Blogs e Colunistas

corrupção

28/06/2014

às 12:22 \ Sanatório Geral

Candidatos à cadeia

“O PT não pode fazer uma campanha sem discutir o tema da corrupção. Não podemos fazer como avestruz e enfiar a cabeça na areia e falar que este tema não podemos debater”.

Lula, em entrevista ao Jornal do SBT, fingindo ignorar que, se o tema da corrupção for debatido como se deve durante a campanha eleitoral, centenas de companheiros serão transformados em fortíssimos candidatos a uma vaga na cadeia.

24/06/2014

às 17:35 \ Sanatório Geral

Aviso à praça

“É muito importante que a gente não aceite a pecha de que o PT é o partido que inventou a corrupção”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e ex-assessor do prefeito Celso Daniel, de quem se dizia muito amigo, esclarecendo que o PT se limitou a institucionalizar a corrupção epidêmica.

24/06/2014

às 15:12 \ Sanatório Geral

Vítimas da corrupção

“Vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia porque não se investigava”.

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Presidência e caixa-preta do PT, sugerindo que os companheiros mensaleiros são vítimas da corrupção.

19/06/2014

às 21:02 \ Sanatório Geral

A ficha está caindo

“A coisa desceu. Isso foi gotejando, de água mole em pedra dura, esse cacete diário de que inventamos a corrupção, de que nós aparelhamos o Estado brasileiro, de que somos um bando de aventureiros que veio aqui para locupletar, essa história pegou. Na elite, na classe média, e vai gotejando, vai descendo”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, avisando que, por culpa da imprensa independente, o país inteiro logo descobrirá o que é, o que faz e o que pretende fazer a seita companheira.

04/06/2014

às 14:40 \ Opinião

‘Oito ou oitenta’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta quarta-feira

DORA KRAMER

A pesquisa do instituto americano Pew Research Center traduz em números e ajuda a organizar um pouco o raciocínio sobre os humores da sociedade brasileira que passou da euforia algo míope – para não dizer abobalhada – para um estado de mau humor à deriva.

É sempre salutar o despertar de consciências, mas, como aponta a responsável pela pesquisa, Juliana Horowitz, chama atenção a mudança tão radical. Segundo ela, nos 82 países pesquisados desde 2010, oscilações semelhantes só foram observadas naqueles abatidos por graves crises ou rupturas institucionais.

» Clique para continuar lendo

20/05/2014

às 9:55 \ Vídeos: Entrevista

O programa Roda Viva com a atriz Irene Ravache: o país seria muito melhor se mais brasileiros fossem assim

No Roda Viva desta segunda-feira, Irene Ravache falou da vida de atriz, da vida aos 60 e das coisas da vida. Declarou-se, por exemplo, traída pelo PT, partido que ajudou a consolidar, e criticou duramente a corrupção. Irene, que no momento faz sucesso em São Paulo com a peça Meu Deus!, foi entrevistada por cinco mulheres: Maria Adelaide Amaral, dramaturga, Maria Eugênia de Menezes, crítica de teatro do Estadão, Lígia Cortez, atriz e diretora da Escola Superior de Artes Célia Helena, e pelas jornalistas Thais Bilenky (Folha de S. Paulo) e Dolores Orosco (revista Marie Claire).

04/05/2014

às 10:50 \ Opinião

‘A que ponto chegamos!’, de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

» Clique para continuar lendo

10/04/2014

às 11:03 \ Direto ao Ponto

Não perca: no vídeo, a deputada Mara Gabrilli interpela Gilberto Carvalho sobre o caso Celso Daniel e acusa ‘o homem do carro preto’ de repassar a José Dirceu o dinheiro extorquido de empresários

“Faz muitos anos que eu queria olhar nos olhos do senhor e fazer essas perguntas”, disse a deputada Mara Gabrilli em meio à interpelação que interrompeu a procissão de platitudes que o ministro Gilberto Carvalho desfiava, no fim da tarde desta quarta-feira, durante a sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Por mais de seis minutos, a parlamentar do PSDB paulista acuou o secretário-geral da Presidência com a evocação de perturbadoras agravantes que envolvem o assassinato do prefeito Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002. Tentando controlar a emoção que em alguns momentos embargou a voz sempre suave, a deputada que um acidente de carro imobilizou na carreira de rodas abriu a ofensiva com a história do pai, dono de uma empresa de ônibus.

Vítima do esquema corrupto montado na prefeitura de Santo André para extorquir empresários do setor, e irrigar com boladas de bom tamanho as campanhas eleitorais do PT, ele era pressionado todos os meses “por uma gangue” ─ liderada, segundo Mara, por Klinger de Souza (subsecretário de Celso Daniel), Ronan Pinto (hoje proprietário do Diário do Grande ABC) e Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, denunciado pelo Ministério Público como mandante do crime. ”O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto”, disse a deputada ao ministro. “Era a pessoa que realmente pegava essa coleta de dinheiro extorquido de empresários e levava para o capo, como era conhecido o José Dirceu. Isso eu não li. Isso eu vivenciei”.

Depois de invocar os testemunhos dos irmãos de Celso Daniel e o depoimento de Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, publicado no livro “Assassinato de Reputações”, a deputada seguiu alternando acusações e cobranças. Quis saber se Carvalho também acha que os fins justificam os meios e estranhou o descaso do ministro pelo esclarecimento de um episódio que comoveu e continua intrigando o país inteiro. “Por que o senhor não ajuda a apressar o julgamento do Sombra?”, perguntou, identificando pelo apelido o réu Sérgio Gomes da Silva, processado como mandante do assassinato. “O senhor não se incomoda com isso?”

Desconcertado, Carvalho reprisou o palavrório que recita há mais de dez anos. Alegou que “foi a Polícia Civil de São Paulo comandada pelo PSDB” que reduziu a crime comum uma execução encomendada. Como fez há três meses, prometeu acionar judicialmente Romeu Tuma Junior. E jurou que ninguém sofreu tanto quanto ele com a morte do “amigo e mestre” Celso Daniel. Caprichando na pose de quem acabou de chegar ao velório, declamou mais de uma vez o mantra predileto: “Isso dói”.

Certamente doeu mais a surra verbal que levou de Mara Gabrilli.

10/04/2014

às 4:12 \ Sanatório Geral

Haja tapete

“Na gestão do PT, a corrupção não fica embaixo do tapete”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e caixa preta do PT, confessando que não há no mundo tapete com dimensões suficientes para acobertar todas as maracutaias que envolvem a companheirada do partido do mensalão.

16/03/2014

às 8:48 \ Opinião

‘É cor de rosa-choque’, de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

A presidente Dilma tem as melhores intenções, mas nem sempre dão certo. E já se sabe de quem é a culpa do que não dá certo: é da maldita realidade.

No começo do ano passado, em rede nacional de rádio e TV, Dilma anunciou a realização de seu sonho: redução da conta de luz em 18%, para pessoas físicas, e 32% para pessoas jurídicas. Passou-se um ano e pouco e o Governo (não Dilma, nem em rede nacional de TV) anuncia que o sonho acabou. O Tesouro terá de entregar R$ 21 bilhões às distribuidoras de eletricidade. Como é do couro que sai a correia, prepare seu couro: você, caro leitor, vai pagar a conta de luz com um bom aumento. E pagar ainda mais impostos para cobrir o buraco da energia.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados