Blogs e Colunistas

23/04/2014

às 7:22 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Brigitte Bardot – E Búzios criou essa mulher

Publicado na edição impressa de VEJA

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Brigitte Bardot estava arrumando as malas em 31 de março de 1964. Encerrava um dos períodos mais tranquilos de sua trajetória infernal de celebridade assediada e atormentada, vivido na pouco conhecida vila de pescadores chamada Armação de Búzios. Acabava ali também o chamado verão dos inocentes, quando os biquínis já estavam incorporados às areias do Rio e adjacências, as primeiras pranchas de fibra de vidro apareciam no Arpoador e, sob o sol de até 35,8 graus, três mulheres ocupavam a imaginação dos brasileiros: a jovem e comentada primeira-dama Maria Thereza Goulart; a angelical miss Universo Ieda Maria Vargas; e a escandalosamente sensual BB.

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22/04/2014

às 19:02 \ História em Imagens

A trinca muito viva formada por Gleisi, Paulo Bernardo e Roberto Requião quer distância do zumbi que ajudou a eleger em 2010

Inquietos com a teimosia do ainda deputado federal André Vargas, que se recusa terminantemente a comparecer ao próprio velório, os companheiros intensificaram a ofensiva destinada a induzi-lo a deitar-se o quanto antes no caixão. “O envolvimento do deputado com um doleiro não encontra justificativa para ter acontecido e acaba impactando no PT e na política”, tornou a recitar nesta terça-feira a senadora Gleisi Hoffmann. O que espera a oposição para liquidar a conversa fiada com dois ou três contragolpes?

O revide poderia começar com a tradução para o português do Brasil de outra criação da novilíngua companheira: “envolver-se com um doleiro”. A expressão significa “tornar-se amigo e comparsa de um bandido para passear de jatinho entre uma e outra negociata no Ministério da Saúde, na Petrobras ou qualquer espaço da máquina federal provido de cofres indefesos”. Caprichando no dilmês vulgar, Gleisi também faz de conta que o prontuário de Vargas ”acaba impactando no PT e na política”.

Coisa de 171. O que a senadora está tentando é terceirizar um escândalo produzido, dirigido e protagonizado por um deputado federal do PT, estrela do elenco completado pelos parceiros de quadrilha. Para não ficar tão mal no retrato, Gleisi procura dividir os estragos causados pelo caso de polícia com quem não tem nada com isso. Politicamente moribundo, André Vargas virou um zumbi pesado demais para gente muito viva que o ajudou a eleger-se em 2010. É o caso de Gleisi e de seu marido Paulo Bernardo, ministro das Comunicações.

“André Vargas é um grande deputado”, diz Paulo Bernardo no vídeo acima, gravado há menos de quatro anos. “Tem sido um grande parceiro no Congresso. É fundamental para ajudar o Paraná e os seus municípios, os nossos municípios, a conseguirem recursos no governo federal”. Revelada a metodologia usada por Vargas para embolsar dinheiro público, o colega de palanque quer escapar do velório. Se teme ficar sozinho, pode convidar para o evento o senador Roberto Requião, do PMDB paranaense, outro animado cabo eleitoral do despachante de doleiro.

“O André é a garantia da defesa do interesse público”, jura Requião no vídeo abaixo. “É a garantia do apoio do governo da Dilma. É um grande articulador. Na última eleição, o André praticamente articulou o apoio ao PT… a nós do PMDB… à minha candidatura no segundo turno. E essa capacidade de articulação do André Vargas será importante para a Dilma (…), será importante pra mim no Senado, que preciso contar com companheiros firmes e com capacidade de articulação na Câmara Federal”.

As jogadas do articulador trapalhão já o despejaram da vice-presidência, vão confiscar-lhe o mandato e, se a Justiça cumprir seu dever, permitirão que mate a saudade de José Dirceu com uma temporada na Papuda. É compreensível que o sempre loquaz Requião tenha perdido a voz. Deverá recuperá-la quando criar coragem para jurar que o vídeo que celebra o “companheiro firme” é mais uma montagem da imprensa golpista.

22/04/2014

às 14:42 \ Opinião

‘A alma do negócio’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta terça-feira

O governo federal gastou no ano passado R$ 2,3 bilhões em publicidade com a administração pública direta e indireta, o que inclui as estatais. É a maior despesa desse tipo já registrada desde o ano 2000, quando começou a ser divulgada.

Assim, a presidente Dilma Rousseff supera seu mentor e padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja Presidência, em 2009, usou R$ 2,2 bilhões para trombetear as reais e supostas conquistas de seu governo. Somente com a administração direta, a despesa foi de R$ 761,4 milhões, também um recorde.

