10/11/2009
às 15:46 \ Baú de PresidentesTancredo encerra a aula com a lição n° 6: “A conciliação só pode ser feita em torno de princípios”

Estou na mesa do restaurante com Tancredo Neves em busca de mais informações para a edição especial de VEJA que vai circular logo depois de 15 de janeiro de 1985, quando o Colégio Eleitoral escolherá o primeiro presidente civil depois de 20 anos de regime militar. O diretor José Roberto Guzzo e o diretor-adjunto Elio Gaspari monitoram o tempo todo o trabalho do trio de repórteres, completado por Guilherme Alves e Etevaldo Dias, chefe da sucursal de Brasília.
Naquela noite de novembro, o copioso material já reunido é suficiente para sustentar a chamada de capa: A História Secreta da Sucessão. Havia muito mais a descobrir, mostrariam as semanas seguintes. A conversa em Belo Horizonte confirma que, para Tancredo, ainda há pedras a remover no caminho que desemboca na rampa do Palácio do Planalto. Mas parece desimpedido ao menos o trecho a percorrer até o Colégio Eleitoral. O candidato da oposição está convencido de que vai vencer Paulo Maluf na última eleição presidencial sem povo.
─ Maluf deixou de ser uma opção razoável, eles não tem escolha ─ diz, abrangendo com a terceira pessoa do plural simpatizantes recentes, indecisos e adversários sem ânimo para engolir a alternativa.
(Talvez já estivesse pensando no discurso da vitória, ficarei desconfiado em 15 de janeiro, ao ouvir outra citação de bom gosto do presidente eleito: “Com o êxtase e o terror de haver sido o escolhido, como diria Verlaine, entrego-me, hoje, ao serviço da Nação”. Por decisão de 480 dos 686 integrantes do colégio reunido no Congresso, contra 180 que optaram por Maluf, o 29° chefe de governo do Brasil republicano seria aquele mineiro de 75 anos, baixo, calvo e de nariz arrebitado, a barriga um tanto pronunciada camuflada por ternos bem cortados e olhos escuros e vivos que se apertavam no sorriso frequente).
─ Morro de medo quando meu nome fica em evidência ─ começa Tancredo a repetir uma das frases prediletas. ─ Nunca me convidam para um banquete. Só se lembram de mim na hora da tempestade.
Esse é capaz de conseguir algum tipo de acerto até num Maracanã em dia de Fla-Flu, penso.
─ Mas não aceito o entendimento a qualquer preço ─ ele replica ao que eu não disse. ─ A conciliação só pode ser feita em torno de princípios. É também por isso que acho mais complicado conseguir um acordo entre contrários do que uma vitória eleitoral.
O domador de tempestades teve um desempenho luminoso já na crise de estreia, provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. Recolhido ao casarão em São João del Rey, onde nasceu, convalescia desde outubro do ano anterior da derrota para Magalhães Pinto na disputa pelo governo de Minas Gerais. E examinava a idéia de encerrar a carreira política quando o destino o remeteu ao olho do furacão.
Decolou para Brasília a pedido do general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar do governo que, formalmente presidido pelo deputado Ranieri Mazzili, estava sob a tutela dos ministros do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. A trinca, contou-lhe Geisel, não admitia a entrega do cargo abruptamente desocupado ao vice João Goulart, em viagem oficial à China. Como o governador Leonel Brizola, entrincheirado no Palácio Piratini e apoiado pelas tropas aquarteladas no Rio Grande do Sul, exigia a posse de Jango, as dimensões e a tonalidade das nuvens anunciavam um temporal de bom tamanho.
É coisa para o doutor Tancredo, concordaram os comandantes militares. Era mesmo. Poucos dias e muita conversa depois, o conciliador vocacional fechou o acordo que afastou o fantasma da guerra civil. O vice tornou-se presidente, mas com poderes reduzidos pela adoção do regime parlamentarista. A escolha do nome do primeiro-ministro foi feita sem disputas, debates ou dúvidas. Só podia ser Tancredo Neves.
Mais de vinte anos depois, de novo só podia ser Tancredo Neves o candidato da mais multifacetada aliança política da história republicana. Nenhum outro juntaria na mesma campanha todos os “autênticos” e todos os “moderados” remanescentes do PMDB. Nenhum uniria num só bloco todos os partidos de oposição, com a exceção previsível do PT, que optou pela abstenção. Nenhum atrairia tantos governistas dissidentes. E nenhum escaparia ao veto ostensivo de oficiais inconformados. Se não existisse um doutor Tancredo, o Brasil teria de esperar sabe-se lá quanto tempo ainda pela ressurreição da democracia.
