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Congresso

28/07/2015

às 13:33 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘As habilidades de Dilma’

É preciso acabar de uma vez por todas com a lenda segundo a qual a presidente Dilma Rousseff enfrenta imensas dificuldades políticas porque não é afeita ao varejo das negociações com o Congresso e porque ela tampouco se anima a se expor aos eleitores em busca de popularidade. O desastre de sua presidência não resulta dessas características, e sim de sua incontestável incapacidade de diagnosticar os problemas do País e de ministrar-lhes os remédios adequados. A esta altura, a maioria absoluta dos brasileiros, de todas as classes sociais, já se deu conta de que o problema de Dilma não é sua reclusão ou sua ojeriza aos políticos, mas simplesmente sua incompetência. Prometeram-lhes uma “gerentona” e lhes entregaram uma estagiária.

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22/07/2015

às 15:27 \ Opinião

“Depois da tempestade vem o tufão” e outras quatro notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

O Congresso, onde a presidente apanhou que nem genta granda neste semestre, entrou em férias. A crise foi embora? Não: a crise está no ar, mas com os pés solidamente plantados no chão. Lula, o primeiro-companheiro deste governo, está sendo investigado pelo Ministério Público, por suspeita de relações estranhas com empreiteiras. O Tribunal Superior Eleitoral examina a possibilidade de que a campanha de Dilma tenha recebido recursos desviados da Petrobras (neste caso, o registro da chapa Dilma-Temer é cassado, e caem ambos). O Tribunal de Contas da União estuda as contas do Governo Dilma, e há quem defenda sua rejeição, por conta das pedaladas fiscais. Os presidentes da Câmara e do Senado são investigados, há uma imensa bancada parlamentar na mira do Ministério Público e da Polícia Federal, há grandes empresários sob suspeita, ou já condenados. E, em menos de duas semanas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, promete detonar mais duas bombas: a CPI do BNDES e a dos Fundos de Pensão.

Dilma cai? Pode ser; depende de como a situação evoluir. Uma data decisiva será o domingo, 16 de agosto, dia marcado para as marchas Fora, Dilma. Muita gente nas ruas enfraquecerá a presidente. Se houver pouca gente, ela se fortalece. Mas, de qualquer modo, Dilma é frágil: a avaliação de seu governo, segundo a pesquisa CNT-MDA, divulgada pela Agência Brasil, estatal, continua caindo – de 10,8% para 7,7%, em julho. E 55,5% acreditam que a situação vai piorar.

Dilma Rousseff, quem diria!, tem índice de apoio inferior à inflação.

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21/07/2015

às 20:03 \ Opinião

Oliver: Bolada na Dilma

VLADY OLIVER

Vamos combinar. O protótipo de meliante que edita o perfil fake da “presidenta baioneta” no livro de caras digital conclamou hoje, segundo o vizinho de teclas Felipe Moura Brasil, a sua militância rumbeira a enganar a equipe de mediadores do perfil de Eduardo Cunha, postando um comentário positivo, esperando um “like” e editando o conteúdo postado para a baixaria. Não vou discutir aqui se é conveniente ou não termos um casca grossa no Congresso. A questão é outra: a vigarice explícita, regiamente turbinada com o NOSSO dinheiro público, vai acabar exatamente quando?

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24/04/2015

às 11:24 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Um governo para esquecer’

Publicado no Estadão

FERNANDO GABEIRA

Recebi dois livros interessantes: Submissão, de Michael Houellebecq, e Ordem Mundial, de Henry Kissinger. Aproveito uns dias de resfriado para lê-los, mas só vou comentá-los adiante. Não sei se o resfriado turvou minhas expectativas, mas vejo o mundo caindo ao redor: empresas fechando, gente perdendo emprego e, como se não bastasse, estúpidos feriados.

Mas será que estar envolvido numa situação tão pantanosa me obriga a fazer as mesmas perguntas, tratar dos mesmos personagens, dona Dilma e seus dois amigos, Joaquim e Temer?

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23/04/2015

às 18:03 \ Sem categoria

Demétrio Magnoli: ‘Leis em movimento’

Publicado no Globo

DEMÉTRIO MAGNOLI

O Senado sabatinará o jurista Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para a cadeira vaga no STF desde a renúncia de Joaquim Barbosa. O fato de que Fachin fez campanha para Dilma, em 2010, não o desabona. “Ele manifestou uma posição política, votou na presidente”, disse o senador tucano Álvaro Dias, para explicar: “O que deve prevalecer não é a opção política circunstancial” mas “o notório saber jurídico, a reputação ilibada e a independência de quem vai julgar”. De fato, em 2002, o Senado aprovou a nomeação de Gilmar Mendes por FH e, em 2009, a de Dias Toffoli por Lula, sem impugnar a “opção política circunstancial” de nenhum dos dois. O problema é que, no caso de Fachin, a “opção política” não expressa um exercício individual de cidadania, mas uma militância específica na arena do Direito.

