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Dilma Rousseff

22/11/2014

às 13:00 \ Opinião

J.R. Guzzo: ‘Caros leitores’

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

Os leitores de VEJA têm o direito de perguntar a si mesmos o que, afinal de contas, estão fazendo de tão errado assim. Ouvem dizer o tempo todo, do governo e do seu sistema de suporte, as coisas mais horríveis a respeito da revista que gostam de ler ─ tanto gostam que continuam a lê-la, semana após semana, sem a menor obrigação de fazer isso. Haveria aí alguma tara secreta, ou outro tipo qualquer de desvio de conduta? A pregação espalhada diariamente pelos mecanismos de propaganda a serviço do governo parece sugerir que existe, sim, uma doença muito séria com esses cidadãos: como poderiam, caso fossem pessoas sadias, buscar informação e outros itens de interesse num veículo que faz parte das leituras proibidas pelo Santo Ofício do PT?

Ainda na véspera da última eleição, a presidente da República, em pessoa, prometeu que iria processar a revista “na Justiça”, aparentemente com uma ação penal, por crimes não especificados e, segundo ela, gravíssimos. Até agora não entrou com ação nenhuma, é verdade, mas e daí? O que importa é afirmar que o leitor está sendo cúmplice de uma publicação “criminosa” ─ e como tal, segundo a filosofia do ex-presidente Lula, torna-se nazista, inimigo do Menino Jesus e participante de um golpe de Estado para derrubar Dilma Rousseff e o governo popular do PT.

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21/11/2014

às 19:51 \ Sanatório Geral

Tudo explicado

“O ódio demonstrado contra a presidenta Dilma não se deve ao fato dela ter prejudicado o sistema financeiro ou os empresários. O ódio é exatamente porque a filha de um pequeno agricultor está virando doutora nesse país”.

Lula, ensinando que os milhões de indignados com o governo mais corrupto e incompetente da história se converteriam em devotos da seita petista se os filhos dos pequenos agricultores passassem a vida longe da escola, como fez o declarante.

21/11/2014

às 16:15 \ Sanatório Geral

Programa de governo

“Parece que as eleições não acabaram ainda. Eles vão ter uma surpresa extraordinária porque ela sabe que ela tem que fazer o melhor governo desse país e que daqui quatro anos vai ter que escolher qual a imagem que ela quer deixar depois de uma mulher governar esse país durante oito anos”.

Lula, em Foz do Iguaçu, depois do comício disfarçado de “palestra” na Usina de Itaipu, recuperando a voz que sumiu depois da descoberta do Petrolão para informar que o programa de governo de Dilma Rousseff é reconstruir nos próximos quatro anos o que destruiu nos últimos quatro anos.

21/11/2014

às 14:12 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Apocalipse, agora’

Publicado no Estadão
Passada uma semana do juízo final, ainda me pergunto cadê a Dilma. Ela disse que as contas públicas estavam sob controle e elas aparecem com imenso rombo. Como superar essa traição da aritmética? Uma lei que altere as regras. A partir de hoje, dois e dois são cinco, revogam-se as disposições em contrário.
Os sonhos de hegemonia do PT invadem a matemática, como Lysenko invadiu a biologia nos anos 30 na Rússia, decretando que a genética era uma ciência burguesa. A diferença é que lá matavam os cientistas. Aqui tenho toda a liberdade para dizer que mentem.

20/11/2014

às 20:38 \ Sanatório Geral

Candidata a humorista

“Falamos a verdade quando destacamos que o combate à corrupção nunca foi tão firme e severo como no meu governo”.

Dilma Rousseff, preparando-se para candidatar-se a humorista quando deixar o governo.

19/11/2014

às 19:46 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: O silêncio de Lula sobre o escândalo da Petrobras é mais uma estridente confissão de culpa

18/11/2014

às 17:03 \ Sanatório Geral

Autocrítica é isso (2)

“Não é um monopólio da Petrobras ter processos de corrupção. Eu quero te lembrar que um dos grandes escândalos de corrupção investigados no mundo foi o da Enron. E a Enron era uma empresa privada. A maioria absoluta dos funcionários da Petrobras não é corrupta. Há pessoas que praticaram atos de corrupção dentro da Petrobras”.

