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Arquivo de maio de 2012

31/05/2012

às 23:48 \ Sanatório Geral

Engov ajuda

“Os únicos remédios que eu tomei na vida é pra dor de cabeça e um engovezinho”.

Lula, no Programa do Ratinho, informando que, antes do câncer na laringe, só tomava remédios indispensáveis a quem toma muito.

31/05/2012

às 22:20 \ Sanatório Geral

Proibido para menores

“O seu silêncio é a mais perfeita tradução da sua culpa. Esse seu silêncio escreve em letras garrafais: ‘Eu, Demóstenes Torres, sou, sim, membro da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Eu, senador Demóstenes Torres, sou, sim, o braço legislativo da quadrilha do senhor Cachoeira. Se o céu existir, e tenho certeza que o céu existe, o senhor não vai pro céu, porque o céu não é lugar de mentiroso, de gente hipócrita”.

Sílvio Costa, deputado federal pelo PTB de Pernambuco, ao saber que o senador Demóstenes Torres decidira permanecer em silêncio na sessão da CPI do Cachoeira.

 

“Todos aqui, enquanto parlamentares, devem obedecer à Constituição da República. A Constituição afirma que o cidadão, seja lá quem for, não pode ser tratado com indignidade. Não me interessa quem seja. Pessoas morreram no mundo em razão do direito constitucional ao silêncio. Pode ser o crime mais grave, mas o princípio constitucional ao silêncio e o direito fundamental da pessoa humana de ser respeitado precisam ser respeitados”.

Pedro Taques, senador pelo PDT de Mato Grosso, na réplica à declaração do deputado Sílvio Costa.

“Seu demagogo, seu m**, seu m**”.

Sílvio Costa, na tréplica ao senador Pedro Taques.

31/05/2012

às 21:27 \ Feira Livre

‘A temida greve da alimentação pública’, um artigo de Anthony Ling, Leandro Narloch e Rodrigo Constantino

PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO DESTA QUINTA-FEIRA
ANTHONY LING, LEANDRO NARLOCH E RODRIGO CONSTANTINO
Depois de uma semana de greves de metrôs e ônibus pelo país, políticos e especialistas voltaram a repetir as opiniões de sempre.

Dizem que é preciso haver mais planejamento do poder público, que o governo precisa investir mais no transporte coletivo, que a mobilidade urbana deve ser prioridade etc.

Recomendações assim são como oferecer uísque a alcoólatras: o remédio que se receita é precisamente a causa do problema.

O que impede a melhoria do transporte não é a falta de cuidado do governo, e sim o monopólio público sobre o transporte coletivo. Para chegar a essa constatação, basta imaginar uma notícia comum nos últimos dias tratando de outro serviço essencial: a alimentação.

“A semana foi de muito transtorno para quem precisa se alimentar fora de casa. Greves de garçons e cozinheiros paralisaram os serviços de mais de 30 mil restaurantes, padarias e lanchonetes que formam o sistema de alimentação pública municipal. Os trabalhadores pedem aumento real e reajuste dos abonos salariais. Não houve acordo entre o governo e o sindicato até o fim da noite de ontem.

Na capital, 6 milhões de pessoas utilizam diariamente o serviço de alimentação coletiva.

Todos os estabelecimentos que vendem comida pronta são operados sob concessão por apenas 16 consórcios e cooperativas. A prefeitura e o governo estadual supervisionam a distribuição dos prato feitos e comerciais, planejam o sistema e realizam os repasses para as concessionárias.

Sem ter a quem recorrer diante da paralisação dos serviços, usuários chegaram a depredar bares e restaurantes. Outros se arriscaram em lanchonetes clandestinas, aquelas que não foram escolhidas nas licitações do governo e por isso atuam à margem do sistema de abastecimento da cidade.

A prefeitura alerta que esses serviços, além de ilegais, trazem diversos riscos para os usuários.

O sistema oficial, porém, é mal avaliado pelos cidadãos. Pesquisa recente mostra que o número total de queixas à prefeitura contra as comedorias saltou de 119.755, em 2010, para 143.901, em 2011.

A demora no atendimento ficou em primeiro lugar entre as dez principais reclamações. Outras queixas comuns são o desrespeito dos garçons, a pouca variação do cardápio e a falta de limpeza nas instalações.

O prefeito prometeu ontem mais investimentos na área. ‘Até 2013, esperamos reduzir para 40 minutos o tempo de espera para o almoço’, disse. Ele negou que o aumento dos salários dos garçons e cozinheiros resulte em aumento da tarifa do prato feito, hoje em R$ 30.

