Blogs e Colunistas

Câmara dos Deputados

20/03/2015

às 10:18 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O ruim consegue ficar pior’

A demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação exibe a uma nação perplexa o teatro do absurdo em que se transformou o governo Dilma Rousseff, o da “Pátria Educadora”, na qual se aprende que numa crise política fora de controle a situação nunca é tão ruim que não possa ser piorada.

É tão absurda a cena protagonizada pelo agora ex-ministro de Dilma na tarde de quarta-feira no plenário da Câmara dos Deputados, que a respeito dela qualquer especulação é válida. Desde que se tratou de uma encenação previamente combinada com o Palácio do Planalto para marcar posição na queda de braço de Dilma com os parlamentares, até de que foi simplesmente a melhor maneira encontrada pelo encrenqueiro ex-governador do Ceará para, sob a aura de destemor no combate à corrupção, pular fora do barco que soçobra.

>> Clique para continuar lendo

13/03/2015

às 14:15 \ Opinião

Merval Pereira: ‘Popularidade de Dilma no chão’

Publicado no Globo

MERVAL PEREIRA

As vaias de terça-feira no 21º Salão Internacional da Construção, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo Dilma que pesquisas de posse do Palácio do Planalto mostram com exatidão. Lendo-as, não é possível continuar dizendo que as manifestações públicas contra o governo refletem apenas a posição dos ricos. O mesmo autoengano foi cometido pelo governo durante a Copa do Mundo, quando as vaias no jogo inaugural foram inicialmente atribuídas aos setores mais abastados da população.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/03/2015

às 13:20 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O Congresso nas mãos da CPI’

Publicado no Estadão

A CPI da Petrobras recém-instalada na Câmara dos Deputados é uma excelente oportunidade para os representantes do povo se redimirem do vexaminoso desempenho das duas comissões de inquérito formadas no ano passado com o mesmo objetivo e que terminaram em pizza. Diante de uma opinião pública escandalizada com a corrupção na maior estatal brasileira — desvio que presumivelmente se estende a outras unidades do aparelho estatal — e descrente da capacidade e do interesse de certos setores do poder público de reprimir a bandidagem e punir os culpados, uma terceira CPI da Petrobras que mostre serviço pode ser um primeiro passo importante deste renovado Congresso Nacional para a recuperação de uma imagem desgastada e da credibilidade perdida perante a sociedade brasileira.

>> Clique para continuar lendo

17/02/2015

às 23:05 \ Opinião

J.R. Guzzo: A palavra ‘I’

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

Uma das complicações da política brasileira de hoje é que a poeira não baixa. Deveria baixar, pela lei da gravidade; “se subiu tem de descer”, dizia Raul Seixas numa de suas muitas observações notáveis. Mas no Brasil da presidente Dilma Rousseff a lei da gravidade parece não estar funcionando. Seria mais uma dessas leis que não pegam?

O fato concreto é que a poeira em volta do governo, quase sempre levantada por ele mesmo, continua subindo — e o inconveniente disso é que deixou de existir a opção de esperar que a poeira baixe antes de tomar decisões, como recomenda a sempre tão prudente sabedoria popular. Esperar como? Antes de se desmanchar uma nuvem já vem outra, e se alguém ficar esperando o ambiente clarear corre o risco de passar a vida sem fazer nada.

No momento, com a catástrofe que o Palácio do Planalto criou ao se deixar moer como picadinho na eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados, subiu um poeirão de estrada de terra em Mato Grosso em tempo de seca. Vai ficar aí por tempo indeterminado — e o resultado é que a vida pública brasileira continuará no voo cego que vem fazendo nos últimos quatro anos.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

11/02/2015

às 13:27 \ Opinião

José Nêumanne: ‘O governo mente e a oposição se cala’

Publicado no Estadão desta quarta-feira

JOSÉ NÊUMANNE

Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da minoria, provocou rebuliço no plenário da Câmara dos Deputados ao reproduzir do alto da tribuna áudio em que a presidente Dilma Rousseff garantia, há dois anos, reduzir a conta da luz em 18%. “O Brasil terá energia cada vez melhor e mais barata”, disse ela, então, condenando “previsões alarmistas”.

