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23/03/2012

às 18:24 \ Direto ao Ponto

O genial inventor de personagens partiu acompanhado por 209 criaturas imortais

Chico Anysio talvez não soubesse que todo brasileiro com mais de 30 anos e mais de cinco neurônios lhe deve muitas, muitíssimas gargalhadas, além de incontáveis momentos suficientemente divertidos para induzir ao riso até um mal-humorado profissional. Foi o que fiz questão de dizer-lhe na tarde de 5 de julho de 1995, no estúdio da RBS em Porto Alegre, já na abertura do programa Perguntar não Ofende, que apresentava ao lado da jornalista Cláudia Nocchi. Agredido pela má notícia desta sexta-feira, conforta-me lembrar que me inseri, diante do próprio credor, entre os seus milhões de devedores. Essas coisas precisam ser ditas em vida.

Já conhecia Chico Anysio, e voltaria a encontrá-lo depois. Mas nunca o vi tão feliz quanto naquele inverno. Planejava o retorno à tela da Globo, andava bem de saúde e fazia muito sucesso com o show que iniciara na véspera a temporada gaúcha. No meio da conversa, a animação do entrevistado me induziu a perguntar-lhe se toparia incorporarar ali mesmo as figuras que encarnava na TV. Respondeu que sim. Combinamos que, assim que eu mencionasse determinada criatura, ele assumiria sua identidade enquanto repetia o bordão de cada uma. E então Chico promoveu o mágico desfile de personagens eternizados na memória afetiva do Brasil.

─ Tavares ─ comecei.

─ Sou, mas quem não é? ─ ele replicou, com a voz pastosa e o sorriso debochado do simpático canalha que, sempre com um copo nas mãos, ensaiava a consumação do golpe do baú.

─ Alberto Roberto ─ continuei.

─ Não gaaravo ─ entoou o entrevistado com tamanha convicção que, sobre os cabelos grisalhos, enxerguei os fios negros protegidos por uma redinha do adorável canastrão.

─ Justo Veríssimo.

─ Eu quero é que pobre se exploda! ─ ouvi a exclamação endossada em silêncio por todos os políticos governistas que frequentam o grande clube dos cafajestes.

O cortejo hilariante prosseguiu com Coalhada, Azambuja, Bozó, Salomé, Bento Carneiro, Pantaleão, Painho e mais um punhado de integrantes da soberba galeria. Sem maquiagem, adereços, barbas ou bigodes postiços, sem recorrer a figurinos que sublinham o estilo e a alma de cada personagem, o mais brilhante criador de tipos do humorismo brasileiro valeu-se exclusivamente do talento imenso para povoar o estúdio da RBS com os frutos de sua assombrosa imaginação. Entrevistadores, câmeras, iluminadores ─ todos caímos no riso solto enquanto durou o espetáculo improvisado pelo gênio.

A lembrança daquela sequência deslumbrante me avisa que, para tristeza dos que ficam e consolo de quem parte, um artista dessa linhagem não morre sozinho. Com o criador, vão-se também as criaturas. Junto com o grande Chico Anysio, morreram outros 209 tipos inesquecíveis. Todos merecem de cada brasileiro um beijo e uma lágrima.

