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Dilma Rousseff

16/04/2014

às 23:33 \ Sanatório Geral

Pito a caminho

“Eu entendo a surpresa do passageiro. Mas eu quero dizer para vocês que parece que aqui, sim, é o Brasil. Porque quando a gente mexe com a vida desses 42 milhões de brasileiros elevados à classe média, a gente tem uma responsabilidade com eles”.

Dilma Rousseff, durante a inauguração do Píer Sul do aeroporto de Brasília, na réplica à discurseira do ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, para quem aquilo ‘nem parece o Brasil’, ensinando que só pode dizer uma bobagem dessas um assessor tão irrelevante que nunca foi convidado a visitar o Brasil Maravilha registrado em cartório.

16/04/2014

às 19:18 \ Opinião

‘Para cima ─ e para baixo’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

É velho como a linguagem humana o ardil de pôr na boca do outro palavras que ele jamais disse, para abafar aquelas, de fato proferidas, que não se conseguem contestar. A falsificação dos argumentos alheios visa a virar o fio do debate a fim de que o falsário se desvencilhe de sua posição claramente insustentável, na esperança de empurrar o adversário para a defensiva. Em ambientes polidos, chama-se a isso desonestidade intelectual. No léxico da atualidade política brasileira, o nome da manobra é mais rombudo: ir para cima.

Foi o que o ex-presidente Lula ordenou ao PT e à sucessora Dilma Rousseff para exorcizar as turbulências que se acumulam ao seu redor, ameaçando estilhaçar a fantasia de que a reeleição eram favas contadas. Já não bastassem a inflação, o desempenho capenga da economia e o desejo de mudança em geral compartilhado, segundo as pesquisas, por 7 em cada 10 eleitores, as entranhas entrevistas da compra da Refinaria de Pasadena, envolvendo pessoalmente a chefe do governo em momentos distintos, terminaram por desencadear a chamada tempestade perfeita sobre o Planalto petista.

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16/04/2014

às 15:49 \ Sanatório Geral

Duas em uma

“A aprovação da compra de Pasadena não foi mérito da presidente Dilma. Naquele momento, foi uma decisão acertada de todo o conselho”.

Graça Foster, durante o depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, explicando que a compra da refinaria de Pasadena, qualificada por ela como “um mau negócio”, não foi mérito da atual presidente da República, Dilma Rousseff, mas da então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff.

16/04/2014

às 13:33 \ O País quer Saber

O New York Times descobre que a Ferrovia Transnordestina é outro fiasco produzido pelos gigolôs do ufanismo eleitoreiro

Atualizado às 13h30

BRANCA NUNES

“Os trilhos da ferrovia Transnordestina abrem passagem para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social na região nordeste”, orgulha-se a voz em off logo na abertura do vídeo institucional sobre os 1.728 quilômetros de trilhos projetados para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o município de Eliseu Martins, no Piauí. “Do início da operação, em dezembro de 2009, a dezembro de 2011, mais de 15 mil pessoas foram contratadas”.

A narrativa ufanista segue evocando números de matar de inveja noruegueses, suecos e alemães. “Foram realizados mais de 34 milhões de metros cúbicos de terraplanagem, construídos mais de 24 mil metros cúbicos de bueiros, 30 obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, já estão concluídas, 280 mil metros cúbicos de concreto estrutural executados, foram adquiridas 170 mil toneladas de trilhos, mais de 200 milhões de reais investidos na compra de seis locomotivas e 480 vagões”.

Gravado em 2012, o vídeo garante que a obra descerá do palanque no máximo em dezembro de 2014 – segundo o cronograma original, a ferrovia seria inaugurada ainda no governo Lula. Em março de 2013, a conclusão dos trabalhos foi empurrada para 2016 e os preços subiram: só a gastança com a construção começou em R$ 5,4 bilhões, saltou para R$ 6,72 bilhões e acabou de chegar a R$ 7,5 bilhões. A conta não inclui os gastos com vagões e locomotivas, orçados (por enquanto) em R$ 1,5 bilhão. Nem as despesas com oficinas e portos.

Neste fim de semana, The New York Times descobriu que o colosso ferroviário só esbanja saúde no Brasil Maravilha registrado em cartório, e que os trens nunca apitaram fora dos vídeos institucionais. “A mais de mil milhas ao norte das praias do Rio e dos arranha-céus de São Paulo está a multimilionária Ferrovia Transnordestina”, informa o jornalista Simon Romero na vídeoreportagem. “A longa e sinuosa estrada de ferro deveria transportar grãos de soja do empobrecido interior do Brasil para os locais de exportação. Há 18 anos em construção, é uma sequência de estradas de terra e pontes abandonadas – um dos muitos grandes projetos que foram abandonados com a desaceleração da economia brasileira”.

