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Dilma Rousseff

27/03/2015

às 21:57 \ Direto ao Ponto

Os 8% de teimosos agora são mais de 60% e se multiplicam nas ruas. A seita lulopetista ficou menor que a inflação real

Foto: Bruno Santos

Foto: Bruno Santos

Em 9 de junho de 2009, o título do post reproduzido na seção Vale Reprise ironizou o pânico epidêmico provocado pela instauração de uma CPI da Petrobras: alguém deve ter gritado “olha o rapa!” na porta da maior estatal brasileira, resumia. Estavam pálidos de espanto diretores, fregueses, fornecedores, pequenos acionistas e o homem do cafezinho. Estavam transidos de horror o presidente da República, ministros de Estado, senadores e deputados da base alugada, oposicionistas a favor, porteiros do Palácio do Planalto e o jornaleiro do Congresso. Por que tanta correria? Por que o medo coletivo? Aí tem, concluía o texto.

Tinha mesmo, sabiam os que nunca perderam o juízo e a vergonha. E como tinha, vem reiterando desde março de 2014 a devassa do Petrolão. Abstraídas as dimensões assombrosas da roubalheira e as propinas calculadas em milhões, a descoberta do maior, mais guloso e mais atrevido esquema corrupto da história não pareceu surpreendente aos olhos de quem não cai em conto do vigário e vê as coisas como as coisas são. Os leitores da coluna são testemunhas (e o timaço de comentaristas é protagonista) desse filme em que o PT morre no fim. E não foi por falta de aviso que tanta gente demorou tanto para entender que o país está sob o domínio de um bando de farsantes.

Se a abulia epidêmica fosse menos longeva, os comparsas envolvidos no grande embuste seriam alcançados mais cedo pelo desmoralizante castigo sonoro que fez Lula perder a voz, o rumo e o sono no Maracanã, na cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos de 2007. A vaia, lembrou um post de 17 de julho de 2009, “é o som que funde a fúria, o cansaço, o sarcasmo e a chacota. Sobressalta o presunçoso, silencia o falastrão, inibe o debochado, constrange o arrogante, desfaz o sorriso do canalha, assusta o ladrão. Nada como a propagação da vaia para combater surtos de bandidagem política semelhantes à que devasta o Brasil neste começo de século. Não há nada a perder além da sensação de impotência e da indignação há tanto tempo represada”.

Há seis anos, os supermercados de pesquisas repetiam que não passavam de 8% os que achavam ruim ou péssimo o governo lulopetista. Os nativos indignados, portanto, já foram uma espécie em extinção. Eram tão poucos que alguns blogueiros estatizados sugeriram que os críticos do governo fossem identificados um a um e examinados cuidadosamente, porque certamente sofriam de algum distúrbio psíquico ainda não catalogado pela ciência. A ideia ganhou força em 2012, quando o poste ameaçou superar o recorde do seu fabricante e chegar a 100% de popularidade (ou 103%, se a margem de erro oscilasse inteira para cima).

Passados dois anos, todas as pesquisas escancaram a dramática mudança na paisagem. Os 8% se multiplicaram com extraordinária rapidez. Agora são mais de 60% os acham ruim ou péssimo o desempenho de Dilma e seus ministros A resistência democrática está nas ruas ─ e na ofensiva. Os poderosos vigaristas da virada da década estão acuados por manifestações de protesto. Muitos estão na cadeia, outros fogem do camburão. Lula sumiu, Dilma não sabe o que fazer e não diz coisa com coisa. Os satisfeitos com o desgoverno somam desprezíveis 7% do eleitorado.

A seita lulopetista ficou do tamanho da inflação oficial. E muito menor do que a inflação real.

27/03/2015

às 19:58 \ Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: A presidente jura que o PIB abaixo de zero foi provocado pela marolinha que Dilma Rousseff e Lula juraram ter exterminado em 2010

27/03/2015

às 16:59 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Os robôs abandonam o barco’

Publicado no Estadão

FERNANDO GABEIRA

O documento que vazou do Planalto falando dos robôs usados nas redes sociais me fez lembrar de 2010. Foi a última campanha que fiz no Rio de Janeiro. Na época detectamos a ação de robôs, localizamos sua origem, mas não tínhamos como denunciar. Ninguém se interessou.

