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20/03/2012

às 11:07 \ Feira Livre

Carlos Brickmann liquida a conversa fiada sobre símbolos religiosos com 246 palavras

Sempre brilhante, o jornalista Carlos Brickmann precisou de apenas 246 palavras, publicadas em seu site, para resolver o falso problema dos símbolos religiosos. Confiram:

Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem plena liberdade religiosa e uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus onde há plena liberdade religiosa exibe a cruz.

O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. A propósito, este colunista não é religioso; e é judeu, não cristão. Mas vive numa cidade que tem nome de santo, fundada por padres, numa região em que boa parte das cidades tem nomes de santos, num país que já foi a Terra de Santa Cruz. Será que não há nada mais a fazer no Brasil exceto combater símbolos religiosos e tradicionais?

Se não há, vamos começar. Temos de mudar o nome de alguns Estados e cidades como Natal, Belém, São Luís e tantas outras. E declarar que a Constituição do País, promulgada ‘sob a proteção de Deus’, é inconstitucional.

Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.

Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo?”

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35 Comentários

  1. Paulo Garcia

    -

    10/04/2012 às 20:36

    É o cumulo do absurdo um Estado dito laico explorar a fe em um unica direçao, a do catolico. Se não tem poder para premiar todas, não ostente nunhuma, melhor assim…

  2. Renato

    -

    10/04/2012 às 16:11

    Então façamos o seguinte: …

    Tente a esgotosfera. Aqui vigarista não entra.

  3. roberto quintas

    -

    25/03/2012 às 13:20

    a presença da cruz não é um simples simbolo religioso, é o simbolo de uma instituição, a Igreja, que continua a manter sua intromissão e influencia na nossa sociedade e em nossas leis, querendo a todo custo impor a doutrina catolica a uma sociedade de direito. o brasil tem outras tradições,

  4. Márcio

    -

    25/03/2012 às 0:54

    É verdade, Maria Thereza. A história muda em uma dinâmica que, tudo somado, é própria (ou “natural”). Por isso, fique tranquila: ninguém está nos forçando a ter a opinião de que repartições públicas não devam ostentar símbolos religiosos (o que fortaleceria a ideia de que nosso Estado é laico). Nós realmente acreditamos nisso (aliás, este é um processo, que na Europa, dura mais de 200; ele também é retrato da história caminhando).
    E, mais uma vez, convido-a a pensar de maneira não binária: defender o laicismo do Estado não impede o Brasil de resolver seus problemas sociais mais prementes. É não é uma posição autoritária. Seria autoritária se ela simplesmente tivesse sido imposta, a despeito da diversidade de orientações sobre o tema (tal como acontece com a imagem do crucifixo em repartições públicas, que se sobrepõe à diversidade religiosa do nosso país e ao laicismo do nosso Estado).

  5. lucas

    -

    23/03/2012 às 22:46

    e tambem temos o cristo redentor, o que sera feito com ele??? sera que devemos destruir uma das maravilhas do mundo????

  6. Maria Thereza

    -

    23/03/2012 às 20:12

    Ao Márcio do comentário de 23/03 08:24, a história muda, claro, mas essa mudança deve ocorrer de forma natural, orgânica, não imposta de forma autoritária por uma minoria (sim, porque a grande maioria dos brasileiros não está nem aí para isso e tem questões mais importantes para pensar).

  7. Márcio

    -

    23/03/2012 às 8:24

    Por sorte, a tradição é passível de mudança. A história é uma sucessão de acontecimentos que se mantém no passado. O fato das pessoas haverem vivido de uma forma não significa que viverão do mesmo jeito no presente. As pessoas mudam, os costumes mudam, a história muda. A novidade dos últimos tempos é que, cada vez mais (diferente dos séculos anteriores), vivemos em sociedades multi-culturais e isto irá necessariamente afetar as nossa forma de vida. Somos nós que vamos escolher se este impacto será para melhor ou para pior. Assim, o argumento do sr. Brickmann não serve de justificativa para a permanência de símbolos religiosos em espaços públicos. Ele é frágil e reducionista.
    O argumento também sofre do tradicional binarismo típico do pensamento ocidental pouco treinado. Assim como existem monarquias com dinastias que comungam credos específicos na Europa, também há ali repúblicas laicas em que se decidiu que o espaço público deveria sê-lo em sua plenitude, o que não impediu o exercício de qualquer fé. O que é comum na experiência da Europa Ocidental é que, ali, a experiência religiosa está cada vez mais restrita à esfera privada (o que não é o caso do Brasil).
    O mundo muda, os costumes mudam. Natural que, em certo momento, surja a ideia de que os espaços públicos não devem fazer a vez de religiões específicas. O que seria do mundo se não tivéssemos mudado nestes últimos 700 anos (não mudamos)?
    Mas, no final, tudo são opiniões. O que o sr. Brickmann não pode pensar é que a opinião dele é mais “verdade” que a dos outros, só porque ele se sente imbuido de qualquer legitimação de fé, qualquer que seja ela. Na humanidade, ninguém é escolhido ou faz parte de um clube de eleitos. Somos todos seres humanos. Não conheço nenhuma doutrina/fé/filosofia que pensasse diferente disso e que não tivesse provocado, em algum momento de sua história, enormes prejuízos ao convívio entre diferenças culturais.

