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corrupção

13/04/2015

às 12:58 \ Sanatório Geral

Neurônio longe das ruas

“O combate à corrupção é meta constante do governo Dilma”.

Dilma Rousseff, em sua página oficial no Facebook, no dia em que centenas de milhares de pessoas foram às ruas combater justamente a corrupção no governo Dilma.

11/04/2015

às 17:10 \ Feira Livre

Confira horário e local das manifestações deste 12 de abril no Brasil e no exterior

Atualizado às 12h20

boopo the big panelaco

Confira os locais e os horários das manifestações:

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01/04/2015

às 13:58 \ Opinião

Almir Pazzianotto Pinto: ‘A voz verde-amarela do povo’

Publicado no Estadão

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO

Cometerá a presidente Dilma Rousseff irreparável erro, que poderá custar-lhe o governo, se menosprezar o que se viu no dia 15 de março. Em São Paulo, a capital econômica do Brasil, concentraram-se mais de 1,5 milhão de pessoas na Avenida Paulista e nas ruas adjacentes. Em todo o país, além de 2 milhões se fizeram presentes nos protestos.

Ninguém reivindicava aumento de salários, vencimentos ou vantagem pessoal. Exigia-se, entretanto, o combate incessante à corrupção que se alastrou nestes últimos 12 anos. Os alvos eram, pela ordem, a presidente da República, atacada de surdez e cegueira diante da realidade, o Ministério anárquico, o partido contaminado, o caos administrativo, o peleguismo e o nosso alcaide. Para os jornais do dia 16/3, corrupção e “fora PT” foram os assuntos dominantes.

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01/04/2015

às 11:09 \ Sanatório Geral

Autocrítica é isso

“Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu. Indignado com a corrupção”.

Lula, durante outra discurseira para plateias amestradas, avisando que vai sair no braço com Lula.

29/03/2015

às 17:32 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Bandalheira’

Parece não passar um único dia em que o cidadão brasileiro que paga suas contas e impostos em dia não se veja na desconfortável condição de otário. Está cada vez mais claro que o chamado “petrolão” é apenas o símbolo mais vistoso de um assalto generalizado e desinibido aos cofres públicos. Fica a sensação de que quadrilheiros estão espalhados por quase todos os desvãos da administração pública à espera de uma brecha para montar seu balcão de negócios. A recente descoberta de robustas fraudes na Receita Federal e na Caixa Econômica Federal serve para mostrar, a exemplo do que se viu no mensalão e agora no petrolão, como os mecanismos de controle estão sempre em desvantagem em relação à criatividade e à ousadia dos corruptos.

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23/03/2015

às 15:50 \ Opinião

Modesto Carvalhosa: ‘O patético pacote anticorrupção’

Publicado no Estadão

MODESTO CARVALHOSA

As medidas de combate à corrupção anunciadas pela presidente da República dia 18 aprofundam ainda mais a falta de credibilidade do governo, tanto no plano nacional quanto no exterior. Em decorrência da devastadora corrupção que se alastrou no governo federal, o Brasil, outrora país emergente, hoje sofre um desprestígio no mundo parecido com os tempos da inflação galopante e dos calotes internacionais dos anos 1980.

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22/03/2015

às 16:10 \ Opinião

Aldemario Araujo Costa: ‘Dilma não pretende combater a corrupção’

ALDEMARIO ARAUJO COSTA (*)

Pesquisa Datafolha realizada durante a manifestação do último domingo (15) em São Paulo indica que a maior parte dos participantes do ato (47%) foi à Avenida Paulista para protestar contra a corrupção” (Portal G1, dia 17 de março de 2015). Não parece que a motivação principal foi diferente nas demais cidades que registraram manifestações no dia 15 de março.

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18/03/2015

às 13:56 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Lula’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

Milhões de pessoas foram às ruas gritando “Fora Dilma” e “Fora PT”. É só impressão, ou ficou faltando alguém no foco central da irritação popular e na defesa da presidente e do partido? Onde o ex-presidente Lula se encaixa nisso tudo?

