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04/08/2009

às 15:13 \ Direto ao Ponto

O discurso de estreia avisou que um fora-da-lei se fantasia de inocente

PUBLICADO EM 4 DE AGOSTO DE 2009

Durou três horas a reapresentação do artista, agora no papel de senador por Alagoas, encenada na tribuna da instituição que seus integrantes ainda chamam de “a mais alta Casa do Legislativo”. Terminado o discurso de estreia no que o Brasil que presta prefere chamar de Casa do Espanto, Fernando Collor proporcionara aos brasileiros um espetáculo tão desolador quanto pedagógico.

A performance de 17 de março de 2007 demonstrou que o artista quando jovem era um pouco pior. Em sua versão século 21, o canastrão é mais parcimonioso no uso de pieguices sublinhadas pela voz embargada. No lugar do pranto exagerado e inconvincente, agora recorre à lágrima furtiva, ou ao soluço quase represado. Faz o possível para evitar esgares que denunciam a arrogância uterina. E capricha na pose de quem está pronto para perdoar os supostos carrascos.

Ressalvado o esforço do ator, deve-se registrar que a encenação nada teve de edificante. Com a ajuda dos figurantes recrutados em todas as bancadas, Collor reafirmou que, no Brasil, um prontuário ambulante só precisa esperar algum tempo para reaparecer fantasiado de vítima sem ter purgado os pecados cometidos. Os acusadores de ontem são os espectadores cúmplices de hoje, prontos para juntar-se, amanhã, às testemunhas de defesa. O conteúdo do discurso inaugural, somado à reação amistosa de alguns senadores, à mudez de  outros e ao sumiço da voz das ruas, sugere que estão prescritos os incontáveis crimes (além das afrontas ao Brasil decente) protagonizados por Collor durante seu curto reinado.

O pesadelo começou em 15 de março de 1990, horas depois da chegada ao poder do homem que, nascido no Rio, fundiu na mocidade todos os defeitos da oligarquia gaúcha e do coronelato nordestino. Terminou formalmente em 28 de dezembro de 1992, com a renúncia de Collor, que apenas consumou a morte anunciada meses antes. Collor não deixou a vida política por vontade própria. Sangrava havia meses com os sucessivos escândalos. No dia da capitulação, o Brasil inteiro sabia que, durante dois anos, tivera na Presidência um aventureiro sem compromisso com valores éticos, com a lógica, com a lei.

Segundo a discurseira fantasiosa, Collor só cometeu uns poucos pecados veniais. Foi um erro ter tungado a poupança dos brasileiros, fingiu arrepender-se. Deveria ter sido mais clemente com os inimigos e mais generoso com os aliados, sobretudo os infiltrados no Poder Legislativo. Deveria ter sido menos indulgente com alguns auxiliares. “Cometi equívocos”, concedeu. Mas não fez nada que justificasse a perda do mandato.

O impeachment foi uma violência tramada no Congresso, acusou o farsante sem que uma única e escassa voz no plenário se animasse a exumar os muitos cadáveres insepultos ou ainda em decomposição. E a gastança na Casa da Dinda?, deveria ter berrado alguém do plenário. E os casos de extorsão promovidos por Paulo César Farias,? E o assassinato suspeitíssimo do tesoureiro do reino e chefe da quadrilha federal? E a história do Fiat Elba? E a fortuna criminosamente acumulada para financiar futuras campanhas? E a roubalheira institucionalizada? E a farsa dolarizada da Operação Uruguai? Nenhum senador ousou formular alguma das perguntas que seguem à espera de respostas.

“O tempo é o senhor da razão”, dizia a inscrição estampada numa das camisetas preferidas de Collor. O passar dos anos não absolveu o ex-presidente, nem o tornou melhor. O Senado é que piorou. Ficou ainda mais parecido com o representante de Alagoas. Um fora-da-lei reapareceu na tribuna fantasiado de inocente por saber que o plenário é um viveiro de culpados.

