21/04/2010
às 21:35 \ O País quer SaberA menina presa com 20 homens virou testemunha e desapareceu
Na primavera de 2007, quando o monumento ao absurdo foi erguido, o policial Wallace ainda não trabalhava na delegacia de Abaetetuba. Mas ele sabe da história da menina que ficou presa durante 26 dias numa cela com mais de 20 homens. “Ela deixou a cidade, acho que está protegida pelo governo”, disse por telefone à jornalista Branca Nunes, que recorreu em seguida ao Conselho Tutelar de Belém. A funcionária Tatiane também conhece o caso, mas ignora o paradeiro da garota que tinha 15 anos, media 1m50 e pesava 38 quilos quando o pesadelo aconteceu. Aconselhada por Tatiane a procurar o Conselho Tutelar de Barcarena, a repórter ali ouviu do funcionário Juarez a recomendação para que tentasse o Conselho Tutelar de Abaetetuba. “Ela entrou no programa de proteção a testemunhas”, enfim ofereceu uma pista o funcionário Francisco. Como ensinam os filmes policiais americanos, quem entra num programa do gênero desaparece sem deixar rastros.
Essa é a única semelhança entre os programas brasileiros de proteção a testemunhas e o que o cinema mostra ─ e efetivamente acontece em países sérios. Não é o caso do Brasil. Se o administrado pelo governo federal é uma caricatura bisonha do modelo adotado nos Estados Unidos, os similares estaduais são uma paródia cruel. O caso da menina que há um ano e meio frequentou o noticiário com as iniciais L.A.B. é dramaticamente exemplar. A Justiça e a polícia do Pará não conseguiram impedir que ficasse quatro semanas submetida à rotina de estupros e torturas. É improvável que consigam garantir-lhe proteção agora. L. decerto entrou na relação de testemunhas para ficar calada: o único crime que testemunhou foi o que fez dela a vítima. E nenhuma autoridade paraense aprecia a idéia de ouvi-la contando, com a própria voz, como foi a temporada no coração das trevas.
O horror começou em 31 de outubro de 2007, quando foi presa por tentativa de furto numa casa de Abaetetuba, cidade com mais de 130 mil habitantes a quase 100 quilômetros da capital. Durante o interrogatório, declarou a idade à delegada de plantão Flávia Verônica Monteiro Teixeira. Por achar o detalhe irrelevante, a doutora determinou que fosse trancafiada na única cela do lugar, ocupada por homens. Já naquela noite, e pelas 25 seguintes, o bando de machos se serviu da fêmea disponível.
As tímidas tentativas de resistência foram dobradas pelo confisco da comida, por queimaduras com cigarros e cinzeiros e por outras brutalidades. As cinco ou seis relações sexuais diárias só foram suspensas nos três domingos reservados a visitas conjugais. Espantados com o que viam, alguns presos alertaram os carcereiros para a presença na cela de uma menor de idade. Os policiais cortaram rente à cabeça os cabelos longos e lisos e gostaram do resultado: como faltavam curvas acentuadas ao corpo mirrado, L. ficara parecida com um menino.
Depois de 10 dias de cativeiro, a garota foi levada à sala da juíza Clarice de Andrade. Também informada de que a prisioneira tinha 15 anos, a segunda doutora da história resolveu devolvê-la à cela. E ali ficaria muito mais tempo se um dos detidos não saísse da cadeia disposto a relatar o que ocorria ao Conselho Tutelar. Confirmada a veracidade da denúncia, uma funcionária da entidade procurou o promotor Lauro Freitas, que foi à delegacia no dia seguinte. Os policiais haviam pressentido o perigo a tempo. A menina não estava mais na cadeia. “Fugiu”, disse ao promotor um delegado.
Quando Freitas a encontrou, os carcereiros providenciaram documentos falsos para transformar a adolescente numa mulher de 20 anos, e obrigaram os pais da vítima a assinar uma certidão de nascimento fraudada. A farsa foi implodida quando a história ultrapassou as divisas do Pará e pousou nos jornais e revistas da parte menos primitiva do país (leia a reportagem de VEJA). E então vieram as providências de praxe. O Ministério Público do Pará denunciou por lesão corporal, ameaça, estupro e tortura cinco delegados, dois investigadores, três carcereiros e dois presos. A denúncia deu em nada. O Tribunal de Justiça do Pará decidiu que o comportamento da juíza Clarice não merecia qualquer reparo. A governadora Ana Júlia Carepa anunciou o afastamento das autoridades diretamente envolvidas. Todas voltaram ao local do emprego quando a poeira baixou. Depois de admitir que outras cadeias do Pará serviam de cenário para o mesmo espetáculo da promiscuidade, Ana Júlia baixou um decreto proibindo que homens e mulheres dividam a mesma cela. Alguém deveria ter-lhe dito que isso é proibido há muito tempo. E sugerido que garantisse o cumprimento dos códigos em vigor no Estado que governa.
