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Congresso

24/04/2015

às 11:24 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Um governo para esquecer’

Publicado no Estadão

FERNANDO GABEIRA

Recebi dois livros interessantes: Submissão, de Michael Houellebecq, e Ordem Mundial, de Henry Kissinger. Aproveito uns dias de resfriado para lê-los, mas só vou comentá-los adiante. Não sei se o resfriado turvou minhas expectativas, mas vejo o mundo caindo ao redor: empresas fechando, gente perdendo emprego e, como se não bastasse, estúpidos feriados.

Mas será que estar envolvido numa situação tão pantanosa me obriga a fazer as mesmas perguntas, tratar dos mesmos personagens, dona Dilma e seus dois amigos, Joaquim e Temer?

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23/04/2015

às 18:03 \ Sem categoria

Demétrio Magnoli: ‘Leis em movimento’

Publicado no Globo

DEMÉTRIO MAGNOLI

O Senado sabatinará o jurista Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para a cadeira vaga no STF desde a renúncia de Joaquim Barbosa. O fato de que Fachin fez campanha para Dilma, em 2010, não o desabona. “Ele manifestou uma posição política, votou na presidente”, disse o senador tucano Álvaro Dias, para explicar: “O que deve prevalecer não é a opção política circunstancial” mas “o notório saber jurídico, a reputação ilibada e a independência de quem vai julgar”. De fato, em 2002, o Senado aprovou a nomeação de Gilmar Mendes por FH e, em 2009, a de Dias Toffoli por Lula, sem impugnar a “opção política circunstancial” de nenhum dos dois. O problema é que, no caso de Fachin, a “opção política” não expressa um exercício individual de cidadania, mas uma militância específica na arena do Direito.

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11/04/2015

às 19:32 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘A marcha da insensatez’

Publicado na revista Exame

J. R. GUZZO

Vai terminando o verão do descontentamento. como terminará o outono que se abre aí à frente? Há mais de 20 anos, desde os tempos de anarquia do infeliz governo de Fernando Collor, o Brasil não vivia um período tão longo de desencanto com o dia a dia, desgosto pela autoridade de quem está na Presidência da República e desprezo pelo que é percebido, cada vez mais, como sua pura e simples incapacidade de governar.

Num espaço de alguns poucos dias, o país assistiu às maiores demonstrações públicas de condenação a um governo já registradas na memória nacional, à pior queda em sua avaliação nas pesquisas de opinião e à extravagante demissão de um ministro de Estado que resolveu, por conta própria, declarar guerra à Câmara dos Deputados.

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21/03/2015

às 13:33 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Infecção braba, antibiótico fraco’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

A política é definida de fora para dentro do Congresso. Quanto mais vibrantes as ruas, mais fracos os governos; quanto mais fracos os governos, mais fortes a Câmara e o Senado e mais tonitruantes os líderes partidários.

Milhões de pessoas gritando “Fora Dilma”, a aprovação da presidente despencando para 13%, a rejeição disparando para 62% e um documento do próprio Planalto admitindo o “caos político” e que “não será fácil virar o jogo”… Pois é, depois dessa sequência de tragédias para o governo, tudo o que Dilma Rousseff teve a oferecer foi o tal pacote anticorrupção.

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18/03/2015

às 16:23 \ Opinião

Oliver: Só pra socializar

VLADY OLIVER

Autoexplicativa, a matéria sobre o programa Mais Médicos veiculada pela Band e reproduzida no vídeo acima mostra como foram os bastidores da armação internacional que permitiu tanto o trabalho escravo em terras brasileiras, bem debaixo dos narizes daqueles togados que não vêem uma quadrilha onde já há um exército, quanto o financiamento da ditadura cubana por parte da pobre e espoliada democracia brasileira. Mais uma vez fomos feitos de otários. Mais uma vez um governo atende os próprios interesses em detrimento das liberdades democráticas, das liberdades individuais e do mínimo de decência necessário a que passemos a uma nação soberana, de um ajuntamento de bandidos.

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06/03/2015

às 10:15 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Adversários de si mesmos’

Publicado no Estadão

Para Dilma Rousseff não há situação política ruim que não possa ser piorada. No auge da crise – que também é uma crise de relacionamento do governo com seu maior aliado, o PMDB –, líderes do partido nas duas casas do Congresso foram chamados ao Palácio do Planalto para tratar da tramitação das medidas de ajuste fiscal. Mas a presidente Dilma cometeu, mais do que a indelicadeza, a imprudência de não convidar para os encontros o vice-presidente, Michel Temer, principal líder nacional do PMDB. O agravo repercutiu fortemente nos círculos peemedebistas. Na tentativa de consertar a trapalhada, Dilma convocou Temer às pressas, para uma conversa de 20 minutos.

