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11/11/2010

às 16:22 \ Feira Livre

Sim, eu tenho preconceito

ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DESTA QUINTA-FEIRA

Leandro Narloch

Logo depois de anunciada a vitória de Dilma Rousseff, pingaram comentários preconceituosos na internet contra os nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições.

A devida reação veio no dia seguinte: a expressão “orgulho de ser nordestino” passou a segunda-feira como uma das mais escritas no microblog Twitter.

O racismo das primeiras mensagens é, obviamente, estúpido e reprovável. Não se pode dizer o mesmo de outro tipo de preconceito ─ aquele relacionado não à origem ou aos traços físicos dos cidadãos, mas ao modo como as pessoas pensam e votam. Nesse caso, eu preciso admitir: sim, eu tenho preconceito.

Eu tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas (aquela em que o entrevistador não mostra o nome dos candidatos) tinham percentual de acerto de 45%. Os outros 55% não sabiam dizer o nome dos concorrentes. Isso depois de jornais e canais de TV divulgarem diariamente a agenda dos presidenciáveis.

É interessante imaginar a postura desse cidadão diante dos entrevistadores. Vem à mente uma espécie de Homer Simpson verde e amarelo, soltando monossílabos enquanto coça a barriga: “Eu… hum… não sei… hum… o que você… hum… está falando”. Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.

Tampouco simpatizo com quem tem graves deficiências educacionais e se mostra contente com isso e apto a decidir os rumos do país.

São sujeitos que não se dão conta de contradições básicas de raciocínio: são a favor do corte de impostos e do aumento dos gastos do Estado; reprovam o aborto, mas acham que as mulheres que tentam interromper a gravidez não devem ser presas; são contra a privatização, mas não largam o terceiro celular dos últimos dois anos. “Olha, hum… tem até câmera!”.

Para gente assim, a vergonha é uma característica redentora; o orgulho é patético. Abster-se do voto, como fizeram cerca de 20% de brasileiros, é, nesse caso, um requisito ético. Também seria ótimo não precisar conviver com os 30% de eleitores que, segundo o Datafolha, não se lembravam, duas semanas depois da eleição, em quem tinham votado para deputado.

Não estou disposto a adotar uma postura relativista e entender esses indivíduos. Prefiro discriminá-los. Eu tenho preconceito contra quem adere ao “rouba, mas faz”, sejam esses feitos grandes obras urbanas ou conquistas econômicas.

Contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente as potências mundiais, os “coronéis”, os grandes empresários) por seus problemas. Como é preciso conviver com opiniões diferentes, eu faço um tremendo esforço para não prejulgar quem ainda defende Cuba e acredita em mitos marxistas que tornariam possível a existência de um “candidato dos pobres” contra um “candidato dos ricos”.

Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.

É o caso do Chile e de Cingapura, onde a abertura da economia e a extinção de taxas e impostos fizeram bem tanto aos ricos quanto aos pobres. Não é o caso da Venezuela e da Bolívia.

Por fim, eu nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem insiste em pregar o orgulho de sua origem. Uma das atitudes mais nobres que alguém pode tomar é negar suas próprias raízes e reavaliá-las com equilíbrio, percebendo o que há nelas de louvável e perverso. Quem precisa de raiz é árvore.

Clique aqui e veja a entrevista com o jornalista Leandro Narloch.

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51 Comentários

  1. Nicole

    -

    30/10/2011 às 13:08

    Andre de Recife: o melhor comentário q já li, concordo plenamente! por favor, me diz as rodas q tu frequentas aqui em recife, pq tô cansada do nacionalismo e regionalismo desse povo…..

  2. Xerxes

    -

    21/11/2010 às 0:20

    Perfeito..

  3. Ulisses CEARÁ

    -

    18/11/2010 às 18:22

    Infelizmente, um dos grandes males de nosso Brasil é a falta de nacionalismo. Tenho orgulho de ser brasileiro, orgulho de ser nordestino e orgulho de ser cearense. Não quer dizer que não tenhamos defeitos. Temos muitos! Mas temos que nos orgulhar do que temos de bom. Se alguém vai à sua casa, você não mostra o grave defeito da privada do banheiro do seu quarto. Mostra a bela sala decorada, a TV nova… E quando só, entre os seus, resolve o vazamento do seu banheiro. Por que com o país é diferente?

