Blogs e Colunistas

Al-Qaeda

19/08/2011

às 20:08 \ Direto ao Ponto

Tributo a Sérgio Vieira de Mello

Há exatamente oito anos, Sérgio Vieira de Mello foi morto em Bagdá, vítima do atentado promovido pela Al Qaeda que destruiu a sede da missão da Organização das Nações Unidas. Morreu em combate: diplomata a serviço da ONU, ele prosseguia no Iraque a interminável luta pela paz a que dedicou a vida. Conheça na seção Feira Livre esse brasileiro admirável. E lembre que no viveiro dos celsos amorins e marcos aurélios garcias também nasce um Sérgio Vieira de Mello.

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18/08/2011

às 8:36 \ Sanatório Geral

Ataque aéreo

“Apesar do terrorismo de alguns partidos, com táticas de fazer inveja à Al Qaeda, o PSD vai vencendo a batalha e já é realidade”.

Guilherme Campos, deputado federal escolhido por Gilberto Kassab para liderar a bancada da nova sigla, insinuando que patrulhas suicidas de aeromodelistas filiados a outros partidos pretendem atacar a prefeitura de São Paulo, no dia 11 de setembro, com uma frota de aviõezinhos monitorados por controle remoto.

27/07/2011

às 16:47 \ Feira Livre

‘O terrorista da Noruega’, um artigo de João Pereira Coutinho

ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DESTA TERÇA-FEIRA

João Pereira Coutinho

Há algo de podre no reino da Noruega. Ou não há? Lendo os jornais, acreditamos que não. Tudo é silêncio. Nenhum sermão sobre esse tipo de massacre.

Estranho: quando um louco entra numa escola americana e abre fogo sobre os estudantes, a mídia é inundada por sábios, dispostos a explicar tudo, exceto o óbvio.

A culpa é da América. A culpa é de uma história nacional de violência que sempre promoveu a violência. A culpa é das armas, vendidas em todo o lado, sem restrições.

A culpa é dos filmes. Da televisão. Da MTV. Do sr. Marilyn Manson. Do Mickey Mouse. A culpa é de todo mundo, exceto de quem premiu o gatilho.

Esse raciocínio não se aplica apenas às matanças americanas. Aplica-se também ao terrorista clássico, leia-se islamita, que o 11 de Setembro catapultou para as primeiras páginas. Uma bomba em Londres, Madri ou Tel Aviv?

A culpa não é dos terroristas. A culpa, deliciosa ironia, é novamente da América. Ou do seu irmão mais novo, Israel, que “roubou” a terra dos palestinos. A culpa é da pobreza. A culpa é da fome. A culpa é do colonialismo. A culpa é nossa, nunca dos outros.

Nada disso existe nas reações conhecidas ao massacre da Noruega. Os sábios ficaram sem roteiro e olham, pasmados, para os números: das vítimas e, já agora, da excelência do país.

Anthony Browne, no “Sunday Telegraph”, recordava alguma dessa excelência. Segundo as Nações Unidas, a Noruega está no top dos países com melhor qualidade de vida. É presença permanente nas missões de paz em zonas de conflito. É o maior doador de ajuda externa per capita do mundo.

Também não existe nenhuma sombra colonial, ou imperial, a pairar sobre os noruegueses. Em matéria econômica, a Noruega conjuga o supremo sonho dos progressistas: igualdade social com crescimento econômico.

E sobre as armas, sim, elas existem num país de caçadores; mas a legislação sobre a compra e o porte de armas é das mais rigorosas da Europa. O que resta, depois de tudo isso?

Restam três palavras: Anders Behring Breivik. Ou, como o próprio assinou no seu manifesto de 1.500 páginas, Andrew Berwick. Não é preciso procurar as causas imaginárias quando é o próprio a explicar o seu pensamento.

E o seu pensamento, já traduzido pela revista “Foreign Policy”, é indistinguível do pensamento radical jihadista que nos assalta sazonalmente.

Encontramos o mesmo desprezo pela democracia liberal e pelas sociedades pluralistas do Ocidente. A mesma náusea pela “cultura de tolerância” e pelo reles materialismo dos ocidentais.

O mesmo toque de misoginia e puritanismo em relação ao “sexo frágil” -as páginas sobre os hábitos sexuais “devassos” da mãe e da irmã arrepiam qualquer um.

E, surpresa das surpresas, uma admiração assaz heterodoxa pela Al Qaeda e pelo seu defunto líder, Osama bin Laden. Bizarro?

Nem por isso. Breivik despreza a “islamização” da Europa e deseja travá-la pela força das armas. Mas, nessa fobia demente, existem palavras de admiração sobre a disciplina, a tenacidade e até o manual de treino da turma de Bin Laden.

Aliás, os objetivos de ambos são similares: reconquistar a Europa para uma fé perdida. No caso de Bin Laden, reconquistar a Europa para o profeta.

Para Breivik, reconquistá-la para a cristandade. “Tal como os guerreiros jihadistas são as ameixoeiras da Ummah [o mundo islâmico]“, escreve Breivik no manifesto, “nós seremos as ameixoeiras da Europa e do cristianismo.”

Quem disse que os inimigos não nutriam admiração mútua? Hitler era um admirador sincero da violência e da implacabilidade de Stálin.

