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Congresso

21/03/2015

às 13:33 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Infecção braba, antibiótico fraco’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

A política é definida de fora para dentro do Congresso. Quanto mais vibrantes as ruas, mais fracos os governos; quanto mais fracos os governos, mais fortes a Câmara e o Senado e mais tonitruantes os líderes partidários.

Milhões de pessoas gritando “Fora Dilma”, a aprovação da presidente despencando para 13%, a rejeição disparando para 62% e um documento do próprio Planalto admitindo o “caos político” e que “não será fácil virar o jogo”… Pois é, depois dessa sequência de tragédias para o governo, tudo o que Dilma Rousseff teve a oferecer foi o tal pacote anticorrupção.

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18/03/2015

às 16:23 \ Opinião

Oliver: Só pra socializar

VLADY OLIVER

Autoexplicativa, a matéria sobre o programa Mais Médicos veiculada pela Band e reproduzida no vídeo acima mostra como foram os bastidores da armação internacional que permitiu tanto o trabalho escravo em terras brasileiras, bem debaixo dos narizes daqueles togados que não vêem uma quadrilha onde já há um exército, quanto o financiamento da ditadura cubana por parte da pobre e espoliada democracia brasileira. Mais uma vez fomos feitos de otários. Mais uma vez um governo atende os próprios interesses em detrimento das liberdades democráticas, das liberdades individuais e do mínimo de decência necessário a que passemos a uma nação soberana, de um ajuntamento de bandidos.

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06/03/2015

às 10:15 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Adversários de si mesmos’

Publicado no Estadão

Para Dilma Rousseff não há situação política ruim que não possa ser piorada. No auge da crise – que também é uma crise de relacionamento do governo com seu maior aliado, o PMDB –, líderes do partido nas duas casas do Congresso foram chamados ao Palácio do Planalto para tratar da tramitação das medidas de ajuste fiscal. Mas a presidente Dilma cometeu, mais do que a indelicadeza, a imprudência de não convidar para os encontros o vice-presidente, Michel Temer, principal líder nacional do PMDB. O agravo repercutiu fortemente nos círculos peemedebistas. Na tentativa de consertar a trapalhada, Dilma convocou Temer às pressas, para uma conversa de 20 minutos.

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21/02/2015

às 11:17 \ História em Imagens

No mês em que embolsarão pela primeira vez o salário de R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado só 9 dias

PLENÁRIO DO SENADO DURANTE SESSÃO NÃO DELIBERATIVA

Senado nesta quinta-feira, dia 19 (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)

BRANCA NUNES

Em Brasília, o Carnaval na Câmara dos Deputados começou no mesmo dia fixado pelo calendário gregoriano para os brasileiros comuns: 13 de fevereiro, sexta-feira. Mas os integrantes da Casa dos Horrores decidiram conceder-se uma folga mais prolongada. Enquanto o restante do país voltou ao trabalho na Quarta-Feira de Cinzas, os parlamentares vão descansar até o dia 24. Serão 11 dias longe do serviço.

Assim, no primeiro mês em que receberão o salário reajustado de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado apenas nove dias – segundas e sextas ganharam há muito tempo o status de feriado. São R$ 3.744 por dia, fora “auxílios” para tudo e verbas suplementares. Coisa de país tão rico que sobra dinheiro até para a vadiagem com imunidade.

13/02/2015

às 9:09 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Dilma colhe o que plantou’

Publicado no Estadão

O presidencialismo de coalizão à moda lulopetista é um arranjo que, mediante escancarado toma lá dá cá, garante ao Executivo maioria de votos no Parlamento para a aprovação de matérias de seu interesse. Esta é a teoria. Na prática, Dilma Rousseff tem demonstrado que, apesar de ter aparelhado a administração pública a ponto de exibir, nominalmente, uma confortável maioria parlamentar, seu governo se tornou, por culpa dela própria, incapaz de influir decisivamente nas votações mais importantes das duas Casas do Congresso Nacional. Sua mais recente e retumbante derrota foi a aprovação pela Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o cognominado “Orçamento impositivo”.

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04/02/2015

às 10:07 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Derrota acachapante’

A presidente Dilma Rousseff levou uma derrota acachapante na eleição do presidente da Câmara dos Deputados. Mas há algo de positivo a comemorar na eleição do peemedebista Eduardo Cunha? Até onde a vista alcança é possível prever maior equilíbrio entre os Poderes Executivo e Legislativo, com a autonomia deste minimamente preservada. Isso é bom para a consolidação das instituições democráticas. Mas é preciso levar em conta que esse episódio não altera, ao contrário, ratifica, a natureza do presidencialismo de coalizão fisiológica consagrado pelo lulopetismo. A diferença é que essa coalização pode custar mais caro para o Executivo, prejuízo que também poderá ser maior para o País. Desse ponto de vista, portanto, nada a comemorar.

