Blogs e Colunistas

Antonio Palocci

16/05/2013

às 20:58 \ Sanatório Geral

Palocci em alta

“A articulação está sendo feita de uma forma um pouco ruim. Faltam pessoas  como o Antonio Palocci no comando, que tenha um pouco de jogo de cintura na construção política”.

Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, gerente do balcão de compra e venda de votos ativado pela votação da MP dos Portos, explicando que, na tabela de cotações da Casa dos Horrores, um palocci  está valendo dez idelis.

25/04/2013

às 20:11 \ Direto ao Ponto

O caseiro que viu a absolvição de Antônio Palocci ainda não viu a cor do dinheiro

Em 17 de abril, o caseiro Francenildo dos Santos Costa acionou a Justiça Federal para ser indenizado pela quebra ilegal de seu sigilo bancário. Em setembro de 2010, a Caixa Econômica foi condenada a pagar R$ 500 mil ao jovem que ousou contar a verdade sobre as aparições de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda de Lula, na mansão em Brasília conhecida como “República de Ribeirão Preto”. Até hoje Francenildo não viu a cor do dinheiro.

O post republicado na seção Vale Reprise lembra que, em agosto de 2009 ,ele assistiu à sessão do Supremo Tribunal Federal que inocentou Antônio Palocci. Já condenado ao desemprego pelo país que teme bandidos poderosos, foi punido pela absolvição do culpado. Certamente se sentiu como todos os brasileiros honestos se sentirão se os quadrilheiros do mensalão escaparem da cadeia.

02/11/2012

às 18:44 \ O País quer Saber

Chantagem no Palácio

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

RODRIGO RANGEL

O empresário Marcos Valério sempre se comportou como um arquivo vivo. Todas as vezes que enfrentava dificuldades  financeiras, ameaçava revelar os segredos que guardou do período em que era um dos homens mais influentes do governo  Lula. Sempre que problemas cobriam o horizonte, ele o clareava lembrando os antigos camaradas das coisas que sabe e pode  revelar. Nas circunstâncias em que era tomado pelo medo de que algo lhe acontecesse, saber muitos segredos o tranquilizava.  Agora, condenado a quarenta anos de prisão por operar o maior esquema de corrupção da história, o mensalão, o empresário  ameaça de novo contar o que sabe. Uma reportagem da última edição de VE JA mostrou que em setembro Valério mandou  um fax ao Supremo Tribunal Federal pedindo proteção de vida em troca de informações. Ele também procurou o Ministério Público citando três personagens sobre os quais teria muito que dizer: o ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel. Valério diz ter muito a contar, inclusive sobre outros episódios que mancharam  a reputação do PT e, assim como o mensalão, envolvem desvio de recursos públicos e corrupção.

Entre 2002 e 2005, quando explodiu o escândalo da compra de apoio no Congresso Nacional, Marcos Valério participava de  um restrito grupo encarregado de arrecadar dinheiro para financiar ações clandestinas do PT e de seus dirigentes. Segundo  relato do próprio publicitário, foi nessa condição que ele testemunhou uma cena de chantagem contra o então presidente Lula e seu chefe de gabinete, o ministro Gilberto Carvalho. Os dois estavam sendo extorquidos por pessoas envolvidas no caso de corrupção e morte do ex-prefeito Celso Daniel, ocorrida em janeiro de 2002. Marcos Valério afirma que foi chamado pelo PT para ajudar a resolver o problema. Era início de 2003, nos primeiros meses do governo Lula. O empresário contou que foi  convocado para uma reunião com o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, e o empresário Ronan Maria Pinto,  apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de recolhimento de propina montado pelos petistas na  prefeitura de Santo André. O empresário Ronan Pinto, conta Valério, ameaçava envolver Lula e Gilberto Carvalho no  episódio. O publicitário relata como reagiu quando lhe pediram para levantar o dinheiro necessário para apaziguar o  empresário. “Eles achavam que (o pagamento) ia ser através de mim, e eu falei assim: ‘Nisso aí eu não me meto, não’.”

