Blogs e Colunistas

17/10/2014

às 18:04 \ Opinião

Reynaldo-BH: O ex-presidente que consome bebidas alcoólicas em quantidades industriais acusa o adversário de beber

Em maio de 2004, The New York Times publicou o perfil de Lula escrito por Larry Rohter, correspondente no Brasil do mais importante jornal do mundo. Trecho:

Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor, um trago de cachaça, a potente aguardente do Brasil.

“Quando eu fui candidato a vice do Lula, ele bebia muito”, disse Leonel Brizola, atualmente um crítico do governo, em um recente discurso. “Eu o alertava de que a bebida destilada é perigosa. Ele não me ouviu’. Eu lhe disse: ‘Lula, eu sou seu amigo e camarada, e você precisa pegar essa coisa e controlá-la’‘, ele se recordou. ‘‘Não, não tem perigo, está sob controle’‘, lembrou Brizola, imitando a voz do presidente, deste ter respondido. ‘‘Ele resistiu, e continua resistindo’‘, continuou Brizola. ‘‘Mas ele tinha um problema. Se eu bebesse como ele, eu estaria frito.”

Em uma cerimônia realizada aqui em fevereiro para anunciar um grande novo investimento, por exemplo, Lula se referiu duas vezes ao presidente da General Motors, Richard Wagoner, como presidente da Mercedes-Benz. Em outubro, em um dia em homenagem aos idosos do país, Lula disse a eles: ‘‘Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família. Tem que procurar alguma coisa para fazer’‘.

No exterior, Lula também cometeu seus tropeços. Em uma visita ao Oriente Médio no ano passado, ele imitou o sotaque árabe falando português, com os erros de pronúncia e tudo, e em Windhoek, Namíbia, disse que a cidade parecia ser tão limpa que ‘‘nem parecia a África”.

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17/10/2014

às 0:47 \ Direto ao Ponto

Pressionada por Aécio no debate do SBT, a presidente que se gabou de resistir a pressões 24 horas por dia perde o rumo no meio da entrevista e culpa a pressão

Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Marina, segundo a jornalista, teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, que não pretendia revidar às agressões verbais.

A reação naturalíssima não valia mais que uma nota no pé da página, mas foi noticiada com destaque. E Dilma Rousseff, instruída pelo marqueteiro João Santana, tentou transformar o choro que ninguém viu na prova definitiva de que Marina não estava preparada para governar o país. “Presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, caprichou no dilmês castiço. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”.

Nesta quinta-feira, já no começo da entrevista concedida a uma repórter do SBT depois do debate com Aécio Neves, Dilma empacou no meio da palavra inequivoco: “Ineq,.. inequ… inequi…”, rateou o neurônio solitário.  ”Eu não tô… muito… ” Talvez por falta de familiaridade com falatórios em dilmês despejados pela cabeça baldia, a repórter deduziu que a declarante estava se sentindo mal. “A pressão caiu”, agarrou-se a entrevistada à boia que caiu do céu.

Um copo de água com açúcar e alguns minutos numa cadeira bastaram para que tentasse retomar a discurseira inintelível. “Eu tive uma queda de pressão. Acredito que… é óbvio que um debate… ele é sempre … exige muito da gente”. gaguejou. A repórter explicou que, antes da pausa estranhíssima, dissera o suficiente para esgotar o tempo da entrevista. A carranca, o olhar colérico e as palavras rosnadas para a jornalista confirmaram que Dilma estava de volta à normalidade anormal.

Pressionada por Aécio Neves durante o debate que durou 100 minutos, a mulher que se gabou de resistir a 24 horas de pressões por dia confessou que ficou desorientada por causa da pressão. Segundo o parecer que ela própria emitiu para desqualificar Marina Silva, Dilma não tem preparo físico e mental para ser presidente.

Algumas pancadas merecidíssimas são suficientes para afetar-lhe a saúde e mandar para o espaço o equilíbrio psicológico. Fica tão grogue que é nocauteada até por entrevistas de um minuto.

