Blogs e Colunistas

Alemanha

19/09/2011

às 21:25 \ Frases

Apoio moral

“Acho que o melhor favor que podemos fazer à Grécia é encorajá-la a cumprir os compromissos que assumiu”.

Angela Merkel, chanceler alemã.

23/07/2011

às 10:28 \ Sanatório Geral

Doutor em tudo

“Há uma fragilidade de lideranças no mundo, hoje, para tomar decisões. A crise está acontecendo na Europa, a crise está acontecendo nos Estados Unidos, e, no fundo, é falta de coragem de tomar as decisões políticas que precisam ser tomadas. Você vê a Grécia quebrando, a Espanha quebrando, Portugal quebrando, por que? Porque a Alemanha, que tem o poder de fazer política monetária na zona do euro não faz. Fica apenas preocupada com a própria Alemanha”.

Lula, doutor em tudo e consultor-geral do planeta, repassando à Europa e aos Estados Unidos os conselhos que esqueceu de dar aos companheiros do Mercosul, em adiantado estado de decomposição desde 2003.

26/07/2010

às 14:17 \ Direto ao Ponto

A reedição do espetáculo da desonra

Olhar de moleque pilhado com a mão enfiada na gaveta onde a avó guarda o dinheiro, um fiapo de voz combinando com o biotipo de jóquei, o piloto Felipe Massa admitiu que entregara a Fernando Alonso a vitória na corrida disputada neste domingo na Alemanha. Mas negou que a rendição sem luta ocorrera por ordem da Ferrari, interessada em ampliar a pontuação do parceiro espanhol no campeonato da F-1. É suficientemente corajoso para capitular por vontade própria.

“Tomei a decisão porque era o melhor para o time”, balbuciou. Decidiu coisa nenhuma, sabem os espectadores que testemunharam pela TV o espetáculo do cinismo e da desonra. “Essa situação é ridícula”, começou Alonso ao constatar que o brasileiro teimava em ser mais veloz. Ainda mais ridículo, além de obsceno, foi o ato seguinte. Com voz pausada, um engenheiro da Ferrari diz a Massa que o espanhol é mais rápido. Em seguida, pergunta se entendeu o recado. Entendeu, informa o pé que se afasta do acelerador.

Gostem ou não de corridas de F-1, entendam ou não as regras do que já foi um esporte, todos os brasileiros decentes têm o dever de sentir-se agredidos pela reedição do show de cafajestagem protagonizado por pilotos do País do Carnaval. Rubinho Barrichello fez isso em 2002, Nelsinho Piquet fez isso em 2008. Ontem, outro brasileiro mostrou ignorar que a alma de um campeão não está à venda.

Massa vendeu a sua por um punhado de dólares. Ainda que sejam milhões, será sempre um punhado. O terceiro em tão pouco tempo. Não pode ser coincidência. O interesse pela F-1 começou a agonizar por falta de talentos. Vai acabar de vez por falta de vergonha

03/07/2010

às 17:33 \ Sanatório Geral

Alívio mundial

“A goleada foi uma pancada de Muhammad Ali. Não tenho forças para nada”.

Diego Maradona, depois da derrota que poupou o mundo do strip tease no centro de Buenos Aires prometido pelo técnico da seleção argentina.

05/12/2009

às 15:05 \ Sanatório Geral

Tremenda viagem

“Eu sou um país que assinou na Constituição a não-proliferação de armas nucleares”.

Lula, na Alemanha, fingindo ter esquecido que o deputado Luiz Inácio da Silva e o resto do PT se recusaram a assinar a Constituição de 1988, ao comunicar ao mundo que ele é o país — e portanto Deus, que é brasileiro, nasceu em Lula.

04/12/2009

às 21:07 \ Sanatório Geral

Autocrítica em Berlim

“Tem gente que torce pra tudo dar errado no governo só porque não é o governo que queria”.

Lula, na Alemanha, induzindo os estrangeiros na plateia a concluirem que, por algum motivo misterioso, o presidente está bravo com o comportamento do governo brasileiro em relação ao governo hondurenho.

04/12/2009

às 20:54 \ Direto ao Ponto

O conselheiro do mundo

A distância que separa a civilização da caverna, e a modernidade democrática do primitivismo populista, escancarou-se quando o Irã atômico entrou em pauta na entrevista coletiva em Berlim. Com clareza, concisão e sobriedade. a primeira-ministra Angela Merkel informou que as molecagens cada vez mais atrevidas de Mahmoud Ahmadinejad esgotaram a paciência das grandes nações. À advertência da Alemanha seguiram-se os acordes da Aquarela do Brasil e a letra improvisada pelo visitante.

Na primeira parte do falatório, Lula pediu que a criatura dos aiatolás fosse contemplada com mais paciência e um voto de confiança. Se o amigo iraniano já disse que não pensa em bomba, não há por que duvidar. Na segunda parte, o monoglota que ama a própria voz engatou uma ré e desandou: e os Estados Unidos? E a Rússia? Enquanto todos não desativarem seu arsenal, decolou, ninguém terá autoridade para exigir que o Irã deixe de fazer o que o orador acabara de garantir que não fará.

Ignorante em geografia, Lula mal sabe onde ficam os países cujo destino pretende influenciar. Analfabeto em geopolítica, incapaz de gaguejar a palavra realpolitik, flutua na estratosfera com a placidez de quem passeia num carrossel ─ e passou a berrar enormidades que nem os napoleões de hospício e os doidos de pedra ousariam sussurrar.

O protagonista do formidável fiasco em Honduras não esperou nem uma semana para comunicar a americanos e russos que, a menos que entreguem as armas nucleares, o Brasil não os autorizará a castigarem o Irã. Por achar que é mesmo o cara, atesta a patética performance em Berlim, Lula virou conselheiro do mundo.

Antes que se candidate à presidência da Terra, alguém poderia soprar-lhe que não há esperança de salvação para quem não sabe rir de si próprio, olhar-se com ironia, reconhecer os próprios limites e proibir-se de brincar de onisciente. O Lula sindicalista e o Lula do PT ainda no berço pareciam saber.

Se é que sabiam, o presidente não sabe mais. O Brasil que se cuide. 

 


 

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