  4. Beto

    -

    17/11/2010 às 21:47

    Parabéns ao jornalista Augusto. Eu não tenho preconceito de região, raça, cor, mas tenho preconceito de estupidez política ou burrice política.

  5. vania

    -

    16/11/2010 às 19:18

    MAU PERDEDOR MAL PERDEDOR…

    Você era mais segura antigamente, Van. É “mal” ou “mau”?

  6. Pedro Soares

    -

    16/11/2010 às 10:59

    Eu tenho um conceito sobre este articulista:…

    Não é de interesse público, milicianopedro. a regra é clara. Está no Controle Social da Mídia.

  7. Diogo Duarte

    -

    15/11/2010 às 13:16

    Existem tantos comentaristas aqui que não entenderam o que ele disse. Ele não disse que não gosta de nordestino ou de pobre, o preconceito dele é contra quem não tem a menor consciência cívica, pouco importando a origem ou classe social.

  8. catson aruak

    -

    15/11/2010 às 9:45

    Parabens ao jornalista Leandro.

  9. André

    -

    14/11/2010 às 23:15

    Nasci em Recife, Pernambuco. Não tenho orgulho de ser nordestino, assim com não tenho de ser brasileiro, nem de ser sul-americano, nem ocidental e por aí vai. Mas espero estar vivo no dia em que todos teremos apenas o orgulho de ser seres humanos.

  10. Gilberto Alves

    -

    14/11/2010 às 20:02

    Parece que o fato de ser dotado de inteligência permite ao indivíduo “blindagem” ou “capital” para se assumir até como preconceituoso. Essa “defeito”, seria então ponderado como um mal menor diante da “ignorância com orgulho que avança sobre o nosso país”. O problema é que cada um no Brasil parece ter seu conceito particular do que é “inteligência”. No fim das contas, como ninguém se entende, sobram apenas os vícios e seguimos na trilha mais curta para a maldade e violência…

  11. Alsan Matos

    -

    14/11/2010 às 16:52

    Pra um indivíduo que fez um esforço sobrehumano em pesquisar e redigindo um livro, só pra convencer o brasileiro a reescrever sua história, esta redaçãozinha é bem xumbrega, viu? Mas querer o que de um ser humano que acha que tudo o que o Brasil tem de bom foi graças à influência somente da raça branca? Esperar o quê de alguém que tem um sbrenome de origem teutônica, e deve ser apenas segunda ou terceira geração da última imigração? Mas eu também tenho meus preconceitos: acho por exemplo que o debate político no Brasil deveria ser priorizado aos indivíduos de nome “Silva”, “Santos”, “Oliveira”, “Ferreira”, “Moreira”, “Matos” e similares, pois esses sim são descendentes dos primeiros brasileiros, e não os filhos dos preguiçosos e covardes europeus fugidios da pimeira guerra.

  12. Gatusso

    -

    14/11/2010 às 11:22

    Caro Augusto, obrigado por publicar o excelente texto de Leandro Nardoch.
    Para você um abraço!

  13. Luiz Antonio Rodrigues

    -

    13/11/2010 às 17:12

    pulei o “t” em tripudiar,

  14. Luiz Antonio Rodrigues

    -

    13/11/2010 às 17:12

    e por favor, complete o artigo acima, com o publicado sexta-feira (12/11/10 na mesma fsp e de autoria de Janaina Conceição Paschoal, para lavarmos a lama contra esse tipo de político que joga pobres contra ricos, norte contra sul, odeia a burguesia e elites, gaba-se de nunca ter estudado (e não se cansa de de ripudiar contra todos aqueles que suaram e sofreram por um curso universitário) e vive como um nababo, há mais de trinta anos sem trabalhar, com inúmeras aposentadorias e agora, sem uma sinecura estatal, louco por uma “boquinha” nas tetas da ONU !!!!

