Blogs e Colunistas

05/08/2015

às 1:44 \ Direto ao Ponto

Dirceu ainda não descobriu que nada é tão absurdo quanto morrer na cadeia por Lula

Conforme as circunstâncias e as conveniências, o companheiro José Dirceu jura ter feito o que nunca fez ou nega ter sido o que comprovadamente foi. Despejado da Casa Civil em junho de 2005, por exemplo, o doutor em luta armada que só atirou com balas de festim caprichou na pose de guerrilheiro condecorado para proclamar-se “camarada de armas” de Dilma Rousseff. Em novembro de 2010, no trecho do Roda Viva reproduzido no vídeo acima, amputou um bom pedaço da biografia com a frase espantosa: “Eu não era deputado no governo Fernando Henrique”.

“Eu fui eleito em 78″, acrescentou sem ficar ruborizado. Só se foi eleito Comerciário do Ano de Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, onde se entrincheirou na caixa registradora do Magazine do Homem entre 1975 e 1979, quando a decretação da anistia animou o falso Carlos Henrique Gouveia de Mello a restaurar o nome de batismo e retomar a militância política. Elegeu-se deputado federal em 1990. Derrotado na disputa pelo governo federal em 1994, assumiu no ano seguinte a presidência do PT.

Durante o primeiro mandato de FHC, o comandante do partido fez o diabo para impedir que o inimigo vitorioso governasse. De volta à Câmara em 1998, liderou a mais raivosa bancada oposicionista da história do Congresso: todos os projetos e propostas do presidente tucano foram rejeitadas pela tropa em permanente estado de beligerância. A menos que um gêmeo univitelino tenha assumido o papel do irmão durante esse largo período, as fotos que aparecem no fim do vídeo comprovam que o ex-deputado federal José Dirceu é capaz até de negar que José Dirceu foi deputado federal.

Coerentemente, o chefe da quadrilha do mensalão continua jurando que não chefiou a quadrilha do mensalão. Previsivelmente, o reincidente sem cura alcançado pela Operação Lava Jato agora faz de conta que conhece só de vista os diretores da Petrobras que nomeou, que nunca ouviu falar nos empresários que extorquiu disfarçado de consultor e que soube do Petrolão pelos jornais. Muita gente anda recuperando a memória em Curitiba. E se o guerreiro abandonado por oficiais e soldados rasos revogasse a opção pela amnésia?

“É mais fácil matarem Dirceu do que ele fazer uma delação”, garantiu nesta terça-feira seu advogado Roberto Podval. Aos 69 anos, José Dirceu pode descobrir que nada é mais difícil e mais absurdo que morrer na cadeia por Lula.

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04/08/2015

às 19:20 \ Opinião

Ricardo Noblat: Dilma, leniente ou cúmplice

Publicado no Globo

RICARDO NOBLAT

O PT sempre tratou seus adversários com um solene desprezo. Lula, que exerceu um único mandato de deputado federal, disse em certa ocasião que havia no Congresso 300 picaretas. Pouco mais, portanto, que a soma de deputados e senadores.

E o que ele fez quando assumiu a presidência da República pela primeira vez? Passou a governar com os picaretas. Se bem pagos, eles dão pouco trabalho.

Comparado com Dilma, dizem que Lula é um craque. Que sempre soube fazer política. Mas que tipo de política ele fez depois de se tornar inquilino do mais prestigiado gabinete do Palácio do Planalto?

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04/08/2015

às 18:24 \ Direto ao Ponto

Carta ao Leitor de VEJA desta semana: ‘O real problema de Lula’

Publicado na versão impressa de VEJA

Muitas vezes a imprensa revela fatos que, de outra forma, ficariam para sempre longe do efeito detergente da luz solar e, assim, chama a atenção das autoridades. Uma segunda vertente do trabalho jornalístico é descobrir fatos já em fase de análise no âmbito da Justiça e dar conhecimento deles aos leitores.

A reportagem de capa de VEJA da semana passada é desse segundo tipo. Os repórteres de VEJA em Brasília descobriram que os advogados da OAS procuraram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma conversa inicial com o objetivo de conseguir o benefício da delação premiada para Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira, preso em regime domiciliar por uma coleção de crimes de corrupção.

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04/08/2015

às 15:01 \ Feira Livre

Os autores de Saudação à Mandioca lançam outro sucesso em dilmês: A Meta

Informações técnicas:

Letra: Dilma Rousseff
Música, Programação e Backing Vocals: Eliel Gatti Robles
Baixo, Guitarra, Revisão: Ricieri Nascimento

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04/08/2015

às 14:57 \ Vídeos: Entrevista

No Roda Viva, Caiado afirma que a saída para a crise é a renúncia de Dilma e a realização de outra eleição presidencial

No Roda Viva desta segunda-feira, o senador Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, afirmou que a saída para a crise é a renúncia de Dilma Rousseff e a imediata convocação de uma nova eleição. Entre outras acusações, o entrevistado disse que Lula transformou a corrupção em “hóspede oficial do Planalto”, acusou a atual presidente de ter cometido crimes que justificam um pedido de impeachment e reiterou que “é preciso extirpar o PT do governo”.

Participaram da bancada de entrevistadores cinco jornalistas: Silvio Navarro, editor de Brasil do site de VEJA, João Gabriel de Lima, diretor de redação da revista Época; Bela Megale, repórter de política da Folha, Cesar Felício, editor de política do Valor Econômico, e José Alberto Bombig, editor de política do Estadão. Transmitido ao vivo pela TV Cultura, o programa foi ilustrado por desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso.

