Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

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O eleitorado brasileiro merece ver um debate entre Lula e FHC

8 de fevereiro de 2010

Nos comícios agora diários, além de aprenderem que demissão por abandono de emprego não vale para presidente da República, os brasileiros ficam sabendo que o Dia da Criação só deu as caras por aqui bilhões de anos mais tarde. Mais precisamente em 1º de janeiro de 2003, quando o maior governante desde o tempo das cavernas começou a cumprir a missão que a Divina Providência lhe confiou: construir um país.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, recita o pregador, o que havia era pouco. Depois, restou o nada. Foi Lula quem fez o Brasil. Teria feito em sete dias se não existissem o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o IBAMA. Só por isso a mais grandiosa das obras do PAC demorou sete anos. O atraso foi compensado pelo resultado. 

O Brasil do Terceiro Milênio é uma beleza, deslumbram-se os ministros de Estado e a base alugada. Até frequenta o Clube das Potências como sócio-convidado, celebram os Altos Companheiros. E o que está bom demais vai ficar ainda melhor no governo de Dilma Rousseff, berra o resto do rebanho. Com a vitória da Mãe do PAC, berra o palanqueiro compulsivo, o milagre brasileiro vai deixar boquiabertos até chineses e americanos. americanos. Sem Dilma na gerência, o país irá submergir no buraco negro de onde Lula o tirou.

Neste domingo, com 968 palavras, Fernando Henrique enterrou no jazigo das malandragens eleitoreiras a fantasia costurada durante sete anos. O artigo ensina que o Brasil existia antes de Lula e existirá depois dele, seja quem for o sucessor. Incisivo, contundente e veraz, o texto exibe o legado de um estadista onde Lula finge enxergar a herança maldita.

“Gostaria que a eleição fosse no estilo nós contra eles, pão-pão-queijo-queijo”, repete o presidente desde outubro. Quem o conhece sabe que “nós” quer dizer Lula e que “eles” é o codinome de FHC no código do Planalto. No último parágrafo do artigo, Fernando Henrique primeiro reitera uma lição elementar (”Eleições não se ganham com o retrovisor: o eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças” para em seguida  apanhar a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”.

Não é difícil descobrir quem tem razão, avisou Sebastião Silveira num comentário aqui publicado. Basta promover um debate público entre os dois. Imediatamente encampada pela coluna e por VEJA.com, que cuidarão de convidar os contendores, a ideia não tem contra-indicações ─ e os possíveis efeitos colaterais são todos positivos. Um foi presidente, outro logo deixará o cargo. Nenhum deles é candidato. O embate ajudará o eleitorado a escolher com mais segurança.

O fecho do artigo informa que FHC está pronto para o duelo. Lula vive dizendo que sonha com o debate que não pôde travar em 1994 e 1998. Duas vezes derrotado por FHC, o atual presidente tem a chance de provar que o desfecho de um terceiro confronto seria diferente.

O Brasil merece conhecer a  verdade. E está ansioso por saber quem está mentindo.

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Leitura indispensável: um grande artigo de Fernando Henrique

7 de fevereiro de 2010

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou neste domingo, nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, outro artigo luminoso. Parece extenso. Chega-se ao ponto final em três minutos querendo mais. Para que o pessoal da coluna saboreie o quanto antes um texto que melhora o domingo de todos os brasileiros com mais de 15 neurônios, deixo para dizer em outro post o que achei da leitura. Não percam. E comentem.

SEM MEDO DO PASSADO

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

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A adversária com que sonham todos os candidatos do mundo

7 de fevereiro de 2010

Escolher o adversário é quase sempre mais importante que escolher os aliados, repetiu Tancredo Neves em janeiro de 1984, depois da vitória sobre Paulo Maluf no Colégio Eleitoral.  “Fiz o possível para ter Maluf como oponente porque era o mais vulnerável entre os que poderiam ser apoiados pelo governo”, contou. Forçados a decidir entre um homem honrado e ûm sinônimo de corrupção, previu Tancredo, mesmo eleitores  estreitamente ligados ao regime militar evitariam associar-se à imagem de Maluf.  Acertou. “Para entender o resultado de uma votação, não se deve ver apenas quem ganhou, mas também quem perdeu”, ensinou. Frequentemente, o motivo principal de uma vitória é o derrotado.

Os partidos de oposição têm sorte: Lula escolheu por eles a adversária ideal. Como sabem há meses os frequentadores da coluna, como não demorarão a perceber milhões de brasileiros, Dilma Rousseff é incapaz de comunicar-se com cada parafuso da cabeça em seu lugar. Mais grave ainda, não tem nada de proveitoso a dizer. O mais popular dos presidentes entre os institutos de pesquisas de opinião acha que elege um poste. Até uma Dilma.

