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corrupção

20/11/2014

às 20:38 \ Sanatório Geral

Candidata a humorista

“Falamos a verdade quando destacamos que o combate à corrupção nunca foi tão firme e severo como no meu governo”.

Dilma Rousseff, preparando-se para candidatar-se a humorista quando deixar o governo.

20/11/2014

às 17:00 \ Sanatório Geral

País da Ladroagem

“O empresário, se porventura faz alguma composição ilícita com político para pagar alguma coisa, se ele não fizer isso não tem obra. Pode pegar qualquer empreiteirinha e prefeitura do interior do país. Se não fizer acerto, não coloca um paralelepípedo no chão”.

Mário de Oliveira Filho, advogado de Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, lobista do PMDB especializado em negociatas envolvendo a Petrobras, informando que a modalidade esportiva mais praticada no País do Futebol é a corrupção.

17/11/2014

às 17:24 \ Direto ao Ponto

Mais um vídeo histórico: Lula promoveu Dilma, Erenice e Graça a heroínas da pátria só porque a trinca conversava durante a madrugada (e matava o turno da manhã)

Exumado pelo nosso comentarista Sharp Ramdom, o vídeo de 47 segundos será obrigatoriamente anexado aos autos da devassa de que a era lulopetista não escapará. Gravado em 2010, o documento de inestimável valor histórico mostra Lula enxergando heroínas a serviço da pátria em três mediocridades: Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Graça Foster. Segue-se a reprodução literal do palavrório:

“No Ministério de Minas e Energia, a Dilma montou uma… um cunjunto de pessoas, era ela, a Erenice e era a Graça, que hoje é presidente … ãããn … da política de gais, da diretoria de gais da Petrobrais. (Alguém sopra que Graça Foster está na plateia). Taí? Taqui a Graça, nossa grande companhera Graça. Num vou falá nada prucê não chorá, Graça. Mas essa… essas três mulheres… essas três mulheres, às vezes eu chegava nove hora no Palácio do Planalto, convidava a Dilma pruma reunião e recebia a notícia: ‘Presidente, a Dilma tá dormindo porque elas saíram às quatro e meia da manhã, cinco e meia da manhã’”.

Nada como um escândalo depois do outro. Em 2010, Erenice Guerra foi obrigada a cair fora do governo por ter virado caso de polícia: descobriu-se que a melhor amiga de Dilma chefiava simultaneamente a Casa Civil e uma quadrilha de larápios especializados em tráfico de influência. Há poucos meses, o desmonte do maior esquema de corrupção de todos os tempos provou que Graça Foster, no comando da Petrobras desde 2012, é incapaz de enxergar diferenças entre um grupo de executivos e um bando de gatunos.

É um defeito de fabricação que também afeta a visão da presidente que chama a companheira de “Graciosa”. Se não tivessem sequer desconfiado da ladroagem bilionária, seriam duas ineptas implorando por demissão. Como souberam de tudo faz tempo, foram comparsas e não merecem o os cargos que ocupam. Também deslocado para o olho do furacão que gerou, tampouco Lula deve sonhar com a volta ao Planalto. Nenhum país merece ser governado por quem enxerga um gênio da raça em qualquer figura que goste de conversar durante a madrugada (e matar o turno da manhã).

Ninguém sabe que ideias as três andaram trocando ─ se é que tinham ideias para trocar. O certo é que, se dormissem mais cedo, o Brasil teria economizado alguns bilhões de reais.

17/11/2014

às 17:05 \ Opinião

Corrupção sistêmica, de Merval Pereira

Publicado no Globo

O escândalo da Petrobras está produzindo reações curiosas no governo, alguns até mesmo engraçados, se o momento não fosse trágico. Anuncia-se que o PT pretende questionar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a escolha, por sorteio, do ministro Gilmar Mendes para relator das contas da campanha presidencial do partido em 2014. Por sorteio, ressalte-se, e a mando do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o mais próximo ao PT de todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Nunca vi tamanha confissão de culpa.

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17/11/2014

às 17:01 \ Opinião

‘Crime de responsabilidade’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão

Quando começou a vir à luz o conteúdo das investigações da Operação Lava Jato, lançada pela Polícia Federal (PF) em março deste ano para apurar a corrupção dentro da Petrobrás, houve quem previsse que a dimensão dessa encrenca poderia comprometer a realização das eleições presidenciais. Esse vaticínio catastrófico era obviamente exagerado. Mas os acontecimentos dos últimos dias revelam que esse escândalo sem precedentes não apenas compromete indelevelmente a imagem da maior empresa brasileira e da cúpula do partido que controla o governo federal há 12 anos – inclusive o ex-presidente Lula e a presidente reeleita Dilma Rousseff, como mostramos em editorial de sexta-feira -, mas pode ser só a ponta de um gigantesco iceberg.

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16/11/2014

às 16:53 \ Opinião

‘Uma política em decomposição’, de Rolf Kuntz

Publicado no Estadão
Flores, muitas flores bonitas e perfumadas por toda parte, para disfarçar e tornar o ambiente mais tolerável? Nesta altura, seria inútil. A sexta-feira começou com novas prisões da Operação Lava Jato, a investigação policial sobre as bandalheiras na Petrobrás. Bem cedo a imprensa havia noticiado: a maior estatal e maior empresa brasileira, com ações no País e no exterior, precisou adiar a publicação do balanço. Falta o aval da firma de auditoria, a PricewaterhouseCoopers (PwC). Os auditores poderão encrencar-se nos Estados Unidos se assinarem as demonstrações de um cliente envolvido em histórias de corrupção. Para eles, o mais seguro é esperar.