17/10/2014

às 0:09 \ Direto ao Ponto

O parecer de Celso Arnaldo: ‘Não foi pressão, não’

Único doutor em dilmês do planeta, o jornalista Celso Arnaldo Araújo enviou à coluna o seguinte parecer sobre a entrevista que não houve porque a entrevistada estava grogue:

Não foi pressão, não. Ineq, ineqüi, inhoqui, sem sombra de dúvidas foi um insulto típico do dilmês ─ ataque apoplético caracterizado por insuficiência sintática, derrame semântico e Lesão de Esforço Repetitivo (LER) na articulação da fala.

Na verdade, a presidenta que não sabe recitar “batatinha quando nasce” é uma fingidora. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a vergonha que deveras sente.

16/10/2014

às 22:57 \ Direto ao Ponto

Na TVeja, Joice Hasselmann, Ricardo Setti e Augusto Nunes comentam o debate no SBT: Aécio aprendeu que não se pode dançar valsa com quem só conhece forró

15/10/2014

às 20:45 \ Direto ao Ponto

O boletim do DataNunes constata: com 55% dos votos válidos, Aécio Neves está 10 pontos à frente de Dilma Rousseff

logo-datanunesAs pesquisas do Datafolha e do Ibope, que acabam de sair do forno, garantem que nada de relevante — rigorosamente nada — aconteceu desde quinta-feira passada, quando cada um dos institutos serviu a primeira sopa de algarismos produzida pelo segundo turno da eleição presidencial. Passados seis dias, Aécio Neves continua com os mesmos 51% dos votos válidos, Dilma Rousseff segue estacionada nos mesmos 49%. Como a margem de erro é de 2%, os alquimistas do Ibope e do Datafolha comunicaram que “a situação é de empate técnico”.

Conversa de 171, comprovou o DataNunes, único instituto que, em vez de pesquisas, faz constatações com margem de erro abaixo de zero e índice de confiança acima de 100%). O boletim distribuído neste 15 de outubro condensou em nove tópicos as razões das significativas mudanças registradas tanto na direção e força dos ventos quanto na temperatura política:

1. No segundo turno, Dilma Rousseff teve de conformar-se com o apoio individual de Luciana Genro, candidata à presidência pelo PSOL (e última colocada em todos os concursos promovidos nos anos 70 para a escolha do Bebê Simpatia de Porto Alegre). Já na largada, juntaram-se à coalizão oposicionista o PSB, o PPS de Roberto Freire, o PV de Eduardo Jorge e o PSC do Pastor Everaldo. Neste fim de semana, a aliança foi reforçada pelo apoio público da família de Eduardo Campos e pela chegada de Marina Silva ao palanque de Aécio.

2. No fim de semana, a aliança liderada por Aécio incorporou campeões de voto filiados a partidos da base alugada. O PDT, por exemplo, segue no time de Dilma, mas desfalcado dos senadores Cristóvam Buarque (DF) e Pedro Taques, governador eleito de Mato Grosso. Também figura no grupo dissidente Antonio Reguffe, senador eleito pelo PDT do Distrito Federal. Como os dois candidatos a governador no segundo turno apoiam Aécio, até o Ibope teve de admitir, numa pesquisa divulgada nesta terça-feira,  que em Brasília o senador mineiro está 30 pontos percentuais acima da candidata à reeleição.

3. No Rio Grande do Sul, Aécio conseguiu o apoio de José Sartori, do PMDB, que se prepara para confirmar no segundo turno a derrota imposta a Tarso Genro no dia 5. Aos lado dos eleitores de Sartori estão os que votaram na terceira colocada, senadora Ana Amélia Lemos, do PP. Como em Santa Catarina e no Paraná, também no Rio Grande do Sul o candidato tucano somará mais de 50% dos votos válidos.

4. O poder de fogo da aliança antipetista no Brasil meridional só é inferior ao exibido na portentosa frente paulista, que garantiu a Aécio 44% do total de votos no Estado que abriga um terço do eleitorado brasileiro. Esse colosso cresceu com a migração de dois terços dos que votaram em Marina Silva, com a prostração paralisante da companheirada surrada nas urnas, com os estrondos da roubalheira na Petrobras e com o entusiasmo dos tucanos vitoriosos, decididos a ampliar os 7 a 1 do primeiro turno que transformaram São Paulo na Alemanha do lulopetismo.

