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Dilma Rousseff

30/08/2015

às 10:55 \ Opinião

Carlos Alberto Sardenberg: Dilma 2, a recaída

Publicado no Globo

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

O governo Dilma 2 está cada vez mais parecido com o Dilma 1. Começou propondo uma guinada de política econômica, até deu início prático ao novo modelo comandado pelo ministro Joaquim Levy, mas tem tido sucessivas recaídas no modo Guido Mantega.

As últimas semanas mostraram três tipos de recaída: o recurso ao marketing; o improviso na gestão; e colocar a culpa de tudo em alguém lá fora, no momento, os chineses.

Uma quarta característica do Dilma 1, o otimismo, não pode ser praticada neste momento por razões óbvias. A situação econômica é muito pior e vem piorando. Não há cegueira que esconda isso. Mesmo assim, a presidente saiu para um tipo de otimismo invertido.

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29/08/2015

às 15:31 \ Sanatório Geral

Farsante sem cura

“Não acredito em impeachment da presidente Dilma. Acredito que as dificuldades que nós estamos passando agora serão vencidas na medida que a economia comece a se recuperar e os programas anunciados pela presidenta Dilma comecem a dar resultado”.

Lula, nesta sexta-feira, na entrevista à rádio Itatiaia, recomendando aos brasileiros que tenham paciência e esperem sentados os efeitos positivos de programas econômicos que não existem

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29/08/2015

às 6:30 \ Sanatório Geral

Neurônio ti e tal

“Porque esse foi o primeiro passo para garantir que as pessoas tivessem acesso à saúde, o que é importantíssimo, porque é aquele médico que toca em você, que toma a sua pressão, que pergunta o que aconteceu contigo, que é o que todo mundo quer. Ninguém quer um médico impessoal, não é? Que você…que não chega perto de ti e tal”.

Dilma Rousseff, na entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, em Caucaia, no Ceará, internada por Celso Arnaldo Araújo ao destacar a diferença entre os médicos que tocam e os médicos que não se tocam.

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28/08/2015

às 22:33 \ Sanatório Geral

Doutora em rima

“Daí porque eu sei perfeitamente que essa quantidade de mulheres que aparecem recebendo a chave, é porque mulher, casa, família e filho rima, não é? Dá não só uma rima, mas leva para frente o Brasil. E os nossos queridos companheiros ajudam na criação das crianças, ajudam com toda sua força e seu empenho”.

Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, ao inaugurar no Ceará mais um comício do Minha Casa, Minha Vida, ensinando que mulher rima com casa, que rima com família, que rima com filho, que rima com Dilma, que rima com naufrágio, desastre, inflação, desemprego, pibinho e mentira.

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28/08/2015

às 16:35 \ Sanatório Geral

Neurônio esperto

“Não tem cabimento acreditar que nós resolvemos o problema da violência construindo presídio. A gente constrói presídio porque não tem outro jeito. Mas a tecnologia evoluiu, hoje tem tornozeleira”.

Dilma Rousseff, revelando a única lição que extraiu do escândalo do Petrolão: tornozeleira é mais moderna que cadeia.

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28/08/2015

às 12:25 \ Opinião

J. R. Guzzo: Restos a pagar

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O segundo governo da presidente Dilma Rousseff deu para imaginar o fim do mundo a cada vez que a população vai para a rua; deve ter suas razões. Daí, quando as pessoas voltam para casa e se descobre que o mundo, obviamente, continua de pé, as altas autoridades da República passam a contar vantagem. Insultam os manifestantes. Dizem que estão fazendo um governo praticamente perfeito ─ se uma ou outra coisa não vai bem, a culpa é da economia dos Estados Unidos, ou da China, ou de quem mais possa lhes dar na telha.

Agem como se todos os brasileiros que não foram às manifestações estivessem a favor do governo. Acreditam que saíram da bacia das almas porque fecharam negócio com a nova equipe de resgate chefiada pelo senador Renan Calheiros e seus associados de sempre ─ Fernando Collor, José Sarney, Paulo Maluf e outros gigantes que hoje são os anjos da guarda da esquerda nacional. A presidente, mais uma vez, diz: “Daqui ninguém me tira”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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28/08/2015

às 11:56 \ Sanatório Geral

Trovoada cerebral

“Eu acredito que talvez ninguém aqui saiba, mas o estado de São Paulo começou a chover muito e o pessoal está saindo da chuva com razão, então o pessoal que não está protegido, está saindo da chuva. É bom que chova, mas tem hora que quem está na chuva não quer pegar a chuva. Então é essa contradição sempre. Eles têm de sair, de fato, porque começou a chover forte”.

Dilma Rousseff, nesta terça-feira, na inauguração de um lote do Minha Casa, Minha Vida, ensinando em dilmês como deve comportar-se o brasileiro quando chove ou deixa de chover.