O diabo é que o consumidor bancará nas contas deste ano fundo de R$ 20 bilhões que antes era cobrado do contribuinte, via Tesouro Nacional: ou seja, tirará de um bolso em vez do outro. Fala-se em aumento de 40% a 80%. E mais: para o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, do governo federal, o risco de faltar eletricidade no Sudeste e Centro-Oeste chegou em fevereiro ao índice mais alto dos últimos anos: 7,3%. Em janeiro era de 4,9%. Essa foi a única das várias mentiras contadas por Dilma e pelo PT no poder há 12 anos exposta de forma cabal pelos oposicionistas após grande exposição nas redes sociais. Nesse ringue a luta tem sido feroz, com combativos e grosseiros militantes petistas e antipetistas abusando impunemente da liberdade de se insultarem.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

02/02/2015

às 17:26 \ Sanatório Geral

Fiasco espetacular

“Você viu que eu ganhei esta eleição mesmo com tudo que o governo fez pra me derrotar, né?”

Eduardo Cunha, novo presidente da Câmara dos Deputados, esquecendo-se de cumprimentar Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil e comandante da ofensiva governista, por mais um fiasco espetacular.

10/12/2014

às 20:18 \ Direto ao Ponto

A proeza de Vargas: cair fora dessa Câmara por falta de decoro é como ser expulso de um hospício por excesso de maluquice

Andre-Vargas-OrlandoBrito-1

Eleito deputado federal em 2006, reeleito em 2010 por milhares de paranaenses irresponsáveis, o companheiro André Vargas entrou para a história da Câmara no mesmo instante em que dali saiu. Pelo conjunto da obra, ele já garantira uma jaula de luxo no zoológico que abriga esquisitices da fauna política tropical. O despejo consumado nesta quarta-feira transformou-o num assombro sem similares. Num Congresso que lembra uma Papuda sem grades, ter o mandato cassado por falta de decoro equivale a ser expulso do hospício por excesso de loucura ─ e por decisão dos demais malucos.

Já em fevereiro, depois de assumir a vice-presidência da Câmara, Vargas decidiu chegar ao comando da Casa do Espanto pela rota dos ineditismos. Ao debochar do ministro Joaquim Barbosa na sessão de abertura do ano legislativo, foi o primeiro parlamentar a insultar um chefe do Poder Judiciário. Nos meses seguintes, seria também o primeiro deputado a fazer companhia a Alberto Youssef no noticiário político-policial e o primeiro figurão do PT punido por um partido que absolve até ladrões capturados no interior do cofre. Desde hoje, é o primeiro gatuno que a seita lulopetista ajudou a perder o emprego.

É uma ficha e tanto, valorizada pelas anotações que mudaram dramaticamente os horizontes de Vargas. Ele começou 2014 convencido de que terminaria o ano como candidato imbatível à presidência da Câmara. Vai começar 2015 procurando emprego. E tentando escapar da candidatura (que a Polícia Federal tornou irreversível) a uma vaga na população carcerária do Brasil.

12/10/2014

às 14:12 \ Opinião

‘O vício de sempre’, de Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

No balanço da campanha eleitoral, versão primeiro turno, ressalta o vício habitual: a esmagadora predominância da propaganda sobre a informação. Algumas sugestões para contra-atacar a tendência:

1. Obrigar que parte da propaganda na TV seja ao vivo. O público teria diante de si algo mais próximo da vida real, seja na pessoa do próprio candidato, seja na de seus correligionários, para contrabalançar a fantasia mistificadora dos filmes produzidos pelos marqueteiros. A proposta não é nova. Recentemente foi defendida em artigo na Folha de S.Paulo pelo jurista Ives Gandra Martins (edição de 2/9/2014). Ives Gandra propõe que todo o horário seja ao vivo. Este colunista se contentaria com, digamos, a metade. À vantagem de maior acesso ao candidato em carne e osso, acrescenta-se a do barateamento das escandalosamente caras campanhas brasileiras.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

11/04/2014

às 11:17 \ Opinião

‘O farmacêutico do ar’, de Fernando Gabeira

FERNANDO GABEIRA

As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT.

Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento.

» Clique para continuar lendo

10/04/2014

às 18:59 \ Sanatório Geral

Candidato à Papuda

“Tomo esta decisão para me concentrar em minha defesa e preservar a imagem da Câmara, do meu partido e de meus colegas deputados”.

André Vargas, deputado pelo PT do Paraná, ao renunciar à vice-presidência da Câmara, comunicando ao país que já está em campanha para escapar da cadeia.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados