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Dilma Rousseff

26/04/2015

às 15:15 \ Sanatório Geral

Neurônio enganador

“Ela é uma pessoa muito culta. Tem uma vasta cultura, é muito agradável para conversar. Lê muito, entende muito de arte, de teatro, conhece profundamente vários museus”

Marta Suplicy, em entrevista publicada nas páginas amarelas de VEJA, revelando que Dilma Rousseff só faz de conta que não entende de nada para evitar que o padrinho se sinta humilhado.

25/04/2015

às 9:10 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Triângulo da morte’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

O encantado balanço da Petrobrás desencantou, confirmando, agora em números, qual o primeiro e maior problema da principal companhia brasileira: a ingerência política. Foi ela, a ingerência política, que fechou o triângulo mortal da corrupção, do péssimo gerenciamento e do represamento artificial das tarifas. Deu no que deu

Essa conjunção maldita acabou com a saúde e com a imagem da Petrobrás no País e no mundo, mas o pior é que não foi uma exclusividade da Petrobrás, mas sim a marca dos anos do PT, particularmente dos anos Lula, nos órgãos públicos e nas estatais. Aparentemente, nada escapa.

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23/04/2015

às 23:01 \ Direto ao Ponto

No 6° aniversário, a coluna propõe um brinde à aproximação da alvorada

Garan_Sunrise

Nascida em 22 de abril de 2009, a coluna convida os leitores a incluir na celebração do 6° aniversário a leitura dos cinco versos finais de “Morte do Leiteiro”, do grande Carlos Drummond de Andrade:

DUAS CORES SE PROCURAM,
SUAVEMENTE SE TOCAM,
AMOROSAMENTE SE ENLAÇAM,
FORMANDO UM  TERCEIRO TOM
A QUE CHAMAMOS AURORA.

O epílogo do poema é um resumo do Brasil deste singularíssimo 2015. Justificadamente indignados, aflitos ou perplexos com os estragos decorrentes das crises econômica, política, moral e institucional, numerosos leitores ainda não vislumbram a luz que há por trás das sombras: além de torná-la irreversível, tantas crises conjugadas apressaram a agonia da seita lulopetista.

Desemprego e inflação tiram o sono e o sossego, mas fazem bem à vista. Acossados pela volta dos dois fantasmas, milhões de brasileiros enfim enxergaram a devastação produzida por 12 anos de inépcia, embuste e corrupção, fora o resto. Não será fácil pagar a conta espetada no bolso dos pagadores de impostos pelo clube dos cafajestes disfarçado de governo. Mas não deixa de ser um consolo e tanto contemplar o pânico dos vigaristas surpreendidos pelo encerramento da farra bilionária.

Há seis anos, quando esta ilha independente se incorporou no Dia do Descobrimento ao diminuto arquipélago ocupado pelo jornalismo sem medo, os brasileiros decentes eram menos de 10% no universo das pesquisas de opinião. E não nos rendemos. Os liberticidas patológicos fizeram o diabo para exterminar a oposição real. E não capitulamos. “Vamos ganhar porque temos razão”, aqui se repetiu incontáveis vezes, sobretudo em momentos de compreensível pessimismo. E então se deu a brusca mudança da paisagem.

Semanas depois da reeleição de Dilma Rousseff, o imenso viveiro de abúlicos começou a despertar, milhões de conformados entenderam que o espetáculo do cinismo fora longe demais. Hoje, os que sonhavam com o poder absoluto e eterno só tapeiam 13%  de fanáticos e desinformados que acham “bom” ou “ótimo” o pior governo da história. Nas ruas, as manifestações promovidas pela companheirada reúnem menos gente que quermesse de lugarejo.

Nas pesquisas de opinião, Dilma coleciona recordes de impopularidade. É difícil acreditar que completará o mandato. Lula já aparece abaixo de Aécio Neves na disputa pela presidência. O bando para o qual os fins justificam os meios é uma espécie em extinção. A deserção dos aliados espertos conferiu dimensões nanicas à  bancada governista no Congresso.

A frota de camburões enfim dobrou a esquina. Figurões do partido vão descobrindo como é a vida na cadeia. A fila dos candidatos à gaiola não para de crescer. Corruptos protegidos pelo chefão souberam tarde demais que a condenação à eterna impunidade perdera o prazo de validade. O país que presta tornou-se muito maior que o outro. A noite que começou em 2003 vai chegando ao fim.

É hora de erguer um brinde ao aniversário da nossa coluna e outro à tenacidade da resistência democrática, amigos. Falta pouco para a consumação da derrota definitiva da tribo fora da lei. Como nos versos de Drummond, o horizonte claro/escuro anuncia a aproximação da alvorada.

23/04/2015

às 20:28 \ Sanatório Geral

Cofre acalma

“Muito desse descontentamento do Congresso com o Palácio do Planalto está nesta questão do segundo escalão”.

Benedito de Lira, líder do PP no Senado, ensinando que nada como meia dúzia de cofres, mesmo se localizados no segundo escalão, para adoçar as relações entre a banda podre do Congresso e Dilma Rousseff.