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11/04/2015

às 19:32 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘A marcha da insensatez’

Publicado na revista Exame

J. R. GUZZO

Vai terminando o verão do descontentamento. como terminará o outono que se abre aí à frente? Há mais de 20 anos, desde os tempos de anarquia do infeliz governo de Fernando Collor, o Brasil não vivia um período tão longo de desencanto com o dia a dia, desgosto pela autoridade de quem está na Presidência da República e desprezo pelo que é percebido, cada vez mais, como sua pura e simples incapacidade de governar.

Num espaço de alguns poucos dias, o país assistiu às maiores demonstrações públicas de condenação a um governo já registradas na memória nacional, à pior queda em sua avaliação nas pesquisas de opinião e à extravagante demissão de um ministro de Estado que resolveu, por conta própria, declarar guerra à Câmara dos Deputados.

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21/03/2015

às 13:33 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Infecção braba, antibiótico fraco’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

A política é definida de fora para dentro do Congresso. Quanto mais vibrantes as ruas, mais fracos os governos; quanto mais fracos os governos, mais fortes a Câmara e o Senado e mais tonitruantes os líderes partidários.

Milhões de pessoas gritando “Fora Dilma”, a aprovação da presidente despencando para 13%, a rejeição disparando para 62% e um documento do próprio Planalto admitindo o “caos político” e que “não será fácil virar o jogo”… Pois é, depois dessa sequência de tragédias para o governo, tudo o que Dilma Rousseff teve a oferecer foi o tal pacote anticorrupção.

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18/03/2015

às 16:23 \ Opinião

Oliver: Só pra socializar

VLADY OLIVER

Autoexplicativa, a matéria sobre o programa Mais Médicos veiculada pela Band e reproduzida no vídeo acima mostra como foram os bastidores da armação internacional que permitiu tanto o trabalho escravo em terras brasileiras, bem debaixo dos narizes daqueles togados que não vêem uma quadrilha onde já há um exército, quanto o financiamento da ditadura cubana por parte da pobre e espoliada democracia brasileira. Mais uma vez fomos feitos de otários. Mais uma vez um governo atende os próprios interesses em detrimento das liberdades democráticas, das liberdades individuais e do mínimo de decência necessário a que passemos a uma nação soberana, de um ajuntamento de bandidos.

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06/03/2015

às 10:15 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Adversários de si mesmos’

Publicado no Estadão

Para Dilma Rousseff não há situação política ruim que não possa ser piorada. No auge da crise – que também é uma crise de relacionamento do governo com seu maior aliado, o PMDB –, líderes do partido nas duas casas do Congresso foram chamados ao Palácio do Planalto para tratar da tramitação das medidas de ajuste fiscal. Mas a presidente Dilma cometeu, mais do que a indelicadeza, a imprudência de não convidar para os encontros o vice-presidente, Michel Temer, principal líder nacional do PMDB. O agravo repercutiu fortemente nos círculos peemedebistas. Na tentativa de consertar a trapalhada, Dilma convocou Temer às pressas, para uma conversa de 20 minutos.

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21/02/2015

às 11:17 \ História em Imagens

No mês em que embolsarão pela primeira vez o salário de R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado só 9 dias

PLENÁRIO DO SENADO DURANTE SESSÃO NÃO DELIBERATIVA

Senado nesta quinta-feira, dia 19 (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)

BRANCA NUNES

Em Brasília, o Carnaval na Câmara dos Deputados começou no mesmo dia fixado pelo calendário gregoriano para os brasileiros comuns: 13 de fevereiro, sexta-feira. Mas os integrantes da Casa dos Horrores decidiram conceder-se uma folga mais prolongada. Enquanto o restante do país voltou ao trabalho na Quarta-Feira de Cinzas, os parlamentares vão descansar até o dia 24. Serão 11 dias longe do serviço.

Assim, no primeiro mês em que receberão o salário reajustado de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil, os deputados terão trabalhado apenas nove dias – segundas e sextas ganharam há muito tempo o status de feriado. São R$ 3.744 por dia, fora “auxílios” para tudo e verbas suplementares. Coisa de país tão rico que sobra dinheiro até para a vadiagem com imunidade.

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