Regresso ao início: não vale a pena tanto silêncio perante o massacre da Noruega.

No seu inefável horror, ele ensina como as ideias erradas, na cabeça errada, continuam a ser o verdadeiro motor da história.

E o fato de nós, ocidentais, vivermos num estágio pós-ideológico onde nada é importante porque nada tem importância não significa necessariamente que os outros nos acompanham nessa doce viagem relativista.

Como o próprio Breivik confessou pela internet, “uma pessoa com convicção tem a força equivalente a 100 mil que tenham interesses apenas”.

No melhor e no pior, a história da humanidade é a confirmação desse pensamento.

06/05/2011

às 22:00 \ Frases

Missão cumprida

“Cortamos a cabeça da Al Qaeda”.

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, depois de condecorar os Seals, força de elite da Marinha americana, que matou Osama Bin Laden.

03/05/2011

às 16:47 \ Direto ao Ponto

O farisaísmo da tropa que disfarça o choro pela perda do terrorista de estimação

As reações à morte de Osama Bin Laden fotografam com penosa nitidez a cabeça e a alma dos enlutados que disfarçam o choro pela perda do terrorista de estimação. Os soldados rasos das milícias em guerra contra o Grande Satã Americano são apenas idiotas. Acham que os atentados do 11 de Setembro foram produzidos pelas vítimas (lideradas por George Bush), que os heróis são os bandidos, que a Al Qaeda é um exército de libertação e que Bin Laden já estava morto ou não morreu. Se prevalecer a segunda alternativa, os inimigos do imperialismo estadunidense terão encontrado seu Elvis Presley.

A idiotia dos milicianos é tão repulsiva quanto o farisaísmo dos que curtem o luto no governo, no PT ou nas redações. Uns e outros torturando o idioma e a lógica, começam a costurar um samba do terrorista doido. A letra diz o seguinte: recolhido ao lar em companhia de amigos e parentes, o aposentado Osama Bin Laden foi vítima de um ataque que violou a soberania do Paquistão, impôs a pena de morte sumária a quem merecia ser julgado por um tribunal, com direito a ampla defesa e recursos a instâncias superiores, matou cinco inocentes que dormiam na residência, negou ao morto um sepultamento digno e, compreensivelmente, despertará a cólera de combatentes islâmicos postos em sossego.

É muito cinismo, sabe até um sócio-atleta do clube dos cafajestes. Não existem terroristas aposentados. Houve um contra-ataque, em resposta à ofensiva traiçoeira que transformou o 11 de Setembro no Dia da Infâmia: foram executados 2.995 civis inocentes. A Al Qaeda é uma organização criminosa que não respeita fronteiras. Violou há 10 anos a soberania americana ao explodir as Torres Gêmeas, violou a soberania do Paquistão ao instalar a fortaleza clandestina em Abbottabad.

Lá não havia paisanos, mas combatentes engajados na Jihad, a guerra santa que só terminará com a morte do último infiel. O julgamento de Bin Laden transformaria qualquer tribunal no alvo perfeito para a reprise do 11 de Setembro, e promoveria a ser humano uma obscenidade especializada em colecionar crimes contra a humanidade. O mar foi a tumba possível. Nenhum parente reclamaria o corpo. Nenhum país cederia sequer uma cova rasa a Osama Bin Laden.

Homicidas patológicos não precisam de pretextos para matar. As tropas da Al Qaeda estavam ansiosas por mais ataques com Bin Laden vivo. Melhor que tentem atacar sem o chefe que teria tornado o mundo melhor se nem tivesse existido.

21/01/2010

às 19:35 \ Homem sem Visão

Homem-bomba afegão inscreve Bin Laden no HSV da Década

A reunião semanal da Comissão Organizadora foi bruscamente interrompida na manhã desta quinta-feira pela entrada na sala de um estranho que, gesticulando furiosamente, berrava frases sem vírgulas num idioma desconhecido. Chamada às pressas, a junta de tradutores encarregada de decifrar discursos de Dilma Rousseff demorou 45 minutos para desfazer o mistério. Tratava-se de um homem-bomba afegão, com passaporte do Iêmen e carteirinha de militante da Al-Qaeda, encarregado de inscrever Osama Bin Laden na disputa do título de Homem sem Visão da Década.

Na conversa com os tradutores, o emissário, que se recusou a revelar o nome, informou que o chefe subiu pelas paredes da caverna ao descobrir que estava fora da primeira lista de candidatos ao troféu. ”Ele está achando que o colunista é lacaio do grande satã imperialista”, contou o forasteiro, que também transmitiu o ultimato: se a candidatura fosse impugnada, a Al-Qaeda comemoraria o aniversário de São Paulo explodindo dois aviões de médio porte na Praça da Sé. A comissão oficializou a candidatura em dois minutos. Ficou acertado que Bin Laden representará o Iêmen, mas vestindo a camisa 10 e a tarja de capitão da seleção mundial de terroristas.

Já de saída, o homem-bomba confidenciou que o chefe pretende realizar no Brasil dois sonhos da mocidade. O primeiro é hospedar-se clandestinamente, por duas noites, na Gruta do Lapão, muito apreciada por frequentadores da Chapada Diamantina. A segunda é ser apresentado a Marco Aurélio Garcia.


 

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