Blogs e Colunistas

29/03/2015

às 11:51 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Problemas na vista’

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Algumas anotações sobre o dia 15 de março de 2015, uma data que vai entrar para a história deste país:

* No dia seguinte às maiores manifestações de rua já ocorridas no Brasil contra um governo, a presidente Dilma Rousseff fez um pedido de paz: “Vamos brigar depois”. Foi uma das coisas mais interessantes que disse desde que chegou à Presidência da República, há pouco mais de quatro anos, principalmente se estiver falando a sério. O país precisa resolver hoje um caminhão de problemas – e se não tiver paz é absolutamente garantido que não conseguirá resolver nem um deles. Propostas de cessar-fogo entre as partes, é claro, sempre são mais atraentes para a parte que está debaixo de chumbo grosso, com mais de 60% de reprovação popular, mas e daí? A maioria daquele povo todo que foi para a rua não quer ganhar uma discussão; quer ver melhorias concretas, e logo, naquilo que está ruim. Era de esperar, pelos instintos naturais do atual governo, que a presidente reagisse com ira, rancor e ameaças à inédita condenação que sofreu em praça pública. Preferiu reagir com a razão. Menos mal; muito menos mal.

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29/03/2015

às 8:51 \ Opinião

‘Mundo véio sem puliça’, uma nota de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Café da manhã com pão fresquinho, manteiga, jornal. Já foi uma beleza! Hoje, o pãozinho subiu de preço, a manteiga sem pão pode dar ideias perigosas às autoridades (com sal é pior!), o jornal não tem notícias que não sejam de crimes.

Na primeira página, o escândalo da Receita. Nas páginas de Política, a CPI do Petrolão, a CPI dos SwissLeaks, o debate sobre recursos não-contabilizados ocultos nas contas do HSBC suíço. Nas páginas de Economia, empresas que demitem porque, acusadas no Petrolão, não recebem o que lhes é devido (e, ao lado, reportagem sobre a quebra iminente de alguma grande construtora, com muitas demissões). Nas páginas de Investimentos, o enorme déficit do Postalis, o fundo de pensão dos Correios, que acaba de ser jogado nas costas dos segurados. Discute-se a possibilidade de algo semelhante em outros fundos de estatais, e a possível escolha do presidente da Vale para a Presidência do Conselho da Petrobras – embora as duas empresas, uma privada, uma estatal, possam vir a ter interesses conflitantes. Nos artigos, uma pergunta: qual desses é o maior escândalo de corrupção no Brasil, algo que nunca dantes nesse país tenha ocorrido?

Este colunista, que jamais apreciou notícias de crime, vai para o Esporte, para saber do Corinthians. Mas aí acha a empresa alemã que diz ter pago propina para obter contratos na Copa do Brasil. Na área de entretenimento, discute-se o aparelhamento do Ministério da Cultura pelo Fora do Eixo – aquele, do Pablo Capilé.

Há café da manhã que resista? Apesar de tudo, bom dia!

29/03/2015

às 0:48 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Com essa Lula não contava’

“Em 2010, o presidente Lula surfava na popularidade e achava-se insuperável. Tanto que escolheu um poste para lhe suceder — a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Com os principais nomes do PT envolvidos no escândalo do mensalão, a escolha de Dilma parecia um golpe de mestre. Ela, que nunca tinha concorrido a uma eleição, podia apresentar-se sem mácula ao eleitorado. E, principalmente, ao criar uma candidata sem sustentação política própria, Lula seria seu esteio — e poderia continuar dando as ordens.

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28/03/2015

às 19:03 \ Opinião

Fernando Gabeira: ‘Que país é esse?’

Publicado no Globo

FERNANDO GABEIRA

Depois das manifestações de 15 de março, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque foi preso no Rio. A operação tem o nome “Que país é esse?”. É uma alusão à frase de Duque quando foi preso pela primeira vez: que país é esse? Mesmo sem saber ainda que país é esse, na prisão de agora houve uma certeza temporal: era o primeiro dia depois que milhões de brasileiros foram para as ruas contra a corrupção, gritando “Fora Dilma”, “Fora PT”.

A reação do governo foi patética. Desde o princípio, fonte oficial espalhou que o movimento não tinha foco, era dispersivo.

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28/03/2015

às 14:12 \ Direto ao Ponto

Os 8% de teimosos agora são mais de 60% e se multiplicam nas ruas. A seita lulopetista ficou menor que a inflação real

Atualizado às 14h10

Foto: Bruno Santos

Foto: Bruno Santos

Em 9 de junho de 2009, o título do post reproduzido na seção Vale Reprise ironizou o pânico epidêmico provocado pela instauração de uma CPI da Petrobras: alguém deve ter gritado “olha o rapa!” na porta da maior estatal brasileira, resumia. Estavam pálidos de espanto diretores, fregueses, fornecedores, pequenos acionistas e o homem do cafezinho. Estavam transidos de horror o presidente da República, ministros de Estado, senadores e deputados da base alugada, oposicionistas a favor, porteiros do Palácio do Planalto e o jornaleiro do Congresso. Por que tanta correria? Por que o medo coletivo? Aí tem, concluía o texto.

