Blogs e Colunistas

Dilma Rousseff

20/10/2014

às 19:42 \ Sanatório Geral

Pulgas x neurônios

“Terrorismo é o que faz seu candidato a Ministro da Fazenda. Eu se fosse funcionário do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDS, eu ficava com três pulgas atrás da orelha”.

Dilma Rousseff, confirmando que tem mais pulgas atrás da orelha do que neurônios no cérebro baldio.

20/10/2014

às 19:25 \ Opinião

Oliver: O nome do jogo sujo

VLADY OLIVER

É uma bobagem acreditar que campanhas políticas milionárias não tenham diversos termômetros em seus comitês para averiguar a tal “temperatura” da patuleia. Qualitativas, trackings, análise de tendências e recall de iniciativas e outros tantos sistemas de ajustes do discurso em andamento. Se o debate deste domingo nem de longe lembrou aquele anterior, que resultou no nocaute da candidata do governo, fica a impressão que ambas as equipes deduziram que partir para a baixaria pura e simples afugenta o eleitor mais do que acrescenta alguma coisa em sua decisão de voto. Vou continuar a afirmar que é uma questão de consistência. Neste caso específico, parece que a candidata Dilma perdeu o campeonato de baixarias protagonizado anteriormente, acabando por celebrar o armistício neste e tentando modular o discurso em torno de propostas e não tanto de agressões gratuitas.

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19/10/2014

às 9:25 \ Opinião

‘Sobre reeleição, filhotismo etc.’, de Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

O projeto de fim da reeleição e coincidência de mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos, defendido por Aécio Neves, antes piora do que melhora o modelo atual. Bem ou mal, a ocorrência de uma eleição sempre convida o eleitor a pensar no processo político e a participar dele. É o que ocorre hoje a cada dois anos. Uma distância de cinco anos entre uma eleição e outra gera uma longa desmobilização e tem tudo para multiplicar o já alto grau de desinformação e desinteresse do eleitorado brasileiro. Problemática é também a fixação dos cinco anos de duração para todos os mandatos, inclusive os legislativos. Isso significa que o senador teria mandato igual ao do deputado, ao contrário do que sempre ocorreu no Brasil e ocorre nos melhores modelos mundo afora. Senado é lugar dos seniores, da prudência e da moderação, portanto do vagar e da ponderação, e para o bom exercício de tais características entende-se como boa regra a duração mais longa dos mandatos.

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19/10/2014

às 0:35 \ Sanatório Geral

Queda de pressão (2)

“Eu aceito discussão, mas eu não aceito discussão em que não estejam claros todos os termos da frase. Tem que ter sujeito, predicado, verbo, objeto direto. Quero saber a quem interessa”.

Dilma Rousseff, sobre a duração do mandato presidencial, explicando que antes de decidir se deve ser de quatro ou cinco anos precisa aprender a diferença entre um verbo e um pronome.

 

18/10/2014

às 0:01 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Depois dos sórdidos ataques a Marina Silva, Lula exige que Aécio trate Dilma com o mesmo carinho que dispensava a Rose Noronha

17/10/2014

às 21:05 \ Sanatório Geral

Inocência demitida

“Tenho muita tranquilidade. Em abril de 2012, eu não sabia que havia esse processo e retirei as pessoas envolvidas. Não tenho o que assumir na Petrobras, tenho de investigar”.

Dilma Rousseff,  jurando que resolveu afastar os diretores gatunos da Petrobras por achar que eram inocentes.

17/10/2014

às 18:33 \ Direto ao Ponto

Dilma Rousseff acaba de revelar num vídeo por que perdeu o rumo no meio da entrevista concedida depois do debate no SBT: ‘Saco vazio não para em pé’

Para tentar reduzir a uma coisinha de nada a pane mental que transformou em naufrágio o que deveria ter sido uma entrevista, Dilma Rousseff divulgou um vídeo 12 segundos em que, caprichando no sorriso de aeromoça, diz o seguinte:

Oi, pessoal, eu estou aqui no hotel e me sentindo muito bem. E pronta pra mais um dia de luta. Bom, agora eu vô pará, comê um feijãozinho com arroz. Porque saco vazio não para em pé.

Saco vazio não para em pé. Perfeito: a candidata à reeleição acaba de produzir o mais revelador retrato de Dilma Rousseff.

17/10/2014

às 15:21 \ Sanatório Geral

Paulinho de terninho

“O povo não é bobo, o que a presidente Dilma fala tem comprovação, documentos, e o debate serve para isso. E ela não falou tudo ainda!”.

Vicentinho, líder do PT na Câmara dos Deputados, reforçando a suspeita de que Dilma Rousseff reuniu  provas mais do que suficientes para propor à Justiça um acordo de delação premiada.

17/10/2014

às 0:09 \ Direto ao Ponto

O parecer de Celso Arnaldo: ‘Não foi pressão, não’

Único doutor em dilmês do planeta, o jornalista Celso Arnaldo Araújo enviou à coluna o seguinte parecer sobre a entrevista que não houve porque a entrevistada estava grogue:

Não foi pressão, não. Ineq, ineqüi, inhoqui, sem sombra de dúvidas foi um insulto típico do dilmês ─ ataque apoplético caracterizado por insuficiência sintática, derrame semântico e Lesão de Esforço Repetitivo (LER) na articulação da fala.

Na verdade, a presidenta que não sabe recitar “batatinha quando nasce” é uma fingidora. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a vergonha que deveras sente.

