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29/07/2014

às 10:35 \ Direto ao Ponto

Quem não governa sequer o que diz jamais aprenderá a governar um país

Atualizado às 10h30

Na segunda metade dos anos 60, Stanislaw Ponte Preta fez enorme sucesso com os três volumes do seu Festival de Besteira que Assola o País, o FEBEAPÁ. Hoje, o alter ego do escritor Sérgio Porto teria material suficiente para publicar um livro por mês. Mas os leitores talvez não fossem tantos. Com o advento da Era da Mediocridade, o brasileiro padrão passou a encarar com indulgência de comparsa manifestações de ignorância que antes punia com gargalhadas, vaias, deboches, ironias, piadas desmoralizantes e outros corretivos impiedosamente didáticos.

O país embrutecido pela jequice é complacente até com presidentes da República incapazes de ler, escrever ou dizer coisa com coisa. E não reage a cenas de idiotia explícita que, nem faz tanto tempo assim, garantiam ao protagonista, fosse ele nativo ou gringo, pelo menos a carteirinha de cretino fundamental. Um caso clássico é o de Dan Quayle , vice-presidente dos Estados Unidos entre 1989 e 1993, que consolidou a fama de imbecil também entre brasileiros com mais de 20 neurônios com meia dúzia de frases.

Uma delas: “A perda de vidas é irreversível”. (“Minha mãe nasceu analfabeta”, empatou Lula sem que fosse imediatamente internado num hospício-escola).  Outra do americano trapalhão: “Fiz uma viagem à América Latina e só lamentei não ter estudado Latim com mais dedicação para poder conversar com aquelas pessoas”. (Lula, o Inimputável, superou-o ao inventar uma invasão da China pelo exército de Napoleão Bonaparte). O palanque ambulante continua por aí, despejando bobagens de meia em meia hora. A vida pública de Quayle foi encerrada em 1992, numa sala de aula onde resolveu posar de professor de ortografia.

No vídeo que registra o pedagógico fiasco, o vice de George Bush pai aparece ditando a palavra inglesa correspondente a “batata” a William Figueroa, aluno da 6ª série que participa de um concurso de soletração. Depois de escrever potato, o aluno é delicamente repreendido pelo mestre aloprado: “Está correto foneticamente, mas você está esquecendo alguma coisa”. Em seguida, Quayle sussurra algo aos ouvidos do garoto, que imediatamente deforma a grafia certa com o acréscimo de um e inexistente. O potatoe eliminou Figueroa do concurso e antecipou dramaticamente a aposentadoria política do ainda jovem n° 2 dos EUA.

Dilma Rousseff também recorreu a uma vogal pinçada no cérebro baldio para transformar Ariano Suassuna em Ariano “Suassuana”.  O sobrenome do grande morto é a vítima mais recente da oradora tatibitate que troca, embaralha ou esquece nomes de ministros, prefeitos, estados, cidades e coisas com desoladora frequência. Esse defeito de fabricação, contudo, fica com cara de pecado venial quando confrontado com as sessões de tortura a que Dilma vive submetendo não só a língua portuguesa, mas também o raciocínio lógico, o senso comum e a inteligência alheia.

No post reproduzido na seção Vale Reprise, por exemplo, a doutora em nada ensina que só pode ocupar a Presidência da República gente nascida e criada em todos os estados brasileiros. Quem não governa sequer o que diz jamais aprenderá a governar um país, comprova a performance de Dilma no coração do poder. Ela acha que merece um segundo mandato. Os eleitores decidirão se o Brasil merece ser presidido mais quatro anos por uma versão em dilmês e assustadoramente piorada de Dan Quayle.

29/07/2014

às 10:30 \ História em Imagens

Ariano ‘Suassuana’ é a mais recente vítima do neurônio solitário que inventou o ‘Antônio’ Garotinho e o Aldo ‘Rabelo’, entre outras dilmices

“Desta vez não vou errar o nome do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio”, cumprimentou-se Dilma Rousseff durante a convenção do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) em junho que formalizou o apoio à candidata ao segundo mandato. O entusiasmo é justificável. O neurônio solitário vive trocando nomes de gente, cidades ou Estados, mas só o companheiro cearense foi castigado em duas ocasiões diferentes por esse mesmo defeito de fabricação.

Na primeira, em julho de 2013, Dilma não conseguiu lembrar como se chamava o prefeito logo ao lado:

Quatro meses depois, Roberto Cláudio foi chamado duas vezes de Antônio Cláudio.