  8. Valentina de Botas

    -

    21/03/2012 às 19:52

    Olá, Augusto!
    Concordo inteiramente. Brickmann foi perfeito e você, Augusto, disse tudo: isso é um falso problema. Francamente! Não há um só, unzinho, apenas um miserável problema, entre os incontáveis e reais sob os quais padecemos – inclusive aqueles referentes à Justiça, seu funcionamento, acesso, demandas, cipoal de leis, corrupção, morosidade crônica etc. – que guarde a menor, a mais ínfima, tênue e insignificante relação com a existência de crucifixos em repartições públicas. Arre! O que acontece com este país, com estes doutores? Deveriam todos trabalhar para a Secretaria da Mulher e acionar o Conar cada vez que alguém falasse um “Graças a Deus”, afinal poderia ser propaganda de um suposto ente superior, mas certamente opressor, manipulado pela sociedade patriarcal e machista na boca de um incauto cidadão. Estará evidenciada uma questão de gênero, pois, claro, essa gente doente e hipócrita pegou o nosso bom e velho sexo e o transformou em gênero. Não há mais crimes passionais, por exemplo, só de gênero. Um país com tanta injustiça a reparar está ficando cada vez mais cafajeste, ridículo e idiota sem diminuir as injustiças. Um beijo, Valentina.

  9. J.Torres

    -

    21/03/2012 às 17:15

    Concordo em gênero, número e grau com o texto do Sr. Brickman e com as observações do Augusto. Além do óbvio e mencionado fato de existirem problemas seríssimos a enfrentar, ainda há que aguentar esse filme velhíssimo, tão velho que era do tempo que nem filmes existiam (o ópio do povo, etc.). Tenho a honra de possuir amigos entre pessoas que professam várias religiões, outros são ateus, e também pessoas que se identificam como agnósticas. Mais: meus melhores amigos são uma família de judeus, não sendo eu judeu. E daí? isso é o Brasil, essa mistura de tudo. Mas insistem em mexer onde não precisa. Vale o moral, o caráter, a retidão. Coisas que aliás andam em falta.
    E de fato, esse negócio de patrulhamento ‘politicamente correto’ já encheu todas as medidas.

  10. Maxwell

    -

    21/03/2012 às 14:39

    O texto realmente é impecável (“Fantástico”, como comentei antes. Depois é que fui lendo alguns comentários e conheci alguns argumentos favoráveis à retirada dos crucifixos… Percebi que é unânime a opinião dos “contra crucifixos” com base na NEUTRALIDADE (da Justiça, principalmente). Ora, a Justiça (Deusa Themis, ligada a uma religião pagã), não deve JAMAIS ser neutra… ela deve sempre “pender” para o lado… JUSTO! E pelo que sei, o crucifixo (ou a estrela de Davi, p. ex.) não vai nunca fazer a balança pender para o injusto. Ademais, se para a maioria não “inflói nem contribói”, por que não deixar lá, seja por tradição seja para lembrar que um dia, um homem (que alguns chamam de Deus, mas indiscutivelmente um grande homem) foi vítima de uma grande injustiça (meu teclado não possui ponto de interrogação).

  11. Maxwell

    -

    21/03/2012 às 14:27

    Fantástico!

  12. Felix Santos

    -

    21/03/2012 às 12:42

    Carlos Brickman foi perfeito no que escreveu, principalmente em apontar o fato indiscutível: no Brasil, o povo não tem mesmo o que fazer.