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120 Comentários

  • Valentina de Botas

    -

    7/7/2012 às 23:56

    Alberto Caieiro, na sua paradoxal filosofia do não pensar, diz que “há metafísica bastante em não pensar e que o único sentido das coisas é elas não terem sentido nenhum”. Virgílio repreende Dante no verso 37 do canto III do Purgatório, na Divina Comédia, por sua inquietação em ver apenas uma sombra no caminho que seguiam. Virgílio aconselha que a “gente humana” não deveria se meter a querer saber as causas das coisas, privilégio divino. Mas Santo Agostinho diz que “a inquietação conduz o homem por toda a vida” e Kierkegaard falou “do elemento inquietante que se oculta na alma” humana. Arruisco-me a afirmar: a inquietude salva o homem porque o faz criar, produzir, imaginar, sonhar, descobrir-se, ser. Sejamos todos serenos, e tudo se apagará. Assim como você, querido Augusto, Chico Anysio transforma a inquietação em genialidade. Muito inquieta também, não tenho, claro, nem a menor fração do talento de vocês; canalizando “o elemento inquietante que se oculta” na minha alma para o conhecimento e a observação dos fatos e das pessoas, no sonho de morrer o menos ignorante possível, surpreendo-me encantada, ainda a essa altura da vida, com a “espantosa realidade das coisas”. Tenho esta amiga há 24 anos. Íntegra, inteligente, gentil e bilíngue, foi minha assistente numa empresa. Em seu atestado de nascimento constava “desconhecido” no lugar do nome do pai, não o conhecera. A mãe, uma senhora de quase 80 anos e adoravelmente rígida, é doméstica aposentada e morou quase a vida toda na casa dos patrões que pagaram para minha amiga a mesma escola e cursos dos próprios filhos. Ela jamais perguntara à mãe quem era seu pai. Quando percebi a importância gigantesca desta falta e quando o aconchego da amizade permitiu, eu a incentivei que perguntasse. Vencidos não sei quantos desertos, finalmente ela o fez. A mãe disse tudo: trabalhava em outro estado e aquele empresário estrangeiro, hóspede por alguns dias na casa dos patrões, veio ao quarto dela na noite anterior à manhã que partiria. Quando se despediu, pediu-lhe que não contasse nada a ninguém porque era casado. Ela prometeu que se ninguém perguntasse, ela não contaria, mas não mentiria se alguém perguntasse. Dias depois, pediu demissão. Queria vir para São Paulo, alegou. Com uma carta de recomendação, chegou aos novos e excelentes patrões dizendo-se grávida, sem ter certeza. Eles só perguntaram se o pai reconheceria a criança, ela disse que não. Incrivelmente, ninguém nunca lhe perguntou quem era ele. Revelados o nome e a nacionalidade do pai, minha amiga pediu ao respectivo consulado que enviasse a ele uma carta contando a história deles. Conheceram-se alguns meses depois. Ver os dois brincando de pai e filha aquece a alma. Mas o breve casal não se reencontrara. Até há alguns meses. Viúvo há quase 3 anos, ele a convenceu a deixá-lo “ficar perto dela” e está aqui por tempo “a definir”. Quem testemunha o doce e insólito ensaio dessa convivência não imagina que quatro décadas os separaram. Ou será que os uniram? Um beijo

    Um beijo, Valentina.

  • Carlos Henrique

    -

    28/3/2012 às 12:21

    Isso, sem falar nos seus outros talentos!

  • carlos

    -

    28/3/2012 às 10:09

    Numa de suas últimas entrevistas chico terminou assim sua fala. “Vou tentar renovar meu contrato por mais vinte anos. Eu aguento mais vinte anos, … devo aguentar,… talves aguente.”
    Coisa de gênio.

  • FRANCOIS

    -

    27/3/2012 às 1:50

    Vi o Chico por acaso, uma única vez. Não me recordo o ano, creio que no fim de 2005. No saguão do aeroporto de Salvador. Era já alta noite. Pouca gente em circulação. Em direção ao banheiro, vinha ele, conduzido numa cadeira de rodas, quando de passagem, pude vê-lo de perto. Tomei um susto quando o reconheci, debilitado pelos anos – e pelo ostracismo, pensei depois. Acho que ele me viu. Ao menos olhou em minha direção. Não dissemos nada. Avesso a tietagem, passei como se passa por um desconhecidoo, embora soubesse de quem se tratasse. Passada aquela oportunidade única, lamentei por me faltar presença de espírito e um tanto de audácia para reverencia-lo ali mesmo, de pronto, fazendo o Tavares, numa de suas falas marcantes, num quadro em que a Biscoito (Zezé Macedo) perguntava quando ele, Tavares, pararia de beber, ao que ela ouvia: “Céus, Biscoito! Eu só vou parar de beber quando leite de cabra virar uísque e titica de carneiro virar gelo, certo?”. Invoco o Tavares sempre quando, copo em mão, perguntam-me quando vou parar de beber. Acho que ele teria recebido bem minha singela homenagem, dada a generosidade de que era portador, algo que se revela ainda mais claramente, diante da perda irreparável, num coro uníssono na voz de tantos que como eu o amava, mesmo sem disso se dar conta…