23/04/2015

às 18:03 \ Sem categoria

Demétrio Magnoli: ‘Leis em movimento’

Publicado no Globo

DEMÉTRIO MAGNOLI

O Senado sabatinará o jurista Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para a cadeira vaga no STF desde a renúncia de Joaquim Barbosa. O fato de que Fachin fez campanha para Dilma, em 2010, não o desabona. “Ele manifestou uma posição política, votou na presidente”, disse o senador tucano Álvaro Dias, para explicar: “O que deve prevalecer não é a opção política circunstancial” mas “o notório saber jurídico, a reputação ilibada e a independência de quem vai julgar”. De fato, em 2002, o Senado aprovou a nomeação de Gilmar Mendes por FH e, em 2009, a de Dias Toffoli por Lula, sem impugnar a “opção política circunstancial” de nenhum dos dois. O problema é que, no caso de Fachin, a “opção política” não expressa um exercício individual de cidadania, mas uma militância específica na arena do Direito.

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22/04/2015

às 20:59 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Hora e vez de Sibá Machado’

Publicado no Globo

FERNANDO GABEIRA

Mais uma vez, o povo na rua. Grande parte de nossa esperança está depositada na sociedade. Ela é quem pode dinamizar a mudança. A maioria vai gritar “Fora Dilma”, “Fora PT”. Não há espaço agora para outras palavras. No entanto, a saída de Dilma é apenas o começo. Vai ser preciso um ajuste econômico. Todos deveriam se informar e tomar posição sobre ele. O governo Dilma não se mexe na redução de ministérios e cargos de confiança. Não há um projeto sério de contenção de gastos com a máquina. E sem isso, o impacto do ajuste, aumentando impostos e cortando benefícios sociais, dificilmente será digerido pelo Congresso e pela própria sociedade.

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20/04/2015

às 15:59 \ Sanatório Geral

Neurônio traiçoeiro

“Tem uma tensão no Congresso, mas nós nunca perdemos uma votação como aquela MP da CPMF, que significou menos R$ 40 bilhões para o governo”.

Dilma Rousseff, numa conversa com blogueiros estatizados, ao surpreender os presentes com uma rasteira no padrinho Lula.

20/04/2015

às 4:26 \ Opinião

‘Tenta jogar, mas é inexperienta’ e outras seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Dilma, a suprema, decidiu ceder: para atender ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem detesta, nomeou para o Ministério do Turismo o ex-deputado Henrique Alves, de quem não gosta. E, para não parecer que se rendeu incondicionalmenta, aplicou um bom corte nas verbas já escassas do Turismo.

E que é que aconteceu?

1 – para nomear Henrique Alves, teve de afastar o ministro Vinícius Lages, indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros — um político pelo menos tão poderoso quanto Eduardo Cunha. Renan manifestou seu desagrado da maneira mais clara possível: rejeitou todas as propostas de Dilma para dar novo cargo a Lages e preferiu nomeá-lo para a chefia de seu Gabinete. Para um peemedebista, recusar bons cargos é a maior demonstração de que o relacionamento vai mal.

2 – Eduardo Cunha já estava irritado com a demora na nomeação de Alves. Ficou mais irritado ainda com o corte das verbas. Mas tem um motivo de satisfação: provou para seu partido e para o país que manda mais que a presidente. Não perderá oportunidade de exercitar seu poder à vontade, goste ela ou não. E já começou: nos próximos dias, entra na pauta a redução do número de Ministérios.

3 – Renan Calheiros é frio, experiente. Não reage: só se vinga. Talvez Luiz Edson Fachin, escolhido por Dilma para o Supremo, tenha problemas para que o Senado o aprove. E Renan apoiará Cunha na redução do número de Ministérios.

Como se diz em futebol, ao mau jogador até a bola atrapalha.

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19/04/2015

às 21:03 \ Direto ao Ponto

Presidente do BNDES desmonta mentira de Dilma Rousseff sobre o porto que o governo brasileiro doou à ditadura cubana

* Post publicado originalmente dia 18/04, às 14h

19/04/2015

às 18:12 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: ‘Três mineiros e uma mineira’

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

A data de 21 de abril marca três aniversários que, por sua vez, evocam três mineiros. O 21 de abril que se aproxima assinala o 223º aniversário da morte de Tiradentes, o 55º da fundação de Brasília, obra magna do segundo dos nossos mineiros, Juscelino Kubitschek, e o trigésimo aniversário de morte de Tancredo Neves, o terceiro. São aniversários e mineiros que se entrelaçam e conduzem uns aos outros. JK escolheu o Dia de Tiradentes para inaugurar Brasília. Disse, naquele dia: “Neste 21 de abril — consagrado ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, no 138º ano da Independência e 71º da República — declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, capital dos Estados Unidos do Brasil”. Tancredo invocou Tiradentes, “aquele herói enlouquecido de esperança”, no discurso de presidente eleito. Conheceu a tragédia de não tomar posse, mas recebeu do Anjo das Sublimes Coincidências o favor de morrer no Dia de Tiradentes.

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