Pelo esforço para memorizar o nome composto, a presidente poderia ter ganhado nota 10 não fosse por outro detalhe. Quando resolveu “comprimentá” Anthony Garotinho, Dilma decidiu aportuguesar o nome do ex-governador: ”Quero dirigir um cumprimento especial ao ex-governador do Rio, o deputado federal Antônio Garotinho”.

A troca de nomes de pessoas e lugares deixou de surpreender convidados e assessores há algum tempo. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, por exemplo, foi rebatizado de Aldo “Rabelo” já durante a posse.

 

Em 2011, quando participou de um encontro com governadores do Nordeste, Dilma chamou a cidade de Toritama, no sertão de Pernambuco, de Ibotirama. “Eu falei para vocês que não era Ibotirama”, esbravejou a presidente em público. “Vocês vejam o que é uma ótima assessoria”.

 

Em visita a Mato Grosso do Sul, Dilma foi corrigida pela plateia ao se referir a Mato Grosso. “Do Sul”, acrescentou a presidente. “Vocês me desculpem, Mato Grosso do Sul”.

Ariano ‘Suassuana’ é a mais recente vítima. A amostra de vídeos avisa que o neurônio solitário implora por reparos urgentes.

28/07/2014

às 16:37 \ Homem sem Visão

Aldo Rebelo, Fernando Haddad, Henrique Alves, Felipão, Moreira Franco e Renan Calheiros brigam na enquete pelo troféu

Começou a votação na enquete que apontará o ganhador do título de Homem sem Visão de Julho. Inscritos voluntariamente ou por determinação dos leitores-eleitores, seis feras estão na disputa.

Aldo-Rebelo

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28/07/2014

às 11:18 \ Opinião

‘O socorro de Lula a Dilma’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta segunda-feira

Foi necessário que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva entrasse em campo para evitar que a presidente Dilma Rousseff fosse incluída pelo Tribunal de Contas da União (TCU) entre os responsáveis pela desastrosa compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobrás. Sem a intervenção pessoal de Lula, Dilma teria de lidar na campanha eleitoral com o fato de não ter impedido a realização de uma das transações mais lesivas aos cofres públicos na história da Petrobras. Para quem já enfrenta queda de popularidade e críticas cada vez mais pesadas pela condução ruinosa da economia nacional, ser ademais tachada de inepta na administração dos negócios da mais emblemática empresa estatal do País certamente traria prejuízos incalculáveis à sua candidatura. Por isso, Lula não titubeou.

Dois dias antes de o assunto sobre a refinaria entrar na pauta do TCU, Lula recebeu José Múcio Monteiro, ministro do tribunal, em São Paulo. Múcio foi ministro de Relações Institucionais do governo Lula e nomeado para o TCU pelo petista.

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27/07/2014

às 18:54 \ Opinião

‘Rescaldo do rescaldo’, um artigo de Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Um anúncio da safra da Copa… anúncio de quê, mesmo? Houve tempo em que os anúncios iam direto ao ponto – “Beba Coca-Cola”. Hoje a criatividade sufoca as marcas. Houve um anúncio da safra da Copa, sabe-se lá do quê, em que um homem, de costas, vinha e depositava no chão a maleta que trazia no braço, na pose de quem chegava a algum lugar. “O futebol está voltando para casa”, dizia o locutor. E não é que o futebol voltou mesmo para casa? Voltou para a querida Europa de nascença. País do futebol, hoje, 100 anos depois de o kaiser Guilherme II dar o pontapé inicial à I Guerra Mundial, 91 anos depois do putsch de Munique, 75 anos depois do início e 69 do fim da II Guerra Mundial, 53 depois da construção e 25 da derrubada do Muro de Berlim, nove anos depois da eleição e um depois da renúncia do papa Ratzinger, é a Alemanha. É lá que se joga um futebol alegre e bonito. No Brasil, joga-se um futebol “de resultados” dotado da singular característica de não produzir resultados.

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27/07/2014

às 14:19 \ Vídeos: Entrevista

Fernando Henrique Cardoso: ‘Povo espera do governo qualidade de vida’

Publicado no Estadão deste domingo

FHC

ALEXA SALOMÃO, GABRIEL MANZANO, RICARDO GRINBAUM

Seja quem for o presidente eleito em outubro, seu principal desafio será converter a ação do Estado em qualidade de vida para a população, um desejo crescente que se reflete na cobrança por serviços públicos mais eficientes. Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, melhorar o funcionamento da máquina pública foi a chave para o Plano Real no combate à inflação, 20 anos atrás, mas o tema ainda é um ponto preocupante.

“O que importa hoje não é o ‘quantos por cento’ de inflação temos”, diz FHC. “O que assusta agora é perceber que os fundamentos não estão funcionando tão bem quanto deveriam. O conjunto da obra está bamboleante.”

