03/12/2010
às 0:43 \ O País quer SaberA omissão do governo prolonga o drama dos parentes dos 18 heróis mortos no Haiti
Bruno Abbud
A VIÚVA
“Você tem telefone em Natal?”, pergunta a voz franzina e veloz. Heloísa Chagas Camargos, viúva, 36 anos, está contando como tem vivido depois da morte do marido no terremoto no Haiti, e parece preocupada com a possibilidade de pagar uma tarifa de telefonema interurbano se a ligação cair antes do fim do relato. Ela costumava usar o Skype ─ espécie de telefone via internet que permite ver a imagem do interlocutor ─ para conversar à distância com o subtenente Raniel Batista Camargos. Foi o que fez no último diálogo, travado em 12 de janeiro.
O casal festejava o 6° aniversário da filha Giovana quando, perto das 8 da noite no Brasil, a conexão foi abruptamente interrompida. Heloísa não tinha como saber que, naquele instante, o terremoto em Porto Príncipe provocou o desabamento do quartel da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), onde estava Raniel. Resgatado dos escombros seis horas mais tarde, ele não sobreviveu à hemorragia interna e ao traumatismo craniano. Tinha 43 anos, integrava o 37º Batalhão de Infantaria Leve de Lins, interior de São Paulo, e estava há seis meses no Haiti.
Passados 11 meses, o orçamento frugal obriga Heloísa a preocupar-se com a conta telefônica. Nem ela nem qualquer outro parente dos 18 militares brasileiros mortos no terremoto receberam a indenização prometida pelo governo federal em janeiro ─ R$ 500 mil, mais parcelas mensais de R$ 510 para os filhos em idade escolar.
Heloísa mudou-se de São Paulo para o Rio Grande do Norte em julho, seis meses depois de perder o marido. Hoje vive numa casa em Parnamirim, a 15 quilômetros de Natal, com os pais e os dois filhos ─ o segundo é Luis Gustavo, de três anos. A viúva recebeu R$ 130 mil da Poupex, fundo previdenciário vinculado à Fundação Habitacional do Exército. O dinheiro corresponde ao seguro por morte natural, informa Heloísa. “Meu marido morreu fardado, de coturno, de roupa camuflada. Ele estava servindo a nação. E a indenização não chegou até hoje”. Por morte em serviço, o valor do seguro dobra. Todos os R$ 130 mil foram utilizados no pagamento de dívidas.
Professora, Helósia trabalha na secretaria de Educação de Parnamirim. O salário e a pensão mensal que ganha do Exército não são suficientes para pagar todas as despesas. “Eu preciso dessa ajuda do governo. Não tenho uma casa só minha para morar”, lastima. O dinheiro prometido pelo presidente Lula lhe permitiria comprar uma casa e poupar o que restasse para garantir o futuro dos filhos.
A babá das crianças, que também acumula as funções de empregada doméstica, consome R$ 612 do orçamento mensal. O aparelho dentário de Giovana ficou em R$ 1.300. Luis Gustavo tem bronquite desde os oito meses e os remédios custam mais de R$ 300 mensais. Só a bombinha consome R$ 130 mensais. O plano de saúde da família lhe toma mais R$ 450. As despesas com a educação das crianças ficam por volta de R$ 2 mil. Somadas, essas contas chegam a R$ 4.662. Heloísa ainda precisa separar dinheiro para pagar água, luz e telefone. Por falta de recursos, ela deixou de visitar os sogros no interior de Minas Gerais. Não há dinheiro para as passagens. Os avós não vêem os netos há mais de um ano. Se pudesse, a viúva também providenciaria atendimento psicológico para Giovana. Desde a morte do pai, a menina anda calada demais.
A MÃE
Diabética e hipertensa, Ana Neckel, de 46 anos, foi abalada pela depressão depois de perder o filho no terremoto do Haiti. Impossibilitada de trabalhar, gasta cerca de R$ 500 por mês com remédios e não tem como ajudar o marido, Walmir, 47, dono de uma pequena transportadora em Lorena, interior de São Paulo. Ana não revela a renda da família. Limita-se a informar que o filho usava parte do soldo para pagar as despesas da casa.
Aos 23 anos, o cabo Douglas Pedrotti Neckel integrava o 5º Batalhão de Infantaria Leve de Lorena. Faltavam três dias para que voltasse ao Brasil e deixasse o Exército para trabalhar com o pai e o único irmão. Não deu tempo. Naquele 12 de janeiro, o cabo foi soterrado enquanto fazia a guarda de uma base militar em frente de uma favela em Porto Príncipe. O seguro por morte natural rendeu à família R$ 52 mil.
