Blogs e Colunistas

Dilma Rousseff

31/08/2014

às 23:53 \ Opinião

Oliver: ‘A artilharia pesada tem de mirar na jamanta estacionada no governo’

VLADY OLIVER

Só agora me dei conta da digressão feita em comentário anterior pelo Reynaldo-BH e reitero a falta que faz um DataMoscas de verdade, não é mesmo? Nosso dileto comentarista desconfia que o verdadeiro resultado das urnas em outubro pode favorecer Marina Silva e Aécio Neves, deixando a fortemente rejeitada Dilma Rousseff na gaveta do terceiro colocado. É algo a considerar. No caso do candidato até o momento apresentado em terceiro, repito que o inimigo a abater não mudou: a artilharia pesada tem de ser apontada para a jamanta estacionada no governo, não na fada da floresta recém-chegada à peleja.

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31/08/2014

às 21:48 \ Sanatório Geral

Reza brava

“Quem acha que o pré-sal tem de ser reduzido não tem uma visão real do Brasil”.

Dilma Rousseff, acusando Marina Silva de rezar para que fique menor que o pibinho a imensidão de petróleo que ninguém viu, mas guardada por Deus a 7 quilômetros da superfície do Atlântico para que Lula seja promovido a presidente da Opep.

31/08/2014

às 14:04 \ Direto ao Ponto

O raquitismo da economia é o legado dos farsantes que se afogaram na marolinha

ATUALIZADO ÀS 14h04

“Forçada a enfrentar a crise, Dilma imita Lula e a procissão de bravatas recomeça”, resumiu o título do post publicado em março de 2012.  O texto tratou de mais um surto de soberba da doutora em nada que se imagina especialista em tudo: caprichando na  pose de quem concluiu aquele curso de doutorado na Unicamp que nem começou,  Dilma Rousseff resolveu dar conselhos a países europeus castigados pela crise de dimensões planetárias. Conseguiu apenas ampliar o acervo de cretinices acumulado desde 2008, quando Lula abriu o cortejo de falácias, fantasias, mentiras e falatórios sem pé nem cabeça produzidos pelos fundadores da Era da Mediocridade.

Nesta quinta-feira, o país (ainda) conduzido por farsantes soube que encalhou no atoleiro. Depois de encolher 0,2% no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto diminuiu mais 0,6% de abril a junho. Confrontados com a esqualidez do pibinho, os tripulantes da nau dos insensatos trataram de caçar justificativas para o fiasco histórico. Dilma desconfiou que não bastaria dar outro pito no vilão de sempre — a crise internacional que seu padrinho jurou ter derrotado. E então incluiu entre os culpados pela “recessão técnica”a Copa dos 7 a 1.

“Por causa da Copa do Mundo, tivemos a maior quantidade de feriados na história do Brasil, nos últimos anos, nesse trimestre”, fantasiou a presidente que, convencida de que a vadiagem coletiva melhora o trânsito, decretou a maior quantidade da história do Brasila. A Copa das Copas começou a semana na relação das proezas federais que aceleraram o crescimento econômico. Terminou-a acusada pela presidente de ter acentuado o raquitismo do pibinho. Haja cinismo.

A explicação é tão veraz quanto o palavrório costurado por Lula em 27 de março de 2008, quando a crise nascida nos Estados Unidos já contaminara vários países. “Um dia acordei invocado e liguei para o Bush”, gabou-se o então presidente. “Eu disse: ‘Bush, meu filho, resolve o problema da crise, porque não vou deixar que ela atravesse o Atlântico’”. Como Lula só fala português, Bush decerto não entendeu o que ordenara o colega monoglota. E a crise navegou sem sobressaltos até desembarcar nas praias do Brasil.

O presidente invocado voltou ao tema só depois de seis meses ─ para comunicar que livrara o país do perigo. “Que crise? Pergunte ao Bush”, recomendou em 17 de setembro. “O Brasil vive um momento mágico”, emendou no dia 21. No dia 22, pareceu mais cauteloso: “Até agora, graças a Deus, a crise americana não atravessou o Atlântico”, ressalvou. Uma semana depois, a ficha enfim começou a cair. “O Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno”, disse em 29 de setembro.

A rendição pareceu iminente no dia 30: “A crise é tão séria e profunda que nem sabemos o tamanho. Talvez seja a maior na História mundial”. Em 4 de outubro, o otimista delirante voltou ao palco para erguer com poucas palavras o monumento à megalomania: “Lá nos Estados Unidos, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha, que não dá nem para esquiar”. No dia 8, conseguiu finalmente enxergar o tamanho do buraco.

A anemia dos índices registrados de lá para cá mostrou o que acontece a um país governado por quem se nega a ver as coisas como as coisas são, e enfrenta com bazófias e bravatas complicações econômicas de dimensões globais. Essa espécie de monstro é impiedosa com populistas falastrões. Mas o bando de reincidentes não tem cura: três anos depois, a estratégia inaugurada pelo Exterminador do Plural começou a ser reprisada em dilmês. Se Lula acordava invocado com George Bush, Dilma passou a perder a paciência com uma entidade que batizou de “tsunami monetário”.

Em março de 2012, numa discurseira de espantar napoleão de hospício, a presidente atribuiu a paternidade da criatura a “países desenvolvidos que não usam políticas fiscais de ampliação da capacidade de investimento para retomar e sair da crise que estão metidos e que usam, então, despejam, literalmente, despejam quatro trilhões e setecentos bilhões de dólares no mundo ao ampliar de forma muito… é importante que a gente perceba isso, muito adversa, perversa para o resto dos países, principalmente aqueles em crescimento”.