Durante um mês, valeu para uma menina de 15 anos apenas lei da selva. As leis destinadas à proteção de crianças e adolescentes só voltaram a valer depois de consumada a violência inverossímil. O corpo foi violado impunemente. A identidade não seria: o Brasil não pôde conhecer-lhe o nome nem o rosto. Só as iniciais : L.A.B. Ninguém soube como se chamava nem que aparência tinha a menina paraense que agora ninguém sabe onde está.
Texto publicado originalmente em 22 de maio de 2009
Tags: Abaetetuba, Ana Júlia Carepa, menina do Pará, presa numa cela com homens







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43 Comentários
raels
-29/05/2011 às 14:22
O que me deixou mais indiguinado é quem promoveu essa barbaridade com a jovem foi uma delegada e uma juiza duas mulheres;sera que nesses rinçôes não existem parametros,nem leis a serem seguidos.
Liliane Assis
-09/07/2010 às 14:25
A palavra certa é muita safadeza mesmo.Muitas teorias poucas praticas. Alegações pra la de absurdas, nada justifica , infelizmente, é a cara da impunidade que impera no Brasil , é a lei da selva. A quem tem, dar-se, a quem não tem se tira até o que se achava ter, direito a integridade fisica, que papo é esse,isso é historinha pra criança. O que mais me inoja é o fato de que pessoas preparadas e formadas pra estarem do lado da lei , são as maiores violadoras dos direitos humanos, a politica é: vc tem direito de não ter direitos, e tem direito de não reclamar esse direito.É um absurdo.Amigos estudantes de Direito e demais áreas, em especial o que forem atuar no mundo jurídico, busquemos a ética , o respeito aos direitos humanos, fácil ninguém nos disse que seria, mais não há de ser impossível conter-se e permanecer dentro de um padrão digno de conhecedores da lei.
Claudio Ferreira
-21/05/2010 às 11:33
Não seria o caso de incluir essa menor no “programa de ressarcimento $$$” que alcançou os atingidos pelo ditadura?
Pode-se chegar a essa conclusão, sem que se necessite de muito estudo.
Ou será que o “programa” só atende os apaniguados de sempre?
Roberto
-07/05/2010 às 2:59
Augusto, por favor, não esqueça de colocar aqui que fim levaram aqueles milhões “desaparecidos” de um cofre na Polícia Federal!
Eduardo
-27/04/2010 às 10:21
Este e so mais um caso em que se prova que as mulheres nao sao diferente dos homens,quando se fala em omissao e corrupcao.
Juliana Job
-27/04/2010 às 8:45
Esse tipo de coisa me deixa muito revoltada!! Ano de eleição, ACORDA BRASIL!!
Aldo
-25/04/2010 às 19:54
De todos os episódios de repressão, um dos mais cuidadosamente ocultados pelo novo regime foi a violência exercida contra o mundo operário, em nome do qual os bolcheviques haviam tomado o poder. Iniciada a partir de 1918, essa repressão desenvolveu-se em 1919-1920, culminando na primavera de 1921, com o episódio bem conhecido de Kronstadt. O mundo operário de Petrogrado já havia manifestado, desde o início de 1918, o clima de desafio aos bolcheviques. Após o fracasso da greve geral de 2 de julho de 1918, veio à tona, em março de 1919, o segundo grande evento das revoltas operárias na antiga capital, depois de os bolcheviques terem prendido um bom número de dirigentes socialistas-revolucionários, entre os quais Maria Spiridonova, que acabava de efetuar uma série de memoráveis visitas às principais fábricas de Petrogrado, tendo sido aclamada em todas elas. Essas prisões desencadearam, numa conjuntura já bastante tensa devido às dificuldades de abastecimento, um vasto movimento de protestos e greves. Em 10 de março de 1919, a assembleia geral dos operários das fábricas de Putilov, com a presença de dez mil participantes, adotou uma proclamação condenando solenemente os bolcheviques: “Esse governo não é senão a ditadura do Comité Central do Partido Comunista que governa com a ajuda da Tcheka e dos tribunais revolucionários. “7Livro Negro do Cu=omunismo
MTS
-25/04/2010 às 16:41
quem eh a governadora desse estado?
ora…a petista ana julia carepa.
Onde tem petista, tem lixo.