  15. Leonardo X

    -

    13/11/2010 às 17:02

    Não são os pontos cardeais que determinam a qualidade dos eleitores. São a densidade cultural da população e a independência econômica do povo em relação ao estado. Creio que eu não disse nenhuma novidade, pois se trata do óbvio. É preciso muito cuidado para tratar dessa questão. Tentar simplificar, talvez por comodismo didático, sua abordagem, dizendo que o nordestino ou o nortista votam pior do que os brasileiros do sul do país é cometer uma injustiça e ainda provocar uma indesejável e perigoso discriminação. No meu modesto entendimento, o problema está no voto universal e obrigatório, no sistema proporcional e nessa pletora de partidos políticos que não representam nenhuma corrente de opinião, pois não passam de siglas sob as quais se acomodam os apetites de poder de pilantras, corruptos e demagogos travestidos de homens públicos.

  16. Paulista

    -

    13/11/2010 às 11:24

    Parabéns Leandro!
    Pensamento claro e objetivo.

  17. Pedro Erik

    -

    13/11/2010 às 10:47

    Caro Augusto,

    Concordo em 100% (ou em 103% para usar a medida de aprovação do Lula). Parabéns a Narloch. Nosso povo é realmente de dar muita tristeza.

    Quem escreve hoje sobre isso de forma sensacional, com humor, sarcasmo, e conhecimento é nada menos do que Diogo Mainardi. Ele também fala do brasileiro e detona. Mainardi é demais.

    Abraço,
    Pedro Erik

  18. jeci

    -

    13/11/2010 às 10:41

    Não sei o que é pior: alguém que nunca estudou e não pensa ou alguém que estudou e, mesmo assim, não pensa.(2) Não vejo coragem alguma neste texto, muito pelo contrário, maquiou com palavras bonitas os absurdos que foram disseminados (e não pingados) no twitter. Continuem orgulhosos nordestinos, afinal como percebi aqui em alguns coments, este povinho nem conhece o nordeste e consomem riquezas vindas de lá sem saber…tem gente aqui que disse que a econimia no nordeste (se fosse dividido o país) basearia-se em artezanato e castanha…quanta ignorância. Voltem a estudar amigos, geografia econômica, política, humana

  19. Leonardo X

    -

    13/11/2010 às 9:23

    O voto universal, para analfabetos e adolescentes é mais democrático, isto é, bom para todo mundo? Será que é melhor para todos que a qualidade dos debates e dos representantes políticos seja nivelada por baixo? Nós merecemos uma democracia de “domingo na televisão”? Pois é a que nós temos. Esse voto é bom mesmo, mas para pilantras, corruptos e demagogos tomarem o lugar que deveria ser dos políticos. E manter o país votando com o raciocínio “abaixo da linha da cintura”.

  20. Alysson Santos

    -

    12/11/2010 às 22:39

    mal perdedor .

    MAU perdedor, milicianoalysson (ou milicianalysson). Com U! De novo: não é com L, é com U! O senhor (ou a senhora) é uma perfeita besta quadrada.

  21. Donata Barros

    -

    12/11/2010 às 17:34

    Ah como está difícil viver no quinto mundo!
    O tempo todo se equilibrando prá não bater aqui e alí.
    Quanto mais medíocre o povo, mais o Estado entra na nossa casa prá ditar regras e comportamentos.
    E a gente engolindo em seco…
    Menino corajoso, faz a gente sentir orgulho e uma coisa escassa hoje: esperança!
    Pq do jeito que a coisa vai indo…
    Só mesmo os Augustos, Reinaldos, Manoel Santos, Narlochs, …

  22. Lia/SP

    -

    12/11/2010 às 17:25

    Adorei e endosso do princípio ao fim.
    Grande Leandro Narloch! Equilibrado, sensato, vivaz e, sobretudo, inteligente.

  23. marcos moraes

    -

    12/11/2010 às 15:26

    Até que enfim alguem tão bom quanto voce, he, he, he!

    MAM

    Fico lisonjeado, grande Marcos. abração

  24. Alexandre

    -

    12/11/2010 às 14:33

    Concordo plenamente com a falta de educação política presente neste país mas este texto abriu discussões que ocultam certas realidades. O 8 ou 80 não funciona. Não é porque a privatização foi benéfica para o setor de telecomunicações que ocorrerá o mesmo em outros setores. Liberar o aborto não é o mesmo que autorizá-lo em certos casos. Os extremos nunca são a melhor solução, porém concordo que dosar a melhor medida também é complicado. Não é o voto em x ou em y que decidirá o futuro melhor ou pior. Todos que passaram pecaram neste tipo de investimento e podemos dizer que o governo anterior a este foi ainda pior, não querendo afirmar que este tenha sido o suficiente. A Korea do Sul passou de país agrícola para um dos principais países orientais após investir duramente na educação. Em resumo, cada qual teve seus prós e contras mas nenhum deles fez o suficiente pela educação.