  • Raimundo Cazé

    -

    26/3/2012 às 21:11

    CHICO ANÍSIO NO ALÉM
    (Raimundo Cazé)

    O Brasil sem Chico Anysio
    Ficou órfão de humor
    Entretanto, o paraíso
    Com sua morte lucrou
    Hoje, lá tudo é sorriso
    Depois que ele chegou.

    Junto com Chico seguiram
    Suas geniais personagens
    Bem Carneiro na frente
    Pra espantar as visagens
    Justo Veríssimo somente
    Para pagar as passagens

    Na achegada, o primeiro
    A cutucar o portão
    Foi o contador de “causos”
    Sobre as coisas do sertão,
    Ao lado de sua Terta,
    O velho Pantaleão

    Entrou, dando meia volta
    O admirável Paim
    Queixando-se de dor nos quartos
    Aqui na terra era assim
    Apresentou os colegas
    Com perfume de jasmim

    São Pedro ficou sem jeito
    Com tanta gente animada
    Liberou um auditório
    Sem cobrança na entrada
    Apenas de personagens
    A casa ficou lotada

    Chico Anysio interpretou
    O seu professor Raimundo
    Deu a aula inaugural
    Vivendo o seu novo mundo
    Mostrou o seu cabedal
    Dentro de poucos segundos

    De posse de um telefone
    Já estava Salomé
    Fazendo uma ligação
    Pra falar com Lucifer
    E oferecer sugestão
    Sobre o dia da mulher

    Justo Veríssimo mandou
    Um e-mail ao satanás
    Pra saber se no inferno
    Existem pobres demais
    Chegou a se oferecer
    Pra mostrar como se faz

    Repetiu o seu refrão
    Com aquela arrogância toda
    Dizendo que o bom político
    Quer que o pobre se foda
    Mas pra não ser pornográfico
    Criou a expressão “se exploda”

    Chico não gostou do Justo
    Falando com boca suja
    E logo o repreendeu
    Triste como uma coruja
    Mas usou os argumentos
    Do seu oculto Azambuja

    Nisso, chega de repente
    A personagem coalhada
    Passando a língua nos lábios
    De forma desajeitada
    Já escolhendo os atletas
    Para uma breve pelada

    Enquanto coalhada armava
    Seu time de preferência
    Chico Anysio incorporava
    À sua platéia imensa
    Humoristas falecidos
    Em forma de recompensa

    Foi logo dando de cara
    Com o tal Rolando Lero
    Ex-aluno da escolinha
    Um cara metido a sério
    Com seu lenço avermelhado
    Todo cheio de mistério

    Depois abraçou Golias
    Velho amigo no passado
    Mas tarde Zé Vasconcelos
    Um gago muito engraçado
    E até mesmo o Zé Trindade
    Com seu sorriso invocado

    Quando foi falar com Deus
    Lembrou-se de Antônio Marcos
    Falou de outros cantores
    Os talentosos e os fracos
    Mencionou Raul Seixas
    Com seus grandes espetáculos

    Chico Anysio comoveu
    Aos que se achavam na hora
    Soltou um canto de Orfeu
    Doado a Nossa Senhora
    Em seguida agradeceu
    Por ter alcançado a glória

    Pediu para os que ficaram
    Na terra fazendo humor
    Um gesto de caridade
    Por parte do criador
    Dito isso, de repente
    Da sala se retirou

    Em seguida abraçou
    Com um gesto de carinho
    Seu antigo diretor
    Senhor Roberto Marinho
    O homem que o adotou
    Abrindo o seu caminho