Tinha mesmo, sabiam os que nunca perderam o juízo e a vergonha. E como tinha, vem reiterando desde março de 2014 a devassa do Petrolão. Abstraídas as dimensões assombrosas da roubalheira e as propinas calculadas em milhões, a descoberta do maior, mais guloso e mais atrevido esquema corrupto da história não pareceu surpreendente aos olhos de quem não cai em conto do vigário e vê as coisas como as coisas são. Os leitores da coluna são testemunhas (e o timaço de comentaristas é protagonista) desse filme em que o PT morre no fim. E não foi por falta de aviso que tanta gente demorou tanto para entender que o país está sob o domínio de um bando de farsantes.

Se a abulia epidêmica fosse menos longeva, os comparsas envolvidos no grande embuste seriam alcançados mais cedo pelo desmoralizante castigo sonoro que fez Lula perder a voz, o rumo e o sono no Maracanã, na cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos de 2007. A vaia, lembrou um post de 17 de julho de 2009, “é o som que funde a fúria, o cansaço, o sarcasmo e a chacota. Sobressalta o presunçoso, silencia o falastrão, inibe o debochado, constrange o arrogante, desfaz o sorriso do canalha, assusta o ladrão. Nada como a propagação da vaia para combater surtos de bandidagem política semelhantes à que devasta o Brasil neste começo de século. Não há nada a perder além da sensação de impotência e da indignação há tanto tempo represada”.

Há seis anos, os supermercados de pesquisas repetiam que não passavam de 8% os que achavam ruim ou péssimo o governo lulopetista. Os nativos indignados, portanto, já foram uma espécie em extinção. Eram tão poucos que alguns blogueiros estatizados sugeriram que os críticos do governo fossem identificados um a um e examinados cuidadosamente, porque certamente sofriam de algum distúrbio psíquico ainda não catalogado pela ciência. A ideia ganhou força em 2012, quando o poste ameaçou superar o recorde do seu fabricante e chegar a 100% de popularidade (ou 103%, se a margem de erro oscilasse inteira para cima).

Passados dois anos, todas as pesquisas escancaram a dramática mudança na paisagem. Os 8% se multiplicaram com extraordinária rapidez. Agora são mais de 60% os que acham ruim ou péssimo o desempenho de Dilma e seus ministros A resistência democrática está nas ruas ─ e na ofensiva. Os poderosos vigaristas da virada da década estão acuados por manifestações de protesto. Muitos estão na cadeia, outros fogem do camburão. Lula sumiu, Dilma não sabe o que fazer e não diz coisa com coisa. Os satisfeitos com o desgoverno somam desprezíveis 7% do eleitorado.

A seita lulopetista ficou do tamanho da inflação oficial. E muito menor do que a inflação real.

28/03/2015

às 13:58 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O que pretende Dilma, afinal?’

Sem apoio popular nem político e desamparada por parte de seu próprio partido, como Dilma Rousseff imagina que conseguirá governar nos 45 meses que ainda tem pela frente?

Quem acompanha o calvário da presidente da República neste início de segundo mandato já percebeu que do ponto de vista político – inclusive no que diz respeito à questão vital da aprovação das medidas necessárias ao ajuste fiscal – a maior pedra no sapato do governo é a rebeldia de seu maior aliado, o PMDB. Seria de esperar, portanto, que a chefe de governo tivesse interesse em pacificar as relações com o partido que tem o vice-presidente da República e o controle do Congresso Nacional. Mas não parece que seja essa a intenção de Dilma, a julgar por seu comportamento hostil, agora envolvendo a tentativa de criação de um novo partido, o PL, como parte da estratégia de enfraquecimento do PMDB maquinada dentro do Palácio do Planalto.

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28/03/2015

às 7:15 \ Feira Livre

15 motivos para nunca visitar São Paulo

Há algumas semanas, circula pelas redes sociais um post publicado no site BuzzFeed que oferece aos leitores “23 motivos para nunca visitar São Paulo”. É um caso exemplar de fina ironia. As imagens que ilustram cada tópico destroem estereótipos que, somados, reduzem a maior metrópole brasileira a uma cidade cinzenta, sem atrativos nem charme. A coluna acrescentou algumas sugestões à lista do BuzzFeed e selecionou os “15 melhores motivos para nunca visitar São Paulo”.

1) Os paulistanos são frios e só pensam em trabalho

1) Os paulistanos são frios e só pensam em trabalho

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27/03/2015

às 21:56 \ Homem sem Visão

Começou na enquete a votação que vai eleger o HSV de Março. Confira a ficha resumida dos seis candidatos ao troféu

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Mais uma vez, a Comissão Organizadora lembra aos leitores-eleitores que uma das cláusulas do regulamento do HSV impede a inscrição, nas disputas mensais, dos campeões promovidos a hors concours pelos títulos que conquistaram. São sete: Lula (HSV da Década), Dilma Rousseff (HSV de 2009), Franklin Martins (2010), Márcio Thomaz Bastos (2011), Ricardo Lewandowski (2012), Alexandre Padilha (2013) e José Eduardo Cardozo (2014). Fernando Haddad e Aldemir Bendine, eleitos respectivamente Homem sem Visão de Janeiro e Homem sem Visão de Fevereiro, não disputam mais o troféu mensal por já estarem na briga pelo HSV do ano.

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27/03/2015

às 19:58 \ Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: A presidente jura que o PIB abaixo de zero foi provocado pela marolinha que Dilma Rousseff e Lula juraram ter exterminado em 2010

27/03/2015

às 19:56 \ História em Imagens

A charge do Alpino

 

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