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24/03/2015

às 22:12 \ Vídeos: Entrevista

Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, comenta no Roda Viva a reação de Dilma e seus aliados às manifestações de 15 de março: ‘Eles não entenderam nada’

O entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira foi o engenheiro e empresário Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, um dos grupos que organizaram as manifestações de 15 de março. Entre vários outros temas, Chequer tratou das origens e dos rumos da onda de protestos que se muliplicam por todo o país e esclareceu a posição do Vem pra Rua diante de um possível pedido de impeachment da presidente da República.

“Eles não entenderam nada”, resumiu o entrevistado ao comentar o comportamento da presidente e de seus ministros frente à maior mobilização popular ocorrida no país desde a campanha das Diretas Já, em 1984. Depois de responsabilizar o ex-presidente Lula pelo aguçamento da polarização política, Chequer confirmou que centenas de milhares de manifestantes voltarão às ruas no dia 12 de abril.

A bancada de entrevistadores foi formada por Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha, pela advogada Luiza Nagib Eluf e pelos jornalistas Gabriel Manzano Filho (Estadão), Carla Jimenez (El País) e Daniela Lima (Folha de S. Paulo).

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24/03/2015

às 17:33 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete (ou sugira outra opção): Qual destes casais deveria protagonizar uma campanha publicitária para melhorar a imagem da Petrobras?

Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBC

24/03/2015

às 15:34 \ Opinião

Arnaldo Jabor: ‘O lado bom da crise’

Publicado no Globo

ARNALDO JABOR

A crise é boa. Nada melhor do que uma crise para nos dar a sensação de que a vida muda, que a História anda, que a barra pesa. A crise nos tira o sono e nos faz alertas. A crise nos faz importantes, nós, a opinião pública, nós, o “povo”, nós, os ex-babacas que viviam na sombra, na modorra e que de repente saíram batendo panelas nas ruas. Na crise no Brasil, a política fica visível para a população. A crise nos lembra a maldição chinesa: “que você viva em tempos interessantes” — por “tempos interessantes” se entenderia uma época de calamidade, guerras e instabilidade. A crise é boa porque acabaram as antigas crises cegas, radiofônicas, anos 1950. Hoje as crises são on-line, na internet, nos celulares com todos as roubalheiras ao vivo, imediatas, na velocidade da luz. A crise é uma aula, quase um videogame. A crise é um thriller em nossas vidas. A crise nos permite ver a verdade. Mas como — se todos mentem o tempo todo? A crise nos ensina a ver a verdade de cabeça para baixo, nos ensina que a verdade é o contrário de tudo o que dizem os depoentes, testemunhas e réus. A verdade está em tudo o que os políticos negam.

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23/03/2015

às 22:10 \ Direto ao Ponto

A quantia arrecadada pela ‘vaquinha’ dos Amigos do Dirceu é dinheiro de troco para o traficante de influência que conseguiu ficar ainda mais rico sem sair da cadeia

Dirceu-preso-1

Em 16 de novembro de 2013, dia do check-in na Papuda, José Dirceu de Oliveira confundiu portão de cadeia com palanque e, a caminho dos 68 anos, resolveu incorporar o líder estudantil de 68. Para delírio de meia dúzia de milicianos que saudavam aos gritos o “guerreiro do povo brasileiro”, hasteou o braço esquerdo com o punho cerrado e, caprichando na expressão feroz de quem vai dizimar sozinho um pelotão de fuzileiros navais americanos, berrou a informação: “Eu me considero um preso político”.

Como assim?, perguntou-se quem não perdeu de todo o juízo. Desde sempre, só se enquadra nessa categoria gente encarcerada ─ sem o devido processo legal, sem o exercício do direito de ampla defesa ─ para refletir numa cela sobre os perigos reservados a quem faz qualquer tipo de oposição a uma ditadura consolidada ou embrionária. O Brasil, convenhamos, ainda não é uma Venezuela que fala português, muito menos uma Cuba tamanho família. Mais: Dirceu sempre fez parte do grupo que desde janeiro de 2003 desgoverna o país.

