10/05/2010
às 19:35 \ Feira LivreNinguém tem o direito de estar em São Paulo sem ver esse museu
Domitila Becker
Quem já passou por São Paulo e não foi ao Museu da Língua Portuguesa? Não levante a mão. É melhor fazer de conta que já desfrutou de um dos melhores programas culturais da cidade e não perder a próxima chance. O museu, inaugurado em março de 2006, é o único do mundo integralmente dedicado a um idioma. E já serviu de modelo para projetos em desenvolvimento em países como Portugal e Israel.
Para seduzir o público, o museu aposta na interatividade e na tecnologia. Uma das salas, por exemplo, tem uma mesa eletrônica em que sufixos e prefixos se movimentam aleatoriamente. O visitante tem de juntá-los com as mãos para formar uma palavra e descobrir a etimologia de cada termo. Há também uma tela com 106 metros de extensão. Nela são projetados 11 filmes simultaneamente, ou representações únicas que parecem percorrer toda a extensão do painel. Uma dessas imagens exibe a chegada de um trem, dando a impressão de que é possível ver o que acontece, através da parede, na Estação da Luz.
As inovações, aliadas ao atendimento de qualidade e ao baixo valor do ingresso, ajudaram a fazer do Museu da Língua Portuguesa um sucesso de público e crítica. Nos fins de semana, são cerca de 4.500 visitantes. Segundo um levantamento da Secretaria de Estado da Cultura, passaram de 400 mil em 2009 ─ pouco menos que a Pinacoteca do Estado.
No primeiro andar do prédio, ficam as mostras temporárias. O lugar, que já abrigou exposições sobre Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Gilberto Freyre, abriu espaço em 15 de março para a linguagem popular com a mostra Menas: o certo do errado, o errado do certo. As instalações, expostas até o dia 27 de junho, tratam dos erros linguísticos mais comuns na vida cotidiana. O objetivo é entender a razão desses deslizes e tentar descobrir até onde vai a amplitude do idioma.
O grande destaque do museu é a Praça da Língua. Um anfiteatro escuro, com o pé direito alto, onde figuras e palavras são projetadas em 360º nas paredes, no teto e no chão. As imagens representam obras de autores consagrados da literatura. Entre os quais Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Noel Rosa e Vinícius de Moraes. Os textos são interpretados por vozes familiares ─ como as de Chico Buarque, Arnaldo Antunes e Matheus Nachtergaele ─ num planetário de palavras.
Só falta ao museu um café ou uma lanchonete, já que o passeio é longo – dura no mínimo uma hora e meia. Para conhecer um pouco dos encantos do museu, entre no elevador do simpático Fábio Clementino e aproveite:
Serviço :
Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo. Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h. Na última terça-feira do mês, o museu fica aberto até as 22h. A bilheteria fecha uma hora antes do fim da visitação. Preço: R$ 6,00 / R$ 3,00 para estudantes com carteirinha. Aos sábados, a visitação é gratuita.
Tags: Clarice Lispector, Estação da Luz, Guimarães Rosa, interatividade, Menas: o certo do errado, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, tecnologia









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10 Comentários
Ronaldo
-20/05/2010 às 10:44
Moro em São Paulo e ainda não tinha ido ao museu…
Não sabia o que estava perdendo.
Menas é mais, oh marquesa!
Lis
-13/05/2010 às 19:09
A sessão foi inaugurada com o que há de melhor em São Paulo: o Museu da Língua Portuguesa.
Parabéns a todos.
Bob Bruza
-11/05/2010 às 12:17
Prezados,
aí vai uma dica cultural. No próximo sábado, 15 de maio, às 20 horas, no
Museu da Casa Brasileira, teremos o show da BANDA MANTIQUEIRA.
Valerá a pena, tanto pela visita ao Museu como para ouvir o som da banda.
Faz parte das atividades da Virada Cultural. É grátis. O Museu da Casa Brasileira fica na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano – São
Paulo.
Excelente dica, grande Bob Bruza. Vamos destacar na Feira Livre. abração
Do Contra
-11/05/2010 às 8:32
A Dilma e o Marcelo Branco mereciam ingressos permanentes deste museu. Faria mais pela educação do País do que triplicar a verba do MEC.
Maria
-10/05/2010 às 23:24
Faz tempo que planejo ir mas sempre acontece alguma coisa e acabo deixando para outro dia. No próximo feriado irei com certeza com meus filhos.
Ronaldo
-10/05/2010 às 22:39
Essa exposição é o menas que vale mais,
e a marquesa é uma verdadeira cineasta!
Parabéns pela ótima pauta, adorei o vídeo.
Ronaldo
-10/05/2010 às 22:34
Parabéns pela ótima pauta,
Essa exposição é o menas que vale mais!!!!
Grande Marquesa…
bibi
-10/05/2010 às 21:38
eu, msm sendo moradora da cidade, nunca fui. acredita?
mas já está incluso na próxima programação de fds!
obrigada pela dica!
Vale a pena, Bibi. abraços
f tavares - 45 !
-10/05/2010 às 19:59
chega a ser desperdício o rio de janeiro receber tanta gente de dentro e de fora, enquanto são paulo dá esse show de programação pra todos os gostos, de altíssimo nível, porque internacional fica barato, não se vê isso em nenhum lugar do mundo… conheci o museu no ano passado, minhas filhas e netos já foram, entre 6 a 40 anos todos aprovaram com louvor… o rio de janeiro tem que sair dessa trilogia praia, bunda e carnaval, os grandes shows, balés, circos, performers de sucesso no mundo todo já nem passam por aqui, quando muito apresentam-se um dia… segunda, terça, quarta e quinta no rio, sexta, sábado e domingo em são paulo. que ninguém estranhe, essa é a programação de um carioca profissional, não sai de casa nos fins de semana…
vic
-10/05/2010 às 19:46
Obrigada pela dica. A próxima vez que for a Sampa incluirei no meu roteiro. Abs