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Dilma Rousseff

27/07/2014

às 14:19 \ Vídeos: Entrevista

Fernando Henrique Cardoso: ‘Povo espera do governo qualidade de vida’

Publicado no Estadão deste domingo

FHC

ALEXA SALOMÃO, GABRIEL MANZANO, RICARDO GRINBAUM

Seja quem for o presidente eleito em outubro, seu principal desafio será converter a ação do Estado em qualidade de vida para a população, um desejo crescente que se reflete na cobrança por serviços públicos mais eficientes. Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, melhorar o funcionamento da máquina pública foi a chave para o Plano Real no combate à inflação, 20 anos atrás, mas o tema ainda é um ponto preocupante.

“O que importa hoje não é o ‘quantos por cento’ de inflação temos”, diz FHC. “O que assusta agora é perceber que os fundamentos não estão funcionando tão bem quanto deveriam. O conjunto da obra está bamboleante.”

Fernando Henrique vê o País “pagando o preço” pela falta da reforma política, que ele próprio reconhece como uma frustração. Para sair dela, afirma, é preciso um entendimento entre PT, PSDB e PMDB, mas há um empecilho: as incessantes “pedradas” entre tucanos e petistas. “Lula é hegemônico, quer tomar conta de tudo, esmagar o adversário”, diz. “Não há como fazer acordo.”

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26/07/2014

às 13:43 \ Sanatório Geral

Me engana que eu gosto (1.301)

“Eu estava em São Paulo, não via o ex-presidente Lula desde o ano passado e resolvi fazer uma visita a ele de cortesia. Somos amigos. Não falamos absolutamente nada em Pasadena, não sabia que estava em pauta. Se eu soubesse, era capaz até de eu ter tocado no assunto. Conversamos sobre política, eleição, Brasil, o governo dele, as perspectivas, blábláblá, a vida dele, a minha. Conversa de compadre, foi exatamente o que aconteceu”.

José Múcio Monteiro, ministro do TCU, ao confirmar que se encontrou com Lula dois dias antes de o tribunal livrar Dilma Rousseff da lista dos envolvidos na compra da refinaria em Pasadena, jurando que conversaram sobre tudo, menos sobre o que mais interessava à dupla.

25/07/2014

às 20:15 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo em esplêndida forma: ‘O AUTO DE DILMA, A COMPADECIDA’

CELSO ARNALDO ARAÚJO

Eu diria que o nome de Suassuna, no Twitter de Dilma, foi “assassuanado”. Dilma não perdoa: é serial killer, feroz e implacável, de palavras, nomes, termos, ditados, ditos, máximas, aforismos – enfim de tudo o que se chama, se diz, se fala e se escreve. Aliás, repare na tuitada: para ela, Auto da Compadecida é livro – não uma peça de teatro.

É uma Dilma que não falha nunca: a Dilma Compadecida.

Assim como Quarta-feira de Cinzas se segue à terça-feira de Carnaval, Dilma Compadecida sobrevoa áreas inundadas em qualquer parte do Brasil, com ar compungido, captado, na janelinha, pelos cinegrafistas do Planalto – louca para voltar à secura de Brasília, onde absolutamente nada será feito para minorar o sofrimento das vítimas e evitar outra tragédia na próxima enchente. Além das promessas encharcadas de sempre.

E essa previsibilidade de falsos compadecimentos se materializa numa segunda frente: o obituário de personalidades, na forma de notas de pesar sistemáticas assinadas pela presidente.

Não faz isso por desejo dela, é claro, mas instruída pela marquetagem do Palácio, que conhece bem o impacto popular causado por uma presidente solidária na morte e na vida, e severa – não Severina.

Dilma, por certo, não conhece ou mal conhece a maior parte dos pranteados nas notas oficiais. Mas finge conhecê-los com intimidade quase familiar, nas mensagens escritas por assessores que ela avaliza com a chancela da Presidência.

Quando morreu Dominguinhos, escreveram para ela assinar:

“O Brasil perdeu ontem José Domingos de Moraes, o Dominguinhos”.

Nem o mais apaixonado fã da música de Dominguinhos jamais ouviu ou leu seu nome de batismo citado na íntegra – muito menos Dilma. Mas o obituarista do Planalto, por um instante, se transformou em escrivão de cartório de registro.

Não é de Dilma, mas tudo parece ter um toque de Dilma, em seu desprezo pela lógica e pelo sentido das coisas, mesmo a sete palmos do chão.

O mais famoso obituarista da imprensa brasileira, Antônio Carvalho Mendes, o Toninho Boa Morte, escreveu necrológios para o Estadão por quase 40 anos ─ até que um colega escrevesse o dele, na mesma seção. Apesar da rotina mortal, tinha recursos estilísticos para, de vez em quando, sair do terreno raso das platitudes necrológicas. Num intervalo de meses, faleceram Julio de Mesquita Filho e seu filho, Luiz Carlos Mesquita. Toninho começa assim o obituário deste: “Mais uma vez, a morte entrou-nos porta adentro”.

A criatividade, mesmo parnasiana, não é um auto de Dilma Compadecida. Ela assina notas fúnebres feitas à sua imagem e semelhança, enterrando, de cara, qualquer chance de inteligência, sinceridade e oportunidade.

Começa sempre com um clichê terminal – que, em alguns casos, afronta o próprio talento do falecido, como no mais recente, antes de “Suassuana”.

“A literatura brasileira perde um grande nome com a morte de João Ubaldo Ribeiro”.

Outras aberturas de mensagens de pesar atribuídas a Dilma, extraídas da seção “Notas Oficiais” do Portal do Planalto:

“O Brasil sofre uma profunda perda com a morte de João Filgueiras Lima, o Lelé, um dos nossos mais brilhantes arquitetos”.