O Ministério Público investiga supostos repasses ilegais da prefeitura a concessionárias, que fizeram expressivas doações de campanha na última eleição. Os promotores acreditam que esses repasses seriam o principal motivo para a comida custar tão caro mesmo sendo subsidiada pelo governo.

Analistas afirmam que seria melhor que o governo deixasse para a iniciativa privada toda a venda de comida pronta. A concorrência entre padarias, botecos e restaurantes, argumentam eles, levaria diversidade e qualidade ao setor, atrairia a classe média e ainda baixaria o custo do serviço popular, como acontece em centenas de outros ramos da economia.

Para os analistas, a livre iniciativa e a concorrência poderiam até fazer a cidade ser mundialmente conhecida por seus restaurantes.

O sindicato dos garçons, a prefeitura, a associação das concessionárias, o Ministério Público e o governo estadual reagiram veementemente a essa proposta, que qualificaram de ‘irresponsável e neoliberal’.

Para as entidades, a ausência do Estado na alimentação poderia resultar na falta de lanchonetes em áreas distantes, além do desabastecimento de comida na cidade. ‘Se algum dia entregarmos o setor de restaurantes a empresários comprometidos apenas com o lucro, criaremos um completo caos’, disse o prefeito.”
 
LEANDRO NARLOCH, 33, é jornalista e autor de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (LeYa)
 
RODRIGO CONSTANTINO, 35, é economista e autor de “Economia do Indivíduo: o Legado da Escola Austríaca” (Instituto Ludwig Von Mises Brasil)
 
ANTHONY LING, 26, é arquiteto e urbanista

31/05/2012

às 20:42 \ Sanatório Geral

Raça extinta (2)

“Vocês não imaginam a raiva que eles ficam quando os pobres pegam avião para viajar! E viajar para o exterior ainda. Isso incomoda muito”.

Lula, durante a discurseira desta quarta-feira em Brasília, revelando que só não acabou com todos os pobres para que um punhado de sobreviventes da raça extinta matasse de raiva a elite golpista voando pelo menos uma vez por semana no circuito Oropa-França-Bahia.

31/05/2012

às 18:56 \ Sanatório Geral

Raça extinta

“Aqui no Brasil tem politico que pega na mão do pobre e beija a própria mão. É assim a política”.

Lula, durante a discurseira no 5º Fórum de Desenvolvimento Ministerial, esquecendo que os pobres começaram a desaparecer com o Programa Fome Zero e acabaram de vez depois do miraculoso Programa Bolsa Família.

31/05/2012

às 17:55 \ Direto ao Ponto

A voz voltou, a vergonha sumiu

A reaparição de Lula em Brasília, nesta quarta-feira, avisa que a voz do achacador de juízes do Supremo  voltou. Mas a vergonha, se é que um dia existiu, sumiu de vez. Esqueceu que estava indignado, esqueceu o assunto que causara a indignação e retomou o interminável falatório iniciado em janeiro de 2003. Lula passou o dia elogiando Lula.

Não vale a pena perder tempo com a discurseira delirante ─ uma colagem de bazófias, bravatas, embustes e fantasias que jorram do cérebro baldio há mais de nove anos. A lengalenga não merece mais que uma sequência de internações no Sanatório Geral. Além da reprodução, na seção Vale Reprise, do post publicado em 14 de julho de 2009.

Lula já mentiu com mais criatividade. Nesta quinta-feira, caso crie coragem para tratar do encontro em que tentou chantagear o ministro Gilmar Mendes, convém caprichar na invencionice e ensaiar direito o que deve recitar no Programa do Ratinho. Se reincidir em tapeações intragáveis, poderá até escapar de reações hostis do auditório ─ plateias do gênero aplaudem até um “é namoro ou amizade?” com a dupla Vaccarezza e Cabral. Mas a multidão de brasileiros que resistem no país que presta vai ficar ainda maior.

31/05/2012

às 16:38 \ Sanatório Geral

Chama o psiquiatra!

“Aqui no Brasil tem gente que me critica por excesso de carros nas ruas. Ao invés de criticar quem não faz ruas, eles criticam o Lula”.

Lula, durante a discurseira no 5º Fórum de Desenvolvimento Ministerial, lembrando que, antes de assumir o governo, criar a indústria automobilística e inventar o congestionamento de trânsito, pobre só entrava num carro quando a polícia cismava de embarcá-lo na traseira do camburão.

31/05/2012

às 12:24 \ Sanatório Geral

Esclarecimento relevante

“É muito cedo para declarar a morte da CPI”.