Fernando Henrique vê o País “pagando o preço” pela falta da reforma política, que ele próprio reconhece como uma frustração. Para sair dela, afirma, é preciso um entendimento entre PT, PSDB e PMDB, mas há um empecilho: as incessantes “pedradas” entre tucanos e petistas. “Lula é hegemônico, quer tomar conta de tudo, esmagar o adversário”, diz. “Não há como fazer acordo.”

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27/07/2014

às 6:53 \ Opinião

‘Os vândalos, quem diria, são vikings’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

São ferozes como os vikings e, como os vikings, acreditam no poder da destruição: os vândalos ferem, destroem e já mataram pelo menos uma pessoa. São unidos como os vikings, e desta união extraem sua força: a coordenação que mantiveram deixou os inimigos, os policiais, desarvorados. E, quem diria, a moda viking, aquele famoso capacete com chifres, expôs sua maneira de agir. Uma integrante do grupo de vândalos, Anne-Josephine Louise Marie Rosencrantz, descobriu que seu namorado Luiz Carlos Rendeiro Jr., Game Over, pai de seu filho, era partilhado por outra ativista, Elisa Quadros Pinto Sanzi, Sininho.

A traída se vingou traindo: Anne-Josephine foi à Polícia e prestou depoimento sobre a ação dos vândalos. Começou informando como Sininho admitiu o namoro com Game Over: “Sininho diz que ela e Game Over tinham um romance revolucionário”. E apresentou as denúncias — entre elas, diz, a tentativa, liderada por Sininho, de incendiar o prédio da Câmara dos Vereadores do Rio. Segundo Anne-Josephine, este incêndio não fazia parte dos planos dos manifestantes, e Sininho, aos gritos, pedia que lhe levassem gasolina para iniciar o fogo. Conforme diz Anne-Josephine, foi Game Over que conseguiu controlá-la.

De acordo com a Polícia, Anne-Josephine detalhou ainda as funções dos principais lideres dos vândalos e — oh, novidade! — relatou o uso de drogas por eles.

E daí? Daí que todos os detidos por vandalismo, inclusive os acusados por Anne-Josephine, foram libertados por ordem do desembargador Siro Darlan.

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26/07/2014

às 18:11 \ Opinião

‘O fiasco do Mercosul e a diplomacia de banquinho’, de Rolf Kuntz

Publicado no Estadão deste sábado

ROLF KUNTZ

Foi uma semana dura para a diplomacia brasileira e revoltante para os anões. Na quinta-feira, o governo de Israel ofendeu os baixinhos de todo o mundo ao descrever o Brasil como um anão diplomático. Três dias antes, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, havia cobrado, em tom quase paternal, mais empenho de Brasília para a conclusão do acordo comercial do Mercosul com o bloco europeu. Os dois fatos evidenciaram, mais uma vez, a desmoralização e a falência da política externa brasileira, tanto na área comercial quanto na geopolítica. O fato coberto com maior destaque foi o bate-boca entre funcionários de Brasília e de Tel-Aviv, mas os dois episódios são partes da mesma história.

Anões, ao contrário da atual diplomacia brasileira, inaugurada em 2003, podem ser inteligentes, eficientes, equilibrados e relevantes. Outros governos têm pressionado o de Israel e cobrado a suspensão ou moderação dos ataques à Faixa de Gaza, mas nenhum deles pagou o mico de se explicar e de responder em tom quase meigo a um porta-voz de chancelaria. A explicação oferecida: o Brasil criticou apenas a violência “desproporcional” de Israel, sem contestar seu direito de defesa. A resposta complementar: o Brasil mantém relações diplomáticas com todos os membros da ONU e, portanto, se houver algum anão, será outro país. A explicação e a réplica foram apresentadas pelo chanceler Luiz Alberto Figueiredo. Polidamente, ele se absteve de mostrar a língua e de chamar de feio o funcionário israelense.

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26/07/2014

às 14:08 \ Direto ao Ponto

1 minuto com Augusto Nunes: Há quase 12 anos a política externa da canalhice faz do Brasil um anão diplomático

 

26/07/2014

às 11:38 \ Feira Livre

O metrô de Estocolmo se transformou na mais extensa exposição artística do mundo

Com 105 quilômetros de trilhos e 100 estações, 47 das quais abaixo da superfície, o metrô de Estocolmo abriga a mais extensa exposição artística do mundo. Cada parada oferece à contemplação dos passageiros obras de distintas linhagens, a maioria esculpida diretamente na pedra bruta. O metrô da capital da Suécia virou atração turística por ser mais que um meio de transporte. É também uma galeria de arte subterrânea.

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