Valério não dá mais detalhes, mas se mostra disposto a contar tudo o que sabe do caso à Justiça. Até hoje as circunstâncias da  morte de Celso Daniel são intrigantes. O prefeito foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002. Dois dias depois, o corpo foi  encontrado numa estrada em Juquitiba, município da Grande São Paulo. No momento em que foi sequestrado, Celso Daniel estava acompanhado do amigo e empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. A investigação policial concluiu que Celso  Daniel foi mais uma vítima de crime comum. O Ministério Público, porém, discordou dos policiais. Os promotores sustentam  que o ex-prefeito de Santo André teria sido morto pelo grupo que se beneficiava de um esquema irregular de propina na prefeitura. Sérgio Sombra teria armado a cena do crime. O amigo do prefeito integrava o esquema de corrupção junto com  Ronan Maria Pinto, dono do maior jornal da cidade, de empresas de ônibus e de uma empresa de coleta de lixo. Bruno Daniel,  irmão do prefeito, disse às autoridades que o ex-chefe de gabinete de Lula e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência,  Gilberto Carvalho, conhecia bem o esquema de corrupção.

Marcos Valério afirma que, apesar do apelo que recebeu de Silvio Pereira, preferiu não participar da operação. Embora negue  que tenha conseguido o dinheiro, Valério diz que, no fim das contas, Ronan Pinto foi atendido. Ele garante que sabe quem  pagou e, principalmente, como foi a guerra para acertar as contas com o empresário. O pagamento, afirma, foi feito por um  amigo pessoal de Lula. “Envolve um banco que não faz parte do mensalão.” Valério  diz que esse é apenas um “pedacinho” da história. Os personagens da trama têm outros pontos de contato. Silvio Pereira, o petista que Marcos Valério diz ter  conduzido a negociação da chantagem, foi denunciado como integrante da cadeia de comando do mensalão, mas fez acordo  com o Ministério Público, prestou 750 horas de serviços comunitários e, com isso, se livrou de ser julgado pelo crime de formação de quadrilha. Silvinho, como é chamado pelos companheiros, era um dos encarregados de gerir a lista de indicados para cargos na máquina federal nos primeiros anos do governo Lula.

Gilberto Carvalho, fiel escudeiro de Lula, era um dos mais poderosos secretários da gestão de Celso Daniel. Ronan Pinto era  da cozinha do PT. Para o Ministério Público paulista, ele era um dos responsáveis pela coleta de propina entre empresários de  Santo André e pela distribuição do dinheiro a pessoas do partido. Esse mesmo esquema, esquadrinhado na esteira das investigações do assassinato de Celso Daniel, também promoveu desvios milionários na prefeitura.

Na semana passada, VE JA revelou que o Supremo Tribunal Federal recebeu um fax assinado por Marcelo Leonardo, advogado de Valério, informando que o empresário estava com a vida em risco e mencionando a lei da delação premiada,  instrumento pelo qual criminosos podem ter a pena reduzida caso auxiliem as autoridades contando o que sabem. O  presidente do tribunal, Ayres Britto, enviou o ofício ao relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa. De  pronto, os dois ministros suspeitaram que poderia se tratar de uma artimanha de Valério para atrapalhar o julgamento. Ainda  assim, e como havia menção a risco de morte, decidiram encaminhar o documento ao procurador-geral da República,  Roberto Gurgel. O conteúdo do fax está protegido por sigilo judicial.

Naqueles mesmos dias, Marcos Valério bateu à porta do procurador-geral. A um amigo, ele disse que viajou para Brasília em  segredo e que entrou no prédio da Procuradoria pela garagem, sem se identificar. Relatou que disse ao procurador aquilo que  vinha dizendo em privado já havia algum tempo: que tem revelações importantes a fazer sobre o mensalão, inclusive sobre o  verdadeiro papel do então presidente Lula no esquema. Valério diz ter como provar que Lula sabia de tudo. O empresário conta, ainda, que pelo caixa do mensalão passaram 350 milhões de reais, muito mais do que o valor rastreado até agora pelos  investigadores, e que figurões do PT ligados ao ex-presidente Lula se revezavam na missão de mantê-lo em silêncio com a promessa de impunidade — o que não aconteceu. Na última quinta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o encontro de Valério com o procurador-geral da República foi mais do que uma conversa preliminar de um condenado com o  seu algoz na tentativa de negociar um acordo. Diz a reportagem que Valério chegou a prestar um depoimento formal,  devidamente assinado por ele e por seu advogado, em que fala de Lula, do ex-ministro Antonio Palocci e do caso Celso Daniel.  Sobre Palocci, o publicitário conta que o ex-ministro participava do esquema de arrecadação de fundos que abastecia os cofres do PT. Marcos Valério também tem o que revelar sobre outro rumoroso escândalo do governo passado — os aloprados. Em setembro de 2006, militantes petistas foram presos em um hotel de São Paulo com 1,7 milhão de reais. O  dinheiro seria usado para comprar um falso dossiê contra adversários políticos do partido. Valério garante que sabe o nome  do empresário que arrumou o dinheiro — um mistério que até hoje a polícia não conseguiu desvendar.

