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Dilma Rousseff

18/12/2014

às 20:02 \ Opinião

No vídeo, Dilma finge enxergar um viveiro de sumidades a serviço da nação numa Petrobras já dominada por bandidos amigos

Ainda na chefia da Casa Civil mas já fantasiada de candidata à Presidência, Dilma Rousseff juntou-se em 23 de maio de 2009 à tropa incumbida de abortar outra tentativa de abrir a caixa preta da Petrobras: uma Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná. Se o parto fosse consumado, a CPI se dedicaria a lancetar simultaneamente três tumores: licitações fraudulentas envolvendo plataformas marítimas, a pilha de contratos superfaturados que continuava aumentando na Refinaria Abreu e Lima e bandalheiras de bom tamanho fisgadas nas ondas dos royalties do petróleo.

No vídeo, Dilma tenta provar que crime ─ e crime hediondo ─ era colocar sob suspeita um monumento à lisura e à competência. Merecia mais respeito “uma empresa que hoje ocupa, e vai ocupá, cada vez mais, a partir  do pré-sal, um espaço muito grande, né?…ela é uma empresa que tem que sê preservada”. Pausa para descanso do neurônio solitário. “Acho que você pode… é… todos os objetos, pelo menos os que eu vi, da CPI, você pode investigá usando TCU, Ministério Público”, recomeça o palavrório em dilmês castiço. “Essa história de falá que a Petrobras é uma caixa preta… a Petrobras pode ter sido uma caixa preta em 97, 98, 99, 2000″. Nos tempos de FHC, claro.

Nada a ver com a estatal pronta para premiar com a carteirinha de sócio-atleta da OPEP o Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma ainda amamenta. “A Petrobras de hoje é uma empresa dum nível de contabilidade dos mais apurados do mundo”, caprichou na tapeação a supergerente de araque. Em junho, a CPI nasceu já enfraquecida pela anemia e morreu de inanição em novembro. Em setembro, enquanto uns poucos oposicionistas tentavam furar o cerco da base alugada, Dilma recebeu o email enviado por Paulo Roberto Costa divulgado por VEJA em 26 de novembro deste ano.

Antes do Petrolão, o vídeo era só uma prova de que Lula resolvera instalar no Planalto um poste incapaz de dizer coisa com coisa. Depois da descoberta do maior e mais repulsivo escândalo político-policial da história do Brasil, virou prova de crime. Dilma já sabia do que se passava na estatal saqueada anos a fio. Só comparsas fingem enxergar um viveiro de gênios da raça a serviço da nação na catacumba infestada de delinquentes companheiros.

18/12/2014

às 17:43 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: O segredo que protege os contratos entre o Brasil e Cuba reforça a suspeita de que o gol da Odebrecht em Mariel foi ilegal, imoral e engordou comedores de propinas

Com a reaproximação diplomática entre os Estados Unidos e Cuba, Dilma Rousseff resolveu enxergar um golaço na doação de um superporto à ditadura caribenha. O embuste não resiste a uma ressalva e uma pergunta. A ressalva: em Mariel, é verdade, o governo lulopetista deixou a Odebrecht na cara do gol, mas quem mandou para o fundo da rede foi empreiteira, que virou dona do colosso financiado pelo BNDES. A pergunta: se foi mesmo um golaço, por que não quebrar o segredo que impede a torcida brasileira de deslumbrar-se com as jogadas que o precederam?

Golaços marcados em campos de futebol são reprisados exaustivamente por todas as emissoras de TV. O sigilo imposto aos contratos assinados pelos parceiros de Mariel reforça a suspeita de que o golaço da construtora predileta de Lula foi ilegal, imoral e engordou os sempre vorazes comedores de propina.

18/12/2014

às 16:38 \ Sanatório Geral

Dupla de estadistas

“Você não vai anunciar o gabinete amanhã?”.

Cristina Kirchner,  presidente da Argentina e, no momento, cicerone de Dilma Rousseff.

“Não, estou a formá-lo. É muito difícil. Você não sabe como é difícil no Brasil”.

Dilma Rousseff, explicando que não é fácil manter o baixíssimo nível do pior ministério da história do Brasil.

