Blogs e Colunistas

07/02/2016

às 15:18 \ Opinião

“Mas é Carnaval” e outras seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

Chega de política, é Carnaval. Carnaval é nossa cultura, é nossa História. “Um lindo apartamento com porteiro e elevador/ e ar refrigerado para os dias de calor” – Aurora, Mário Lago e Roberto Roberti. » Clique para continuar lendo

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07/02/2016

às 9:22 \ Opinião

Oliver: Homem-morcego

VLADY OLIVER
Vou perguntar só mais uma vez, para ver se a gente entende: o que tem cara de elefante, tromba de elefante, rabo de elefante, peso de elefante e ainda assim não é um elefante? O Estadão parece insistir na tese da legitimidade disso que aí está. Não consegue ver – porque não quer – que Dilma não é um acidente de percurso na petralharia ou um ponto fora da curva dos governos de esquerda que se aboletaram naquela cadeira.

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07/02/2016

às 6:31 \ Opinião

Reynaldo Rocha: Não há salvação para o zumbi que insiste em assombrar o Brasil

REYNALDO ROCHA

Os populistas costumam ser julgados pela História só depois da morte. Lula já foi julgado. Não há salvação para o zumbi que insiste em assombrar o Brasil. Foi condenado pelo que fez e pelo que continua tentando fazer.

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06/02/2016

às 16:13 \ Opinião

Editorial do Estadão: Somos todos corruptos?

Publicado no Estadão

Somos corruptos. Mas quem não é? Este é o argumento central da estratégia que o governo Dilma e o PT articulam na tentativa de proteger Luiz Inácio Lula da Silva das investigações policiais nas quais está cada vez mais enredado. A artimanha consiste em criar, no Congresso Nacional, Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) destinadas a investigar governos tucanos em São Paulo e Minas Gerais, com o objetivo de desviar as atenções para fatos envolvendo a oposição e, também, para anestesiar o sentimento de indignação da população com a corrupção sistêmica implantada pelo lulopetismo. » Clique para continuar lendo

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06/02/2016

às 12:45 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: Perdendo feio

Publicado na versão impressa de VEJA

A crise do vírus zika, com epicentro no Brasil, internacionalizou-se na semana passada. O presidente Barack Obama reuniu funcionários da área da saúde e pediu urgência nas pesquisas sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O governo dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outros países europeus alertaram seus cidadãos contra os riscos de viagens ao Brasil. » Clique para continuar lendo

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05/02/2016

às 19:35 \ Direto ao Ponto

Com três frases, Pedro Taques ensinou como age um oposicionista sem medo

A contagem das aparições de Lula na propriedade rural cujo dono oficial é um amigo do filho inspirou ao governador de Mato Grosso, Pedro Taques, uma comparação antológica: “Lula foi 111 vezes para o sítio em Atibaia. Minha mãe mora aqui do lado e não fui tantas vezes visitá-la. Devo ser mesmo um filho desnaturado”.

Perfeito. Como costuma lembrar o empresário Pedro Neves, que também vive em Cuiabá, a ironia fina é uma forma superior de inteligência. Com três frases, o matogrossense recém-filiado ao PSDB desmoralizou a conversa fiada de Lula ─ e ministrou uma aula de oposição elementar ao partido que ainda trata um ex-presidente fora da lei como se lidasse com alguém acima de qualquer suspeita.

Governantes eleitos pela imensidão de brasileiros antipetistas qualificam eufemisticamente de “relações republicanas” as demonstrações de tibieza subserviente que marcam seu comportamento frente aos poderosos farsantes.

Sem ferir nenhuma das normas que regem o convívio entre contrários nas democracias adultas, Pedro Taques jamais perde uma chance de deixar claro que luta pelo fim do governo Dilma e da  Era da Canalhice. Millôr Fernandes diria que oposição é isso. O resto é armazém de secos e molhados.

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05/02/2016

às 9:00 \ Direto ao Ponto

Marco Antonio Villa no Sem Edição com Augusto Nunes: Abriram a porteira do Lula

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05/02/2016

às 8:30 \ Opinião

Carlos Alberto Sardenberg: O fator Lula

Publicado no Globo

Esqueçam o impeachment, ao menos por ora. Há uma questão anterior: quais as chances de a presidente Dilma governar com um mínimo de eficácia? Se ela não conseguir, não apenas volta a ameaça de impeachment, como surgirão articulações para algo como uma renúncia mais ou menos forçada — que ocorre quando o presidente fica inteiramente isolado, sem a menor capacidade de governar. » Clique para continuar lendo

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05/02/2016

às 8:00 \ Feira Livre

A charge do Sponholz

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04/02/2016

às 9:00 \ O País quer Saber

A derrota do reizinho prepotente e do banqueiro sabujo: TRT confirma sentença que condenou o Santander a indenizar a analista demitida por ordem de Lula

Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Folhapress

Há duas semanas ─ um ano, cinco meses e vinte dias depois de perder por ordem de Lula o emprego no Santander ─, Sinara Polycarpo Figueiredo ganhou a segunda etapa da batalha judicial travada contra o banco que a demitiu. Neste 21 de janeiro, a juíza Cynthia Gomes Rosa, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, manteve a sentença expedida em agosto de 2015 pela juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues, que condenou a instituição financeira a pagar uma indenização de R$ 450 mil por danos morais infligidos à funcionária castigada por ser honesta.

