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Dilma Rousseff

24/07/2014

às 16:30 \ Sanatório Geral

Poste abandonado (3)

“Não tem estresse nenhum. Já coordenei a campanha de Dilma em São Paulo , em 2010, e sei que nessas horas é preciso conversar com todo mundo, até com prefeitos do PSDB e do DEM”.

Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, fingindo encarar com naturalidade o olhar de cobiça de Dilma Rousseff para os 16% de intenção de votos de Paulo Skaf.

23/07/2014

às 13:32 \ Sanatório Geral

Proezas invisíveis

“Quem está no governo, como a Dilma, vai mostrar aquilo que fez e vai pedir um voto de confiança às pessoas para mostrar o que vai fazer”.

Lula, jurando que Dilma Rousseff vai mostrar na campanha aquilo que nem o aliado Ciro Gomes consegue enxergar.

22/07/2014

às 21:46 \ História em Imagens

Um Ciro reformado às pressas socorre a candidata atropelada por um Ciro-2013

Durante a entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, exibida  em 2 de setembro do ano passado pela RedeTV!, o impetuoso Ciro Gomes precisou de menos de um minuto para demonstrar que é muito mais perigoso como aliado do que como adversário. A vítima da vez foi Dilma Rousseff, atropelada por um Ciro-2013 em alta velocidade e desgovernado.

“A oposição vai chegar na época da reeleição e dizer o seguinte: ‘Presidenta, a senhora entregou o quê?’”, avisa o entrevistado. Em seguida, previne, os adversários lembrarão a Dilma algumas das muitas façanhas consumadas por Juscelino Kubitschek “em apenas cinco aninhos” e insistirão na cobrança desmoralizante: “A senhora em quatro entregou o quê?”

E o que o senhor acha que ela vai entregar?, quer saber o entrevistador. “Eu mesmo que sou aliado não sei”, engata uma quinta o Ciro-2013, que vai tirando do porta-malas parte da pilha de obras paralisadas, atrasadas, esquecidas, incompletas ou agonizantes. E por que isso acontece?, quer agora saber o entrevistador. “Porque não tem gestão, meu patrão!”, vai em frente o Ciro-2013.

Nesta terça-feira, um Ciro reformado às pressas irrompeu na contramão para socorrer a aliada que atropelou. “Dilma é a única preparada para governar o Brasil”, mudou de rumo o parceiro no momento acampado num certo PROS. Nenhum oposicionista deve perder tempo com o que recita agora. Mais proveitoso é mostrar o vídeo no horário eleitoral.

22/07/2014

às 16:59 \ Opinião

‘De calças curtas’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

Justiça seja feita, o governo e boa parte do PT não alimentaram de vento a certeza de que a eleição de 2014 estava ganha.

A despeito das evidências em contrário, até pouco tempo atrás todas as pesquisas eram sustentadas na afirmação de que “se a eleição fosse hoje” a presidente Dilma Rousseff ganharia no primeiro turno.

O principal indício de que se tratava de uma precipitação era o fato de que nem Luiz Inácio da Silva com toda a sua popularidade conseguira vencer no primeiro turno nenhuma das duas eleições.

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22/07/2014

às 16:05 \ Sanatório Geral

Buscando a perfeição

“Além da Copa, tivemos outros surtos de pessimismo  que não se realizaram, como era o caso da tempestade perfeita prevista para nos atacar neste início de ano, que nos levaria a uma crise cambial e de proporções avassaladoras”.

Dilma Rousseff, ensinando que o Massacre do Mineirão, a goleada de 7 a 1 sofrida pela economia e a mais recente pesquisa Datafolha, fora o resto, devem ser consideradas “tempestades imperfeitas”.