Os robôs eram uma novidade e, além do mais, o adversário não precisou deles para vencer. Tinha a máquina e muito dinheiro: não seriam mensagens traduzidas, grosseiramente, do inglês – contrataram uma empresa americana – que fariam a diferença. Essa campanha de 2010 pertence ao passado e só interessa, hoje, aos investigadores da Operação Lava Jato.

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26/03/2015

às 23:12 \ Sanatório Geral

Neurônio competente

“Eu quero reconhecer que o governo federal vai fazer profundos cortes no seu gasto, vai buscar ineficiência em todos os ministérios”.

Dilma Rousseff, internada por Celso Arnaldo ao explicar a política de salário mínimo, apresentando enfim a única meta de seu governo que já foi alcançada.

26/03/2015

às 20:52 \ Sanatório Geral

Neurônio sem sentido em si

“Então, eu estou querendo explicar que os ajustes, eles não têm um sentido em si. Eles têm um sentido de se adaptar às circunstâncias que nós estamos. E isto significa que certas políticas têm que ser mantidas. Eu fiz toda essa conversa para chegar nisso”.

Dilma Rousseff, no discurso do salário mínimo que se tornou um clássico instantâneo do dilmês, internada por Celso Arnaldo ao desenvolver uma conversa fiada para não chegar a lugar nenhum.

26/03/2015

às 18:24 \ Opinião

Merval Pereira: ‘Governo sem rumo’

Publicado no Globo

MERVAL PEREIRA

A tensão política só faz aumentar em Brasília, e reflete a disputa intestina dentro de um governo sem rumo e sem liderança. A coalizão governista, artificialmente montada, se desmonta a olhos vistos sem que exista alguém que possa dar um destino, um caminho, para a rearrumação da casa.

Há exemplos de desencontros por todos os lados, e necessariamente a presidente Dilma está no centro de todos eles, em vez de guia tornando-se descaminho. Pode ser que eu tenha perdido alguma coisa, mas há alguma explicação lógica para que uma decisão tomada em novembro do ano passado possa ser desautorizada quatro meses depois pelo mesmo governo?

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26/03/2015

às 18:18 \ Sanatório Geral

Ganhá ou perdê

“Não acho que quem ganhá ou quem perdê, nem quem ganhá nem quem perdê, vai ganhá ou vai perdê. Vai todo mundo perdê”.

Dilma Rousseff, em setembro de 2010, ao declarar-se contrária a um plebiscito sobre a legalização do aborto, provando que o neurônio solitário não ganhou nem perdeu nada nos últimos quatro anos.

26/03/2015

às 15:03 \ Sanatório Geral

Neurônio desajustado

“Mas, sobretudo, eu quero explicar uma coisa do ajuste. Todo mundo acha que o ajuste tira, o ajuste não tira, o reajuste…. o ajuste reajusta. Vou explicar o que é isso”.

Dilma Rousseff, em cerimônia de assinatura da Medida Provisória da Política do Salário Mínimo, capturada por Celso Arnaldo ao antecipar que, depois de tentar definir o ajuste que não tira mas reajusta, não conseguiu explicar o que é isso.

26/03/2015

às 12:29 \ Sanatório Geral

Mim, o neurônio

“Para mim poder computar qualquer variação do salário bruto, do futuro, eu tenho de ter essa medida aprovada. Além disso, nós temos, dia 1º de maio, nós temos, daqui a um mês, em torno de um mês e poucos dias, nós temos o Dia do Trabalhador”.

Dilma Rousseff, em entrevista coletiva sobre a política do salário mínimo, capturada por Celso Arnaldo ao anunciar que o feriado de primeiro de maio, um mês e pouco depois do fim de março, agora passa a se chamar Dia do Trabalhador

25/03/2015

às 11:42 \ Opinião

José Nêumanne: ‘Chamando a crise para dançar’

Publicado no Estadão

JOSÉ NÊUMANNE

Assim como fizera o cego Tirésias, avisando ao general Júlio César que os idos de março poderiam ser-lhe aziagos, não faltou quem aconselhasse mudança de atitude à presidente Dilma Rousseff para ela recuperar poder e prestígio antes de chegar um abril ainda pior. Segundo xeretas palacianos, seu inspirador, pai político e profeta de plantão Luiz Inácio Lula da Silva o fez aos berros. Ex-aliados, amigos de ocasião e adversários de sempre insistem na tese, mas ela faz “ouvidos de Mercadante”, no exato trocadilho do professor Cláudio Couto.

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