Blogs e Colunistas

17/04/2014

às 15:33 \ Opinião

Reynaldo-BH: Os milicianos que ofendem e insultam o chefe de um dos Três Poderes logo passarão às agressões físicas

REYNALDO ROCHA

Colaboradores de empresas sabem que, quando em contato com clientes, representam a empresa. Seja num simples telefonema ou na assinatura de contratos.

Na área pública – onde quem paga a conta somos nós, contribuintes, com nossos impostos – isto é exigido ainda mais intensamente.

O desequilibrado a serviço de uma deputada sem noção está recebendo salário porque pagamos impostos.

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17/04/2014

às 13:10 \ Direto ao Ponto

Jaques Wagner pede socorro ao exército para enfrentar a greve da PM que sempre defendeu quando estava na oposição

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Em 1992, quando o PT estava na oposição do governo baiano, o deputado Jaques Wagner defendeu com bastante entusiasmo a paralisação da Polícia Militar da Bahia. Em 2012, como mostra o post reproduzido na seção Vale Reprise, o já governador mudou de ideia. Nesta semana, às voltas com mais uma greve da PM baiana, pediu socorro ao exército para enfrentar o movimento que considera “político”.

17/04/2014

às 11:32 \ Direto ao Ponto

O miliciano do PT que insultou Joaquim Barbosa culpa VEJA por ter acabado de perder o emprego e a pose de valentão

ATUALIZADO ÀS 11h32

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Rodrigo Grassi

O site do Correio Braziliense divulgou há pouco uma boa notícia: O assessor parlamentar da deputada federal Érika Kokay que hostilizou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na saída de um bar na Asa Sul, Rodrigo Grassi pediu exoneração do cargo. Ao Correio, ele contou que tomou a decisão após o vídeo que ele postou na internet ter sido usado como forma eleitoreira nas redes sociais para prejudicar a deputada. Pilha, como é conhecido, vai se dedicar à militância e pode ainda abandonar o Partido dos Trabalhadores, ao qual é filiado desde a adolescência, para militar com isenção.

Confira a abertura e o primeiro tópico da nota produzida por Grassi para explicar a opção involuntária pelo desemprego. O colunista faz dois apartes entre parênteses e em negrito.

Em atenção à notícia mentirosa e covarde veiculada pela revista Veja em 10/04/14 e propagada pela imprensa e redes sociais sobre a minha participação em ato de protesto contra o ministro Joaquim Barbosa, informo: (A notícia foi veiculada pelo site de VEJA.  Como atesta o vídeo que ilustrou o post, o que se vê não é um ato de protesto. É uma sequência de agressões verbais promovidas aos berros por um grupelho de boçais filiados ao PT)

1) Jamais fui procurado pelo repórter da Veja para falar a minha versão sobre tal manifestação, nem antes e nem após a matéria ser publicada; (Não foi necessário ouvir o meliante. Dias antes do berreiro insultuoso na rua de Brasília, o adorador de Dirceu tratou de incriminar-se em outro vídeo. Disse o suficiente para virar criminoso confesso)

Nos itens seguintes, a verdade, a lógica e a sensatez são submetidas a uma selvagem sessão de tortura. No fecho de duas linhas, o besteirol é besuntado com um pensamento de diário de debutante e uma bravata de soldado de videogame:

Não se volta quando a meta é a estrela!

Prefiro o risco e a dignidade da luta!

Com frequência, leitores da coluna afirmam que “tá tudo dominado”. Só estaria se a resistência democrática e o jornalismo independente tivessem capitulado. Há dias, uma reportagem de VEJA transferiu o deputado André Vargas para o noticiário policial, obrigou-o a renunciar à vice-presidência da Câmara e convidou-o a escolher entre a renúncia e a cassação. Agora, um fora da lei que se julgava condenado à impunidade perdeu o emprego e a pose de valentão por ter tropeçado no site de VEJA

O berreiro ambulante vai ficar longe das madrugadas de Brasília por algum tempo. O Brasil decente foi dormir um pouco melhor.