21/07/2014

às 17:43 \ Direto ao Ponto

A espetacular descoberta de Dilma: o míssil foi disparado pelo governo da Ucrânia para derrubar o avião do companheiro Putin

O extenso noticiário sobre o Boeing da Malaysia Airlines derrubado quando sobrevoava os céus de Donetsk, região da Ucrânia controlada por separatistas financiados pelo governo russo, tratou com inexplicável avareza a mais inventiva das teorias vinculadas ao episódio. Foi ignorado pelos jornais (ou confinado em míseros centímetros) o monumento à criatividade erguido por Dilma Rousseff  com 82 palavras distribuídas por quatro frases. Concebido para explicar aos jornalistas por que o governo ainda não dera um pio sobre o mais recente capítulo da história universal da infâmia, deu no seguinte:

“Olha, eu acho que é prudente … vô… a gente tomar cuidado, porque, ao mesmo tempo, né?, tem um segmento da imprensa dizendo que o avião que era… esse avião que foi derrubado tava na rota da volta do avião do presidente Púti. Coincidia com o horário… e com o percurso. Então, que o míssil seria dirigido ao avião do presidente Púti. Eu acho que é importante tá… ter… ter claro que não era um míssil de fácil manejo. Não é um míssil de fácil manejo. Então, nós temos que olhar com cuidado pra vê de fato o que  aconteceu. Então, o governo brasileiro não se posicionará quanto a isso até que fique mais claro, por uma questão não só de seriedade, né?, mas também de prudência. Nós não temos todas as informações”.

Em língua de gente, o falatório em dilmês primitivo produziu uma teoria e tanto. Amparada no que andou lendo num misterioso “segmento da imprensa”, a presidente do Brasil afirmou ─ nada mais, nada menos ─ que só os imprudentes e os pouco sérios se atrevem a atribuir o disparo do míssil aos rebeldes supridos pelo padrinho Vladimir Putin com armamentos de última geração. Segundo Dilma, a explosão do Boeing foi coisa do governo constitucional da Ucrânia, que errou o alvo ao tentar espatifar o avião que levava o presidente da Rússia de volta a Moscou. Nem o mais imaginoso veterano da KGB havia pensado nisso.

Como a autora não a desmentiu, a tese continua valendo manchete de primeira página ─ e à espera de detetives preparados para averiguar se tem fundamento ou não. Se tiver, o caso sofrerá reviravoltas que poderão levar a descobertas ainda mais espetaculares. (Uma dupla de enviados especiais a Donetsk talvez descubra, por exemplo, que o míssil decolou de um aeroporto clandestino construído nas terras de um tio ucraniano de Aécio Neves, expropriadas pelo governo mineiro). Se tudo não passou de outra maluquice do neurônio solitário, os eleitores terão um motivo a mais para negar à presidente um segundo mandato.

Pelo que anda acontecendo por lá, falta pouco. Mas o Palácio do Planalto ainda não virou hospício.

21/07/2014

às 14:05 \ Opinião

Pena que João Ubaldo não tenha vivido para ver a derrocada do Império da Safadeza

Em 1° de outubro de 2012, o escritor João Ubaldo Ribeiro publicou no jornal O Globo uma crônica que retratou com perturbadora nitidez o desprezo de Lula por códigos éticos e a decomposição moral do PT. Pena que o grande romancista não tenha vivido para ver o desmoronamento do Império da Safadeza, anunciado pelas rachaduras no trono ainda ocupado por Dilma Rousseff.

Com dois anos de atraso, as pesquisas eleitorais vão desenhando o desfecho previsto no texto abaixo reproduzido. Confira. (AN)

A HORA DA SAIDEIRA
João Ubaldo Ribeiro

Na semana passada, li um artigo do professor Marco Antonio Villa, que não conheço pessoalmente, mostrando, em última análise, como a era Lula está passando, ou até já passou quase inteiramente, o que talvez venha a ser sublinhado pelos resultados das eleições. Achei-o muito oportuno e necessário, porque mostra algo que muita gente, inclusive os políticos não comprometidos diretamente com o ex-presidente, já está observando há algum tempo, mas ainda não juntou todos os indícios, nem traçou o panorama completo.