    Pediu que ele perdoasse
    Sem sentir ódio nem medo
    O pessoal da Record
    Junto com Edir Macedo
    Um pregador messiânico
    Que hoje vive em degredo

    Assim que chegou no Céu
    Chico logo fez piada
    Arrancou até dos anjos
    Um coro de gargalhada
    Disse que não mereceu
    Chegar àquela pousada

    Depois murmurou assim,
    Arrancando mais sorriso
    Não esperava pra mim
    As luzes do paraíso
    Não sou nada especial
    Sou apenas Chico Anysio

    Um filho de Maranguape
    No estado do Ceará
    Não era pra estar aqui
    Gozando desse manjar
    O diabo é que cearense
    Está em todo lugar

    Dito isso se deitou
    Numa rede de tucum
    E contando as personagens
    Numa alegria incomum
    Foi quando viu os amigos
    Zacarias e Muçum

    Com os olhos rasos d’água
    Chico Anysio murmurou:
    Sei que na terra deixei
    Muita lágrima, muita dor
    Mas eu tive que partir
    Pois foi Deus que me chamou.

    FIM

    Beleza, grande Raimundo Cazé. Parabéns. abração

  • pablo

    -

    26/3/2012 às 15:30

    Caro Augusto.

    Conhecia Chico Anysio, como quase todos os brasileiros, por meio de seus personagens e também sou seu devedor. Porém, acompanhei neste sábado a reexibição de uma entrevista qua o humorista concedeu ao programa roda-viva. Confesso que me surpreendi com a lucidez e desassombro com que ele tratou de temas polêmicos sem fugir de qualquer pergunta, sem isentismos e dando, inclusive, nomes aos bois. Diante da mediocridade geral que tem marcado estes dias difíceis, a morte de Chico nos deixa a todos mais tristes e o país muito mais medíocre.

  • neto

    -

    26/3/2012 às 13:13

    Console-se, Augusto. Chico Anísio foi, mas resta-nos o Rafinha Bastos, o Danilo Gentili… Meu Deus, até no humor estamos empobrecendo a cada dia pós Lula…

  • e bartlett

    -

    26/3/2012 às 12:42

    Deixara saudades… Justo Verissimo forever!

  • Luis Guedes

    -

    26/3/2012 às 11:27

    Seu A.NUNUES, com todo respeito, só o Chico morreu. Pena.

    Estou triste, mas feliz por ter tido tempo para viver com ele. Por 60 anos.

    Gênio!

    As mais de 200 – 209 – pessoas que “incorporaram” nele estão vivas. Muito vivas… E nós ainda estamos em condições de viver com elas. Com todas.

    Incorporaram? Sim, claro, o Chico NUNCA foi ator! Ele era MÉDIUM !!!

    Ator… Ator é o Tiririca, o Aragão, etc etc e esse time da segunda divisão…

    Ave CHICO! A felicidade, a alegria e a risada ficarão por o todo sempre!

  • Acir

    -

    26/3/2012 às 10:48

    Augusto, uma bela e justa homenagem a um dos maiores humoristas que esse país já viu.

  • Gilberto

    -

    26/3/2012 às 9:34

    Concordo com Jô Soares, que afirmou com muita tristeza, que a morte do genial Chico Anísio desmente o bordão de que ninguém é insubstituível.
    Ele era, é e será insubstituível.
    Faltam adjetivos para esse Mestre do humor.

  • Fortes

    -

    26/3/2012 às 5:24

    Parabéns pelo belo adeus a Chico Anysio.

  • Luiz Caldeira

    -

    26/3/2012 às 1:02

    Justo Veríssimo
    -Achei a solução para acabar com os pobres!
    -Qual deputado ?
    -Mandar metade para o sul e metade para o norte
    -Mas como escolher quem vai pro sul ou pro norte?
    -Simples, cortando ao meio. Da cintura pra baixo para o sul, da cintura pra cima para o norte!