17/04/2014

às 7:54 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Clodesmidt Riani ─ A ilusão da resistência operária

Publicado na edição impressa de VEJA

Clodesmidt Riani

Clodesmidt Riani foi preso em 1964

“Doutor Jango, o senhor vai me desculpar, mas se o povo não for para a rua não tem governo.” Foi assim, falando ao telefone em um tom exacerbado, que Clodesmidt Riani se dirigiu ao presidente. Tinha suas credenciais como presidente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), além de ser deputado estadual. Na neblina dos acontecimentos do dia 31 de março de 1964, Jango havia localizado o líder sindical em uma reunião na Federação dos Estivadores, no Rio. Sua proposta: convencer Riani a convencer os demais líderes sindicais a desistir da greve geral que tentavam organizar de última hora, para resistir ao golpe.

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17/04/2014

às 0:06 \ Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: A compra da refinaria no Texas só foi um mau negócio para os brasileiros que pagam as contas. Para os belgas e seus comparsas da Petrobras, foi a melhor transação da história

16/04/2014

às 19:18 \ Opinião

‘Para cima ─ e para baixo’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quarta-feira

É velho como a linguagem humana o ardil de pôr na boca do outro palavras que ele jamais disse, para abafar aquelas, de fato proferidas, que não se conseguem contestar. A falsificação dos argumentos alheios visa a virar o fio do debate a fim de que o falsário se desvencilhe de sua posição claramente insustentável, na esperança de empurrar o adversário para a defensiva. Em ambientes polidos, chama-se a isso desonestidade intelectual. No léxico da atualidade política brasileira, o nome da manobra é mais rombudo: ir para cima.

Foi o que o ex-presidente Lula ordenou ao PT e à sucessora Dilma Rousseff para exorcizar as turbulências que se acumulam ao seu redor, ameaçando estilhaçar a fantasia de que a reeleição eram favas contadas. Já não bastassem a inflação, o desempenho capenga da economia e o desejo de mudança em geral compartilhado, segundo as pesquisas, por 7 em cada 10 eleitores, as entranhas entrevistas da compra da Refinaria de Pasadena, envolvendo pessoalmente a chefe do governo em momentos distintos, terminaram por desencadear a chamada tempestade perfeita sobre o Planalto petista.

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16/04/2014

às 15:13 \ Opinião

‘As curtas pernas da mentira’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que a empresa perdeu US$ 530 milhões com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, EUA. “Definitivamente não foi um bom negócio”. O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, acha que foi um bom negócio e que a refinaria de Pasadena dá lucro.

São duas opiniões, de duas pessoas que têm experiência no negócio. São opiniões divergentes; mas numa democracia é normal a divergência de opiniões.

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16/04/2014

às 13:33 \ O País quer Saber

O New York Times descobre que a Ferrovia Transnordestina é outro fiasco produzido pelos gigolôs do ufanismo eleitoreiro

Atualizado às 13h30

BRANCA NUNES

“Os trilhos da ferrovia Transnordestina abrem passagem para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social na região nordeste”, orgulha-se a voz em off logo na abertura do vídeo institucional sobre os 1.728 quilômetros de trilhos projetados para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o município de Eliseu Martins, no Piauí. “Do início da operação, em dezembro de 2009, a dezembro de 2011, mais de 15 mil pessoas foram contratadas”.

A narrativa ufanista segue evocando números de matar de inveja noruegueses, suecos e alemães. “Foram realizados mais de 34 milhões de metros cúbicos de terraplanagem, construídos mais de 24 mil metros cúbicos de bueiros, 30 obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, já estão concluídas, 280 mil metros cúbicos de concreto estrutural executados, foram adquiridas 170 mil toneladas de trilhos, mais de 200 milhões de reais investidos na compra de seis locomotivas e 480 vagões”.