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28/08/2015

às 10:20 \ Direto ao Ponto

O Lhama de Franja certamente imagina que todos os brasileiros são tão poltrões quanto os governos paridos pelo lulopetismo

Ainda entrincheiradas nas discurseiras dos integrantes dos comandantes, e portanto invisíveis, as tropas formadas por lavradores que nunca viram uma foice fora dos desfiles do MST e pelegos que suam a camisa apenas no bailão da CUT acabam de ganhar o aliado internacional que merecem guerreiros que só conseguem matar de rir. Na semana passada, o chefe supremo Lula, o marechal de campo João Pedro Stédile e o general Vágner Freitas festejaram a entrada das Forças Armadas da Bolívia na ofensiva retórica contra os inimigos da República do Pixuleco.

“Ouvi dizer que no Brasil há um golpe de Estado contra a companheira Dilma, contra Lula e o PT”, diz Evo Morales no vídeo que registra a iminente mobilização dos batalhões cucarachas. “Irmãos comandantes, oficiais das Forças Armadas do Brasil, enviem o meu recado à sua comandante: não vamos permitir golpes de Estado no Brasil nem na América do Sul nem na América Latina. Vamos defender as democracias. E pessoalmente, agiremos para defender Dilma, presidente do Brasil, para defender o Partido dos Trabalhadores”.

É compreensível que Morales vislumbre conspirações e quarteladas até em eleição na Dinamarca. Desde a independência consumada em 1825, ocorreram na Bolívia nada menos que 189 golpes de estado ─ um recorde que reduziu a dois anos, em média, a permanência de um chefe de governo no Palácio Quemado. Quem nasce naquelas paragens se torna ainda no berço num doutor em golpe de estado e num analfabeto em democracia. Até os bebês de colo sabem que a turma que chegou ao poder à bala é muito mais numerosa que a eleita nas urnas.

Os tiroteios domésticos foram tantos e tão frequentes que não sobrou tempo para que aquela gente permanentemente empenhada em ganhar mais uma guerra civil aprendesse a vencer adversários estrangeiros. Sempre que se meteu numa aventura beligerante, a Bolívia encolheu. Em 1883, com a derrota na Guerra do Pacífico, perdeu para o Chile a faixa litorânea. No começo do século 20, com a derrota na disputa fronteiriça, perdeu o Acre para o Brasil. Em 1955, com o fiasco na guerra contra o Paraguai, perdeu três quartos do Gran Chaco. Hoje mal chega a 1 milhão de quilômetros quadrados o que restou dos 2,5 milhões que tinha quando nasceu.

Um destacamento do Exército seria repelido pelo Tiro de Guerra caso tentasse invadir Taquaritinga. Por falta de litoral, a Marinha simula combates navais nas águas do Lago Titicaca. A frota da Força Aérea é menor que a de qualquer traficante de cocaína. Se a Bolívia é um Tabajara da América do Sul, e por isso mesmo vive evitando confrontos com cachorro grande, por que Morales resolveu intrometer-se em assuntos internos do Brasil? Certamente por achar que todos os habitantes do País do Carnaval são tão poltrões quanto seus amigos do governo lulopetista.

Na cabeça do Lhama de Franja, o país de Lula e Dilma não passa de um grandão abobalhado, que mete o rabo entre as pernas assim que ouve latidos com sotaque bolivariano. Em maio de 2006, por exemplo, Morales confiscou os ativos da Petrobras na Bolívia, ordenou aos funcionários da estatal que dessem o fora e aumentou ilegalmente o preço do gás comprado pelo Brasil. Lula engoliu sem engasgos os desaforos. Há meses, Dilma não deu um pio sobre a busca policial no avião em que o ministro da Defesa Celso Amorim, na pista do aeroporto de La Paz, aguardava autorização para a decolagem.

A procissão de atrevimentos vai acabar assim que for sepultada a política externa da canalhice, uma das abjeções que tornam incomparavelmente repulsiva a era lulopetista. Evo Morales terá de baixar a voz (ou emudecer de vez). E a Bolívia será tratada pelo Brasil como mais um grotão que teima em enxergar um enviado dos deuses incas onde existe apenas outro embusteiro autoritário destinado à lata de lixo da História.

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27/08/2015

às 22:35 \ Direto ao Ponto

Marco Antonio Villa no Aqui entre Nós: ‘As instituições não estão funcionando’

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27/08/2015

às 10:14 \ Sanatório Geral

Falta camisa de força

“Eu recebi a chanceler da Alemanha. E quero dizer para vocês que nós… eles são a quarta economia, nós somos a sétima, mas se você perguntar para mim: em quem que você aposta como sendo a economia mais forte? E não quero falar isso só em relação à Alemanha”.

Dilma Rousseff, durante a discurseira no Recife, ensinando que o sétimo colocado no ranking da economia, em marcha acelerada para o rebaixamento, está na frente do quarto, vai encostar em poucos dias na China e, até o fim do ano, desbancar da liderança os Estados Unidos.

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