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14/11/2014

às 14:04 \ Opinião

Há 20 dias, VEJA publicou na capa a notícia ratificada pelo editorial do Estadão: Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobras

ELES SABIAM DE TUDO, revelou VEJA na capa da edição distribuída em 24 de outubro, dois dias antes da eleição presidencial. Os dois rostos que compunham a ilustração deixavam claro que “eles” eram Lula e Dilma Rousseff. “Tudo” abrangia o aluvião de maracutaias protagonizadas por um bando de corruptos que, protegido pelo governo ao qual servia, reduziu a Petrobras a uma usina de negociatas bilionárias.

Na mesma sexta-feira, a candidata a um segundo mandato usou seis minutos do último dia da propaganda na TV para enfileirar falácias, pretextos e desculpas que, somadas, davam zero. Durante o palavrório, ameaçou o mensageiro da má notícia com uma ação judicial que jaz no mausoléu das bravatas eleitoreiras.

O fabricante do poste que desgoverna o país esperou alguns dias para jurar que VEJA é um partido político que sonha obsessivamente com o extermínio do PT. O que parece coisa de ombudsman de hospício é só a mais recente invenção do vigarista decadente: o conto da capa golpista. Um grupo de devotos da seita liberticida nem aguardou que fosse criado para desempenhar o papel de otário. Já no dia 24, pichadores companheiros exercitaram a vocação para o vandalismo nas imediações da sede da Editora Abril.

“Lula e Dilma sempre souberam”, ratificou nesta sexta-feira o editorial do Estadão. Exemplares do jornal começavam a chegar aos assinantes quando também começou a ofensiva da Polícia Federal que resultou na captura de outra leva de saqueadores da Petrobras. Desta vez, como se verá no próximo post, juntaram-se à população carcerária figurões de empreiteiras corruptoras, além de outro ex-diretor da estatal apadrinhado por José Dirceu.

O editorial sobre o maior escândalo político-policial ocorrido desde a chegada das caravelas não surpreendeu os leitores de VEJA, que acompanham desde março a cobertura da espantosa procissão de abjeções descobertas pela Operação Lava-Jato. As revelações vêm acelerando perigosamente os batimentos do coração do poder. O fechamento do cerco aos quadrilheiros do Petrolão vai chegando aos chefões. O enfarte parece questão de tempo.

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14/11/2014

às 13:44 \ O País quer Saber

O roteiro dos atos de protesto deste sábado

Veja na seção O País quer Saber uma relação de capitais incluídas no roteiro dos protestos deste sábado. Como mostram os comentários abaixo, o excesso de informações conflitantes sobre horários e locais impediu a montagem de uma lista que contivesse todas as cidades que programaram manifestações de rua.  

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09/11/2014

às 16:20 \ Opinião

‘Pílula do dia seguinte’, de Fernando Gabeira

Publicado no Estadão

Com robusta experiência em derrotas eleitorais, arrisco-me a prescrever esta pílula do dia seguinte.
Um dos primeiros aprendizados na derrota é superar qualquer impulso de culpar os eleitores ou regiões inteiras pelo resultado das urnas. É preciso examinar as políticas que nos levaram a esse resultado, os erros que cometemos ao longo do caminho.

05/11/2014

às 15:40 \ O País quer Saber

Só na diretoria de Paulo Roberto Costa o PT e o PP embolsaram R$ 1,5 bilhão

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Paulo Roberto Costa nos bons tempos de diretor com Dilma Rousseff

PEDRO COSTA

Uma das cláusulas do acordo de delação premiada prevê que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, entregará à Justiça Federal todo o dinheiro que desviou da estatal. Foram R$ 70 milhões, jurou o executivo no início de outubro, durante o depoimento em que detalhou o funcionamento do esquema criminoso e os critérios que orientavam a distribuição do produto do roubo.

A cada contrato celebrado pela Petrobras, 2% do valor total ficavam com o PT e 1% era embolsado pelo PP, partido oficialmente responsável pela indicação do diretor nomeado por Lula, que logo passou a chamá-lo de “Paulinho”. “Desse 1% do PP, 60% ia para o partido, 20% era para as despesas operacionais”, contou o depoente. Os 20% restantes eram repartidos entre a trinca que articulava as negociatas, formada pelo falecido deputado José Janene, do PP paranaense, pelo doleiro Alberto Youssef e por Paulinho de Lula.

“Era 70% para mim, em espécie normalmente, e 30% para Youssef ou Janene”, explicou. Baseada na quantia que será devolvida pelo depoente, uma conta simples informa que só na área de Abastecimento e Refino o PP conseguiu pelo menos meio bilhão de reais. Descontadas as comissões dos intermediários (e as despesas com a lavagem do dinheiro), o partido arrecadou, portanto, R$ 350 milhões.

Como o PT abocanhou o dobro, conclui-se que as duas siglas parceiras desviaram 1,5 bilhão da diretoria comandada por Paulo Roberto Costa. Essa montanha de dinheiro permitiria, por exemplo, a doação de um salário mínimo a todos os 2 milhões de habitantes de  Curitiba, a capital do Estado onde o executivo gatuno nasceu e ingressou (por concurso) na estatal que ajudaria a reduzir a uma usina de maracutaias.

A Polícia Federal calcula que a roubalheira do Petrolão consumiu cerca de R$ 10 bilhões de reais. Ainda não foi revelado, portanto, o destino de R$ 8,5 bilhões. Não faltam corruptos a engaiolar. Tomara que não falte cadeia.

 

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