Lula também achou que transformaria Aloízio Mercadante em governador em 2006 e Marta Suplicy em prefeita em 2008. E achou até recentemente que todos os cinemas do país atravessariam 2010 tomados por multidões comovidas com a história do Filho do Brasil que virou presidente e campeão de popularidade. No fim de semana, o sucesso do século agonizava em São Paulo nas telas de meia dúzia de salas semidesertas. Não vai sobreviver ao Carnaval.

Dilma é muito mais desastrada que Mercadante, muito mais arrogante que Marta e ainda mais bisonha que o filme. A cada discurso improvisado, a cada declaração em reuniões ou entrevistas, o país é reapresentado ao espetáculo aflitivo do orador sem rumo. O sujeito agride o predicado, o substantivo não cumprimenta o verbo, a concordância é chicoteada sem dó nem piedade, os gestos colidem com a garganta, a palavra volta na mesma linha sem ser chamada nem pedir licença, a voz vive inutilmente à procura do ponto seguro que não aparece. Lula trata o português com selvageria, mas é fácil entender o que está dizendo. Dilma é incompreensível.

Exagero? Vejam o vídeo (se a dicção não ajudar, recorram à legenda) que exibe a primeira parte da Oração de São Leopoldo,  pronunciada nesta sexta-feira na simpática cidade gaúcha:.

“Cês vejam o que aconteceu durante tanto tempo no Brasil. Não se investia em tratamento de esgoto. Nos países lá da Europa, Estados Unidos, no início do século passado eles investiram em tratamento de esgoto e em benefício pra população, porque principalmente as nossas crianças, as maiores e os jovens e os idosos os maiores beneficiários do tratamento de esgoto porque o tratamento do esgoto permite que a gente cuide da nossas águas, que a gente trate as águas, melhora a saúde das pessoas, diminui a mortalidade infantil, transforma a vida de cada um de nós principalmente para nós mulheres que somos mães sabemos a importância da saúde das nossas crianças e como no início da vida delas elas são tão frágeis. Por isso é muito importante essas obras que nós estamos aqui hoje apresentando pra vocês”.

Pronunciadas em 1 minuto e 11 segundos, as 138 palavras se dividem em apenas três frases. A primeira e a última poderiam ser amputadas sem anestesia. São penduricalhos de R$ 1,99. A segunda é a essência do discurso. O tratamento de esgoto é importante para todos, poderia ter resumido a oradora. Em vez disso, enfurnou-se na selva de vogais e consoantes, especialmente hostil a mentes em combustão, para produzir mais um discurso sobre o nada.

Um candidato com mais de 10 neurônios não precisa consultar marqueteiros para saber como agir num debate com Dilma Rousseff. É só perguntar, por exemplo, o que pretende fazer, se chegar à presidência da República, na área de saneamento básico. A Mãe do PAC dirá algo semelhante ao que disse no vídeo. Ao ouvir do moderador que tem um minuto para a réplica, o adversário confessará que não entendeu nada ─ para em seguida ceder o tempo à candidata e pedir que se explique melhor. A explicação vai agravar o desastre. No Brasil, um debate pode produzir efeitos devastadores. Lula sabe disso desde 1989.  Aprendeu com o companheiro Fernando Collor.

O professor de eleição vem reiterando que quem se opõe ao governo não tem discurso. Tem de sobra, mas nem precisa de muito. Basta explorar, com alguma competência e um mínimo de ousadia, o trunfo bem mais poderoso que qualquer discurso:  a oposição ganhou de Lula a adversária com que sonham todos os candidatos do mundo.

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Celso Arnaldo: como uma pessoa com a cabeça no lugar diria o que Dilma aparentemente tenta dizer

6 de fevereiro de 2010

O jornalista Celso Arnaldo desenha um preciso perfil de Marina Silva, explica por que não votará na candidata do PV, escancara as diferenças entre as duas mulheres que disputam a presidência da República e se lança a “um exercício hipotético, mas bastante lúdico: tentar reescrever a fala de Dilma Rousseff numa linguagem compreensível”. Um texto indispensável. Confira:

Não votarei na Marina Silva, que não tem nenhuma chance de ser eleita e, provavelmente, está ainda um pouco verde para um cargo que exige ─ mais do que sabedoria e absoluta correção, características dela ─ também malícia e instinto político, que ela não tem, para lidar com as bestas-feras que devoram o estado brasileiro pelas beiradas. Mas ouvindo Marina falar ─ mais do que falar, apresentar-se com aquela nobreza singela que chega a ser comovente ─ imediatamente se estabelece em nós o gritante contraste com aquela que, essa sim, lamentavelmente, tem chance de ser a primeira mulher a chegar à presidência no Brasil.