Gravado em 2012, o vídeo garante que a obra descerá do palanque no máximo em dezembro de 2014 – segundo o cronograma original, a ferrovia seria inaugurada ainda no governo Lula. Em março de 2013, a conclusão dos trabalhos foi empurrada para 2016 e os preços subiram: só a gastança com a construção começou em R$ 5,4 bilhões, saltou para R$ 6,72 bilhões e acabou de chegar a R$ 7,5 bilhões. A conta não inclui os gastos com vagões e locomotivas, orçados (por enquanto) em R$ 1,5 bilhão. Nem as despesas com oficinas e portos.

Neste fim de semana, The New York Times descobriu que o colosso ferroviário só esbanja saúde no Brasil Maravilha registrado em cartório, e que os trens nunca apitaram fora dos vídeos institucionais. “A mais de mil milhas ao norte das praias do Rio e dos arranha-céus de São Paulo está a multimilionária Ferrovia Transnordestina”, informa o jornalista Simon Romero na vídeoreportagem. “A longa e sinuosa estrada de ferro deveria transportar grãos de soja do empobrecido interior do Brasil para os locais de exportação. Há 18 anos em construção, é uma sequência de estradas de terra e pontes abandonadas – um dos muitos grandes projetos que foram abandonados com a desaceleração da economia brasileira”.

Depoimentos de moradores da região confirmam as desoladoras constatações feitas pelo jornal mais influente do mundo. “Juscélia e José Luiz são lavradores em Contente, uma remota cidade cortada pela rodovia”, exemplifica Romero. “Em nome do que chamaram de progresso, eles tiveram sacrificados seus campos, suas vilas e seu modo de viver”. Outros trechos expõem a incompetência do governo. ”Ninguém em Contente foi indenizado pelas terras destruídas”, denuncia Romero. “O campo era a principal fonte de frutas frescas e vegetais. Agora, está seco e se tornou inútil”.

Depois de enfatizar que ninguém sabe se e quando a obra será concluída, o correspondente do NYT desmonta as fantasias do vídeo institucional de 2012: “Cruzando as terras dos sertões ao litoral, a locomotiva do futuro vai transportar riquezas e criar novos sonhos para uma gente ansiosa em ser protagonista de uma nova história”. Pelo andar das obras, essa gente ansiosa em ser protagonista será novamente coadjuvante de mais um fiasco nascido da aliança entre a inépcia administrativa e a corrupção política.

Clique na imagem para assistir ao vídeo do The New York Times:

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16/04/2014

às 13:25 \ Opinião

José Nêumanne Pinto: A oposição nada tem a ver com a corrupção da Petrobras

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto avisa que é inútil tentar atribuir a crise da Petrobras à oposição, como tem feito Dilma Rousseff.  Confira:

16/04/2014

às 7:34 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Luiz Carlos Prestes, o conto das cabeças cortadas

Publicado na edição impressa de VEJA

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“A repetição dos prognósticos calamitosos se revelou uma especialidade de Prestes”, escreveu o historiador marxista Jacob Gorender, que sempre teve a grandeza de, sendo um dos mais refinados e respeitados intelectuais da esquerda, denunciar seus deslizes. Luiz Carlos Prestes foi mais Luiz Carlos Prestes do que nunca na crise que culminaria no golpe contra Jango. O Cavaleiro da Esperança da Coluna que levou o seu nome no início dos anos 20, o lendário secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro que apoiou o Estado Novo de Getúlio Vargas depois de ele ter deportado sua mulher, Olga Benário, para os nazistas, o calculista que em 1947 assegurara aos seus pares que o PCB não seria proibido (foi), o chefe do partido que se igualara à UDN na grita contra Getúlio, em 1954, começou 1964 esgrimindo sua especialidade e a levou até a véspera da derrubada do governo que apoiava.

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