  • Luiz Caldeira

    -

    26/3/2012 às 0:57

    “Na Corruptolândia, capital Corruptília, não havera honestidade, logo não haverá pobres, pois pobre é que tem mania de ser honesto, assim como honesto tem a desgraça de ser pobre. E eu quero que pobre se exploda!” Frase do Deputado Justo Verissimo, um dos 209 personagens de Chico Anysio

  • mts

    -

    26/3/2012 às 0:54

    Uma lagrima para o grande Chico Anysio.
    Que realmente me fazia rir junto com meu pai, em seu programa humoristico, muito antes da escolinha , que nao reputo como seu maior momento.
    Me perguntava naquela epoca qual dimensao teria Chico Anysio se fizesse seu humor nos EUA. O talento era imenso.
    So n fiquei mais triste pq era uma morte prestes a acontecer, dado seu estado de saude.

    Enquanto Chico vai, Lulla maldito posterga sua ida ao inferno. Injustiças que tornam o mundo mais triste.

  • e bartlett

    -

    26/3/2012 às 0:49

    Ah, que falta Chico Anisio vai fazer! Estamos todos de luto.

  • Marcia Castro

    -

    25/3/2012 às 22:33

    Uma homenagem resumida numa frase do poema Para Sempre do grande Carlos Drummond de Andrade: “Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio…”

  • fernando pawlow

    -

    25/3/2012 às 18:04

    Bravo Augusto,tive hoje infelicidade de ler mais uma obra do “Coral Vozes do Esgoto”,de autoria de “Doutor da USP” sobre o Chico Anysio, acredito que seja a mesma à qual aludiram aqui.Inveja do Chico, que se livrou do fardo de viver no mesmo mundo que estas ratazanas.
    Aqui ficamos , ” e o salário,ó”.
    Abraços do Pawlow

  • Delcimar Bezerra

    -

    25/3/2012 às 13:50

    Nós Brasileiros vivemos tristes tempos (lula, pt, dilma, etc. etc.) e o país ficou ainda mais triste com a partida do grande Chico Anysio. Perdemos o maior ícone do humor Brasileiro. É uma pena. A rede Globo ganharia muito mais se tirasse do ar esse lixo de zorra total e reprisasse os programas do Chico. Parabéns Chico por ter nos dado tantas alegrias. Descanse em paz.

  • Airton

    -

    25/3/2012 às 13:18

    Simplesmente um genio , principalmente da comédia , do humor .

  • Sergio Corrêa

    -

    25/3/2012 às 13:01

    Bom Augusto
    Sou, como você e milhões de pessoas, fã incondicional do talento do Chico. Seria possível a colocação de um endereço no qual pudéssemos assistir a entrevista que mencionou?
    Grato.
    Um abração
    Sergio Corrêa

  • Sínter.

    -

    25/3/2012 às 12:20

    foi o melhor.

  • arilson sartorato

    -

    25/3/2012 às 11:04

    O BRASIL FICOU MAIS TRISTE, E CÉU MAIS CONTENTE, AGORA O MESTRE VAI SE JUNTAR A ROGÉRIO CARDOZO,FRANCISCO MILANI,VALTER D’AVILA E RONALD GOLIAS.

  • LUG

    -

    25/3/2012 às 9:42

    Talentoso. Foi o maior de todos os humoristas brasileiros. Nossa saudade. Nosso carinho. Fique em paz, Chico Anysio.