  25. Simone

    -

    12/11/2010 às 13:34

    E eu enquanto socióloga…

    Essa anta ainda usa “enquanto socióloga”.

  26. Tatiana

    -

    12/11/2010 às 13:16

    Belo artigo. Parabéns!
    Primeiro, li um artigo que diz que mesmo sem contar os votos do nordeste, a Dilma ainda ganharia a eleição. Por pouca diferença, mas ganharia (não fiz as contas, mas acredito na fonte).
    Eu gostaria te falar que sou contra o aborto, mas não acho que as mulheres que fazem o aborto devem ser presas. Os médicos (ou “açogueiros”) que realizam abortos, sim. Assim como na questão dos usuários de drogas que devem ter uma oportunidade de tratamento gratuito e quem deve ser preso é o traficante.
    Fora isso, concordo com você. Sou nordestina e não me envergonho nem me orgulho disso. Não “nego” minha origem, mas acredito que tenho uma visão realista do que há de bom e de ruim no nordeste e no Brasil.
    Ah, e adorei a frase final: “Quem precisa de raiz é árvore”.

  27. Lulu Coelho

    -

    12/11/2010 às 13:13

    Esse Narloch é rico? Se não for é um amarra cachorro de primeira, só digo isso.

  28. Ricardo

    -

    12/11/2010 às 12:45

    Que babaca…
    Eu serei muito sincero. Sou de classe média alta, faço mestrado em uma das melhores universidades do Brasil e me enquadro, até certo grau, no que este chama de “criadores de riquezas”. E mesmo assim percebo que este artigo é uma grande coleção de bobagens.
    Eu mesmo não tenho idéia do nome do meu candidato a deputado (federal, pois para estadual votei nulo por não ter candidato algum).
    Por outro lado, a minha empregada, com ensino fundamental incompleto (até a sétima série), sabia das propostas de todos os candidatos, tudo o que tinham feito ou deixado de fazer.
    Obviamente, como a própria etimologia da palavra diz, o preconceito vem antes do conceito. É uma opinião sem nenhuma fundamentação. No caso, vindo simplesmente de uma pessoa que se acha melhor do que as outras. Simples.
    Eu sei que estou errado em não dar a devida atenção a quem é meu candidato a deputado, mas fico feliz do fato mostrar que escolaridade não é, nem de longe, um indicador de bom voto.
    Mas bom, não podia esperar algo humilde de alguem que acha que fez “hoje o MELHOR frango ao curry com cenouras que alguém poderia imaginar comer em sua vidinha”.
    Ah, detalhe para o fato que eu (assim como a Veja e a editora Abril) não gosto da Dilma…

  29. Rafael Lima Pimenta

    -

    12/11/2010 às 11:41

    Existe então “alguma receita testada e aprovada contra a pobreza”? Há pessoas tentando responder isso há mais de 100 anos. Se Leandro critica a ignorância e a falta de reflexão, ele deveria se preocupar em produzir argumentos de maior consistência. Não sei o que é pior: alguém que nunca estudou e não pensa ou alguém que estudou e, mesmo assim, não pensa.