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95 Comentários

  • Cazoba(MOC)

    -

    17/5/2012 às 18:45

    ACORDA ALAGOAS: Esse criminoso matou muita gente,quando confiscou(roubou) a poupança de todos brasileiros.Quantas famílias foram ao desespero naquela época?ACORDA

  • Jeremias-no-deserto

    -

    17/5/2012 às 16:03

    O que me deixa intrigado é o fato de tanta gente ingênua ter acreditado na ladainha desse patife! Não me refiro aos menos ilustrados politicamente, mas a uma boa parcela da classe média culta e politicamente muito bem informada, que hoje faz o seu mea culpa. Felizmente entre as inúmeras besteiras que já cometi em minha vida não constam o meu voto a esse indivíduo ou ao guru de Garanhuns.Desse pecado eu não preciso me penitenciar jamais.

  • eder

    -

    16/5/2012 às 19:12

    Que foto essa do Collor!…no mínimo umas dez!…por isso que nem sente peso na consciência.

  • Rodrigo Sixel

    -

    16/5/2012 às 14:14

    Esta quadrilha é esperta. Cometem e “recometem” todos os tipos de crimes possíveis, pois sabem que estão no Brasil, e que o para o povo aqui, basta oferecer um bolsa esmola, carnaval em todas as épocas e futebol, que o povo esquece. Afinal de contas a maior parte da população se preocupa mais com as notícias de fotos nuas de uma atriz qualquer na internet do que com o que acontece com o dinheiro que é arrancado de seus bolsos, em forma de onerosos impostos, para sustentar esta máfia.
    Parabéns ao Brasil por ser uma grande fábrica de políticos corruptos e de povo analfabeto funcional.

  • Pedro bizzotto netto

    -

    15/5/2012 às 18:56

    Graças aos brasileiros do estado de alagôas êste pústula volta ao cenário político.

  • Lairton Lopes Sena

    -

    15/5/2012 às 14:54

    Mais um a participar da tropa de choque, com o intuito de fazer reféns os homens de bem deste país. Eles chafurdam no lamaçal de maracutaias, falcatruas,roubos… Torna-se urgente: darmos um basta;a imprensa não se calar diante de ameaças; o judiciário manter-se firma a favor da democracia… caso contrário deixaremos de ser nação e nos tornaremos marionetes sob o comando desta quadrilha.

  • Paulo Reis

    -

    14/5/2012 às 22:55

    Esse Marginal psicopata é muito perigoso. Não sei porque ainda esta em liberdade. Lula, Dirceu e Collor é tudo farinha do mesmo saco.

  • fpenin

    -

    14/5/2012 às 21:04

    Eu confesso: votei em Collor. A própria democracia fornece-me o remédio, nunca mais votarei em canalhas desse tipo.O erro é o prenúncio do acerto, mas, tem gente que não aprende…

  • PAULO

    -

    14/5/2012 às 20:21

    eu tenho certeza absoluta que todos esse conservadores hipócritas que hoje falam do COLLOR votaram nele.

    Pior é quem começou a votar depois que virou amigo do Lula. É o teu caso, paulanta.

  • Desouza

    -

    14/5/2012 às 20:04

    Esse falastrão de esgares insanos, vive alimentado pelo ódio e sede de vinganca. Acha-se injusticado pelo Brasil que pensa e por isso, se une cada vez mais a canalhas de sua estirpe para aumentar seu poder de fogo.

  • Pedro platilha

    -

    25/3/2012 às 10:48

    Como alguém teria coragem pra dizer algo? E o rabo preso como ficaria?
    Lembram se da frase mostrada no fantástico de domingo – eu protejo meus clientes e os clientes me protegem? E isso aí macacada.

  • hercidia coelho

    -

    24/3/2012 às 18:53

    Depois do mensalão, aprendemos que o Collor era só um aprendiz de ladrão. O que tanto nos indignou em 1990, 1991 e 1992 é hoje corriqueiro em nossa política. Como éramos inocentes!

  • Evandro

    -

    23/3/2012 às 13:31

    TEXTO ESPETACULAR E REVELADOR PROFUNDO!

