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corrupção

17/09/2014

às 14:20 \ Direto ao Ponto

O vídeo mostra como deve agir o líder de uma bancada oposicionista na Câmara

O deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, mostrou na sessão da CMPI da Petrobras como deve agir um genuíno oposicionista. Durante o depoimento de Nestor Cerveró ─ o ex-diretor da Petrobras que planejou a compra da sucata em Pasadena e outras tantas maracutaias bilionárias ─, nem foi preciso que o depoente respondesse com sinceridade e clareza. Como atesta o vídeo de 2min07, bastaram as perguntas de Imbassahy para deixar claro que Dilma Rousseff sempre soube de tudo.

15/09/2014

às 20:24 \ Direto ao Ponto

Lula logo dirá que nem sabe o nome do meliante que chamava de ‘Paulinho’

Brazil's former president da Silva gives the thumbs-up during a demonstration in Rio de Janeiro

Lula veste macacão da Petrobras no comício diante da sede da estatal. Foto: Sergio Moraes/Reuters

Na discurseira diante do prédio da Petrobras, Lula prorrogou o prazo de validade do Glossário da Novilíngua Companheira, adotado pelo PT há 12 anos para substituir termos muito chocantes por outros que podem ser pronunciados sem que antes se tire as crianças da sala. Os bandidos de estimação do mestre, por exemplo, jamais praticam crimes. Apenas cometem, de vez em quando, um ou outro “erro”, palavrinha que parece reduzir a pecado venial até um matricídio consumado a machadadas.

Nesta segunda-feira, durante a escala no centro do Rio, o palanque ambulante ensinou que foi isso ─ na pior das hipóteses ─ o que aconteceu na estatal transformada em sucursal de quadrilha. Se alguém errou, concedeu, deve ser investigado. O que Lula não tolera é ver a Petrobras alvejada por “ataques” que comprometem a excelente imagem da empresa. “Ataque”, segundo o glossário dos linguistas de porta de cadeia, é qualquer espécie de crítica a sacerdotes da seita lulopetista. Era, portanto, um recado enviesado a Aécio Neves, Marina Silva e outros inimigos da pátria.

Em países civilizados, o criminoso só volta ao local do crime em romances policiais. No Brasil, o chefe do bando se enfia num uniforme usado pelos funcionários da vítima, aparece sem algemas no cenário das muitas delinquências e ameaça aos berros quem ousa espantar-se com um portentoso caso de polícia. Para Lula, atacantes são os defensores da lei e da empresa atacada desde 2004 pela turma que nomeou e a afilhada manteve. Desta vez, o palavrório não convenceu sequer os nacionalistas de galinheiro.

A Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário já sabem o suficiente para induzir a um acordo de delação premiada o ex-diretor Paulo Roberto Costa. Dilma garante que nunca teve intimidade com o amigo que fez questão de convidar para o casamento da filha. Lula logo estará jurando que não conhece nem de vista o companheiro que chamava de “Paulinho” nas frequentes conversas no Planalto. As revelações do ex-diretor estão longe do fim. É bom que os quadrilheiros se cuidem.

O juiz federal Sérgio Moro, que cuida do caso, é homem íntegro. Ao contrário do que ocorreu na última etapa do julgamento do mensalão, não pode ser substituído por algum magistrado que, em vez de cumprir a lei, cumpre ordens.

14/09/2014

às 21:33 \ Opinião

‘Dinheiro falso’, de J.R. Guzzo

 PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

J.R. GUZZO

Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.

Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

13/09/2014

às 15:57 \ Sanatório Geral

Neurônio com telhado

“Meu telhado tem a firme determinação da investigação. Então ele é um telhado cobertinho pela Polícia Federal investigando, Ministério Público com autonomia, Lei Anticorrupção e da Lei de Acesso à Informação que eu acho importantíssima”.

Dilma Rousseff, explicando em dilmês rústico que seu telhado está bem melhor que o implantado por Renan Calheiros porque, embora nunca saiba de nada, sempre ordena que se investigue tudo.