  30. W. Amâncio

    -

    12/11/2010 às 10:43

    Como Excelente repórter (certamente graduado, Narloch deveria trazer à memória a partir de suas reminiscências literárias e expor que historicamente as “Eleições” foram e são ainda um jogo de cartas marcadas. Estas foram criadas de forma que venham a beneficiar certos grupinhos em intenções de praxenetas da Mãe Pátria. Portanto, as “Eleições” tem sido no Brasil uma forma de fazer-se acreditar em democracia através do “voto lúdico” enquanto os próprios criadores desse “jogo de azar” se beneficiam, porém jamais levando em consideração a escolha do povo porque devidamente manipulado pelos meios de comunicação relativizam tal imparcialidade que pelo menos não é mais como nos tempos do café com leite. Talvez sua angústia transbordante nas páginas da sua reportagem pode estar trazendo (nas entrelinhas?) algo novo em matéria de xenofobia, isso mesmo, você conseguiu um feito: reiventar uma xenofobia ao avesso – isso talvez porque sob o ânimo negativo da derrota do seu time de futebol-governamentista na trave furada das urnas não se consiga imparcialidade para se esquivar da torcida irracional em sua briga de rua nas colunas dos jornais. Não ponha a culpa nos nordestinos, assim o senhor cria bodes expiatórios para futuros pogroms. Se em sua maioria não possuem consciência crítica a la “mussulini ha sempre racione”, então venha nos educar mais um pouquinho “seu-zé”, digo isso por amô do nosso padim padi ciçu!.

  31. Silvia

    -

    12/11/2010 às 8:27

    Só consegui ler esse texto hoje e me sinto triste por ter passado um dia sem me sentir mais amparada como ser humano que pertence a alguma coisa, nem que seja a uma corrente de pensamento.
    “Quem precisa de raiz é árvore.”

  32. f tavares, na oposição.

    -

    12/11/2010 às 2:32

    com o objetivo de facilitar o estudo de viabilidade para a instalação do brasil independente de cima, a divisão política do novo país seria mantida, mas no brasil de baixo, rio grande, santa catarina e paraná constituiriam um estado; são paulo e mato grosso do sul outro; minas, rio, espírito santo e os saldos de goiás e mato grosso, incorporados pela régua em linha reta, o outro estado. acho até que poderíamos adotar o nome do bairro gastronômico de curitiba para batizar o novo país de baixo: santa felicidade…

  33. f tavares, na oposição.

    -

    12/11/2010 às 1:00

    se eu fosse nordestino estaria fazendo campanha pra passar uma régua entre cáceres e ilhéus, para criar a república independente do brasil de cima, um país próspero, moderno, politizado, jovem e cheio de perspectivas com seus homens públicos de escol, – atenção canalha petista: não é a cerveja em lata mais vendida no brasil. é o sinônimo do que há de melhor em uma sociedade…- a economia solidamente estabelecida sobre a produção de artesanato, castanhas, açaí, redes de embalar o sono, chapéus de couro de bode e renda de bilro. o presidente eterno seria o zésarney, o primeiro ministro o jader barbalho, o presidente do senado o renan, da câmara de deputados o zégenoino, o collor o ministro da fazenda, o círio do ceará para a justiça, o mão-santa, representando a oposição, o ministro da saúde e pra amarrar a política internacional, uma homenagem aos homens do sul, o marco aurélio boca-imunda como ministro de exterior. pra viabilizar isso, prometo que transfiro meu título eleitoral para o amapá, pra um endereço ao lado da casa do zésarney…

  34. fredfirmo

    -

    12/11/2010 às 0:51

    Várias linhas muitos clichês e pouco conteúdo, para ao final fazer uma afirmação tola d que a melhor ajuda aos pobres e ajudar aos criadores de riqueza.(esta frase é quase um clichê também mencionado por um grupo bairrista ora em evidência ) Terrível que alguem que tenha tido oportunidade de estudar tenha aprendido tão pouco e sequer saiba fazer uma análise da eleição. Exibir preconceitos, fantasiados de pretensão,não ajudam a elucidar fatos sociais e nem modificam os resultados das urnas. Acho que Narloch apenas pretendeu manchar o processo por estar descontente com o resultado, o resto é clichê.

  35. f tavares, na oposição.

    -

    12/11/2010 às 0:47

    se eu fosse nordestino estaria fazendo campanha pra passar uma régua

  36. Abreu

    -

    12/11/2010 às 0:27

    Narloch,
    Você é um sectário, preconceituoso, discriminador, elitista…
    … mas eu também sou tudo isso, tal como Você escreveu.
    Portanto, se Você está comigo, está em boa companhia, meu caro!
    Assino seu texto junto com Você.

  37. Carlos Quinto

    -

    11/11/2010 às 23:29

    O artigo é irretocável. Assim como o livro do mesmo autor.