Ele está em boa forma, equivoco-me ao ouvi-lo pedir um licor depois da sobremesa. É provável que já estivesse suportando as dores que esconderia até 14 de março, quando o país pronto para festejar a posse do eleito foi abalado pela notícia da primeira cirurgia. Escondeu-as por achar que o presidente Figueiredo não aceitaria passar a faixa presidencial nem a José Sarney, vice-presidente eleito, nem a Ulysses Guimarães, presidente da Câmara.
─ Vejo o senhor em Brasília ─ despeço-me na calçada em Belo Horizonte.
É um sorriso cansado, noto enquanto me deseja boa viagem.
─ Vejo o senhor no palácio ─ ouço-me dizendo em 15 de janeiro, achando mais cansado o sorriso do presidente eleito.
Não voltei a vê-lo vivo.
Tags: acordo, conciliação, contrários, Elio Gaspari, Ernesto Geisel, Etevaldo Dias, Guilherme Alves, Jango, João Goulart, José Roberto Guzzo, José Sarney, princípios, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães






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18 Comentários
Valentina de Botas
-28/10/2011 às 0:37
Boa noite, Augusto!
Eu, que sou enxerida o suficiente para “consertar” ditados, ao “elogio demais sai pela culatra” acrescentaria “só quando é falso”. Sempre que comento na sua Coluna é para elogiar o seu trabalho, e não há como fazer diferente, perdoe-me. E por trabalho não entenda “só” o jornalismo, com toda a sinceridade, Augusto, você é o melhor escritor jornalista em atividade. Leio bastante. Sei o que estou dizendo. Você nem precisa de mim para sabê-lo, é evidente. Ler este Baú de Presidentes é puro deleite também porque você ensina a como aprender, especialmente no tratamento que deu às conversas com Tancredo Neves. Nelas, vê-se um jornalista que sabe estar diante de um mestre da vida, exímio articulador político, provável primeiro presidente civil depois da ditadura e, no entanto, não se encolhe: assimila as seis lições com a humildade dos que têm noção exata de quão rara é a oportunidade e, leal ao moleque danado e encantador que ficara na ponta dos pés para espionar Jânio Quadros à mesa de jantar do doutor Adail, é admiravelmente natural na busca permanente de alcançar a altura do mestre. “A conciliação só pode ser feita em torno de princípios” é a lápide de um tempo sucedido pelo da execrável governabilidade, em nome da qual a ética e a vergonha na cara são abolidas. Um testemunho que resgata esse contraste só pode ser elogiado. Continuarei vindo à Coluna para aprender mais com você e, conforme-se, elogiá-lo. O que mais fazer a um jornalista que, exercendo honesta e brilhantemente a profissão-paixão, preserva a doce inquietude do moleque que adivinhou o diagnóstico de dona Biloca acerca de Jânio? Com um beijo, Valentina.
Que delícia de comentário, Valentina. Ilumina qualquer noite. Um beijo.
Oliver
-17/08/2011 às 18:29
AUGUSTO
Querido amigo. Permita-me um pouco de devaneio ? O efeito randômico deste espaço gera encontros interessantes. Você, por exemplo, aproveitou para ficar um pouco mais senhor em sua foto de abertura. E vi pela primeira vez neste Baú a saga de seus encontros com o Dr. Tancredo, que li com entusiamada curiosidade. Juro que bateu uma saudade de um tempo que nem vivi. Conheci o Sr. José Serra dos tempos do Jornal da Tosse, onde ele dividia o brilhantismo de suas análises com outro figurão das frases de efeito, o jornalista João Mellão Neto. E tive o prazer de acompanhar de perto a saga política de outra figurona de nossa história, o saudoso Mário Covas, desde seus tempos de baixada santista. Para quem viveu esses tempos e conviveu, mesmo que fortuitamente, com estes políticos, analisar a política e os políticos de hoje chega a dar enjôos. Como pudemos descer tanto na escala moral e cívica ? Como conviver com esses bandidos sem se enojar com tudo o que fazem ? Confesso-me sem respostas. O talento para a arte da política, mesmo até não simpatizando com algumas de suas figuras em si, foi trocado pela tábula rasa da barganha, da mentira travestida de mantras publicitários, da lavagem cerebral levada à exaustão por uma estrutura de informação no país deformada pela propina, pelas vantagens não contabilizadas ou mesmo pela intimidação pura e simples, o que serviria para testar a cor dos testículos dos agentes de nossa imprensa. A desmoralização da figura política hoje parece mesmo um caso pensado, misto de covardia crônica com absoluta falta de talento para “ouvir a temperatura” das ruas. Outro Dr. Tancredo jamais existirá, nesta sopa rala de figuras insossas. Eu era feliz e não sabia.
ana
-27/02/2011 às 22:52
Fomos amigos há muito tempo, Ana. Até que eu soubesse de algumas coisas semelhantes às que você mencionou. Um abraço.
