13/09/2011
às 18:32 \ Feira Livre‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
TEXTO PUBLICADO NA REVISTA VEJA DESTA SEMANA
Lya Luft
Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
Tags: educação, Enem, Fernando Haddad, Lya Luft, Veja







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66 Comentários
andre
-11/05/2012 às 14:53
Artigo espetacular.Vale lembrar também que por conta desses problemas PRICIPALMENTE NESSAS FACULDADES PRIVADAS ocorre que milhares de alunos engressam no ensino superior todo ano sem preparo.O processo seletivo é um lixo não pela prova em si,mas por aprovar o candidato que não atingi a pontuação necessaria(e o aluno ao receber o resultado enche o peito de alegria convicto de que fez por merecer)falsa ilusão.Quanto mais alunos mais dinheiro.A consequencia disso vem depois de quatro ou cinco anos.
wesley assumpcao
-24/04/2012 às 11:54
como faço para mandar um comentário direto para a Lya Luft. Ela possui algum email de contato com os leitores?
Caro Wesley, acho que o melhor é mandar para veja@abril.com.br. Eles sempre repassam os e-mails para os destinatários. Abraços, Branca Nunes
Gizelly
-16/04/2012 às 18:54
gostei muito do artigo escrito, sou aluna e confesso que minha escola é uma porcaria, o Brasil tem condições sim de melhorar a nossa educação, de que adianta nos exigir a ortografia, gramatica e muito outros, se que os nossos professores nem sabe escrever???
A Lição que deveria ser preparada antes de nos passar está sendo discartada, agora o que fazemos é ” Copiar LIVRO” parecemos copiadores humanos…
Eu tenho 17 anos, estou no 2º Colegial…
Tenho ótimos e inteligentes colegas de classe, e muito pouco bons professores…
A educação é muito importante, antes a frase era.
“A sua mãe não te deu educação?”
Hoje é
“A escola não te da educação?”
Nós passamos 1/3 do nosso dia na escola, só para aprendemos a copiar…..
Lya Amei o artigo
Anna Cristina Leite
-07/04/2012 às 14:57
Sou professora formada há quase trinta anos e concordo com Lya Luft…Precisamos de ações e não de discursos vazios.
talita
-19/03/2012 às 21:44
gostei :]
beatriz s
-10/03/2012 às 20:43
Ai, esqueci: a coluna Vamos queimar od diconários” de Lya Luft/14 mar 12
beatriz s
-10/03/2012 às 20:42
Não encontrei no site da Veja um lugar para comentar/dizer, sei lá, algo sobre a coluna “Vamos queimar os dicionários”. Aí vai: me parece que o espírito da coisa é outro. Talvez, tirando os verbetes “roubo,’ “corrupção,” “achaque,” “burocracia estatal,” “ignorância” e outros associados(como “idiota,” “petista,” “lulista”) essas questões desapareçam. Tenho a impressão de que é por aí.
beatriz s
richarson doralice
-07/03/2012 às 17:50
Olha eu sou brasileira, e moro na Europa Franca, hoje vejo como nos brasileiros colocamos o Brasil pra baixo e a Europa e o paraiso, tem as melhores escolas, os melhores medicos, estamos enganados, talvez o Brasil nao e bom, voces podem falar o que quizer mas o Brasil infelizmente era um pais pobre nos olhos deles aqui, tem a midia que mostra so o lado ruim, e tem esses que acham que o Brasil e o pior. Mas agora ele tem uma chance, e quem sabe , eu espero que tudo sera bem melhor, ignorancia tem aqui tambem como no mundo inteiro, analfabetos tem aqui tambem e muitos, os jovens escrevem mal, os medicos fazem erros, existem professores que falam mal, etc.
Eu defendo o meu pais, mesmo se moro aqui, se tem um culpado ou culpados sao esses ai que estao na politica os corruptos, sao eles que estragam o pais, sabemos todos ne, entao temos que parar de dizer que os “Brasileiros”e nao os politicos sao ignorantes e analfabetos.Um pais que tem crise,gera desemprego pobresa, e o caso da Europa nesse momento, e Brasil esta crescendo gerando empregos, isso quer dizer tambem, possibilidade de estudos que os menos protegidos terao oportuninade de se pagar uma faculdade, porque os ricos tem uma bolsa para estudar nao precisam trabalhar e estudar ao mesmo tempo.
