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corrupção

22/12/2014

às 17:15 \ Sanatório Geral

Neurônio vigarista

“Minha indignação é a mesma que sentem os brasileiros. E quero, como todos eles, que os culpados sejam punidos”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, sem esclarecer porque há seis meses vem fazendo o diabo para que não aconteça o que finge querer.

19/12/2014

às 16:52 \ Sanatório Geral

Agora vai

“Chegou a hora do Brasil dar um basta a este crime que ainda insiste em corroer nossas entranhas. Não vão ser o emocionalismo nem tampouco a caça às bruxas que irão fazer isso. Muito menos a complacência, a ingenuidade ou o conformismo. Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra a corrupção, envolvendo todas as esferas de poder. Esse pacto vai desaguar na grane reforma política que o Brasil precisa promover”.

Dilma Rousseff, na cerimônia da diplomação, informando que, se a oposição parar de se opor e a imprensa parar de divulgar bandalheiras federais, todos os corruptos que protegeu no primeiro mandato serão presos quando começar o segundo.

18/12/2014

às 20:02 \ História em Imagens

No vídeo, Dilma finge enxergar um viveiro de sumidades a serviço da nação numa Petrobras já dominada por bandidos amigos

Ainda na chefia da Casa Civil mas já fantasiada de candidata à Presidência, Dilma Rousseff juntou-se em 23 de maio de 2009 à tropa incumbida de abortar outra tentativa de abrir a caixa preta da Petrobras: uma Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná. Se o parto fosse consumado, a CPI se dedicaria a lancetar simultaneamente três tumores: licitações fraudulentas envolvendo plataformas marítimas, a pilha de contratos superfaturados que continuava aumentando na Refinaria Abreu e Lima e bandalheiras de bom tamanho fisgadas nas ondas dos royalties do petróleo.

No vídeo, Dilma tenta provar que crime ─ e crime hediondo ─ era colocar sob suspeita um monumento à lisura e à competência. Merecia mais respeito “uma empresa que hoje ocupa, e vai ocupá, cada vez mais, a partir  do pré-sal, um espaço muito grande, né?…ela é uma empresa que tem que sê preservada”. Pausa para descanso do neurônio solitário. “Acho que você pode… é… todos os objetos, pelo menos os que eu vi, da CPI, você pode investigá usando TCU, Ministério Público”, recomeça o palavrório em dilmês castiço. “Essa história de falá que a Petrobras é uma caixa preta… a Petrobras pode ter sido uma caixa preta em 97, 98, 99, 2000″. Nos tempos de FHC, claro.

Nada a ver com a estatal pronta para premiar com a carteirinha de sócio-atleta da OPEP o Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma ainda amamenta. “A Petrobras de hoje é uma empresa dum nível de contabilidade dos mais apurados do mundo”, caprichou na tapeação a supergerente de araque. Em junho, a CPI nasceu já enfraquecida pela anemia e morreu de inanição em novembro. Em setembro, enquanto uns poucos oposicionistas tentavam furar o cerco da base alugada, Dilma recebeu o email enviado por Paulo Roberto Costa divulgado por VEJA em 26 de novembro deste ano.

Antes do Petrolão, o vídeo era só uma prova de que Lula resolvera instalar no Planalto um poste incapaz de dizer coisa com coisa. Depois da descoberta do maior e mais repulsivo escândalo político-policial da história do Brasil, virou prova de crime. Dilma já sabia do que se passava na estatal saqueada anos a fio. Só comparsas fingem enxergar um viveiro de gênios da raça a serviço da nação na catacumba infestada de delinquentes companheiros.

17/12/2014

às 15:07 \ Opinião

‘No PT, acredita quem quer’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira
O Partido dos Trabalhadores (PT), envolvido nos maiores escândalos de corrupção do Brasil na última década, está preocupado com sua imagem. Conforme dirigentes do partido discutiram em recente reunião da corrente majoritária da legenda “Partido que Muda o Brasil”, o PT precisa agir para resgatar a aura “ética” que criou e cultivou nos primeiros anos de sua existência. Mais uma vez, os petistas apostam tudo na propaganda como forma de construção da realidade. No entanto, está cada vez mais claro que a imagem de partido que abriga corruptos não está associada ao PT à toa – e será preciso muito mais do que golpes de marketing para alterar essa percepção.

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11/12/2014

às 0:37 \ Sanatório Geral

Doutor em corrupção

“Onde houver a corrupção temos que ter vergonha dela. O governo luta para combater a corrupção. É postura da presidente Dilma Rousseff. É posição que eu recebo da chefe do Executivo. Não há nenhuma razão objetiva para que atuais diretores sejam afastados”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e advogado de defesa do governo, explicando que quem tem vergonha da corrupção e repete de meia em meia hora que vai combatê-la está dispensado de punir culpados ou demitir comparsas.

09/12/2014

às 16:49 \ Opinião

Marco Antonio Villa: ‘Lula, Dilma e o petrolão’

Publicado no Globo desta terça-feira

Não há na história da República brasileira um escândalo da magnitude do petrolão. Mais ainda: não há na história mundial nenhuma empresa pública que tenha sofrido uma sangria de tal ordem. Ficamos cada dia mais estarrecidos com a amplitude do projeto criminoso de poder que controla o país desde 2003. Bilhões de reais foram desviados da Petrobras. Agora as investigações devem também alcançar o setor elétrico, as obras do PAC e aquelas vinculadas à Copa do Mundo. Ou seja, se já estamos enojados — aproveitando a expressão utilizada por Paulo Roberto Costa na acareação na CPMI da Petrobras, na semana passada — com o que foi revelado, o que nos aguarda? E quando soubermos da lista de parlamentares e ministros envolvidos?