Gabriel de Azevedo
-12/11/2009 às 22:46
Esse artista, que quis ser militar, mas viu a vida ser entregue a causas maiores estudando direito em Belo Horizonte e dando os primeiros passos públicos numa campanha eleiotral, é uma das minhas maiores fontes inspiração.
Morreu um pouco menos de um ano antes do meu nascimento, todavia a memória é norte nos meus passos. A tristeza em não tê-lo conhecido é compensada pela felicidade em ajudar os netos a terminar o que ele começou.
Abraços de um leitor emocionado.
Genaro
-12/11/2009 às 13:25
“Nenhum uniria num só bloco todos os partidos de oposição, com a exceção previsível do PT”, que só criticava, reclamava, denunciava e berrava sempre contra tudo e todos e nunca a favor de alguma coisa
ou de alguém. Foi assim que o PT conseguiu construir na mentalidade dos eleitores a imagem de um partido sério, puro, ideológico e intransigente em matéria de probidade no trato da coisa pública.
Uma vez que empolgou o poder, porém, suas vestais rasparam as pernas e caíram na vida, entregando-se a qualquer um e por qualquer trocado. Evidentemente, pois, trata-se de um partido verdadeira revolucionário. Que revolução!
Abração, Genaro
Thuya
-12/11/2009 às 11:52
Ao
Luis R Nunes Ferreira disse:
10/11/2009 às 16:37
Falou tudo: “Neste nosso país de curta memória, nossa história recente – tão precariamente abordada – acaba indo para o limbo sem iniciativas como esta.”
Valeu Luis, continue conosco. E é claro, obrigada Augusto.
Amigo de Floripa
-11/11/2009 às 17:13
Não se deve esquecer o Tancredo. O brasileiro não sabe identificar e valorizar a ética. É um burro partidário e apegado as vantagens. Se soubesse jamais teria eleito o Brizola, Joaquim Roriz, Collor, Garotinho, Paulo Maluf, Renan Calheiros, Romero Jucá, Ideli Salvatti, Marta Suplici, José Sarney, Lula, etc, etc…
Luiz Carlos
-11/11/2009 às 13:47
Simplesmente maravilhoso!!!! Tambem quero ver essas e outras histórias contadas num livro!!!!
Parabens pelo texto brilhante como sempre.
Ingo
-11/11/2009 às 11:19
Embora não compartilhando do entusiasmo do Augusto e de muitos pela figura do ilustre mineiro, sua memória merece respeito.
Algumas frases pensamentos de Tancredo Neves
“Então não me conte. Se você, que é o dono do segredo, não consegue guardá-lo, imagine eu.”
Obs.: Quando alguém tentou contar-lhe um segredo que ninguém podia
saber.
“As fontes de todos os problemas são três: barra de ouro, barra de terra e barra de saia. (Dinheiro, riqueza e mulheres).
|
“A cidadania não é atitude passiva, mas ação permanente, em favor da comunidade.”
“Não são os homens, mas as idéias que brigam. ”
“Eu não merecia isso. ”
Ao neto Aécio, indo para a sexta operação.
Thuya
-11/11/2009 às 9:11
“Nenhum uniria num só bloco todos os partidos de oposição, com a exceção previsível do PT, que optou pela abstenção.”
Dei destaque a esse trecho porque é sempre bom lembrar que o PT foi contra. Absteve-se. Perdeu a oportunidade de participar ativamente dessa fase tão delicada da democracia brasileira.
O colégio eleitoral, ainda que não fosse o que nós queríamos, era o que se poderia fazer naquela fase de transição.
Lembro-me que nós MDBistas éramos atacados pelos dois lados. Pelos anarco-comunitas e pelos Arenistas. Só que em 1973 o MDB era a oposição possível. O difícil era convencer o eleitor a votar no MDB, éramos todos vistos como comunistas disfarçados. Vermelho na roupa, nem pensar.
Brilhante artigo, aguardo o livro. Eu sempre choro quando leio essa coluna. Acho que me martirizando. Deixamos acontecer e o PT MOSTROU A QUE VEIO.
É sempre bom lembrar que o caminho foi longo, e o PT, o partido ético que achava essa aliança vergonhosa hoje faz aquilo que há de pior e ainda por cima o Lula diz que (o Congresso) é como uma bolsa de valores, um balcão de negócios. Meu Deus! É de doer o estômago de tão indigesto sujeito. Vivemos o primado da mediocridade.
Francisco
-10/11/2009 às 19:54
Um belo de um depoimento! E pensar que um homem desse naipe foi substituído pelo driblador de cafeteiras, castelos e lagos.