Desculpa se nao estao de acordo mas cada um tem direito depensar como ele quer eu amo o meu pais e eu nao aguento mais escutar os Europeus e ainda mais alguns brasileiros que estao ai e aqui a falar mal do Brasil , chega.
Por que você não volta?
saraivada
-05/03/2012 às 12:08
oi lya sou sua fã!
Míriam Pinholi
-04/03/2012 às 22:26
Não da pra ignorar este fato. Somos todos responsáveis, a medida que vc escolhe qualquer um para respresentá-lo. Nosso voto de protesto não pode ser num “Titica” da vida.
salete
-04/03/2012 às 10:34
Essa escritora é fantástica.. merecia a presidência, ou talvez não; Pois os podres que estão lá dentro fariam de tudo para afasta-la, á qq custo! Ela, realmente retrata a deficiência situação á educação em nosso País. Parabéns Lia. QUe Deus te abencoe.
salete
-04/03/2012 às 10:33
Essa escritora é fantástica.. merecia a presidência, ou talvez não; Pois s podres que estão lá dentro fariam de tudo para afasta-la, á qq custo! Ela, realmente retrata a deficiência situação á educação em nosso País. Parabéns Lia. QUe Deus te abencoe.
matheus
-28/02/2012 às 17:50
muito bom ela é muito reflexiva sobre o que realmente acontece.
Dariane
-18/02/2012 às 18:13
Infelizmente se escreve com z e não s.
Dariane
-18/02/2012 às 18:09
Penso que nunca foi tão fácil ingressar em uma faculdade,pois o ensino está falido precisando de uma reorganização ou um olhar verdadeiramente, e não camuflar.E sim assumir que o ensino st se dando de forma fragmentado e caíndo a culpa somente na falta de preparo de professores. Deveriamos fazer valer o que infelismente não sai do papel, acomeçar pelas leis que não funcionam, direito a moradia, saúde, educação, alimentação? O que nos falta é gestão,políticos corruptos, porém vamos fazer nossa parte e deixar de procurar sempre um culpado, se na escola cobrar dos gestores a execução dos projetos politicos pedagogicos, que fica escondido nas gaveta de secretarias, os professores buscarem qualificação e coloca-lás em práticas, e cada vez mais mecertifico que nos falta ATITUDES, só cobrar não funciona.
José Cláudio Mota Porfiro
-25/01/2012 às 17:54
Sou escritor, tenho um dentre diversos (dois mil e poucos) textos e quero que sejam observados pela Sra. Lya Luft. Há essa possibilidade? Quero ainda que ela acesse o http://www.claudioxapuri.blog.uol.com.br
Amanda Ávila
-18/01/2012 às 22:07
Sou uma pessoa prestes há fazer 18 anos, e em Fevereiro começo a freqüentar a faculdade de Direito, a minha vida toda vi meus familiares estudando e se esforçando para obter uma boa colocação dentro da faculdade e eu como ex-aluna do Ensino Médio sinto vergonha em falar que não é só em escolas Públicas que já não reprovam mais. Hoje as pessoas têm tantas chances para não reprovar que elas nem se esforçam mais, é uma vergonha no que o Brasil esta se transformando, tenho colegas de 15/19 anos que não sabem ler e escrever direto, sendo que acabaram de sair da escola, e sinto que essa situação só tem a piorar, pois à aqueles que mais falam do que fazem e mais roubam do que dão, e isso não vai parar enquanto não houver alguém que não tenha medo das conseqüências de limpar o governo. Quando isso acontecer voltaremos a ser um país forte, mas enquanto isso não acontece o país continuará sendo considerado fraco e a baixo daqueles que estão a baixo de nós.
Karlênia
-18/01/2012 às 14:48
As pessoas de ontém entendem que tudo deve ser facililitado para as pessoas de hoje, no entanto, elas esquecem que as dificuldades vivenciadas foram o que a dignifdicaram. As dificuldades são essenciais para vida, e o educador junto com a família têm o papel principal neste processo.
Maria José Ferreira
-13/01/2012 às 11:32
Alguém pode, por favor, dar ouvidos a quem realmente sabe o que fala? Não é possível que somente nós professores vejamos isso. Fora os nossos próprios colegas que acham que está tudo bem, que é assim que deve ser… Concordo que hoje a geração, os interesses e tudo mais seja diferente mas não se pode preparar alguém para o mundo sem incluir ” RESPONSABILIDADE”.
wyslene
-10/01/2012 às 17:28
Lya, precisamos de pessoas na educação, assim como você, que não tem medo de falar e expressar verdades com seriedade.