  • Valentina de Botas

    -

    21/3/2012 às 19:15

    Do sebastianismo tropical jeca regado a uísque Logan ao sebastianismo tropical jeca regado à cachaça, o Brasil teve na breve administração FHC rara sobriedade para comtemplar a si mesmo com calma e descobrir que pode dizer não à cafajestice. Como presidente, Collor, o ubíquo imperador, parecia ressurgir de seu imaginário Alcácer-Quibir tupiniquim para caçar marajás e redimir “os descamisados e pés-descalços”. O yuppie arcaico, sordidamente autodeclarado “nascido com aquilo roxo”, garantiu que sua assinatura era a certeza do resgate da poupança sequestrada, na trama do Plano Collor que deixou o país em choque. Naquela eleição, escolher entre Lula e Collor foi como separar o joio do joio. Lula preferiu perder sozinho a ganhar com o apoio de Mário Covas. Um dois maiores elogios que o saudoso político poderia receber e um dos fatores determinantes para o país viver outro retrocesso. Quando acuado, o filhote da ditadura, na definição insuperável de Brizola, fez pouco mais do que pedir à imprecisa “minha gente” que não o deixasse só. Agora que o joio e o joio voltaram a se juntar, num ecumenismo de seitas fervorosamente adoradoras de ladrões, Collor chegou a ficar todo roxo na defesa apoplética que fez do respectivo sumo sacerdote e no ataque à imprensa. Vingou-se defendendo um inimigo histórico. Enfim, identificou e encontrou “sua gente” na súcia. A aliança nefasta entre os jecas imperiais ébrios de poder avisa ao país que cafajestes não recuam diante de um “não” e um país complacente com cafajestes já perdeu não ainda o direito de dizer “não”, mas certamente a sobriedade para articulá-lo. Um beijo, Valentina.

    É isso, Valentina. Um beijo.

  • José Dailton Barbieri

    -

    20/3/2012 às 13:50

    Penso que à época havia juízes na acepção do termo. Hoje, a maioria da nossa Corte Suprema se curva ao Executivo, como se extraí de algumas decisões.

  • aldo soares

    -

    20/3/2012 às 8:50

    Elle surgiu como um fenômeno: da arrogância, da mentira;da megalomania louca de poder, desvairado, intolerante e, confesso que na época votei nele. No futebol os pernas -de- pau são expurgados; mas,…na política, são exaustivamente treinados a bater um bolão: pois,o povo assim quer. Ah! lei eleitoral formidável;anos depois os ilícitos se transformam em verdadeiras experiências.

  • ricardo .

    -

    19/3/2012 às 19:56

    Ufa……vcs já disseram tudo,só um detalhe,Collor passou a juventude entre,Rio,DF,Al elle ia poucas vezes!!!Mas, quando ia,ia!

  • José Carlos Colodette

    -

    19/3/2012 às 18:40

    Esse comentário é só para dar uma resposta ao Júnior Leite.
    Júnior, você é o perfeito idiota latino americano, O típico idiota agulha (toma na unda e não perde a linha – sei que você me entendeu, Júnior). Você é o analfabeto político de que falou Bertold Brecht. Sei que você não sabe quem é ele mas, um dia, quando você conseguir tirar as patas dianteiras do chão poderá conhecê-lo. Só uma pergunta, Júnior Leite, você vai deixar de mamar e passar a comer capim quando?

  • carlos mattos

    -

    19/3/2012 às 17:51

    Quem pariu matheus que o embale, o cara nao vai devolver a grana que gastou em gasolina e restaurantes, sera que vai ficar por isto mesmo( estou sem interrogacao)

  • Sínter.

    -

    19/3/2012 às 14:56

    leite talhado para o cafézinho do congresso.
    e a vaca dona desse leite teima em não ir pro brejo.

  • junior leite

    -

    19/10/2010 às 15:40

    Augusto,o certo é que Collor é um politico fenomenal e tem seu nome registrado na historia deste país,já o seu?

    Na história do crime figura entre os melhores prontuários. Meu nome, é verdade, nem aparece.

