Blogs e Colunistas

Aloízio Mercadante

08/02/2012

às 16:52 \ Sanatório Geral

Herói da Rendição

“Estamos sentindo que o tempo de construção está lento”.

Aloizio Mercadante, Herói da Rendição disfarçado de ministro da Educação, em entrevista ao Globo, sobre as 6 mil creches que ainda não desceram do palanque da candidata Dilma Rousseff, confessando que só ficarão prontas quando as crianças que ouviram a promessa já tiverem netos.

07/02/2012

às 21:41 \ Frases

Bateu o martelo

“Os nomes já foram escolhidos. Estamos aguardando a formalização da Casa Civil”

Aloízio Mercadante, ministro da Educação, sobre a renovação de sua equipe.

27/01/2012

às 18:39 \ Sanatório Geral

Aula de sabujice (2)

“Conselho que eu dou, Raupp: não insista, porque a vivência administrativa e de governança e de gestão, você não vai convencê-la e vai perder tempo tentando. Volte para casa, junte a equipe, trabalhe intensamente e volte a apresentá o projeto”.

Aloízio Mercadante, ministro da Educação, explicando em dilmês vulgar a seu sucessor no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, que depois de ouvir o primeiro pito de Dilma Rousseff deve enxurgar as lágrimas, reunir a equipe, mudar o projeto e voltar para ouvir o segundo pito.

27/01/2012

às 16:33 \ Sanatório Geral

Aula de sabujice

“Toda vez que cê levá um projeto, um programa, a primeira fase vai sê de espancamento do projeto. O projeto vai ser disconstituído em todas as suas dimensões e, se não tiver muito bem consistente, você vai ouvir a seguinte expressão: Ele não fica de pé.

Aloizio Mercadante, ministro da Educação, explicando em dilmês rústico a seu sucessor no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp,  que os pitos de Dilma Rousseff nos marmanjos do primeiro escalão devem ser ouvidos de joelhos.

25/01/2012

às 16:58 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo captura Mercadante durante mais um show de bajulação explícita

DILMA, SEGUNDO MERCADANTE: A VERGONHOSA AULA MAGNA DO NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Celso Arnaldo Araújo

O bizarro bigode do ministro Mercadante – cópia escarrada do símbolo do Batman criado por Bob Kane – não é do tempo em que um único fio valia o compromisso assumido. Não que ele não seja suficientemente honesto para tal. Apenas é muito jovem. Quando ele nasceu, o bigode de Sarney já se melava no pires do gato. Na política brasileira, um bigode é tudo aquilo que Sarney representa.

Mas o bigode-morcego de Mercadante vale, sim, por um compromisso assumido – o de prestar vassalagem à presidente que o livrou do ostracismo de uma segura derrota em eventual tentativa de reeleição para o Senado; e lhe deu o consolo de uma pasta com a qual não tinha a mais remota afinidade – Ciência, Tecnologia e Inovação.

Em um ano e 22 dias de gestão, a única ideia conhecida de Mercadante para seu ministério foi sugerir que os hackers que infernizavam os sites da República fossem contratados para dar um upgrade na informática do Planalto. Os próprios hackers devem ter se recusado a entrar para o funcionalismo público, como pichadores que fossem convidados a usar o elevador social para deixar sua marca no topo do edifício–alvo. Porque nunca mais se falou no assunto. E nunca mais se falou no Mercadante.

O problema do Mercadante não é o fio do bigode – que ele os tem abundantemente – mas a mediocridade. E mediocridade também sangra os cofres públicos e as esperanças da nação. Sua promoção ao Ministério da Educação, depois do vazamento de Haddad, dá bem a medida de valor que o governo Dilma, fora do blá-blá-blá dos palanques e das entrevistas capengas, devota à Educação.

Mercadante só pode estar gratíssimo, reconhecidíssimo, por esse segundo “voto de confiança” da presidente Dilma. Daí não temer a exposição de sua bajulação explícita, despudorada, mistificadora, na cerimônia de posse do matemático Marco Antonio Raupp no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, agora livre de Mercadante.

Numa espécie de instrução de sobrevivência a seu sucessor, e na frente de Dilma, o agora biministro capricha no perfil mitológico da superexecutiva que, com sua eficiência, reduz a trainees Carlos Slim, Bill Gates e Eike Batista – mas que, pelo desempenho prático de seu governo, é a estagiária que ainda apanha para desatarrachar a garrafa térmica do café.