Em nota, o ministro Gilberto Carvalho informou que “nunca teve conhecimento de qualquer ameaça ou chantagem feita por  Ronan Maria Pinto, diretamente ou por terceiros”. O Instituto Lula não quis se manifestar. Silvio Pereira não foi localizado. O procurador-geral da República evitou falar sobre a conversa com Valério, mas tem dito que só depois do julgamento do  mensalão ele vai decidir se o que Valério tem a dizer é suficiente para a abertura de um novo inquérito. O julgamento  recomeça nesta semana, com a definição das penas dos 25 réus condenados. Terminada a fase das penas, a chamada dosimetria, os ministros vão analisar os recursos dos advogados de defesa, redigir a decisão definitiva e, por fim, expedir os  mandados de prisão. Mesmo que acelerado, esse processo pode consumir pelo menos mais cinco meses de trabalho. Ou seja,  os mensaleiros só começariam a pagar suas penas em meados do próximo ano — um tempo longo demais, segundo alguns  ministros, que vão adotar duas medidas de segurança para evitar fugas: o recolhimento do passaporte dos condenados e a obrigação de comparecer à Justiça a cada quinze dias. Até lá, Valério estará em liberdade e, como sempre afirma, temente pela sua saúde e sua vida. COM REPORTAGEM DE ADRIANO CEOLIN E HUGO MARQUES.

28/06/2012

às 5:47 \ Sanatório Geral

País do avesso

“O desgaste à imagem é irrecuperável e irreparável, mas, se conheço o ministro, ele não vai querer levar adiante essa discussão”.

José Roberto Batocchio, advogado de Antônio Palocci, sobre a decisão do Ministério Público de São Paulo de arquivar a denúncia de lavagem de dinheiro contra seu cliente, ensinando que, no Brasil, são os bandidos que perdoam os xerifes.

18/04/2012

às 18:46 \ Direto ao Ponto

Hillary Clinton conseguiu enxergar um convento na usina de corruptos impunes

size_590_Dilma_Rousseff_e_Hillary_Clinton Roberto Stuckert Filho/Presidência

Dilma Rousseff e Hillary Clinton: um novo padrão mundial no combate à corrupção (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Quem vê as coisas como as coisas são sabe que Dilma Rousseff fez o possível para evitar o despejo dos ministros que perderam o emprego por envolvimento em bandalheiras de bom tamanho. Se a presidente pudesse tudo, ainda estariam a serviço da pátria e de quadrilhas os companheiros Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Pedro Novais, Wagner Rossi, Orlando Silva e Carlos Lupi. Como não pode tanto, Dilma acabou sucumbindo à repercussão das ladroagens descobertas e divulgadas pela imprensa independente.

De passagem por Brasília, Hillary Clinton decidiu que o governo da protetora de Fernando Pimentel estabeleceu um novo padrão mundial no combate à corrupção. Se acredita no que disse, Hillary só confirma que a maioria dos figurões estrangeiros, embora já tenha aprendido que  não é Buenos Aires a capital do País do Futebol, continua merecendo nota 0 em realidade brasileira. Não é pouca coisa enxergar um convento na imensa usina de corruptos impunes.

Se Barack Obama fizesse nos Estados Unidos o que aqui se faz impunemente, demoraria algumas semanas para transformar-se não numa Dilma Rousseff americana, mas numa reedição piorada do antecessor Richard Nixon. Enfiado até o pescoço nas patifarias reveladas pelas investigações sobre o Caso Watergate, viu-se obrigado a renunciar à presidência em 8 de agosto de 1974. Nixon caiu fora da Casa Branca carregando um prontuário assustador para os padrões americanos.

Aos olhos da turma acampada no Planalto, o que fez o colega ianque é coisa de vigarista amador.

08/03/2012

às 19:20 \ Direto ao Ponto

O estuprador de sigilo que virou traficante de influência entra em ação disfarçado de ‘tesoureiro informal’ de Fernando Haddad

Em março de 2006, o Brasil espantou-se com a descoberta: Antonio Palocci fora o mandante da violação da conta do caseiro Francenildo Costa na Caixa Econômica Federal. Ao saber que o ministro da Fazenda também exercia o ofício de estuprador de sigilo bancário, o presidente Lula confirmou que ignora a diferença entre currículo e prontuário. Primeiro, tentou inocentar o culpado. Atropelado pelas evidências, fez o possível para mantê-lo no cargo. Obrigado pelas circunstâncias a devolver à planície o pecador pilhado em flagrante, lamentou a perda do “melhor ministro da Fazenda que o Brasil já teve”.