  • junior leite

    -

    19/10/2010 às 11:07

    Sensus: Dilma Rousseff 99%, Serra nenhum, indecisos 1%

  • Dalton C. Rocha

    -

    8/8/2009 às 17:38

    Pedro Simon não tem o direito de dar lições de moral a Collor, nem a ninguém.
    O site http://www.visaoindependente.com/2009/03/17-anos-depois.html fala sobre Collor.
    O Senado é essa zorra, nãoporconta de Collor, Renan ou Sarney e sim,por conta de Lula.

  • FERNANDO

    -

    7/8/2009 às 3:54

    Diocleciano, como tantos outros que já apareceram aqui dizendo ser democrata e depois ter se revelado PTralha, talvez você seja diferente deles. Este espaço sim é democrático e muitos que vêm aqui e deixam seus comentários são apartidários e têm totais isenções para descer o cacete em quem quer que seja. Não estamos aqui para defender políticos corruptos ou partidos, estamos aqui para comentar as mazelas que eles causam ao povo e ao nosso país.

  • maria cristina

    -

    6/8/2009 às 19:22

    Lulla está criando uma cobra no seu quintal.
    Eu tenho certeza que ela dará seu bote na hora certa. E será merecida.

  • Paulo do Valle

    -

    6/8/2009 às 11:32

    Fiquei emocionado ao ver a foto da 1ª página de hoje do Estadão, mostrando os TRES MOSQUETEIROS, guardiães da imoralidade, da corrupção, do nepotismo e outros delitos mais, que por serem senadores acham que podem fazer quaisquer maracutaias em beneficio próprio e de seus familiares e asseclas, pois sabem que jamais terão de pagar por seus crimes, porque têm o foro previlegiado e a impunidade, que tem como casa mãe o Congresso Nacional, que tornou-se a MAIOR de todas as leis. A foto só não está completa porque faltou o D’ARTANGNAN, talvez ocupado em planejar as próximas “ações comunitárias” das outras facções criminosas que estão alojadas no atual Governo da República Federativa do Brasil. Que lástima!

  • Julia

    -

    6/8/2009 às 10:07

    O Collor não é só uma figurinha lamentável é um político com as piores intenções, criou uma farsa eleitoral, destruiu a vida de milhares de pessoas com o Plano Collor e confirmou as piores previsões sobre a sua trajetória…tem sempre um comportamento indecoroso e imoral. Votei no Covas no primeiro turno e fico irada em pensar que esse país poderia ser muito melhor tendo o Mário Covas como presidente…não existe se na história eu sei…mas o Mário Covas merecia ser presidente!

  • Ingo

    -

    6/8/2009 às 8:36

    Augusto,

    Sei que este Blog não é chat.

    Mas acontecimentos como os de ontem, com o Brasil esclarecido atento a Sarney e Brasília, comentários como os seus são indispensáveis.
    E se fossem mais em cima da hora, tanto melçhor.
    Obrigado.

  • Diocleciano

    -

    6/8/2009 às 7:54

    Ingo,

    Eu, petralha? Não, não. Eu sou o que por aqui chamam de democrata genuíno. Mas genuíno, mesmo. E não de araque.

    Agora, que mal lhe pergunte, você – e o outro aí – é um tucanalha?
    Disfarçado? Ou escancaradamente declarado?

  • Conrado

    -

    6/8/2009 às 1:48

    Na verdade o pesadelo só começou em 15 de março de 1990, Augusto. O primeiro presidente empossado num primeiro de janeiro foi o FHC, em 1995.

  • FERNANDO

    -

    5/8/2009 às 21:03

    AUGUSTO, isso é verdade!, espero que desta vez a magistratura seja rápida e faça a verdadeira justiça e não a dos SARNEYS.

  • FERNANDO

    -

    5/8/2009 às 20:54

    AUGUSTO, quando você tiver alguma informação nos passe por favor, devemos acompanhar de perto todos acontecimentos e atentados contra à democracia imposta a imprensa deste país pelo medíocre pau-mandado travestido de desembargador ( DÁCIO VIEIRA ). Obrigado, um abraço.

    VAMOS FICAR EM CIMA DA JUSTIÇA. QUANDO QUER, SABE SER RÁPIDA.