Depoimentos de moradores da região confirmam as desoladoras constatações feitas pelo jornal mais influente do mundo. “Juscélia e José Luiz são lavradores em Contente, uma remota cidade cortada pela rodovia”, exemplifica Romero. “Em nome do que chamaram de progresso, eles tiveram sacrificados seus campos, suas vilas e seu modo de viver”. Outros trechos expõem a incompetência do governo. ”Ninguém em Contente foi indenizado pelas terras destruídas”, denuncia Romero. “O campo era a principal fonte de frutas frescas e vegetais. Agora, está seco e se tornou inútil”.

Depois de enfatizar que ninguém sabe se e quando a obra será concluída, o correspondente do NYT desmonta as fantasias do vídeo institucional de 2012: “Cruzando as terras dos sertões ao litoral, a locomotiva do futuro vai transportar riquezas e criar novos sonhos para uma gente ansiosa em ser protagonista de uma nova história”. Pelo andar das obras, essa gente ansiosa em ser protagonista será novamente coadjuvante de mais um fiasco nascido da aliança entre a inépcia administrativa e a corrupção política.

Clique na imagem para assistir ao vídeo do The New York Times:

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16/04/2014

às 13:25 \ Opinião

José Nêumanne Pinto: A oposição nada tem a ver com a corrupção da Petrobras

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto avisa que é inútil tentar atribuir a crise da Petrobras à oposição, como tem feito Dilma Rousseff.  Confira:

16/04/2014

às 0:29 \ Sanatório Geral

Supergerente de araque

“Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem deliberadamente a realidade do mercado mundial de petróleo para transformar eventuais problemas conjunturais em supostos fatos irreversíveis e definitivos”.

Dilma Rousseff, afirmando que só gerentões e gerentonas que conhecem bem a realidade do “mercado mundial de petróleo” são capazes de compreender o que levou a Petrobras a enterrar US$ 1,2 bilhão numa refinaria comprada por US$ 42,5 milhões sete anos antes.

15/04/2014

às 21:57 \ Sanatório Geral

Neurônio conspiratório

“Não ouvirei calada a campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas”.

Dilma Rousseff, revelando que o governo foi obrigado por Aécio Neves, Eduardo Campos e, claro, Fernando Henrique Cardoso, a comprar a refinaria de Pasadena, superfaturar a Abreu e Lima e derrubar da 12ª para a 120ª posição a colocação da estatal no ranking das maiores empresas do planeta.

15/04/2014

às 21:34 \ História em Imagens

Estrelado por Lula, Dilma, Gabrielli, Vargas e Graça, o vídeo do Implicante mostra que o governo do PT tem motivos de sobra para apavorar-se com a CPI da Petrobras

15/04/2014

às 16:03 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: Qual descoberta levou Dilma Rousseff a acusar a oposição de destruir a Petrobras?

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15/04/2014

às 14:10 \ Opinião

‘O PAC 3 e as eleições’, um artigo de Gil Castello Branco

Publicado no Globo desta terça-feira

GIL CASTELLO BRANCO

Há dez dias, quando a presidente-candidata anunciou que lançará em agosto ─ dois meses antes das próximas eleições ─ a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), lembrei-me dos filmes da série Rambo, que agradavam aos cinéfilos menos exigentes, especialmente pela pirotecnia. Na verdade, Lula e Dilma não inovaram ao “batizar” e associar um conjunto de ações aos seus mandatos. Assim foi em governos anteriores com o “Avança Brasil”, o “Brasil em Ação”, o “Programa de Metas”, o “Plano Salte”, entre outros. Estrategicamente, são “títulos fantasia” para Planos Plurianuais (PPAs), previstos na Constituição federal, que os governantes têm por obrigação realizar.

Às vésperas da divulgação do PAC 3, a Associação Contas Abertas reuniu dados oficiais sobre a execução do PAC 2, que abrange o período de 2011 a 2014. Essa etapa do programa foi anunciada com pompa e cerimônia em 29 de março de 2010, na presença de 30 ministros do governo Lula, prefeitos de várias capitais, empresários e líderes de movimentos sociais.

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