Blogs e Colunistas

16/04/2014

às 15:13 \ Opinião

‘As curtas pernas da mentira’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que a empresa perdeu US$ 530 milhões com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, EUA. “Definitivamente não foi um bom negócio”. O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, acha que foi um bom negócio e que a refinaria de Pasadena dá lucro.

São duas opiniões, de duas pessoas que têm experiência no negócio. São opiniões divergentes; mas numa democracia é normal a divergência de opiniões.

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16/04/2014

às 13:33 \ O País quer Saber

O New York Times descobre que a Ferrovia Transnordestina é outro fiasco produzido pelos gigolôs do ufanismo eleitoreiro

Atualizado às 13h30

BRANCA NUNES

“Os trilhos da ferrovia Transnordestina abrem passagem para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social na região nordeste”, orgulha-se a voz em off logo na abertura do vídeo institucional sobre os 1.728 quilômetros de trilhos projetados para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o município de Eliseu Martins, no Piauí. “Do início da operação, em dezembro de 2009, a dezembro de 2011, mais de 15 mil pessoas foram contratadas”.

A narrativa ufanista segue evocando números de matar de inveja noruegueses, suecos e alemães. “Foram realizados mais de 34 milhões de metros cúbicos de terraplanagem, construídos mais de 24 mil metros cúbicos de bueiros, 30 obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, já estão concluídas, 280 mil metros cúbicos de concreto estrutural executados, foram adquiridas 170 mil toneladas de trilhos, mais de 200 milhões de reais investidos na compra de seis locomotivas e 480 vagões”.

Gravado em 2012, o vídeo garante que a obra descerá do palanque no máximo em dezembro de 2014 – segundo o cronograma original, a ferrovia seria inaugurada ainda no governo Lula. Em março de 2013, a conclusão dos trabalhos foi empurrada para 2016 e os preços subiram: só a gastança com a construção começou em R$ 5,4 bilhões, saltou para R$ 6,72 bilhões e acabou de chegar a R$ 7,5 bilhões. A conta não inclui os gastos com vagões e locomotivas, orçados (por enquanto) em R$ 1,5 bilhão. Nem as despesas com oficinas e portos.

Neste fim de semana, The New York Times descobriu que o colosso ferroviário só esbanja saúde no Brasil Maravilha registrado em cartório, e que os trens nunca apitaram fora dos vídeos institucionais. “A mais de mil milhas ao norte das praias do Rio e dos arranha-céus de São Paulo está a multimilionária Ferrovia Transnordestina”, informa o jornalista Simon Romero na vídeoreportagem. “A longa e sinuosa estrada de ferro deveria transportar grãos de soja do empobrecido interior do Brasil para os locais de exportação. Há 18 anos em construção, é uma sequência de estradas de terra e pontes abandonadas – um dos muitos grandes projetos que foram abandonados com a desaceleração da economia brasileira”.

Depoimentos de moradores da região confirmam as desoladoras constatações feitas pelo jornal mais influente do mundo. “Juscélia e José Luiz são lavradores em Contente, uma remota cidade cortada pela rodovia”, exemplifica Romero. “Em nome do que chamaram de progresso, eles tiveram sacrificados seus campos, suas vilas e seu modo de viver”. Outros trechos expõem a incompetência do governo. ”Ninguém em Contente foi indenizado pelas terras destruídas”, denuncia Romero. “O campo era a principal fonte de frutas frescas e vegetais. Agora, está seco e se tornou inútil”.

Depois de enfatizar que ninguém sabe se e quando a obra será concluída, o correspondente do NYT desmonta as fantasias do vídeo institucional de 2012: “Cruzando as terras dos sertões ao litoral, a locomotiva do futuro vai transportar riquezas e criar novos sonhos para uma gente ansiosa em ser protagonista de uma nova história”. Pelo andar das obras, essa gente ansiosa em ser protagonista será novamente coadjuvante de mais um fiasco nascido da aliança entre a inépcia administrativa e a corrupção política.