  • Deonísio da Silva

    -

    25/3/2012 às 9:39

    Augusto, gostei da chamada: os personagens criados por ele, com ele se vão! Que parem com essa babaquice de dizer que eles ficaram. Quem os fará como ele? Ninguém!
    Estou em Porto Alegre desde ontem para lançar LOTTE & ZWEIG. Zero Hora, que você dirigiu, deu apenas uma notinha e o evento foi ótimo: Voltaire Schilling e eu falando sobre Zweig, holocausto, presença judaica no Brasil, especialmente no RS etc. Se você ainda estivesse aqui…Mas o tempo passa, como dizia Fiori Gigliotti, e de repente “fecham-se as cortinas e termina o espetáculo”.
    Algumas coisas pioraram no fantástico show da vida. Estou meio revisionista, hoje, pela memória que brota aqui no Sul, meu terrum. Ainda no aeroporto, nem bem tomei o táxi, vi um enorme cartaz de meus colegas professores denunciando o governador Tarso Genro como um fora da lei: não cumpre o a lei que manda pagar piso de algumas merrecas aos professores! Caramba! Levei um soco nas ventas! O Tarso, do PT, denunciado e levado aos tribunais por não querer pagar os professores! Ele merece a recomendação que Nazareno dá à mulher: “Calada!”. “Tá com pena? Leva pra você!”. Tarso Genro está mais Justo Veríssimo! Sou seu amigo, mas sou mais amigo da verdade, como no célebre dito. E essa não há como negar!Pegue um pouco das verbas que foram destinadas ao albergue e à porteção do assassino Cesare Battisti e pague pelo menos uma merenda aos professores!

  • Neile

    -

    25/3/2012 às 9:37

    Engraçado ! Ninguém fala do TIM TONES ,o pastor que representa os “cidadãos” mais espertos desse BRASIL varonil.Esse personagem do Chico ,como todos os outros ,é de uma caracterização espetacular ,mas parece que ninguém se lembra dele.Tomara que o Canal Viva volte a veicular o Chico City e o Chico Total !

  • Sofia Maria

    -

    25/3/2012 às 8:00

    Augusto querido,com todo respeito,voce esta um gato na foto!Rssss
    O primeiro personagem de Chico Anisio que eu conheci foi o Coronel Limoeira ,que tinha uma esposa muito jovem, a Maria Teresa.Eu era ainda muito crianca e portanto nao tinha condicao de “sacar” que era uma brincadeira com o Presidente Joao Goulart.E outro que nunca me esqueci foi o Prefeito Valfrido Canavieira,cuja esposa torrou uma grana preta comprando sapatos e ele mandou incluir a despesa nos gastos com “Calcamentos” da Prefeitura,rsss…sim,”morreram”Chico Anysio e sentirei muitas saudades deles.
    Um grande abraco `a voce Augusto!

  • Sergio - SJC - SP

    -

    25/3/2012 às 2:12

    Aos familiares do Chico Anysio, o mestre do humor e do riso, nossas sinceras condolências. Que Chico nos perdoe, mas nesta sua partida eterna a tristeza é imensa e não temos do que rir de nada.

  • Genivaldo

    -

    24/3/2012 às 22:50

    Jorge – 24/03/2012 às 17:29

    Cala a boca, Jorge!!!

  • Marin

    -

    24/3/2012 às 22:04

    Grande amigo Augusto Nunes, costumo dizer as pessoas que mais prezo, aos amigos e também quase todos de um modo geral que, certos fatos e acontecimentos devem ser guardados na memória de cada um de acordo com tudo aquilo que representaram de bom, e os bons exemplos que ficam de uma forma ampla para todos, seja na família, na sociedade, para o País e para o Mundo inteiro.
    E a cada geração ou gerações que passam são marcadas por aqueles que através de sua Biografia e passagem por este Planeta, marcam para a História da Humanidade seus bons exemplos, isso se evidencia desde que DEUS criou o Mundo e tudo que nele habita.
    E se fosse mencionar aqui neste espaço todas as pessoas que já partiram desta para outra, e o legado que deixaram para o bem da Humanidade, seria quase impossível, mas é possível de mencionar os mais recentes, como é agora a morte do Chico Anísio, o melhor Humorista de todos os tempos, e nem é preciso dar maiores detalhes sobre ele, pois quem acompanhou a sua trajetória sabe muito bem do que estou falando.
    Digo e afirmo com toda convicção que, a exemplo de outras pessoas, Chico Anísio foi para o Humor, o
    que Michael Jackson foi para a Música, o Papa João Paulo II para a Religião e a Igreja, o Presidente Juscelino para o Brasil, e assim por diante, e tantos outros.