  38. Lis Biriti

    -

    11/11/2010 às 22:54

    Narloch, no dia 1º de janeiro, te encontro no sítio do Picapau, para comermos as gostosuras da tia Nastácia.

  39. MARGGIE SIMPSON

    -

    11/11/2010 às 22:31

    OLHA SEU LEANDRO NARLOCK, DEIXE O HOMMER DE FORA DISTO !
    ASS.:MARGGIE

  40. Rose

    -

    11/11/2010 às 21:49

    Excelente texto!!

    E teve gente que não entendeu ou interpretou errado o que ele quis dizer. O próprio Leandro deixa tudo bem claro no site… http://guiapoliticamenteincorreto.wordpress.com/2010/11/11/mimimi/

  41. Hugo Leandro Venturini

    -

    11/11/2010 às 20:49

    Excelente artigo! Um texto corajoso. Difícil de se ver hoje em dia.

  42. Aristoteles Onassis

    -

    11/11/2010 às 20:32

    Beleza pura.

  43. Cláudio Luís

    -

    11/11/2010 às 19:54

    Endosso totalmente e digo mais: sou preconceituoso à todos que apoiam a corrupção e os crimes cometidos pelo petismo nestes 8 anos do Desgoverno Lula.

  44. P R I

    -

    11/11/2010 às 18:29

    É isso aí! Falou e disse!

  45. Rodrigo

    -

    11/11/2010 às 18:20

    O artigo de Leandro Narloch prova quão longe estamos da civilização.

  46. Victor

    -

    11/11/2010 às 18:17

    UMA UNICA COISA A FAZER COM ESTE ARTIGO:
    “APLAUDIR EM PÉ ”
    É DESTE TIPO DE ARTIGOS E DE JORANLISTA, QUE O FRANKLINSTEN MARTINS , QUER CALAR…

  47. Gabriel

    -

    11/11/2010 às 17:23

    Muito bom esse texto. Pode ser complementado com frase dos Titãs: “nenhuma pátria me pariu”.
    Gabriel

  48. Mario Sergio

    -

    11/11/2010 às 17:07

    “Eu não gosto de gente burra”, este é o título que cabe ao meu comentário.
    Acredito plenamente em pensamentos como aqueles presentes na “Terceira Via”, mas infelizmente o que de melhor tem a democracia é também o que mais lhe falha porque muitas vezes deixar outros pensarem/logo – agirem, inconseqüentemente, como bem entendem, cria ao mundo seres como estes aos quais permanecem cegos para a única realidade que é de todos porque tudo existe e ninguém pode negar ou reprimir seja para nordestinos, africanos, asiáticos, latino-americanos, brasileiros.
    Por fim Augusto, eu também nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem demanda pregar o orgulho de sua origem porque todos nós pertencemos ao um único ponto lá atrás. Não, não estou falando do barro ou da costela – abomino dogmas. É muito mais lógico que pensar que venhamos daquele mesmo macaquinho.
    Mais uma vez: nutro bastante um declarado e saboroso preconceito contra quem demanda pregar o orgulho de sua origem principalmente se este “babaca” for um brasileiro cuja origem deste tal país predomina a casta mais baixa de sociedades européias, africanas e contemporaneamente aquelas magricelas, as asiáticas.

  49. CelsoK

    -

    11/11/2010 às 17:06

    Na “veia”! Acrescentar mais o que? Brilhante!

  50. Bruno Melo Oliveira Santos

    -

    11/11/2010 às 16:38

    Excelente artigo, para variar. Desconhecia esse jornalista, mas pelo que li me identifiquei bastante com o mesmo, que exprimiu tudo que penso sobre a atual conjuntura política e o mau uso da palavra “preconceito” – na prática, essa expressão é a maior vítima do preconceito, sendo tomada por medíocres que não sabem lhe dar conotação. Mas aqui o articulista sabe e o faz com maestria.

  51. O locutor

    -

    11/11/2010 às 16:37

    Eu também tenho preconceito daqueles nordestinos que o coronel manda votar na muié do Lula. Que não sabem lê que só assinam, que não lêm jornal e só limpam a bunda com o mesmo!!!Tenho vergonha desse Brasil, sou uma daqueles que votaram contra essa aberração que é a muié do Lula.


 

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