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Barcelona

14/12/2012

às 22:39 \ Sanatório Geral

Favorito absoluto

“Encerrados dois mandatos eletivos de presidente, continuo a fazer política porque tenho uma crença profunda na humanidade. Meu papel político, agora, é pregar que o desenvolvimento de um país deve representar a prosperidade de todos os seus cidadãos”.

Lula, nesta quinta-feira, em Barcelona, onde embolsou R$215 mil “por suas realizações políticas e sua luta contra a pobreza no Brasil”, imaginando que a discurseira de candidato ao Nobel da Paz vai dispensá-lo de comentar as denúncias de Marcos Valério, o Caso Rose e outras complicações que devem garantir-lhe o título de Chefe do Governo mais Corrupto da História Republicana.

14/12/2012

às 19:33 \ Sanatório Geral

Tremenda dupla

“Tem que perguntar pro Lula”

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, em Paris, aos jornalistas interessados em saber o que o chefe tinha a dizer sobre as acusações feitas por Marcos Valério no depoimento à Procuradoria Geral da República.

“Pergunta pra ele”

Lula, em Barcelona, aos jornalistas que atenderam à sugestão de Okamotto, recomendando-lhes que perguntem a Marcos Valério o que só o ex-presidente pode responder.

03/05/2012

às 12:21 \ Frases

Pesadelo

“Foi como despertar de um sonho. É tanta notícia ruim que já nos tornamos um pouco apáticos a elas. Tirando, é claro, as derrotas do Real Madrid e do Barcelona”.

Ramon Casado, historiador, em entrevista à Folha de S. Paulo sobre a crise na Espanha.

10/04/2012

às 8:00 \ Frases

É tudo balela

“Isso daí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase.”

Andrés Sanchez, cartola responsável pela seleção brasileira.

19/02/2012

às 8:49 \ Frases

Melhor do mundo

“Abriu-me as portas para ser o melhor jogador do mundo e melhor jogador da Europa”.

Romário, deputado federal e ex-jogador de futebol, sobre quando atuava pelo Barcelona.

21/12/2011

às 21:31 \ Direto ao Ponto

O recado dos deuses do futebol

Poderia ter sido qualquer time brasileiro, ou qualquer seleção formada depois de 1982. Mas os deuses dos estádios entenderam que não haveria portador mais credenciado que o Santos para o recado aos habitantes do que foi ─ até perder o rumo e a alma ─ o País do Futebol. Em 90 minutos (mais de 70 com a bola nos pés, o restante do tempo preparando-se para retomá-la), o campeão do Mundial de Clubes fez, a rigor, o que fizeram Pelé e seus parceiros de espetáculo na seleção de 1958, na seleção de 1970 e no Santos dos anos 60. “Pelo que ouvi do meu pai, os brasileiros jogavam assim”, disse depois da goleada o técnico Pep Guardiola. O Barcelona é a versão moderna daquele Santos que transformou numa forma de arte a velha e brasileiríssima pelada.

O que se viu na manhã de domingo, a rigor,  foi uma sublime pelada regida por 11 craques. E os 4 a 0 em Yokohama (que poderiam ter sido 6, 8, 9 a 0) liquidaram muito mais que um adversário sem chances desde o primeiro segundo. Liquidaram os técnicos medrosos, as táticas retranqueiras, a discurseira defensivista,  o cabeça de área, o volante que só desarma, o centroavante de ofício, o chutão do goleiro em direção ao imponderável, o jogo aéreo, o zagueiro que rifa a bola, o carrinho homicida, o atacante que não volta para marcar, os brucutus que trocam golpes de luta-livre na hora do escanteio e outras flores do buquê de cretinices tropicais.

A superioridade de dimensões amazônicas também desmoralizou os cartolas que desprezam as equipes de base para caçar medalhões em fim de carreira, que demitem o técnico depois de cinco derrotas, que desmontam a equipe vencedora depois do título conquistado, que acham que o importante é ganhar, mesmo com um gol de mão aos 47 do segundo tempo. E escancarou os estragos causados pelo sumiço da várzea e seus campos de grama rala por escolinhas que formam jogadores de futebol americano e proíbem a fantasia. Hoje, caso disputasse uma peneira, Garrincha não iria além da primeira ginga: seria expulso a pauladas como as ratazanas grávidas das crônicas de Nelson Rodrigues. E substituído por um volante de contenção.

Depois do que se viu no domingo, o que têm a dizer os devotos do futebol de resultados? Quem ousará recitar que o futebol bonito é incompatível com o sucesso duradouro? Muricy Ramalho vai declamar de novo que quem quer ver espetáculo deve ir ao teatro ou ao circo? Mano Menezes vai continuar murmurando que o Barcelona é de outro planeta? O recado dos deuses do futebol será certamente ignorado por Ricardo Teixeira: se depender do dono da CBF, os calendários assassinos permanecerão intocados e a seleção seguirá desperdiçando o que lhe resta de prestígio no papel de cabo eleitoral do chefe. Para Teixeira e seus comparsas, é irrelevante o que se passa nos gramados. Ganhar ou não a Copa é secundário. Eles só pensam em ganhar com a Copa.

Ou os times brasileiros redescobrem o drible, a finta, a tabelinha, a audácia, o improviso, a fome de gol, o prazer de jogar bola, ou vão acabar perseguindo a pontapés títulos sem importância em arenas entregues ao controle de quadrilhas uniformizadas às quais interessa a vitória a qualquer preço, se possível com a eliminação física dos inimigos. O aparecimento de um Neymar só serve para reafirmar, por contraste, o que se perdeu. O futebol brasileiro tornou-se banal, comum, sem brilho, triste. Cada vez mais parecido com Ricardo Teixeira,  vai ficando com cara de fraude.