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07/01/2015

às 20:03 \ História em Imagens

Funcionários do Senado usam rede social para oferecer pastel de pizza aos brasileiros

PEDRO COSTA

PASTEL CONGRESSO

Foto: Reprodução Instagram Senado Federal

Rir dos próprios defeitos tanto pode ser uma forma de autocrítica quanto uma manifestação de cinismo. É provável que os responsáveis pelas mídias sociais do Senado tenham sido vítimas da difusa fronteira que separa as duas opções. Aparentemente dispostos a ironizar a certeza de que a impunidade impera na Casa do Espanto, acabaram debochando de milhões de brasileiros que pagam a conta.

Nesta segunda-feira, servidores concursados (que recebem por cabeça salários mensais de R$ 18.440,64) resolveram publicar na conta do Instagram (rede social de compartilhamento de imagens) da instituição a foto de um cardápio em que uma mão destacava o item “Pastel Congresso”. O recheio da iguaria é especialmente intragável para brasileiros honestos: “delicioso pastel de pizza: mussarela, tomate e orégano”.

O mau gosto contaminou o texto da introdução da peça supostamente humorística. Segue-se a íntegra, sem correções: “Brasília, sede de poderes da república, é uma cidade única. Aqui a cultura e o folclore políticos estão entranhados em cada aspecto do cotidiano, como podemos ver neste cardápio de uma tradicional pastelaria. Rsrsrs. Foto: Fernando Ribeiro – Agência Senado. #pastelaria”.

A justificativa improvisada diante da tempestade de críticas dos seguidores do Instagram foi tão bisonha quando a piada que não funcionou. Os humoristas acidentais alegam que não pretendiam tratar como anedota a mania parlamentar de inocentar culpados. Queriam apenas aproximar-se da população a bordo do que consideram humor típico da internet. Ficaram mais distantes de quem paga também as despesas do Congresso. Aconselhados pela sensatez, retiraram nesta quarta-feira a postagem que só os autores acharam engraçada.

02/12/2014

às 3:07 \ Direto ao Ponto

Os participantes da vigília diante do Congresso iluminam o caminho a ser percorrido pela resistência democrática

No momento em que escrevo — duas e meia da madrugada —, integrantes da resistência democrática brasileira permanecem em vigília na Praça dos Três Poderes. Eles exigem do Congresso a rejeição da chicana concebida pelo governo para estuprar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, transformar prejuízo em lucro, fingir que fechou o rombo imenso nas contas públicas e apressar o enterro da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sejam quantos forem os manifestantes, as cenas no vídeo balizam o caminho a seguir. As grandes passeatas de 2013 ensinaram que os indignados com a Era da Canalhice, em vez de pedir aos militares que saiam dos quartéis, deveriam sair de casa e juntar-se aos protestos de rua. Parlamentares sitiados por multidões de bom tamanho criam juízo em poucos segundos. Foi assim há um ano e meio. Assim é que deve ser. E é assim que será.

28/09/2014

às 18:47 \ Opinião

‘O pragmático e a iluminada’, de Almir Pazzianotto Pinto

Publicado no Estadão

Enfadonhos pedidos de voto, pelo rádio e pela televisão, refletem a decadência em que nos encontramos, pelo excesso de legendas, ausência de partidos, falência de lideranças. Políticos reconhecidos pela seriedade se confundem com a escória da vida pública. Corruptos, demagogos, insanos e analfabetos desfilam entre pessoas de bem para deixar o eleitor confuso e incapaz de distinguir uns dos outros. Nessa ópera-bufa a que foi rebaixada a eleição, Tiririca e o renitente bordão que utiliza sintetizam o ambiente em que ocorrem as disputas que determinarão os rumos do Poder Legislativo nos críticos anos que se aproximam

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05/08/2014

às 19:58 \ Sanatório Geral

Amigos secretos

“Essa é uma questão que deve ser respondida pelo Congresso”.

Dilma Rousseff,  ao comentar a reportagem de VEJA que desmoraliza a CPI da Petrobras, garantindo que a presidente não tem nada a ver com bandalheiras planejadas por diretores da estatal  e parlamentares da base alugada para deixar a presidente fora de mais um escândalo.

 

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