No fundo, o que faz Mercadante, em escandalosos 1 minuto e 48 segundos, é ensinar Raupp a ludibriar a presidente. Porque, seguindo essa mesma fórmula de três etapas, pelo menos oito ministros — os seis que ela tentou salvar e não pôde e os dois aos quais deu sobrevida por boca-a-boca e massagem cardíaca – conseguiram ludibriar por meses a mulher que sabe tudo de tudo, mas ainda não fez quase nada.

ETAPA N° 1
Primeira lição da aula-show do curso “Como se comportar num despacho com a presidenta”, ministrado pelo professor Mercadante, em língua que parece simular a sintaxe presidencial:

“Toda vez que cê levá um projeto, um programa, a primeira fase vai sê de espancamento do projeto (risos). O projeto vai ser disconstituído (sic) em todas as suas dimensões e, se não tiver muito bem consistente, você vai ouvir a seguinte expressão: Ele não fica de pé (risos). Conselho que eu dou, Raupp: não insista (…), porque a vivência administrativa e de governança e de gestão, você não vai convencê-la e vai perder tempo tentando. Volte para casa, junte a equipe, trabalhe intensamente e volte a apresentá o projeto”.

Deve ter sido exatamente assim que ganharam vida, em caráter de emergência, os projetos que prometiam acabar com as enchentes da região serrana do Rio, em janeiro do ano passado – espancados com carinhosas palmadas pedagógicas, foram aprovados por Dilma com louvor, entusiasmo, dinheiro e entrevistas chorosas depois de sobrevoos de helicóptero. Todos pararam em pé. Pena que as casas, não.

ETAPA N° 2
Para os projetos que não pararam em pé de primeira, uma segunda lição do ministro que aprendeu as manhas de Dilma:

“Mas quando cê voltá, se o projeto já tiver de pé, cê pode ouvir uma segunda expressão: Tá de pé mas ocê não vai entregá (risos). É gravíssimo, Raupp, volte e se dedique, aí uma semana, um mês, pra prepará e entregá o projeto, com gestão on-line de tudo o que for definido e o monitoramento em todos os detalhes do projeto”

Dilma tem razão em sua descrença: depois de serem espancados e ficarem de pé, a maioria dos projetos só foram materializados com o esforço concentrado da equipe. O ministro Bezerra Coelho botou toda a família pra trabalhar neles, em sua pasta – tudo acompanhado on-line e monitorado pela presidente que sabe de tudo. Pena que, entregues, não foram cumpridos na prática – com exceção dos de Pernambuco. Mas todos foram pagos assim mesmo, para demonstrar o apreço que Dilma tem pela família, o “berço de tudo”.

ETAPA N° 3
Terceira lição, para o caso de o projeto enfim ter ficado de pé e ter sido entregue, mas ainda não tiver sido pago pelo governo:

“Depois que você tem segurança de que ele vai ficar de pé e que você vai entregá, não espere que haverá novos comentários do tipo: agora Raupp, é na nona casa decimal que nós vamos discutir o projeto. É agora que vai começar a discussão”.

Beleza. É assim que Dilma, zelosa da nona casa decimal, cuida da casa da nona. Evitando o desvio e o malfeito. Dá um pouco de trabalho e um pouco de chateação participar dessas discussões intermináveis sobre a “nona casa decimal”. Até o ministro Raupp, matemático de fama internacional, está preocupado – porque nem no quadro-negro conhecia esse número infinitesimal. Mas foi assim, contando microtostões, que, segundo Mercadante, a presidente Dilma decretou o fim da roubalheira no Brasil.

“É a mais profunda verdade. E essa atitude é a atitude de quem tem compromisso com o gasto público, quem quer eficiência, quem quer que cada real pago por esse povo seja aplicado naquilo que é absolutamente fundamental ao Brasil”.

Nessa fase “stand-up comedy” de seu discurso, com a plateia recheada de figurões do PT e de membros do ministério de Dilma, incluindo os dois Fernandos, Mercadante acabava de entrar no que um velho editorialista carioca costumava chamar de “o perigoso terreno da galhofa”.

11/01/2012

às 20:05 \ Direto ao Ponto

Mercadante em 1 minuto

Nesta quarta-feira, o comentário de 1 minuto para o site de VEJA é dedicado a Aloizio Mercadante, promovido a ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação por ter naufragado na disputa do governo de São Paulo, convocado para a farsa-tarefa de Dilma Rousseff por ter descoberto que “pessoas morrerão neste verão e nos próximos” e à espera do traslado para o Ministério da Educação para concluir o programa de extermínio do ensino público concebido por Tarso Genro e aperfeiçoado por Fernando Haddad.