  • Gilmar Coelho

    -

    5/8/2009 às 20:18

    “Um homem armado é um cidadão. Um desarmado é um súdito” — Timothy McVeigh
    Pois bem assim foi como Collor se comportou desde o primeiro dia no senado, a sua primeira vítima foi o senador Pedro Simon, este carioca das alagoas, veio armado até os dentes, com ódio,raiva,rancor,mágoa,ressentimento,arrogância,petulância,ameaças, e não duvido que debaixo de seu “gabán” ele tivesse um 38tão, pois tratou o digníssimo Pedro Simon com se fosse um de seus súditos da época do governo rapina que ele fez. Falta também explicar sobre a morte de Pedro Collor, que antes de vir para Miami, foi atestado que não tinha nenhum problema de saude mental, e acabou morrendo com tumores no cérebro. O que pode dizer o Sr. Collor sobre aquele pai de santo alogoano que na época era guru dele e do PC Farias?

  • Jorge Schweitzer

    -

    5/8/2009 às 20:05

    Ave Augustus,

    Amigo, hoje enviei o texto abaixo para: fernando.collor@senador.gov.br; senador pedro (simon@senador.gov.br); renan.calheiros@senador.gov.br

    E, lógico, postei em meu blog…

    Collor: Parece Cocaína, mas é só Tristeza…
    ================================

    Entrevista publicada em 27/5/1992

    VEJA – O senhor já admitiu que consumiu drogas na juventude. Como foi isso?
    Pedro Collor – Quando eu era jovem, era uma coisa que estava na moda, lá por 1968,1969,197O.

    VEJA – Em 1968, o senhor estava com 16 anos de idade.
    Pedro Collor – Mas é isso.

    VEJA – Que tipo de droga?
    Pedro Collor – Cocaína.

    VEJA – Seu irmão Fernando também?
    Pedro Collor – Sim.

    VEJA – Foi ele que o induziu a experimentar cocaína?
    Pedro Collor – As pessoas, por serem de faixa etária um pouco acima, naturalmente têm mais acesso a esse tipo de coisa. Foi assim que aconteceu.

    VEJA – LSD também tinha?
    Pedro Collor – Teve também LSD, umas duas ou três vezes.

    Na adolescência Collor era conhecido como “Fernandinho do Pó”…

    ..

    Senador Pedro Simon,

    Hoje li no jornal duas frases suas: “Tive medo” e “Foi assustador”!

    Como assim, senador?

    Teve medo do Fernando Collor?

    Não pode, não deveria…

    Os senhores senadores são muito bem remunerados para sentirem-se borrados de medo…

    Têm muita mordomia penduricalha disponível para seus cargos a justificar que a Sociedade cobre de vocês valentia indomada…

    Medo do Collor, Senador Simon?

    Tenha paciência…

    O senhor tinha que ter partido para o tudo o nada com um pilantra daquele envergadura…

    Aquelas reações que o senhor considerou assustadoras são normais em adictos…

    Depois passa e o sujeito entra em depressão profunda, mania de perseguição e desenvolve quadro de transtorno de personalidade…

    Se o senhor aguardar que ele vá ao banheiro e volte já irá presenciar outro sujeito com caráter desconfiado sem sequer lembrar o que ocorreu…

    Senador Pedro Simon, o senhor deveria fazer como o Roberto Jefferson…

    Andar armado sempre, mesmo no Congresso..

    Naquele momento que o senhor pensou que o Collor poderia estar sacando uma arma, sacaria sua pistola e pum…

    Isto chama-se legítima defesa putativa…

    Nome apropriado para sentar chumbo no Collor, né caro Simon?

    Acha que estou brincando?

    Não!

    Agora, nobre Senador, o senhor não correu risco algum…

    Collor é um trouxa…

    Aquilo tudo é jogo de cena…

    E mais, o Arnon – pai do trouxa – errou um tiro a menos de cinco metros de Silvestre Péricles e acertou um camarada que estava coçando o saco logo atrás, o senador José Kairala…

    Porém, Senador, se o senhor continua com medo depois de tudo que falei…

    Entrega o cargo…

    Põe outro no lugar…

    Me recuso a ser representado por alguém que tem medo de Collor, Renan e Sarney…

    O senhor sabe de cor o Hino da Independência?

