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corrupção

12/08/2014

às 1:52 \ Sanatório Geral

Investigação tem limite

“Faz 20 anos que o PSDB não permite uma investigação sobre corrupção no governo do estado. Daremos satisfação aos paulistas”.

Renato Simões, deputado federal do PT de São Paulo, sobre a CPI que promete investigar denúncias de formação de cartel em licitações de obras na área do transporte público, ensinando que os governistas anteciparam aos investigados as perguntas dos investigadores da CPI da Petrobras porque não é preciso dar satisfação aos paulistas sobre as bandalheiras ocorridas na estatal controlada pelo clube dos cafajestes.

06/08/2014

às 22:04 \ Sanatório Geral

Tribunal dos Pecadores

“Concluir este mandato é tão importante para mim quanto para Vossa Excelência. Preferi não disputar eleições para que pudesse ter um julgamento tranquilo, isento. Não estou disputando aqui o meu mandato, mas a minha honra.”

André Vargas, deputado federal, ao bater boca na Câmara com Júlio Delgado (PSB-MG), relator do processo que investiga as relações mais que suspeitas que manteve com o doleiro Alberto Youssef, informando que não disputará as próximas eleições porque confia muito mais no julgamento dos colegas da Casa dos Horrores.

29/07/2014

às 19:47 \ Sanatório Geral

Neurônio amnésico

“Não tolero, não compactuo, não aceito corrupção. Os homens e as mulheres não são virtuosos, quem têm que ser virtuosas são as instituições para combater qualquer corrupção”.

Dilma Rousseff, na sabatina da Folha, jurando que nunca ouviu falar em Erenice Guerra, Rosemary Noronha, Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Orlando Silva, Carlos Lupi e Renan Calheiros, fora o resto.

28/06/2014

às 12:22 \ Sanatório Geral

Candidatos à cadeia

“O PT não pode fazer uma campanha sem discutir o tema da corrupção. Não podemos fazer como avestruz e enfiar a cabeça na areia e falar que este tema não podemos debater”.

Lula, em entrevista ao Jornal do SBT, fingindo ignorar que, se o tema da corrupção for debatido como se deve durante a campanha eleitoral, centenas de companheiros serão transformados em fortíssimos candidatos a uma vaga na cadeia.

24/06/2014

às 17:35 \ Sanatório Geral

Aviso à praça

“É muito importante que a gente não aceite a pecha de que o PT é o partido que inventou a corrupção”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e ex-assessor do prefeito Celso Daniel, de quem se dizia muito amigo, esclarecendo que o PT se limitou a institucionalizar a corrupção epidêmica.

24/06/2014

às 15:12 \ Sanatório Geral

Vítimas da corrupção

“Vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia porque não se investigava”.

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Presidência e caixa-preta do PT, sugerindo que os companheiros mensaleiros são vítimas da corrupção.

19/06/2014

às 21:02 \ Sanatório Geral

A ficha está caindo

“A coisa desceu. Isso foi gotejando, de água mole em pedra dura, esse cacete diário de que inventamos a corrupção, de que nós aparelhamos o Estado brasileiro, de que somos um bando de aventureiros que veio aqui para locupletar, essa história pegou. Na elite, na classe média, e vai gotejando, vai descendo”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, avisando que, por culpa da imprensa independente, o país inteiro logo descobrirá o que é, o que faz e o que pretende fazer a seita companheira.

04/06/2014

às 14:40 \ Opinião

‘Oito ou oitenta’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta quarta-feira

DORA KRAMER

A pesquisa do instituto americano Pew Research Center traduz em números e ajuda a organizar um pouco o raciocínio sobre os humores da sociedade brasileira que passou da euforia algo míope – para não dizer abobalhada – para um estado de mau humor à deriva.

É sempre salutar o despertar de consciências, mas, como aponta a responsável pela pesquisa, Juliana Horowitz, chama atenção a mudança tão radical. Segundo ela, nos 82 países pesquisados desde 2010, oscilações semelhantes só foram observadas naqueles abatidos por graves crises ou rupturas institucionais.

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20/05/2014

às 9:55 \ Vídeos: Entrevista

O programa Roda Viva com a atriz Irene Ravache: o país seria muito melhor se mais brasileiros fossem assim

No Roda Viva desta segunda-feira, Irene Ravache falou da vida de atriz, da vida aos 60 e das coisas da vida. Declarou-se, por exemplo, traída pelo PT, partido que ajudou a consolidar, e criticou duramente a corrupção. Irene, que no momento faz sucesso em São Paulo com a peça Meu Deus!, foi entrevistada por cinco mulheres: Maria Adelaide Amaral, dramaturga, Maria Eugênia de Menezes, crítica de teatro do Estadão, Lígia Cortez, atriz e diretora da Escola Superior de Artes Célia Helena, e pelas jornalistas Thais Bilenky (Folha de S. Paulo) e Dolores Orosco (revista Marie Claire).

04/05/2014

às 10:50 \ Opinião

‘A que ponto chegamos!’, de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

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