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09/01/2012

às 21:45 \ Direto ao Ponto

A farsa-tarefa de Dilma, por Celso Arnaldo

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(Foto: Ichiro Guerra/PR)

Celso Arnaldo Araújo

São seis os cavaleiros do pós-apocalipse que aparecem na foto que deveria figurar em qualquer dicionário universal junto à palavra Cinismo. Cinco envergam ternos circunspectos, um ostenta farda verde oliva; quatro estão de cabeça baixa, fingindo assumir a vergonha que não têm; um tem o olhar perdido no infinito a dois metros de distância, mas no fundo exulta: meia hora antes, salvara o empregão; o último, o de bigode em forma de símbolo do Batman, aparentemente balbucia alguma promessa morta no berço por sua incompetência científica e tecnológica. Sem ter como inovar ─ terceira missão de sua pasta – repete o anúncio feito por algum outro mentiroso exato um ano atrás, diante da devastação da região serrana pelas chuvas do verão de 2011: “Vamos fazer um mapeamento in loco para identificar as áreas mais vulneráveis e ajudar a Defesa Civil na remoção das famílias”.

A sétima figura da encenação galhofeira, única mulher presente a essa imagem da farsa como método de governo, é também o único membro do sinistro septeto a desfilar um olhar desafiador, de quem está à cavaleiro da situação – na qualidade de ministra da Casa Civil e gestora de mais um embuste inventado por Dilma, já saboreia a possibilidade de fazer cobranças imaginárias bem longe dos cenários da tragédia de 2012, ela e a chefa fingindo que é dor a dor que deveras nunca sentiram.

Há poucos minutos, no Blog do Planalto, a imagem revoltante ganhou um título arrasador, na acepção mais destrutiva da palavra:

“Governo cria força-tarefa para atuar nas áreas atingidas pelas chuvas”

Já no olho da matéria, começa a fantasia tonitruante, cheia de pompa e circunstância: “O governo federal vai criar uma força-tarefa, composta por 35 geólogos e 15 hidrólogos, para atuar nas áreas de risco dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, afetados pelas chuvas. A decisão foi tomada hoje (9) pela presidenta Dilma Rousseff em reunião com seis ministros no Palácio do Planalto. A força-tarefa vai trabalhar na identificação das áreas sujeitas a deslizamentos e inundações, de onde as famílias devem ser removidas pela Defesa Civil”.

E sabem da maior?

“Evitar mortes é nossa prioridade número um”, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em entrevista coletiva após a reunião com a presidente”.

A seguir, todos os homens de preto e o de verde oliva também falaram, sequencialmente, bem roteirizados pelas respectivas assessorias, numa espécie de jogral da fraude.

Para evitar as mortes que já ocorreram no ano passado e neste, incluindo a morte civil de quem perdeu tudo na vida, a presidenta que não chove no molhado também determinou que “os centros de operação e monitoramento permaneçam nos estados até fim de março para atuar nas ações de prevenção e reconstrução das cidades mais afetadas pelas chuvas”. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, informou em primeira mão – pelo menos para quem não viu os boletins de 15 dias atrás — que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden) prevê fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e Ouro Preto. Por essas e outras é que ele conta os dias de ir para a Educação.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou que mais 800 quilos de medicamentos serão enviados para as áreas mais atingidas, “somando 12,8 toneladas o total já encaminhado pelo governo”, por decisão pessoal de Dilma assim que voltou das férias, numa estranha ênfase na abordagem epidêmica de uma inundação.

Por fim, segundo o Blog do Planalto, o ministro que hoje salvou o empregão, Fernando Bezerra Coelho, transmitiu, em nome da gerentona Dilma, solidariedade às famílias das vítimas do deslizamento na cidade de Sapucaia, no norte do Rio de Janeiro – a mais recente tragédia que o governo vai prevenir. E afirmou, sem ficar vermelho e sem rir:

“Vamos envidar esforços para resgatar as vítimas e oferecer apoio aos familiares.”

Ele já o ofereceu ao irmão burocrata, ao filho deputado e ao correligionário proprietário do terreno em Petrolina comprado e pago duas vezes.