O PT que nós conhecíamos, de princípios bem definidos e inabaláveis e de uma postura ética quase santimonial, constituindo uma identidade clara, acabou de desaparecer depois da primeira posse do ex-presidente. Hoje sua identidade é a mesma de qualquer dos outros partidos brasileiros, todos peças da mesma máquina pervertida, sem perfil ideológico ou programático, declamando objetivos vagos e fáceis, tais como “vamos cuidar da população carente”, “investiremos em saneamento básico e saúde”, “levaremos educação a todos os brasileiros” e outras banalidades genéricas, com as quais todo mundo concorda sem nem pensar.

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21/07/2014

às 8:12 \ Opinião

‘Raposa Felpuda’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste domingo

Como velho político, Lula parece ter entendido o recado de que a população quer outra política. Mudou, então, a sua prática política? Não. Simplesmente mudou o discurso, mantendo a sua velha estratégia. Falar mal da política, mas continuar atuando como uma felpuda raposa política.

Em recente vídeo para jovens, divulgado pelo seu instituto – que é um dos polos coordenadores da campanha da reeleição de Dilma —, o ex-presidente propôs uma reforma política feita por iniciativa popular que acabe com “partidos laranja” e “partidos de aluguel”. Ele deseja “um projeto de lei que possa mudar substancialmente a política brasileira, ter partidos mais sérios, acabar com os partidos laranjas, os partidos de aluguel, acabar com partidos que utilizam seu tempo para fazer negócio. Nem parece ser ele quem manda no Partido dos Trabalhadores (PT), partido que, nos últimos meses, promoveu uma das mais profícuas trocas entre cargos de confiança no governo federal por tempo de propaganda política na TV. A população está cansada é dessa hipocrisia: o maior promotor – e maior beneficiário – do sistema político atual pregando virtuosamente a sua reforma.

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20/07/2014

às 18:21 \ Opinião

‘Com muito orgulho’, por J. R. Guzzo

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Nunca antes na história deste país tinha acontecido nada igual. Não só na história deste país: o que se viu no 8 de julho de 2014, um dia que viverá para sempre, jamais tinha ocorrido em 100 anos de existência da seleção nacional de futebol. Também não havia acontecido em toda a história da Copa do Mundo desde a sua criação, em 1930 – não num jogo de semifinal, disputa privativa de gigantes da bola. Pois aconteceu: a Alemanha enfiou 7 a 1 no Brasil, comprovando uma vez mais que tudo o que não é impossível pelas leis da natureza é, por definição, possível de acontecer um dia qualquer. Quem poderia imaginar um resultado desses? Seria mais fácil o velho camelo da Bíblia passar pelo buraco de uma agulha. Mas os camelos do futebol, como se vê no mundo das realidades, são bichos capazes de fazer as coisas mais incríveis. Fizeram de novo, no Estádio de Minas Gerais. Fim de linha para a seleção e para o “hexa”, por falência de múltiplos órgãos.

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20/07/2014

às 11:05 \ O País quer Saber

O legado imaginário da Copa das Copas foi embora junto com os turistas. Ficou com os brasileiros a conta da Copa da Roubalheira

Atualizado às 11h05 deste domingo

Dilma, na entrevista coletiva com ministros convocada nesta segunda-feira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva com ministros convocada nesta segunda-feira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

BRANCA NUNES

“O Brasil mostrou que estava capacitado e que tinha todas as condições para assegurar infraestrutura, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas, às seleções, aos chefes de Estado que viessem nos visitar. O país se superou e nós teríamos de ter a nota máxima”, cumprimentou-se nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff, na introdução da entrevista coletiva que prometera conceder ao lado de 16 ministros. O que seria o maior evento do gênero em três anos e meio de governo foi a primeira entrevista da história em que não houve perguntas.

A sabatina que se seguiria ao monólogo de abertura foi abortada pela deserção da entrevistada, que invocou a necessidade de decolar rumo ao encontro dos Brics em Fortaleza para abandonar a zona de perigo. Se tivesse ficado por lá, dificilmente escaparia de ser confrontada com a distância que separa a Copa das Copas, que só o governo vê, da Copa da Roubalheira que a imprensa insiste em enxergar

Nesta segunda-feira, por exemplo, uma reportagem publicada pelo Estadão (leia abaixo) mostrou as reais dimensões do que Dilma chama de “legado”. Os projetos vinculados à infraestrutura eram 83 na lista divulgada em 2010. Caíram para 71 – e a maioria está longe da conclusão. Em contrapartida, os gastos saltaram de R$ 23,5 bilhões para R$ 29,2 bilhões. Até agora.