Analfabeta até os 15 anos, Marina então descobriu na educação o fio condutor de seu progresso como ser humano. Além de aprender tudo o que foi possível aprender, engajou-se, sem messianismo, numa causa mais exposta, a defesa do meio ambiente, ela que é sobrevivente de grave intoxicação por mercúrio.

Quando discorre sobre seus projetos para um Brasil mais verde e mais justo, com a mesma paixão que a intoxicante Dilma dedica à defesa do teratológico PAC, Marina usa uma linguagem clara, límpida, lógica, linear, corretíssima - o oposto radical de Dilma, que teve creche cinco estrelas na primeira infância, colégio Sion na adolescência, faculdade pública no Rio Grande do Sul (a comprovar), quase mestrado, quase doutorado e adora deitar falação, a seu modo, sobre os benefícios da educação.

E no entanto é muito mal-educada, na mais ampla acepção do termo.

Marina Silva quer mudar o mundo com um discurso aparentemente utópico, mas que faz todo o sentido possível. Dilma Rousseff cultiva e espalha a noção triunfal de que ela e Lula transformaram o Brasil na quinta maravilha do mundo ─ e, para tentar demonstrar isso, usa um discurso de ginasiana mal aplicada que faltou a todas as aulas de português e fez a turma levar bomba na hora de apresentar sua parte na prova oral.

Esse contraste me levou a um exercício hipotético, mas bastante lúdico: tentar reescrever a fala de Dilma numa linguagem compreensível ─-usando apenas os fragmentos de informações sem nexo e o arremedo de ideias contidos no seu atormentado pensamento.

Em suma, como uma pessoa com ideias no lugar e um bom domínio de sua língua — exatamente como Marina Silva — diria o que Dilma aparentemente tenta dizer?

Como exemplo, selecionei as duas internações mais recentes.

DILMA:
“No PAC, esse segmento do gasodutos ele é muito importante (..) permite que hoje, com a temperatura que nós temos aqui, está previsto que mais ou menos se atinja algo como 36, 37, 38 graus, isso implica consumo de ar-condicionado, implica também o fato de que nós sabemos que houve, porque o presidente diminuiu a isenção do IPI, uma compra, né, de eletrodomésticos, a chamada linha branca, né, geladeira e outros eletrodomésticos, permitindo então que as pessoas também tivessem um nível melhor”.

PESSOA ARTICULADA:
“Gasodutos como este têm um papel muito importante no conjunto das obras do PAC, porque eles não transportam apenas energia, mas qualidade de vida. E qualidade de vida significa poder ter na sua casa, por exemplo, um aparelho de ar-condicionado para enfrentar um calorzão como o de hoje, aqui em Duque de Caxias. Uma obra como esta, além de gerar empregos, garante que mais brasileiros, beneficiados pelo aumento da renda, possam continuar indo às lojas para comprar seus eletrodomésticos, como vimos nos últimos meses, com a redução do IPI. Pois todos terão a certeza de que não faltará energia em suas casas”

DILMA:
“Dar um passo além no sentido de que todas as crianças do Brasil tenham direito a creche (…) Porque todos os estudos mostram que a diferença, a diferença, o momento importantíssimo na vida de cada um de nós seres humanos se dá entre 0 e 3, 3 e 5 anos, que é quando a gente se forma. E quando uma pessoa, quando uma criancinha não tem na família o acesso a livros, o acesso a todas as questões culturais que uma criança de classe média tem, ela não tem a mesma oportunidade do que as outras (…) Vocês vejam que é possível perfeitamente ter uma visão ampla do país, unir gasoduto com creche pra criança”.

PESSOA ARTICULADA:
“É preciso avançar no sentido de oferecer creches públicas a todas as mães que trabalham fora e não têm com quem deixar seus filhos. Há estudos mostrando que a creche pode ter um importante papel na formação de crianças carentes, pois, além de proporcionar carinho e alimentação de qualidade na ausência da mãe, é ambiente que estimula o contato com outras crianças e com as primeiras letras. Uma creche pode fazer toda a diferença na vida de uma criança. Por isso, pode ser tão importante quanto um gasoduto como este”.

A conversão parece fácil, mas é muito difícil, dada a precariedade do material original. Mas este jogo “Conduzindo Miss Dilma” pode ser bastante divertido, não?