Lula vivia recomendando aos americanos que se mirassem no exemplo do Brasil. Dilma se promoveu a conselheira da Europa. “Eu acho que uma coisa importante é que os países desenvolvidos não só façam políticas expansionistas monetárias, mas façam políticas de expansão do investimento”, ensinou em 5 de março de 2012. Concluiu a lição no dia seguinte: “Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger”.

Quatro anos depois de reduzido por Lula a marolinha, o tsunami foi desafiado por Dilma a duelar com o Brasil Maravilha. “Nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados para enfrentar a crise”, avisou. Como o padrinho em 2008, a afilhada despejou outro balaio de medidas de estímulo ao consumo.Ficou mais fácil comprar automóveis, os congestionamentos de trânsito ficaram maiores nos dois anos seguintes. E o governo acabou obrigado a decretar durante a Copa os feriados que, segundo a presidente, acentuaram o raquitismo do pibinho.

Lula jurava que o país do carnaval foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair. Dilma vinha repetindo de meia em meia hora que o resto do mundo inveja o colosso tropical. Conversa de 171, prova o infográfico no blog Impávido Colosso. Pouquíssimas nações fazem companhia ao Brasil no pântano do crescimento zero. A saúde da economia nativa não será restabelecida tão cedo. E pode piorar até o fim do ano.

Já na eleição de outubro, contudo, deverão ser extirpados os tumores lulopetistas, em expansão há quase 12 anos. Se continuassem sem controle por mais quatro, o Brasil democrático deixaria de existir.

31/08/2014

às 9:44 \ Opinião

‘Riscos do uso do Estado para a reeleição’, editorial do Globo

Publicado no Globo 

Em uma democracia longeva e sólida como a americana, o presidente pode se candidatar à reeleição e manter-se na Casa Branca, sem patrocinar escândalos sobre o uso da máquina do Estado na campanha. Não apenas há uma arraigada cultura de obediência às regras do jogo, como os desvios são punidos sem tergiversações.

O Brasil fez bem ao copiar o modelo americano de dois mandatos consecutivos de quatro anos cada. Na prática, é como se fosse um mandato possível de oito anos, com a chance de interrupção, à vontade do eleitor, passados os quatro primeiros.

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30/08/2014

às 8:31 \ Opinião

‘Charada na campanha’, de J.R. Guzzo

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

Eis aí, qual galera em noite apagada, essa imprevisível Marina Silva navegando outra vez em mar imenso ─ e levando a si própria, junto com os eleitores brasileiros, para algum porto desconhecido. O que existia até a morte de Eduardo Campos não existe mais; o que ninguém imaginava passa a ser a nova realidade. Marina, até agora uma mera candidata a vice que andava esquecida nas linhas de trás da disputa, e ainda por cima nem estava transferindo seus votos ao companheiro de chapa, como ele tanto queria, passa de repente a ser um nome decisivo para o resultado final – logo na primeira pesquisa após o acidente que tirou Campos da vida e da política brasileira, ela já aparece em segundo lugar na corrida, e à frente da atual líder Dilma Rousseff se houver um segundo turno entre as duas. Aécio Neves, que toda a lógica do governo apontava como o nome a derrotar, talvez não seja mais o desafiante número 1. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/08/2014

às 21:42 \ Sanatório Geral

Para baixo

“É mais fácil ser só um representante do poder, eu tenho certeza: você anda para baixo e para cima só representando”.

Dilma Rousseff, durante o debate da Band, resumindo o que tem feito a presidente que abandonou o emprego para  lutar pela reeleição.

29/08/2014

às 18:34 \ Sanatório Geral

Trono em perigo

“Acho que o pessoal está confundindo o presidente da República com algum rei ou rainha”.

Dilma Rousseff, durante o debate na Band, fingindo não saber que o único brasileiro que já enxergou uma rainha na supergerente de araque foi o marqueteiro João Santana.

 

 

28/08/2014

às 22:19 \ Sanatório Geral

Neurônio em trânsito

“A nossa estratégia continua sendo a mesma. Se eu for mais pra rua, não volto para casa. Estou na rua”.

Dilma Rousseff, revelando que o neurônio solitário já descobriu que casa e rua são coisas diferentes, mas ainda não sabe como voltar da rua quando sai de casa.

 

28/08/2014

às 16:36 \ História em Imagens

Tapeação no horário eleitoral: Dilma finge que é a mãe do sistema cujo pai é FHC

No horário eleitoral do PT, Dilma Rousseff inclui entre as proezas do seu governo a criação do Sistema Interligado Nacional, que unificou a rede de distribuição de energia em todo o país. Quer dizer que é ela a mãe do SIN? NÃO, corrige o  Exilado TV, especializado na captura das mentiras recitadas pela candidata à reeleição. Amparado num texto publicado pelo Globo, o vídeo de 34 segundos atesta que a inovação ocorreu em 1998. O pai do SIN, portanto, é FHC.

28/08/2014

às 16:32 \ Opinião

Oliver: ‘Campanha não é governo’

Instado a dar sua contribuição ao Estado de coisas que vivemos neste país, Diogo Mainardi saiu-se com um texto divertido e irônico sobre a eleição. Ele se declara eleitor de Marina, mas só até a data da posse. Apesar de discordar amistosamente do que Diogo professa, entendo sua posição ─ até por ter parentes que repetem as considerações de Mainardi e enxergam exatamente o que ele vê. Eu mesmo me confesso um cansado de guerra por tentar induzir o pesado PSDB a ser o que ele não é: um partido que efetivamente faz oposição a tudo isso que aí está e defende a decência na administração pública.

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