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22/04/2014

às 7:35 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Ieda Maria Vargas, a constelação da gaúcha

Publicado na edição impressa de VEJA

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Aos 18 anos, Ieda Maria Vargas era a mulher mais linda de todas as galáxias. Pelo menos aos olhos dos cinco jurados que no dia 20 de julho de 1963 a elegeram Miss Universo. Linda e abstraída de questões políticas. Quando chegaram a Miami as primeiras notícias da deposição do presidente João Goulart, ela só notou algo estranho no comportamento do pai, que estava nervoso e fumando muito. As coisas iam mudar, e para pior, dizia ele. O motivo estava no doce apadrinhamento da política brasileira. Consagrada com o título e recebida em palácio pelo presidente, ela só poderia cumprir suas elevadas funções com o consentimento paterno se a família fosse toda para os Estados Unidos, uma mudança economicamente inviável. Solução: Jango nomeou o conterrâneo José Vargas, professor remotamente aparentado com Getúlio Vargas, para um cargo diplomático em Miami. Era o risco de perdê-lo que causava inquietação ao pai de Ieda nos instáveis dias do fim de março e começo de abril de 1964.

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21/04/2014

às 19:40 \ Opinião

‘Pra frente, Brasil’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta segunda-feira

O governo federal prepara uma “forte campanha de mídia” para convencer o contribuinte de que a realização da Copa do Mundo é boa para o País. Nas palavras do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, há a necessidade de fazer um esforço de propaganda para servir de contraponto ao noticiário negativo. “A imprensa mente para caramba”, declarou Carvalho, na característica linguagem autoritária do governo petista, para o qual qualquer crítica equivale a uma tentativa de golpe.

Segundo disse o ministro em encontro com militantes de movimentos sociais, o governo se equivocou ao permitir que se criasse “uma visão parcial e distorcida” a respeito dos gastos com estádios e dos atrasos de obras. Na opinião dos governistas, portanto, os inúmeros problemas relativos à Copa não existem ─ trata-se de manipulação da imprensa.

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21/04/2014

às 11:42 \ Opinião

‘CPI neles!’, por Ricardo Noblat

Publicado no Blog do Noblat

RICARDO NOBLAT

E continua a troca indireta de chumbo entre Dilma e Lula.

Ligada a Dilma, Graça Foster, presidente da Petrobras, reconheceu que foi um mau negócio para a empresa a compra em 2006 da refinaria Pasadena, no Texas. Deixou um rombo de meio bilhão de dólares.

Ligado a Lula, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, replicou que Dilma não pode “fugir de sua responsabilidade” na compra da refinaria.

Era Lula o presidente do Brasil quando Pasadena foi comprada.

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21/04/2014

às 7:13 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Adhemar de Barros, o homem do cofre

Publicado na edição impressa de VEJA

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Ademar de Barros (à esq.) e o então governador do Paraná Moyses Lupion, em 1947

“Ademá, Ademá, é mió e num faz má”. Com sotaque arrastadamente caipira, a dupla Alvarenga e Ranchinho parodiava o comercial do mais conhecido analgésico da época. Quem mais gostava era o próprio Adhemar de Barrros, o governador paulista com uma trajetória política convoluta: médico e culto, fazia-se de bronco; de engajado na Revolução Constitucionalista em 1932 , em 1938 já era interventor em São Paulo nomeado justamente por Getúlio Vargas; populista criador original do “rouba mas faz”, rejeitado pelas elites paulistas, assumiu ao lado delas uma das correntes de apoio à conspiração anti-Jango e chegou a março de 1964 com tudo encadeado, inclusive um manifesto de sua autoria assinado por outros seis governadores para os quais a situação nacional ia de “má a piorrr”, para ficar no dialeto.

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20/04/2014

às 21:42 \ Direto ao Ponto

O governo foi para cima do TCU disposto a transformar um prontuário em ministro. Tropeçou na altivez de um gaúcho que não aceita a companhia de condenados

ATUALIZADO ÀS 21H40

Augusto Nardes

Augusto Nardes

No meio da missa negra celebrada neste 8 de abril em intenção dos blogueiros estatizados, o chefe supremo ordenou o início da guerra nada santa: “Vamos para cima”, disse Lula a seus discípulos. Para cima da CPI que ameaça devassar as catacumbas da Petrobras. E para cima de qualquer indívíduo, partido ou entidade que insista na devassa das incontáveis delinquências que vêm tornando ainda mais complicada a reeleição de Dilma Rousseff.

Excitados pela palavra do mestre, sacerdotes companheiros e sacristãos alugados resolveram ampliar a ofensiva com a multiplicação das frentes de combate. A estratégia naufragou, informa o balanço dos confrontos. Pela primeira vez, líderes da oposição e descontentes em geral não renunciaram à troca de chumbo, e receberam o inesperado apoio de brasileiros convencidos de que é preciso impor limites a uma seita fora da lei. E o exército lulopetista acumulou fracassos suficientes para que o país soubesse que é dirigido por um punhado de generais da banda.

Enquanto senadores do PT e do PMDB iam para cima da CPI da Petrobras, adversários do governo recorreram ao Supremo Tribunal Federal para garantir a sobrevivência de um instrumento de investigação indispensável à democracia. Enquanto Dilma retomava a louvação do nacionalismo em barris, agentes da Polícia Federal invadiram a sede da empresa empunhando mandados de busca e apreensão. Como instrumento eleitoreiro, a estatal devastada pela necrose administrativa e moral hoje é tão valiosa quanto a sucata bilionária de Pasadena.