Tulio
-25/04/2010 às 10:32
Lei de Talião para essas megeras escrotas dos infernos.
Tulio
-25/04/2010 às 10:27
Essa delegada desgraçada junto com essa juíza maldita mais essa governadora nojenta é que deveriam ser trancafiadas numa cela lotada de criminosos.
VERONICA BERGER
-25/04/2010 às 10:16
A Delegada Flavia Pereira, a juiza Clarice de Andrade e a governadora Ana Julia Carepa deveriam ter essess crimes registrados em suas respectivas fichas de antecedentes criminais, indelevelmente. Acessorio de atentado ao pudor, violencia e abuso contra menor, falsificacao de documentos, cumplice em atividade criminosa etc. – o que quer que sejam os nomes dados a todos os crimes contra essa menina. No minimo.
E pensar que gente desse tipo estah no comando de atividades que teoricamente deveriam proteger o cidadao…
Ed Garcia
-25/04/2010 às 1:15
Augusto, você sabe onde está essa menina, como ela está, quem está cuidando dela? Gostaria de saber se ela recebeu alguma compensação do Estado. Seria justo.
Estamos atrás da menina, caro Ed Garcia. abração
homensdefé
-24/04/2010 às 5:30
O que me deixa irado, é o fato de isso ser acontecido com uma garota que é, ou era de menor na época e por sua vez, sucederam-se inumeras arbritariedades pra tentarem encobri o caso… Mas vamos agora no presente, por que? uma juiza, uma mulher formada em direito de porcaria alguma, por que com uma garota de apenas 15 anos, será que esta juiza por acaso tem algum truma dos seus 15 anos… por não ter recebido uma commoração adequaada… ou será que ela passou por alguma situação semelhnate nos seus 15 anos…, isso ninguem comenta.
Receio que isso teria algo haver com o passado da juiza de porcaria alguma. E que por sua vez resolveu disforrar em quem não teria nada haver.
A juiza foi condenada a que? –
Ela tem familia, filhas, e se fosse com alguma filha dela, ou filhos que acontecesse alfgo assim?
O que aconteceria… a midia pór sua vez cairia em cima… faria o maior escanda-lo… em cima de quem fez, chamaria os reus de “loucos, maniacos, doentes mentais” mas no caso da juiza ficaria bem proximos de ser, “garota sem juizo”.
Rose FL
-23/04/2010 às 20:00
E o que aconteceu com essa juíza e o delegado?
E a Carepa tomou alguma providência?
A juiza acaba de ser aposentada pelo CNJ. A delegada continua impune. abraços
Jonda
-23/04/2010 às 3:12
Quando ha ja muito tempo, formei-me em advocacía, jovem inexperiente estreiei na carreira, como promotor “ad hoc”, enfrentando um “juri” duma pequena cidade do interior, para que uns jurados inconcientes votassem a pena para um reu assassino, de cuja culpa ninguem tinha nem podia ter dúvida, e que tinha como defensor um conhecido e esperto rábula que facilmente combinou com os jurados que absolvessem o reu de culpa sem tomar conhecimento do processo nem da realidade do crime. Foi desde essa decepção que me convencí que a nossa Justiça é uma farsa.
Marcos
-22/04/2010 às 14:44
Olhe bem pra cara dessa “juíza”, como que pode um animal desses virar juíza?
A condenação correta deveria ser a de passar 26 dias presa com o mesmo tanto de presos.
Pensando bem, depois do que essa “juíza” fez, acho que ela iria gostar.
Casca Fina
-22/04/2010 às 14:20
Caro Augusto Nunes:
Pois bem. As desgraçadas Flávia Verônica Monteiro Teixeira (doutora delegada de merda!) e Clarice de Andrade (juíza venal também de merda!) já deveriam estar presas.
Presas em enxovia comum. Naquela mesma enxovia em que encarceraram a pobre menina. Com os mesmos detentos.
Essas duas desgraçadas não passam de psicopatas. E psicopatia não tem cura.
Ambas são absolutamente coniventes com esse crime de pedofilia. Dolosamente coniventes.
Mais cedo ou mais tarde ambas experimentarão na própria carne aquilo a que expuseram a garota. Simples lei de causa e efeito.
Pode demorar um dia, um ano, dez anos, uma vida ou dez vidas. Não importa. A hora delas chegará.
E pagarão com os juros de mora da intenção malévola.
Elas pagarão!
Homo Anômallus
-22/04/2010 às 14:03
Caro Augusto,
Uma Ode para Nossa querida República dos Bruzundangas!
“Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.
À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário.
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.
Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas…
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.
Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.
Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.
Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indif’rentes.
Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranqüilos e avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.
Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.
Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.
O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.
A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece…
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.
Ah! sob as sombras que sem qu’rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.”
Odes de Ricardo Reis
Ricardo Reis, 1-6-1916
F. P.
abs
Julio Malagueta
-22/04/2010 às 13:57
Uma desgraça, vergonha total. No meu mundo perfeito a juiza e a delegada seriam punidas sendo colocadas numa cela com o dobro de presos. Todos barbudos, suados e fedidos. Por 6 meses.
Daise Friedrich
-22/04/2010 às 13:11
Eu acho que sei como isto foi possível: As senhoras que passaram por juízas falsificaram o diploma de direito e foram fazendo mutretas até chegarem ao cargo que ocuparam no momento que cometeram o crime citado na reportagem, aliás além do conhecimento das leis faltou sensibilidade humana, discernimento, compaixão só para citar alguns ítens. Parece que estavam jogando um coelho para lobos, para se distrairem ou para acalmar os lobos, isto só elas é que sabem!
Claudia
-22/04/2010 às 12:37
Nao me surpreende saber que essa barbaridade ocorreu no Pará.
Tania
-22/04/2010 às 12:20
Muito provavelmente, assim como a certidão de nascimento da menina foi
falsificada, os atos da Juíza e da Delegada podem ter sido falsificados a fim de prejudicá-las por preconceito devido ao fato de serem profissionais do sexo feminino porque na polícia ainda existe este preconceito.
Será que se fossem um Delegado do sexo masculino e um Juiz do sexo masculino teriam sido punidos ?
Não estou defendendo as duas profissionais a menos que elas tenham
confessado verbalmente o ato praticado. Se não confessaram a perícia terá que provar que as assinaturas dos atos correspondem às assinaturas das duas profissionais.
Markito-PI
-22/04/2010 às 12:18
O horror. O horror…
E onde estava, caro Augusto, a sra. Ana Julia Carepa,inclita governadora do Pará? No lugar de sempre. Em qualquer boteco da orla, dançando carimbó e enchendo a cara.Até cair, quando um dos ex-maridos ou ex ou futuros namorados a carregassem, esperando como recompensa uma boquinha no governo.
Memyself
-22/04/2010 às 12:12
Essa carepa tem algum problema muito sério. É só olhar quem são, de onde vem, as mulheres das quais procura se cercar, incluindo aí a tal “juíza” e a delegada. As coisas estão longe da normalidade no Pará dessa mulher que não, não por acaso, pertence aos quadros do pt.
Basilio
-22/04/2010 às 12:01
Sou curioso quanto aos fundamentos com que o Tribunal de Justiça do Pará decidiu que a juíza não teve culpa no ocorrido! Quando tem autoridade para decidir trancafiar uma mulher com um grupo de detentos, o agente torna-se co-autor no estupro que venha a ocorrer, tanto pelo vulto do risco assumido, praticamente uma certeza, quanto pela fundamentalidade da medida que, nas circunstâncias, significa a única via de possibilitação existente. E, para tanto, é evidente, a idade da vítima não importa. Se menor, o absurdo apenas torna-se monumental! Mas ela foi inocentada! Gostaria de saber sobre quais argumentos.
Evenim
-22/04/2010 às 11:55
Isso é realmente lastimável. Espero que alguem faça alguma coisa de bom pra essa menina.
A Língua
-22/04/2010 às 11:28
A impunidade só acabará quando quem paga impostos aplicará as punições.
A Língua
-22/04/2010 às 11:27
O PARÁ É O CATÁLOGO DE COMPRAS DO INFERNO DO PT PARA VOCÊS!
O Pará pagou e ainda está a pagar um preço enorme por ter eleito o bando do PT, todos estão terrivelmente arrependidos. O duro é que após tantos desmandos, as autoridades consideram qualquer civil irresponsável mais autoridade do que Deus, batem continência a esse bando por terem preguiça de enxergar que um título não é um poder soberano, mas sim, ele demanda regras de boa conduta a quem ocupá-lo.
Carlos Magno
-22/04/2010 às 10:10
Aposentadoria compulsória. Isto lá é punição?
Maria Rita
-22/04/2010 às 10:01
Um horror!
Todos os envolvidos deveriam ficar presos, nas mesmas condições que a vítima, para sempre.
And.Siq
-22/04/2010 às 9:49
Nina, acho que já aconteceu uma ‘queima de arquivo’.
Já devem ter ‘apagado’ essa menina e consumido com o corpo dela há muito tempo.
Que vergonha, uma delegada e uma juíza, autoridades que deveriam promover o cumprimento da lei e a justiça, serem promovedoras de um crime hediondo como esse.