    Um abraço.

  • monica

    -

    24/3/2012 às 21:05

    me lembro da infância quando esperava ansiosa pela 5a. feira dia do “Chico City”. Que delícia curtir com a família um programa tão divertido. Chico pra mim é sinônimo do bom, do inteligente, do simples e fantástico humor que só ele tinha. Obrigada Chico. Me sinto privilegiada de pertencer a uma geração que conheceu o seu talento. Que saudade!!

  • Luis Gonçalves

    -

    24/3/2012 às 20:55

    Augusto, vc mencionou uma das vindas de Chico à Porto Alegre. Lemrei-me de uma das facetas do Chico: a do bom debatedor sobre o futebol. Sempre que vinha ele participava do “Sala de Redação”, da Rádio Gaúcha, programa de debates esportivos (futebol). Mostrava amplo domínio sobre o tema, do nível de grandes comentaristas. Era atualizado e bem informado. Prendia o ouvinte. Talvez seja uma faceta pouco conhecida do grande público.

  • Marco

    -

    24/3/2012 às 20:41

    Brilhante e comovente a sua homenagem.Me incluo entre os devedores…Devo e não nego, não sei se pago.

  • Kenjiro

    -

    24/3/2012 às 20:19

    Acabei de ver uma página de jornal que achei muito feliz em sua manchete: Morreram Chico Anysio.
    Realmente eram tantos e tão formidáveis que a perda não pode ser no singular.

  • PAPAGAIO

    -

    24/3/2012 às 19:23

    …É MENTIRA TERTA?
    NUNCA PRECISOU APELAR, COMO OUTROS HUMORISTA POR AI !!!!!
    SEU HUMOR ERA EXPONTANEO, FLUIA NATURALMENTE.
    É!!!! LÁ SE FOI MAIS UMA EXCELENTE PESSOA.
    ADEUS CHICO, VÁ COM DEUS !!!!!!!!!!

  • Cláudio Pereira

    -

    24/3/2012 às 18:54

    Caro Augusto, se foi o Pelé do humor brasileiro.
    o homem Chico Anysio com quem tive o prazer de passar uma tarde em sua casa no Rio, me ensinou em algumas horas muito mais do que ele poderia supor.
    fica mais uma lacuna no humor brasileiro, pois Chico era desses poucos que aqui nascem como Pixinguinha, Noel Rosa ou Nelson Gonçalves.
    GÊNIO!

    .
    um abração!

    .
    p.s.-Nessas horas nem é bom lembrar desses ratos que infestam a internet. lhes falta ética, moral e principalmente noção do quanto pode ser baixo num momento como esse evocar supostas posições políticas do humorista. só por isso revelam sua extrema ignorância!
    .
    intelectualmente o país não esta mais pobre, pois atingiu a indigência mental ao entrar na era da mediocridade!

    .
    FIQUEM COM DEUS!

  • RitaZ

    -

    24/3/2012 às 17:50

    Augusto,
    as lágrimas rolaram…Digna homenagem.

  • Jorge

    -

    24/3/2012 às 17:29

    Respeito quem gostava, mas jamais achei graca em seus personagens. Na verdade sempre os achei chatissimos – seu sucesso se deve aa inercia de audiencia da Globo (anything goes). Inventar personagens nao eh necessariamente demonstracao de talento: fazer com que um personagem nos faca rir eh outra coisa. Pessolmente prefiro Laurel & Hardy, Chaplin, Golias, Ari Toledo…

  • josé benedito amaral rocha

    -

    24/3/2012 às 16:59

    Perdemos o mais completo e Genial Artsta de nossa historia. O Brasil Perdeu o Riso, A Intéligencia e a Imensa Cultura Humanistica.

  • Raimundo Cazé

    -

    24/3/2012 às 16:45

    Após ter lido o seu belo texto, Augusto, só consegui esta modesta definição: “O BRASIL SEM CHICO ANYSIO PERDEu MUITO DO SEU RISO”.