É possível que a CPI morra nos trabalhos de parto. Nem por isso Graça Foster escapou de comparecer ao Congresso para explicar a transformação de uma grande empresa petroleira em usina de negociatas. A essas derrotas somaram-se dois reveses produzidos por súditos mais realistas que o reizinho nu. A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, por exemplo, resolveu ir para cima da PNAD contínua, que desmoralizou os índices ufanistas invocados para mascar a verdadeira taxa de desemprego real. Colidiu com diretores inconformados com a revogação do método que estende a centenas de municípios um levantamento até agora restrito a seis regiões administrativas.

Nenhum dos fracassos foi tão desconcertante para o Planalto quanto o ocorrido no Tribunal de Contas da União. Por exigir que o governo faça o que a lei determina e deixe de fazer o que a lei proíbe, a instituição tem barrado o avanço de obras viciadas por grosseiras irregularidades e pela corrupção institucionalizada. Compreensivelmente, figura desde 2003 entre os alvos preferenciais dos donos do poder. Decidida a concretizar o sonho de Lula, Dilma resolveu encurtar o caminho com a remoção dos intermediários. E ordenou aos ministros Ricardo Berzoini e Aloizio Mercadante que fossem para cima do TCU com a candidatura do senador Gim Argello a uma vaga prestes a ser aberta.

A tropa reforçada pelo senador Renan Calheiros tropeçou na altivez do presidente do Tribunal, Augusto Nardes. Deputado federal pelo PP gaúcho de 1986 a 2005, Nardes sabe quem é quem em Brasília. E compreendeu que todos os limites seriam ultrapassados se um prontuário ambulante fosse promovido a juiz da gastança do patrão a quem presta vassalagem. “Reuni todos os ministros para tomarmos uma posição”, revelou em entrevista ao Estadão. “Propus que não deveríamos aceitar simplesmente a indicação, pelo fato de que estava se descumprindo a legislação brasileira.”

Com o aval dos colegas, Nardes divulgou uma nota aconselhando ao Senado “a observância dos requisitos constitucionais previstos para a posse de qualquer cidadão que venha a ser membro da corte”. Um dos requisitos é “reputação ilibada”. Em conversas reservadas com parlamentares governistas, Nardes avisou que o TCU “não podia aceitar um condenado”. Também revelou que, caso a afronta se consumasse, não daria posse a Gim Argello. O ultraje ao Tribunal de Contas da União morreu sem ter nascido.

As páginas reservadas ao noticiário político-policial confinaram em poucos centímetros um dos fatos mais relevantes desse começo de abril com cara de antigos agostos. O gesto de Nardes – endossado por todos os ministros do TCU, insista-se – demonstrou que o país em aparente decomposição pode recuperar a saúde se os brasileiros decentes reaprenderem a dizer não.

A pesquisa do Ibope prova que Lula teve uma péssima ideia. Ao ordenar que a turma fosse para cima, mandou Dilma para baixo.

20/04/2014

às 11:48 \ Opinião

‘Economia vira-lata, mas sem complexo’, um artigo de Rolf Kuntz

Publicado no Estadão

ROLF KUNTZ

Transformado pelo governo em vira-lata econômico, o Brasil continuará atolado na mediocridade nos próximos três anos, crescendo menos que a maioria dos emergentes e suportando uma inflação mais alta, segundo as projeções embutidas no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A economia crescerá míseros 3% em 2015 e 4% em cada um dos dois anos seguintes, de acordo com a tabela acrescentada ao projeto. A inflação ficará em 5% no próximo ano e em seguida recuará para o centro da meta, 4,5% – previsão muito mais otimista que as do Banco Central (BC), do mercado e das instituições econômicas e financeiras multilaterais. Para este ano o governo mantém, oficialmente, a expectativa de 2,5% de expansão do produto interno bruto (PIB), número também citado no projeto da LDO.

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20/04/2014

às 7:21 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Juscelino Kubitschek ─ A reeleição que nunca houve

Publicado na edição impressa de VEJA

jk

Havia seis candidatos a presidente em 1964. Todos, portanto, interessados em chegar até 1965. Ou seja, empurrar a crise até a próxima eleição presidencial. O mais interessado de todos era Juscelino Kubitschek (os outros candidatos eram os governadores Carlos Lacerda, Adhemar de Barros e Miguel Arraes; além do próprio presidente João Goulart e seu cunhado Leonel Brizola, no caso de uma feitiçaria constitucional que os livrasse da inelegibilidade). As pesquisas de opinião já davam 37% dos votos para que ele voltasse à elegante cidade que havia criado do nada, deixando uma nada bela encrenca econômica, mas a imagem de político inovador nas realizações públicas e conciliador nas tratativas particulares. À véspera do golpe, conciliação era uma moeda em falta até mesmo no trato entre dois homens pouco sanguíneos como JK e Jango. A aliança política entre o PTB de Goulart e o PSD de Juscelino estava irreversivelmente deteriorada.

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