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05/12/2014

às 12:48 \ Direto ao Ponto

‘As variações de lambança’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Entre 1819 e 1823, Beethoven transformou uma valsa do obscuro compositor austríaco Anton Diabelli no que viria a ser considerada uma síntese de sua obra e uma das mais notáveis peças para piano da música ocidental – as 33 variações em sol maior, opus 120. Ela se distingue pela proeza de seu autor, já surdo àquela altura, de trabalhar apenas com um punhado de notas para construir um conjunto de tamanha diversidade. Pedindo perdão à memória do gênio pela analogia, é o que parecem ter feito também, com indiscutível maestria, os participantes da corrupção enraizada na Petrobrás.

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02/12/2014

às 16:16 \ Direto ao Ponto

Devastada pelo maior assalto da história, a Petrobras paga os advogados que tentam livrar da cadeia os envolvidos na ladroagem

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“Minha defesa está sendo paga pela Petrobras”, confessou Nestor Cerveró na CPMI instaurada para investigar as bandalheiras na estatal. Em seguida, orientado pelo doutor ao lado, o ex-diretor da Área Internacional tentou inutilmente revogar a confissão com confusas alusões a um “fundo” que ninguém entendeu o que é, onde fica e para que serve

Foi Cerveró quem concebeu, pariu, propôs, negociou e consumou a negociata bilionária em Pasadena, no Texas. Entre tantas outras maracutaias, ele se envolveu nas safadezas que elevaram de 2 para 20 bilhões de dõlares a gastança na refinaria Abreu e Lima. Nada disso dissuadiu a empresa de bancar os honorários do advogado.

Nunca antes neste país a Petrobras foi tão inovadora, gabou-se o presidente Lula, de meia em meia hora, durante os oito anos de governo. Verdade, comprovou a inovação revelada por Cerveró: pela primeira vez desde o Dia da Criação, uma empresa devastada por assaltantes está pagando a conta do bacharel contratado para livrar da cadeia um dos mentores do assalto.

30/11/2014

às 20:03 \ Sanatório Geral

Disfarçando a euforia

“Saímos da situação de partido que mais tinha compromisso com o combate à corrupção para o partido mais identificado com a corrupção, e isso é injusto”.

Trecho da nota da direção do PT, caprichando na modéstia para fingir que a companheirada não ficou eufórica com a chegada ao primeiro lugar no ranking dos partidos mais corruptos do mundo.

28/11/2014

às 23:23 \ Direto ao Ponto

Um anônimo rebelde português muda nomes de ruas para resumir o prontuário do homenageado. Isaltino Morais, por exemplo, é ‘Corrupto, Criminoso, Político’

isaltinopt

jose socrates

A imprensa portuguesa batizou de Artista dos Azulejos o anônimo amante da verdade que, com duas obras, subverteu radicalmente as regras que orientam a denominação de lugares públicos. Tradicionalmente, a inscrição numa placa de metal mostra uma data histórica ou o nome de algum morto ilustre e recente, incluindo eventualmente a atividade profissional em que se destacou.

As imagens acima comprovam que o misterioso rebelde lusitano não simpatiza com farisaísmos. Ele prefere montar painéis com azulejos decorados com motivos típicos em azul e amarelo. Em vez de gente que se foi, prefere pais-da-pátria que continuam por aqui, vivos até demais. E sempre constrange o alvejado pela homenagem com um prontuário resumido em substantivos que rimam com casos de polícia.

Em outubro de 2011, ele surpreendeu os moradores do Porto com o trabalho que fez o Largo de Mompilher virar “Eng. José Sócrates”, o chefe de governo que acabara de deixar o poder. O painel com seis azulejos qualificou Sócrates de “Mentiroso, Corrupto, Incompetente, Primeiro-ministro de Portugal 2005-2011”. O que parecia ofensa ficou com cara de profecia: preso há uma semana, Sócrates é acusado de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro.

(O ex-primeiro-ministro vai continuar na gaiola até encontrar explicações convincentes para os muitos milhões de euros que andou embolsando. E o destino impediu que fosse consolado pela visita dos três parceiros que promoveu a amigos do peito. O venezuelano Hugo Chávez só tem aparecido neste mundo em forma de passarinho. O líbio Muammar Khadafi, nem isso. E o brasileiro Lula tem problemas demais em casa para tratar de aflições alheias).

Em janeiro de 2012, pouco depois da estreia no Porto, o segundo ataque clandestino surpreendeu os moradores de Oeiras, vila situada nos arredores de Lisboa. Dois azulejos bastaram para transformar a Rua 7 de Junho de 1759 em Rua Isaltino Morais, o presidente da Câmara de Oeiras. Condenado a uma temporada na cadeia, Isaltino continuava em liberdade. Uma situação intolerável, garantiram as três palavras que ergueram um monumento à objetividade entre parênteses: “corrupto, criminoso e político“.

Até um guido mantega é capaz de adivinhar que, daqui a alguns anos, ruas, avenidas, praças e mesmo  rodovias estarão ostentando placas em louvor aos incontáveis delinquentes que espancam o Código Penal disfarçados de servidores da nação brasileira. É preciso convocar de novo o timaço de comentaristas: mirem-se no exemplo do guerrilheiro urbano de Portugal. E mãos à obra.

Sem o uso de termos impublicáveis, como ensina o pai da ideia, que tal contarmos num punhado de sílabas o que são e o que fazem um Lula, uma Dilma, um Gilberto Carvalho, um Mercadante, um Jucá, um Renan e tantos outros colossos da Era da Mediocridade? Ao teclado, amigos.

 

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