Os Neckel têm dívidas acumuladas em três bancos. No Itaú, o débito é de R$ 300 mil. O casal deve R$ 100 mil ao Banco do Brasil e mais R$ 70 mil ao HSBC. Os empréstimos garantiram o funcionamento da empresa e a sobrevivência da família. “A indenização do governo não traz meu filho de volta, mas ajudaria bastante”, diz Ana.
Como Douglas não tinha mulher nem filhos, os pais devem ser contemplados tanto com a indenização de R$ 500 mil prometida pelo governo quanto com a pensão mensal de R$ 1 mil paga pelo Exército. “Os militares querem que eu comprove que meu filho ajudava em casa. Mas é impossível. Como é que eu iria guardar todas as notinhas das despesas que ele teve?” Enquanto espera que o Exército e o governo federal cumpram seu dever, Ana só pode exercer o direito de chorar.
Tags: Ana Neckel, Douglas Pedrotti Neckel, Exército Brasileiro, Haiti, Heloísa Chagas Camargos, indenização, Lula, Minustah, Porto Príncipe, Raniel Batista Camargos, terremoto no Haiti









Mortalidade materna caiu 21% em 2011, diz ministério
Dilma apresenta vetos ao Código Florestal a parlamentares
Toyota quer aumentar venda de subcompactos no Brasil
Google divulga vídeo produzido com óculos futurista












Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
16 Comentários
joão baptista valente da silva
-05/07/2011 às 15:43
Tratando-se de governo , que nós sustentamos com o suor de nosso trabalho , nada se pode esperar , se o judiciário , e ministério publico funcionassem , talvez alguma coisa fosse possivei,QUE DEUS NOS AJUDE , POIS SÓ DE AÍ PODEMOS TER ESPERANÇA .
zoot
-10/12/2010 às 10:01
É sabido que nos palanques da vida o Lula adora uma bravata. Mas depois que os holofotes se apagam a história muda completamente. Não fosse esse sr. presidente, seria sem dúvida o maior marketeiro do Brasil. Na tragédia que se abateu sobre Santa Catarina, prometeu mundos e fundos e tudo caiu no mais abissal “esquecimento”. Se os militares mortos fossem cubanos talvez tivessem mais sorte com o atual desgoverno brasileiro.
Ze rruela
-09/12/2010 às 14:19
Não importa se os dependentes, tem ou não recursos, o que está em questão é somente o cumprimento da lei. JOBIN cadê voce? Aonde estão tambem os estrelados? Cumpre a voces interceder, cobrar. Imagino o comportamento dos comandados, que amanhã poderá ser ‘a bola da vez’.
Heloísa Camargos
-06/12/2010 às 12:24
Caro Augusto,
Deixei mais um comentário e até agora não foi postado,gostaria de esclarecer para que as pessoas entendam de fato o que aconteceu e acontece comigo com relação as minhas finanças e a minha pensão.
Se possível gostaria de pedir também para que o sr.Bruno, o repórter que me entrevistou entre mais uma vez em contato comigo, tenho mais algumas coisas que serão relevantes para divulgação no nosso caso.
Atenciosamente,
Heloísa Camargos(viúva do Ten.Camargos/Haiti)
Querida Heloísa, li e respondi o comentário anterior. Estou tentando falar com você por meio do número que tenho. Falamos ainda hoje, um abraço. Bruno Abbud
Heloísa Camargos
-06/12/2010 às 12:15
Olha não sei o que aconteceu,deve ter havido algum equívoco na hora na entrevista que dei ao repórter da Veja, sou professora municipal(vinculada a Secretaria Municipal de Educação)e nem de longe ganho R$2.000,00(gostaria muito que fosse!) e para as pessoas que acham muito a pensão deixada pelo meu esposo morto tragicamente naquele terrível terremoto e o porque que eu trabalho para complementar a pensão, deveriam me conhecer melhor,o que fiz com a indenização do seguro recebida e o planejamento que faço com o que recebo todos os meses antes de me julgar injustamente que não planejo adequadamente o meu orçamento,ninguém conhece o meu dia-a-dia e o que é feito com esse dinheiro.