Luiz Carlos Florentino Silva
-02/11/2011 às 11:49
LUIZ CARLOS FLORENTINO SILVA
corrigindo a primeira estrofe dos comentários de número 45 com o título ” O TRECO”
” O TRECO”
JÁ ESTOU PERDENDO O MEDO
SOU ALUNO, SOU “BONECO”
CATANDO MILHO NO DEDO
FEITO BICO DE MARRECO
VOU DESCOBRIR O SEGREDO
COMO FUNCIONA O “TRECO”.
QUANDO LIGO ESCUTO O ECO
DO “TRECO” NA MINHA FRENTE
NÃO SABIA QUE O “TRECO”
ERA TÃO INTELIGENTE
O “TRECO” RECEBE E MANDA
OS PENSAMENTOS DA GENTE
DEIXA UM TRISTE. OUTRO CONTENTE
E TEM MUITOS QUE VICIA
TOME CUIDADO COM O “TRECO”
QUE O “TRECO” DENUNCIA
PORQUE O “TRECO” NÃO DORME
FICA ON LINE NOITE E DIA
NAVEGA JOÃO E MARIA
DE UM JEITO CARINHOSO
TANTOS NA FRENTE DO “TRECO”
DIZENDO O “TRECO” É GOSTOSO
MEXENDO O DEDO E A MENTE
DO INTERNAUTA CURIOSO.
ESTAS, SÃO AS PRIMEIRAS ESTROFES DO TEMA O “TRECO”
COM RELAÇÃO AO COMPUTADOR COM MAIS DE 40 ESTROFES.
Luiz Carlos Florentino Silva
-29/10/2011 às 10:27
Prezada Lya Luft
Pela primeira vez leio algo a seu respeito em comentários,não li nem um livro, mas tenho certeza que tem o de melhor do passado representando o presente dentro da educação.
Confesso que tinha medo de me expressar em público e muito mais de escrever para pessoas de alto nível de escolaridade.Apesar de ter editado um livro em 1997 com o título ” POESIAS PALAVRAS QUE NÃO ENVELHECEM” COM PATROCÍNIO DE AMIGOS E COMERCIANTES QUE APOIARAM A IDÉIA. O incentivo foi tanto que voltei a estudar depois de 32 anos, e em 2007 conclui o ensino médio, agora eu mesmo declamo minhas poesias e já tenho mais de 50 certificados de um trabalho voluntário que faço nas escolas de um projeto. “UM LIVRO A CÉU ABERTO” ASSUNTO; AQUECIMENTO GLOBAL TÍTULO: “CONDOMÍNIO SEM DOMÍNIO”E TUDO COM APOIO DE AMIGOS E PROFESSORES DA REGIÃO E DE OUTROS ESTADOS. PELA PRIMEIRA VEZ ESTOU POSTANDO COMENTÁRIOS POIS ESTOU APRENDENDO MEXER EM COMPUTADOR. TUDO QUE TENHO NA INTERNET FOI ESCRITO E POSTADO POR AMIGOS QUE ADMIRAM O MEU TRABALHO COM O DOM DA POESIA. ATÉ MESMO A MINHA HISTÓRIA EM BIOGRAFIA . LUIZ CARLOS FLORENTINO SILVA. ” LUIZ POETA” POR TUDO ISTO, QUE OS PROFESSORES E PESSOAS IGUAL A VOCÊ,QUE LEVAM IDÉIAS MARAVILHOSAS PRA DENTRO DA EDUCAÇÃO ESTÃO DE PARABÉNS.
” O TRÉCO”
JÁ ESTOU PERDENDO O MEDO
SOU ALUNO, SOU MARRECO
CATANDO MILHO NO DEDO
FEITO BICO DE MARRECO
VOU DESCOBRIR O SEGREDO
COMO FUNCIONA O “TRECO”
QUANDO LIGO ESCUTO O ECO
DO “TRECO” NA MINHA FRENTE
NÃO SABIA QUE O TRECO
ERA TÃO INTELIGENTE
O TRECO RECEBE E MANDA
OS PENSAMENTOS DA GENTE
DEIXA UM TRISTE OUTRO CONTENTE
E TEM MUITOS QUE VICIA
TOME CUIDADO COM O TRECO
QUE O TRECO DENUNCIA
PORQUE O TRECO NÃO DORME
FICA ON LINE NOITE E DIA
NAVEGA JOÃO E MARIA
DE UM JEITO CARINHOSO
TANTOS NA FRENTE DO TRECO
DIZENDO O TRECO É GOSTOSO
MEXENDO O DEDO E A MENTE
DO INTERNAUTA CURIOSO.
