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Cândido Vaccarezza

08/08/2013

às 23:16 \ Sanatório Geral

O preço da democracia

“Acho que a democracia tem custo e é correto ter gasto para viabilizar a democracia”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e coordenador de trabalho sobre reforma política, explicando que, se forem reduzidos os salários e a verba indenizatória dos parlamentares, a democracia brasileira ficará abaixo da linha da pobreza extrema.

02/08/2013

às 18:20 \ Feira Livre

‘Convite ao protesto’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

A Câmara dos Deputados está chamando a população a voltar em massa às ruas para se manifestar contra a desfaçatez dos políticos ─ a sua prontidão para agir em causa própria e dar de ombros ao desgosto dos brasileiros com o que fazem em seu nome e com o seu dinheiro. A Casa sugere ainda que os manifestantes não se esqueçam de trazer consigo o cartaz que mais bem define o que milhões de eleitores pensam de seus representantes: “Eles não me representam”. Claro que a Câmara não fez nada disso. Mas a tanto equivale a decisão dos seus líderes de confeccionar um projeto que afrouxa desavergonhadamente as responsabilidades de partidos e candidatos na disputa pelo voto.

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01/08/2013

às 19:21 \ Sanatório Geral

Isenção é tudo

“Se houver algum ponto que estimule a impunidade, vou alterar”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e coordenador da comissão da Câmara que prepara o projeto da reforma eleitoral, com cara de quem quer acabar com a impunidade dos inimigos e garantir o direito de ir e vir dos companheiros.

23/07/2013

às 15:00 \ Feira Livre

‘Mundo da Lua’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

O grande tema que emergiu da reunião do Diretório Nacional do PT realizado no fim de semana, em Brasília, não foi a “renovação profunda” proposta dias antes pelo comandante em chefe da tropa, Luiz Inácio da Silva.

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22/07/2013

às 18:24 \ Sanatório Geral

Companheiro renegado

“Vaccarezza está lá por indicação do presidente da Câmara. Quem defenderá posições do PT na comissão será o deputado Ricardo Berzoini”.

Wellington Dias, líder do PT no Senado, sobre a participação do deputado paulista na comissão da Câmara que trata da reforma política, explicando que o companheiro Cândido Vaccarezza, visto de perto, tem cara de PMDB.

18/07/2013

às 18:56 \ Direto ao Ponto

Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza não visita o parceiro condenado à prisão domiciliar pelas manifestações de rua?

O SMS enviado por Cândido Vaccarezza a Sérgio Cabral, reproduzido acima, foi mais que uma prova de amizade: foi um caso de polícia. Naquele 17 de maio de 2012, durante a sessão no Congresso, o deputado federal do PT prometeu ao parceiro do PMDB que o empreiteiro Fernando Cavendish não seria interpelado na CPI do Cachoeira sobre as relações perigosíssimas entre a Delta e o governador do Rio. Consumado no mesmo dia, o cambalacho permitiu a Cabral seguir sonhando com noitadas em Paris. A Turma do Guardanapo escapara de mais uma.

A prova material do crime não se limitou a reiterar que o parlamentar do PT paulista trata a pontapés os valores morais, as normas éticas, os bons costumes e o Código Penal. O recado cafajeste também desmascarou um feroz inimigo da língua portuguesa. O sumiço dos dois pontos entre preocupe e você, somado ao uso simultâneo de tu e você, desnuda um torturador da gramática. E a amputação do s na última palavra do “nós somos teu” avisa que Vaccarezza se juntou ao chefe Lula na guerra de extermínio movida contra o plural.

Não é pouca coisa. E não foi tudo. A mensagem revelou também que o cruzamento do PT com o PMDB atravessava outra zona de turbulência. E reiterou que, para o partido que no século passado vivia reivindicando o monopólio da ética, o casamento consanguíneo deixou de ser obrigatório. Até a descoberta do mensalão, devotos da seita só podiam relacionar-se intimamente com gente do rebanho. Transferida do templo das vestais de araque para o bordel da base alugada, a companheirada foi liberada para cair na farra com qualquer parceiro.