    É por aí…

    Jorge Schweitzer

  • FERNANDO

    -

    5/8/2009 às 19:52

    AUGUSTO, tire uma dúvida minha, o jornal O estado de S. Paulo recorreu da liminar deferida pelo desembargador DÁCIO VIEIRA em prol do FERNANDO SARNEY?.

    FERNANDO: ONTEM À NOITE, A DIREÇÃO DO JORNAL INFORMOU QUE O RECURSO SERIA ENCAMINHADO HOJE.

  • FERNANDO

    -

    5/8/2009 às 19:45

    AUGUSTO, sarney não acrescentou nada na defesa dele no plenário do senado, e o pior está acontecendo no conselho de ética, que vergonha!. INGO ele não estar disfarçado, é PTralha sim.

  • elís

    -

    5/8/2009 às 19:18

    Cadê o petê????? Cadê a Ideli,enquanto mulher combativa???? E a Dilma não-candidata???? O pobre Mercadante anda fazendo um tremendo esforço para tirar o collorido do seu bigode… em vão.

  • marilia r bassi

    -

    5/8/2009 às 19:05

    Que vergonha: Collor, Renan & Sarney… e pensar que 2 deles já foram presidentes do Brasil. Pobre de nós, brasileiros, nas mãos desses canalhas. Ontem e hoje, nas mãos de vagabundos, mafiosos, canalhas.

  • joca

    -

    5/8/2009 às 18:52

    o chato é que o povo é que vota, elege e, eventualmente, pressiona pela saída dos governantes de plantão. que saco, isto, não? deviam deixar o augusto decidir se o collor pode ou não ser senador…

  • Ingo

    -

    5/8/2009 às 17:30

    Diocleciano.

    Este é um esdpaço democrático. Muito democrático.
    Ainda que mal lhe pergunte:
    Vc é um petralha?
    Disfarçado ou declarado?

  • Ingo

    -

    5/8/2009 às 17:27

    Augusto,

    Está faltando cobertura na crise do Senado.

    Veja o que faz o Noblat.
    Em cima da hora.

    CARO INGO: A OBSERVAÇÃO É PERTINENTE, MAS PREFIRO ACOMPANHAR PELA TV E COMENTAR EM SEGUIDA. ISSO NÃO IMPEDE QUE VOCÊS COMENTEM ENQUANTO A COISA ROLA. ABRAÇÃO. AUGUSTO.

  • Diocleciano

    -

    5/8/2009 às 14:44

    Acabo de ver na TV senado um discurso da senadora Kátia Abreu. Ela está a defender fazendeiros, latifundiários… Defender o cidadão que nela votou!? Que nada! Ela defende a corporações que bancam sua campanha. Ao cidadão ninguém defende, porque este é facilmente manipulável.

  • Diocleciano

    -

    5/8/2009 às 13:44

    E o senador Pedro Simon era acostumado a discursar e encantar a plateia. “Oh, Pedro, falar sozinho é fácil. Mas o senhor viu que com outro fazendo objeções a coisa é, digamos, um pouco mais difícil.”

    O Pedro foi pego de surpresa. Tremeu do pé à cabeça. Ficou nervoso quando foi lembrado por Renan que fala mal de Sarney devido a ele, Sarney, ter sido o vice de Tancredo, e não ele, Símon. E nesse particular pareceu ter Renan uma certa razão.

    Longe de mim está aqui a defender Sarney, Renan ou Collor. Mas também não se pode lhes negar o direito de se defender. E foi o que fizeram, se defenderam.

    O senador Símon disse que estranhou a reação de Collor. Ora, senador Pedro Símon, o senhor fez um discurso irônico, utilizando-se de indiretas. Chamou o Collor de corrupto na cara dele. Que reação era pra ter? Qualquer um, a menos que fosse covarde, reagiria.