Dilma Rousseff, sobre a roubalheira na Petrobras, confirmando que é preciso investigar as outras estatais e todas as empresas privadas que são parceiras do governo.

18/11/2014

às 15:58 \ Opinião

‘O mundo à parte de Dilma’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta terça-feira

Em duas falas em Brisbane, na Austrália – um discurso na abertura da reunião do Brics, que precedeu a do G-20, e numa entrevista antes de embarcar de volta -, a presidente Dilma Rousseff emitiu sinais inquietantes de que viajara também para os antípodas da realidade. No léxico dos anos 1970, quando ela integrava organizações de resistência armada à ditadura, se diria que estava “alienada”, embora não estritamente no sentido clínico do termo. Chame-se hoje como se queira o estado de espírito que a presidente deixa transparecer em seus pronunciamentos, o fato é que eles parecem demonstrar um descompromisso com as coisas como são, substituído por um enlace mental com um mundo à parte de todo peculiar.

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17/11/2014

às 19:40 \ Sanatório Geral

Autocrítica é isso

“Isso eu acho que mudará para sempre as relações entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e as empresas privadas. Pode mudar o país no sentido de que vai se acabar com a impunidade. Essa é, para mim, a característica principal dessa investigação. É mostrar que não é algo engavetável”.

Dilma Rousseff, antes de voar da Austrália para o Brasil, informando que o país vai ficar muito melhor quando se livrar da corrupção impune que foi institucionalizada pelo padrinho Lula e preservada pela declarante.

 

17/11/2014

às 17:24 \ Direto ao Ponto

Mais um vídeo histórico: Lula promoveu Dilma, Erenice e Graça a heroínas da pátria só porque a trinca conversava durante a madrugada (e matava o turno da manhã)

Exumado pelo nosso comentarista Sharp Ramdom, o vídeo de 47 segundos será obrigatoriamente anexado aos autos da devassa de que a era lulopetista não escapará. Gravado em 2010, o documento de inestimável valor histórico mostra Lula enxergando heroínas a serviço da pátria em três mediocridades: Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Graça Foster. Segue-se a reprodução literal do palavrório:

“No Ministério de Minas e Energia, a Dilma montou uma… um cunjunto de pessoas, era ela, a Erenice e era a Graça, que hoje é presidente … ãããn … da política de gais, da diretoria de gais da Petrobrais. (Alguém sopra que Graça Foster está na plateia). Taí? Taqui a Graça, nossa grande companhera Graça. Num vou falá nada prucê não chorá, Graça. Mas essa… essas três mulheres… essas três mulheres, às vezes eu chegava nove hora no Palácio do Planalto, convidava a Dilma pruma reunião e recebia a notícia: ‘Presidente, a Dilma tá dormindo porque elas saíram às quatro e meia da manhã, cinco e meia da manhã’”.

Nada como um escândalo depois do outro. Em 2010, Erenice Guerra foi obrigada a cair fora do governo por ter virado caso de polícia: descobriu-se que a melhor amiga de Dilma chefiava simultaneamente a Casa Civil e uma quadrilha de larápios especializados em tráfico de influência. Há poucos meses, o desmonte do maior esquema de corrupção de todos os tempos provou que Graça Foster, no comando da Petrobras desde 2012, é incapaz de enxergar diferenças entre um grupo de executivos e um bando de gatunos.

É um defeito de fabricação que também afeta a visão da presidente que chama a companheira de “Graciosa”. Se não tivessem sequer desconfiado da ladroagem bilionária, seriam duas ineptas implorando por demissão. Como souberam de tudo faz tempo, foram comparsas e não merecem o os cargos que ocupam. Também deslocado para o olho do furacão que gerou, tampouco Lula deve sonhar com a volta ao Planalto. Nenhum país merece ser governado por quem enxerga um gênio da raça em qualquer figura que goste de conversar durante a madrugada (e matar o turno da manhã).

Ninguém sabe que ideias as três andaram trocando ─ se é que tinham ideias para trocar. O certo é que, se dormissem mais cedo, o Brasil teria economizado alguns bilhões de reais.

 

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