 

13/09/2014

às 2:20 \ Sanatório Geral

Compromisso histórico

“Em todos os partidos tem gente corrupta, tem gente que não é corrupta. E os partidos têm seus compromissos históricos. O Democrata tem o seu, o Republicano americano representa sua trajetória de luta. Se tem equívocos, o meu partido, o PT, tem história de lutas, de militância. Tem pessoas que se equivocaram no PT, mas nem por isso apedreja-se o partido.”

Dilma Rousseff, ao explicar em dilmês castiço que, como os maiores partidos americanos, toda organização política tem seu compromisso histórico, que no caso do PT se manifesta nas lutas contra a moral, a ética, os bons costumes e os cofres públicos, lamentando que alguns companheiros cometam equívocos que atraem a atenção da polícia, do Ministério Público e do Judiciário.

12/09/2014

às 17:45 \ Opinião

Reynaldo-BH: Dilma confessa que existem corruptos por toda parte, mas descobriu só agora que saqueavam até a Petrobras

REYNALDO ROCHA

A criatividade da presidente Dilma Rousseff é proporcional à inteligência que demonstra (não) ter.

Assim como o Partido Comunista Chinês teve por décadas o Livro Vermelho de Mao (uma coleção de ridículas citações) como documento dogmático, Dilma e o PT adotaram o Livro Sem Cor de Lula (e sem letras) para a mesma função.

Livro de fácil leitura. Tem somente duas orientações aos milicianos.

1 – “Eu não sabia”.

2 – “Sou, mas quem não é?” » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

12/09/2014

às 16:29 \ Opinião

‘Abençoado por Deus e roubado com naturalidade’, de Fernando Gabeira

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Tá lá o corpo estendido no chão. Acabou uma época imprensada entre a crise econômica e uma profunda desconfiança da política. Não quero dizer com isso que o atual governo federal, com sua gigantesca capacidade, milhões de reais e a máquina do Estado, perderá a eleição. Não o subestimo. Quando digo que acabou uma época quero dizer que algo dentro de nós se está rompendo mais decisivamente, com as denúncias sobre o assalto à Petrobrás.

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10/09/2014

às 17:56 \ Opinião

“Dilma nas nuvens”, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

A presidente Dilma Rousseff considera “estarrecedor” que um servidor de carreira da Petrobrás – o seu diretor de abastecimento e refino entre 2004 e 2012, Paulo Roberto Costa – tenha sido o mentor do megaescândalo de corrupção na estatal que começou a emergir em março último, com a prisão dele e de seu sócio Alberto Youssef, o doleiro suspeito de branquear R$ 10 bilhões. Costa, como se sabe, conseguiu ser solto, mas voltou para a cadeia em junho, quando se descobriu que mantinha US$ 23 milhões em contas na Suíça, o que poderia induzi-lo a fugir do País. Em fins de agosto, para não ser condenado às penas a que de outro modo estaria exposto e, ainda, obter perdão judicial, ele começou a contar ao Ministério Público e à Polícia Federal o que seria a versão integral da roubalheira.

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10/09/2014

às 16:52 \ Sanatório Geral

Miopia malandra

“Um tema me causa muita revolta e imensa repulsa: a corrupção. Sei que isso sentem também todos os brasileiros sérios e honestos. Sempre tive tolerância zero com a corrupção”.

Dilma Rousseff, fazendo de conta que foi chefe e melhor amiga de Erenice Guerra durante mais de sete anos porque nunca soube de nada.

10/09/2014

às 0:00 \ Opinião

‘Um pré-sal de lama’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta terça-feira

É ainda muito pouco – e incerto – o que acaba de vir a público do esquema de corrupção na Petrobrás, a partir das informações que o ex-diretor de abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa teria repassado ao Ministério Público e à Polícia Federal desde que começou a contar o que saberia sobre o pré-sal de lama na petroleira. Ele se tornou delator na esperança de escapar a penas que podem somar 50 anos de prisão por suas traficâncias com o doleiro Alberto Youssef, desarticuladas pela Operação Lava Jato em março último. Youssef teria branqueado R$ 10 bilhões. No setor de seu parceiro, as maracutaias podem ter custado à Petrobrás R$ 3,4 bilhões em propinas pagas a autoridades, políticos e empresários, estima o jornal Valor, à razão de 3% de cada contrato assinado.

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