Em maio de 2011, o Brasil espantou-se com outra descoberta: Antonio Palocci, instalado por ordem de Lula no primeiro escalão de Dilma Rousseff, era um reincidente sem cura. Ao saber que o chefe da Casa Civil do governo da afilhada deixara o ramo do estupro de sigilo para fazer carreira como traficante de influência disfarçado de “consultor financeiro”, o ex-presidente confirmou que, se o PCC fosse um partido político, estaria na base alugada. Primeiro, determinou a Dilma que varresse o lixo para baixo do tapete. Em seguida, baixou em Brasília para comandar pessoalmente a batalha pela permanência de Palocci no empregão ─ e em liberdade. Perdeu mais uma.

Nesta quarta-feira, o Brasil espantou-se com a notícia de que o inimigo jurado do Código Penal acaba de entrar em ação no mesmo cenário do crime mais recente. Agora no papel de “tesoureiro informal” de  Fernando Haddad, vai comandar a coleta de dinheiro supostamente destinado a financiar a campanha do candidato do PT à prefeitura de São Paulo. De novo, é Lula o pai da ideia. Depois de uma conversa no comitê eleitoral montado no Hospital Sírio-Libanês, o condutor do rebanho decidiu recolocar em cena o bandido de estimação. Haddad engoliu sem engasgos o prato feito. É o chefe quem escolhe o que será servido às ovelhas.

Vale a pena seguir os passos de Palocci quando o tesoureiro informal começar a perseguir empresários.  A primeira rodada de visitas certamente contemplará o lote de clientes que o consultor de araque se nega a identificar. O país que presta gostará de saber quem são. Ficarão para a segunda etapa os possíveis novos parceiros. Convém anotar-lhes os nomes e endereços. O próximo escândalo não vai demorar. E todos estarão no elenco de mais um caso de polícia protagonizado por Antonio Palocci, sempre com as bênçãos de Lula.

13/02/2012

às 19:33 \ Direto ao Ponto

Uma imagem a preservar

Marta Suplicy foi  casada com Eduardo Suplicy e com Luis Favre. Desde a fundação do PT, vive abraçada ao bando de amigos que fez no partido. Delúbio Soares, um dos mais íntimos, comemorou pelo menos duas vezes a virada do ano na casa de Marta no Guarujá. Ali, Antonio Palocci descansou uma semana depois de descoberta a mais recente anotação no prontuário: o estuprador de contas bancárias também exercia o ofício de traficante de influência. Ela acha que os dois são inocentes. Também acha que o mensalão não existiu.

Deputada federal, abrilhantou a roda do cafezinho liderada por José Dirceu. Prefeita de São Paulo, tornou-se porta-estandarte do bloco que tinha na comissão de frente Rui Falcão e os irmãos Tatto. Na eleição municipal de 2008, a adversária de Gilberto Kassab quis saber se o prefeito era casado e tinha filhos. Na eleição de 2010, a candidata ao Senado fez dupla com um suplente do PR indicado por Waldemar Costa Neto, dançou com Aloízio Mercadante (veja o vídeo abaixo), cantou com Netinho de Paula e prestou serviços a Dilma Rousseff como camareira voluntária.

Por ordem de Lula, a ex-prefeita de São Paulo desistiu de tentar a improvável volta ao cargo. Acabou rebaixada a cabo eleitoral de Fernando Haddad. Por ordem de Dilma, revogou o desejo de virar ministra da Educação. Conformou-se com mais um ano na vice-presidência do Senado. Vai continuar trocando sorrisos, beijinhos e números de celulares com José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Alfredo Nascimento e outras abjeções da base alugada. Ela trata esse buquê de horrores com o  mesmo carinho dispensado às flores do pântano do PT.

A agenda telefônica de Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy informa que a filha da aristocracia paulistana convive amistosamente tanto com as granfinas de narinas de cadáver eternizadas por Nelson Rodrigues quanto com cretinos fundamentais, vigaristas da classe executiva, escroques internacionais, gazuas especializadas em cofres públicos, órfãos da União Soviética, comunistas de Jockey Club, tiranos analfabetos, farsantes com um neurônio só e corruptos em geral. No círculo de amigos, companheiros e aliados da senadora, cabe todo mundo.

Menos Gilberto Kassab.