15/10/2014

às 20:45 \ Direto ao Ponto

O boletim do DataNunes constata: com 55% dos votos válidos, Aécio Neves está 10 pontos à frente de Dilma Rousseff

logo-datanunesAs pesquisas do Datafolha e do Ibope, que acabam de sair do forno, garantem que nada de relevante — rigorosamente nada — aconteceu desde quinta-feira passada, quando cada um dos institutos serviu a primeira sopa de algarismos produzida pelo segundo turno da eleição presidencial. Passados seis dias, Aécio Neves continua com os mesmos 51% dos votos válidos, Dilma Rousseff segue estacionada nos mesmos 49%. Como a margem de erro é de 2%, os alquimistas do Ibope e do Datafolha comunicaram que “a situação é de empate técnico”.

Conversa de 171, comprovou o DataNunes, único instituto que, em vez de pesquisas, faz constatações com margem de erro abaixo de zero e índice de confiança acima de 100%). O boletim distribuído neste 15 de outubro condensou em nove tópicos as razões das significativas mudanças registradas tanto na direção e força dos ventos quanto na temperatura política:

1. No segundo turno, Dilma Rousseff teve de conformar-se com o apoio individual de Luciana Genro, candidata à presidência pelo PSOL (e última colocada em todos os concursos promovidos nos anos 70 para a escolha do Bebê Simpatia de Porto Alegre). Já na largada, juntaram-se à coalizão oposicionista o PSB, o PPS de Roberto Freire, o PV de Eduardo Jorge e o PSC do Pastor Everaldo. Neste fim de semana, a aliança foi reforçada pelo apoio público da família de Eduardo Campos e pela chegada de Marina Silva ao palanque de Aécio.

2. No fim de semana, a aliança liderada por Aécio incorporou campeões de voto filiados a partidos da base alugada. O PDT, por exemplo, segue no time de Dilma, mas desfalcado dos senadores Cristóvam Buarque (DF) e Pedro Taques, governador eleito de Mato Grosso. Também figura no grupo dissidente Antonio Reguffe, senador eleito pelo PDT do Distrito Federal. Como os dois candidatos a governador no segundo turno apoiam Aécio, até o Ibope teve de admitir, numa pesquisa divulgada nesta terça-feira,  que em Brasília o senador mineiro está 30 pontos percentuais acima da candidata à reeleição.

3. No Rio Grande do Sul, Aécio conseguiu o apoio de José Sartori, do PMDB, que se prepara para confirmar no segundo turno a derrota imposta a Tarso Genro no dia 5. Aos lado dos eleitores de Sartori estão os que votaram na terceira colocada, senadora Ana Amélia Lemos, do PP. Como em Santa Catarina e no Paraná, também no Rio Grande do Sul o candidato tucano somará mais de 50% dos votos válidos.

4. O poder de fogo da aliança antipetista no Brasil meridional só é inferior ao exibido na portentosa frente paulista, que garantiu a Aécio 44% do total de votos no Estado que abriga um terço do eleitorado brasileiro. Esse colosso cresceu com a migração de dois terços dos que votaram em Marina Silva, com a prostração paralisante da companheirada surrada nas urnas, com os estrondos da roubalheira na Petrobras e com o entusiasmo dos tucanos vitoriosos, decididos a ampliar os 7 a 1 do primeiro turno que transformaram São Paulo na Alemanha do lulopetismo.

5. No Rio, ressurgiu mais encorpado o grupo que defende a chapa Aezão, formada por Aécio e pelo governador Luiz Fernando Pezão, que disputa a segunda etapa contra o senador Marcelo Crivella. O significado do movimento articulado por prefeitos e parlamentares do PMDB ultrapassa as fronteiras do Rio. Governistas incuráveis, os peemedebistas sempre adivinham quem vai ganhar. A ressurreição do Aezão avisa que, para os peemedebistas, é Aécio o franco favorito.

6. Em Minas, os fabricantes de estatísticas já se renderam aos fatos: Aécio lidera a corrida com folga em todas as pesquisas divulgadas com reveladora discrição pelos fabricantes de índices convenientes ao governo federal.

7. A vantagem da presidente no Nordeste foi consideravelmente encurtada pela inversão do quadro eleitoral em Pernambuco e pelo aumento da votação de Aécio nos Estados em que candidatos da oposição disputam o segundo turno.

8. No mesmo dia em que Dilma resolveu hasteá-la ao lado de Fernando Collor, Renan Calheiros e Renan Filho, a bandeira do combate à corrupção foi arriada pelas revelações feitas às Justiça Federal do Paraná por dois protagonistas e testemunhas da roubalheira na Petrobras. As denúncias vocalizadas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Yousseff, conjugadas com a discurseira moralista de Dilma, confirmaram que o Brasil é o país da piada pronta.

9. O sumiço de Lula é um aviso aos navegantes: o barco de Dilma percorre a rota do naufrágio. Sempre o primeiro a cair fora do porão, o padrinho não é visto ao lado da afilhada desde 3 de outubro. Faz 13 dias que inventa compromissos no Acre, no Rio Grande do Norte ou no Ceará para não dar as caras no palanque em perigo.

Conjugados, os nove tópicos permitem calcular com precisão a posição dos candidatos e a distância que os separa: Aécio Neves tem 55% dos votos válidos e Dilma Rousseff, 45%. A diferença é de 10 pontos percentuais. Por enquanto.

 

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