  13. Míriam Martinho

    -

    21/03/2012 às 12:37

    Gosto de vários autores, incluindo o Brickmann, que defendem a permanência dos crucifixos em repartições públicas. Em termos gerais, tenho com essas pessoas mais concordâncias do que discordâncias.
    No entanto, sobre essa questão dos crucifixos, tenho que discordar. O Estado é financiado por brasileiros de diversos credos, diferentes religiões. Por que então se ostenta apenas o símbolo de uma das religiões brasileiras nesses espaços que todos sustentam? Fere-se aí de cara o princípio democrático da isonomia.
    De qualquer forma, não se trata de propor que os símbolos de todas as religiões apareçam em repartições públicas (o que seria inviável, aliás) mas sim que nenhum deles apareça, já que o Estado deve ser neutro e impessoal. Fico impressionada que algo tão simples não entre na cabeça de tantos.
    Apesar de tão simples, todo o tipo de “argumento” vem sendo utilizado para demonizar a ideia. Ah, então por que não pedem para se retirar o Cristo Redentor e banir os feriados católicos? Que incrível. Por acaso a estátua do Cristo Redentor está em alguma repartição pública, numa sala da magistratura? E o que é que feriados católicos têm a ver com a retirada de símbolos religiosos de espaços governamentais? Ah, mas o magistrado usa crucifixo por cima, por baixo, da toga…rsss. O pescoço é do magistrado, o Estado é de todos nós.
    De fato, penso que só o clima de fla-flu entre esquerdistas e conservadores, que vem atraindo pessoas em geral moderadas para seus polos negativos, justifica toda essa celeuma em torno da retirada de crucifixos de repartições públicas.
    A retirada dos crucifixos destes locais só fere a tradição cristã se ela ainda não conseguiu desencarnar do Estado. Por isso, retirar seu símbolo de espaços estatais significa perda de poder. Caso contrário, não vejo como, já que a tradição cristã permanece presente em vários outros espaços e na cultura brasileira.
    Refleti mais sobre o assunto neste texto que, se me permite, gostaria de divulgar: Crucifixos ou não crucifixos, eis a questão? http://bit.ly/GJHFgZ Um abraço

  14. Aldo Matias Pereira

    -

    21/03/2012 às 11:50

    Augusto,
    Carlos Brickmann lembra bem os simbolos da “justiça” também, mas faltaram inúmeros outros. Muitos dos estados muçulmanos adotam em suas bandeiras o crescente ou referências ao corão. Claro que eles têm a diferença de serem, em grande medida, estados que adotam a religião como norte mas, se algum desses energúmenos daqui pudessem, iriam batalhar para mudar isso também. Faça-me o favor, viu?

  15. Sérgio Melo

    -

    21/03/2012 às 11:07

    Leiam o artigo do Paulo Brossard, lá no Reinaldo.
    Fim da discussão. O homem é brilhante.

  16. RONALDE

    -

    21/03/2012 às 10:41

    A ONG das lésbicas vai envidar esforços para mudar a contagem dos anos no Brasil. Como o governo é laico, elas não aceitam a contagem como AC(antes de Cristo) e AD(depois de Cristo).

