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Carlos Minc

11/10/2010

às 8:19 \ Sanatório Geral

Colete em campanha

“De 11 lutas que travei no ministério, nas oito que ganhei tive o apoio da Dilma”.

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente e colecionador de coletes, tentando provar que Dilma Rousseff defende a Amazônia desde criancinha, sem confirmar a suspeita de que foi ela quem o derrotou nas outras três lutas, que eram as mais importantes.

22/12/2009

às 1:30 \ Sanatório Geral

Armário verde

“Finalmente, saímos do armário no sentido ambiental”.

Carlos Minc, único ambientalista do mundo eufórico com o fiasco de Copenhague, ainda provocando Dilma Rousseff, que saiu do armário verde, rasgou a fantasia de Protetora das Florestas, Selvas e Matas em Geral para deixar claro que, até onde enxerga, ”o meio-ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”.

16/12/2009

às 20:53 \ Direto ao Ponto

Como naufragar em 12 segundos

Só nesta quarta-feira se soube que a náufraga de Copenhague escapou por pouco da morte por afogamento. Numa nota de 16 linhas perdida na página 19, a Folha informou que um acordo costurado às pressas entre militantes nativos e estrangeiros impediu que Dilma Rousseff fosse contemplada com o antiprêmio “Fóssil do Dia”. Concebido por um colegiado de Ongs, a distinção indesejável é entregue a quem complica com especial eficácia a busca de soluções para problemas ambientais.

Dilma transformou-se em candidata imbatível ao declarar incompatíveis o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A sorte da virtual vencedora do “Fóssil do Dia” é que o colega Carlos Minc assimila grosserias como um grande pugilista assimila jabs desferidos por novatos. Com a ajuda de dirigentes de Ongs brasileiras, ele esqueceu a chuva de pitos promovida pela chefe e conseguiu dos coordenadores da antipremiação a transferência do constrangimento para os Estados Unidos. Minc jurou que a ministra tem cura. O vídeo afirma o contrário.

O naufrágio precipitado por 27 palavras divididas em duas frases durou 12 segundos. No primeiro, Dilma Rousseff ergue os olhos pousados no texto para avisar em 13 letras (O meio ambiente é) que vai discorrer sobre o antigo desafeto. Contemplando um ponto imaginário à sua esquerda, um metro acima das cabeças na plateia, a oradora sublinha antecipadamente (sem dúvida nenhuma) o que dirá em seguida. Retoma a leitura do script e parte para a definição que, desastrosa em qualquer lugar, explodiu como um míssil na Conferência do Clima de Copenhague: uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.

Se havia um não antes do é, foi sintomaticamente suprimido dos caracteres digitados no teleprompter da alma. Se não havia, Dilma é incapaz de distinguir um naufrágio de um banho de mar. As imagens só informam que a mulher com sotaque mineiro não se dá conta do que acabou de ocorrer. Fundindo enfado e estupidez no olhar sem brilho, volta à contemplação do horizonte insondável e improvisa o atalho para o ponto final: Isso significa que é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e dos nossos países“. Se o planeta é ameaçado, também os países estão em perigo. Faz sentido. Platitudes quase sempre fazem sentido.

Fechada na ministra, a câmera não exibe a reação da plateia nem dos parceiros de comitiva. Ficam fora, por exemplo, a perplexidade do embaixador Luiz Figueiredo, que chefiou a delegação brasileira até a chegada da candidata à Dinamarca, o horror estampado no rosto de ambientalistas militantes e o espetáculo da orfandade protagonizado por cabos eleitorais da Mãe do PAC. Não importa. Nenhum vídeo assim curto devassou com tão perturbadora nitidez a cabeça permanentemente em tumulto.

A gerente de país sempre achou que qualquer paisagem ficaria muito melhor se exibisse soja em vez de mata, sempre defendeu a semeadura de turbinas nos leitos dos rios selvagens. (“Não tem como garantir um crescimento com energia limpa sem as hidrelétricas”, reincidiu em Copenhague). Lula achou que uma semana na Dinamarca transformaria o Terror da Amazônia em Amiga da Selva. Até que vieram as 27 palavras.

Valeram mais que mil discursos. Fora o troféu, que ficou para a próxima.

16/10/2009

às 17:58 \ Sanatório Geral

Ministro nas nuvens

“O dado compara um mês que tinha muita nuvem, o que influencia no levantamento”.

Carlos Minc, confrontado com a pesquisa da Ong Imazon sobre o desmatamento da Amazônia, que registrou em agosto um aumento de 167%  em relação ao mesmo período do ano passado, procurando no céu os pecadores que agem na terra.

23/09/2009

às 19:03 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (5)

“Eu acho que qualquer pessoa pode surtar, mas um homem público não pode falar coisas que desqualificam ele, inclusive da possibilidade de exercer o governo do Estado”.

Carlos Minc, convencido de que quem promete estuprar em praça pública um ministro de Estado por considerá-lo ”veado”e “maconheiro”, como fez o governador André Puccinelli, não merece menos que o impeachment.

23/09/2009

às 18:50 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (4)

“Ele deve examinar e tratar com mais carinho o homossexualismo que existe dentro dele próprio e talvez aceitar isso com mais razoabilidade”.

Carlos Minc, ainda querendo briga com o aliado André Puccinelli.

23/09/2009

às 18:47 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (3)

“Foi brincadeira”.

André Puccinelli, explicando que insultou Carlos Minc só para brincar com a platéia.

“Quero dizer para o governador que ele fique à vontade, que ele pode sair do armário, que nós defendemos todos os homossexuais, assumidos ou enrustidos. Então ele pode ficar tranquilo”.

Carlos Minc, avisando que não está para brincadeiras.

23/09/2009

às 18:36 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (2)

“É um truculento ambiental que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar. Essa declaração revela o seu caráter”.

Carlos Minc, respondendo com patriotismo e espírito público ao comentário de André Puccinelli, governador de Mato Grosso do Sul e parceiro na aliança governista.

23/09/2009

às 18:30 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (1)

“É veado e fuma maconha. Se ele viesse a Mato Grosso do Sul eu ia correr atrás dele e estuprá-lo em praça pública”.

André Puccinelli, governador de Mato Grosso do Sul, referindo-se com elegância e civilidade ao companheiro de aliança governista Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente.

05/06/2009

às 17:19 \ Sanatório Geral

Idiotia polivalente

“Sinto todo dia meu pescocinho na mira. Querem tirar uma picanha do Carlinhos. Mas estou firme, firmíssimo. Tremei, poluidores”.

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, colecionador de coletes e, agora oficialmente, bobo da corte.


 

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