Perdeu o emprego de ministro em 2005, mas não o status de figurão do PT, nem a cumplicidade mafiosa dos companheiros que alojou em cargos estratégicos enquanto chefiou a Casa Civil no primeiro mandato de Lula. E tampouco foi engaiolado arbitrariamente. No julgamento do processo do mensalão, que demorou quase sete anos para começar e outros dois para chegar ao desfecho, sobrou-lhe tempo para rebater acusações e contestar a solidez das provas acumuladas contra a estrela do bando.

Além de advogados que calculam honorários em dólares por minuto, Dirceu foi defendido por ministros do Supremo Tribunal Federal que estão lá para inocentar bandidos de estimação do Planalto. Acabou forçado a hospedar-se na Papuda não por crimes de pensamento, mas por corrupção ativa. Quem trocou a cama de casal por um catre não foi o revolucionário aposentado, ou o guerrilheiro de festim diplomado na ilha-presídio, ou o ex-presidente do PT, ou o ex-chefe da Casa Civil. Foi o chefe (ou subchefe?) da quadrilha do mensalão.

Diante de tantas e tão contundentes evidências, quantos brasileiros ─ além do próprio detento ─ ousariam enxergar um preso político num político preso por tratar o Código Penal a socos e pontapés? Quase 4 mil, informou em fevereiro de 2014 o balanço oficial da “vaquinha” online promovida para pagar a multa de R$ 971.128,92 imposta ao sentenciado pelo STF. As quantias doadas por 3.972 “amigos do Zé Dirceu” somaram R$ 920.700. A diferença foi coberta por R$ 163 mil extraídos das sobras das “vaquinhas” que haviam socorrido os mensaleiros José Genoíno e Delúbio Soares.

O ator José de Abreu, por exemplo, entrou com R$ 1 mil na operação concebida para livrar da falência “a grande vítima de um julgamento político”. Com a fisionomia sofrida de quem não conseguira uma vaga na lista de visitas íntimas, alegou que aquela fora “uma maneira de dividir a pena com ele”. Em 22 de fevereiro, a página eletrônica aberta para a coleta dos adjutórios comemorou o sucesso da mobilização: “Juntos, vencemos esta batalha. Ainda há outras por vir, certamente. E, juntos mais uma vez, estamos prontos para enfrentá-las”. Bingo. A batalha prevista há um ano está em curso desde quinta-feira passada.

Começou com a ruidosa chegada de José Dirceu ao front do Petrolão e ninguém sabe quando vai terminar. Mas é improvável que haja outra “vaquinha”. Os desdobramentos da Operação Lava Jato revelaram que o dono da J. D. Assessoria e Consultoria embolsou nos últimos nove anos cachês de matar de inveja canastrões de novela. Nesse período, agindo como facilitador de negócios, vários deles cobiçados por participantes do assalto à Petrobras, o consultor embolsou R$ 29 milhões. Para quem junta tal fortuna em tão pouco tempo, a multa imposta pelo Supremo é dinheiro de troco.

Os zés-de-abreu acabam de saber que, comovidos com um preso político, dispensaram do castigo financeiro o multimilionário que conseguiu uma proeza até então só alcançada por chefões do PCC: ficou mais rico sem sair de uma cela de cadeia. Entre novembro de 2013 e novembro passado, enquanto cumpria pena, JD faturou pelo menos R$ 1,2 milhão. A gigante da indústria farmacêutica EMS tornou  R$ 700 mil mais obesa a receita da consultoria. Outros R$ 500 mil vieram da construtora Consilux.

Até agora, nem os doadores tapeados pediram o dinheiro de volta nem o beneficiário do conto da vaquinha parece disposto a devolvê-lo. A façanha desempatou em favor do maior traficante de influência o duríssimo duelo com o maior traficante de drogas. Dirceu é mais que um Marcola do PT. O concorrente do guerrilheiro de festim nunca foi homenageado pela soldadesca com uma “vaquinha”. Só depois de preenchida a lacuna Marcola poderá reivindicar o título de Dirceu do PCC.

23/03/2015

às 15:50 \ Opinião

Modesto Carvalhosa: ‘O patético pacote anticorrupção’

Publicado no Estadão

MODESTO CARVALHOSA

As medidas de combate à corrupção anunciadas pela presidente da República dia 18 aprofundam ainda mais a falta de credibilidade do governo, tanto no plano nacional quanto no exterior. Em decorrência da devastadora corrupção que se alastrou no governo federal, o Brasil, outrora país emergente, hoje sofre um desprestígio no mundo parecido com os tempos da inflação galopante e dos calotes internacionais dos anos 1980.