11/12/2014

às 20:13 \ Direto ao Ponto

Vem aí a reedição atualizada do Pequeno Dicionário da Novilíngua Lulopetista

Em fevereiro de 2010, condoído com a perplexidade de milhões de brasileiros incapazes de entender a discurseira da companheirada, o comentarista Marcelo Fairbanks sugeriu e coordenou a montagem de um glossário que juntasse vigarices extraídas do abecedário por pastores do rebanho e difundidas pelos balidos das ovelhas. A materialização da ideia exigiu exatamente dois anos de trabalho.

Em fevereiro de 2012, foi lançada a primeira edição consolidada do Pequeno Dicionário da Novilíngua Lulopetista. Agrupados no post republicado na seção O País quer Saber, 104 verbetes revelam a essência do subdialeto falado pelos companheiros que saíram do templo das vestais para cair na vida bandida. A leitura desse clássico da linguística continua indispensável. Mas chegou a hora de atualizá-lo.

De 2013 para cá, a expansão dos prontuários da tribo que tem monopolizado o noticiário político-policial também aumentou o repertório vocabular. Tornaram-se de uso corrente, por exemplo, expressões como Papuda, Petrolão, diretor da Petrobras, delação premiada, André Vargas, Lewandowski, isso é muito importante, playboy, Rose, Rosemary Noronha, bebês de Rosemary ou escritório da Presidência.

Cada uma delas merece um verbete que denuncie em linguagem de gente a interpretação malandra dos torturadores de vogais e consoantes. Por tudo isso e muito mais, vamos começar imediatamente a montagem da edição revista, atualizada e ampliada do Pequeno Dicionário da Novilíngua Lulopetista. A bola está com o timaço de comentaristas. Ao teclado, amigos.

11/12/2014

às 7:23 \ O País quer Saber

O país agora sabe o que faz a presidente quando obrigada a encarar uma salada de notícias intragáveis: pensa em macarrão

dia do macaaraa

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No sábado e no domingo, os botões dos terninhos que só saem do armário em dias de folga ouviram mais de uma vez a pergunta de Dilma Rousseff: o que poderia ser pior que a primeira semana deste dezembro? A segunda semana do mesmo dezembro, avisou já na manhã do dia 8 o atordoante recomeço do desfile de más notícias que tem tirado o sono do governo desde a descoberta do Petrolão.

Nesta segunda-feira, entre o café da manhã e o jantar, a presidente ficou sabendo que:

1) A Petrobras foi acionada judicialmente por investidores americanos que se consideram lesados pelas bandidagens envolvendo gestores da estatal.

2) A Polícia Federal constatou que a Camargo Corrêa, uma das empreiteiras associadas à usina de negociatas, pagou R$ 900 mil à consultoria de José Dirceu por serviços tão essenciais quanto o Ministério da Pesca. Um deles foi a confecção de “análises de aspectos sociológicos e políticos do Brasil” .

3. Relatórios apresentados por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral recomendaram enfaticamente a rejeição das contas de campanha de Dilma Rousseff.

4. Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, vice-presidente do TSE e responsável pelo exame da contabilidade eleitoral de Dilma, confirmou que a contabilidade eleitoral de Dilma está comprometida por irregularidades de bom tamanho.

5. Um corte de R$ 32 bilhões nos investimentos programados pela Eletrobras elevou sensivelmente a tensão provocada por evidências de que a empresa logo estará dividindo com a Petrobras o noticiário político-policial.

Não é pouca coisa ─ e não foi tudo. Surpreendido por urgências desse calibre, um governante ajuizado cancelaria todos os compromissos do dia para concentrar-se nas complicações prioritárias. Como Dilma não rima com sensatez, sacou da bolsa o manual de instruções para momentos críticos organizado pelo neurônio solitário e fez o que determina o primeiro mandamento: fechou-se no gabinete, proibiu a entrada de problemas e seguiu o roteiro traçado pela agenda.

Uma das anotações previa a assinatura da Lei N° 13.050, reproduzida no alto da página. O artigo 1° explica a que veio: “Fica instituído o Dia Nacional do Macarrão, a ser celebrado em todo (sic) território nacional, anualmente, no dia 25 de outubro”. Foi assim que, neste 8 de dezembro de 2014, 193° da Independência e 126° da República, o Brasil descobriu o que faz a presidente quando precisa encarar uma salada de notícias intragáveis: pensa em macarronada.