  • ana soriano

    -

    24/3/2012 às 16:08

    O único autógrafo que pedi foi o dele e o conservei por alguns anos sob o vidro de minha mesa de secretária.
    Ele está dentro de cada um de nós, em nossas melhores memórias. Cumpriu sua missão.

  • Franklin

    -

    24/3/2012 às 15:52

    Grande conterrâneo. Esse, sim, era ídolo de todo mundo.

  • Eliana

    -

    24/3/2012 às 15:07

    um beijo, uma lágrima, saudade….e pra vc, Augusto, minha grande admiração pela tua

    Sim lágrima, beijo, saudade, gratidão.
    E a vc Augusto, minha enorme admiração pelos seus escritos, que, não importa o motivo ou inspiração, sempre me tocam.
    um abraço

  • César Lemos

    -

    24/3/2012 às 14:15

    Chico Anísio foi o Simonal do humor. Tão reaça quanto…

  • Revoltado

    -

    24/3/2012 às 14:09

    Nós, simples mortais, temos apenas 24 horas do dia para administrar entre o sono e outras atividades. Chico, como é eterno, devia ter bem mais horas para fazer tanta coisa ao mesmo tempo. É talvez o mais incrível ser humano que tive a imensa felicidade de ver durante algumas décadas, desde a minha infância. Jamais mudei de canal quando era ele que se apresentava, mesmo em programas repetidos. Realmente uma pessoa extraordinária que vai deixar uma enorme saudade. Que Deus o tenha, Chico!

  • Angelo

    -

    24/3/2012 às 13:38

    Senhores,bem lembrado amigo Sr.Augusto,que a alma deste grande artista que em minha juventude me
    proporcionou divertidos momentos de alegria,
    encontre em nosso Mestre Maior o eterno descanso,e
    nós com orgulho sempre o lembraremos,como aquele
    capaz de transformar o maú-humor em riso e alegria.

  • ana muniz

    -

    24/3/2012 às 12:21

    Primeira viagem de avião ( Avro, da Varig), destino Rio de Janeiro. Amigos cariocas me levaram para assistir o show do Chico, no Teatro da Lagoa. Era finalzinho da década de 1960, 68/69, por aí. Ri às lágrimas. Ri de correr para pipi room no intervalo. Ele interpretando Canto de Osanha foi divestidíssimo, inesquecível. Hoje os patrulheiros de plantão torceriam o nariz. Ontem, um tanto saudosa, agradeci – Chico Anísio faz parte de um dos melhores momentos da minha vida. Mas antes disso, radiola ligada na Rádio Nacional ou Mayrink Veiga, ouviamos o Coronel Limoeiro gritar – Maria Tereza!. Que coisa boa é viajar no tempo e lembrar do que continua sendo bom pois a alegria é eterna. É isso que conta, o que fica em nossos corações e mentes. Obrigada, Painho!

  • Sergio the original since 1ª Leitura

    -

    24/3/2012 às 12:11

    que pena!

  • Delmar Fontoura

    -

    24/3/2012 às 11:57

    .
    Do: http://jpfontoura.blogspot.com/
    .

    Nos últimos atos da peça que interpretava, já tendo descido do palco do humor, Chico Anysio permaneceu junto ao proscênio do teatro da vida, vendo se apagarem as luzes da ribalta, mas não deixou… …e não deixará… …de ser o gênio Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.
    .
    Um dia tentaram cortar um pedaço de sua genialidade, inverso de quando obrigaram o personagem Carlitos falar emudecendo a expressão do artista Charles Chaplin… …mas a alma de Chico ectoplasmou nas formas de uma “Escolinha do Professor Raimundo” e de um “Chico City”… …O tempo e o Espaço nos privarão, apenas, de sua matéria, mas não dessa sua alma, Chico Anysio, que permanecerá entre nós…
    .
    Até daqui um pouco gênio Chico!…
    .
    .
    Delmar Fontoura.

 

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