  17. Paulo Bomfim

    -

    20/03/2012 às 21:41

    Augusto, só vou reenviar os dois comentários que enviei ao Blog do Reinaldo, aí do lado, sobre o assunto. Se puder ler, agradeço; se não, fazer o que? Abração!
    *
    1) “Bom, na última vez que esse assunto entrou aqui, discordei de você. Acho que foi numa ação judicial que pedia que se retirassem de todas as repartições públicas e órgãos públicos os crucifixos. Ou algo assim. Discordei de você e da ação. Da ação, porque não vejo problema nenhum em crucifixos, por exemplo, na prefeitura, no INSS, no Detran. De você, porque, sim, acho que não deve haver nos tribunais ou fóruns, ou seja lá qual órgão for que trate da Justiça, símbolo nenhum que dê a mínima ideia de que haverá ali diferenciação de tratamento – e o crucifixo é um desses símbolos. Isso porque nesses locais deve haver a mais absoluta neutralidade. Não tem nada de ofensa à história do Ocidente ou do Brasil. Pra mim não faz diferença ver um crucifixo ou não (sendo eu ateu, como bem disse a juíza que indeferiu aquela ação antiga, para mim um crucifixo não é mais que um pedaço de madeira), e não creio que faça diferença para um cristão ver um ali um crucifixo (minha mãe, católica, diz que é bobagem, que ela encontra Deus dentro de si). Assim, não há ofensa nem aos ateus, nem aos católicos – como você disse: continua tudo igual. Mas é melhor manter a neutralidade e, nesses locais, deixar um único símbolo: a balança e a espada – e eventualmente a dama vendada.”
    *
    2º) “Agora, sobre o mérito de teus últimos posts, que basicamente foram sobre as pessoas que enviaram comentários a favor ou contra a retirada de crucifixos, vejo um problema.
    Como eu disse em meu último comentário, como ateu, não vejo nenhuma importância no crucifixo (embora saiba o que ele é para bilhões de pessoas): não passa, de novo: pra mim!, de um pedaço de madeira. Minha razão para ser a favor da retirada dos crucifixos dos tribunais, dos fóruns, dos locais que lidam com a Justiça, etc., é pelo ambiente de absoluta neutralidade que, creio eu, deve reinar nesses locais – e, para isso, acho que a neutralidade deve ser até mesmo em relação aos valores brasileiros. A Justiça, como você bem diz, deve ser encontrada na lei – e as próprias leis podem (e o fazem!!!) recepcionar os valores mais profundos.
    Certo: discordamos nesse ponto: eu acho que a retirada dos crucifixos desses locais não ofende os valores cristãos, e você acha que sim. O meu problema é você jogar no nosso colo, os dos que são a favor da retirada, facínoras, grandes vermes da humanidade, idiotas históricos. Comparar a retirada de crucifixos à destruição de estátuas do século VII (é esse mesmo?) me parece, além de um exagero, uma jeito mais fácil de ganhar o debate.
    Sou a favor de que retirem os crucifixos porque isso não ofenderia ninguém. Mas sou contra o “banimento” do feriado do Natal e da Páscoa, até mesmo do feriado do dia de Nossa Senhora. Por quê (esse acento ainda existe? Minha gramática é pré-reforma)? Porque, aí sim, estaríamos a ofender os milhões de cristãos do Brasil: no natal, as famílias se reúnem em nome do aniversário de Jesus (pelo menos, muitas ainda fazem isso: outras só encontram na data um motivo a mais para fazer farra), para celebrar, além disso, tudo o que ela simboliza. A cada 25 de dezembro o mundo cristão para para rever suas condutas e verificar se elas condizem com os valores que diz professar. Se acabássemos com o feriado de 12 de outubro, o que diríamos àquelas pessoas que vão andando quilômetros e quilômetros até Aparecida (minha irmã já fez isso uma vez)? E a Páscoa? O Cristo redentor: impossível tirá-lo daqui porque ele virou uma marca também da religiosidade que marcou o Brasil. O Cristo, mais que uma estátua, que um cartão postal, é um desejo de boas vindas ao Brasil, para quem aqui entra pelo Rio de Janeiro, com todos os significados do cristianismo.
    Mas e os crucifixos nos tribunais? Para mim, sempre deixarão a ideia de que o tribunal sempre penderá para esse lado: o religioso contra o não religioso (embora, saibamos, Reinaldo, que o cristianismo prega o amor até ao pior dos inimigos, os cristãos, em geral, não seguem isso – você sabe).
    Como você pode perceber, sou um ateu-cristão – muito mais que muitos viciados em hóstia por aí: comungo de muitos valores do cristianismo. Não todos, mas muitos: sou contra a liberação do aborto, além dos casos hoje previstos em lei, sou contra a pena de morte. Mas sou a favor do casamento gay, do uso da camisinha, do sexo antes do casamento (embora entenda perfeitamente bem a posição da igreja). Só pra ficar nos assuntos mais recorrentes. Mas não acredito em Deus. Ou, melhor, acho que Deus não existe mesmo. Por que então me incomodaria com aquele pedaço de madeira? Não me incomodo. Me incomodo com quem vê nele o sinal do bem e, àqueles não comungam dessa visão de bem e de mal, atribuem a etiqueta “mau”.
    PS: Reinaldo, sou a favor da retirada dos crucifixos desses locais específicos. Mas nunca entraria com uma ação para tal: há coisas que realmente causam mal, pro exemplo, aos homossexuais – e não são crucifixos. Talvez as próprias associações causem mais mal que bem.”