Dilma Rousseff, economista, técnica em energia e militante histórica do PDT brizolista, nunca tinha sido eleita para coisa nenhuma, nem vereadora de interior, até virar presidente da República. Só se candidatou a tanto e foi vitoriosa por causa de… Lula. Sem ele, ela jamais teria chegado nem perto dos Palácios do Planalto e da Alvorada.

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25/02/2015

às 10:48 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Quando o crime compensa’

Publicado no Estadão

Na semana passada, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, e mais oito procuradores federais propuseram à Justiça Federal do Paraná 5 ações de improbidade administrativa contra 6 grupos econômicos e 28 executivos por danos à Petrobrás, no âmbito do chamado petrolão. Argumentam os procuradores que “empresas corrompem porque os benefícios são maiores do que os custos”. Envolvem-se em esquemas de corrupção, portanto, com base em uma “decisão racional”. Em outras palavras: o crime compensa.

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19/02/2015

às 19:42 \ O País quer Saber

O pesadelo real por trás do país inventado que triunfou no carnaval do Rio

A Guiné Equatorial segundo a Beija-Flor (Foto: Mauro Pimentel)

A Guiné Equatorial segundo a Beija-Flor (Foto: Mauro Pimentel)

A Guiné Equatorial real (Desirey Minkoh/AFP)

A Guiné Equatorial real (Desirey Minkoh/AFP)

BRANCA NUNES

Depois dos banqueiros do jogo-do-bicho e dos traficantes de drogas, o clube dos patrocinadores do desfile das escolas de samba do Rio abriu as portas ao chefão de uma tirania africana exemplarmente infame. O novo sócio brilhou na Marquês de Sapucaí: com 239,9 pontos, a Beija-Flor sagrou-se campeã pela 13ª vez graças ao dinheiro extorquido do povo da Guiné Equatorial por Teodoro Obiang, ditador há 36 anos.

Ex-integrante do império colonial espanhol, terceiro maior produtor de petróleo da África Subsaariana, o país é formado por cinco ilhas e uma porção continental no oeste da África. Os 1,6 milhão de habitantes se espalham por 28 mil km² – território equivalente ao de Alagoas, a terceira menor unidade federativa do Brasil. Com uma fortuna declarada que a revista Forbes avaliou em US$ 600 milhões, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é um dos chefes de estado mais ricos do planeta.

A fantasia de “democracia constitucional” é rasgada pelo histórico eleitoral. Quando não é o único candidato, o dono da Guiné Equatorial nunca fica abaixo de 90% dos votos. Quem tenta fazer oposição de verdade vai para a cadeia ou para a sepultura. Tem sido assim desde 1979, quando liderou o golpe de Estado que derrubou seu tio Francisco Macias Nguema.

Em poucas horas, o tirano deposto, no poder desde a conquista da independência em 1968, foi sumariamente condenado à morte e executado a mando do sobrinho. Em seguida, o novo carrasco aperfeiçoou os instrumentos de terror utilizados pelo tio. Segundo a Human Rights Watch, Obiang valeu-se do boom do petróleo “para enriquecer às custas do povo”. E gastar sem pudores nem limites o que arrecada num grotão assolado por carências terríveis.

Seu filho (e vice-presidente) Teodorín Obiang, por exemplo, torrou US$ 30 milhões na compra de uma mansão em Los Angeles. Em contrapartida, a Guiné Equatorial amarga um desolador 144º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Entre os “países de médio desenvolvimento”, é o último colocado.

Segundo o Banco Mundial, sete em cada dez habitantes sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. Menos da metade da população tem acesso a água potável e quase 10% dos nascidos vivos morrem antes dos cinco anos. A Anistia Internacional acusa Obiang de reprimir violentamente seus opositores, realizar execuções extrajudiciais, torturas, prisões arbitrárias, entre tantos outros atentados aos direitos humanos.