5. No Rio, ressurgiu mais encorpado o grupo que defende a chapa Aezão, formada por Aécio e pelo governador Luiz Fernando Pezão, que disputa a segunda etapa contra o senador Marcelo Crivella. O significado do movimento articulado por prefeitos e parlamentares do PMDB ultrapassa as fronteiras do Rio. Governistas incuráveis, os peemedebistas sempre adivinham quem vai ganhar. A ressurreição do Aezão avisa que, para os peemedebistas, é Aécio o franco favorito.

6. Em Minas, os fabricantes de estatísticas já se renderam aos fatos: Aécio lidera a corrida com folga em todas as pesquisas divulgadas com reveladora discrição pelos fabricantes de índices convenientes ao governo federal.

7. A vantagem da presidente no Nordeste foi consideravelmente encurtada pela inversão do quadro eleitoral em Pernambuco e pelo aumento da votação de Aécio nos Estados em que candidatos da oposição disputam o segundo turno.

8. No mesmo dia em que Dilma resolveu hasteá-la ao lado de Fernando Collor, Renan Calheiros e Renan Filho, a bandeira do combate à corrupção foi arriada pelas revelações feitas às Justiça Federal do Paraná por dois protagonistas e testemunhas da roubalheira na Petrobras. As denúncias vocalizadas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Yousseff, conjugadas com a discurseira moralista de Dilma, confirmaram que o Brasil é o país da piada pronta.

9. O sumiço de Lula é um aviso aos navegantes: o barco de Dilma percorre a rota do naufrágio. Sempre o primeiro a cair fora do porão, o padrinho não é visto ao lado da afilhada desde 3 de outubro. Faz 13 dias que inventa compromissos no Acre, no Rio Grande do Norte ou no Ceará para não dar as caras no palanque em perigo.

Conjugados, os nove tópicos permitem calcular com precisão a posição dos candidatos e a distância que os separa: Aécio Neves tem 55% dos votos válidos e Dilma Rousseff, 45%. A diferença é de 10 pontos percentuais. Por enquanto.

15/10/2014

às 18:57 \ Opinião

Oliver: ‘A carranca’

VLADY OLIVER

Como já afirmei neste tatame democrático, sou um profissional da forma e não do conteúdo. Como tal, determinadas “estéticas” me chamam a atenção imediatamente, e independem do que dizem ou tentam dizer seus protagonistas e depositários. Fosse assim, um “The Voice” não teria a menor graça ─ se é que tem graça ─ e o Pastor Everaldo seria o meu candidato. O oposto dele seria um Eduardo Jorge ─ ambos têm discursos desconectados da imagem que suscitam. O mito do “bater no oponente tira votos” ganhou uma versão rombuda quando Geraldo Alckmin enfrentou um Lula despreparado para ter um dedo enfiado em seu nariz e todos correram a dizer que foi o governador sacolinha que errou a mão no discurso, desconsiderando o conjunto da obra mal ajambrada que estavam parindo, com aqueles ridículos macacões forrados de estatais a lembrar aquele famoso corredor de fórmula um, que inaugurou o telefone no cockpit para dar lugar ao companheiro de equipe e não atrapalhar a corrida dos vencedores.

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15/10/2014

às 18:50 \ Opinião

‘A insustentável tese do golpe eleitoral’, editorial do Globo

Publicado no Globo desta terça-feira

Não se duvida que depoimentos prestados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, sobre um avantajado esquema de corrupção montado na estatal, sejam ruins para a campanha à reeleição da presidente Dilma, o PT e partidos aliados envolvidos na trama, PMDB e PP.

Daí, porém, considerar tudo uma conspiração para sabotar a campanha da petista, vai enorme distância. Bem como dizer que a vitória será de Aécio Neves devido à divulgação de trechos dos testemunhos.