Clique na imagem para assistir ao vídeo do The New York Times:

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16/04/2014

às 13:25 \ Opinião

José Nêumanne Pinto: A oposição nada tem a ver com a corrupção da Petrobras

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto avisa que é inútil tentar atribuir a crise da Petrobras à oposição, como tem feito Dilma Rousseff.  Confira:

16/04/2014

às 7:34 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Luiz Carlos Prestes, o conto das cabeças cortadas

Publicado na edição impressa de VEJA

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“A repetição dos prognósticos calamitosos se revelou uma especialidade de Prestes”, escreveu o historiador marxista Jacob Gorender, que sempre teve a grandeza de, sendo um dos mais refinados e respeitados intelectuais da esquerda, denunciar seus deslizes. Luiz Carlos Prestes foi mais Luiz Carlos Prestes do que nunca na crise que culminaria no golpe contra Jango. O Cavaleiro da Esperança da Coluna que levou o seu nome no início dos anos 20, o lendário secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro que apoiou o Estado Novo de Getúlio Vargas depois de ele ter deportado sua mulher, Olga Benário, para os nazistas, o calculista que em 1947 assegurara aos seus pares que o PCB não seria proibido (foi), o chefe do partido que se igualara à UDN na grita contra Getúlio, em 1954, começou 1964 esgrimindo sua especialidade e a levou até a véspera da derrubada do governo que apoiava.

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15/04/2014

às 21:34 \ História em Imagens

Estrelado por Lula, Dilma, Gabrielli, Vargas e Graça, o vídeo do Implicante mostra que o governo do PT tem motivos de sobra para apavorar-se com a CPI da Petrobras

15/04/2014

às 19:54 \ Feira Livre

Jornalista dinamarquês desiste de cobrir a Copa depois do que viu em Fortaleza

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MIKKEL KELDORF JENSEN

Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e vim estudar no Brasil. Aprendi português e estava preparado para voltar.

Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa, decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em pesadelo.

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15/04/2014

às 17:47 \ Feira Livre

‘O Doleiro Furado’, de Luiz Trevisani

15/04/2014

às 16:30 \ Vídeos: Entrevista

O Roda Viva com Rostyslav Tronenko, embaixador da Ucrânia no Brasil

Nesta segunda-feira, o entrevistado do programa Roda Viva, transmitido pela TV Cultura, foi Rostyslav Tronenko, embaixador da Ucrânia no Brasil.  Ele falou sobre a crise sociopolítica que assola o país desde novembro de 2013 e a crescente tensão com a Rússia. Confira:

15/04/2014

às 16:03 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: Qual descoberta levou Dilma Rousseff a acusar a oposição de destruir a Petrobras?

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15/04/2014

às 14:10 \ Opinião

‘O PAC 3 e as eleições’, um artigo de Gil Castello Branco

Publicado no Globo desta terça-feira

GIL CASTELLO BRANCO

Há dez dias, quando a presidente-candidata anunciou que lançará em agosto ─ dois meses antes das próximas eleições ─ a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), lembrei-me dos filmes da série Rambo, que agradavam aos cinéfilos menos exigentes, especialmente pela pirotecnia. Na verdade, Lula e Dilma não inovaram ao “batizar” e associar um conjunto de ações aos seus mandatos. Assim foi em governos anteriores com o “Avança Brasil”, o “Brasil em Ação”, o “Programa de Metas”, o “Plano Salte”, entre outros. Estrategicamente, são “títulos fantasia” para Planos Plurianuais (PPAs), previstos na Constituição federal, que os governantes têm por obrigação realizar.

Às vésperas da divulgação do PAC 3, a Associação Contas Abertas reuniu dados oficiais sobre a execução do PAC 2, que abrange o período de 2011 a 2014. Essa etapa do programa foi anunciada com pompa e cerimônia em 29 de março de 2010, na presença de 30 ministros do governo Lula, prefeitos de várias capitais, empresários e líderes de movimentos sociais.

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