Em outubro passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou formalmente o confisco de dezenas de milhões de dólares em bens que se prestaram a lavagem de dinheiro. Como revelou o site 100Reporters, as autoridades americanas sustentam que figurões do regime  “adquiriram uma enorme fortuna” recorrendo ao arsenal de praxe: “extorsão, apropriação indébita, roubo e desvio de verbas públicas”.

Nesta segunda-feira, com a fantasia oficial de vice-presidente, Teodorín acompanhou de camarote o desfile que exaltou a fraude – da comissão de frente ao último carro alegórico, passando pelo título do samba-enredo: “Um Griô Conta a História: um Olhar Sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos Sobre a Trilha de Nossa Felicidade”.

Segundo o jornal O Globo, a Beija-Flor recebeu R$ 10 milhões para dar brilho à escuridão que atormenta a Guiné Equatorial. “O dinheiro veio de financiadores culturais”, tentou despistar Benigno-Pedro Tang, embaixador no Brasil da capitania dos Obiang. “O governo não tem nada a ver com isso. O que a imprensa divulgou é uma soma muito excessiva”.

Laíla, presidente da comissão de Carnaval da Beija-Flor, embarcou na partitura da malandragem. “Tem tanta coisa para jornalistas se preocuparem, tantas mazelas, e querem pegar o Carnaval, uma escola de samba honesta, de comunidade carente, que vive na miséria, para tirar proveito”, desafinou Laila. “É sujo. A Guiné Equatorial é maravilhosa”.

Essa discurseira de patrocinado metido a esperto foi chancelada por Fran Sérgio Oliveira, também diretor da escola vitoriosa. “O povo da Guiné Equatorial é apaixonado por seu presidente. É uma ditadura? É. Mas é benéfica para a população do país”. É generosa sobretudo com os que detêm o bastão de mando. Hospedado na suíte presidencial do Copacabana Palace, Teodorín abrigou o restante da comitiva em outros seis apartamentos de luxo, cujas diárias vão de R$ 5.600 a R$ 7.200.

O dinheiro doado à Beija-Flor corresponde a quase um terço dos US$ 12 milhões que a Guiné Equatorial deve ao Brasil. Depois de anunciar que o débito seria perdoado, a presidente Dilma Rousseff achou perigoso continuar torrando dinheiro que não lhe pertence em donativos a ditadores de estimação. A quantia, segundo o Planalto, deverá ser renegociada.

Os Obiang não se impressionam com boladas desse tamanho. Em 2009, num leilão de peças de arte em Paris, o filho gastou mais de R$ 50 milhões. O pai tem dinheiro de sobra para seguir investindo na Beija-Flor e no Carnaval. No desfile nascido para a realização de sonhos, o herdeiro do déspota se divertiu com o triunfo do pesadelo.

Teodorín Obiang (de camisa azul), filho do ditador da Guiné Equatorial, assiste ao desfile da Beija Flor na Sapucaí (Foto: Daniel Marenco)

Teodorín Obiang (de camisa azul), filho do ditador da Guiné Equatorial, assiste ao desfile da Beija-Flor na Sapucaí (Foto: Daniel Marenco)

(Foto: Patrick Fort/AFP)

Criança num casebre da Guiné Equatorial com o onipresente retrato do ditador Teodoro Obiang Nquema (Foto: Patrick Fort/AFP)

Grupo de meninos joga futebol na Guiné Equatorial (Foto: Alexander Joe/ AFP)

Meninos jogam futebol em Malabo (Foto: Alexander Joe/ AFP)

Espécie de açougue à beira da estrada, imagem comum na Guiné Equatorial (Carl de Souza/AFP)

Um dos milhares de açougues improvisados à beira da estrada (Foto: Carl de Souza/AFP)

 

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