E pior, é o Tribuna de Justiça se calar diante de uma barbaridade como essa. Essa juíza devia ser exonerada, demitida.
Jáder Ribeiro
-22/04/2010 às 9:38
Lembro quando houve a sessão do órgão do Tribunal para ouvir a Juíza. O corporativismo foi tão absurdo que a mesma sequer foi filmada ou fofografada. houve um esquema especial para ninguém pudesse vê-la. Mas um fotógrafo, heroi, conseguiu uma única foto: de costas!!!!
Li esse texto. Costumo sempre comentar os artigos do Reinaldo Azevedo, mas confesso que senti uma imensa vergonha de morar aqui no Pará.
- O Judiciário ainda é uma caixa preta de corporativismo, mas eles têm horror ao CNJ!
- Na polícia civil existe corregedoria, mas todos sabem que não é um órgão sério, pois o corporativismo é até maior que no judiciário, a não ser quando querem perseguir alguém que não é da “panelinha”!!
- O executivo é o mau exemplo mor, pois só cumpre as decisões judiciais quando quer e passa a mão na cabeça de quem errou, como o resto do PT.
Como disse o Aécio Neves: “é preciso que gente de bem se interesse por política!”,
Duda
-22/04/2010 às 9:36
O que dizer de pessoas envolvidas: como essa delegada a 1ª impor essa agressão a menina, aos carcereiros que foram coniventes, os presos desocupados e também a esta Juíza, todos sem dúvida alguma são covardes, criminosos, ordinários e tudo de pior que se possa pensar e devem estar acostumados com esta prática. Não existe respeito e nem dignidade com a pessoa humana, onde estão os direitos humanos, será que está somente a favor do criminoso e que ainda temos que pagar auxílio carcerário a estes vagabundos e salários altíssimos a estes ordinários, e a vítima talvez tenham acabado com sua vida o que não seria de se estranhar, pois já estavam fazendo isso… Indignação…
ROGERIO MELLO
-22/04/2010 às 9:18
NUM ESTADO ONDE A GOVERNADORA NOMEIA, COMO ASSESSORA ESPECIAL, UMA DANÇARINA DE SHOW PORNÔ, NUM PAIS ONDE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ALCÓLATRA E ANALFABETO, SE VANGLORIA DE TER TENTADO SODOMIZAR UM MENINO, PODEMOS ESPERAR O QUÊ?
NO BRASIL DESSA GENTALHA, NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR!
Kátia Bacana Bahia Oliveira
-22/04/2010 às 1:56
O que esperar de uma governadora que não quis morar na residêncial oficial do governo, a Grana Icuí, porque temia ser alvo de piadas pois quem mora em granja é galinha e era assim que se referiam a ela, no Pará.
@MauroVS
-22/04/2010 às 0:08
O interessante nessa história é que as autoridades competentes que promoveram o crime de estupro foram as barangas delegada Flávia Verônica Monteiro Teixeira e juiza Clarice de Andrade cúmplice do crime continuado.
José Rodrigo
-21/04/2010 às 23:10
Não surpreendentemente o nosso país é governado por um analfabeto que entre várias coisas se gaba com muito orgulho de ter estuprado um rapaz na cadeia.
fiodor
-21/04/2010 às 22:43
Malditos os que conspurcaram o corpo e a alma desta criança. E amaldiçoados os que permitiram.
f tavares
-21/04/2010 às 22:43
é um rosto na multidão, muito provavelmente não teve uma assistência adequada, volta a ser a dona solitária de seu futuro, sabe deus qual será… agora, observando bem a imagem da juiza que acaba de ser responsabilizada pela prisão da menina, lembrei de um romance não publicado, escrito por um advogado militante, baseado em relações promíscuas que teria testemunhado entre procuradore(a)s, promotore(a)s, juize(a)s, policiais e presidiários privilegiados, relatando saídas de presos para festas particulares, chantagem, sexo, drogas e paixões, relatos que incluiriam até um governador de estado e seu staff direto… pois observando bem a figura de sua excelência, por um momento tive a impressão que ela estaria mais feliz dentro daquela prisão, seviciada e violentada várias vezes por dia, com todo respeito…
Zebaiano
-21/04/2010 às 22:20
E isso. Um estado governado pela carepa….Outra mocreia nojenta..
Zebaiano
-21/04/2010 às 22:17
Isso me da engulhos….
Nina
-21/04/2010 às 21:53
Tenho uma ligeira impressão que vai acontecer uma “queima de arquivo”.
A Carepa já pintou e bordou no Pará e vai continuar se a impunidade no Brasil continuar.