18/12/2011

às 12:32 \ Frases

Derrota construtiva

“Eu não sei se o time deles é imbatível, mas hoje é a melhor equipe do mundo. Aprendemos a jogar futebol. Eles possuem jogadores fantásticos. O que vivemos aqui vai servir de lição para levar de volta ao Brasil. O Barcelona ensinou como se joga futebol.”

Neymar, jogador do Santos, depois da derrota para Barcelona na disputa pelo título de campeão mundial.

10/11/2011

às 20:44 \ Direto ao Ponto

A supergerente nascida para comandar tropeça na arrogância do ministro falastrão

A líder de nascença, extraordinariamente articulada e mais sabida que qualquer homem, capaz de remover impasses de bom tamanho com outra ideia luminosa ─ essa Dilma Rousseff começou a morrer de inanição quando a ministra de pouquíssimas palavras virou candidata à Presidência e teve de destravar a garganta. Meia dúzia de frases sem pé nem cabeça bastaram para escancarar o neurônio solitário. Como constatou em 20 de setembro de 2009 o texto reproduzido na seção Vale Reprise, a primeira entrevista mais demorada denunciou um cérebro em permanente litígio com o raciocínio lógico. A Joana D’Arc da guerrilha urbana mostrou-se tão consistente quanto o Brasil Maravilha do cartório.

A superexecutiva onisciente, onipresente e onipotente, capaz de organizar em 30 minutos uma contrapartida administrativa do Barcelona ─ essa Dilma Rousseff morreu de anemia depois da saída de seis ministros (cinco por corrupção, um por alucinação) em menos de 10 meses de governo. Um técnico de futebol que substitui meio time antes dos 25 minutos do primeiro tempo, para antecipar-se à expulsão inevitável e para subtrair-se às vaias das arquibancadas, só pode ser autorizado a escalar a seleção do hospício.

A arrogância debochada de Carlos Lupi ameaça rasgar a terceira e última fantasia. É a que enfeita a supergerente implacável, incansável e geniosa, capaz de fazer qualquer marmanjo folgado chamar a mãe já no início do pito arrasador, ou de emudecer até um cangaceiro aliado com aquele perturbador “meu querido…” rosnado ao pé da orelha. “Pela relação que tenho com a Dilma, não saio nem na reforma”, jactou-se nesta terça-feira o ainda ministro do Trabalho, depois da conversa com a antiga companheira de PDT. Nada de “presidenta”, muito menos “presidenta Dilma Rousseff”. Para Lupi, a chefe de governo é “a Dilma”, com o artigo sublinhando a intimidade de comparsa.

Nesta quarta-feira, Lupi fingiu que a imprensa não entendeu direito o que disse. Negou ter desafiado a chefe, mas manteve a essência do falatório: vai continuar no cargo ─ antes e depois da reforma ministerial de janeiro. Dilma encarregou Gleisi Hoffmann de lembrar à nação que é a presidente quem nomeia e demite. Mas não demitiu o homem que instalou num gabinete desonrado por incontáveis maracutaias. Nesta quinta, a coisa descambou para o terreno da chanchada. “Presidente Dilma, desculpas se fui agressivo, não foi minha intenção”, declamou Lupi na Câmara. A confissão seguinte explicou por que o declarante se dispensa de usar o ‘presidenta’, com a: “Eu te amo”.

A permanência de Lupi no ministério arrendado ao PDT só servirá para confirmar que os frequentes ataques de nervos protagonizados por Dilma Rousseff não têm parentesco com os associados a governantes enérgicos, exigentes, durões. São apenas chiliques. São só grosserias.

20/09/2011

às 9:28 \ Frases

Assunto encerrado

“É definitivo, não vou sair do Santos em janeiro”.

Neymar, atacante do Santos.

23/06/2011

às 16:12 \ Direto ao Ponto

O Brasil saúda o campeão da Libertadores

“Na  próxima quarta-feira, o Santos só precisa vencer no Pacaembu o mesmo Peñarol para conquistar a Libertadores pela terceira vez”, dizia o último parágrafo do texto publicado no dia 19 na seção História em Imagens, apoiado em vídeos que eternizaram imagens de sonho. “Tomara que seja o começo de uma saga semelhante à que deslumbrou o mundo entre 1962 e 1970″. Ontem à noite, a torcida por uma versão século 21 da magnífica história escrita nos anos 60 foi reforçada pelo próprio Pelé. Quando o gol de Danilo ampliou a vantagem inaugurada por Neymar, a euforia do Rei do Futebol num camarote no Pacaembu só não o fez repetir o célebre soco no ar por falta de espaço. Ele também gostaria de rever o que viveu.

O Santos foi a segunda preferência de todos os torcedores de outros times cuja infância o destino premiou com a contemplação de um elenco de superprodução hollywoodiana. A plasticidade dos voos de Gilmar, a elegância de Mauro, a bravura do líder Zito, a canhoneira de Pepe, a ginga de Dorval, o minimalismo mágico de Coutinho — como não se render a essa admirável constelação regida por Pelé, o astro mais que perfeito? Aquilo foi mais que um grande time de futebol. Foi um corpo de baile incomparável, um grupo de iluminados vestidos de branco. Era natural que o Santos disputasse jogos decisivos no Maracanã. Uma paixão nacional rima com o templo maior.

Neymar e Ganso também já estão acima das preferências clubísticas. Craques geniais são amados por milhões de torcedores que amam o futebol acima de todas as cores. Tomara que fique cada vez mais parecido com a equipe de Pelé. O país saúda o campeão da Libertadores. E que venha o Barcelona.

 

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