13/02/2012

às 12:36 \ Homem sem Visão

Desistência do mestre-sala Lula cancela estreia da Unidos do HSV na Sapucaí

PUBLICADO EM 6 DE MARÇO DE 2011

“Eu gostaria de comprimentá os brasileiros e brasileiras da arquibancada lá do meio da avenida, mas si ocê não fô tamém não vô”, disse a porta-bandeira Dilma quando Lula avisou por telefone, na manhã deste domingo, que desistira de desfilar como mestre-sala na estreia da Unidos do HSV na Sapucaí. “Ele falou que precisa escrever uma palestra, mas a chefa acha que foi por causa daquele negócio que aconteceu no Maracanã”, confidenciou uma das 34 assessoras de Dilma Rousseff.

Lula, declarado hors concours já no lançamento do prêmio Homem sem Visão, seria a maior atração da escola formada por ganhadores do troféu e finalistas das disputas mensais na enquete, além de parentes, vizinhos e centenas de foliões que lhes devem empregos, dinheiro e outros favores impublicáveis. “Não acredito!!!”, berrou a rainha da bateria, Ideli Salvatti, ao saber da notícia. “Tava todo mundo tão animado no ensaio!!! O Lula até me disse que a fantasia que fiz ia levantar a arquibancada!!!”

No ensaio geral, o traje audacioso da rainha da bateria, Ideli Salvatti, fez tanto sucesso quanto as luxuosas fantasias do mestre-sala Lula e da porta-bandeira Dilma

O gingado de Ideli em trajes sumários foi muito elogiado pelos companheiros de agremiação no último ensaio geral, realizado na madrugada de quinta-feira no Sambódromo fechado para o público. Também mereceu aplausos a performance de campeões filiados a outros escolas que se prontificaram, tão logo convidados, a cruzar a avenida neste ano sambando no pé ou no alto dos carros alegóricos da Unidos do HSV.

Os veteranos carnavalescos Fernando Collor, José Sarney e Antonio Palocci, por exemplo, mostraram muita garra no ensaio, comandando a movimentação da ala das baianas. José Dirceu estava ansioso por aparecer ao lado da musa Erenice Guerra como principal destaque masculino do carro alegórico Casa Covil. Atrás da vistosa alegoria viriam, entre outras atrações, Waldomiro Diniz, os filhos de Erenice e todos os funcionários da fábrica de dossiês. O desfile seria fechado pelos passistas Sérgio Cabral e Eduardo Paes, que atribuem o surgimento da Unidos do HSV à integração dos governos federal, estadual e municipal.

Cinco destaques da escola: Fernando Collor, puxador de samba da União da Casa da Dilma, José Dirceu, coordenador da comissão de frente da Acadêmicos do Mensalão, Antonio Palocci, mestre de bateria da Mocidade Alegre da República de Ribeirão, e José Sarney, fundador da Velha Guarda das Catacumbas do Congresso

No meio da tarde, Sarney informou que a proposta de cancelar a estreia na Sapucaí foi aprovada por unanimidade pelos integrantes da escola. “Dilma e Lula são insubstituíveis”, afirmou o fundador da Velha Guarda da Catacumbas do Congresso. A coluna apurou que o cancelamento da apresentação de hoje à noite tornou-se inevitável depois de exibido o vídeo reproduzido abaixo, que mostra as evoluções de Aloízio Mercadante e Marta Suplicy na campanha eleitoral em São Paulo.

“Eles se candidataram a mestre-sala e porta-bandeira substitutos”, contou um participante da reunião. “Quando a coisa terminou, a vaia foi tão grande que o Herói da Rendição vaiou também. Parecia a abertura dos Jogos Panamericanos”. Procurado pela coluna, Lula recusou-se a comentar a desistência. Mandou Gilberto Carvalho dizer que estava muito ocupado com o texto da palestra . “Tem mil linhas”, informou o carregador de malas. “Como ele começou a escrever faz dois dias, está na metade da segunda”.

02/02/2012

às 16:24 \ Sanatório Geral

Tô nem aí

“Procurem o Palocci”

Lula, em resposta aos líderes do PT no Senado, Humberto Costa, e no Congresso, José Pimentel, que lhe pediram que garantisse o cumprimento do acordo que estabecia o rodízio nas comissões do Congresso, fingindo ter esquecido que armou em parceria com o ex-ministro Antonio Palocci a bomba que acaba de jogar no colo do companheiro traficante de influência.

19/12/2011

às 12:03 \ Sanatório Geral

Faxineira imaginária

“Eu não demiti o Palocci, ele quis deixar o governo.”

Dilma Rousseff, confirmando que a faxineira do Planalto nunca existiu e que todos os ministros corruptos, se quisessem, continuariam no emprego.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados