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Cândido Vaccarezza

25/04/2014

às 13:23 \ Sanatório Geral

Memória curta (2)

“Não tenho nenhuma relação com ele. Não tem nenhuma ligação dele pra mim ou de mim para ele”.

Cândido Vaccarezza, ao “negar peremptoriamente” que tenha recebido no apartamento funcional onde mora em Brasília o doleiro Alberto Youssef e um sócio.

“Não excluo a possibilidade de ter encontrado com ele na casa do André”.

Cândido Vaccarezza, ao ser confrontado com o relatório da Polícia Federal no qual Alberto Youssef afirma numa mensagem estar em sua casa, admitindo a possibilidade de ter encontrado o doleiro no apartamento de André Vargas, localizado no mesmo prédio onde mora.

08/08/2013

às 23:16 \ Sanatório Geral

O preço da democracia

“Acho que a democracia tem custo e é correto ter gasto para viabilizar a democracia”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e coordenador de trabalho sobre reforma política, explicando que, se forem reduzidos os salários e a verba indenizatória dos parlamentares, a democracia brasileira ficará abaixo da linha da pobreza extrema.

02/08/2013

às 18:20 \ Feira Livre

‘Convite ao protesto’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

A Câmara dos Deputados está chamando a população a voltar em massa às ruas para se manifestar contra a desfaçatez dos políticos ─ a sua prontidão para agir em causa própria e dar de ombros ao desgosto dos brasileiros com o que fazem em seu nome e com o seu dinheiro. A Casa sugere ainda que os manifestantes não se esqueçam de trazer consigo o cartaz que mais bem define o que milhões de eleitores pensam de seus representantes: “Eles não me representam”. Claro que a Câmara não fez nada disso. Mas a tanto equivale a decisão dos seus líderes de confeccionar um projeto que afrouxa desavergonhadamente as responsabilidades de partidos e candidatos na disputa pelo voto.

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01/08/2013

às 19:21 \ Sanatório Geral

Isenção é tudo

“Se houver algum ponto que estimule a impunidade, vou alterar”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e coordenador da comissão da Câmara que prepara o projeto da reforma eleitoral, com cara de quem quer acabar com a impunidade dos inimigos e garantir o direito de ir e vir dos companheiros.

23/07/2013

às 15:00 \ Feira Livre

‘Mundo da Lua’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

O grande tema que emergiu da reunião do Diretório Nacional do PT realizado no fim de semana, em Brasília, não foi a “renovação profunda” proposta dias antes pelo comandante em chefe da tropa, Luiz Inácio da Silva.

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22/07/2013

às 18:24 \ Sanatório Geral

Companheiro renegado

“Vaccarezza está lá por indicação do presidente da Câmara. Quem defenderá posições do PT na comissão será o deputado Ricardo Berzoini”.

Wellington Dias, líder do PT no Senado, sobre a participação do deputado paulista na comissão da Câmara que trata da reforma política, explicando que o companheiro Cândido Vaccarezza, visto de perto, tem cara de PMDB.

18/07/2013

às 18:56 \ Direto ao Ponto

Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza não visita o parceiro condenado à prisão domiciliar pelas manifestações de rua?

O SMS enviado por Cândido Vaccarezza a Sérgio Cabral, reproduzido acima, foi mais que uma prova de amizade: foi um caso de polícia. Naquele 17 de maio de 2012, durante a sessão no Congresso, o deputado federal do PT prometeu ao parceiro do PMDB que o empreiteiro Fernando Cavendish não seria interpelado na CPI do Cachoeira sobre as relações perigosíssimas entre a Delta e o governador do Rio. Consumado no mesmo dia, o cambalacho permitiu a Cabral seguir sonhando com noitadas em Paris. A Turma do Guardanapo escapara de mais uma.

A prova material do crime não se limitou a reiterar que o parlamentar do PT paulista trata a pontapés os valores morais, as normas éticas, os bons costumes e o Código Penal. O recado cafajeste também desmascarou um feroz inimigo da língua portuguesa. O sumiço dos dois pontos entre preocupe e você, somado ao uso simultâneo de tu e você, desnuda um torturador da gramática. E a amputação do s na última palavra do “nós somos teu” avisa que Vaccarezza se juntou ao chefe Lula na guerra de extermínio movida contra o plural.

