, entre outros, têm mostrado como o nosso esporte precisa de uma renovação de craques, técnicos e dirigentes. Quando o edifício da cúpula esportiva cair, e com ele o mito de que somos os maiorais, vamos jogar caxirola, irmão. O impacto se fará sentir no outro edifício condenado.

A caxirola é uma granada de plástico que explode no chão fazendo ploft. Toda uma tentativa de driblar a História, de transitar pelo atalho do consumo na economia, de trilhar os caminhos revoltantes do cinismo na política será reduzida à sua verdadeira dimensão.

O Rio de Janeiro tem três prédios conhecidos como “balança, mas não cai”. Estão ali para lembrar que as previsões só se podem cumprir se houver uma vontade ampla de achar outros rumos para o País. O edifício pode não cair no próximo teste. Nosso único consolo será ver a presidenta do Brasil tocando de novo sua caxirola, símbolo de uma visão de mundo, de povo, de festa: caxirola, cartolas, a base do governo, tudo com mordomos a R$ 18 mil e garçons a R$ 15 mil por mês. E concluir, resignadamente: venceram, mas da próxima não escapam.

A caxirola passa, o Brasil segue em frente. No momento, a política aparece como uma espetáculo distante e ridículo. Não por caso os programas humorísticos montaram tenda no Congresso. Mas o ano eleitoral necessariamente trará um debate sobre os rumos do País. Já devia ter começado, no momento surgem apenas alguns slogans.

Eleições podem ser uma armadilha. Cortinas de fumaça costumam dar mais votos do que argumentos sérios. Quase ninguém lê programa. Debates na TV, entrevistas ajudam a conhecer as perspectivas dos candidatos, mas ensinam um pouco também sobre o que as pessoas estão pensando sobre o País. Mas as eleições serão uma excelente oportunidade para tomarmos o pulso do Brasil, esperando constatar, como na canção, que o pulso ainda pulsa.

Vivemos grandes alianças ao longo do processo de democratização: a luta pelas diretas, o impeachment de Collor. Depois foi a vez dos dois grandes partidos experimentarem o poder. O governo Fernando Henrique Cardoso construiu as bases para a estabilidade econômica e a bonança internacional inspirou o PT a dinamizar o consumo.

Em 2008 a crise internacional instalou-se para lembrar que as coisas não seriam mais como antes. E nos colheu ainda com uma educação medíocre, uma infraestrutura tosca e uma gigantesca e dispendiosa máquina administrativa. Para agravar nossos custos, a imensa corrupção, vendida como um mal necessário, uma pequena taxa no banquete do consumo.

Isso já era realidade em 2010. Dilma Rousseff pegou o bonde andando e manteve o rumo, indiferente ao fim da linha. Ela troca com regularidade a cor dos olhos. Mas não consegue ver outro caminho.

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15/12/2012

às 3:58 \ Sanatório Geral

Neurônio em parafuso

“As instituições é que estão corrompidas, as pessoas não”.

Dilma Rousseff, em Moscou, durante entrevista à rádio Jovem Pan, explicando que a única maneira de acabar com a corrupção no Brasil é, por exemplo, deixar Erenice Guerra em liberdade e prender a Casa Civil.

 

 

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08/12/2012

às 18:20 \ Feira Livre

Mauro Pereira: ‘Os ratos já começaram a abandonar a nau dos pesadelos’

MAURO PEREIRA

Ser brasileiro nesses tempos de lulopetismo realmente não é tarefa para qualquer um. É difícil não se envergonhar de autoridades tão corruptas, desprovidas de decoro e, acima de tudo, cínicas. O que me deixa mais indignado é que, além de ser roubado como pagador de impostos e humilhado como cidadão que, ainda que inadvertidamente, patrocina a transformação do Gabinete da Presidência da República em reles prostíbulo, sou ofendido por vassalos imorais que me tomam por idiota.

A autonomia da PF e dos órgãos investigativos não é uma dádiva do governo federal, seja ele de que partido for, menos ainda se do PT. É garantida pela Constituição. Diante de tanto descalabro, a brasilidade, sentimento que num passado ainda recente era motivo de orgulho de toda uma nação, já começa a dar sinais de debilidade. Vilipendiada durante uma década inteira, aos poucos perde o brilho e a intensidade que lhe eram características.

De tanto vulgarizar esse sentimento que sempre identificou o orgulho espontâneo do povo, o PT de Lula, Zé Dirceu, Erenice e Rosemary e outros vigaristas está criando uma nova geração de nativos, composta de cidadãos amorfos e apátridas. Não demorará muito para que ser chamado de brasileiro soará como ofensa.

Hoje, parte significativa da população se dá por satisfeita com a verve filantrópica e eleitoreira do estado. Tangida pelo mais forte dos instintos, o da sobrevivência, pouco se importa com quem a comanda. Sem perspectivas, não consegue visualizar um futuro além do oferecido pela servidão das bolsas carinhosas e encontra no ócio a única referência da pátria mãe gentil e traz no número do cartão de benefícios fragmentos de sua identidade.

Há uma década, uma horda de políticos venais tem se esforçado para perenizar esse estado decadente, desumano e opressor, que descobriu na miséria do povo a fórmula ideal para se perpetuar no poder. A mediocridade é a nação que os identifica e lhes dá asilo, e a corrupção é a justiça que os rege e os iguala.

O que não me faz perder a esperança de que haveremos de retomar o país das mãos desses delinquentes é que, apesar de suas dimensões continentais, ainda assim, o Brasil se mostrará pequeno para acomodar tantos egos exacerbados e ambições desenfreadas. Já se pode notar no horizonte, até pouco tempo tão calmo, os primeiros sinais de autofagia.

Prudentes por natureza, os ratos já começaram a abandonar os porões imundos dessa nau dos pesadelos.

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