O valor de R$130,00 é apenas “UM” dos vários remédios que o meu filho precisa tomar todos os dias para a bronquite asmática que ele sofre desde os 8 meses de vida e R$510,00(salário mínimo) mais o INSS(obrigação de todo cidadão) de R$102,00 é o que pago para nossa ajudante doméstica que totaliza R$612,00, pois não desconto nada dela é o mínimo infelizmente que ela ganha,gostaria muito de poder dar mais pelo que ela tanto nos ajuda para ficar também com os meus filhos enquanto trabalho,enfim…
É IMPORTANTE DEIXAR CLARO AQUI que o que está sendo questionado na verdade não é o valor de nossa pensão e o que dela fazemos todos os meses e sim o que aconteceu a nossos maridos e o que nos foi prometido pelo Presidente Lula e o que deveria ser pago porque FOI PROMETIDO e não foi pago até hoje, com quase 1 ano da morte dos nossos maridos é o mínimo que deveria ser feito por estes políticos por tudo que nossos maridos fizeram naquele lugar tão triste e carente como o Haiti,eles levaram para aquela gente um pouco de alegria e esperança de um mundo melhor.Eu e as outars viúvas já falamos por diversas vezes que nada e nem dinheiro nenhum no mundo trará nossos entes queridos de volta mas só de saber que poderemos dar um futuro melhor para nossos filhos e familiares e uma Educação de melhor qualidade isso já nos conforta um pouco, apesar da grande dor pelo qual estamos passando com a falta de nossos maridos.
Muito obrigada querido Augusto por tudo e obrigada também a todas as pessoas que de fato entendem o que estamos reinvidicando e são solidários ao que estamos passando neste momento de dor e saudades de nossos bravos heróis inesquecíveis que nos deixaram órfãos de tudo de bom que eles nos proporcionavam.
Com carinho,
Heloísa Camargos.
Querida Heloísa, li agora o seu comentário. Entro em contato ainda hoje. Grande abraço, Bruno Abbud
Heloísa
-06/12/2010 às 1:31
Caro Augusto e pessoas queridas,
Sou a viúva Heloísa,perdi meu esposo o Ten. Camargos neste horrível e trágico terremoto do Haiti justamente no dia do aniversário de nossa filhinha a Giovanna,nós estávamos acompanhando tudo pela internet quando a conexão caiu…eu não tinha a menor idéia do que estava acontecendo,nunca imaginamos que naquele momento ele estava morrendo…sim morrendo, pois ele ainda ficou vivo por umas 3 horas ainda, dando forças aos colegas que estavam tentando salvá-lo,ele pedia insistentemente que não o deixassem morrer,que eles iriam conseguir,ela pedia muito para não morrer pois queria muito ver a gente, eu a Giovanna e o Luís Gustavo nosso outro filhinho,mas infelizmente não tinham como socorrê-lo,foram dois andares em cima dele, a hemorragia interna e o poli-traumatismo ganharam a batalha pela vida do meu esposo.Imagina agora o sofrimento pelo qual o meu esposo passou.
Um homem e um marido maravilhoso,que gostava de ajudar outras pessoas, por isso quis ir ao Haiti,de um caráter extraordinário,um pai exemplar e um profissional militar extremamente dedicado a carreira e a defesa da sua Pátria.
Fiquei emocionada com todos os depoimentos que li,é uma pena ter lido o que o TCHELO escreveu…só desejo de todo o coração que ele nunca passe pelo o que estamos passando até hoje.Meus dois filhinhos, a Giovanna e o Luís Gustavo perguntam todos os dias pelo o papai deles,por que que ele ainda não voltou do Haiti mamãe?…com o coração dilacerado falo que o papai não vai mais voltar,que ele agora fez uma outra viagem,agora para ficar junto do “Papai do Céu”…e quando a gente sentir saudades a gente vai lembrar de tudo de bom que a gente viveu ao lado dele.Eles não entendem muito bem pois só tem 6 e 3 anos.Os 6 anos da Giovanna foram completados exatamente no dia da tragédia infelizmente.
Pois é gente,já falamos(eu e as outras viúvas e mães)que todo dinheiro do mundo não vão trazer nossos maridos e filhos de volta mas só de saber que poderemos dar uma Educação de qualidade e um futuro mais digno para os nossos filhos isso já nos conforta um pouco mais,apesar da dor e da saudade que sentimos dos nossos entes queridos.
Gostaria de agradecer a todos vocês por tudo,é muito importante para nós que estamos passando por tudo isso saber que podemos contar com a solidariedade humana,saber que ainda existem pessoas que praticam a empatia.
Que Deus nos abençoe, eu ainda, apesar de tudo que estamos vivendo(eu e as outras viúvas) acredito SIM, que podemos viver num mundo melhor e mais DIGNO!Só depende de nós e de nossas ATITUDES!