LUIZ POETA CONDOMÍNIO SEM DOMÍNIO.
Maria Claudia Alckmin
-19/10/2011 às 9:05
Ela é sábia!!!
Adorooo…
Fabiano Braga Côrtes
-18/10/2011 às 23:37
Prezada Lya Luft,
Seus livros e artigos na revista Veja merecem nossos elogios. Nos levam a mortar aos nossos filhos e netos a importância de uma leitura replete de ensinamentos para os dias em que vivemos com falta de postura, comportamento, credibilidade e respeito ao próximo. São verdadeiros ensinamentos de vida. Nosso respeito e gratidão.
De seus grandes admiradores,
Fabiano e Glacy Braga Côrtes
Curitiba Paraná
Pricilla Macêdo - Parelhas/RN
-17/10/2011 às 22:45
Sou fãããããããã dessa mulher!!!! Imprimirei esse artigo de opinião e farei exposição em tudo que for de lugar público na minha cidade. Estamos precisando de pessoas assim, como a Lya, corajosa, autêntica. Parabéns, assino embaixo.
Edjane Pereira Pereira
-16/10/2011 às 16:00
Concordo plenamente, pois a educação brasileira está um verdadeiro caos há muito tempo, agora então, está piorando cada vez mais!
A ação deve tomar o lugar dos “belos discursos” ministrados por aqueles que nem imaginam o que ocorre no “batidão” da sala de aula, com os estudantes nem com os professores.
augusto ferreira
-14/10/2011 às 17:56
Admirável a preocupação da Lya e do Nunes pela Educação Pública!
Monica De Sousa Veras
-10/10/2011 às 9:50
AS FAMILIAS BRASILEIRAS TEM QUE PARAR DE DELEGAR A SUA RESPONSABILIDADE DE EDUCAR E DISCIPLICAR A FIM DE NÃO SOBRECARREGAR ESSE NOSSO CAOTICO SISTEMA EDUCACIONAL QUE VIVE A MERCE DE POLITICAS FRAUDULENTAS E INOPERANTES…
Ana Rosa Rangel
-30/09/2011 às 19:21
Relaciono a educação nas escolas com a educação nos lares, tudo muito precário, e nós pais, que tentamos educar nossos filhos de uma maneira um pouco mais decente e coerente, esbarramos fortemente nas comparações……
Gislayne Santos
-30/09/2011 às 14:42
Parabéns Lya!!!
Também estou cansada de discursos grandiosos, de lindas falas, de boas intenções. Nossa educação está um caos, grande parte dos nossos alunos vai à escola e não quer saber de estudar. O pior é que não temos a quem reclamar, não há ninguém para nos ajudar.
O governo acha que está fazendo muito. E está, muito pouco! Quanto às famílias (escola pública), muitas não têm tempo para seus filhos, não acompanham a vida escolar. Alguns porque precisam trabalhar o dia todo para colocar comida em casa, outros porque não acham a escola tão importante.
O que podemos fazer? Como trabalhar, sem recursos, com crianças e adolescentes que não acham nada de atrativo na sala de aula? Como trabalhar com a prática, com a vivência, mostrar de forma concreta os ensinamentos aos alunos, se nem ao menos meio de transporte ou até mesmo dinheiro para desenvolvermos projetos temos?
O professor é discriminado muitas vezes, queria ver um prefeito, deputado, ministro, governador, trabalhando dentro de uma sala de aula, tendo que ensinar o conteúdo, sendo assistente social, psicólogo, mãe e pai ao menos tempo? Nós, professores que acreditamos ainda na educação, vivemos diariamente no “se vira como pode, faz o que der”.
Chega! Não adianta falar, temos números, temos conhecimento de que o investimento não está acontecendo verdadeiramente; mas também meu Deus, nossos representantes públicos estão muito ocupados, faxinando os cofres públicos e escondendo a sujeira embaixo da educação.