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03/08/2015

às 20:41 \ Direto ao Ponto

A prisão de Dirceu adverte: no terceiro dia do mês, o agosto de Lula e Dilma começou

“E se for absolvido no Supremo, como é que fica?”, pergunta José Dirceu no vídeo de 5:52 que reproduz alguns trechos do Roda Viva transmitido pela TV Cultura em novembro de 2010. O entrevistado parecia convencido de que, se o processo do mensalão algum dia fosse julgado, seria inocentado por um tribunal majoritariamente composto de Lewandowskis e Toffolis. Ao longo do programa, sempre caprichando na pose de guerreiro do povo brasileiro, mentiu com a convicção dos que se acham condenados à perpétua impunidade.

As perguntas foram muito melhores que as respostas, comentei no último bloco. Os devotos da seita lulopetista, claro, viram outro programa. “O Dirceu acabou com você!”, berraram incontáveis milicianos entre insultos e risadas eletrônicas igualmente obscenas. “Vai pra casa, tucano!, ordenaram outros tantos cretinos fundamentais. Continuo onde estive nos últimos seis anos. Dirceu foi para a cadeia, conseguiu escapar da Papuda para cumprir o resto da pena no recesso do lar. Nesta segunda-feira, voltou a dormir numa cela.

De novo, ele terá de optar entre o silêncio e a confissão. No caso do Mensalão, a mudez de Dirceu manteve Lula longe do banco dos réus. Talvez recupere a fala agora que voltou ao centro do pântano a bordo do Petrolão. Ele sabe que o juiz Sérgio Moro é bem menos compassivo que a bancada governista do STF. Descobriu o que é envelhecer na gaiola. Vai escolher entre a submissão a Lula e a vida em liberdade.

A epidemia de insônia desencadeada no coração do poder pela segunda prisão de Dirceu adverte: no terceiro dia do mês, o agosto de Lula e Dilma começou.

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03/08/2015

às 19:19 \ Direto ao Ponto

Vaccari usou dinheiro do Petrolão para comprar o vigarista fantasiado de blogueiro

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A volta de José Dirceu à prisão ofuscou o regresso ao noticiário político-policial de Leonardo Attuch, um comerciante disfarçado de jornalista que prospera com o site Brasil 274 (podem chamar de 171 que ele atende). O título da reportagem do site de VEJA sobre a reincidência do meliante sem cura faz o resumo da ópera: MORO: BRASIL 247 RECEBEU DINHEIRO DO PETROLÃO A PEDIDO DO PT. O texto informa que o intermediário da negociata foi o companheiro João Vaccari Neto.

Os leitores da coluna não têm o direito de surpreender-se. Em outubro passado, um post aqui publicado revelou as ligações mais que promíscuas entre Attuch e o doleiro Alberto Youssef. O blogueiro que caiu na vida murmurou que revidaria a denúncia com uma ação judicial que, passados 10 meses, ainda não deu as caras. Nem dará: réus vocacionais querem distância de tribunais.

O blogueiro extorsionário especializou na produção de textos abjetos sobre jornalistas independentes, aos quais se seguem “comentários” que difamam, caluniam e injuriam quem ousa criticar o governo lulopetista. “A prudência recomenda a Attuch suspender o serviço sujo e procurar a ajuda de um advogado excepcionalmente imaginoso”, sugeri em outubro. “Vai precisar de um álibi e tanto para escapar do enquadramento no Código Penal”.

A última frase exige reparos. Pelo que se soube hoje, pelo que ainda falta saber, Attuch vai precisar de um balaio de álibis e de uma junta de advogados especialistas na absolvição de culpados. Mesmo assim, é improvável que se livre de dividir com o comparsa Vaccari uma cela na cadeia em Curitiba.

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03/08/2015

às 17:35 \ Feira Livre

A charge do Alpino

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03/08/2015

às 17:19 \ Homem sem Visão

Janot conquista o troféu de julho e promete voltar a enxergar se for mantido no emprego

JANOT

“Dedico o troféu aos colegas do Ministério Público que sempre acham o que não procuro”, disse Rodrigo Janot na curta nota oficial em que se declarou “profundamente honrado” com a conquista do título de Homem sem Visão de Julho. O procurador-geral da República garantiu o triunfo graças ao surto de cegueira conveniente que o tem impedido de enxergar bandalheiras que a Polícia Federal, os procuradores federais e o juiz Sérgio Moro continuam vendo com muita nitidez. “O chefe contou que vai recuperar a visão se for mantido no emprego pela Dilma”, revelou um dos estagiários que acompanharam o candidato à reeleição na consulta a um oftalmologista de confiança. Janot venceu a disputa na enquete com 4 761 do total de 11 974 votos.

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02/08/2015

às 23:11 \ Opinião

Valentina de Botas manda um recado a FHC: Mulher honrada é Ruth Cardoso

VALENTINA DE BOTAS

O rei Juan Carlos não disse na Conferência Ibero-Americana do Chile, em 2007, “Chávez, líder popular e símbolo que não pode ser quebrado mesmo que isso beneficie o meu partido, por que no te callas?”. Disse apenas o contundentemente necessário: “por que no te callas?”. FHC, na entrevista à revista alemã Capital, chama o jeca de “líder popular”, “símbolo que não pode ser quebrado”, mas o tal líder popular açula um exército stédile contra quem não o acha tão popular assim e o símbolo repugnante se desfaz como vampiro de cinema ao sol.

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