    Grande Paulo, estou com o Carlinhos Brickmann: com tanta coisa importante pra fazer, o Brasil discute crucifixos. É demais para a minha cabeça, sobretudo porque tem parentesco com o politicamente correto, uma das coisas mais odiosas inventadas desde o Dia da Criação. abração

  18. FM

    -

    20/03/2012 às 21:34

    Artigo perfeito sob todos os aspéctos. Talvez seja essa perfeição que torna difícil seu entendimento para mentes que se acredita até capazes ideologicamente opacas.

  19. Pedro Rian

    -

    20/03/2012 às 20:47

    E precisa comentar?

  20. juscelino

    -

    20/03/2012 às 20:11

    o fato é que os componentes do partido que governo e como tal é dono do poder, são pessoas de indole facista , comunista..e mentalidade libertina. e pessoas extremamente rancorosas e vingativas.. veja um pequeno exemplo..colocaram um pseudo terrorista alcaguete??? para acessorar o ministro do exercito..quer vingança pior que essa ? o negocio deles é impor a ditadura da minoria oprimida, e empurrar goela abaixo da maioria da população suas ideias estapurdias dignas de um mentecapto..estão cerceando a religiosidade, estão implantando e oficializando o aborto e o homossexualismo para ficar em alguns exemplos..e nunca se fez nesse pais tantas leis desonestas e fajutas..leis que a cada dia cerceia o direito do cidadao e cada dia que passa essa sempre pseudodemocracia brasileira se torna mais facista….e quase ninguem faz nada contra pois nesse pais não se tem oposição…

  21. vitor

    -

    20/03/2012 às 19:43

    Se a moda pega, vão querer também expulsar o Cristo Redentor do Rio de Janeiro!

  22. justice

    -

    20/03/2012 às 19:22

    A cruz, antes um instrumento de tortura e sacrifício, tornou-se sagrada por ter sido banhada pelo sangue de um homem, que mesmo aos que não aceitam que um dia o filho de Deus caminhou entre nós, celebram todos os anos seu (re)nascimento.

  23. ana soriano

    -

    20/03/2012 às 18:26

    Quem sabe, sabe.
    Neste país de mediocres tagarelas, tem sempre que vir um homem culto colocar ordem na bagunça que fazem as ações de idiotas analfabetos.,

  24. Sérgio

    -

    20/03/2012 às 18:13

    O que realmente querem as massas? Um bom molho ao sugo. E um pouco de parmesão.

  25. José Antonio

    -

    20/03/2012 às 17:02

    A bandeira de Pernambuco tem uma cruz, nas notas de nosso dinheiro tem a expressão “Deus seja louvado”, temos folga do trabalho nos dias santos. Os serviços médicos são identificados com uma cruz. Vamos rebatizar os estados de São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina, além das centenas de cidades que têm nomes religiosos. Resta a pergunta aos hipócritas. Somos um estado laico-cristão ou um estado cristão-laico?.

  26. LuizRobertoTV

    -

    20/03/2012 às 16:02

    Sensacional!
    Acabo de eleger mais ícone na divina arte do bom trato às letras. Que a justiça não se faça: caso faça-se, corro o risco de ser enquadrado como idólatra.

  27. Santeófilo

    -

    20/03/2012 às 15:32

    Até que enfim eu leio algo realmente bom a respeito dessa mais nova sandice orquestrada por esses malditos esquerdistas. Parabéns jornalista Carlos Brickmann!!!! E por falar em símbolos religiosos, que estão sendo perseguidos, de uns dias pra cá alem de perceber um comportamento um tanto quanto arredio eu estranhei também a ausência da “aliança” no dedo da dona patroa. O meu primeiro impulso, obvio, foi questioná-la. Afinal, em 30 longos anos de união aquela era a primeira vez que tal fato acontecia. Minto: a mais ou menos uns 15 ela foi ludibriada por uma vigarista na rua e passou uns dias sem o anel. Mais isso é outra historia. O que interessa era que ela estava com o dedo anular nu e isto para um católico, além de esquisito era imperdoável, imperdoável. Bem, passado o primeiro momento de perplexidade soltei a pergunta que não queria calar: “Dona patroa, o que aconteceu? cadê a sua aliança? Tome tento, mulher! Você é casada, casada!!” Deus, se por uma fração de segundo eu tivesse suspeitado da furiosa reação da minha querida esposa eu jamais teria dito aquelas tolices. Com os olhos flamejando de ira, de lábios cerrados a danada sibilou: “Ô Santeófilo, deixa de ser besta, homem! Cai na real! Esse negócio de aliança, e de mulher casada, já era, já era. Fique você sabendo que após quase quatro décadas de influencia desses esquerdistas miseráveis a coisa na rua tá tão esculhambada, mais tão esculhambada que ninguém sabe mais quem é puta ou quem é mulher direita.” Ante o meu estupor, ela concluiu: “E quer saber do mais? Há muito tempo eu vinha sendo hostilizada porque usava o tal anel. O negocio das mulheres agora meu filho é transar com vários e vários homens. Enfim, ser quenga, quenga!! Casamento a muito deixou de ser papo pra elas!!!!