Professora de Sobral-CE
-30/09/2011 às 13:20
Ótimo comentário
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/09/alexandre-garcia-greve-e-um-dos-sintomas-do-descaso-com-educacao.html
André Távora
-28/09/2011 às 22:55
Faremos a apresentação de um trabalho para a universidade aqui em Fortaleza no campo do saber Psicologia Cognitiva. O tema será : Dificuldade na leitura e escrita e apesar de muito conteúdo técnico não poderíamos nos furtar de iniciar a apresentação com este texto pois essa ótica “social, política, sensível” à outras questões que não somente as das patologias, déficit de atenção, dislexias, dentre outras se faz necessária em sua apresentação.
Grato Lia Luft
isabella
-28/09/2011 às 14:07
Preciso de um relatório sobre esse tema Educação reprovada
alexandra
-25/09/2011 às 17:38
Preciso de um relatório sobre esse tema Educação reprovada
Debora Caetano
-24/09/2011 às 19:47
Sua publicação me inspirou muito, assim como algumas amigas minhas. Estamos fazendo uma dissertação sobre seu artigo, está maravilhoso e é ótimo para os estudntes. Seus pensamentos criticos estao em formação e precisão de exemplos como o seu.
Gilmar Rocha Rocha
-22/09/2011 às 19:20
Cada vez fico mais convencido que o maior legado que recebemos de nossos pais é uma educação inicial no que diz aos valores tais como honestidade, ética , moral e respeito às tradições. A progressão pelo mérito era objetivo perseguido com fúria fundamentalista pelos filhos, a maior recompensa não era chegar ao topo e sim o reconhecimento dos pais.
A escola vai mal, mas em grande parte os culpados por isto são os pais modernos que não repassam este legado maravilhos que receberam dos pais quadrados e caretas …
Professora de Sobral-CE
-22/09/2011 às 16:22
Por Jô Soares
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Se Precisa faltar, é um ‘turista’.
Se Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
wesley
-20/09/2011 às 23:17
tenho q fazer uma resenha sobre esse testo
vamo lah neh….
Maria de Fatima
-20/09/2011 às 9:48
Parabéns, Lya Luft, esse texto resume tudo que nós, professores que vivenciamos o dia-a-dia da sala de aula, sabemos. Que a presidenta o tenha lido e se lembre de nós e pra começar, puxe a orelha do ministro da educação e dos que redigiram os artigos da nova lei do piso salarial, porque a interpretação desse texto está prejudicando a nós professores e aos alunos.
Professora de Sobral-CE
-18/09/2011 às 21:25
Para quem ainda não viu, seria bom conferir também:
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/professora-da-rede-publica-do-ceara-relata-uma-dura-rotina-ameacas-alunos-drogados-marginais-que-fazem-baderna-alunos-especiais-sem-acompanhamento-e-salarios-baixos/
Professora de Sobral-CE
-18/09/2011 às 21:22
Só para descontrair.
Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje…..
O Sermão da montanha(versão para educadores)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
– “Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles…”
Pedro o interrompeu:
– Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
– É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
– Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
– Vai cair na prova?
João levantou a mão:
– Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
– O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
– Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
– Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
– Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
– Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
– Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
– Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
– Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
– Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
– Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém!
Helena Baraldi da Cunha
-18/09/2011 às 17:19
Sou professora do ensino fundamental ciclo I e gostaria de parabelizar o artigo como também colocar alguns fatos importantes que orientam a prática educacional em nosso país e corroboram com o artigo.
O único ano, no ciclo I, que pode haver reprovação por conteúdo é o 5º ano. Ótimo, progressão continuada, entretanto a realidade da educação está longe de atender frente as políticas públicas, o aluno que necessita dela. A realidade é que o professor deve rebolar para dar conta de alunos não alfabetizados até o fim do ciclo em nome da progressão. O que é traumatizar o aluno? Reprovar ou perceber-se analfabeto dentre os outros que sabem (minimamente, por vezes) ler e escrever? Interesses mundiais acima da formação de uma nação forte e consolidada.
Ainda digo que se a equipe escolar resolve reprovar alunos que não tem minimamente condições de dar prosseguimento aos seus estudos, tem seus índices baixados e não recebe o mais que esperado bônus. Fluxo idade-série, números mundiais, novamente. Bônus tão esperado, pois o salário não nos permite viver com dignidade e não como marajás como nossos governantes dos mais diversos escalões.
