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Vendas no Natal disparam 9,5%: melhor resultado desde 2014

Forte aceleração no fim do ano fez o faturamento do comércio varejista saltar 7,5% em 2019

Por Machado da Costa Atualizado em 26 dez 2019, 12h34 - Publicado em 26 dez 2019, 12h31

A previsão se confirmou. O Natal de 2019 foi o melhor em anos — ao menos para o varejo. Segundo balanço feito pela Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), as vendas natalinas deste ano superaram as do ano passado em 9,5%. Este é o mais forte crescimento do comércio varejista para esta época do ano desde 2014.

A forte aceleração no fim do ano fez o faturamento do comércio varejista saltar 7,5% ao longo do ano, superando a expectativa de alta de 5%. A projeção de receitas do varejo nos shoppings centers alcançou 168,2 bilhões de reais em 2019.

“No ano passado, havia expectativa de que 2019 seria um ano mais forte, mas teve uma frustração, porque só no terceiro trimestre é que a recuperação começou. O primeiro semestre foi muito fraco. O varejo volta a apresentar um caminho de recuperação agora no último trimestre deste ano”, diz Rodolpho Tobler, economista da Fundação Getúlio Vargas.

Entre os setores que impulsionaram as altas estão vestuário, brinquedos e cosméticos, que lideraram as vendas no Natal. De acordo com Roberta Naveiro Garcia, gerente de marketing do Shopping Cidade São Paulo, o desempenho do comércio de eletrônicos também chamaram a atenção nesta época do ano. “O lançamento do novo iPhone 11, mais barato do que o anterior, ajudou muito. Trouxe um forte impacto positivo nas vendas de celulares”, diz.

Garcia prevê uma alta ainda maior para o próximo ano. A expectativa da Cyrela Commercial Properties, proprietária do shopping, é de uma alta entre 7,5% e 10% no próximo ano. Previsão que é compartilhada também pela Alshop. “Há uma demanda reprimida”, diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop. “As vendas cresceram acima do esperado em um ano marcado por fatos importantes, como a aprovação da reforma da Previdência, e uma gestão eficiente da política econômica que permitiu a redução dos juros, a liberação do FGTS. O ajuste das contas públicas permitiu que o comércio avançasse e resultasse em novos empregos e aumento nas vendas de forma sustentável.”

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