Ana Vasco
-10/11/2009 às 19:46
Descobrir Tancredo Neves pelo olhar de Augusto Nunes – realmente é uma experiência fantástica. Guardo por Tancredo um imenso respeito e admiração, pelo personagem que foi e pelo que representou para todo o país e para cada um de nós, portanto. Mas Augusto Nunes, em seus textos, tira Tancredo da posição de “ator histórico” e dá cor e vida à sua imagem. E ele fica bem próximo, quase real, com aquele sorriso que parte bem do fundo de seu olhar maroto. E aí fico mais encantada ainda. Imaginando Tancredo assim, tenho mais certeza da continuidade de sua missão, de seus sonhos. Os textos de Augusto Nunes, sempre aplicáveis no ambiente político atual, nos fazem pensar que essa história inacabada ainda vai ter um fim. De Tancredo, Aécio Neves, seu maior aprendiz, herdou mais do que boas lembranças. Ele tem um pouco da mesma personalidade e o mesmo tom de fazer a boa política, com a busca do consenso, a firmeza de princípios, uma paixão verdadeira pela vida. Sigo com a esperança, agradecendo, com reverência, a esse Mestre do jornalismo pelos textos quase encantados que ele nos oferece, a cada dia. Obrigada, Augusto!
Ivone
-10/11/2009 às 18:24
“É mais complicado conseguir um acordo entre contrários do que uma vitória eleitoral”. Que ironia! Hoje se faz tudo pela governabilidade até se juntar ao crápula que teve o destino de substituir Tacredo.
Marcelo
-10/11/2009 às 17:50
Augusto,
mais uma vez sensacional. Por puro preciocismo meu, peço-lhe que corrija o “dos trio” no primeiro parágrafo e a “abstençã” do PT.
Tancredo morreu antes que pudesse ser avaliado como administrador. Em política era um gênio, jogava sempre no time de cima. Foi da turma do Vargas, da escola do PSD mineiro. Seu papel como primeiro-ministro, porém, parece que foi exercido apenas para preparar o terreno para a posse do Jango. Acho que o próprio Tancredo chegou a declarar isso.
Sarney era (e é) fraco, tanto em política quanto em administração. Ainda mais naqueles tempos estranhos da nova república, quando um desejo do dr. Ulisses valia mais que os decretos assinados pelo Sarney. Queria ver o Tancredo governando sem atender a todos os pleitos de todos os setores que o apoiaram.
E ele tinha razão: os militares não queriam dar posse nem a Sarney, nem a Ulisses. Aliás, pela lei, deveria ter sido feita nova eleição, pois o eleito, Tancredo, não tomou posse. Mas seria o caos…
Sds.,
de Marcelo.
Grato pelas observações e pelos toques, caro Marcelo. Já corrigi. abraços, Augusto
f tavares
-10/11/2009 às 17:27
essa verdadeira reserva técnica de competência para rearrumar a casa, reintegrar os opostos, criar objetivos de convergência, mesmo tênues, para tradicionais adversários, não teve sequência… o domador de tempestades – perfeita a analogia…- não fez um sucessor na política, o país vive um momento de tanta pobreza institucional, que seu presidente identifica no senador sarney as qualidades necessárias para fazer esse papel… é muita mediocridade. o agregador tancredo neves fez escola em casa, mas lamentavelmente sem continuidade, com o gap de uma geração. seu herdeiro natural, o governador de minas, tem que percorrer ainda alguns caminhos, precisa ser mais provado para reiniciar a trajetória do velhinho carismático. o brasil espera que seja bem sucedido…
maria-maria
-10/11/2009 às 16:43
Isso no tempo em que ainda havia princípios a nortearem a vida privada e a pública. Hoje eles foram substituídos pelos interesses vulgares da chusma encastelada no poder. A criação do monstrengo “governabilidade” possibilita – e desculpa – todas as aberrações,as roubalheiras, os crimes de lesa-pátria alegre e impunemente praticados pela quadrilha lullista e seus asseclas facinorosos.
Luis R Nunes Ferreira
-10/11/2009 às 16:37
Augusto,
Insisto no assunto neste pequeno espaço – porque não colocar essas memórias em um livro? Redescubrir personagens tão fascinantes como Tancredo e outros nem tanto como Figueiredo e Jânio, mas assim mesmo com ricas histórias realçadas pela sua escrita elegante e saborosa.
Neste nosso país de curta memória, nossa história recente – tão precariamente abordada – acaba indo para o limbo sem iniciativas como esta.
Vai virar livro, sim, caro Luis. Grato pela força. Estou perto de um acerto com a editora. abração, Augusto
Marco Silva
-10/11/2009 às 16:26
Como eu gosto dos textos daqui do “Baú”.
Não só pela leveza do texto (e, por sinal, que final maravilhoso Augusto), como também pelas curiosidades contadas.
E mais, como é diferente ver os conchavos e as costuras políticas de antes. Hoje, chega a dar nojo de ver como é feita a política em nosso país.
Espero ansiosamente o próximo texto.