A malandragem federal incluiu a substituição de trens e monotrilhos por meros corredores de ônibus ─ sem que a despesa diminuísse. Embora o governo ainda não tenha publicado o balanço do Mundial da Fifa, um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal calculou, em 2011, que a gastança não seria inferior a US$ 40 bilhões.

“Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus ficaram no papel”, constatou o Estadão. “O monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção”. A contabilidade das realizações invisíveis nem inclui promessas delirantes como o trem-bala, que ficou fora da Matriz de Responsabilidades do Mundial.

“Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo”, afirmou Dilma Rousseff em junho de 2009, época em que era ministra da Casa Civil de Lula. “Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014 porque esta é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa”.

Como as obras de mobilidade urbana continuam no papel, os congestionamentos que diariamente atormentam os brasileiros  não paralisaram as cidades-sede graças à decretação de feriados ou pontos facultativos nos dias de jogos e à antecipação das férias escolares por numerosos estabelecimentos de ensino. “Em uma cidade como São Paulo”, lembrou a reportagem, “isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fan Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste”.

Essa maquiagem também foi feita, por exemplo, nos corredores do BRT (espécie de corredor exclusivo de ônibus) Norte-Sul e Leste-Oeste de Recife e no metrô de Salvador. No primeiro, apenas quatro das 45 estações funcionaram. Nos dias de jogos, os dois meios de transporte só puderam ser utilizados por aqueles que portavam ingressos.

A boa qualidade do transporte aéreo, aprovada por 76% dos turistas estrangeiros na pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, resultou de operações especiais organizadas pelas próprias empresas, uma vez que as obras previstas para os aeroportos não foram concluídas a tempo. Em Fortaleza, enterrou-se R$ 1,7 milhão num puxadinho construído para fingir por 90 dias que o aeroporto ficou maior.

“No aeroporto de Brasília, o piso na segunda-feira à noite pós-Copa já estava imundo”, observou o jornalista Fernando Rodrigues na Folha desta quarta-feira. “O local continua em obras. Durante o torneio houve a preocupação de lustrar o que era possível. Agora, nos guichês das companhias aéreas já há menos gente trabalhando. Padrão pós-maquiagem”. O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, além de não ter ampliado o terminal de passageiros no prazo combinado, provavelmente terá rescindido o contrato com a construtora. Motivo: os atrasos recorrentes, que adiaram para 2016 o que já deveria estar em funcionamento.

“Único segmento que não sofreu baixas”, como ressalva a reportagem do Estadão, os estádios consumiram R$ 8 bilhões – 98% originários dos cofres públicos –, fortuna 50% maior do que a prevista em 2010. Aprovadas por 92% dos estrangeiros – também segundo o Datafolha –, as arenas Padrão Fifa começam agora a escancarar o Padrão Dilma.

Quem foi à Arena Pantanal nesta terça-feira para assistir ao jogo entre Vasco e Santa Cruz, pela série B do Brasileirão, espantou-se com o lixo e o entulho dentro e fora do estádio, com a iluminação precária no entorno, com o policiamento quase inexistente e com a falta de informação. “O chão que antes brilhava apesar de existir mais gente, hoje está imundo, há muita poeira no local e os espaços lounges estão caindo aos pedaços”, descreveu o barman Junior Santana, que trabalhou no local durante a Copa, numa reportagem publicada pelo Estadão nesta quinta-feira. Na sala de imprensa não havia cadeiras, mesas, cabos de energia nem internet wi-fi.

Aprovada por 95% dos turistas, a hospitalidade dos brasileiros é uma das poucas coisas que permanecerão por aqui com o fim da Copa. As obras para inglês ver se foram na esteira dos estrangeiros que voltaram para casa. O humor nacional tenta resistir ao péssimo desempenho no campo da economia. Como o legado prometido pelo governo, já é bem menor do que foi.

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