Todo brasileiro que ainda não se afogou nesse mar de lama, de corrupção, de inépcia, da pior forma de cinismo que existe, o cinismo que mata, deve olhar compenetradamente para cada um dos descarados da foto e anunciar em alto e bom som:

EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO.

09/01/2012

às 20:46 \ Sanatório Geral

Vale replay

“Morrerão pessoas neste verão e nos próximos. O Brasil precisa entender que o clima mudou, que vamos ter inundações, vamos ter alagamentos, deslizamento e mortes. Nós teremos vítimas essse ano, não queremos criar qualquer tipo de ilusão. Estamos procurando buscar essa consciência.”

Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, em 17 de dezembro, piorando o fim de ano de milhões de moradores de áreas de risco que, nesta terça-feira, foram castigados com a notícia de que o Herói da Rendição faz parte da farsa-tarefa encarregada de recitar as mesmas promessas que o governo não cumpriu em 2011.

05/01/2012

às 22:02 \ Sanatório Geral

Herói da Rendição (326)

“Existe muita sinergia entre educação, ciência e tecnologia.”

Aloizio Mercadante, economista, explicando que quem não fez nada de útil no Ministério da Ciência e Tecnologia pode perfeitamente passar alguns anos sem fazer nada de aproveitável no Ministério da Educação.

20/12/2011

às 18:45 \ Homem sem Visão

Doutor Márcio recebe o troféu de HSV de 2011 aplaudido pelos 36 mensaleiros

“Era isso que faltava para que eu me sentisse completamente realizado”, emocionou-se Márcio Thomaz Bastos no discurso de agradecimento pela conquista do título de Homem sem Visão do Ano. O troféu, entregue pela primeira vez em 2009 a Dilma Rousseff, foi recebido pelo ex-ministro das mãos de Franklin Martins, HSV de 2010. A festa de premiação, realizada na sede do Supremo Tribunal Federal, contou com a presença dos 36 mensaleiros, que formaram um cortejo chefiado por José Dirceu, e de outros clientes notórios do jurista especializado em livrar da cadeia os mais ferozes atropeladores do Código Penal.

Olhos lacrimejantes, voz embargada, o guerrilheiro de festim afirmou que ninguém merecia tanto o prêmio quanto “o querido MTB, que é um gênio”. Segundo Dirceu,  “MTB enxergou recursos não contabilizados em vez de mensalão e viu só dinheiro de caixa dois nas malas do Marcos Valério”. Um estagiário do escritório do campeão confidenciou que o doutor do mensalão ficou comovido com o comparecimento maciço da clientela. “O chefe disse que só não apareceram os foragidos, como o doutor Abdelmassih”, revelou o jovem bacharel.

Um slide show preparado pelo Instituto Lula registrou alguns dos melhores momentos da carreira de MTB. Trechos de discursos em que o HSV de 2011 tenta provar que algum delinquente é coroinha se alternaram com depoimentos de pecadores absolvidos graças ao campeão. “Eu já nem me lembrava dos estudantes que queimaram aquele índio pataxó”, sorriu o homenageado. Outros depoentes se referiram ao vencedor como “Consultor Geral dos Quadrilheiros do Mensalão” e “Protetor Perpétuo dos Bandidos de Estimação”.

No fim do discurso de agradecimentos, o orador surpreendeu a plateia ao declinar o nome do mais novo cliente. “Decidi defender, de graça, o senhor Carlos Lupi, vice-campeão desta bonita disputa”, informou. Antes da cerimônia, o ex-ministro do Trabalho prometera impugnar o resultado. “O PT conspirou contra mim para eleger o doutor Márcio”, queixou-se o candidato que liderou a votação da enquete durante a maior parte do segundo turno. “Não amo mais a Dilma!”, desabafou. Depois da festa, Lupi e Márcio saíram para jantar abraçados. “De graça, o chefe topa até injeção na veia”, comentou um ex-assessor do ex-ministro despejado por ladroagem. “Você acha que vai recusar um Márcio Thomaz Bastos com o camburão por perto?”

Foi mais uma eleição histórica, leitores-eleitores! Todos cumpriram o dever cívico de escolher o pior entre os piores! O troféu continua em 2012! Quem se juntará a Dilma Rousseff (HSV de 2009), Franklin Martins (HSV de 2010) e Márcio Thomaz Bastos (HSV de 2011) na galeria dos campeões imortais? A luta continua! E que vença o pior!


 

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