Tenho a certeza que falo por todos os professores: gostaríamos de poder trabalhar com maior dignidade e transparência. Um trabalho sério exige boa remuneração e tempo de preparo para boas aulas e estudo.
Aumentar dias letivos com as mesmas políticas educacionais não resolverá o problema de anos da educação, causados pelo descaso do governo na área. Educação e saúde devem ser tratadas com prioridade e seriedade.
Ainda temos tempo, os profissionais da educação estão prontos para serem tratados com dignidade e trabalhar junto para uma escola de qualidade, basta o governo dar o primeiro passo e fazer a parte dele.
Rose - SC
-17/09/2011 às 14:24
Sou professora das séries finais do ensino fundamental e sempre que saio de uma sala de aula penso como será no momento em que aqueles adolecentes serão cobrados!!! É, cobrados de alguma maneira pela vida, eles não tem noção do que é isso. Penso como será a geração dos filhos dos meus atuais alunos…
Hoje, depois de 12 anos de profissão, voltei a sala de aula, como aluna, para fazer um curso técnico para mudar de profissão, pois, o que vivencio dia a dia nessa profissão, não é o que eu quero para o meu país e estou adoecendo com isso!
Edu e Lore
-16/09/2011 às 20:04
Um artigo desse nível engrandece as idéias daqueles que acreditam nos valores primordiais da formação humana. É realmente brilhante o ponto de vista da autora. Se nossa política não estivesse afundada em corrupção e impunidade, mas, comprometida com o verdadeiro fundamento legal de administrar o nosso país, certamente o contexto seria diferente. Precisamos exercer nossos ideais de cidadania, e desta forma buscar ferramentas que desarticulem definitivamente o “CÂNCER”, que se instalou em nossa sociedade…
João Paulo
-16/09/2011 às 17:43
Em quem a Lya Luft votou para presidente?
Para quem ela votaria para governador do Estado de São Paulo?
augusto
-16/09/2011 às 13:59
A deteorização do ensino público brasileiro coincide com a ascenção do Senador José Ribamar Sarney Costa ao poder neste país. Os números da situação maranhense são os piores do país. Ele, com toda a sua prole e apadrinhados, conseguiram transformar a então Atenas Brasileira em “Apenas” Brasileira. O analfabetismo, juntamente com o analfabetismo funcional, beira a casa do 60% da população. E isso ele alastrou para o resto do País, com sua política de conchavos, mesquinharias e, principalmente, aproveitando-se de momentos de fagilidades de seus adversários, para manter-se sempre no poder. A excessão de algumas ilhas de prosperidade, o Coronel José de Ribamar Sarney Costa consiguirá transformar esse imenso país em um grande Maranhão.
Agregado a tudo isso entra outro fator primordial: as “inovações” que só trouxeram uma visão distorcida de como tratar e educar as crianças e adolescentes, como se disciplina, organização, respeito, hierarquia, fossem valores ultrapassados. Isso tudo é o retrato do país que não vai avançar nunca.
fogoamigo
-16/09/2011 às 10:35
Ao ler Lya luft, ouvimos a sua voz macia a nos declamar suas ideias, impressões, sentimentos…
Nesse artigo, temos o mais fiel retrato da educação “nestepaíz” na era lulopetista!
Terão Fernando Haddad e/ou Dilma Rousseff a coragem, competência, sensibilidade para lê-lo e dele usufruir para o bem “destepaíz”?
Marco Nunes
-15/09/2011 às 17:54
Texto de uma clareza exemplar. E de uma contundência ímpar. Pena que aqueles que realmente deveriam lê-lo, não o fazem. Que nós, brasileiros de bem (e que podem se considerar alfabetizados), façamos nossa parte, mostrando ao mundo o quanto nossa educação é deficitária.
Parabéns à autora!
Luiz R Sassi
-15/09/2011 às 16:33
Parabéns pelo comentário . Como fui aluno da escola pública sinto na pele hoje a falta que faz não ter obtido uma boa educação, sou etudante de física e minha vontade é ser professor, muitos de meus colegas abandonaram o curso para fazer engenharia (pois o salário é maior), o baixo investimento na educação e a má remuneração dos professores prejudica a qualidade da educação e evita o ingresso de bons profissionais na área, a educação deve ser pensada conforme um autor disse uma vez (esqueci seu nome), era mais ou menos assim “a educação não é para o jovem de 15 anos, é o adulto de 30 anos que merece ter recebido uma boa educação”.