“É com sentimento de profunda tristeza que recebo a notícia da morte do cantor Jair Rodrigues”.

“Foi com tristeza que soube da morte de dom Tomás Balduíno, incansável lutador das causas populares”.

“Foi com tristeza que soube da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez”.

“Foi com tristeza que tomei conhecimento da morte de José Wilker”.

“Foi com tristeza que tomei conhecimento da morte do senador João Ribeiro”.

“Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do amigo e companheiro Jacob Gorender”.

“Foi com pesar que soube da morte de Norma Bengell, uma das principais atrizes do cinema brasileiro”.

Por sorte, não escreveram Benguel – como era costume em parte da imprensa.

Mas Ariano, acredito, ficará uma onça com o Suassuana de Dilma.

25/07/2014

às 17:32 \ Sanatório Geral

Neurônio goleado

“Podemos comprovar com fatos: o Brasil conseguiu”.

Dilma Rousseff, durante mais uma discurseira sobre o legado imaginário da Copa do Mundo, sem esclarecer se era uma referência aos 7 a 1 contra a Alemanha ou aos 7 a1 na área econômica.

25/07/2014

às 16:37 \ História em Imagens

Com dois disparos pelo Twitter, Dilma assassina o sobrenome de Ariano Suassuna

suassuana

O ex-presidente Lula é atormentado pela azia quando tenta folhear jornais e nunca leu um livro. Sempre afinada com o chefe, como atesta o vídeo que registra um dos melhores-piores momentos de Dilma Rousseff, a sucessora é incapaz de lembrar o título e o autor do livro que jura estar lendo. É também capaz de errar nomes cuja grafia até Lula consegue decorar.

Nesta quarta-feira, ao saber da morte de Ariano Suassuna, Dilma sacou o Twitter do coldre para homenageá-lo com disparos de vogais e consoantes. Como informam os textos acima reproduzidos, o primeiro atingiu na testa o sobrenome do grande escritor e dramaturgo. O segundo consumou o assassinato.

Enquanto o Brasil que pensa se despedia de Ariano Suassuna, o neurônio solitário derramava lágrimas de esguicho por um certo Ariano SUASSUANA.

24/07/2014

às 16:30 \ Sanatório Geral

Poste abandonado (3)

“Não tem estresse nenhum. Já coordenei a campanha de Dilma em São Paulo , em 2010, e sei que nessas horas é preciso conversar com todo mundo, até com prefeitos do PSDB e do DEM”.

Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, fingindo encarar com naturalidade o olhar de cobiça de Dilma Rousseff para os 16% de intenção de votos de Paulo Skaf.

23/07/2014

às 13:32 \ Sanatório Geral

Proezas invisíveis

“Quem está no governo, como a Dilma, vai mostrar aquilo que fez e vai pedir um voto de confiança às pessoas para mostrar o que vai fazer”.

Lula, jurando que Dilma Rousseff vai mostrar na campanha aquilo que nem o aliado Ciro Gomes consegue enxergar.

22/07/2014

às 21:46 \ História em Imagens

Um Ciro reformado às pressas socorre a candidata atropelada por um Ciro-2013

Durante a entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, exibida  em 2 de setembro do ano passado pela RedeTV!, o impetuoso Ciro Gomes precisou de menos de um minuto para demonstrar que é muito mais perigoso como aliado do que como adversário. A vítima da vez foi Dilma Rousseff, atropelada por um Ciro-2013 em alta velocidade e desgovernado.

“A oposição vai chegar na época da reeleição e dizer o seguinte: ‘Presidenta, a senhora entregou o quê?’”, avisa o entrevistado. Em seguida, previne, os adversários lembrarão a Dilma algumas das muitas façanhas consumadas por Juscelino Kubitschek “em apenas cinco aninhos” e insistirão na cobrança desmoralizante: “A senhora em quatro entregou o quê?”

E o que o senhor acha que ela vai entregar?, quer saber o entrevistador. “Eu mesmo que sou aliado não sei”, engata uma quinta o Ciro-2013, que vai tirando do porta-malas parte da pilha de obras paralisadas, atrasadas, esquecidas, incompletas ou agonizantes. E por que isso acontece?, quer agora saber o entrevistador. “Porque não tem gestão, meu patrão!”, vai em frente o Ciro-2013.

Nesta terça-feira, um Ciro reformado às pressas irrompeu na contramão para socorrer a aliada que atropelou. “Dilma é a única preparada para governar o Brasil”, mudou de rumo o parceiro no momento acampado num certo PROS. Nenhum oposicionista deve perder tempo com o que recita agora. Mais proveitoso é mostrar o vídeo no horário eleitoral.

22/07/2014

às 16:59 \ Opinião

‘De calças curtas’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

Justiça seja feita, o governo e boa parte do PT não alimentaram de vento a certeza de que a eleição de 2014 estava ganha.

A despeito das evidências em contrário, até pouco tempo atrás todas as pesquisas eram sustentadas na afirmação de que “se a eleição fosse hoje” a presidente Dilma Rousseff ganharia no primeiro turno.

O principal indício de que se tratava de uma precipitação era o fato de que nem Luiz Inácio da Silva com toda a sua popularidade conseguira vencer no primeiro turno nenhuma das duas eleições.

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22/07/2014

às 16:05 \ Sanatório Geral

Buscando a perfeição

“Além da Copa, tivemos outros surtos de pessimismo  que não se realizaram, como era o caso da tempestade perfeita prevista para nos atacar neste início de ano, que nos levaria a uma crise cambial e de proporções avassaladoras”.

Dilma Rousseff, ensinando que o Massacre do Mineirão, a goleada de 7 a 1 sofrida pela economia e a mais recente pesquisa Datafolha, fora o resto, devem ser consideradas “tempestades imperfeitas”.

 

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