Não é pouca coisa. E não foi tudo. A mensagem revelou também que o cruzamento do PT com o PMDB atravessava outra zona de turbulência. E reiterou que, para o partido que no século passado vivia reivindicando o monopólio da ética, o casamento consanguíneo deixou de ser obrigatório. Até a descoberta do mensalão, devotos da seita só podiam relacionar-se intimamente com gente do rebanho. Transferida do templo das vestais de araque para o bordel da base alugada, a companheirada foi liberada para cair na farra com qualquer parceiro.

Antes do escândalo do mensalão, Vaccarezza não escaparia da expulsão sumária por ter cometido dois crimes hediondos: adultério interpartidário e violação do primeiro dos mandamentos instituídos no dia da fundação do partido em 1980 ─ e declamado de meia em meia hora por José Dirceu: “O PT não róba e não deixa robá”. Agora rouba e deixa roubar. Defeito virou virtude. Não existe pecado do lado de baixo do Equador. Só é feio perder eleição.

Vaccarezza nem ficou ruborizado com a descoberta de que no peito da bandidagem também batia um coração. Com a placidez dos que se consideram condenados à impunidade, acariciou o PMDB com uma imaginosa reinterpretação da mensagem. “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu”, fantasiou. E se negou a discutir a relação com Cabral. “Eu não quero declarar”, espancou a gramática de novo. “Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas”.

“Bonito, o amor”, resumiria o grande Zózimo Barroso do Amaral na legenda sob a foto da dupla. Os velhos jornais sensacionalistas repetiriam a manchete politicamente incorretíssima: PACTO DE MORTE ENTRE ANORMAIS. Num Brasil que já não se surpreendia com nada, o único castigo imposto a Vaccarezza por editores de jornais e revistas foi a infiltração de um sic depois de teu.

A brandura da punição animou o deputado a celebrar o assassinato da CPI do Cachoeira com outro afago no melhor amigo do governador fluminense. “Aquela foto foi editada, a dos lenços na cabeça”, mentiu. “Aparece uma mão que ninguém sabe de quem é. Eu sei o que tem nas fotos inteiras, mas não vou falar também”.

Um ano e dois meses depois do derramamento digital, a dupla continua oferecendo provas sucessivas de que delinquentes de nascença não têm cura. Vaccarezza (sempre em companhia de um bando escalado pelo PMDB) faz o que pode para piorar o Brasil na comissão incumbida pelo presidente da Câmara, Henrique Alves, de cuidar da “reforma política”. Nesta semana, por exemplo, gastou a voz explicando que a doação eleitoral sem recibo ajuda a combater a corrupção. Continua o mesmo.

O governador do Rio também. Tanto que resolveu atribuir aos partidos de oposição a contagiosa novidade do inverno carioca: acampar diante do prédio no Leblon onde mora  e passar a maior parte do dia contando em voz alta quem é Sérgio Cabral, o que fez, o que faz e o que fará se a polícia e a Justiça deixarem. Nenhum dos dois mudou. O que mudou foi a paisagem política, dramaticamente subvertida pela revolta da rua.

Condenado à prisão domiciliar por manifestações de protesto reprisadas diariamente, o governador está proibido até de aparecer no Antiquarius, logo ao lado, pendurar no pescoço o babador com o distintivo do Vasco e engordar mais um pouco com outro prato de bacalhau. Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza ainda não apareceu para uma visita, sobraçando uma quentinha do restaurante preferido do encarcerado?

Talvez por desconfiar que até o bacalhau daria um jeito de ressuscitar para sugerir a Cabral, aos berros, que use como esconderijo o porão de algum palácio e deixe os vizinhos em paz.

17/07/2013

às 20:05 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: Depois da doação eleitoral sem recibo, que ideia o PT vai apresentar à comissão da reforma política comandada pelo companheiro Cândido Vaccarezza?

16/07/2013

às 1:57 \ Sanatório Geral

Surto de sinceridade (25)

“Digo e repito: não dá tempo de fazer a reforma política agora. Tenho coragem de dizer a verdade”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo, afirmando que o resto do partido mente.

15/07/2013

às 22:09 \ Sanatório Geral

Inimigo a favor

“Estamos melhorando ao permitir que o controle ocorra de forma eletrônica”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e relator do projeto de lei que torna menos rigoroso o controle das doações em campanhas eleitorais, caprichando na pose de quem não admite a roubalheira que quer facilitar.

 

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