Beijos a todos.
Heloísa Chagas Maia de Camargos(viúva do Ten. Camargos,um dos 18 militares mortos no Haiti)
MEUS EMAILS:
heloisacamargos@hotmail.com
helocamargos@yahoo.com.br
Cara Heloísa, repito o recado que mandei no post anterior:
Muito obrigado pela mensagem. Como já disse, você não nos deve nada. Nós é que somos devedores envergonhados com o comportamento do presidente e do governo. Nada compensa essa perda, mas as crianças pelo menos vão sentir muito orgulho do pai. Conte comigo e com todos os amigos da coluna. Vamos ganhar essa briga. Abraços afetuosos, Augusto
Petista nobre (the asno)
-05/12/2010 às 13:47
Ôh meu!!!! Trabalhei e contribui durante 35 anos, em periculosidade, com o teto máximo, e hoje não ganho sete mil reais e sim míseros 2 mil. Tá chorando e mamando?
Waltercy Santos
-04/12/2010 às 13:05
Concordo com o comentário de GUINA, R$ 7.000,00 por mês no interior do RN e 130.000,00 para um possível imóvel, sinceramente tá faltando planejamento.
Claro que direito é direito e devemos honrar o trabalho de nossos soldados em tarefa tão nobre realizada no Haiti, mas chorar pitangas pagando babá de 612,00 e aparelho ortodôntico de R$ 1.300,00, nem aqui em Brasilia, caro Augusto Nunes, pode conferir.
joão baptista valente da silva
-04/12/2010 às 12:41
porque meu comentário deve ser mais moderado , escrevo uma síntese do que muito leio , em nosso Pais não se enfrentam os problemas para resolver , é somente fachada , e não ha leis que coibam as barbridades de nosss governantes
joão baptista valente da silva
-04/12/2010 às 12:36
Qual a explicação o governo de nosso Pais esbanja dinheiro ajudando paises em desenvolvimento, de acordo a jornal ingles , 4 bilhões de dólares por ano , e nós aqui com serissimos problemas , como o deste artigo ,mortos brsileiros no Haiti mais falta de hospitais , sario minimo que é uma vergonha ,saneamento básico , faz falta que uma revista do porte de Veja dar encima, para ver se resolve pelo menos alguns problemas do povo brasileiro , fazer o governo parar , com essa atitude , pergunto sera que todo esse dinheiro chega mesmo aos paises que o governo diz ajudar?.
tenho esperança que se organize uma campanha nacional contra essa pouca vergonha.Mathreus primeiro os teus.
Guina
-04/12/2010 às 0:59
Dona Heloísa, independentemente do que lhe é devido por direito, e ainda não recebido, acho que com uma pensão de R$5.000,00 mais seu salário de R$2.000,00 dá para ter uma vida confortável.É só planejar melhor seus gastos, não concorda?
Gabriel
-03/12/2010 às 22:21
O terremoto que abalou e deixou o Haiti em situação de calamidade pública, foi realmente uma tragédia. Se não bastasse, ela ainda se somou com as condições de miséria do país ( dono de um dos IDH’S mais baixos do mundo )agravando ainda mais a situação. Falta de energia, comida, abrigo, surgimento de epidemias, falta de auxílio médico, enfim,fragilização da já frágil estrutura do Haiti foi o que se instaurou no país após o terremoto.
Várias foram as perdas, tanto materiais quanto de vidas. As famílias dos indivíduos mortos são as que mais sofrem após a perda, vendo-se sem estrutura nenhuma para continuar a vida normal, já que muitos desses indivíduos eram responsáveis por trazer o sustento para o lar.
É muito satisfatório para todo o mundo ver que várias nações, em conjunto com a ONU, se disponibilizaram a ajudar o Haiti, enviando os suprimentos básicos para a reconstrução do país, além de enviarem suas tropas para garantir a segurança no local, onde vários saques de mercadorias vêm ocorrendo em meio ao caus.
Reynaldo-BH
-03/12/2010 às 17:35
Bruno, quero antecipadamente pedir desculpas por não usar este espaço – desta reportagem – para comentá-la. E vou me permitir ser prolixo(com meus pedidos de desculpas ao Leonardo X, meu mestre que tenta me ensinar a ser econômico nas palavras!). Afinal, neste caso em especial, basta que você leia. Come será longo, sei que os outros leitores – muito justamente – já devem ter pulado o comentário.
Não sou especialista em jornalismo. Somente um ávido leitor até do Diário de Itumirim.