Bjo espero ler mais artigos seus.
ro duran
-15/09/2011 às 13:07
Também cansei minha digna Lya. Tenho náuseas quando ouço o verbo faxinar. Gostaria de não ouvir nossa presidente dizer que vai punir “malfeitos”. Malfeito é coisa branda, praticada por crianças. Adultos não fazem malfeitos, no caso em tela, praticam c.o.r.r.p.ç.ã.o! E para corrupção, deve existir PUNIÇÃO e DEVOLUÇÃO do que foi desviado do erário público. Faxina, é atividade doméstica…
José Augusto - BH
-15/09/2011 às 10:32
Prezado Augusto:
Excelente este artigo, como tudo que Lya Luft escreve.
Mas é uma pena que só educadores e os maiores de 50 anos (meu caso) o leram. Mesmo assim, somente os de boa fé, os imparciais, os capazes de absorver essas lições sensíveis.
Os principais interessados (a maioria das autoridades políticas, dos pais e responsáveis, dos estudantes, dos que têm voz ativa) não lêem nem Veja, nem blogs sérios, muito menos uma escritora tão analítica. Acham “chato” e “perda de tempo”. Faz raciocinar. Esse é o principal problema. Imagine se as as principais autoridades da República lêem esses artigos. Duvido.
Aos poucos, vemos que Lya Luft vem evoluindo seu estilo, de muito profundo, poético e tocante, para uma linguagem mais popular e inteligível para a cultura atual do fast-food, como também faz Claudio de Moura Castro. Mais direto. Mais impactante, o que aumenta a esperança de ter mais gente lendo e divulgando suas ideias. A cada vez renovo essa esperança.
Rosirene Borges R Santos
-15/09/2011 às 0:44
Lya, também cansei da retórica na Educação. Trabalho há 11 anos nos Ciclos de Desenvolvimento Humano em Goiânia. A proposta, como recomendada na íntegra, é excelente, apesar dos desafios. No entanto, pede SOCORRO URGENTE por não existir mais a retenção no fim de cada ciclo (3º ano, 6º ano e 9º respectivamente). Há anos venho falando desse problema específico em reuniões, tanto as da escola, quanto as da própria rede, mas a impressão absurda que fica é que cada vez mais a surdez e a cegueira acometem os dirigentes educacionais. Chega de apontar quantitativo de matrícula e aprovação para o Banco Mundial! Quem está na sala de aula de uma escola pública e quer intervir nos problemas nem sempre pode para não ferir as regras-padrão. Queremos trabalhar com a retenção de alunos pelo menos no fim de cada ciclo, como fora a proposta original. Infelizmente nosso trabalho contribui não para a inclusão social e sim para a exclusão ao contrário: deixamos os bons alunos para acudirmos os que nem lêem, além das múltiplas violências que os acometem. Lya Luft e demais colunistas merecem meu apoio. Muito obrigada.
Pimenta Casan
-15/09/2011 às 0:13
Caro Augusto,
Postei meu comentário por engano no direto ao ponto, mas, é tudo isso que lya Luft “gritou” e mais um pouco.
Luciana Fagundes
-14/09/2011 às 23:20
Sou professora das séries iniciais da rede municipal de Salvador/Ba e é um alento ler o artigo de Lya. Concordo com ela em tudo. Pena que nossos governantes, que tenho certeza nunca deram um dia de aula na escola pública, não pensem da mesma forma. É a mais pura verdade, nossos alunos pouco sabem ler ou escrever. Em muitos momentos,nós professores, ficamos de pés e mãos atados.
Obrigada Lya.
Luciana
Luciana Fagundes
-14/09/2011 às 23:17
Sou professora das séries iniciais da rede municipal de Salvador/Ba e é um alento ler o artigo de Lya. Concordo com ela em tudo. Pena que nossos governantes, que tenho certeza nunca deram um dia de aula na escola pública, pensem da mesma forma. É a mais pura verdade, nossos alunos pouco sabem ler ou escrever. Em muitos momentos,nós professores, ficamos de pés e mãos atados.
Obrigada Lya.