Ao recorrer da decisão em primeira instância, o Santander apenas adiou a consumação da derrota. Não há como inocentar o comando do banco, grita a reconstituição do monumento à subserviência que começou em 10 de julho de 2014, quando um documento produzido pela área chefiada por Sinara foi distribuído entre um grupo de clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. Na sentença, a juíza Lúcia registrou que o texto se limitara a endossar “constatações uníssonas entre os analistas do mercado financeiro e nas diversas mídias independentes sobre investimentos”.

A fúria da seita lulopetista foi desencadeada pelo trecho do documento segundo o qual “a economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta-corrente”. Linhas adiante, o diagnóstico nada empolgante observa que a onda de previsões sombrias se adensava sempre que Dilma subia nas pesquisas.  Neste início de 2016, passados dezoito meses, a releitura da análise demonstra que a equipe de Sinara se excedeu na timidez. As coisas estavam muito piores. Era questão de tempo o naufrágio consumado em 2015.

Lula e seus sequazes acham que, numa campanha eleitoral, o único crime é perder. O resto pode. Matar a mãe, por exemplo. Ou afanar a poupança da avó. Previsivelmente, o chefão fingiu enxergar num papelório inofensivo a prova material de que até bancos estrangeiros estavam envolvidos na conspiração urdida para encerrar a supremacia do PT. A ofensiva contra o diagnóstico do Santander começou assim que cópias do documento chegaram à imprensa. E atingiu o climax com o ataque em pinça executado por Dilma e Lula em 28 de julho de 2014.

Numa sabatina na Folha, transmitida pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, Dilma puxou o trabuco do coldre: “Sempre que especularam não se deram bem”, apertou o gatilho ao responder a uma pergunta sobre a análise do Santander. “Acho inadmissível um país que está entre as maiores economias aceitar qualquer interferência externa. A pessoa que escreveu a mensagem fez isso sim, e isso é lamentável, é inadmissível”. Os disparos precipitaram a entrada no saloon de Lula, o pistoleiro que primeiro atira e depois pergunta. Quando pergunta.

No mesmo dia, num encontro noturno organizado pela CUT em Guarulhos, Lula acionou o tresoitão. No vídeo, andando de um lado para o outro, o copo até aqui de cólera abre o numerito repulsivo cobrando gratidão do banco presidido pelo amigo Emílio Botín. “Não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”, rosna o animador de comício, que em seguida recorda conversas e episódios que reduziam o banqueiro espanhol a um bajulador grávido de admiração pelo Lincoln de galinheiro. Por isso mesmo merecia o benefício da dúvida, informa a continuação do palavrório.

“Ô Botín, é o seguinte, querido: olha, eu tenho consciência que não foi você que falô”, concede Lula na abertura do mais sórdido momento de uma trajetória atulhada de infâmias: o antigo líder sindicalista vai ordenar ao dono do Santander que demita uma trabalhadora cujo único pecado fora contar a verdade aos clientes. “Mas essa moça tua que falô, ô, essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Me desculpe… Mantê… mantê uma mulher dessa num cargo de chefia é, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim que eu sei como é que eu falo”.

Assim se fez. Dois dias depois de formulada a exigência, Sinara foi demitida com outras duas pessoas de sua equipe. “Enviamos uma carta à presidente”, rastejou Botín em 30 de julho. “A pessoa tinha que ser demitida porque fez coisa errada”. O banqueiro espanhol não viveu para festejar a reeleição de Dilma. Morreu em setembro, um mês antes de completar 28 anos no cargo. Substituído pela filha e herdeira Ana Botín, o campeão da sabujice escapou de ler as considerações incluídas na sentença exarada em primeira instância e agora ratificada pelo Tribunal Regional do Trabalho.

A juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues entendeu que o banco maculou a carreira profissional de Sinara ao retratar-se publicamente pelo ocorrido. Concluiu, também, que o Santander foi longe demais ao agachar-se diante de Lula. Confira um trecho da sentença:

“O Banco reclamado foi sim submisso às forças políticas ao demitir a reclamante. Somente demonstrou a parcialidade da instituição em atender os interesses políticos que estavam em jogo na época por conta da eleição e a falta de comprometimento perante seus clientes investidores que, se acreditassem na assertiva de que a economia seguiria a ‘bem-sucedida trajetória de desenvolvimento’, fatalmente amargariam prejuízos financeiros, dada a retração da economia e a desvalorização do nosso câmbio e dos ativos negociados na bolsa de valores”.

Nesta primeira semana de fevereiro, o documento que resultou na degola da analista foi transformado num monumento ao otimismo pelas apavorantes dimensões da crise econômica. Isolada em seu labirinto, Dilma Rousseff luta para adiar o enterro em cova rasa. Emilio Botín é só um quadro nas paredes do Santander. Lula, enredado em maracutaias urbanas e rurais, caminha para a morte política. Apenas Sinara está liberada para divertir-se no Carnaval. Ela derrotou seus algozes. O banqueiro poltrão e o reizinho prepotente perderam.

COM REPORTAGEM DE NAOMI MATSUI

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