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21/02/2015

às 11:17 \ História em Imagens

No mês em que embolsarão pela primeira vez o salário de R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado só 9 dias

PLENÁRIO DO SENADO DURANTE SESSÃO NÃO DELIBERATIVA

Senado nesta quinta-feira, dia 19 (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)

BRANCA NUNES

Em Brasília, o Carnaval na Câmara dos Deputados começou no mesmo dia fixado pelo calendário gregoriano para os brasileiros comuns: 13 de fevereiro, sexta-feira. Mas os integrantes da Casa dos Horrores decidiram conceder-se uma folga mais prolongada. Enquanto o restante do país voltou ao trabalho na Quarta-Feira de Cinzas, os parlamentares vão descansar até o dia 24. Serão 11 dias longe do serviço.

Assim, no primeiro mês em que receberão o salário reajustado de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado apenas nove dias – segundas e sextas ganharam há muito tempo o status de feriado. São R$ 3.744 por dia, fora “auxílios” para tudo e verbas suplementares. Coisa de país tão rico que sobra dinheiro até para a vadiagem com imunidade.

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13/02/2015

às 9:09 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Dilma colhe o que plantou’

Publicado no Estadão

O presidencialismo de coalizão à moda lulopetista é um arranjo que, mediante escancarado toma lá dá cá, garante ao Executivo maioria de votos no Parlamento para a aprovação de matérias de seu interesse. Esta é a teoria. Na prática, Dilma Rousseff tem demonstrado que, apesar de ter aparelhado a administração pública a ponto de exibir, nominalmente, uma confortável maioria parlamentar, seu governo se tornou, por culpa dela própria, incapaz de influir decisivamente nas votações mais importantes das duas Casas do Congresso Nacional. Sua mais recente e retumbante derrota foi a aprovação pela Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o cognominado “Orçamento impositivo”.

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04/02/2015

às 10:07 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Derrota acachapante’

A presidente Dilma Rousseff levou uma derrota acachapante na eleição do presidente da Câmara dos Deputados. Mas há algo de positivo a comemorar na eleição do peemedebista Eduardo Cunha? Até onde a vista alcança é possível prever maior equilíbrio entre os Poderes Executivo e Legislativo, com a autonomia deste minimamente preservada. Isso é bom para a consolidação das instituições democráticas. Mas é preciso levar em conta que esse episódio não altera, ao contrário, ratifica, a natureza do presidencialismo de coalizão fisiológica consagrado pelo lulopetismo. A diferença é que essa coalização pode custar mais caro para o Executivo, prejuízo que também poderá ser maior para o País. Desse ponto de vista, portanto, nada a comemorar.

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07/01/2015

às 20:03 \ História em Imagens

Funcionários do Senado usam rede social para oferecer pastel de pizza aos brasileiros

PEDRO COSTA

PASTEL CONGRESSO

Foto: Reprodução Instagram Senado Federal

Rir dos próprios defeitos tanto pode ser uma forma de autocrítica quanto uma manifestação de cinismo. É provável que os responsáveis pelas mídias sociais do Senado tenham sido vítimas da difusa fronteira que separa as duas opções. Aparentemente dispostos a ironizar a certeza de que a impunidade impera na Casa do Espanto, acabaram debochando de milhões de brasileiros que pagam a conta.

Nesta segunda-feira, servidores concursados (que recebem por cabeça salários mensais de R$ 18.440,64) resolveram publicar na conta do Instagram (rede social de compartilhamento de imagens) da instituição a foto de um cardápio em que uma mão destacava o item “Pastel Congresso”. O recheio da iguaria é especialmente intragável para brasileiros honestos: “delicioso pastel de pizza: mussarela, tomate e orégano”.

O mau gosto contaminou o texto da introdução da peça supostamente humorística. Segue-se a íntegra, sem correções: “Brasília, sede de poderes da república, é uma cidade única. Aqui a cultura e o folclore políticos estão entranhados em cada aspecto do cotidiano, como podemos ver neste cardápio de uma tradicional pastelaria. Rsrsrs. Foto: Fernando Ribeiro – Agência Senado. #pastelaria”.

A justificativa improvisada diante da tempestade de críticas dos seguidores do Instagram foi tão bisonha quando a piada que não funcionou. Os humoristas acidentais alegam que não pretendiam tratar como anedota a mania parlamentar de inocentar culpados. Queriam apenas aproximar-se da população a bordo do que consideram humor típico da internet. Ficaram mais distantes de quem paga também as despesas do Congresso. Aconselhados pela sensatez, retiraram nesta quarta-feira a postagem que só os autores acharam engraçada.

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