Luciana
lilian
-14/09/2011 às 19:16
Mais um excelente artigo da Lya para reflexao. Eu ja o tinha lido na Veja e achei otimo o reler de novo. Tomara que nossos governantes o leiam, ao menos para se sentirem constrangidos (sera?) e pararem com sua discurseira cinica.
Razumikhin
-14/09/2011 às 14:04
Numca na estóra da educassão do Braziu um prezindemte semi-anarfalbeto foi dotô duas vêis.
Paulo Rodrigues
-14/09/2011 às 13:48
Lya, muito obrigado mesmo.
Suzana
-14/09/2011 às 12:58
Ler Lya Luft é bálsamo na alma e no coração. Esperança que renasce.
Siará Grande
-14/09/2011 às 6:53
Excelente artigo da Lya Luft. E uma sugestão, o artigo do Gustavo Ioschpe da mesma Veja tambem merece uma reprodução.
Otávio Campos
-14/09/2011 às 0:11
O texto é brilhante.
Em um país onde um analfabeto salafrário como Lula consegue ser presidente tudo é possível.
É brincadeira mesmo. Eu não troco os meus antigos 1º e 2º graus por estes Ensino fundamental e médio.
E o pior é que eu falo diariamente para vários alunos que se eles não estudarem irão se dar mal.
Como não adianta nada nós teremos muitas gerações de eleitores analfabetos enlaçados pelo cabresto da ignorância.
Graças a Deus que isso não é eterno.
Regina Ferraresi
-13/09/2011 às 23:47
Grande Lya Luft! Um texto com propositos tão concretos só poderiam vir de Lya Luft. Impossivel contestar. Neste aspecto tivemos mais perdas que ganhos.
Luiz Carlos Florentino Silva
-13/09/2011 às 22:35
Fiquei 32 anos sem estudar,conclui o ensino médio em
2007, confesso que, o que aprendi no primário e no ginásio, tinha mais conteúdo que hoje, isto em 1972.
Senti na pele o quanto é difícil estudar no meio de adolescentes, apesar de uns dez entre os demais veteranos numa sala de 40 alunos.
Hoje com 55 anos, vejo que as escolas é na porta de
casa e eles chegam atrasados, cabulam aulas,tem material escolar, alimentação e outras mordomias que nós não tínhamos e caminhávamos 3 km à pé na poeira ou na chuva e não faltava pois nossos pais
obrigava à ir, apesar de serem analfabetos faziam questão de ver os filhos na escola.Antigamente os pais cobravam as notas baixas dos filhos e faziam estudar em casa para tirar notas boas. Hoje em dia vejo que os pais cobram as notas dos professores como se fossem eles os culpados..Por isso concordo
com a matéria… PARABÉNS.LUIZ POETA “CONDOMINIOSEMDOMINIO” ACESSE…
Parabéns, caro Luiz. Quem merece cumprimentos é você. Um abração, AN.
Silvia Freitad
-13/09/2011 às 21:27
Brilhante o artigode Lya Luft “Educação : reprovada”. Se pensarmos, e colocarmos em prática,logo logo resolveremos os problemas das escolas públicas: Passa o ser obrigatório os filhos de deputados,vereadotes, prefeitos,senadores, presidentes da república serem matriculados em escolas públicas brasileira.
FM
-13/09/2011 às 20:23
Sempre que alguém tece algumas considerações sobre a calamidade em que se encontra a educação neste país, mesmo sem ser presidente, reservo especial atenção. No artigo da educadora Lya Luft, podem procurar, não se tem o que tirar nem modificar nem absolutamente nada. Infelizmente é uma triste realidade. Acrescentar alguma coisa, só se adiantasse dar nomes dos responsáveis por esse estado calamitoso. Mas eles nunca são culpados de nada e arranjam desculpa para tudo e o pior, não se sentem responsáveis pelo crime que estão praticando contra as futuras gerações e contra esse país. Seria benéfico que as autoridades desse país vissem seu artigo não como uma crítica mas principalmente como um alerta, para que parem de fazer uso político eleitoral das coisas que requer apenas seriedade.
ann
-13/09/2011 às 20:06
parabéns pelo excelente texto! realmente, hoje as universidade estão formando jovens com diplomas, mas que não sabem ler, nem escrever direito. Eles têm apenas diploma, mas não estão preparados para o mercado de trabalho nem para a vida, e qualquer ação do governo é vista com desconfiança, pois é somente para aumentar seu lucro.