11/12/2014

às 0:37 \ Sanatório Geral

Doutor em corrupção

“Onde houver a corrupção temos que ter vergonha dela. O governo luta para combater a corrupção. É postura da presidente Dilma Rousseff. É posição que eu recebo da chefe do Executivo. Não há nenhuma razão objetiva para que atuais diretores sejam afastados”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e advogado de defesa do governo, explicando que quem tem vergonha da corrupção e repete de meia em meia hora que vai combatê-la está dispensado de punir culpados ou demitir comparsas.

09/12/2014

às 16:49 \ Opinião

Marco Antonio Villa: ‘Lula, Dilma e o petrolão’

Publicado no Globo desta terça-feira

Não há na história da República brasileira um escândalo da magnitude do petrolão. Mais ainda: não há na história mundial nenhuma empresa pública que tenha sofrido uma sangria de tal ordem. Ficamos cada dia mais estarrecidos com a amplitude do projeto criminoso de poder que controla o país desde 2003. Bilhões de reais foram desviados da Petrobras. Agora as investigações devem também alcançar o setor elétrico, as obras do PAC e aquelas vinculadas à Copa do Mundo. Ou seja, se já estamos enojados — aproveitando a expressão utilizada por Paulo Roberto Costa na acareação na CPMI da Petrobras, na semana passada — com o que foi revelado, o que nos aguarda? E quando soubermos da lista de parlamentares e ministros envolvidos?

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08/12/2014

às 20:04 \ Direto ao Ponto

Le Monde noticia com destaque ato de protesto escondido pelos jornais brasileiros

Le Monde

Os leitores nativos logo terão de aprender francês para saber o que acontece no Brasil, sugere a página do Le Monde acima reproduzida. Como se vê, o jornal editado em Paris noticiou com destaque um fato ocorrido em São Paulo que os jornalões brasileiros esconderam em espaços mesquinhos e textos tão verazes quanto um discurso da inventora do dilmês.

A turma que maltrata a verdade e o português enxergou uma “passeata da discórdia” e menos de mil  manifestantes berrando slogans dissonantes, frequentemente antagônicos. Le Monde viu o que efetivamente aconteceu: um ato de protesto promovido por milhares de cidadãos indignados com o governo corrupto de Dilma Rousseff.

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”, constatou Cláudio Abramo. O tratamento conferido ao mesmíssimo fato por jornais da França e do Brasil grita que inteligência e caráter são artigos em falta por aqui.

08/12/2014

às 15:28 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete (ou sugira outra opção): qual dos cinco gênios da raça merece o título de Pior Ministro de 2014?

07/12/2014

às 15:16 \ Opinião

J.R. Guzzo: ‘Sem alegria’

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R GUZZO

A história vive nos ensinando como é difícil satisfazer certos ganhadores. Quanto mais ganham, mais reclamam; por questões de temperamento pessoal, ou pelo momento político, ou pelo tumulto que criam para si mesmos e para os outros, seus triunfos tendem a gerar discórdia, neurastenia, frustração e, no fim das contas, um pote até aqui de mágoa. Um caso clássico de infelicidade na glória é o do rei Felipe II da Espanha, geralmente visto como o monarca mais bem­-sucedido de todos os tempos. Felipe II governou um império que cobria os 24 fusos horários da Terra. A bandeira espanhola estava presente nos quatro continentes conhecidos em seu tempo; em toda a América, da Califórnia à Patagônia, incluindo o Brasil, ele reinava sozinho. Era o proprietário da maior parte de todo o ouro e prata existentes no mundo. Nem a Inquisição Católica da Espanha, a mais selvagem da época, tinha coragem de se meter com ele. Mas nada disso, pelo que se sabe, foi suficiente para deixá-lo satisfeito. “Queira Deus que eu possa ser tratado melhor no céu do que nesta vida”, queixou-se Sua Majestade pouco antes de morrer, em 1598, após 42 anos seguidos no trono.

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