  28. cesar ramos

    -

    20/03/2012 às 15:32

    Tradição não significa correção. Fosse por ela a foice e o martelo permaneceriam incólumes, tanto quanto a cruz nazista. Nada pode ser mais deprimente do que um homem exposto morto, ainda mais ensanguentado, numa cruz. É de um mau gosto a toda prova, e nada tem a ver com nossa tradição, porquanto romana, judaica, introjetada via Portugal. O Direito deve ser pautado na ciência, não na crença. O apelo religioso coloca o ser humano como pecador, e culpado pela cruxificação.Culpa & castigo compõem o projeto metafísico do carrasco, para satisfazer seu mórbido prazer. Qual melhor sensação do que apontar o pecado, para submeter o pecador? A prova de sua “força” é que lhe realiza. Ao decair a sociedade, ele aponta as razões: a corrupção, a degenerência, a cupidez, o vício, a luxúria. Mas é o promotor a causa da degenerência. Religião significa religar. Antes, mister desligar. Adão e Eva promoveram o desligamento (como pode alguém ainda acreditar nessa estória?) e Jesus, uns 4 milhões de anos depois, veio para promover a religação. (E, logicamente, graças a tradição, todos acreditam na estória inventada por Constantino.) Eis sobradas razões para ser retirados, sim, todos os simbolos nazistas, comunistas, e de resto, este mito incrustrado, que se abate toda a noite sobre os desesperados brasileiros através de redes de Tv.

  29. sandra

    -

    20/03/2012 às 14:38

    Perfeito!!!

  30. Gerson

    -

    20/03/2012 às 14:02

    Carlos: em muitos países, é tradição o encapsulamento de mulheres. O Islã reforçou essa tradição, mas não a tornou menos indigna.

    O Brasil, país leigo, tem um imenso legado da simbologia católica: nomes de lugares, pessoas, eventos. Isso não quer dizer que uma das funções estatais (julgar) possa estar sob a égide religiosa, seja qual for. Os símbolos religiosos, tolerados no passado, formavam uma tradição, que em boa hora será abandonada. Os tradicionalistas poderiam, por exemplo, passar a andar de carros de boi, e iluminar suas casas com óleo de baleia. Ou mandar suas missivas pelo correio, em vez da internet. Tudo isso é novo, fora da “tradição”. Por último, quanto à Constituição, ficou estabelecido que o preâmbulo não a integra (é mera retórica decorativa, fruto da ociosidade de alguns políticos populistas) e por isso, só por isso, não extirpado pelo Supremo Tribunal Federal.

    Abs,

  31. Rodrigo

    -

    20/03/2012 às 13:10

    Brilhante!

  32. Mauro Gorodicht

    -

    20/03/2012 às 12:38

    Brilhante…O texto já diz tudo.
    O que vier depois será “Nhém, nhém, nhém…..”

  33. José Mario

    -

    20/03/2012 às 12:04

    A seguir a orientação dos solicitantes, eu também quero a eliminação dos carinhos mútuos públicos entre gays e homossexuais, pelo simples fato de que eu não compartilho com essa ‘novidade’. E aí, como é que fica?

  34. Sérgio dos Santos Nogueira

    -

    20/03/2012 às 12:03

    Como o próprio autor afirma, a figura grega personifica a Ordem e o Direito. Assim, sendo mantém relação direta com o ofício, apesar de ter origem mítica.

  35. Lafayette

    -

    20/03/2012 às 11:52

    Infelizmente pelo menos enquanto existir partido da igreja universal – que já ocupou a vice-presidencia 8 anos – e outros ‘inconvenientes’ de nossa alma-imbroglio ou alma-mulata ou alma/fora/do/manual,
    a solução não será tão simples assim. Lembrar que Hezbollah é ‘partido de Deus’. Coisas que só vicejam onde – ao contrário dos exemplos citados por sr. Brinkmann, as massas NÃO são alfabetizadas, nem a contento.

 

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