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15/10/2014

às 3:30 \ Direto ao Ponto

Resumo do debate na Band: um homem com jeito de presidente e uma mulher com cara de quem espera a ordem de despejo

ATUALIZADO ÀS 3h30

O debate promovido pela Band foi o primeiro a permitir um duelo de verdade entre os candidatos que chegaram ao segundo turno. As anotações que se seguem compõem o resumo da ópera.

Aécio Neves é articulado e trata o idioma com carinhoso respeito. Dilma Rousseff  tortura a gramática, agride a ortografia com a amputação do r do infinitivo ou o implante do a inexistente na gestação de monstruosos aondes e não consegue convencer o sujeito a andar de mãos dadas com o predicado.

Provido de uma cabeça sem avarias, ele se expressa com clareza, raciocina com agilidade e lida muito bem com improvisos. Portadora de um cérebro baldio, ela amontoa frases que não fazem sentido porque vivem procurando inutilmente o verbo que sumiu, um adjetivo arredio ou o ponto final que teima em não chegar .

De bem com a vida, Aécio sorri sorri com naturalidade. Amargurada com o que vê no espelho, Dilma é uma carranca prenunciando permanentemente outro chilique e pertence à tribo que não entende a piada.

Aécio quer fazer em escala ampliada o que fez em Minas. Dilma promete fazer o que poderia ter feito nos últimos quatro anos.

Ele diz verdades sem medo. Ela mente mais do que respira, atestam os vídeos abaixo.

Político honrado, o neto de Tancredo Neves ataca de peito aberto a corrupção institucionalizada pelos farsantes no poder. Chefe do governo mais corrupto da história, a melhor amiga de Erenice Guerra faz de conta que jamais tolerou a ladroagem que sempre protegeu.

Comandante da própria campanha, Aécio ouve com atenção as ponderações de parceiros confiáveis mas é sempre ele a última instância. Decide o caminho a percorrer e diz o que pensa. Incapaz de andar com as próprias, Dilma transformou Lula em babá de avó e recita o que ordena o marqueteiro amoral.

Quem assistiu ao debate viu um homem com jeito de presidente e uma mulher com cara de quem desconfia do desemprego iminente. O debate na Band pode ter consumado a demissão.

14/10/2014

às 22:14 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: Até a Dádiva de Deus foi roubada pelos quadrilheiros que Lula e Dilma infiltraram na Petrobras

Em agosto de 2009, como registrou o post reproduzido na seção Vale Reprise, o então presidente Lula apareceu num palanque no Rio fantasiado de Dom Pedro III e proclamou a Segunda Independência. Graças à descoberta do pré-sal, promovido a Dádiva de Deus pelo maior dos governantes desde Tomé de Souza, o Brasil já perto da perfeição se tranformaria em dois ou três anos numa espécie de Noruega com muito sol, muita praia, muita mulata e Carnaval. E o PIB da Alemanha que se preparasse para uma procissão de desmoralizantes 7 a 1.

Como informa o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o palavrório delirante só não foi materializado porque Lula colocou o presente da Divina Providência sob a guarda de uma Petrobras infestada de larápios que ele próprio nomeou. A Dádiva de Deus continua enterrada nas profundezas do Atlântico. Mas já foi tungada pelos quadrilheiros de estimação do governo lulopetista.

14/10/2014

às 22:12 \ Opinião

Reynaldo-BH: Comparado ao Mensalão da Petrobras, o outro parece coisa de amador

REYNALDO ROCHA

“No Brasil, até o passado é incerto”, disse Pedro Malan. A repetição exaustiva de mentiras e roubo das realizações de terceiros, demonstra que o PT assumiu a incerteza do passado como regra de atuação. Quer mudar a História. Não conseguirá.

Exceto num caso, tenho de admitir por dever de justiça: o mensalão foi uma farsa. Uma piada de salão, como afirmou Delúbio Soares. Agora entendemos a revolta de José Dirceu, eleito chefe da quadrilha. É preciso rever o caso. Não houve mensalão, é forçoso reconhecer. E não houve porque aquilo foi mensalinho. Mensalão é o da Petrobras! Perto deste, o que aquele outro movimentou foi dinheiro de troco de pinga!

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