Onyx Lorenzoni, deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul, sobre a CPI do Cachoeira, ensinando que não se deve confundir atestado de óbito com estado de coma.

31/05/2012

às 10:40 \ Sanatório Geral

Artistas no picadeiro (2)

“Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado. Eu diria até que o mais preparado do Supremo”.

João Paulo Cunha, mensaleiro juramentado, capturado pelo comentarista Hermenegildo Barroso quando provava que qualquer parlamentar do PT consegue falar de pé e ficar de quatro ao mesmo tempo.

 

31/05/2012

às 9:37 \ Direto ao Ponto

Cinco dias de silêncio demonstraram que o candidato a D. Pedro III aprendeu a lição de D. João VI: ‘Quando não se sabe o que fazer, é melhor não fazer nada’

Sem contar o período de tratamento contra o câncer na laringe, ressalva o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, Lula só emudeceu por mais de três dias em 2005, quando explodiu o escândalo do mensalão, e em julho de 2007, depois do acidente com o avião da TAM na pista de Congonhas. Abalroado pela descoberta de que virou achacador de ministros do Supremo Tribunal Federal, o mais falante presidente da história perdeu deliberadamente a voz no último sábado, assim que começou  a ser distribuída a edição de VEJA.

“Quando não se sabe o que fazer, é melhor não fazer nada”, vivia recomendando D. João VI. O candidato a D. Pedro III resolveu ouvir o conselho do avô do imperador que rebatizou de “Dom Predo” num comício em que prometeu para 2010 a transposição das águas do Rio São Francisco ─ que continuam onde sempre estiveram. “O silêncio de Lula está impressionantemente, absurdamente ensurdecedor”, espanta-se Sérgio Vaz no artigo reproduzido na seção Feira Livre.

O cronista Paulo Sant’Ana, em sua coluna no jornal Zero Hora, ficou intrigado com a inovadora reação do palanque ambulante: em vez de berrar que está indignado, o ex-presidente valeu-se do bisonho comunicado divulgado pelo Instituto Lula para comunicar ao país que está indignado. “Diz a nota que ele está indignado”, escreveu Paulo Sant’Ana nesta quarta-feira. “Quem está indignado não escreve uma nota dizendo que está indignado. Quem está indignado fica indignado. E vem para a televisão dar murros na mesa e na tela e gritar que está indignado”.

A indignação silenciosa grita que Lula é culpado. Os milhares de minutos de silêncio registram a despedida do estrategista genial que nunca existiu. Nascido e criado na imaginação dos devotos, o mito do intuitivo infalível, tão consistente quanto o Brasil Maravilha do cartório, sucumbiu aos dois últimos disparos do canhão sem mira. Ambos deveriam levar os inimigos à capitulação e livrar do camburão a tropa de mensaleiros. Ambos vão provocando estragos e baixas no exército liderado pelo general trapalhão.

O primeiro tiro foi a instauração da CPI do Cachoeira. Além de desviar para o Congresso os holofotes concentrados no julgamento do mensalão, a CPI seria o instrumento perfeito para que Lula se vingasse  do governador Marconi Perillo e do senador Demóstenes Torres. Nesta quarta-feira, Perillo entrou na lista de depoentes, mas ao lado do companheiro Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal. Logo chegará a vez do governador Sérgio Cabral, condenado ao mergulho no pântano pela aprovação da quebra do sigilo bancário da construtora Delta. O segundo tiro foi a intensificação do assédio aos ministros do Supremo. O disparo que deveria adiar o julgamento dos mensaleiros só serviu para apressá-lo.

Louco por um microfone, Lula emergiu da mudez nesta quarta-feira, num comício improvisado em Brasília. Sem quaisquer vestígios de indignação, Lula elogiou Lula, recitou lições sobre questões que desconhece, contou mentiras novas e velhas. Tratou de uma penca de assuntos, menos do que interessa ao Brasil decente. O farsante recuperou a fala mas perdeu um pedaço da memória: não consegue lembrar-se do que houve neste fim de maio. Não tocou no nome de Gilmar Mendes, passou ao largo do STF e fingiu que nem sabe direito o que é mensalão. O surto de amnésia conveniente talvez seja interrompido nesta quinta-feira, durante a entrevista prometida ao apresentador Ratinho, do SBT.

Caso lhes reste algum juízo, os quadrilheiros do mensalão vão torcer para que a audiência do programa fique perto do traço. Se muita gente ouvir a discurseira forjada para justificar o injustificável, os sinais de perigo poderão multiplicar-se. Dependendo do que Lula disser, a turma de José Dirceu será obrigada a sair do desespero para afundar no pânico.

 

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