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O elenco do filme de terror mais medonho do ano está completo

5 de fevereiro de 2010

Por exigência dos leitores, a coluna publica a relação atualizada dos  integrantes do palanque produzido por Lula, estrelado por Dilma Rousseff e sem direção. O elenco, que vai fazer bonito no filme de terror mais medonho do ano, inclui artistas internacionais convidados para abrilhantarem cenas especialmente assustadoras. Confira:

Tarso Genro, Guilherme Cassel, João Pedro Stedile, Fernando Marroni, Elizeu Padilha, Olívio Dutra, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Sérgio Moraes, Paulo Paim e Miguel Rossetto no Rio Grande do Sul.

Ideli Salvatti e Altemir Gregolin em Santa Catarina.

Paulo Bernardo, Gleisi Hoffman, Antonio Bellinati, José Janene e Dr. Rosinha no Paraná.

Paulo Maluf, Zé Dirceu, Zé Genoíno, Antônio Palocci, Romeu Tuma, Aloízio Mercadante, Ricardo Berzoini, Eduardo Suplicy, Marta Suplicy, Paulinho da Força, João Paulo Cunha, Fernando Haddad, Luiz Marinho, Marco Aurélio Garcia, Michel  Temer, Matilde Ribeiro, Paulo Vannuchi, Professor Luizinho, José Eduardo Cardozo, Luiz Eduardo Greenhalgh, Cândido Vaccarezza, Celso Amorim, Gilberto Carvalho, Orlando Silva , Frank Aguiar, Agnaldo Timóteo e Ângela Guadagnin em São Paulo.

Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Paulo Duque, Carlos Lupi, Eduardo Cunha, Marcelo Crivella, Benedita da Silva, Roberto Jefferson, Lindberg Farias, Eduardo Paes, Jandira Feghali, Carlos Minc, Família Babu e Franklin Martins no Rio de Janeiro.

Wellington Salgado, Hélio Costa, Newton Cardoso, Marcos Valério, Clésio Andrade, Virgílio Guimarães, Luiz Dulci, Frei Betto, Anderson Adauto, Fernando Pimentel, José Alencar, Edmar Moreira, Nilmário Miranda, Sandra Starling, Patrus Ananias, Saraiva Felipe e Walfrido Mares Guia em Minas Gerais.

Blairo Maggi, Serys Slhessarenko, Carlos Abicalil e Silval “Legal” Barbosa em Mato Grosso.

Zeca do PT e Delcídio Amaral em Mato Grosso do Sul.

Delúbio Soares e Iris Rezende em Goiás.

Marcelo Miranda e Wanderley Luxemburgo no Tocantins.

José Eduardo Dutra e Almeida Lima em Sergipe.

Fernando Collor e Renan Calheiros em Alagoas.

José Maranhão e Roberto Cavalcante na Paraíba.

Severino Cavalcanti, Humberto Costa, Maurício Rands, José Múcio Monteiro, João Paulo, Carlos Eduardo Cadoca, Renildo Calheiros e Inocêncio Oliveira em Pernambuco.

José Sérgio Gabrielli, Geddel Vieira Lima, Jacques Wagner e Haroldo Lima na Bahia.

Henrique Eduardo Alves, Garibaldi Alves e Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte.

Inácio Arruda, José Nobre Guimarães, Eunício de Oliveira e Luizianne Lins (com Ciro e Cid Gomes esperando o começo da segunda parte) no Ceará.

Wellington Dias no Piauí.

Alfredo Nascimento e João Pedro no Amazonas.

Romero Jucá, Expedito Jr. e Flamarion Portela em Roraima.

Valdir Raupp, Fátima Cleide e Ivo Cassol em Rondônia.

Sibá Machado e Tião Viana no Acre.

Gilvam Borges no Amapá.

Joaquim Roriz, Gim Argello, Valdomiro Diniz e, logo, José Roberto Arruda no DF.

Ana Júlia Carepa, Jáder Barbalho e Alcione Barbalho no Pará.

Edison Lobão, Edison Lobinho, Roseana Sarney, Flávio Dino e Epitácio Cafeteira no Maranhão.

José Sarney no Maranhão e no Amapá.

Artistas convidados: Hugo Chávez (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai), Mahmoud Ahmadinejad (Irã), Casal Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Manuel Zelaya (Honduras), Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua), Cesare Battisti (Itália), Irmãos Castro (Cuba) e Roberto Mangabeira Unger (Massachusetts).

Se você está numa festa e vê entrar inesperadamente uma figura que conhece, adivinha de imediato se a noitada vai ficar pior ou melhor, certo? Tente encontrar nesse elenco alguém que melhore uma festa.