Antes do escândalo do mensalão, Vaccarezza não escaparia da expulsão sumária por ter cometido dois crimes hediondos: adultério interpartidário e violação do primeiro dos mandamentos instituídos no dia da fundação do partido em 1980 ─ e declamado de meia em meia hora por José Dirceu: “O PT não róba e não deixa robá”. Agora rouba e deixa roubar. Defeito virou virtude. Não existe pecado do lado de baixo do Equador. Só é feio perder eleição.

Vaccarezza nem ficou ruborizado com a descoberta de que no peito da bandidagem também batia um coração. Com a placidez dos que se consideram condenados à impunidade, acariciou o PMDB com uma imaginosa reinterpretação da mensagem. “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu”, fantasiou. E se negou a discutir a relação com Cabral. “Eu não quero declarar”, espancou a gramática de novo. “Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas”.

“Bonito, o amor”, resumiria o grande Zózimo Barroso do Amaral na legenda sob a foto da dupla. Os velhos jornais sensacionalistas repetiriam a manchete politicamente incorretíssima: PACTO DE MORTE ENTRE ANORMAIS. Num Brasil que já não se surpreendia com nada, o único castigo imposto a Vaccarezza por editores de jornais e revistas foi a infiltração de um sic depois de teu.

A brandura da punição animou o deputado a celebrar o assassinato da CPI do Cachoeira com outro afago no melhor amigo do governador fluminense. “Aquela foto foi editada, a dos lenços na cabeça”, mentiu. “Aparece uma mão que ninguém sabe de quem é. Eu sei o que tem nas fotos inteiras, mas não vou falar também”.

Um ano e dois meses depois do derramamento digital, a dupla continua oferecendo provas sucessivas de que delinquentes de nascença não têm cura. Vaccarezza (sempre em companhia de um bando escalado pelo PMDB) faz o que pode para piorar o Brasil na comissão incumbida pelo presidente da Câmara, Henrique Alves, de cuidar da “reforma política”. Nesta semana, por exemplo, gastou a voz explicando que a doação eleitoral sem recibo ajuda a combater a corrupção. Continua o mesmo.

O governador do Rio também. Tanto que resolveu atribuir aos partidos de oposição a contagiosa novidade do inverno carioca: acampar diante do prédio no Leblon onde mora  e passar a maior parte do dia contando em voz alta quem é Sérgio Cabral, o que fez, o que faz e o que fará se a polícia e a Justiça deixarem. Nenhum dos dois mudou. O que mudou foi a paisagem política, dramaticamente subvertida pela revolta da rua.

Condenado à prisão domiciliar por manifestações de protesto reprisadas diariamente, o governador está proibido até de aparecer no Antiquarius, logo ao lado, pendurar no pescoço o babador com o distintivo do Vasco e engordar mais um pouco com outro prato de bacalhau. Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza ainda não apareceu para uma visita, sobraçando uma quentinha do restaurante preferido do encarcerado?

Talvez por desconfiar que até o bacalhau daria um jeito de ressuscitar para sugerir a Cabral, aos berros, que use como esconderijo o porão de algum palácio e deixe os vizinhos em paz.

17/07/2013

às 20:05 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: Depois da doação eleitoral sem recibo, que ideia o PT vai apresentar à comissão da reforma política comandada pelo companheiro Cândido Vaccarezza?

16/07/2013

às 1:57 \ Sanatório Geral

Surto de sinceridade (25)

“Digo e repito: não dá tempo de fazer a reforma política agora. Tenho coragem de dizer a verdade”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo, afirmando que o resto do partido mente.

15/07/2013

às 22:09 \ Sanatório Geral

Inimigo a favor

“Estamos melhorando ao permitir que o controle ocorra de forma eletrônica”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo e relator do projeto de lei que torna menos rigoroso o controle das doações em campanhas eleitorais, caprichando na pose de quem não admite a roubalheira que quer facilitar.

01/06/2013

às 14:32 \ Sanatório Geral

Perfeita cavalgadura

“Não gostei dos 8% de juros. A inflação está com viés de baixa e já dá sinais de esgotamento do consumo”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT de São Paulo, confirmando que também em matéria de economia é uma perfeita cavalgadura.

 

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