Bruno, continue assim. Sendo repórter! Tivemos uma triste época que poucos resistiram. Onde ter uma fonte não oficial era mais arriscado do que pegar em armas. Depois, veio a febre dos press releases. Líamos o mesmo texto em diversos jornais. A preguiça e o mercantilismo intelectual. Era o tempo (ainda é?) dos assessores de imprensa. Jornalistas ou “especialistas” que conversavam com jornalistas? Imprensa venal sempre houve no Brasil, desde o Império (vide 1822, Samuel Weiner (do AN), e os “Jornais” de hoje, ligados a grupos, igrejas, etc.)
A novidade agora é bolivariana! À exceção (que me lembre) da fase final do Cruzeiro (do Baumgartem) não me lembro de uma ação GOVERNAMENTAL (Franklinstein a frente) de COMPRA acintosa de jornalistas, blogueiros e colunistas. Sem vergonhas de assumirem-se como “chapa-brancas”, até sentem orgulho de serem venais. Participam de encontros e “seminários” e – absurdo dos absurdos – são recebidos no palácio presidencial por assumirem ser parte de “um jornalismo a favor”! Na falta de existir este tipo de mídia, inventam uma “oposição” a qualquer um que deles discordem. A escrotidão não conhece limites.
Bruno, parabéns! Eu como leitor só posso agradecer a quem, no exercício da profissão, descubra temas, relembre fatos, investigue desvios, aponte erros. Enfim, exerça o jornalismo.
Não sei qual é o clima reinante em uma redação, nestes dias cinzentos. Imagino que não muito animado… No sentido de orgulho de TODA a classe. Mas você está do lado bom da banda.
Continue tocando!
ABRAÇÃO.
Reynaldo.
Obrigado, caro Reynaldo. Fico feliz que tenha gostado. Posso te garantir que o clima desta redação é maravilhoso. Agradeço pela força e, enquanto tiver leitores como você, estarei escrevendo. Abração, Bruno
Lilian
-03/12/2010 às 15:48
Augusto,
“Dos filhos deste solo és mãe gentil”
“O CHEFE” não respeita a Constituição Federal, pelas Instituições demonstra total deboche e o Hino Nacional somente quando o protocolo exige senão já teria “extirpado” também.
(…)
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
.
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
.
Hino Nacional Brasileiro
Composição: Francisco Manuel da Silva / Joaquim Osório Duque Estrada
Vânia Cavalcanti
-03/12/2010 às 10:54
Olá, Augusto e Bruno!
Relativamente à choldra e ao analfabeto moral que a açula e lidera, no momento travestido de presidente, eu sempre me dou o benefício da dúvida: nunca acredito neles. A leviandade com que Lula trata dramas definitivos como o da iraniana Sakineh e dos familiares dos militares brasileiros mortos no Haiti, transformando tragédias alheias em sórdidas oportunidades eleitoreiras, dá uma medida do patológico deslumbramento de Lula por si mesmo. Numa deformação espetacular das circunstâncias e dos acontecimentos, o sindicalista brucutu que fugiu da escola e do trabalho põe-se no centro de tudo, usurpando protagonismos e excretando opiniões delirantes e promessas ao vento. Não “apenas” por solidariedade, a náusea restante deste ultraje à memória dos militares brasileiros vitimados no Haiti deveria ser um chamamento a todos nós que, sob a moral sombria do lulo-petismo, buscamos viver decentemente. Também mãe, trabalhadora e dona de casa, às voltas com dificuldades grandes e pequenas, quero deixar neste comentário um abraço solidário às viúvas, aos pais e aos filhos dos nossos militares falecidos no Haiti. À coluna, um abraço e os sempre merecidos parabéns. Obrigada
Grato pela força, Vânia. Um abraço, Augusto
f tavares, na oposição.
-03/12/2010 às 1:38
esse governo é uma grande mentira, inaugura maquetes, lança navios que retornam pra doca, faz duas, três festas pra inaugurar uma eclusa em fase de testes… mas algumas promessas não cumpridas são mais vergonhosas e humilhantes que outras. essa das famílias dos mortos no haití, onde o mariscal benefactor desembarcou fantasiado de jobim das selvas e foi corrido pelo comandante americano, essa é além de tudo, cruel. não há motivo que justifique a displicência oficial, a falta de interesse dos covardes encastelados na burocracia e protegidos pelas patas do risonho & bisonho, pra não resolverem as indenizações, o que foi solenemente prometido pelo fora-da-lei, e fugirem das explicações…