    Ademais, adorei aquela discussão. Tortura é ouvir discurso de Mão Santa. Torço para que hoje haja mais um bate boca.

  • José de Araújo Madeiro

    -

    5/8/2009 às 13:30

    Augusto,

    A república está no homem e não no poder. A minha república é a minha casa e muito anterior é a minha pessoa. Não me importa às defenderei pouca me importa o resultado ou às circunstâncias. Para mim, o Brasil sempre estará acima de Lula ou de quaisquer brasileiros sem os predicados para representá-lo.

    Na qustão da valentia do Collor de Melo, desafiando um colega de parlamento em diferencias muito significativas de idade e porte físico, lembrei-me de umas palavras dos meus tempos do sertão de que o homem verdadeiramente valente cumpre os seus deveres e não vive provocando ninguém.

    Att. Madeiro

  • CARLOS T

    -

    5/8/2009 às 13:23

    parabens augusto ! parabens a veja!

  • Moacir

    -

    5/8/2009 às 12:56

    Que texto! Que qualidade jornalística! Que estilo brilhante! Parabéns, Augusto Nunes!

  • hermes

    -

    5/8/2009 às 12:39

    Eu perguntaria aos Petistas, como Ideli Slavati, Tiao Viana, Aluisio Mercadante:
    Vocês vão deixar o Collor e Renan mandarem no Congresso?
    Ideli que é tão combativa, olha se vacilar elle entra na chapa da Dilma e vocês vão chupar o dedo heim?

  • PAULO BOCCATO

    -

    5/8/2009 às 12:28

    (ANUNCIO)
    JOGAMOS BUZIOS , FAZEMOS MACARRONADA, TRABAIO DE ENCRUZIADA E VINHO DA TOSCANA COMO MINGUEM !

    CONSULTE “PAI BOCCATO DE OGUM “, CAPISCE !

    DESCONTO EM GRUPO PARA POLITICOS EM MAUS LENÇÓIS !

  • PAULO BOCCATO

    -

    5/8/2009 às 12:26

    “(PREVISOES TIRADAS DAS MINHAS DUAS DE “CRISTAL”…UI !)”

    LEIA-SE…

    BOLAS DE CRISTAL…BO-LAS !

  • PAULO BOCCATO

    -

    5/8/2009 às 12:24

    (PREVISOES TIRADAS DAS MINHAS DUAS DE “CRISTAL”…UI !)

    1-) ALGO ME DIZ QUE O PAÍS SE DIVIDIRÁ POLITICA E MENTALMENTE DEFINITIVAMENTE EM DOIS…UM NO SUL E OUTRO, NO NORTE E NORDESTE , APOS AS PROXIMAS ELEIÇÕES !

    2-) DEVIDO AOS BOLSA-ESMOLA E VALE-VOTO DO GOVERNO DA QUADRILHA FEDERAL , NO NORTE E NORDESTE ,RESISTIRAO…MAS :

    3-) O PT SERÁ PULVERIZADO PELO VOTO NO CENTRO SUL E SUDESTE EM ESPECIAL !

    4-) NA IMPRENSA…MENTIROSOS, DISSIMULADORES E FLAGRADOS PELOS FATOS, AS ‘REDASSÕEZ’ DE ALUGUEL FICARAO RENDIDAS E VENDIDAS PELA NOTICIA QUE JORNALISTAS INDEPENDENTES COMO A. NUNES ENTRE OUTROS , SAINDO NA FRENTE, “SURFARAO” NAS LINDAS ONDAS DA CREDIBILIDADE QUE FALTARÁ AO RESTO DA DONA “ENPRENSSA” !

    5-)…EM MENOS DE CINCO ANOS , O SACO DA MILICAIADA ,SE DER DILMA NA CABEÇA, VAI ESTOURAR E A PIOR DA PIOR DAS DITADURAS VAI SE INSTALAR AQUI E BYE BYE DEMOCRACIA !

    PODEM ME COBRAR !

    ASS.: “PAI BOCCATO DE OGUM ”
    …AXÉ BABÁ, CAPISCE ?

 

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