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23/03/2015

às 10:48 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O PT e a imprensa ‘simpática”

É sabido que a proposta do PT para “regulamentar a mídia” nada mais é do que a intenção de submeter a imprensa ao governo petista e ao próprio partido. Os petistas douram a pílula para convencer a opinião pública de que não se trata de uma forma de censura e, eventualmente, podem confundir os incautos. No entanto, quem ainda tiver alguma dúvida sobre qual é realmente o espírito que preside esse projeto do partido basta prestar atenção ao que disse o presidente da agremiação, Rui Falcão, em recente reunião com parlamentares do PT na Câmara: o caminho, sugeriu ele, é asfixiar os veículos de comunicação que ousarem portar-se com independência e espírito crítico em relação ao governo petista.

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22/03/2015

às 22:27 \ Opinião

Reynaldo-BH: Chegou a conta do desastre

REYNALDO ROCHA

A leitura dos jornais e revistas deste domingo tem que ser acompanhado de um ansiolítico e um remédio para azia. Num dos grupos de que faço parte nas redes sociais, depois de ter postado uns dez tópicos sobre a tragédia mais que anunciada, recebi o seguinte post: “E aí, Reynaldo? Feliz?”

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22/03/2015

às 20:47 \ Opinião

Oliver: ‘Vô Mito’

VLADY OLIVER

Há certos mitos aqui no Brasil que só não caem pela absoluta passividade da imprensa e seus agentes acocorados. É o caso da acumpanheirada pétubrais. Achar que este monstro não pode ser privatizado é defender a gasolina mais cara do mundo em nosso lombo. É defender os petrolões. Os engodos. Os pré-sais. Os etanóis. A gasolina barata no Paraguai e não aqui. É defender a roubalheira deslavada e um patriotismo torto que não cabe no bolso nem no tanque.

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22/03/2015

às 16:10 \ Opinião

Aldemario Araujo Costa: ‘Dilma não pretende combater a corrupção’

ALDEMARIO ARAUJO COSTA (*)

Pesquisa Datafolha realizada durante a manifestação do último domingo (15) em São Paulo indica que a maior parte dos participantes do ato (47%) foi à Avenida Paulista para protestar contra a corrupção” (Portal G1, dia 17 de março de 2015). Não parece que a motivação principal foi diferente nas demais cidades que registraram manifestações no dia 15 de março.

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22/03/2015

às 7:41 \ Opinião

‘A vaca sempre tossindo’ e outras seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros repetiu o mesmo discurso, palavra por palavra, no país inteiro. E prometeu instalar umas quinze fábricas de automóveis, cada uma localizada exatamente no local em que fazia o discurso. Não havia problema: as comunicações eram precárias, ninguém sabia num lugar o que ele havia prometido em outro. O discurso repetido sempre parecia novo.

Jânio se elegeu há 55 anos. A tecnologia já é outra, não dá mais para disfarçar. E o Pacote Anticorrupção de hoje da presidente Dilma pode ser achado no Google. Em julho de 2005, quando o Mensalão quase afundou o Governo, o presidente Lula, ao lado da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançou um Pacote Anticorrupção igualzinho ao de agora (veja no Google: “Lula”, “Pacote Anticorrupção”, “2005″). Em 2011, no início do seu mandato, Dilma teve de se livrar de sete ministros habituados a botar o dedo no pudim. Em setembro, houve protestos de rua contra a ladroeira. E a presidente anunciou de novo o mesmo Pacote Anticorrupção de 2005 – que, diga-se, é exatamente o de hoje. Se repetir a lei resolvesse, a corrupção no país seria abolida pela terceira vez em dez anos.

Mas será que o Governo quer mesmo pagar o preço político da luta contra a corrupção? A Casa Civil da Presidência da República há um ano e meio está sentada em cima da Lei Anticorrupção, e não há quem a convença a regulamentá-la para que entre imediatamente em vigor. Dilma poderia dar ordens à Casa Civil para que faça seu trabalho. Como se explica que, tão mandona, Dilma se cale?

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