Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

Posts com a tag ‘direita’

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Isso não pode

17 de março de 2010

“Eu acho que o Brasil deve estar disposto a conversar com quem quer que seja. Não existe força política, de direita ou de esquerda, que, se puder ajudar, o Brasil não tenha disposição de conversar”.

Lula, na entrevista coletiva concedida ao lado do presidente da Autoridade Nacional Palestina, afirmando que, no momento, topa conversar com todos, desde que não sejam defensores de presos políticos cubanos ou democratas hondurenhos.


Entrevista com FHC: a última etapa do passeio pela história real de um Brasil desmemoriado

20 de novembro de 2009

Na América do Sul, governos que se qualificam de esquerdistas usam o Estado como instrumento de dominação e procuram consolidar o populismo autoritário, constatou Fernando Henrique Cardoso no terceiro e último bloco da entrevista concedida a VEJA.com. Uma semana depois, no artigo publicado pelo Estadão com o título Para onde vamos?, o ex-presidente se apoiaria nessa frase para desenvolver a tese segundo a qual a democracia brasileira se arrisca a desembocar num “subperonismo”.

Nesse e em vários outros momentos ─ ao rever os conceitos de “esquerda” e “direita”, por exemplo ─ fundiram-se no entrevistado o político FHC e o sociólogo que reivindica com naturalidade a condição de intelectual. “Intelectual é alguém que formula imagens da sociedade e, nesse sentido, é claro que sou”, resume, contendo o espanto que lhe causa a conotação negativa atribuídas ultimamente a palavras como intelectual ou elite. Mas continuará nadando contra a corrente com prazer ─ e alguma ironia, sugere o título do próximo livro: “Lembrando o que escrevi”.

O ex-presidente completou o passeio de quase duas horas pela história real do Brasil com escalas em numerosas estações, todas relevantes. Recordou os programas sociais localizados na gênese do Bolsa Família, analisou o sistema de saúde e questões ligadas à educação, alertou para a obesidade da máquina administrativa, discorreu sobre as diferenças entre a política externa adotada por seu governo e a instituída desde janeiro de 2003.

No mesmo tom de voz, registrou o crescente prestígio internacional do Brasil, lastimou os equívocos cometidos na crise em Honduras e, sempre bem humorado, atribuiu a agressividade crescente de Hugo Chávez ao preço do petróleo. “O Chávez que conheci foi o do barril a 15 dólares”, comparou. Longe da aposentadoria, como reitera diariamente a agenda movimentadíssima, nem sequer examina a possibilidade de voltar a ocupar cargos públicos. “Cada um é bom para determinado momento”, repete. “E o Brasil fica melhor a cada governo, até porque não para de crescer”.

A entrevista com Fernando Henrique Cardoso confirma que, nem faz tanto tempo assim, existiu vida inteligente no centro do poder. Também ensina que é possível fazer política sem revogar o convívio dos contrários e sem recorrer à lei da selva para ganhar a eleição.

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Evolução das espécies

18 de setembro de 2009

“A eleição presidencial de 2010 vai ser a primeira que não terá nenhum troglodita de direita como candidato”.

Lula, fazendo de conta que nem notou que Fernando Collor e outros gênios da raça hoje preferem prestar serviços ao governo na ala dos trogloditas da base alugada.